Comportamento

Anvisa proíbe cigarros aromatizados e com sabor no país

Fumante com cigarro preto

Depois de mais de três horas de debate, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) baniu os cigarros aromatizados e com sabor no país. Em reunião hoje (13), os quatro diretores da agência reguladora decidiram proibir a adição de substâncias que dão sabor e aroma aos cigarros e a outros produtos derivados do tabaco, como os mentolados e os de sabor cravo, chocolate e morango. Os cigarros com sabor vão sair das prateleiras somente daqui um ano e meio.

No caso do açúcar, a Anvisa cedeu aos apelos da indústria do fumo e manteve a adição, porém limitada à reposição do açúcar perdido na secagem da folha de tabaco. Segundo os fabricantes, o tipo de fumo mais usado no país perde açúcar no processo de produção e, por isso, é necessária a reposição. O açúcar foi motivo de impasse entre os diretores na reunião passada, em fevereiro, o que acabou adiando a decisão para hoje (13). A medida vale para os produtos nacionais e importados. Estão isentos os destinados à exportação.

A indústria nacional e as importadoras terão um ano para adaptar o processo de fabricação do cigarro e seis meses para retirar de circulação os aromatizados. Para outros produtos, como charuto e cigarrilha, o prazo foi ampliado. São 18 meses de adequação e seis meses para recolhimento do mercado.

Fica permitido o uso de algumas substâncias nos derivados do tabaco: açúcar, adesivo, aglutinante, agentes de combustão, pigmento ou corante (usado para branquear papel ou na impressão do logotipo da marca), glicerol e propilenoglicol e sorbato de potássio. A proposta aprovada prevê ainda que novos ingredientes precisam passar pelo aval da agência reguladora para serem usados no futuro.

O relator da proposta, diretor Agenor Álvares, considerou a decisão positiva e disse que ela servirá para tornar o fumo menos atrativo aos adolescentes e crianças. “A nossa ideia é diminuir o número de novos fumantes”.

O diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo), Carlos Galant, disse que o setor ainda vai avaliar o impacto financeiro da decisão. Ele argumenta que a retirada dos aromatizados pode estimular o contrabando. Além do açúcar, o setor queria também a permanência dos cigarros mentolados e dos que têm sabor de cravo, que foram banidos pela Anvisa. Os cigarros de mentol representam apenas 3% das vendas, conforme dados divulgados pelos fabricantes na semana passada.

Antes de tomar a decisão, os diretores da Anvisa ouviram opiniões favoráveis e contrárias ao banimento dos aromatizados. A pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Vera da Costa, disse que um estudo recente mostra que a maioria dos adolescentes de 13 a 15 anos procura pelos cigarros com sabor para experimentar o tabaco. “Colocar menta, morango, chocolate aumenta a aceitação desse produto e promove a experimentação. É preciso que a Anvisa mostre o que uma agência reguladora dentro do Brasil faz com os produtos do tabaco”, disse.

Já Carlos Galant, representante da indústria tabagista, defendeu a permanência do mentol e do cravo no Brasil, justificando que um estudo norte-americano mostra que o mentolado não eleva o risco à saúde. O número de fumantes, segundo Galant, não caiu nos países que já retiraram esses aditivos. “Os cigarros mentolados já se encontram presentes no mercado brasileiro há décadas. O risco de câncer de pulmão ao cigarro mentolado é 41% menor.”

A versão original da proposta da Anvisa, em discussão desde 2010, era proibir a adição de açúcar e outros ingredientes que mascaram o gosto amargo do tabaco, como mentol, chocolate e baunilha.

Fonte: Exame

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Política

PT usa versículos bíblicos e reforça agenda para conquistar votos de evangélicos

Foto: Reprodução

O PT divulgou uma carta aberta voltada ao público evangélico, em mais um movimento de aproximação com um dos segmentos mais disputados do eleitorado para as eleições O texto tem citações bíblicas, propostas do partido e uma mensagem de apoio à reeleição do presidente Lula (PT).

A carta foi elaborada durante o IV Encontro Nacional de Evangélicos do Partido dos Trabalhadores, realizado em Brasília.

No texto, os organizadores afirmam que os evangélicos brasileiros não devem ser vistos como um bloco político único e destacam que o encontro não fala em nome de todas as igrejas ou denominações do país.

O documento também faz críticas ao uso da religião como instrumento de disputa política.

Há passagens bíblicas para introduzir os temas abordados, com trechos dos livros de Isaías, Tiago, Mateus, Efésios e Pedro.

Entre as propostas defendidas estão a ampliação de programas sociais como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e Farmácia Popular.

A carta também apoia medidas em discussão pelo governo Lula, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o fim da escala de trabalho 6×1.

Outro ponto destacado é a defesa da soberania nacional e da preservação das florestas, das águas e da biodiversidade brasileira.

Voto de evangélicos

A iniciativa ocorre em meio às dificuldades históricas do PT para ampliar sua presença entre os eleitores evangélicos. Segundo o Censo de 2022, realizado pelo IBGE, os evangélicos representam 26,9% da população brasileira.

Nos últimos meses, integrantes do governo e do partido têm intensificado o diálogo com lideranças religiosas.

A divulgação da carta também acontece após recentes trocas de críticas entre Janja e o pastor Silas Malafaia.

O líder evangélico questionou encontros promovidos pela primeira-dama com mulheres evangélicas, enquanto Janja afirmou não reconhecê-lo como pastor.

 

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Política

CERCO AO TRÁFICO: EUA colocam Brasil em plano bilionário contra narcotráfico e facções

Foto: Reprodução

Os EUA incluíram o Brasil em uma proposta de orçamento que amplia os recursos para o combate ao narcotráfico e ao crime organizado na América do Sul, segundo informações da Jovem Pan News.

O plano foi apresentado pelo Departamento de Estado americano para o ano fiscal de 2027 e prevê US$ 535 milhões, o equivalente a cerca de R$ 2,8 bilhões, para programas de cooperação internacional na área de segurança.

Segundo o documento, os recursos serão administrados por órgãos norte-americanos especializados no enfrentamento ao tráfico de drogas e ao crime transnacional. O objetivo é fortalecer países parceiros por meio de treinamentos, equipamentos e ações de inteligência.

A iniciativa busca ampliar a capacidade das forças de segurança para detectar e desmontar redes de tráfico de drogas, combater o contrabando de imigrantes e enfrentar ameaças criminosas que atuam além das fronteiras nacionais.

O Departamento de Estado cita nominalmente o Brasil entre os países que poderão receber assistência, ao lado de Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai.

Para os países do Hemisfério Ocidental, foram reservados US$ 16 milhões, cerca de R$ 83 milhões. De acordo com o governo americano, os recursos serão destinados à profissionalização das forças de defesa e ao fortalecimento da liderança e das capacidades técnicas dos parceiros regionais.

O documento, porém, não detalha quanto poderá ser destinado ao Brasil nem quais programas específicos seriam implementados no país.

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Política

TOLERÂNCIA ZERO: Flávio promete castração química para estupradores e redução da maioridade penal

Foto:  Vittor Sale

O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (9) que pretende defender a aprovação da castração química para condenados por estupro e a redução da maioridade penal caso seja eleito presidente da República.

A declaração foi feita durante discurso na Bahia Farm Show, evento voltado ao agronegócio realizado na Bahia.

Ao apresentar propostas para a área de segurança pública, Flávio disse que pretende endurecer o combate ao crime organizado, ampliar o tempo de permanência de criminosos nas prisões e adotar medidas mais rígidas contra autores de crimes violentos.

“Vamos reduzir a maioridade penal. A gente vai aprovar castração química pra estuprador”, declarou o senador durante o evento.

O pré-candidato também voltou a defender a construção de presídios e afirmou que terá uma postura mais rigorosa na área de segurança pública. Segundo ele, o objetivo é ampliar o enfrentamento às facções criminosas e ao narcotráfico.

Flávio ainda afirmou que pretende combater a atuação de organizações criminosas em regiões dominadas pelo tráfico de drogas.

O senador abordou temas ligados ao agronegócio. Ele defendeu ações para reduzir invasões de propriedades rurais e afirmou que o setor precisa de maior apoio do governo federal.

Sem citar nominalmente o presidente Lula (PT), Flávio criticou a relação do governo com o agronegócio e disse que produtores rurais merecem mais reconhecimento pela contribuição à economia do país.

Programas sociais

Ele também mencionou programas sociais e afirmou que, se eleito, pretende manter políticas de transferência de renda.

Segundo ele, o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ampliou o valor pago pelo Bolsa Família durante a pandemia, medida que classificou como importante para famílias em situação de vulnerabilidade.

 

Opinião dos leitores

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Geral

[VÍDEO] Aliados de Lula passam por treinamento para defender presidente nas redes sociais

Imagens: Reprodução/Metrópoles

Ex-ministros e parlamentares da base aliada do presidente Lula (PT) que disputarão as eleições de outubro participam, neste momento, do evento Porta-Vozes do Lula.

A iniciativa tem como objetivo capacitar lideranças e apoiadores para atuar nas redes sociais em defesa do presidente e das ações do governo federal, segundo a coluna Milena Teixeira, do Metrópoles.

Segundo os organizadores, o treinamento busca fortalecer a comunicação digital de aliados do Palácio do Planalto e ampliar o alcance de conteúdos relacionados à gestão petista.

O encontro reúne integrantes da base governista em meio ao aumento da disputa política nas redes sociais, consideradas estratégicas para a divulgação de ações do governo e para o debate público.

A expectativa é que os participantes atuem como multiplicadores de informações e conteúdos ligados ao presidente Lula e aos programas do governo federal.

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Política

VALE TUDO? Equipe de Allyson Bezerra posta vídeo feito com Inteligência Artificial para atacar Álvaro Dias, mas apaga após repercussão negativa

Foto: Divulgação

Allyson Bezerra demonstrou mais uma vez que parece não conhecer limites na disputa pelo Governo do Estado.

Depois de utilizar a própria estrutura de comunicação para atacar adversários, sua pré-campanha agora apelou para o uso de inteligência artificial na tentativa de desgastar a imagem de um concorrente: o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias.

O perfil “Time Allyson” no Instagram publicou um vídeo produzido com IA em forma de música para atacar Álvaro. Para se ter ideia do nível do conteúdo, o ex-prefeito da capital foi chamado de “cara harmonizada”, entre outras provocações e ataques pessoais.

Pouco tempo depois, percebendo a repercussão negativa, a publicação foi apagada. Mas, como sabemos, na internet o print é eterno.

O episódio revela uma escalada preocupante na pré-campanha de Allyson Bezerra, além de comprovar que o personagem que ele construiu para ostentar a imagem de bom moço nas redes sociais não sobrevive à realidade.

O político de origem humilde deu lugar a alguém completamente diferente, capaz de qualquer coisa para chegar onde quer e sedento pelo poder. É triste, mas são os fatos.

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Geral

[VÍDEO] Aliados de Lula participam de “treinamento do PT” para defesa do presidente nas redes sociais

Imagem: Reprodução

Ex-ministros e parlamentares da base aliada de Lula que disputarão as eleições de outubro participam, neste momento, do evento Porta-Vozes do Lula. A inciativa quer capacitar lideranças e apoiadores para atuar nas redes sociais em defesa do presidente e das ações do governo.

A reportagem completa está na coluna de @milenah_teixeira. Basta acessar metropoles.com.

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Política

Ministra do TSE pede vista e suspende julgamento sobre pesquisa desfavorável a Flávio

Foto: Divulgação

O julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre decisão do ministro Nunes Marques que suspendeu pesquisa da AtlasIntel desfavorável a Flávio Bolsonaro (PL) foi paralisado por pedido de vista. Logo após o relator do caso e presidente da Corte eleitoral votar pela manutenção da suspensão do levantamento, a ministra Estela Aranha anunciou que pediria mais tempo para analisar o caso.

Ao conceder a liminar, que foi submetida ao referendo iniciado nesta terça-feira (9/6), Nunes Marques atendeu a pedido do Partido Liberal (PL) e apontou indícios de comprometimento da metodologia adotada pela AtlasIntel. O levantamento com a queda nas intenções de voto de Flávio foi divulgado após a revelação de conversas entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sobre o financiamento do filme Dark Horse, que contará a trajetória do ex-presidente.

Segundo Nunes Marques, há elementos que sugerem possível indução dos entrevistados, entre eles a inclusão de conteúdos relacionados a investigações e o uso de perguntas com carga valorativa negativa.

“Os elementos trazidos aos autos após manifestação da representada reforçam, em juízo de cognição sumária, os indícios relevantes de comprometimento da metodologia da pesquisa impugnada”, afirmou.

Para Kassio, a controvérsia não se limita a divergências metodológicas, mas envolve a possibilidade de utilização do questionário como mecanismo de indução dos entrevistados.

O ministro destacou ainda que, ao analisar outras 27 pesquisas registradas pela AtlasIntel no TSE, não encontrou questionários com estrutura semelhante nem a utilização de áudios, como ocorreu no levantamento contestado.

A decisão liminar de Nunes Marques segue válida até o julgamento de mérito da questão. Estela Aranha tem 90 dias para devolver o voto-vista.

Defesas

O advogado da AtlasIntel, Gualter Rafael Maciel Bezerra, defendeu durante o julgamento que a discordância do Partido Liberal sobre pesquisa que apontou queda de Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto é “política”.

Durante sustentação oral, Gualter Bezerra argumentou que “a representação não traz discordância da metodologia, mas sim com relação a um fato político, público e notório, qual seja a relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro e com a questão do Banco Master”.

Para o defensor da AtlasIntel, o PL “não trouxe nenhuma prova de contaminação cognitiva. Foi apenas presumida a partir de leitura objetva de que o candidato estaria prejudicado”, afirmou durante sustentação oral.

A advogada do Partido Liberal, Maria Claudia Bucchianeri sustentou que o levantamento da AtlasIntel/Bloomberg apresenta falhas metodológicas, uso de técnicas de indução de respostas e omissão de um vídeo que teria sido exibido aos entrevistados.

“E eu nem precisava adentrar nos outros problemas, que são graves também e que se referem à técnica de framing e de induzimento. A pergunta de qual é a sua visão, positiva ou negativa, de diversas autoridades, não apenas Flávio Bolsonaro, Lula, Hugo Motta, Davi Alcolumbre, ela é apenas a de número 22″, disse em plenário.

A advogada prosseguiu: “Depois de o candidato, o pré-candidato do PL, ter sido submetido a todo tipo de observação envolvendo o escândalo [Banco Master], onde ele nem sequer é investigado, se ele deveria ou não manter a sua candidatura, isso nunca foi colocado na mesa. E só no item 22 pergunto: qual é a sua visão sobre ele, positiva ou negativa? Nenhum dos outros candidatos cujos nomes estão expostos ali se submeteu a esse framing.”

Pesquisa

Na pesquisa AtlasIntel divulgada em abril, Lula e Flávio Bolsonaro apareciam tecnicamente empatados em um cenário de segundo turno. O senador tinha 47,8% das intenções de voto, enquanto o presidente registrava 47,5%.

Já no levantamento divulgado em 19 de maio, Lula apareceu com 48,9%, ante 41,8% de Flávio. O resultado indicou queda de seis pontos percentuais para o senador entre uma pesquisa e outra.

Ao acionar o TSE, o Partido Liberal alegou divulgação de pesquisa fraudulenta, questionou a metodologia utilizada e sustentou que o questionário teria sido estruturado para induzir percepção negativa sobre Flávio Bolsonaro.

 

Metrópoles

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Geral

Natal reforça importância da vacinação no Dia Nacional da Imunização

Foto: SMS

A vacinação é uma das principais formas de prevenir doenças e infecções. Nesta terça-feira (9), quando é celebrado o Dia Nacional da Imunização, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Natal reforça a necessidade de manter a caderneta de vacinação atualizada, especialmente entre os grupos prioritários.

A chefe do Setor de Vigilância Epidemiológica da SMS, Lorena de Souza Araújo, ressalta o significado da data para a saúde pública. “O Dia Nacional da Imunização nos lembra da importância da vacinação como um gesto de cuidado e proteção. As vacinas salvam vidas, previnem doenças e contribuem para uma sociedade mais saudável. Manter a caderneta em dia é proteger a si mesmo, a quem você ama e toda a comunidade. Vacinar é cuidar do presente e construir um futuro mais seguro para todos”, afirmou.

Além da proteção individual, a vacinação contribui para evitar o retorno de doenças já eliminadas ou controladas no país e reduz o risco de agravamento de diversas enfermidades.

A chefe do Núcleo de Agravos Imunopreveníveis (NAI), Veruska Ramos, lembra que Natal ampliou, desde o dia 1º de junho, a vacinação contra a influenza para toda a população a partir dos seis meses de idade, com o objetivo de aumentar a cobertura vacinal e reduzir a circulação do vírus na capital. “Atualmente, cerca de 32% do público-alvo foi imunizado contra a gripe. Por isso, estamos convocando a população a procurar nossas salas de vacinação, especialmente crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, idosos com 60 anos ou mais e trabalhadores da saúde”, explicou.

Veruska também destacou as ações da Estratégia de Vacinação nas Escolas 2026, iniciativa que integra o Programa Saúde na Escola (PSE) e tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal entre crianças e adolescentes da rede pública de ensino, além de conscientizar as famílias sobre a importância da atualização da caderneta de vacinação.

Em Natal, todas as salas de vacinação oferecem os imunizantes de rotina e das campanhas do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que protegem contra doenças como Covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela, difteria, tétano, coqueluche, influenza, poliomielite, HPV, meningites, pneumonias, rotavírus e hepatites A e B. O município também disponibiliza a vacina contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

A vacinação ocorre nas unidades de saúde de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 15h, conforme a organização de cada serviço.

A população também pode procurar os pontos extras de vacinação instalados nos shoppings Midway Mall e Partage Norte Shopping, que funcionam de segunda a sexta-feira, das 13h às 20h, e aos sábados, das 10h às 15h. Outra opção é o ponto de vacinação localizado no SESI Clínica Natal, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

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Política

CCJ da Câmara adia análise da PEC da redução da maioridade penal

Foto: Renato Araújo

A votação da proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/15 que reduz a maioridade penal foi adiada novamente nesta terça-feira (9) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara dos Deputados.

O adiamento ocorreu em razão do início da Ordem do Dia no plenário da Casa.

O presidente do colegiado, Leur Lomanto Júnior (União-BA), agendou o reinício da discussão para a manhã desta quarta-feira (10). A votação do texto foi adiada, pela primeira vez, por causa de um pedido de vista.

O relator da proposta, deputado Coronel Assis (PL-MT), elaborou parecer favorável à mudança da maioridade penal, de 18 anos para 16 anos. No entanto, o parlamentar retirou a emenda que previa que jovens com 16 anos poderiam se casar, celebrar contratos, tirar carteira de habilitação e votar obrigatoriamente.

Divergências

O tema não é consenso entre os deputados integrantes da CCJ, comissão responsável por analisar a admissibilidade da proposta.

A deputada Érica Kokay (PT-DF), uma das lideranças críticas à proposta, argumenta que a iniciativa fere a Constituição. Segundo ela, a definição da maioridade é uma cláusula pétrea (dispositivos que não podem ser mudados ou abolidos por PEC) e que qualquer alteração só poderia ocorrer por meio de uma nova Constituinte.

“Estamos aqui ao arrepio da própria Constituição discutindo uma matéria que fere de forma absolutamente nítida direitos e garantias individuais garantidos pela nossa Constituição”, alertou, acrescentando que os crimes graves praticados por jovens representam menos de 4% dos crimes violentos no país.

A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) também criticou o andamento da proposta.

“Estamos em um ano eleitoral e o que a extrema-direita faz? Ela pega um sentimento legítimo de medo das pessoas, de insegurança com a violência urbana, de insegurança com o feminicídio e diz que reduzindo a maioridade penal as famílias vão ficar seguras. Lidam com o medo dessas pessoas para apresentar uma falsa solução”, criticou.

Já o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), a favor da redução da maioridade penal, defende que os adolescentes reincidentes em crimes devem ficar presos.

“A solução para a reincidência é deixar preso. Simples assim, aí não tem reincidência”, disse.

Atualmente, jovens maiores de 16 anos que cometem infrações graves cumprem medidas socioeducativas de internação por, no máximo, três anos. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que cerca de 12 mil adolescentes estão em unidades de internação ou em privação de liberdade – menos de 1% dos 28 milhões de jovens nessa faixa etária, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Durante a sessão, o deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE) lamentou que o debate ocorra de forma híbrida, o que permite aos deputados poderem votar remotamente. Para ele, a proposta é controversa e precisa ser melhor discutida.

“É lamentável que um tema com essa magnitude, uma emenda à Constituição, a gente esteja para votar na Comissão de Constituição e Justiça, pelo Infoleg [remoto] sem que sequer deputadas e deputados estejam aqui, para a gente realizar o debate que é necessário”, criticou.

Caso a PEC da redução da maioridade penal avance na CCJ, uma comissão especial será criada para seguir com a discussão do tema antes de ir a plenário.

 

Agência Brasil

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Política

Projeto de Robinson Faria proíbe multas condominiais contra famílias de pessoas com autismo


Foto: Divulgação

O deputado federal Robinson Faria apresentou o Projeto de Lei nº 2.300/2026, que proíbe a aplicação de multas condominiais a pessoas com autismo quando situações relacionadas à sua condição resultarem em barulhos ou comportamentos involuntários. A proposta surgiu após um caso registrado no Rio Grande do Norte, em que uma família com dois filhos autistas, um de 8 anos com nível 3 de suporte e outro de 17 anos com nível 1, passou a receber penalidades financeiras do condomínio sob a justificativa de perturbação do sossego, mesmo que os ruídos decorressem de comportamentos inerentes à condição das crianças.

O projeto estabelece que multas condominiais não poderão ser aplicadas quando o comportamento estiver relacionado às características próprias do autismo, garantindo mais proteção e segurança jurídica às famílias atípicas em todo o país. “O condomínio precisa ser um espaço de convivência, acolhimento e respeito. Não é razoável que famílias sejam multadas por manifestações comportamentais que decorrem diretamente do autismo”, afirmou Robinson Faria.

A iniciativa reforça os princípios de acessibilidade, dignidade da pessoa humana e inclusão social previstos na legislação brasileira e na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Autismo, e reflete o compromisso do deputado com a causa das famílias atípicas, bandeira que Robinson Faria tem levantado por meio de projetos de lei e destinação de emendas a associações e centros de atendimento em todo o Rio Grande do Norte.

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