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ALARMANTE: O que ‘sinal de OK’ retratado como racista nas redes sociais revela sobre a ‘cultura de cancelamento’

Emmanuel Cafferty comemorou com as filhas e os netos o emprego ? que perdeu depois de cancelamento no Twitter. Foto: Arquivo Pessoal

No último dia 3 de junho, o americano Emmanuel Cafferty, de 47 anos, voltava para casa depois de mais um dia de trabalho. Sua rotina era passar entre 8 e 12 horas diárias em inspeções na rede subterrânea de gás e eletricidade da cidade de San Diego, na Califórnia. Era fim de tarde e fazia calor. No volante da caminhonete da empresa, ele mantinha a janela aberta, o braço esquerdo pendendo sobre a porta do veículo. Segundo Cafferty, ele estalava as juntas dos dedos da mão esquerda com displicência, o polegar alongando os demais dedos em direção à palma da mão, um tique que repetiu algumas vezes durante a entrevista com a BBC News Brasil.

“Foi nesse momento que um homem desconhecido, com um celular e uma conta de Twitter, virou minha vida de cabeça pra baixo”, contou Cafferty.

Fazia apenas uma semana que George Floyd, um homem negro e desarmado, havia sido morto por um policial branco em Minneapolis. As imagens do assassinato de Floyd causaram o que tem sido considerada a maior onda de protestos populares contra o racismo nos Estados Unidos. Nesse contexto, o estalar de dedos de Cafferty acabou interpretado por um motorista de outro veículo como um gesto específico, um símbolo usado por movimentos supremacistas brancos.

“Esse homem começou a buzinar e me xingar. Ele gritava: “Você vai continuar fazendo isso?” E sacou o celular para fotografar. Achei que eu talvez tivesse fechado ele no trânsito, por acidente. Mas estávamos os dois parados no semáforo, eu não estava entendendo nada”, relata Cafferty.

Duas horas após o incidente, seu supervisor telefonou para dizer que ele havia sido denunciado como racista nas redes sociais e estava sendo suspenso do trabalho, sem vencimentos. Uma hora mais tarde, seus colegas chegaram à sua casa para levar a caminhonete e o computador da empresa embora. Cinco dias depois, ele estava demitido.

“Foi assim que eu perdi o melhor emprego que já tive na vida”, diz Cafferty. Sem faculdade, filho de migrantes mexicanos, ele vivia sua versão do sonho americano. Ganhava US$ 41 por hora, o dobro do salário de seu emprego anterior, e tinha plano de saúde e de aposentadoria pela primeira vez na vida. Quando conseguiu a vaga, há seis meses, ele, as três filhas e os netos saíram para jantar em comemoração.

OK ou supremacia branca?

De acordo com Cafferty, ele não tinha ideia que o gesto a ele atribuído, comumente associado a “OK” nos Estados Unidos, pudesse ter conotação racista.

De acordo com a Anti-Defamation League, uma organização centenária que combate discursos de ódio, o símbolo de “OK” foi adotado em 2017 por usuários racistas em fóruns online como o 4chan. A própria organização recomenda cuidado na interpretação do sinal.

“Na esmagadora maioria das vezes, o gesto significa consentimento ou aprovação. Por isso, não se pode presumir que alguém que faça o gesto o esteja usando em um contexto de racismo, a menos que exista outra evidência contextual para apoiar esse entendimento. Desde 2017, muitas pessoas foram falsamente acusadas de ser racistas ou supremacistas brancas por usarem o gesto no seu sentido tradicional e inócuo”, alerta a organização.

É exatamente o que teria acontecido a Cafferty. Ou pior. “No meu caso, nem era um símbolo, só estava estalando os dedos. Mas um homem branco interpretou como um gesto parecido com OK, que seria racista e disse isso a meus chefes, também brancos, que decidiram acreditar nele, não em mim, que não sou branco”, afirmou exasperado, enquanto esfregava os braços para mostrar a cor de sua pele.

O autor da fotografia e do primeiro post contra Cafferty admitiu à equipe local da emissora americana NBC que pode ter exagerado na interpretação que fez do suposto gesto e que, apesar de ter marcado a empresa em que Cafferty trabalhava em seu post, não queria que ele fosse demitido. O usuário apagou a mensagem original e a própria conta de Twitter. Mas já era tarde, o post havia viralizado, o emprego estava perdido. A BBC News Brasil não conseguiu localizar o autor do primeiro post.

“Uma multidão de Twitter me cancelou. Já liguei para todos os meus ex-empregadores nessas seis semanas desde que aconteceu o episódio e ninguém me retorna. A primeira coisa que um empregador faz na hora de contratar é jogar seu nome no Google. O meu ficou ligado a esse episódio, não importa se estou certo ou não. Não sei como vou seguir a vida daqui pra frente”, desabafa. Ele tem tido que fazer terapia semanalmente para lidar com a dor e o medo que tem sentido.

Multidão online, efeitos offline

O caso de Cafferty é emblemático do que tem sido considerado um efeito colateral perigoso da cultura do cancelamento. O movimento começou, há alguns anos, como uma forma de chamar a atenção para causas como justiça social e preservação ambiental, uma maneira de amplificar a voz de grupos oprimidos e forçar ações políticas de marcas ou figuras públicas.

Funciona assim: um usuário de mídias sociais, como Twitter e Facebook, presencia um ato que considera errado, registra em vídeo ou foto e posta em sua conta, com o cuidado de marcar a empresa empregadora do denunciado e autoridades públicas ou outros influenciadores digitais que possam amplificar o alcance da mensagem. É comum que, em questão de horas, o post tenha sido replicado milhares de vezes.

A cascata de menções a uma empresa costuma precipitar atitudes sumárias para estancar o desgaste de imagem, sem que a pessoa sob ataque possa necessariamente se defender amplamente.

“No meu caso, eles me ouviram uma vez e logo já me demitiram. Fica parecendo que concluíram que eu era racista mesmo”, afirma Cafferty. A BBC News Brasil procurou a empresa SDG&E, onde ele trabalhava, mas não obteve retorno até a conclusão desta reportagem. Em resposta às denúncias de usuários contra Cafferty no Twitter, a empresa afirmou que “acredita firmemente que não há espaço na sociedade para discriminação de qualquer tipo” e que havia iniciado uma investigação sobre a conduta do funcionário”.

O cancelamento é mais do que a trollagem típica de internet, eventualmente com insultos coordenados, frequente em disputas de opinião entre usuários das redes. É um ataque à reputação que ameaça o emprego e os meios de subsistência atuais e futuros do cancelado. Extremamente frequente nos Estados Unidos, ela hoje abate anônimos, gente comum como Cafferty.

“Você pode ser cancelado por algo que você disse em meio a uma multidão de completos estranhos se um deles tiver feito um vídeo, ou por uma piada que soou mal nas mídias sociais ou por algo que você disse ou fez há muito tempo atrás e sobre o qual há algum registro na internet. E você não precisa ser proeminente, famoso ou político para ser publicamente envergonhado e permanentemente marcado: tudo o que você precisa fazer é ter um dia particularmente ruim e as consequências podem durar enquanto o Google existir”, definiu o colunista do The New York Times Ross Douthat em uma coluna sobre cancelamento há alguns dias.

O fenômeno acontece também no Brasil, mas frequentemente tem como alvo famosos. Um exemplo recente de cancelamento foi o da blogueira Gabriela Pugliesi. Depois de postar imagens de uma festa que deu em sua casa, em abril, em meio a uma quarentena por conta da epidemia de coronavírus, uma multidão online passou a cobrar as marcas que a patrocinavam para que rescindissem os contratos de publicidade com ela. Pugliesi perdeu pelo menos cinco contratos e seu prejuízo teria superado os R$ 2 milhões.

Injustiças no movimento por justiça social?

O alcance da cultura do cancelamento nos Estados Unidos tem gerado questionamentos sobre a possibilidade de que injustiças sejam cometidas.

Cafferty não é um caso único. No fim de maio, um pesquisador contratado por uma consultoria política progressista compartilhou no Twitter o resultado de um estudo que indicava que, nos anos 1960, protestos raciais violentos aumentavam o percentual de votos em candidatos republicanos, enquanto atos pacíficos favoreciam políticos democratas nas urnas. Ativistas consideraram que seu comentário era uma reprimenda aos atos pela morte de George Floyd e passaram a exigir sua demissão. O pesquisador foi demitido dias mais tarde.

No último mês, uma professora de teatro em Nova York foi acusada de ter cochilado durante uma reunião online para tratar de ações por justiça racial no curso. Uma petição assinada por quase duas mil pessoas pede sua demissão, acusando-a de racista. A professora nega e alega que apenas descansava as vistas olhando momentaneamente para baixo quando a foto foi feita.

No começo de junho, um migrante palestino, dono de uma rede de padarias que emprega 200 pessoas em Minnesota, se tornou alvo depois de serem encontrados — e divulgados — na internet posts racistas e antissemitas de sua filha, adolescente quando os escreveu. Apesar de ter demitido a filha, hoje adulta, da empresa, seus compradores cancelaram os contratos e ele perdeu linhas de crédito. O negócio pode não sobreviver.

Diante do que qualificaram como “atmosfera sufocante”, um grupo de 150 jornalistas, intelectuais, cientistas e artistas, considerados progressistas, resolveu publicar, na Harper’s Magazine, há duas semanas, um texto intitulado “Uma carta sobre Justiça e Debate Aberto”. Assinada por nomes de peso, como o linguista Noam Chomsky, os escritores J.K. Rowling e Andrew Solomon, a ativista feminista Gloria Steinem, a economista trans Deirdre McCloskey, e o cientista político Yascha Mounk, a carta afirma que “a livre troca de informações e ideias, força vital de uma sociedade liberal, tem diariamente se tornado mais restrita. Enquanto esperávamos ver a censura partir da direita radical, ela está se espalhando também em nossa cultura: uma intolerância a visões opostas, um apelo à vergonha pública e ao ostracismo e a tendência de dissolver questões políticas complexas com uma certeza moral ofuscante”.

Na mesma toada, uma das editoras de opinião do jornal The New York Times, Bari Weiss, se demitiu essa semana por meio de uma carta aberta, na qual acusa a publicação de promover um “novo macartismo”, em referência à patrulha ideológica anticomunista dos anos 1950 nos Estados Unidos. “Artigos publicados com facilidade há apenas dois anos, agora colocariam um editor ou autor em apuros. Isso se ele não for demitido. Se um texto é percebido como provável fonte de reação interna ou nas mídias sociais, o editor sequer o publica”, escreveu Weiss, contratada pelo New York Times pouco depois da eleição de Trump em 2016, em um esforço para amplificar a diversidade de vozes no diário..

A demissão de Weiss acontece semanas após a de seu chefe, James Bennet, que optou por publicar um artigo do senador republicano Tom Cotton que defendia o uso do Exército americano para reprimir as manifestações pelos direitos dos negros. O artigo foi considerado “fora dos padrões” pelo New York Times.

Em um artigo para a revista The Atlantic, em que cita o caso de Cafferty, o cientista político Yascha Mounk explica porque assinou o manifesto. Mounk aplaude o que chama de “nova determinação americana” para desenraizar preconceitos da sociedade. “No entanto, seria um erro enorme, especialmente para aqueles que se importam com justiça social, considerar o que aconteceu com Cafferty como um detalhe menor ou o preço a ser pago pelo progresso”, escreveu Mounk.

A resposta à carta dentro do movimento progressista não tardou. Um grupo de jornalistas, artistas e intelectuais acusou os autores da primeira carta de, do alto de seu sucesso profissional e posição confortável no mercado, ignorar as dificuldades de minorias, como negros e população LGBT, no debate público no mundo acadêmico, nas artes, no jornalismo, no mercado editorial.

“Os signatários, muitos deles brancos, ricos e dotados de plataformas enormes, argumentam que têm medo de ser silenciados, que a chamada cultura do cancelamento está fora de controle e que eles temem por seus empregos e pelo livre intercâmbio de ideias, ao mesmo tempo em que se manifestam em uma das revistas de maior prestígio do país”, afirmam os signatários do novo documento, intitulado “Uma carta mais específica sobre Justiça e debate aberto”. Alguns dos apoiadores do texto preferiram ficar anônimos, citando apenas a instituição em que trabalham, por medo de represálias.

Os autores citam ainda nominalmente alguns de seus antagonistas: mencionam que J.K. Rowling esteve recentemente envolvida em um debate sobre a palavra “mulher”. Ao comentar um texto que mencionava “pessoas que menstruam”, ela afirmou: “Se sexo biológico não é real, a realidade vivida por mulheres globalmente é apagada. Eu conheço e amo pessoas trans, mas apagar o conceito de sexo (biológico) remove a capacidade de muitas pessoas discutirem o significado de suas vidas. Falar a verdade não é discurso de ódio”. Sua afirmação foi considerada transfóbica e duramente criticada. Os autores da segunda carta dizem ainda que negros e trans que assinaram a primeira carta serviram como álibi para os brancos signatários não serem considerados racistas.

A disputa política em torno da questão deve ser longa e aguerrida. Alheio à ela, Cafferty tenta recuperar seu emprego. Ele está processando a empresa onde trabalhava e o homem que o fotografou, mas não há expectativa de que haja uma veredicto para a questão em menos de um ano. Cafferty se diz simpático aos movimentos por justiça racial, mas afirma nunca ter tido qualquer atuação política ao longo da sua vida. “Nem conta de Twitter eu tinha até ser cancelado”, diz.

UOL, com BBC

Opinião dos leitores

  1. Essa história de racismo já chegou em nível de radicalismo tal que vai aumentar somente a violência urbana e respingar sob todos nós , lamentavelmente. Temos que formar essa cultura de respeito racial mútuo nas escolas com nossas crianças e adolescentes. É um trabalho de médio e longo prazo.O resto por enquanto a justiça resolve , somos todos iguais !

  2. Esse povo usa qualquer coisa pra relacionar o racismo e a politica. Esse tipo de conduta vai provocar novos preconceitos, atrasos e violencia. Por isso nunca fui a favor de cotas que recriam os tribunais raciais. Estao plantando algo pessimo para o futuro, talvez pior que o passado. Moralismo com cara de politica oportunista e destrutiva.

    1. Com Ctza não é negro pois se fosse já estaria chato pra nao dizer imoral.

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Direita domina debate nas redes sobre caso Lulinha e mensagem da lobista encontrada pela PF viraliza: “nosso futuro é Suíça”

Foto: Reprodução/Redes sociais e Alex Silva/Estadão Conteúdo

A direita dominou o debate sobre o caso Lulinha nas redes sociais nas primeiras 24 horas de repercussão, segundo análise do Instituto Democracia em Xeque. O campo político respondeu por 71% das publicações, contra 13% da esquerda e 16% da imprensa.

O levantamento também registrou nova alta nas menções ao caso no dia 21, chegando a cerca de 12,8 mil citações antes do período analisado. A análise considerou mais de 16 mil perfis no Facebook, Instagram, YouTube, X e TikTok, com dados quantitativos obtidos pela ferramenta Talkwalker.

Entre os conteúdos que ganharam força está a frase “nosso futuro é Suíça”, atribuída à lobista Roberta Luchsinger em conversa com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Em uma conversa de março de 2024, Roberta escreveu: “Nosso nível tá outro. Nosso futuro é Suíça. Poucos negócio é bom (sic). Esse povo aqui tá em outra vibe”. Lulinha respondeu: “Isso. Deixa eles. Trabalho para car** e nunca dá em nada”, segundo mensagens obtidas durante a investigação.

Lulinha é investigado em três inquéritos da Polícia Federal por suspeitas de tráfico de influência. Mensagens dele com Roberta e com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, fazem parte das investigações.

Com informações de UOL

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[VÍDEO] “ESTÃO QUERENDO ME PREJUDICAR”: Janja dá bronca novamente em equipe de som durante evento de Lula no Rio de Janeiro

As broncas da primeira-dama Janja da Silva se tornaram comuns nos eventos da campanha do PT. Neste sábado (22), ela reclamou novamente da equipe de som durante um comício do presidente Lula (PT) e do candidato ao Governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), no Estádio Moça Bonita, no bairro carioca de Bangu.

“De novo esse som está ruim, acho que estão querendo me prejudicar”, disse, ao começar o seu discurso, Janja da Silva. No último domingo (16), a primeira-dama também reclamou do som no lançamento da campanha de Lula, no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP).

O PT tem escalado Janja para discursar nos eventos da campanha de Lula, com o objetivo de dialogar com segmentos como mulheres e evangélicos, apesar da rejeição à primeira-dama, apontada pelas pesquisas de opinião. No ato de domingo passado, ela também causou polêmica ao homenagear a ex-primeira-dama Marisa Letícia, falecida em 2017.

Os críticos apontaram que Janja teria agido com “oportunismo” ao homenagear Marisa Letícia, uma vez que, até pouco tempo atrás, ela menospreza todas as primeiras-damas que a antecederam e rivalizava com a mãe dos filhos do presidente Lula.

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CONVICÇÃO: 72% dos eleitores já estão decididos sobre voto para presidente, mostra pesquisa Datafolha

Foto: Leo Martins

A primeira do instituto Datafolha após o início da campanha eleitoral, mostra que 72% dos eleitores afirmam estar totalmente decididos sobre o voto para presidente, enquanto 27% ainda admitem mudar de escolha. A pesquisa divulgada nesta sexta-feira (21) foi encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.

Entre os eleitores de Lula (PT), 82% dizem estar decididos. No grupo de Flávio Bolsonaro (PL), o índice é de 78%.

Já Romeu Zema (Novo) aparece com o eleitorado menos convicto: 69% dos que declaram voto no governador dizem que ainda podem mudar de candidato.

O Datafolha ouviu 2.058 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 18 e 20 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-04496/2026.

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PESQUISA DATAFOLHA: Flávio Bolsonaro amplia vantagem sobre Lula entre evangélicos

Fotos: Estadão Conteúdo | Senado

Enquanto o presidente Lula (PT) tenta de várias formas se aproximar dos eleitores evangélicos, Flávio Bolsonaro (PL) aumentou a vantagem sobre o petista neste segmento, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21).

Flávio aparece com 62% das intenções de voto entre os evangélicos, contra 29% de Lula. No levantamento anterior do mesmo instituto, o Flávio tinha 60%, enquanto o presidente registrava 31%.

O Datafolha ouviu 2.058 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 18 e 20 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-04496/2026. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo.

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TCE-RN divulga lista com 257 nomes que tiveram contas irregulares e podem ficar inelegíveis

Foto: Bruno Rocha/Inter TV Cabugi

O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN) divulgou nesta sexta-feira (21) uma lista com 257 nomes que tiveram contas públicas julgadas irregulares e que possuem risco de ficar inelegíveis nas eleições de 2026. A relação (veja aqui) foi encaminhada ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN) e ao Ministério Público Eleitoral.

A presença na lista não significa inelegibilidade automática. Caberá à Justiça Eleitoral analisar cada caso e verificar se a irregularidade atende aos requisitos previstos na Lei de Inelegibilidades para impedir uma candidatura.

A maioria dos nomes está relacionada a prefeituras e câmaras municipais do interior do Estado. A lista reúne responsáveis por contas de 174 órgãos e entidades, incluindo administrações municipais, secretarias, autarquias e empresas públicas.

Entre os órgãos com mais nomes estão a Prefeitura de São Vicente, com 11 responsáveis, e a Câmara de Baía Formosa, com nove. A relação considera decisões irrecorríveis tomadas pelo TCE-RN nos últimos oito anos, ainda que os fatos analisados sejam referentes a exercícios financeiros entre 1997 e 2020.

Os dados foram enviados ao TRE-RN por meio do Ofício nº 244/2026-GP-TCE e também ao Ministério Público Eleitoral pelo Sistema de Contas Irregulares para Fins Eleitorais (Sisconta Eleitoral). A relação poderá ser utilizada em eventuais impugnações de candidaturas.

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O SILÊNCIO DE ADÉLIO BISPO: Autor da facada em Bolsonaro se recusa a responder perguntas durante avaliação de saúde mental

Fotos: Divulgação/2° BPM e Reprodução

O silêncio marcou a nova avaliação de saúde mental de Adélio Bispo, autor da facada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante a visita de uma equipe multiprofissional à Penitenciária Federal de Campo Grande, em 11 de junho, ele se recusou a responder às perguntas e permaneceu calado.

Segundo apurou a coluna da jornalista Manoela Alcântara, do Metrópoles, Adélio até aceitou receber os profissionais, mas apresentou agitação durante o atendimento e mesmo sem responder aos questionamentos, a equipe registrou observações sobre seu estado de saúde.

Uma psicóloga apontou psicose afetiva. Um enfermeiro e outra psicóloga classificaram o quadro como esquizofrenia e outras psicoses orgânicas. A assistente social também registrou esquizofrenia e relatou um comportamento diferente do observado em avaliações anteriores.

Adélio já tem diagnóstico de esquizofrenia paranoide e precisa passar por uma atualização da avaliação biopsicossocial, usada para definir necessidades de tratamento e atualizar seu Projeto Terapêutico Singular.

Considerado inimputável pela Justiça, ele cumpre medida de segurança, e não pena de prisão. Hoje, não existe previsão para que ele seja colocado em liberdade.

Uma avaliação realizada no início deste ano já havia apontado grave comprometimento do contato com a realidade, com alucinações frequentes e prejuízo funcional significativo. O laudo também registrou que Adélio não reconhece estar doente nem compreende a necessidade de tratamento.

Com informações de Metrópoles

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[VÍDEO] Paisagens, cultura e tradições do Seridó potiguar viram atração nacional no Globo Repórter

O Seridó potiguar foi destaque no Globo Repórter exibido na noite desta sexta-feira (21), pela TV Globo, em uma reportagem que apresentou ao Brasil as paisagens, a cultura e a história da região.

A programa apresentado pelos jornalistas William Bonner e Sandra Annenberg percorreu diferentes pontos do Geoparque Seridó, reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 2022. O território reúne aproximadamente 2,8 mil km² e seis municípios: Acari, Carnaúba dos Dantas, Cerro Corá, Currais Novos, Lagoa Nova e Parelhas.

A reportagem mostrou formações rochosas, serras, cânions, vales e outros atrativos naturais e culturais que fazem parte dos 21 geossítios do geoparque, além de manifestações e tradições culinárias e musicas do Seridó potiguar. O programa completo pode ser visto aqui.

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PF encontra mensagem em que lobista diz que Lulinha marcou reunião de governador do MA no Planalto e que Lula ia “prosseguir com liberação da obra dele”

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Federal encontrou mensagens no celular da lobista Roberta Luchsinger afirmando que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, marcou uma reunião do governador do Maranhão, Carlos Brandão, no Palácio do Planalto. Segundo ela, Lula havia dito que iria “prosseguir com aquela liberação da obra dele” no Estado.

A mensagem foi enviada a Lulinha em 22 de maio de 2024. Roberta disse que Brandão seria recebido pelo então chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e que ela havia avisado o governador de que Lulinha conseguira a agenda. A reunião ocorreu naquele dia, segundo registros oficiais.

Um mês depois, em 21 de junho, Lula esteve em São Luís e anunciou um pacote de R$ 59 bilhões em obras para o Maranhão pelo Novo PAC. Entre os projetos estavam a renovação da concessão do Porto do Itaqui, um novo berço do terminal e um corredor de transporte na Avenida Litorânea.

Segundo a PF, Roberta intermediou contratos de R$ 5,8 milhões entre a empresa 3Structure, de Cléber Ribas, e o governo maranhense em 2024. Ela recebeu pelo menos R$ 2,5 milhões de Ribas entre março de 2024 e dezembro de 2025 por serviços de assessoria.

A investigação também identificou que Roberta recebeu R$ 4,4 milhões da HSLZ Ltda., empresa contratada pelo governo do Maranhão para administrar o Hospital dos Servidores Públicos do Estado.

A PF aponta ainda que Roberta mantinha contatos com autoridades estaduais e federais. Ela e Lulinha também tinham relação pessoal com o deputado federal Fábio Macedo (Podemos-MA) e sua mulher, Lorena Macedo, então subsecretária de Representação Institucional do Maranhão.

Carlos Brandão negou relação com Roberta e afirmou que sua agenda “não depende da articulação de terceiros”. A defesa de Ribas disse que a contratação da lobista ocorreu para serviços lícitos de assessoria. O Palácio do Planalto não se manifestou, e a defesa de Lulinha criticou os vazamentos da investigação.

Da esq. para a dir.: Cleber Ribas, da 3Structure; Lorena Macedo, subsecretária do MA; Fábio Macedo, deputado federal e marido de Lorena; Roberta Luchsinger, lobista; Lulinha, filho do presidente Foto: Reprodução

Uma foto obtida pelo Estadão mostra um momento de descontração, no município de Barreirinhas (MA), porta de entrada do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, um dos principais destinos turísticos do Brasil.

Na imagem aparecem o deputado Fabio, Roberta, Lulinha e Cleber Ribas. Todos estão acompanhados por seus respectivos cônjuges.

Com informações de Estadão

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Onda 22 mobiliza o Alto Oeste: Álvaro Dias faz carreata, participa de comício e prestigia lançamento de Juninho Saia Rodada em Caraúbas

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, cumpriu uma extensa agenda no Alto Oeste potiguar nesta sexta-feira, com passagens por Rodolfo Fernandes, São Francisco do Oeste e Caraúbas, onde prestigiou o lançamento da candidatura de Juninho Saia Rodada a deputado federal. Ao lado do candidato a vice-governador, Babá Pereira, Álvaro participou de encontros com lideranças, de uma grande carreata e de um comício que reuniu a população da região.

Em Rodolfo Fernandes, Álvaro foi recebido pela prefeita Claudinha Cavalcante, pela vice-prefeita Soraih e pelos vereadores Stefanye Cavalcante, Renato Júnior, Meyre Bezerra e Miliano Barbosa. A agenda contou com uma grande carreata pelas ruas do município, que reuniu suplentes, eleitores, apoiadores e amigos em uma tarde marcada pela participação popular e pela recepção ao candidato.

Durante a agenda, Álvaro agradeceu a acolhida e reafirmou seu compromisso com Rodolfo Fernandes, destacando a parceria com a prefeita Claudinha Cavalcante. “Contem comigo, população de Rodolfo Fernandes. Junto com a prefeita Claudinha, vamos juntos mudar o Rio Grande do Norte”, afirmou.

Em São Francisco do Oeste, Álvaro participou de um comício e foi recebido pela prefeita Gisely Porfírio, pelo ex-prefeito Lusimar Porfírio, pelo vice-prefeito Cícero Gomes e pelos vereadores Júnior Alexandre, presidente da Câmara Municipal, Joelma Mathias, Geniosmo Pinheiro, Pretinha e Herico Soares. O encontro também contou com a presença do deputado estadual Dr. Kerginaldo.

A agenda teve como encerramento um grande evento em Caraúbas, onde Álvaro Dias e Babá Pereira prestigiaram o lançamento da candidatura de Juninho Saia Rodada a deputado federal. Uma passeata pelas ruas do município antecedeu o grande comício, reunindo lideranças políticas, apoiadores e eleitores em uma noite de mobilização.

O lançamento de Juninho encerrou a agenda pelo Alto Oeste, que passou por Rodolfo Fernandes, São Francisco do Oeste e Caraúbas e reforçou a presença da Onda 22 na região. Ao lado de Babá Pereira, Álvaro segue percorrendo o interior e ampliando o diálogo com lideranças e a população, levando a mensagem: “Pra mudar o que taí”.

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[VÍDEO] “Não tenho dúvida que isso terminará na prisão de Lulinha e no indiciamento de Lula”, diz vice de Flávio sobre escândalo das fraudes no INSS

Vídeo: Revista Veja/VEJA em Foco/YouTube

O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira (21) que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, será preso e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será indiciado pelas fraudes no INSS.

Em entrevista ao programa VEJA em Foco, Gaspar, que foi relator da CPMI do INSS, declarou: “Não tenho dúvida, por esses anos de experiência, que isso terminará na prisão de Lulinha e no indiciamento de Lula”. Segundo ele, “Lula sabia o que estava acontecendo. A cúpula do INSS toda do governo Lula está presa.”

Segundo o deputado, Lulinha teria integrado um esquema com Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e a lobista Roberta Luchsinger. “Lulinha se associou em organização criminosa com o Careca do INSS e a Roberta Luchsinger e participaram recebendo vantagens indevidas de Careca do INSS com dinheiro dos aposentados e pensionistas”, afirmou.

Gaspar também acusou o presidente de ter conhecimento do esquema: “Não venha Lula dizer que não sabia desses escândalos de corrupção de seu governo, está dentro do gabinete da Presidência”, e citou casos como o do Mensalão e o Petrolão.

Com informações de Veja

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