Cultura

Atriz potiguar Isadora Gondim vence seleção internacional de uma das maiores escolas de cinema do mundo

Fotos: Brunno Martins

A atriz Isadora Gondim, de 24 anos, é a grande vencedora do programa latino-americano de bolsas da Vancouver Film School. A escola do Canadá projeta seus alunos para grandes produções cinematográficas, televisivas e de games, a exemplo do filme de Hollywood “Pantera Negra”, da série “Game of Thrones”, do jogo “League of Legends”, entre outros. A competição teve finalistas do México, Colômbia e Brasil.

A artista esteve focada no processo seletivo desde junho, avançou nas etapas e, com o resultado final, começará a sua jornada internacional em 2022. “Ganhar o prêmio máximo, ir fazer cinema no Canadá, me mostra um novo universo para crescer como artista. Sempre sonhei, mas saber que vou realizar me deixa sem palavras”, explica a potiguar.

Ainda neste ano, Isadora Gondim fará sua estreia como diretora de cinema, ao lado do renomado ator José Neto Barbosa e também da atriz Fernanda Cunha, no filme “Além dos Basti[dores] – Documentário sobre o premiado espetáculo A Mulher Monstro”.

Ela começou sua carreira na S.E.M. Cia. de Teatro em Natal, e tem se tornado uma das atrizes mais promissoras de sua geração no Rio Grande do Norte. Trabalha atualmente na Assessoria de Teatro e Ópera do Governo de Pernambuco, e chegou a participou de filmes no circuito potiguar e no eixo Rio-São Paulo.

Opinião dos leitores

  1. O sabor de uma Vitória, depende da intensidade da Luta!
    Parabéns Isadora Gondim! Pode se orgulhar, Papai Henrique Gondim! A Vida de cada um de nós é feita dos nossos sonhos!

    1. Parabéns! Parabéns também para seus pais e avós! Com certeza, talento é o que não lhe falta!

  2. É com grande orgulho e muita alegria que festejamos mais uma valiosíssima conquista profissional dessa cada vez mais experiente jovem Atriz. A previsão óbvia é a de que ela ainda dará muitas alegrias ao povo Potiguar e, logicamente, à amada Família! PARABÉNS efusivos ISADORA! Que Deus a ilumine e guarde sempre!

  3. Parabéns menina linda!Você merece o mundo!Deus te abençõe grandemente. Voa!

  4. Muito Feliz Isadora, sua avó esta vibrando do céu. Parabéns e muito sucesso na sua trajetória. bjs

  5. Qualquer elogio que eu fizer não será justo. Não porque pai elogia demais, mas, sim, porque pai já faz isto desde sempre. Busque os seus sonhos filha.🙏 Vem Oscar por aí… 🤩Aguardem.

    1. 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻Que Deus te acompanhe e abençoe nessa trajetória

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Diversos

Praga encontrada em lavouras do cereal no Sul, Sudeste e no estado de Goiás é detectada no interior do RN e tem preocupado produtores de sorgo

FOTO: ASSECOM/RN

Com a aparência de bolinhas amarelas, o pulgão da cana-de-açúcar tem preocupado produtores de sorgo no Rio Grande do Norte. A praga era encontrada comumente em lavouras do cereal nas Sul, Sudeste e no estado de Goiás e nas últimas semanas foram detectados fortes ataques em algumas cidades do interior do RN.

“Na região Nordeste, essa praga encontrou todas as condições favoráveis para sua reprodução, do ponto de vista climático sobretudo na questão da temperatura e umidade. Fomos surpreendidos com os relatos da atuação rápida do pulgão em diversas lavouras de sorgo do estado”, disse o pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) e Embrapa, Marcone Mendonça, Doutor em Entomologia (especialista nos estudos com insetos), que lidera uma equipe de pesquisa no estado.

Após tomar conhecimento da presença da praga no estado, a EMPARN iniciou as primeiras pesquisas para orientar o homem do campo potiguar sobre os cuidados para evitar maiores prejuízos nas plantações. Até então, a lagarta-do-cartuxo (Spodoptera frugiperda) era a praga comum combatida na cultura o sorgo no RN.

O entomologista alerta que com a chegada do pulgão é necessária uma mudança imediata na conduta do manejo junto a cultura do sorgo. Marcone explica que o inseto ataca, preferencialmente, as folhas do ‘baixeiro’, ou seja, da metade da planta para baixo, sem excluir a ocorrência de ataques na parte superior.

Além do dano direto, causado pela sucção da seiva- que provoca a morte da planta- o pulgão é um vetor capaz de transmitir algumas viroses. “A mancha vermelha provavelmente é uma virose transmitida pelo pulgão. Dependendo do nível de infestação, o pulgão pode provocar até perda total da plantação de sorgo”, destacou Marcone.

A recomendação da EMPARN aos produtores é que seja feito um monitoramento periódico na plantação do sorgo, andando pela lavoura e observando atentamente as plantas como um todo a partir de 15 dias do nascimento delas. Depois, seguir o monitoramento pelo menos um dia na semana. “Os primeiros sintomas de ataque são mostrados na alteração na cor das folhas que começam a ficar gradualmente avermelhadas”, explicou Mendonça.

O pesquisador explica ainda que nas plantações com maior índice de infestação, o ataque do pulgão pode ser percebido, além do avermelhado das folhas, com o aumento das folhas secas na parte de baixa da planta e com a presença de uma cobertura brilhosa na folha, conhecida como ‘mela’. “Os pulgões soltam uma seiva açucarada conhecido como ‘mela’ – uma substância açucarada que se fixa na extensão da folha- que atrai além de insetos, atrai um fungo que provoca uma doença chamada fumagina que prejudica a fotossíntese, logo causa danos na produção da planta”, disse.

Manejo do pulgão

Associado a periódico monitoramento, os primeiros experimentos da pesquisa, atualmente em andamento na sede da EMPARN (Parnamirim/RN), vem confirmando resultados animadores com a pulverização de óleos na plantação de sorgo.

Os pesquisadores estão fazendo testes pulverizando nas plantas as seguintes opções: óleo de algodão na concentração de 3%, misturado com 2% de detergente neutro; 3% de óleo vegetal e 3% de óleo mineral, todos de uso agrícola. “As primeiras 24h de observação após a aplicação do óleo, verificamos uma boa resposta na mortandade da praga. Importante fazer a pulverização especialmente na superfície inferior da folha, local onde a infestação se inicia”, avaliou o pesquisador Marcone Mendonça.

Outro ponto alertado pelo entomologista, é a observância da presença de outros insetos como joaninha, tesourinha, sirfídeos e crisopídeos que são inimigos naturais do pulgão e contribuem para o controle biológico da praga na plantação. “A utilização de produtos naturais e sustentáveis são a melhor opção para garantir o controle biológico além de preservar a saúde do meio ambiente e do produtor”, enfatizou o pesquisador.

Em breve a EMPARN irá disponibilizar um vídeo educativo com diversas informações sobre manejo da praga como identificar o inseto, os níveis de infestação, além das dicas de controle para minimizar as perdas.

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Cultura

Turma da Cultura revoltada com o governo Fátima

Produtores culturais e pessoas com projetos culturais procuraram o Blog do BG nesta segunda-feira(24) para falar que está em análise na comissão da FJA para votação dois projetos, que se aprovados irão tirar dinheiro de projetos culturais do Estado, através da Lei Câmara Cascudo. Os projetos são o Rally dos Sertões e a Finalização da reforma do museu da Rampa. Estão indignados.

Segundo contam, o dinheiro para a Cultura no Rio Grande do Norte já é pouco, e aí, simplesmente, entra em análise o projeto para incentivar o Rally dos Sertões a largar do estado, e a finalização do Museu da Rampa é dentro da verba que teria para impulsionar a cultura no estado, que já é fraca.

Para os produtores, o pior é saber que esses projetos não são culturais. “Rally dos Sertões é da área de esportes ou até turismo, não tem nada a ver com cultura”, desabafam.

Opinião dos leitores

  1. Diga um setor, APENAS UM, que está bem no governo de Fátima do PT. E não me refiro a receber salário sem trabalhar, é claro.

    1. Vc sabe distinguir um “setor do estado” de um grupo social? Vc é professor público?

    1. Será que esse cidadão55 é o ex-governador que deixou 4 folhas atrasadas?

  2. Cultura, saúde, educação e segurança nunca foi e nunca será prioridade para o Desgoverno da Fátima Cadeado.

  3. turma que não está revoltada com a governadora Fátima Cadeado, são os integrantes do MST, sindicalistas, alguns professores que não querem trabalhar e os puxasacos da Governadora.

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Cultura

São Gonçalo lança mais um auxílio para beneficiar profissionais da cultura afetados pela pandemia

Foto: Divulgação

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante/RN, por meio da Fundação Cultural Dona Militana (FCDM), lançou nesta terça-feira (4) o edital do programa de auxílio financeiro ‘Cultura em Movimento’, que vai beneficiar cerca de 100 profissionais do setor cultural do município prejudicados pelo agravamento da pandemia de Covid-19.

As inscrições para o programa iniciam nesta quarta-feira (5) e seguem até o próximo dia 25, por meio do endereço: [email protected] Para ter acesso ao auxílio, os interessados devem apresentar um projeto de ação relacionado ao seu setor. Além disso, eles devem atender aos critérios estabelecidos pelo edital e pela lei que rege a utilização dos recursos do Fundo Municipal de Cultura.

Segundo o presidente da FCDM, Abel Neto, a iniciativa visa amenizar os impactos da paralisação das atividades do setor em virtude da pandemia, um dos mais prejudicados. “Esses profissionais estão há mais de um ano sem poder realizar nenhum tipo de atividade cultural. Estamos sempre buscando meios para garantir que esses auxílios cheguem até aqueles que dependem da sua arte para sobreviver”, disse.

O valor a ser pago aos profissionais aprovados no Cultura em Movimento é de R$ 700. Essa é a segunda vez que a prefeitura destina recursos para auxílio financeiro aos profissionais da cultura durante a crise da pandemia.

O edital foi lançado no Jornal Oficial do Município nessa terça-feira (4).

 

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Cultura

Fundação José Augusto(FJA) prorroga até 30 de setembro inscrições para programa de incentivo à cultura

FOTO: TIAGO LIMA

Em razão das dificuldades decorrentes da pandemia do novo coronavírus, a Fundação José Augusto (FJA) prorrogou até o dia 30 de setembro de 2020 as inscrições para a apresentação das propostas dos interessados na captação de recursos através do Programa Cultural Câmara Cascudo. “A excepcionalidade da aplicação da Lei de auxilio Emergencial à Cultura Aldir Blanc no nosso Estado tem exigido um extremo empenho de toda nossa equipe na execução dos prazos para repasse dos recursos a trabalhadores e trabalhadoras da cultura do Rio Grande do Norte”, explicou o diretor-geral da FJA, Joaquim Crispiniano Neto.

O diretor do órgão informa, ainda, que além da elaboração e aplicação dos editais que irão beneficiar 1022 projetos, “a prorrogação do prazo de inscrições dos operadores de cultura é importante também para oportunizar iniciativas vindas, principalmente do interior do RN”.

Para promover o incentivo à cultura, através da captação de recursos junto à iniciativa privada, o governo garante uma renúncia fiscal no valor de R$ 3,8 milhões.

A entrega dos projetos deverá ser efetuada pelos Correios até o último dia do prazo de inscrição, postada para o endereço da Fundação José Augusto, localizada à rua Jundiaí, 641, Tirol, Natal, RN, CEP 59020-120, ou enviada virtualmente, pelo e-mail [email protected]

O Programa Cultural Câmara Cascudo é o principal mecanismo de incentivo do Governo do Estado para investimento na cadeia produtiva cultural do Estado, através da renúncia fiscal utilizando o ICMS para como forma de incentivo. Os patrocinadores podem utilizar até 2% do ICMS devido para aportar e fomentar projetos culturais no Estado conforme a Lei nº 7.799, de 30 de setembro de 1999 (Lei Câmara Cascudo) e nas disposições da Lei Federal nº 8.666/93.

Opinião dos leitores

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Cultura

Regulamentada no RN, recurso da lei federal Aldir Blanc possibilitará renda mensal aos trabalhadores da cultura, em três parcelas de R$ 600,00

Regulamentada no Rio Grande do Norte, a Lei Federal Aldir Blanc, que destina R$ 32 milhões para a área cultural durante a pandemia do novo coronavírus no Rio Grande do Norte, de acordo com o decreto publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (11), praticamente 50% dos recursos – cerca de R$ 15 milhões, serão distribuídos como renda mensal aos trabalhadores da cultura no Rio Grande do Note, que serão pagas em três parcelas no valor de R$ 600,00 a cada beneficiário por meio da Plataforma Mais Brasil e do sistema BB Gestão Ágil.

Ainda está prevista a criação do Comitê de Gestão de Acompanhamento e Fiscalização da Lei Aldir Blanc (COGEAF) com atribuições para realizar as tratativas necessárias com os órgãos do Governo Federal responsáveis pela descentralização dos recursos; acompanhar as etapas de transferência dos recursos do Governo Federal para o Poder Executivo Estadual; fiscalizar a execução dos recursos transferidos; elaborar relatório e balanço final a respeito da execução dos recursos e definir, em conjunto com os Municípios, o âmbito em que cada ação emergencial será realizada, de modo a garantir que não haja sobreposição entre os entes federativos.

Também serão destinados R$ 17,13 milhões para custeio de editais, chamadas públicas, prêmios, aquisição de bens e serviços vinculados ao setor cultural e outros instrumentos destinados à manutenção de agentes, de espaços, de iniciativas, de cursos, de produções, de desenvolvimento de atividades de economia criativa e de economia solidária, de produções audiovisuais, de manifestações culturais, bem como à realização de atividades artísticas e culturais que possam ser transmitidas pela internet ou disponibilizadas por meio de redes sociais e outras plataformas digitais.

Veja mais: Lei federal Aldir Blanc destina R$ 32 milhões para a área cultural do RN durante a pandemia do novo coronavírus

Diversas normas e exigências para habilitação dos interessados constam do decreto nº 29.975, datado do dia 10, o qual prevê, ainda, que a manutenção dos espaços culturais e artísticos, terá direito a um subsídio mensal mínimo de R$ 3 mil e máximo de R$ 10 mil, cabendo aos Municípios definirem os critérios para a sua concessão.

Já os documentos válidos para a comprovação nas áreas artísticas e culturais abrangem imagens, fotografias, vídeos, mídias digitais, cartazes, catálogos, reportagens, material publicitário e contratos anteriores.

Os gastos relativos à manutenção da atividade cultural do beneficiário poderão incluir despesas realizadas com internet, transporte, aluguel, serviços de telefonia, consumo de água e luz e outras despesas relativas à manutenção das atividades culturais do beneficiário.

Opinião dos leitores

  1. Só resta ao entregador de pizzas de embutidos chupar!!
    O véi ta estourado!
    Mito até 2026.
    Michelle primeira dama até 2026.
    Chupa petralhada!!

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Diversos

ALARMANTE: O que ‘sinal de OK’ retratado como racista nas redes sociais revela sobre a ‘cultura de cancelamento’

Emmanuel Cafferty comemorou com as filhas e os netos o emprego ? que perdeu depois de cancelamento no Twitter. Foto: Arquivo Pessoal

No último dia 3 de junho, o americano Emmanuel Cafferty, de 47 anos, voltava para casa depois de mais um dia de trabalho. Sua rotina era passar entre 8 e 12 horas diárias em inspeções na rede subterrânea de gás e eletricidade da cidade de San Diego, na Califórnia. Era fim de tarde e fazia calor. No volante da caminhonete da empresa, ele mantinha a janela aberta, o braço esquerdo pendendo sobre a porta do veículo. Segundo Cafferty, ele estalava as juntas dos dedos da mão esquerda com displicência, o polegar alongando os demais dedos em direção à palma da mão, um tique que repetiu algumas vezes durante a entrevista com a BBC News Brasil.

“Foi nesse momento que um homem desconhecido, com um celular e uma conta de Twitter, virou minha vida de cabeça pra baixo”, contou Cafferty.

Fazia apenas uma semana que George Floyd, um homem negro e desarmado, havia sido morto por um policial branco em Minneapolis. As imagens do assassinato de Floyd causaram o que tem sido considerada a maior onda de protestos populares contra o racismo nos Estados Unidos. Nesse contexto, o estalar de dedos de Cafferty acabou interpretado por um motorista de outro veículo como um gesto específico, um símbolo usado por movimentos supremacistas brancos.

“Esse homem começou a buzinar e me xingar. Ele gritava: “Você vai continuar fazendo isso?” E sacou o celular para fotografar. Achei que eu talvez tivesse fechado ele no trânsito, por acidente. Mas estávamos os dois parados no semáforo, eu não estava entendendo nada”, relata Cafferty.

Duas horas após o incidente, seu supervisor telefonou para dizer que ele havia sido denunciado como racista nas redes sociais e estava sendo suspenso do trabalho, sem vencimentos. Uma hora mais tarde, seus colegas chegaram à sua casa para levar a caminhonete e o computador da empresa embora. Cinco dias depois, ele estava demitido.

“Foi assim que eu perdi o melhor emprego que já tive na vida”, diz Cafferty. Sem faculdade, filho de migrantes mexicanos, ele vivia sua versão do sonho americano. Ganhava US$ 41 por hora, o dobro do salário de seu emprego anterior, e tinha plano de saúde e de aposentadoria pela primeira vez na vida. Quando conseguiu a vaga, há seis meses, ele, as três filhas e os netos saíram para jantar em comemoração.

OK ou supremacia branca?

De acordo com Cafferty, ele não tinha ideia que o gesto a ele atribuído, comumente associado a “OK” nos Estados Unidos, pudesse ter conotação racista.

De acordo com a Anti-Defamation League, uma organização centenária que combate discursos de ódio, o símbolo de “OK” foi adotado em 2017 por usuários racistas em fóruns online como o 4chan. A própria organização recomenda cuidado na interpretação do sinal.

“Na esmagadora maioria das vezes, o gesto significa consentimento ou aprovação. Por isso, não se pode presumir que alguém que faça o gesto o esteja usando em um contexto de racismo, a menos que exista outra evidência contextual para apoiar esse entendimento. Desde 2017, muitas pessoas foram falsamente acusadas de ser racistas ou supremacistas brancas por usarem o gesto no seu sentido tradicional e inócuo”, alerta a organização.

É exatamente o que teria acontecido a Cafferty. Ou pior. “No meu caso, nem era um símbolo, só estava estalando os dedos. Mas um homem branco interpretou como um gesto parecido com OK, que seria racista e disse isso a meus chefes, também brancos, que decidiram acreditar nele, não em mim, que não sou branco”, afirmou exasperado, enquanto esfregava os braços para mostrar a cor de sua pele.

O autor da fotografia e do primeiro post contra Cafferty admitiu à equipe local da emissora americana NBC que pode ter exagerado na interpretação que fez do suposto gesto e que, apesar de ter marcado a empresa em que Cafferty trabalhava em seu post, não queria que ele fosse demitido. O usuário apagou a mensagem original e a própria conta de Twitter. Mas já era tarde, o post havia viralizado, o emprego estava perdido. A BBC News Brasil não conseguiu localizar o autor do primeiro post.

“Uma multidão de Twitter me cancelou. Já liguei para todos os meus ex-empregadores nessas seis semanas desde que aconteceu o episódio e ninguém me retorna. A primeira coisa que um empregador faz na hora de contratar é jogar seu nome no Google. O meu ficou ligado a esse episódio, não importa se estou certo ou não. Não sei como vou seguir a vida daqui pra frente”, desabafa. Ele tem tido que fazer terapia semanalmente para lidar com a dor e o medo que tem sentido.

Multidão online, efeitos offline

O caso de Cafferty é emblemático do que tem sido considerado um efeito colateral perigoso da cultura do cancelamento. O movimento começou, há alguns anos, como uma forma de chamar a atenção para causas como justiça social e preservação ambiental, uma maneira de amplificar a voz de grupos oprimidos e forçar ações políticas de marcas ou figuras públicas.

Funciona assim: um usuário de mídias sociais, como Twitter e Facebook, presencia um ato que considera errado, registra em vídeo ou foto e posta em sua conta, com o cuidado de marcar a empresa empregadora do denunciado e autoridades públicas ou outros influenciadores digitais que possam amplificar o alcance da mensagem. É comum que, em questão de horas, o post tenha sido replicado milhares de vezes.

A cascata de menções a uma empresa costuma precipitar atitudes sumárias para estancar o desgaste de imagem, sem que a pessoa sob ataque possa necessariamente se defender amplamente.

“No meu caso, eles me ouviram uma vez e logo já me demitiram. Fica parecendo que concluíram que eu era racista mesmo”, afirma Cafferty. A BBC News Brasil procurou a empresa SDG&E, onde ele trabalhava, mas não obteve retorno até a conclusão desta reportagem. Em resposta às denúncias de usuários contra Cafferty no Twitter, a empresa afirmou que “acredita firmemente que não há espaço na sociedade para discriminação de qualquer tipo” e que havia iniciado uma investigação sobre a conduta do funcionário”.

O cancelamento é mais do que a trollagem típica de internet, eventualmente com insultos coordenados, frequente em disputas de opinião entre usuários das redes. É um ataque à reputação que ameaça o emprego e os meios de subsistência atuais e futuros do cancelado. Extremamente frequente nos Estados Unidos, ela hoje abate anônimos, gente comum como Cafferty.

“Você pode ser cancelado por algo que você disse em meio a uma multidão de completos estranhos se um deles tiver feito um vídeo, ou por uma piada que soou mal nas mídias sociais ou por algo que você disse ou fez há muito tempo atrás e sobre o qual há algum registro na internet. E você não precisa ser proeminente, famoso ou político para ser publicamente envergonhado e permanentemente marcado: tudo o que você precisa fazer é ter um dia particularmente ruim e as consequências podem durar enquanto o Google existir”, definiu o colunista do The New York Times Ross Douthat em uma coluna sobre cancelamento há alguns dias.

O fenômeno acontece também no Brasil, mas frequentemente tem como alvo famosos. Um exemplo recente de cancelamento foi o da blogueira Gabriela Pugliesi. Depois de postar imagens de uma festa que deu em sua casa, em abril, em meio a uma quarentena por conta da epidemia de coronavírus, uma multidão online passou a cobrar as marcas que a patrocinavam para que rescindissem os contratos de publicidade com ela. Pugliesi perdeu pelo menos cinco contratos e seu prejuízo teria superado os R$ 2 milhões.

Injustiças no movimento por justiça social?

O alcance da cultura do cancelamento nos Estados Unidos tem gerado questionamentos sobre a possibilidade de que injustiças sejam cometidas.

Cafferty não é um caso único. No fim de maio, um pesquisador contratado por uma consultoria política progressista compartilhou no Twitter o resultado de um estudo que indicava que, nos anos 1960, protestos raciais violentos aumentavam o percentual de votos em candidatos republicanos, enquanto atos pacíficos favoreciam políticos democratas nas urnas. Ativistas consideraram que seu comentário era uma reprimenda aos atos pela morte de George Floyd e passaram a exigir sua demissão. O pesquisador foi demitido dias mais tarde.

No último mês, uma professora de teatro em Nova York foi acusada de ter cochilado durante uma reunião online para tratar de ações por justiça racial no curso. Uma petição assinada por quase duas mil pessoas pede sua demissão, acusando-a de racista. A professora nega e alega que apenas descansava as vistas olhando momentaneamente para baixo quando a foto foi feita.

No começo de junho, um migrante palestino, dono de uma rede de padarias que emprega 200 pessoas em Minnesota, se tornou alvo depois de serem encontrados — e divulgados — na internet posts racistas e antissemitas de sua filha, adolescente quando os escreveu. Apesar de ter demitido a filha, hoje adulta, da empresa, seus compradores cancelaram os contratos e ele perdeu linhas de crédito. O negócio pode não sobreviver.

Diante do que qualificaram como “atmosfera sufocante”, um grupo de 150 jornalistas, intelectuais, cientistas e artistas, considerados progressistas, resolveu publicar, na Harper’s Magazine, há duas semanas, um texto intitulado “Uma carta sobre Justiça e Debate Aberto”. Assinada por nomes de peso, como o linguista Noam Chomsky, os escritores J.K. Rowling e Andrew Solomon, a ativista feminista Gloria Steinem, a economista trans Deirdre McCloskey, e o cientista político Yascha Mounk, a carta afirma que “a livre troca de informações e ideias, força vital de uma sociedade liberal, tem diariamente se tornado mais restrita. Enquanto esperávamos ver a censura partir da direita radical, ela está se espalhando também em nossa cultura: uma intolerância a visões opostas, um apelo à vergonha pública e ao ostracismo e a tendência de dissolver questões políticas complexas com uma certeza moral ofuscante”.

Na mesma toada, uma das editoras de opinião do jornal The New York Times, Bari Weiss, se demitiu essa semana por meio de uma carta aberta, na qual acusa a publicação de promover um “novo macartismo”, em referência à patrulha ideológica anticomunista dos anos 1950 nos Estados Unidos. “Artigos publicados com facilidade há apenas dois anos, agora colocariam um editor ou autor em apuros. Isso se ele não for demitido. Se um texto é percebido como provável fonte de reação interna ou nas mídias sociais, o editor sequer o publica”, escreveu Weiss, contratada pelo New York Times pouco depois da eleição de Trump em 2016, em um esforço para amplificar a diversidade de vozes no diário..

A demissão de Weiss acontece semanas após a de seu chefe, James Bennet, que optou por publicar um artigo do senador republicano Tom Cotton que defendia o uso do Exército americano para reprimir as manifestações pelos direitos dos negros. O artigo foi considerado “fora dos padrões” pelo New York Times.

Em um artigo para a revista The Atlantic, em que cita o caso de Cafferty, o cientista político Yascha Mounk explica porque assinou o manifesto. Mounk aplaude o que chama de “nova determinação americana” para desenraizar preconceitos da sociedade. “No entanto, seria um erro enorme, especialmente para aqueles que se importam com justiça social, considerar o que aconteceu com Cafferty como um detalhe menor ou o preço a ser pago pelo progresso”, escreveu Mounk.

A resposta à carta dentro do movimento progressista não tardou. Um grupo de jornalistas, artistas e intelectuais acusou os autores da primeira carta de, do alto de seu sucesso profissional e posição confortável no mercado, ignorar as dificuldades de minorias, como negros e população LGBT, no debate público no mundo acadêmico, nas artes, no jornalismo, no mercado editorial.

“Os signatários, muitos deles brancos, ricos e dotados de plataformas enormes, argumentam que têm medo de ser silenciados, que a chamada cultura do cancelamento está fora de controle e que eles temem por seus empregos e pelo livre intercâmbio de ideias, ao mesmo tempo em que se manifestam em uma das revistas de maior prestígio do país”, afirmam os signatários do novo documento, intitulado “Uma carta mais específica sobre Justiça e debate aberto”. Alguns dos apoiadores do texto preferiram ficar anônimos, citando apenas a instituição em que trabalham, por medo de represálias.

Os autores citam ainda nominalmente alguns de seus antagonistas: mencionam que J.K. Rowling esteve recentemente envolvida em um debate sobre a palavra “mulher”. Ao comentar um texto que mencionava “pessoas que menstruam”, ela afirmou: “Se sexo biológico não é real, a realidade vivida por mulheres globalmente é apagada. Eu conheço e amo pessoas trans, mas apagar o conceito de sexo (biológico) remove a capacidade de muitas pessoas discutirem o significado de suas vidas. Falar a verdade não é discurso de ódio”. Sua afirmação foi considerada transfóbica e duramente criticada. Os autores da segunda carta dizem ainda que negros e trans que assinaram a primeira carta serviram como álibi para os brancos signatários não serem considerados racistas.

A disputa política em torno da questão deve ser longa e aguerrida. Alheio à ela, Cafferty tenta recuperar seu emprego. Ele está processando a empresa onde trabalhava e o homem que o fotografou, mas não há expectativa de que haja uma veredicto para a questão em menos de um ano. Cafferty se diz simpático aos movimentos por justiça racial, mas afirma nunca ter tido qualquer atuação política ao longo da sua vida. “Nem conta de Twitter eu tinha até ser cancelado”, diz.

UOL, com BBC

Opinião dos leitores

  1. Essa história de racismo já chegou em nível de radicalismo tal que vai aumentar somente a violência urbana e respingar sob todos nós , lamentavelmente. Temos que formar essa cultura de respeito racial mútuo nas escolas com nossas crianças e adolescentes. É um trabalho de médio e longo prazo.O resto por enquanto a justiça resolve , somos todos iguais !

  2. Esse povo usa qualquer coisa pra relacionar o racismo e a politica. Esse tipo de conduta vai provocar novos preconceitos, atrasos e violencia. Por isso nunca fui a favor de cotas que recriam os tribunais raciais. Estao plantando algo pessimo para o futuro, talvez pior que o passado. Moralismo com cara de politica oportunista e destrutiva.

    1. Com Ctza não é negro pois se fosse já estaria chato pra nao dizer imoral.

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Cultura

FJA lança o Cadastro Estadual de Cultura do RN

Foto: Reprodução

O Governo do Estado, através da Fundação José Augusto (FJA), lançou oficialmente o Cadastro Estadual de Cultura do RN para mapear agentes, entidades e espaços culturais que integram a cadeia produtiva no Rio Grande do Norte.

O acesso ao cadastro, disponibilizado a partir de agora de forma permanente, deverá ser feito pelo hotsite Cadastro Cultural (https://cadastrocultural.rn.gov.br/).

O Cadastro Estadual de Cultura do RN identificará o perfil socioeconômico e profissional dos integrantes do setor, pessoas físicas e entidades artístico-culturais atuantes em todo estado do Rio Grande do Norte.

Poderão se cadastrar pessoas físicas ou jurídicas, com atuação no setor cultural como: artistas, técnicos, produtores, brincantes de folguedos populares, professores, pesquisadores e outras categorias ligadas à produção e à difusão da arte e de outras atividades culturais praticadas no território potiguar.

Lei Aldir Blanc

A ferramenta será também uma forma de agilizar o repasse dos recursos federais oriundos da Lei 14017/2020, conhecida como “Lei Aldir Blanc”, destinada ao setor cultural durante o estado de calamidade pública provocado pela pandemia do coronavírus que paralisou a atividade do setor no território brasileiro.

Cadastro Estadual de Cultura do RN

Acesse o hotsite https://cadastrocultural.rn.gov.br/

Mais informações e dúvidas devem ser enviadas para o e-mail [email protected]

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Cultura

Coronavírus: Regina Duarte lança medidas para socorrer cultura

Regina Duarte toma posse como secretária da Cultura do governo Bolosnaro | Pablo Jabob

Regina Duarte usou seu perfil no Instagram, na noite desta quinta-feira, para divulgar medidas para socorrer produtores culturais que tiveram suas atividades interrompidas pelo coronavírus.

São três medidas direcionadas aos projetos que produtores e artistas que usam benefícios tais como a utilização de verbas de fundos setoriais ou captação de recursos via Lei Rouanet.

As ações passam a existir sob a forma de uma Instrução Normativa da Secretaria Especial da Cultura para tentar diminuir os “graves sobre o impacto provocado pelo coronavírus”, como diz Regina no vídeo:

* Permite que o proponente possa movimentar recursos abaixo do limite previsto de 20% da captação prevista.

* Permite que o projeto cultural possa ser alterado na fase de execução a qualquer tempo, excluindo o prazo previsto anteriormente.

* E a instrução normativa apresenta ainda um formato de avaliação mais flexível na prestação de contas do proponente.

Lauro Jardim – O Globo

Opinião dos leitores

  1. A esquerdalha vai sentir na pele (É no bolso) os efeitos danosos de mais esse vírus chinês (já foram vários). Digo isso porque a cultura em geral já foi tomada pela esquerda faz tempo. Será que nutrirão raiva da China? Improvável. Vão dar um jeito de culpar o presidente. Já fazem isso.

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Cultura

Câmara de Natal aprova 2% da arrecadação de ISS e IPTU para incentivo à cultura

Foto: Assessoria / CMN

Os vereadores de Natal aprovaram em 2% o percentual das receitas provenientes do ISS e IPTU a ser utilizado como incentivo cultural para o Exercício de 2020 no município pela Lei Djalma Maranhão. O Decreto Legislativo 01/2020, de autoria da Mesa Diretora da Câmara, foi votado em Sessão Extraordinária nessa quarta-feira (29).

Com a aprovação, a destinação de recursos para projetos culturais nos termos da lei fica estimado em R$ 11.397.820. “Foi uma votação tranquila, com apenas uma abstenção. Pela lei, a Câmara precisa votar o percentual nos primeiros 30 dias do período legislativo para que os produtores iniciem a captação de recursos para seus projetos e fomente a cultura e a economia criativa da cidade”, explicou o presidente da Câmara, vereador Paulinho Freire.

Pela lei, empresas apoiam projetos culturais, através de doação, patrocínio ou investimento de certificados expedidos pelo Poder Público, correspondentes ao valor do incentivo. Em troca, as empresas recebem isenção fiscal correspondente ao percentual aprovado pela Câmara. Durante a votação, os vereadores enfatizaram que o valor proposto poderia ser maior, mas destacaram que é preciso fazer com que todos os interessados tenham acesso a esses recursos. “Consideramos que ainda é pouco, mas antes de pensar em aumentar devemos pensar em fazer esses 2% chegarem aos produtores, já que falta maior divulgação e capacitação, tanto para as empresas, quanto para os produtores, porque ainda existe a burocracia, a questão de pendências tributárias. Sabemos que fomentar a cultura é gerar empregos e movimentar a economia e o turismo”, destacou a vereadora Nina Souza (PDT).

Outra sugestão é que o percentual seja ampliado para alimentar um Fundo Municipal de Cultura. “Ficaria em 5% para que 3% sejam direcionados ao fundo. Assim, não dependeria da adesão de empresários e reduziria a burocracia, beneficiando ainda mais produtores e grupos culturais, inclusive aqueles que têm menor estrutura”, sugeriu o vereador Fernando Lucena (PT).

A Lei Djalma Maranhão beneficia projetos de música e dança, teatro, circo e ópera; cinema, fotografia e vídeo, literatura e cartum, artes plásticas, artes gráficas, filatelia e culinária, folclore e artesanato, história da cultura e crítica de artes, acervo e patrimônio histórico-cultural, museus, centros culturais e bibliotecas, relíquias e antiguidades.

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Cultura

Após encontro, Planalto confirma, e Regina Duarte irá a Brasília conhecer Secretaria de Cultura: “Estamos noivando”, diz atriz

Regina Duarte ao lado de Jair Bolsonaro e Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo. Foto: Reprodução

A Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República informou na tarde desta segunda-feira que a atriz Regina Duarte teve uma “conversa produtiva” com o presidente Jair Bolsonaro, no Rio de Janeiro, e agendou uma visitia a Brasília para a próxima quarta, para conhecer a Secretaria Especial da Cultura do governo federal.

— Estamos noivando — disse Regina, após a reunião com Bolsonaro, segundo a Secom.

Em sua conta no Twitter, Bolsonaro afirmou que houve uma “excelente conversa”, e os dois iniciaram um “noivado” que “possivelmente trará frutos ao país”. Ele também publicou a foto acima, em que aparece ao lado da atriz e do ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos.

Regina foi convidada após Roberto Alvim ter sido demitido na semana passada após copiar frases de um discurso nazista em um pronunciamento oficial da Secretaria.

O convite a Regina veio horas após a demissão. Inicialmente, em entrevista à rádio Jovem Pan, a atriz afirmou que não considerava estar preparada para assumir a pasta. Depois, disse que precisava de um encontro olho no olho com o presidente para decidir.

Ao longo do fim de semana, Regina publicou em suas redes sociais postagens de apoio a Bolsonaro. Em uma das imagens, listou realizações dos dez primeiros meses de governo.

Em outra, citou uma declaração do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, que remetia ao episódio da demissão de Alvim — “fantástica, e até emocionante, a reação de intelectuais, artistas, historiadores, professores, estudantes, militares e da nação como um todo, ao infeliz resgate de pensamentos nazistas. Mostra uma face da convicção e do apego de nosso povo à democracia e às liberdades individuais”, dizia o texto.

Defensora do governo Bolsonaro, a atriz é amiga da primeira-dama Michelle Bolsonaro. Regina é uma das conselheiras do Pátria Voluntária, programa de Michelle para fomentar a prática do voluntariado. Ela também é amiga da deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), responsável por apresentá-la a Bolsonaro.

No sábado, Bolsonaro evitou responder a questionamentos sobre o convite feito a Regina Duarte para a secretaria, limitando-se a responder:

— Namoradinha do Brasil. Está respondido. Valeu.

Horas antes de encontrar o presidente, Regina Duarte publicou no Instagram uma mensagem em que já sinalizava que aceitaria o cargo:

“Sou cristã. Católica. O feriado de hoje no Rio é dedicado a São Sebastião. Nada acontece por acaso. Olha só, querido seguidor, que dia importante pra ter sido chamada ao Rio pra uma conversa “olho no olho” do nosso Presidente da República. Olha quanta simbologia contém a vida deste homem santo. Tenho sido — e quero continuar sendo — GRATA à VIDA por tudo que ela me apresenta. De tudo quero tirar uma lição , um aprendizado. E vambora! Com muito amor no coração.”

Alvim foi o terceiro titular da Cultura no governo Bolsonaro. Em agosto, o então secretário Henrique Pires deixou o cargo após polêmica envolvendo o cancelamento de um edital para TVs públicas que incluída séries com temática LGBT. Na ocasião, Pires disse que preferia sair a “bater palma para censura”. Depois, o economista Ricardo Braga foi alçado ao cargo, mas acabou sendo indicado para chefiar uma secretaria do Ministério da Educação após cerca de dois meses.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Realmente ele convidou a pessoa certa, que nada entende de cultura….FAZ parte ESSE desgoverno mardito escolhas de despreparados….que O diga o ministro dA EDUCACAO..para entender melhor como o MINISTRO BURRO PROSEGUE

  2. Boa escolha. Cultura, nada mais justo que alguém da área das artes. Aproveita troca o da educação tb por um professor e retira esse atual que só faz bobagens.

  3. Parabéns Regina Duarte
    Deus nao escolhe os capacitados capacita os escolhidos.
    O Brasil precisa de sua competência honestidade e exemplo de mulher honrada

    1. Será que foi ele que capacitou o secretário anterior?
      Tomara que não, não é mesmo?
      Triste fim de carreira.

    2. Trocará o título de namoradinha do Brasil pelo título de Namoradinha do fascismo… Triste fim…

    3. Olha o alienado!
      Bom mesmo era Gilberto Gil ne petralha doutrinado??
      Que tal vc ouvir aquela grande canção que diz.
      Chacrinha continua balançando a pança.
      Kkkkkkkkkkkk
      Tchau corruptos canalhas.
      PT ladrão nunca mais.
      Kkkkkkk

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Diversos

Governo do RN e AGN lançam linha de crédito para Cultura nesta quinta-feira

A cadeia produtiva da cultura potiguar receberá mais um importante instrumento de promoção e incentivo nesta quinta-feira (08) com o lançamento da linha de financiamento do Pró-Cultura através da Agência de Fomento do Rio Grande do Norte (AGN-RN). O ato acontece às 15h, na Governadoria, no Centro Administrativo.

A governadora Fátima Bezerra oficializará através da assinatura do documento junto à diretora-presidente da AGN-RN, Márcia Maia, a criação da linha de financiamento enquadrada no programa do Microcrédito do Empreendedor. Participarão ainda o diretor-geral da Fundação José Augusto, Crispiniano Neto, além de representantes da cadeia produtiva da cultura no estado.

Na oportunidade, serão divulgados detalhes das condições da nova linha de financiamento a ser disponibilizada pela Agência de Fomento do RN e que promoverá as mais diversas áreas da cultura potiguar.

O novo instrumento foi criado a partir de uma demanda crescente dos segmentos por apoio. A partir daí, a governadora Fátima Bezerra solicitou o trabalho em conjunto entre a Fundação José Augusto e a Agência de Fomento para a criação de uma proposta capaz de atender às necessidades da economia criativa mobilizada pelos produtores culturais, artistas e demais profissionais do segmento.

“É uma iniciativa que nasce de várias mãos e que chega para preencher uma lacuna importante no estado. A cultura, com o audiovisual, as artes plásticas, o artesanato, todos os esses segmentos serão beneficiados com uma linha de financiamento construída para desenvolver e promover a cultura no RN”, afirmou Márcia Maia.

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Cultura

Cultura: Prefeitura de São Gonçalo anuncia Auto do Santo Gonçalo; espetáculo inédito será apresentado nos dias 1 e 2 de fevereiro

O espetáculo inédito será apresentado nos dias 1 e 2 de fevereiro, às 20h, no patamar da Igreja Matriz

A Prefeitura Municipal São Gonçalo do Amarante/RN, através da Fundação Cultural Dona Militana, vai contar a história do padroeiro da cidade em um espetáculo musical. O Auto do Santo Gonçalo será encenado nos dias 1 e 2 de fevereiro, no patamar da Igreja Matriz, Centro, às 20h.

Com duração de 1h e 10 minutos, ao ar livre, a vida e peregrinação do pároco Gonçalo, o beato que pregava gratidão, bondade e misericórdia, serão abordados no palco. “São justamente esses temas que queremos abordar no espetáculo para provocar uma reflexão nos espectadores. Será que estamos, verdadeiramente, sendo cristãos?”, observa Flávio Henrique, presidente da Fundação Cultural.

A direção do espetáculo é de Gleydson Almeida, com texto e trilha sonora de Danilo Guanais. Estão envolvidos 42 artistas são-gonçalenses. O Investimento é de R$ 120 mil oriundos do Fundo Municipal de Cultura.

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Cultura

Prefeito de São Gonçalo parabeniza artistas no Dia do Folclore

Hoje, dia 22 de agosto, é comemorado o Dia do Folclore e São Gonçalo do Amarante/RN é considerada o “berço da cultura popular do Rio Grande do Norte”. O prefeito Paulo Emídio (Paulinho) usou sua página no ‘facebook’ para exaltar os artistas são-gonçalenses.

“Parabenizo nossos artistas pelo Dia do Folclore. Vocês são os responsáveis por manter vivas as nossas tradições, digo, nossas ricas tradições”, publicou o prefeito ainda se orgulhando da cidade: “É um orgulho chegar em qualquer recanto do Estado e sermos reconhecidos como a cidade mais cultural do RN”.

Na publicação Paulinho ainda descreveu: “São cores, dança, música, festa, literatura, folguedos, arte e muita história que fazem da nossa São Gonçalo ser o berço da cultura popular do Rio Grande do Norte”.

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Cultura

VÍDEO: Artistas denunciam quase 1 ano de atraso de pagamento do FIC 2015 da Prefeitura de Natal

Artistas e produtores culturais enviaram ao Blog do BG um vídeo denunciando o atraso de quase um ano do pagamento do Fundo de Incentivo a Cultura (FIC 2015), projeto da Prefeitura de Natal, por meio da Funcarte, que deveria ter sigo pago em outubro do ano passado e até agora, agosto de 2016, quase ninguém recebeu.

Diversos artistas da música, teatro, literatura e audiovisual de mais de 20 grupos estão enfrentando sérias dificuldades de seguirem os projetos, como também da própria continuação sem a verba da Prefeitura, que não sinaliza um prazo definido para quitar o pagamento, prejudicando a cultura da capital potiguar.

Confira abaixo o vídeo

Opinião dos leitores

  1. " isto é uma vergonha " todo esses povo está falando a verdade e o prefeito é quem está mentindo, pelo amor a deus, vote em qualquer candidato, menos em carlos Eduardo, por favor.

  2. O PESSOAL DA SAÚDE E EDUCAÇÃO NÃO ESTÃO RECEBENDO, IMAGINEM O PESSOAL DA CULTURA, UMA COISA QUE TANTO FAZ TER COMO NÃO TER NÃO AUMENTA NEM DIMINUI

    1. Então tanto faz ter como não ter as comemorações de São João e a festa do nascimento de Cristo, por exemplo.

  3. Prefeito enganador, por isso faz carnaval, festa de natal e num sei mais o q…não paga nem promessa a santo, até hoje dia 11/08 não recebemos o salário de julho, é o prefeito da maquiagem..só dá valor a ele quem mora em Ponta Negra, porque é o caminho dos turistas…pega o km 6 e vai em direção a Felipe Camarão pra vê o lamançal e buraqueira…PREFEITO AVON!

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Cultura

INUSITADO: Estado deve indenizar aluno chamado de ‘Félix’ em escola

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Foto: Divulgação

O Estado de São Paulo foi condenado a pagar indenização de R$ 20 mil por danos morais a aluno que foi chamado de ‘Félix’ pela professora e colegas, em escola estadual de Piracicaba/SP. O resultado do julgamento da 7ª câmara de Direito Público do TJ/SP foi publicado no DJe nesta quarta-feira, 3.

Além da indenização, o Estado deverá arcar com tratamento psicológico, durante tempo hábil para sua recuperação.

O fato aconteceu em 2013, quando o ator Mateus Solano interpretava personagem homossexual, na novela Amor à Vida, da Rede Globo. Na época, o garoto tinha 11 anos e chegou a mudar de escola para fugir dos comentários dos colegas.

Na sala de aula, a professora de geografia teria dito que o menino se parecia com “um ator muito famoso”. Imediatamente, alguns alunos teriam afirmado que ele parecia o personagem “Félix” e ela confirmou. A criança foi motivo de chacota por seus colegas durante o intervalo bem como no dia seguinte ao retornar para escola.

Pelo ocorrido, o garoto, representado por sua genitora, requereu a condenação do Estado ao pagamento de tratamento psicológico e indenização por danos morais. Segundo o advogado Homero Conceição Moreira de Carvalho, que patrocinou o caso, não haveria motivos para requerer a condenação da docente. “A professora também é vítima de um Estado mal preparado.”

O pedido foi julgado improcedente em primeira instância. A juíza Ana Carolina Miranda de Oliveira, da vara da Fazenda Pública de Piracicaba/SP, “mesmo que tenha havido algum aborrecimento com a comparação com o personagem, aquele não foi capaz de gerar dor, vexame, sofrimento e humilhação que tenha fugido da normalidade e que tenha interferido intensamente e negativamente no âmbito psicológico da personalidade do autor”.

Entendimento contrário teve o desembargador Magalhães Coelho, relator do processo, ao dar provimento ao recurso do aluno. Para o magistrado, restou configurado o dano moral. Assim, reformou a sentença, sendo acompanhado por unanimidade.

Migalhas

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