Geral

Presidente da CPI dá voz de prisão a Roberto Dias sob acusação de mentir à comissão após divulgação de áudio

Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

O presidente da CPI da Covid deu voz de prisão para o ex-diretor de logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias, que presta depoimento nesta quarta-feira.

— Ele vai ser recolhido pela Polícia do Senado. Está mentido desde manhã.

Mais cedo, o ex-diretor de logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias afirmou à CPI da Covid que as negociações para a compra de vacinas estavam “restritas” à secretaria-executiva da pasta e não tinham relação com o departamento onde trabalhou. No entanto, Dias se contradisse ao afirmar que não negociava vacina, mas confirmar que recebeu e-mail da empresa que ofereceu o vacina indiana Covaxin. Dias foi exonerado do cargo logo após a denúncia de um suposto pedido de propina se tornar pública, além de ter sido acusado de pressionar de maneira ‘atípica’ a compra da vacina indiana Covaxin.

Apontado como indicação do deputado Ricardo Barros (PP-PR) e do ex-deputado Abelardo Lupion, Roberto Dias é considerado peça-chave para desvendar detalhes de denúncias de irregularidades na negociação de compra da vacina AstraZeneca, feitas pelo vendedor Luiz Dominghetti, e da indiana Covaxin, reveladas pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF) e o irmão dele, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda.

Questionado sobre a negociação sobre as vacinas, Dias disse:

— Negociação de vacina de Covid-19 não era minha atribuição.

Dias disse que a reunião oficial, no Ministério da Saúde, foi tão somente para entregar o documento que atestaria que a empresa representava a AstraZeneca e a existência realmente de 400 milhões de doses.

— Se faz agendamento com representantes da empresa, se não é negociação, é o que, pelo amor de Deus? — questionou a senadora Eliziane Gama (Cidadania -MA).

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), perguntou por que ele discutiu vacina se isso não era atribuição dele, e sim da secretaria-executiva.

— Não houve negociação. O que houve foi a verificação da existência das 400 milhões [de doses]… — respondeu.

— Não era mais com você! Não tem lógica isso! — interrompeu Aziz.

Depois, Dias disse que um diretor da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) da pasta, com a “mesma honestidade de propósito”, recebeu a Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah), para verificar a existência das doses. Apesar do nome, a Sehan é uma entidade privada.

Diante da contradição, o relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), sugeriu uma acareação entre Roberto Dias e o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Elcio Franco.

Humberto Costa (PT-PE) também defendeu a convocação de Elcio:

— O secretário- executivo recebeu superpoderes para comprar vacinas, portanto é o grande responsável pelos atrasos e pelas tentativas de golpe como foi essa vacina da Davati. Ele precisa vir aqui.

Denúncia de propina

Dias foi acusado pelo policial militar Luiz Paulo Dominghetti, que se apresenta como representante da empresa Davati Medical Supply, de ter pedido propina para autorizar a compra da vacina AstraZeneca pelo governo federal. Segundo a denúncia do PM, o ex-diretor teria pedido US$ 1 por dose durante um jantar em Brasília. Dias, por sua vez, afirmou que está sendo injustamente acusado, que as acusações não têm materialidade e chamou o PM de ‘picareta’.

Ele confirmou que conheceu Dominghetti no restaurante Vasto, no Brasília Shopping, mas negou ter pedido propina e disse que solicitou ao representante da empresa Davati que encaminhasse um pedido formal de compra de vacina, que nunca prosperou.

— Estou sendo acusado sem provas por dois cidadãos, o senhor Dominghetti, que aqui nesta CPI foi constatado ser um picareta que tentava aplicar golpes em prefeituras e no Ministério da Saúde — disse Dias completando: — O deputado Luis Miranda possui um currículo controverso — disse, fazendo menção ao parlamentar que o acusa de pressionar de forma “atípica” a compra da vacina Covaxin.

Dias rebate acusações

Em sua fala inicial, Dias reclamou estar sendo “massacrado” e entende que isso se deve ao fato de ter tomado iniciativa para enfrentar a pandemia.

— Estou há mais de dez dias sendo massacrado e citado em todos os veículos de comunicação sem que haja uma única prova ou indício que sustente tais acusações — afirmou, acrescentando: — Nuca pedi nenhuma vantagem ao senhor Dominghetti ou a ninguém.

Sobre a acusação de pressão para liberar a Covaxin, ele disse que pensou ter sido retaliação por ter negado um pedido de cargo ao servidor Luis Ricardo Miranda, irmão do deputado Luis Miranda (DEM-DF). Mas disse que agora vê razão financeira por trás, porque Miranda teria tido algum negócio frustrado. Ele afirmou que vai apresentar queixa-crime por calúnia e difamação contra as pessoas que o acusam.

As negociações para aquisição da Covaxin são investigadas pela CPI da Covid, pelo Ministério Público Federal, pela Polícia Federal e pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Roberto Dias disse que, de forma geral, as empresas intermediárias tentam obter do Ministério da Saúde um documento chamado LOI (“letter of intent” em inglês, ou carta de intenção). Isso permitiria que elas negociassem em nome da pasta.

— Da Davati, recebi e-mails cobrando posição do ministério. Meu único e-mail foi: eu preciso da carta de representação da Astra Zeneca.

Dias disse ainda que foi nomeado para o cargo pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, por indicação do ex-deputado Abelardo Lupion. A cada troca de ministro, afirmou, permanecia no posto por conhecer bem a área. Questionado pelo relator Renan Calheiro por que o ex-ministro Eduardo Pazuello quis demiti-lo em certo momento, após irregularidades na aquisição de testes de Covid-19, Dias disse desconhecer esse episódio.

O ex-diretor alegou que pediu ao ex-ministro que fosse indicado para a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), porque estava cansado do trabalho no ministério durante a pandemia. Dias teria sido mantido no cargo devido à pressão política.

— Eu desconheço que ele (Pazuello) pediu minha exoneração — afirmou.

Detalhes sobre o jantar

Dias disse que não combinou um encontro com Dominguetti num restaurante em um shopping de Brasília, onde, segundo a acusação do PM, ele teria pedido propina.

— Eu tinha uma reunião com um amigo no restaurante para um chope. Na sequência, o coronel Blanco chega com esse senhor que posteriormente foi identificado como Dominghetti. Como não foi um evento marcado, combinado, não me recordo de detalhes — disse.

O coronel Marcelo Blanco ocupava um cargo no Ministério da Saúde. Dias acredita que o militar descobriu que ele estava no restaurante, tendo levado Dominghetti. No encontro, eles combinaram de ter uma reunião no dia seguinte no Ministério da Saúde.

— Para que não fosse tratado fora do âmbito do Ministério da Saúde, pedi que fosse realizada uma agenda oficial — disse o ex-diretor de logística da pasta.

O amigo citado por Dias é o empresário José Ricardo Santana, e não o coronel Alexandre Martinelli. Na semana passada, ao prestar depoimento, Dominghetti disse que havia um empresário, cujo nome não se lembrava, no jantar. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) mostrou uma foto e perguntou se era aquela pessoa, e ele disse que parecia ser ela. Em seguida a foto foi mostrada na comissão: era o coronel Alexandre Martinelli, que havia sido exonerado de um cargo no Ministério da Saúde em janeiro de 2021.

Indagado pelo relator sobre detalhes do jantar, o ex-diretor disse que o encontro no restaurante não demorou mais que uma hora, ou uma hora e meia. E também afirmou que não recordava se pagou a conta em dinheiro, se foi dividida ou se alguém pagou o valor total. Em depoimento à CPI, Dominghetti disse que Dias foi quem pagou a conta em dinheiro.

Pressão para Covaxin

No depoimento, o ex-diretor também negou ter feito pressão ao servidor Luis Ricardo Miranda, irmão do deputado Luis Miranda, para importação da vacina indiana.

— Eu nunca insisti em apressar a aprovação dessa vacina (Covaxin) — afirmou Dias, dizendo também desconhecer quem teria feito pressão ao servidor do ministério.

O ex-diretor afirmou que existe apenas uma mensagem a Luis Miranda perguntando sobre vacina, mas que, no caso, ele se referia a uma carga de imunizantes da Covax Facility que chegaria no fim de semana no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

O senador Renan Calheiros perguntou se Alex Lial Marinho e o coronel Marcelo Pires (que segundo Luis Ricardo também fizeram pressão) eram subordinados a ele. Dias disse que Alex era subordinado a ele, mas que Marcelo Pires erespondia ao secretário-executivo.

Segundo Roberto Dias, dois subordinados competentes foram exonerados e, no lugar, foram colocados dos miliares indicados pelo então secretário-executivo Elcio Franco. E com frequência eles se comunicavam diretamente com Elcio, sem passar pela intermediação do próprio Roberto. Na avaliação do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), houve uma intervenção da secretaria-executiva do Ministério da Saúde no Departamento de Logística da pasta.

Roberto afirmou que as trocas foram feitas na Coordenação de Logística, na qual entrou o tenente-coronel Alex Lial Marinho, e na Coordenação Financeira, que passou a ser chefiada por um tenente-coronel que ele acredita se chamar Marcelo Costa. Além disso, houve a imposição de um outro nome, o coronel Marcelo Blanco, para ser seu assessor direto. Alex Lial Marinho é uma das pessoas que, segundo o servidor Luis Ricardo Miranda, o pressionaram pela liberação da Covaxin.

Disputa no Ministério da Saúde

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) insistiu para que o depoente falasse sobre as disputas no Ministério da Saúde e confirmar o motivo do pedido de sua exoneração por parte do coronel Elcio Franco, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde.

— Ou você esclarece o que está acontecendo ou todos nós vamos ficar com uma dúvida na cabeça permanente — disse Braga.

— De fato, não sei responder — garantiu Dias.

— O senhor feriu interesse? — indagou Aziz.

— Não consigo dizer — afirmou o depoente.

Preço das vacinas

Dias disse que o Departamento de Logística do Ministério da Saúde não participou de levantamento de preços de vacinas. O relator, Renan Calheiros (MDB-AL), disse então que um documento do Ministério da Saúde com essa informação, enviado ao Tribunal de Contas da União (TCU), era mentiroso.

— Talvez esse equívoco se deva porque, em outros insumos, isso aconteceria. No âmbito da Covid-19, todas essas tratativas foram feitas exclusivamente pela Secretara Executiva — disse Dias.

Em razão dessa resposta, Omar Aziz (PSD-AM) disse que havia um fato grave:

— Se não era ele que cuidava das vacinas, por que ele foi se reunir [para tratar de vacina]?

Dias disse também não saber a justificativa dada para a compra da Covaxin com preço 50% maior que os imunizantes da Pfizer e AstraZeneca.

O líder do governo, Fernando Bezerra, voltou a negar superfaturamento nas negociações para a compra da vacina Covaxin e chamou Dominghetti de “desonesto”. Também afirmou que a empresa Davati apresentou uma oferta à revelia da AstraZeneca, empresa acusada de dar golpe para compra de imunizantes no Canadá.

— A conduta de Roberto Ferreira Dias teve como único intuito atender o devido processo adotado pelo ministério para contratação de vacinas — afirmou Bezerra.

Sobre o invoice

O ex-secretário disse que a incorporação de uma terceira empresa em um contrato seria uma exceção, mas que também poderia ser feito um aditamento. Justificou ainda que o invoice (nota fiscal) é apenas um “rascunho”.

— A gente está diante de um crime impossível porque a invoice (nota fiscal) em grosso modo pode vir dizendo o que ela quer. Se você compra uma televisão de três mil e a nota diz que é cinco, não quer dizer que vai pagar cinco. Ela custa três — disse o ex-secretário, destacando que o documento tem conotação de nota fiscal, mas é um” rascunho”.

Ainda de acordo com Dias, o servidor Luis Ricardo Miranda pediu que fosse indicado para um cargo comissionado, com salário de R$ 9 a R$ 10 mil, mas ele não concordou porque avaliou que “não tinha perfil” para o cargo.

Bate-boca

Ao questionar a proposta apresentada pelo governo para compra da Covaxin, afirmando que foi o presidente Jair Bolsonaro que fez o pedido ao primeiro-ministro da Índia, o relator Renan Calheiros provocou revolta dos senadores governistas gerando bate-boca. Renan disse que a CPI tem o documento com a proposta de U$$ 10 e que, na assinatura do contrato, o governo comprou por U$S 15 em curto espaço de tempo.

— O presidente da República apenas não sabia da bandalheira, ele tinha participado. É muito pior. Ele pediu para o primeiro-ministro para comprar — afirmou Calheiros.

A fala gerou a reação dos senadores governistas presentes.

— Não tem proposta, nunca teve proposta, tem uma memória de reunião. Vossa Excelência está desafiado a apresentar a proposta — gritou o líder do governo, Fernando Bezerra (MDB-PE)

Com a confusão, o áudio da audiência chegou a ser suspenso.

‘Lado podre das Forças Armadas’

O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), questionou o ex-diretor, que é militar da Aeronáutica, sobre o motivo de estar sendo perseguido pelo policial militarDominghetti. Dias, disse que “também gostaria de saber”. Aziz então criticou o lado “podre” das Forças Armadas.

— Os bons das Forças Armadas devem estar muito envergonhados com algumas pessoas que hoje estão na mídia, porque fazia muito tempo, fazia muitos anos que o Brasil não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatruas dentro do governo — afirmou.

Após citar o período da ditadura, Aziz disse então que os ex-presidentes Ernesto Geisel e João Batista Figueiredo morreram pobres.

— Uma coisa que a gente não acusava era de corrupção — afirmou.

O presidente da CPI se referiu então aos nomes de militares em exposição, como o ex-ministro Eduardo Pazuello; o coronel do Exército Élcio Franco, que foi secretário-executivo, segundo posto na hierarquia da pasta; e do coronel da Aeronáutica Glaucio Octaviano Guerra, militar com quem Dominghetti trocou mensagens sobre fornecimento de vacinas.

— É preciso apurar, ouvir os dois lados e buscar o contraditório — interrompeu o senador governista Marcos Rogério (DEM-RO), em defesa do governo.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Logo logo vai aparecer quem o estava instruindo… Ele não vai segurar essa sozinho. Vai abrir a boca rapidinho!

  2. Ustra resolvia com um interrogatório de 10min…
    Ele contava até onde estão escondidos os votos que o MInTO disse que teve pra ganhar no 1° turno em 2018…

  3. Só no Brasil. Um bandido mandar prender alguém com base num áudio da imprensa fajuta. Quem é esse bandido pra prender alguém?

  4. A que ponto nós chegamos: um reles presidente de cpi, sem nenhum conhecimento jurisdicional penal, se dar o direito de prender sumariamente um cidadão que está ali como depoente, e não como bandido. Se tem crime a ser desvendado, que seja preso dentro dos ditames da lei. Primeiro o stf julga, prende e se dá o direito de colocar tornozeleira eletrônica em um cidadão que foi eleito democraticamente. Por outro lado, se acham no direito de soltar diversos criminosos que mataram e roubaram, dentre eles, vários ex-politicos bem conhecidos. E agora isso! Ainda tem gente que acha que é o País não tá precisando de um ato institucional, pra “parar essa sangria”?

  5. Como pode um corrupto mandar prender outro? O senado cheios de corruptos, só no Brasil mesmo…

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Judiciário

Flávio Dino engaveta caso do senador flagrado com dinheiro na cueca

Foto: Reprodução

O ministro do STF, Flávio Dino, determinou o arquivamento da investigação contra o senador Chico Rodrigues, flagrado com dinheiro na cueca durante a Operação Desvid-19, da Polícia Federal, deflagrada em 2020. Na ocasião, a ação da PF investigava suspeitas de desvios de emendas parlamentares usadas no combate à pandemia de covid-19.

A decisão de Dino segue o pedido da Procuradoria-Geral da República, que avaliou no início de janeiro que não havia indícios mínimos de que o senador tenha tentado ocultar valores durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão. Com isso, o caso foi oficialmente encerrado no STF.

O ministro também determinou que os autos fossem enviados à primeira instância, passando a tramitar sob a Justiça Federal e o Ministério Público Federal em Roraima.

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Judiciário

Justiça mantém médicos terceirizados atendendo em Natal

Foto: Reprodução

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RN) decidiu, de forma cautelar, manter os contratos de médicos terceirizados pelo Município do Natal. A decisão saiu nesta terça-feira (3) pelo desembargador Eridson João Fernandes Medeiros, atendendo ao recurso da Prefeitura que questionava uma sentença anterior.

Os contratos administrativos nº 005/2025 e nº 006/2025, originados da Dispensa Eletrônica nº SMS 003/2025, seguem vigentes sem interrupção até o julgamento final do recurso, segundo informações da Tribuna do Norte. A medida afasta a obrigação de “não fazer” imposta pela 12ª Vara do Trabalho de Natal, que havia dado ganho parcial ao Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed RN).

A ação civil coletiva foi movida pelo Sinmed RN contra a Prefeitura e as empresas Justiz Terceirização de Mão de Obra Ltda. e Proseg Consultoria e Serviços Especializados Ltda., cobrando restrições na contratação emergencial de médicos. Em resposta, a gestão municipal recorreu alegando que a suspensão dos contratos poderia causar danos graves à administração pública e à saúde da população.

Com a decisão do TRT, os médicos terceirizados permanecem trabalhando normalmente, garantindo a continuidade dos serviços de saúde da capital potiguar até que haja definição final da Justiça sobre o caso.

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Política

VÍDEO: Cadu fala em “última cartada” de Fátima e diz: “entregar governo à oposição é suicídio político”

Imagens: Reprodução/Youtube/96 FM Natal

O secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), afirmou que a governadora Fátima Bezerra poderá dar a “última cartada” antes da eleição indireta para o Governo do RN. A declaração foi feita em entrevista a 96 FM Natal e revela a estratégia do PT para tentar manter o controle do Executivo estadual.

Segundo Cadu, a própria governadora tem dito que a decisão final será dela. A renúncia só entraria em cena caso o PT tenha segurança de maioria para eleger um nome do partido. Sem esse cenário, Fátima permaneceria no cargo até o fim do mandato.

Na entrevista, o secretário foi direto ao admitir o temor do grupo político. Para ele, “entregar o governo à oposição” seria “suicídio político”, deixando explícita a resistência do PT em permitir que o comando do Estado saia das mãos do partido.

Cadu Xavier também afirmou que tem trabalhado para garantir os votos necessários. Ele esteve na Assembleia Legislativa nesta terça-feira (3) e disse ter sido bem recebido pelos parlamentares durante as articulações.

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Política

Vice-prefeito de João Câmara confirma pré-candidatura a deputado estadual pelo MDB

Foto: Divulgação

O vice-prefeito de João Câmara, Holderlin Silva (MDB), confirmou nesta terça-feira (3), a pré-candidatura a deputado estadual. O anúncio foi feito após reunião com o vice-governador do RN e presidente estadual do MDB, Walter Alves, e com o deputado estadual Hermano Morais. O encontro contou com a presença do vereador de João Câmara, Hênio Silva, irmão de Holderlin.

Com trajetória política consolidada no município, Holderlin já foi vereador por dois mandatos – sendo o mais votado em um dos pleitos eleitorais – e está em sua segunda passagem como vice-prefeito de João Câmara, uma das principais cidades da região do Mato Grande.

Para o vice-governador Walter Alves, a pré-candidatura representa o fortalecimento do MDB e a valorização de lideranças com atuação comprovada. “Holderlin é um nome preparado, com experiência administrativa e forte ligação com João Câmara e toda a região. O MDB estimula candidaturas que tenham história, trabalho e compromisso com a população”, destacou.

Ao confirmar a pré-candidatura, Holderlin afirmou que a decisão nasce do diálogo e do desejo de ampliar sua contribuição política. “Recebo esse incentivo com muita responsabilidade. Tenho uma história construída em João Câmara, conheço de perto os desafios do nosso povo e quero levar essa experiência para a Assembleia Legislativa, ajudando no desenvolvimento do Mato Grande e de todo o RN”, disse.

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Brasil

VÍDEO: Perseguição policial de 23 minutos acaba com 1 morto e 4 baleados na Faria Lima

Imagens: Reprodução/X/Nelson Sheep

Uma perseguição policial que durou cerca de 23 minutos terminou com um suspeito morto e outros quatro baleados na Av. Faria Lima, um dos principais centros financeiros de São Paulo, na tarde desta terça-feira (3). A ação começou após cinco criminosos invadirem uma mansão de alto padrão no bairro do Morumbi, zona oeste da capital paulista, de acordo com informações do Metrópoles.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o grupo rendeu uma diarista da residência, que foi amarrada e trancada no banheiro enquanto os assaltantes recolhiam objetos de valor. Durante a fuga, a Polícia Militar foi acionada e iniciou o acompanhamento ainda no Morumbi. Três suspeitos foram alcançados nessa região, baleados durante a abordagem e socorridos pelo Samu.

Foto: Rodrigo Tammaro/Metrópoles

Os outros dois criminosos conseguiram fugir em um veículo e seguiram em direção à Avenida Faria Lima, onde a perseguição continuou. O tiroteio terminou próximo à esquina com a Av. Cidade Jardim. Um dos suspeitos foi baleado, não resistiu aos ferimentos e morreu. O outro foi baleado e detido. Ao todo, foram três baleados no Morumbi e dois na Faria Lima.

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian, o grupo já era monitorado pela polícia e agia por “tentativa e erro”. A corporação tinha informações de que os criminosos planejavam roubar uma casa no Morumbi pouco antes do crime. A Secretaria de Segurança Pública informou que o caso será formalmente registrado e que as circunstâncias da ocorrência serão apuradas.

 

Opinião dos leitores

  1. Que pena, só cancelaram um CPF ? Poderia ter sido quatro, menos gastos com alimentação, menos água, colchão pra outro, lençol pra outro, espaço, enfim, que pena não ter sido todos enviados ao inferno.

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Judiciário

Perícia 3D derruba versão de queda e aponta agressões na morte de Henry Borel

Foto: Reprodução

Um novo laudo pericial do Ministério Público do RJ trouxe detalhes decisivos sobre a morte de Henry Borel, ocorrida em 8 de março de 2021, no Rio. A análise, feita com tecnologia de reconstrução em 3D, descartou a hipótese de queda e concluiu que a morte da criança, de quatro anos, não foi acidental, mas resultado de sucessivos episódios de agressão.

O documento foi elaborado pela Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia (Dedit) e identificou um padrão de lesões externas e internas incompatível com acidente doméstico, conforme informações do Metrópoles. Segundo o perito Fernando Esbérard, a tecnologia permitiu reconstruir a dinâmica dos fatos no espaço e no tempo, reforçando o nexo causal entre a violência contundente e o óbito, já sustentado pela acusação desde o início das investigações.

O julgamento da mãe, Monique Medeiros, e do padrasto, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, está marcado para o dia 23 de março deste ano. Ambos respondem por homicídio, tortura e coação. À época, afirmaram que Henry teria sido encontrado desacordado no apartamento onde vivia, na Barra da Tijuca, mas exames médicos apontaram morte por hemorragia interna e laceração hepática.

O caso teve impacto além dos tribunais e resultou na criação da Lei Henry Borel (Lei nº 14.344/2022), que endureceu mecanismos de proteção à criança e ao adolescente. Às vésperas do júri, o pai de Henry, Leniel Borel, afirmou que espera não apenas um julgamento, mas uma responsabilização firme diante do que define como uma brutalidade inaceitável.

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Geral

Bloco KD XOXO? sai às ruas no dia 6 de fevereiro com novidades na semana prévia do Carnaval de Natal

Foto: Divulgação

O tradicional bloco KD XOXO? confirma sua saída às ruas no dia 06 de fevereiro, durante a semana que antecede o carnaval de Natal. Em sua 11ª edição, o bloco promete mais uma grande celebração no Aero Clube, reunindo música, alegria e um clima de confraternização voltado para toda a família.

Entre as novidades deste ano, o bloco anuncia a Banda Cheiro de Amor como atração principal, reforçando a proposta de unir tradição e grandes nomes da música. Outra estreia importante é a da VIVER SAÚDE, que chega como patrocinadora cultural do evento. O plano de saúde aposta na energia do Carnaval para fortalecer seu propósito institucional de promoção da qualidade de vida, do bem-estar e do cuidado com as pessoas.

Foto: Divulgação

O bloco comemora o sucesso de vendas e reafirma seu perfil familiar, consolidando-se como um verdadeiro encontro de gerações. A programação musical conta ainda com o sucesso de Ramon Schinayder, o frevo natalense da Orquestra Banda do Negão e traz também Pedro Lucas como novidade em 2026, ampliando a diversidade musical e agregando novos públicos à festa.

A expectativa é de mais uma edição marcada pela alegria, segurança e pela celebração do Carnaval como espaço de convivência, cultura e tradição em Natal.

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Geral

Em leitura anual, Prefeita Nilda celebra avanço histórico na saúde de Parnamirim e outras conquistas

Foto: Divulgação

A prefeita Nilda Cruz realizou nesta terça-feira (3) a leitura anual da mensagem do Poder Executivo, na Câmara Municipal de Parnamirim. Na oportunidade, ela fez um balanço das ações da sua administração e celebrou os avanços obtidos no primeiro ano à frente da Prefeitura.

A primeira mulher a comandar os destinos de um dos principais municípios do Estado, Nilda enalteceu as conquistas na educação, geração de emprego, desenvolvimento econômico, serviços urbanos, assistência social, segurança e infraestrutura, mas foram os investimentos e melhorias realizadas na saúde, que mereceram destaque.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Município deu um salto significativo na avaliação de desempenho de suas equipes, saindo de 6,15% para 93,84% de aprovação.

Esse avanço histórico na saúde de Parnamirim soma-se a uma série de outros conquistados ao longo do primeiro ano da atual gestão. Foram zeradas as filas de espera para fraldas geriátricas, kits glicêmicos e de diversos procedimentos cirúrgicos.

Na Atenção Especializada, conseguiu um avanço estrutural, com a incorporação do teto MAC, ampliando recursos para R$ 25 milhões anuais.

A prefeita fez questão de lembrar ainda da requalificação da UPA de Nova Esperança. A unidade teve os equipamentos renovados e o laboratório ampliado, permitindo a realização de mais de 30 tipos de exames. O aparelho de raio-X foi consertado e foram reabastecidos medicamentos e insumos.

“Todas essas melhorias impactaram positivamente a vida dos usuários; são mais de 10 mil atendimentos mensais. Hoje oferecemos dignidade, qualidade e tratamento humanizado”, detalhou a prefeita.

“Quando assumimos a gestão em 1º de janeiro de 2025, encontramos desafios importantes: dívidas de mais de R$ 300 milhões, serviços essenciais fragilizados, obras paralisadas, filas reprimidas e uma administração que precisava ser reorganizada para voltar a servir bem à população; não escolhemos o caminho fácil, escolhemos o caminho certo” conclui a prefeita em sua fala inicial.

Professora de formação e com uma sólida carreira dentro da sala de aula, a prefeita Nilda se emocionou ao falar sobre o quanto a sua gestão trabalhou para melhorar a qualidade do ensino da rede pública municipal de educação, com seis CMEIS reformados e inaugurados, vinte unidades passaram por manutenção e professores valorizados, com reajuste e recomposição salarial.

Os serviços urbanos estão em dia. A gestão está executando o maior plano de recuperação e manutenção das lagoas de captação da história de Parnamirim. Os cemitérios públicos foram revitalizados, a iluminação pública tem sido aprovada pela população e chuveiros foram instalados na orla. Foi feita uma retomada de obras e investimentos. Praça Cidade Verde, Praça de Pium, ruas com pavimentação completa.

E a segurança recebeu 57 novos Guardas Municipais, e foram e fortalecidas a Ronda Escolar e a Patrulha Maria da Penha. Parnamirim alcançou a posição de cidade mais segura do RN e 3ª mais segura do Nordeste.

“No primeiro ano trabalhamos muito. No segundo ano vamos trabalhar o dobro. E, a partir de agora, eu convoco toda nossa equipe a triplicar o esforço por Parnamirim; gratidão Parnamirim” concluiu.

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Polícia

Tiroteio na Faria Lima mata um, fere quatro e trava coração financeiro de SP

Foto: Reprodução

Um tiroteio na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona oeste de São Paulo, deixou pelo menos uma pessoa morta e outras quatro baleadas nesta terça-feira (3). A troca de tiros aconteceu em plena via pública e provocou a paralisação do trânsito no sentido Avenida Juscelino Kubitschek, uma das áreas mais movimentadas da capital paulista.

De acordo com fontes policiais, os disparos começaram durante uma perseguição a criminosos suspeitos de roubar uma mansão no bairro do Morumbi. A ação terminou no coração do centro financeiro de São Paulo, região conhecida por concentrar bancos, empresas e escritórios de alto padrão.

Diversas viaturas das polícias Civil e Militar foram mobilizadas para a ocorrência. Uma das vítimas foi atingida e morreu no local, enquanto outra pessoa ficou ferida na região da Faria Lima. A terceira vítima foi baleada e socorrida.

A avenida segue com impacto no tráfego, reforçando o clima de insegurança em uma das áreas mais ricas e vigiadas da cidade. O caso está sob apuração das forças de segurança, que permanecem no local.

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Geral

VÍDEO: Motorista por aplicativo é agredido após expulsar passageiros do carro por prática de sexo oral

Um motorista por aplicativo foi agredido após interromper uma corrida porque um casal praticava sexo oral no banco traseiro do veículo. A situação aconteceu em Salvador-BA, no domingo (1º), e é investigada pela Polícia Civil (PC).

Em um vídeo publicado nas redes sociais, o motorista conta que aceitou uma viagem para o bairro do Rio Vermelho e três homens embarcaram no veículo. Dois deles, quem estavam no banco de trás do carro, começaram a trocar beijos e passaram a praticar sexo oral.

Diante da situação, o motorista — que tem 23 anos e se apresenta apenas como Zeca — parou o carro, na Ladeira da Barra, e pediu que todos saíssem do veículo. No vídeo, que não captou áudio, é possível ver que um dos homens troca palavras com o motorista, que se irrita.

Em seguida, o homem ameaça socar o condutor do veículo, que se revolta e sai do carro. Ao g1, Zeca admitiu que revidou o soco e disse que agiu para se defender. Ele registrou um boletim de ocorrência contra a pessoa que solicitou a viagem, uma vez que não tinha outras informações sobre os passageiros, mas contou que ainda não foi contatado pela polícia.

Em nota, a Polícia Civil informou que registrou a ocorrência como “vias de fato” e que houve agressões dos dois lados. O caso é apurado pela 14ª Delegacia Territorial (DT/Barra).

g1

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