Perderam um paciente no Walfredo. Acharam um morto. VERGONHA!!!

Não há adjetivos para classificar a situação denunciada no RNTV 2ª edição desta quarta-feira.

Espúrio, repugnante, infame, torpe. São os sinônimos que mais se aproximam, mas ainda assim não definem o descaso que assistimos.

Acometido por acidente vascular cerebral (AVC), um paciente ficou 12 horas numa cadeira de rodas. A filha acompanhou o drama o dia inteiro e foi orientada pela direção a ir para casa. Foi.

Deixou recado com a assistência social que avisasse sobre qualquer evolução no quadro clínico de seu pai. Voltou no dia seguinte. O pai não estava.

Ela procurou pelos corredores superlotados, pela enfermaria e nada. Tarde demais. Morto, o homem foi encontrado no necrotério. O paradeiro também se estendeu aos seus documentos, que sumiram.

O episódio não é inédito. Em seu twitter, o jornalista Marcilio Amorim relatou situação semelhante.

Em 1998, ele soube que perdera seu pai no abatedouro em que há muito se transformou o Walfredo Gurgel porque a funerária se apressou à porta da sua casa para negociar o caixão.

Os relatos sobre os descasos inundam as editorias de cidades e estarrecem e indignam mesmo sendo tomados como normais pelos gestores de plantão, um bando de araque cioso da gravidade do assunto, mas inerte em ação.

É o estado desse mesmo Walfredo Gurgel que vai pagar R$ 1,3 bilhão pela construção de um estádio para sediar a Copa do Mundo de Futebol.

Nossos representantes são mesmo um inventário de mentiras. Quando precisam de atendimento, buscam a rede particular, apesar de apregoarem que a saúde pública é exemplar e operante.

Enquanto isso, os partos de horrores se sucedem. Os gritos de dor são da população.