Política

Líder do governo rebate acusação de prevaricação e diz na CPI que Bolsonaro mandou apurar caso Covaxin em 22 de março

Foto: Pedro França / Pedro França/Agência Senado

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), contestou nesta terça-feira na CPI da Covid a apresentação de uma notícia crime no Supremo Tribunal Federal em que três senadores apontam a ocorrência do crime de prevaricação pelo presidente Jair Bolsonaro. Em 20 de março, Bolsonaro recebeu denúncias de irregularidades na compra da vacina Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech, e, segundo a oposição, não teria tomado as providências necessárias para investigar. O líder do governo sustentou o contrário. Disse que o presidente conversou com o então ministro da Saúde Eduardo Pazuello em 22 de março mandando apurar o caso, o que teria sido feito pelo então secretário-executivo da pasta, Elcio Franco.

A Secretaria Executiva comandada por Elcio era justamente o órgão responsável pelo processo de negociação das vacinas. Assim, a investigação ficou a cargo de quem cuidava da contratação sob suspeita. Mas, segundo Fernando Bezerra, Elcio era a pessoa mais adequada para fazer essa apuração.

— Compete destacar que o secretário-executivo foi responsável pela negociação, contratação e aquisição até 20 de março de 21 de todas as vacinas pelo Ministério da Saúde. Por isso, o agente público com maior expertise para apreciar eventual não conformidade contratual quanto às vacinas era o secretário-executivo. Após a devida conferência, foi verificado que não existiram irregularidades contratuais, conforme já previamente manifestado inclusive pela consultoria jurídica do Ministério da Saúde. Ressalte-se que é prerrogativa legal da administração pública realizar a averiguação prévia de seus atos, sem encaminhar para as instâncias investigativas — disse o líder do governo no Senado.

Na semana passada, Elcio fez um pronunciamento para rebater suspeitas sobre a compra da Covaxin, mas em nenhum momento mencionou ter recebido em março orientação para apurar possíveis irregularidades.

O servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, que prestou depoimento na CPI da Covid na semana passada, relatou que sofreu pressão pela liberação da importação da Covaxin. Diante disso, ele entrou em contato com seu irmão, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), que o levou a um encontro com Bolsonaro em 20 de março. Segundo os irmãos, Bolsonaro citou o nome do líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), que foi ministro da Saúde entre 2016 e 2018, durante o governo do ex-presidente Michel Temer. Na época, a pasta pagou R$ 19,9 milhões antecipadamente à empresa Global, empresa sócia da Precisa, representante da Covaxin, mas não recebeu os remédios comprados.

— Diante do relatado pelo deputado federal Luis Miranda, o presidente da República entrou em contato com o então ministro da Saúde Eduardo Pazuello em 22 de março de 21, segunda-feira, a fim de realizar uma apuração preliminar acerca dos fatos relatados. Ato contínuo, após a ordem do presidente da República, o ministro determinou que o então secretário-executivo Elcio Franco realizasse uma verificação prévia dos indícios de irregularidades, ilicitudes apontados — disse Fernando Bezerra Coelho na CPI.

A notícia crime no STF foi apresentada por três senadores: o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Fabiano Contarato (Rede-ES) e Jorge Kajuru (Podemos-GO). A relatora, ministra Rosa Weber, determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o caso. É praxe na Corte abrir investigações apenas com a anuência da PGR, embora haja algumas exceções.

Na semana passada, em pronunciamento para rebater suspeitas sobre a compra da Covaxin, Elcio em nenhum momento mencionou ter recebido orientação para apurá-las. Ele o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, negaram qualquer irregularidade e questionaram se um dos documento apresentado por Luis Ricardo Miranda, alegando haver indícios de adulteração. Nessa mesma ocasião, o ministro informou que o governo ia pedir para a Polícia Federal (PF) e para a Controladoria-Geral da União (CGU) investigarem o servidor do Ministério da Saúde que fez as denúncias.

Na CPI, Randolfe explicou que era uma iniciativa dos três senadores, e não da comissão. Por esse motivo, o presidente da CPI, Omar Aziz, destacou que não era um assunto para ser debatido. O relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-PE), rebateu a fala do líder do governo e foi além da acusação levada ao STF, segundo a qual ele teria prevaricado por não mandar investigar.

— É mais grave. Ele [Bolsonaro] não só teve conhecimento, como participou em todos os momentos — afirmou Renan.

— Ainda estamos investigando — interrompeu Fernando.

— No dia 8 de janeiro, o presidente da República, que é um contumaz veiculador de “fake news”, agora ele está com amnésia. Seria o caso desse contumaz e compulsivo veiculador de “fake news” recuperar um pouco sua memória. Eu até disse ontem: recomendaria a Otto Alencar (PSD-BA, senador integrante da CPI), que é nosso médico, passar um memoriol para ele. Porque no dia 8 de janeiro ele mandou uma carta para o primeiro-ministro da Índia — afirmou Renan.

— Para acelerar a compra as vacinas no âmbito da Covax Facility — interrompeu novamente o líder do governo, fazendo referência à iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) para distribuição de vacinas contra a Covid-19.

Renan continuou e lembrou que Ricardo Barros apresentou uma emenda na medida provisória editada pelo governo para facilitar a compra de vacinas. A emenda, que acabou aprovada, acrescentou a Central Drugs Standard Control Organization (CDSCO) — o equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na Índia — no rol de órgãos habilitados a autorizar vacinas que podem ser importadas pelo Brasil. A Covaxin não tem registro na Anvisa, mas, como tem na Índia, a emenda poderia autorizar sua importação.

— Em 8 janeiro [Bolsonaro] mandou uma carta pedindo para comprar 20 milhões de vacinas, no mesmo momento em que tinha recusado 170 milhões de vacinas da Pfizer, do Butantan e da OMS. No dia 25 de fevereiro, o acordo foi fechado. No dia 10 de março, o presidente da República sancionou a medida provisória na qual o deputado Ricardo Barros incluiu a emenda autorizando a compra da Covaxin. O deputado Luis Miranda foi falar com ele dez dias depois, em 20 de março. Eu perguntei [a Luis Miranda, no depoimento na CPI]; nesse dia o senhor tinha informação de que sabia? Respondeu: sabia detalhes pormenores do caso.

Os senadores governistas lembraram então que parlamentares críticos ao governo, entre eles o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), e o deputado Renildo Calheiros (PCdoB), irmão de Renan, também apresentaram emendas semelhantes à de Barros. O próprio Omar Aziz disse que ele fez isso, mas ponderou:

— A questão não é a emenda, a questão é outra.

O senador de oposição Humberto Costa (PT-PE) disse que deve ser mentira a versão dada pelo governo sobre as ações de Bolsonaro após receber as denúncias de irregularidade na compra da Covaxin. Também lembrou que Pazuello, embora tenha saído do governo em 23 de março, ficou vários dias antes disso como um “zumbi”, porque seu sucesso no cargo, o atual ministro Marcelo Queiroga, já tinha sido anunciado.

— O deputado [Luis Miranda] disse que o presidente da República teria dito a ele que ia acionar o diretor-geral da Polícia Federal. E o presidente não desmentiu essa colocação. E agora vem a com a desculpa completamente sem fundamento para criar uma versão da sua omissão — disse Humberto, acrescentando:

— Esse governo não gosta de registrar o que faz. Tudo é na base da comunicação oral. Isso tinha que ter um registo, o presidente mandando ao ministro um documento. É mais provável que seja mentira. O ministro Pazuello passou vários dias quase como um zumbi. Não era ministro, mas o novo não tinha assumido. E no dia 23 saiu definitivamente do ministério. Essa conversa de que o presidente da República mandou ele apurar é para tentar justificar a omissão do presidente em ter tomado uma iniciativa efetiva. Estão querendo limpar a trilha da omissão do governo federal.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Nem sei qual a razão dessa CPI, Bolsonaro é culpado e pronto.
    Já os governadores são todos inocentes, já atestou o STF ao blindá-los proibindo suas convocações pela CPI.
    Bolsonaro é ruim, incomoda e não presta por ter impedido a corrupção, a distribuição dos recursos públicos e falar a verdade.
    Os governadores são todos honestos, mas temem prestar contas de seus gastos, onde muitos tem várias denúncias de uso indevido, perdido e distribuído da verba que deveria ser usada com combate ao covid. Esses tem todo apoio da esquerda e seus seguidores imorais e irracionais.
    Os corruptos de plantão e os condenados salvos pelo STF são os bons, os do bem, o resto não presta, segundo parte da imprensa que sofre com a abstinência dos recursos públicos.
    O voto impresso e que possibilita auditar, dando segurança ao seu voto, é protestado e caluniado pelos partidos que tem seus políticos corruptos e até ministros do STF tem se posicionado contra. Qual a razão? Qual o medo? Qual a motivação?
    Se esse país não está de cabeça para baixo, tem muitos conceitos invertidos e coisas estranhas e reprováveis sendo defendida.

    1. Moacir tão iludido você o voto impresso, só vai servir para compra e venda de votos, o candidato exigirá do eleitor o comprovante de voto para efetuar o pagamento, apenas isso… Para todo gado se tem um pasto.

  2. É só apresentar uma determinação feita pelo bolsonaro de que mandou investigar. O pazuello parece ser o bandido de Plantão desse governo. Tudo joga para ele, embora o pazuello já estivesse demitido a alguns dias, não pitava mais em nada. Pelo que temos até aqui, o bolsonaro prevaricou, sem falar na possibilidade (enorme) de está envolvido diretamente nesse rolo. Vai ser preciso muito mais do que uma desculpa 171.

  3. Tenhamos fé em Deus que o deputado Miranda tenha gravado a conversa com o miliciano…
    Assim o castelo de areia vem abaixo logo e se livramos dessa praga esse ano ainda.
    Nada pra Deus é impossível.

    1. Kkkkkkk aceita que dói menos.
      O véi Bolsonaro é incorruptível, imbrochavél e incomivél.
      De resto é esperneio dos ladrões corruptos querendo voltar a roubar o povo honesto e trabalhador, os brasileiros.
      Mas vai até 2026.
      O choro é livre.
      Maju!!

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Geral

Virginia tenta esconder processo, mas juiz expõe: “Não quer preservar intimidade”

Foto: Divulgação

Virginia Fonseca e o ex-marido, Zé Felipe, tentaram colocar em sigilo um processo trabalhista sobre a construção da mansão do casal em Goiânia. O juiz Celismar Coelho, do TRT-18, negou o pedido, afirmando que a influenciadora já expõe sua vida publicamente nas redes sociais e, portanto, não se preocupa em preservar a intimidade.

O magistrado citou, como exemplo, um ultrassom ao vivo no programa de TV aberto apresentado por Virginia. Para o juiz, se ela mesma compartilha detalhes sensíveis com milhões de seguidores, não há motivo para tentar esconder informações nos autos.

O processo foi movido por um servente de pedreiro que trabalhou na mansão do casal e alegou exercer funções que não correspondiam ao cargo, pedindo diferença salarial. No mérito, o juiz negou o pedido do trabalhador, concedendo apenas a gratuidade de Justiça, e manteve o processo público.

A mansão de luxo, construída quando o casal ainda era casado, segue no centro das atenções, mostrando que, no mundo digital, tentar esconder informações não impede que a realidade apareça para todos.

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Geral

BEBÊS EM PERIGO: Anvisa veta leite da Nestlé por bactéria que causa vômito e diarreia – saiba quais lotes evitar

Foto: Reprodução

A Anvisa proibiu a venda, distribuição e uso de lotes de fórmulas infantis da Nestlé, incluindo Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino. A medida preventiva surgiu após a detecção da toxina cereulide, produzida pela bactéria Bacillus cereus, capaz de provocar vômitos persistentes, diarreia e letargia em bebês.

O recall é global: a contaminação veio de um ingrediente fornecido por parceiro internacional da Nestlé, usada em uma fábrica na Holanda. No Brasil, a proibição atinge apenas alguns lotes, que já começaram a ser recolhidos voluntariamente pela empresa. A Nestlé garante reembolso integral e troca gratuita dos produtos afetados.

Pais e responsáveis devem checar o número do lote no rótulo, suspender imediatamente o uso e procurar o SAC da Nestlé. Caso a criança apresente sintomas como sonolência excessiva, vômitos ou diarreia, é essencial buscar atendimento médico imediato, levando a embalagem do produto para identificação.

Foto: Divulgação/Anvisa

 

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Política

Lula protege bancos e deixa aposentados na mão: INSS sem obrigação de devolver descontos indevidos

Foto: Reprodução

O presidente Lula sancionou nesta quarta-feira (7) a lei que proíbe descontos em benefícios do INSS, mas deu um jeito de proteger bancos e dificultar a vida de aposentados e pensionistas. Ele vetou a parte que obrigava o instituto a buscar ativamente quem sofreu descontos indevidos, deixando a devolução dos valores na mão de quem teve prejuízo.

Também caiu a regra que permitia o ressarcimento direto pelo INSS quando bancos ou entidades não devolvessem o dinheiro no prazo. Ou seja: se houver demora ou descaso, o beneficiário terá que correr atrás do próprio dinheiro. E o Fundo Garantidor de Crédito, mecanismo que poderia garantir ressarcimento em casos de falência de bancos, também foi cortado.

O resultado? O INSS não tem obrigação de agir por conta própria. Quem quiser receber descontos indevidos vai depender de iniciativa própria ou de processos administrativos que podem levar meses. Um verdadeiro empurrão para burocracia, enquanto bancos e associações ficam tranquilos.

A lei, no entanto, manteve proibição de descontos de mensalidades associativas nos benefícios e exigências de autorização biométrica e eletrônica para crédito consignado. Os vetos de Lula ainda podem ser analisados pelo Congresso, mas, por enquanto, aposentados e pensionistas seguem à mercê de um sistema que favorece instituições financeiras.

Opinião dos leitores

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Política

Desvio de aposentados e tornozeleira: diretor do Dnit segue intocável

Foto: Reprodução

O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), ignorou a bomba: mantém no cargo o diretor financeiro do Dnit acusado de receber propina e que hoje despacha de tornozeleira eletrônica. Marcos de Brito Campos Júnior é apontado pela Polícia Federal como peça central do esquema do “Careca do INSS”, que desviou dinheiro de aposentados.

Apesar de decisão da Justiça determinando seu afastamento e o uso do monitoramento eletrônico, Marcos segue comandando as finanças do Dnit, órgão que gerencia R$ 11 bilhões por ano.

Documentos mostram despachos assinados por ele mesmo após a operação da PF, e seu salário de R$ 23 mil continua sendo pago religiosamente.

A investigação aponta que Marcos ajudou Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, a viabilizar descontos fraudulentos na folha de pagamento de aposentados.

Passagens aéreas dele foram pagas por empresa de fachada ligada ao esquema, e mensagens interceptadas indicam recebimento de pelo menos R$ 20 mil pelos serviços prestados. A PF chegou a pedir sua prisão preventiva, negada pelo ministro do STF André Mendonça.

O Dnit, historicamente dominado pelo Centrão e alvo de diversas investigações de corrupção, segue sendo palco de polêmica. O órgão é responsável por rodovias, ferrovias e vias navegáveis federais, com orçamento bilionário, enquanto o diretor acusado continua no comando das finanças.

Marcos está de férias e só retorna a Brasília em 20 de janeiro, mas até lá o dinheiro do contribuinte segue fluindo sob seu comando.

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Política

Banco Master liquidado: TCU fiscaliza, mas Banco Central já decretou o fim

Foto: Luh Fiuza/Metrópoles

A liquidação do Banco Master não tem volta. O presidente do TCU, Vital do Rêgo, afirmou ao Metrópoles que o caso é um “fato consumado” e que o Banco Central tem plenos poderes para decidir sobre o fechamento de bancos, desde que haja irregularidades claras. O tribunal, segundo ele, vai apenas fiscalizar se o BC cumpriu a lei.

Vital criticou a “espetacularização” do caso e reforçou que a atuação do TCU segue o artigo 70 da Constituição, que garante fiscalização sobre a administração direta e indireta. Ele deixou claro que não entra no mérito, apenas garante que a autoridade monetária respeite regras e normas legais.

O relator, ministro Jhonatan de Jesus, decidirá se a inspeção do BC será suspensa após recurso da autoridade monetária. Enquanto isso, setores da sociedade civil e o mercado financeiro soam o alarme, temendo interferência externa que possa enfraquecer a autonomia do Banco Central em decisões cruciais para a economia.

Associações como a ANBCB e a Frente Parlamentar de Comércio e Serviços alertam: o caso Master revela uma tensão institucional preocupante, deixando o BC em posição delicada, quase de suspeição. Mas, para Vital, a liquidação já é realidade, e o tribunal só vai garantir que o ato siga dentro da lei, sem interferir no resultado final.

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Política

Bolsonaro cercado por 8 agentes e escolta pesada: a prisão que virou espetáculo

Foto: Reprodução

Desde 22 de novembro, a Polícia Federal mantém Jair Bolsonaro sob um esquema especial de segurança na Superintendência da PF, onde cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. O cuidado não é só da PF: a Polícia Penal Federal se juntou à festa e atua na custódia e nas escoltas do ex-presidente, segundo informações do Metrópoles.

No quartel da prisão, oito agentes da Polícia Penal dividem plantões diários, em duplas, garantindo que Bolsonaro esteja sempre vigiado. Cada saída do prédio, como a feita nesta quarta-feira (7) para exames médicos no Hospital DF Star, vira operação conjunta da PF e da PPF, com apoio da Polícia Militar do Distrito Federal.

A participação da Polícia Penal Federal começou logo no dia da prisão, atendendo a pedido da própria PF. O objetivo oficial é reforçar a segurança, mas a logística revela o tamanho do aparato montado em torno de um ex-presidente condenado por tramar contra a democracia.

Enquanto Bolsonaro cumpre sua pena de mais de 27 anos, o governo federal gasta dinheiro público com um esquema pesado de vigilância. Um lembrete de que, por trás das manchetes, o Brasil segue lidando com os efeitos do governo que tentou subverter a Constituição.

Opinião dos leitores

  1. Não tem nada de espetáculo. A PF sabe o que esse homem aprontou e sabe que no trajeto pode acontecer alguma fulga como ia acontecer na casa dele.

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Geral

Cidade Nova sob terror: facção expulsa moradores e impõe lei do medo na Zona Oeste

Foto: Reprodução

A paz em Cidade Nova, Zona Oeste de Natal, virou memória. Na madrugada da última terça-feira (06), criminosos ocuparam o morro da Baixa do Cão, dispararam contra casas e forçaram famílias a abandonar suas residências, deixando colchões e móveis do lado de fora. O terror durou cerca de 30 minutos e deixou o bairro praticamente deserto, segundo informações da 96 FM Natal.

Pelo menos seis homens fortemente armados, com pistolas e fuzis, subiram o morro gritando o nome do Comando Vermelho e espalhando pânico. Os tiros foram ouvidos em bairros vizinhos, como Cidade da Esperança e Planalto, mostrando que o crime não escolhe fronteiras. Câmeras de segurança e imagens da polícia registraram a destruição e o abandono das casas durante a madrugada.

Cidade Nova já havia sentido a força do crime em 2024, mas uma trégua parecia ter chegado com a Operação Território Seguro, que prendeu 32 suspeitos em outubro. Agora, o cenário mostra que facções aproveitam qualquer redução do policiamento para reassumir territórios e impor sua própria lei, deixando moradores reféns do medo.

Não é só Cidade Nova: episódios recentes reforçam o alerta em toda a Grande Natal. Em Mãe Luíza, três criminosos morreram após confronto com a polícia; em Guarapes, quatro homens armados tentaram assaltar uma obra da Caern. Moradores exigem policiamento permanente e ações firmes da Secretaria de Segurança, antes que bairros inteiros voltem a ser reféns das facções.

Opinião dos leitores

  1. Não foram apenas 40 minutos, foram mais de duas horas de terror. Parecia invasão militar. Meu Deus, alguém nos ajude. Estamos a mercê dos bandidos. Atenção Governadora.

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Judiciário

Moraes barra CFM de investigar Bolsonaro e manda PF interrogar chefe do conselho: “desvio de finalidade”

Foto: Divulgação/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, anulou a sindicância do Conselho Federal de Medicina (CFM) que investigava o atendimento médico de Jair Bolsonaro enquanto ele estava sob custódia da Polícia Federal. Na decisão, Moraes deixou claro: o CFM extrapolou suas funções e cometeu um desvio de finalidade ao tentar fiscalizar atos da PF.

O caso surgiu depois que Bolsonaro relatou ter caído da cama durante a madrugada. Um relatório médico mostrou que ele estava consciente, orientado, sem déficit neurológico e clinicamente estável. Exames realizados no Hospital DF Star não indicaram qualquer sequela. A Justiça já havia garantido atendimento médico integral, que vinha sendo cumprido.

Além de anular a sindicância, Moraes determinou que o presidente do CFM seja ouvido pela Polícia Federal em até dez dias. O Hospital DF Star também terá que enviar, em 24 horas, todos os exames e laudos médicos relacionados ao caso. Novas investigações semelhantes pelo CFM estão proibidas.

A decisão reforça que órgãos de fiscalização não podem se sobrepor à Justiça ou tentar politizar casos médicos. Bolsonaro segue sem problemas de saúde, enquanto o CFM recebeu um aviso claro: ultrapassou os limites da lei e da ética profissional.

Opinião dos leitores

  1. Lamentável a atitude de cunho político do Conselho Federal de Medicina, com tantos problemas na área de saúde do nosso país se voltar para apurar uma simples queda de um condenado. Será que o referido Conselho já realizou alguma visita a presídio para averiguar a situação dos presos?

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Saúde

VÍDEO: Perseguição política ou descaso? Família de Bolsonaro alerta: “algo grave vai acontecer de novo”

Imagens: Reprodução/RecordNews

Carlos e Michelle Bolsonaro denunciaram o que chamam de descaso absoluto com a saúde do ex-presidente. Segundo Carlos, Jair Bolsonaro, de 70 anos, está vivendo um verdadeiro pesadelo político, e sem acompanhamento médico integral, um novo acidente pode ser fatal.

“Se você não tiver um acompanhamento integral — não é de família, é de médico e enfermeiro integralmente acompanhando ele — eu tenho receio e quase certeza de que vai acontecer novamente, e pode ser algo fatal”, alertou Carlos.

Michelle reforçou o alerta, destacando que a prisão em uma cela solitária não é compatível com a idade e problemas de saúde do marido.

“Ele deveria estar em casa. Não deveria estar numa solitária com 70 anos e com vários problemas de saúde. Ele está abalado, não tem como ficar bem na situação em que ele está, não tem como ficar bem tomando medicação por nove meses. Ele sente dores, convive com a dor”, lamentou a ex-primeira dama.

Opinião dos leitores

  1. O Bozo não tem nada, fez uma reca de exames conforme a defesa solicitou. Ele caiu de “maduro”… Vá arrumar o quê fazer, preencher palavras cruzadas…

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Mundo

VÍDEO: Agente do ICE mata mulher nos Estados Unidos e provoca protestos

Imagens: Reprodução/G1

Um vídeo chocante mostra o momento em que um agente de imigração dos EUA atirou contra uma mulher em Minneapolis, Minnesota, nesta quarta-feira (7). A vítima, cidadã norte-americana de 37 anos, não resistiu aos ferimentos e acabou batendo o carro contra um poste após ser atingida.

O Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou que o disparo ocorreu depois que a mulher tentou avançar com o veículo contra os agentes. A secretária Kristi Noem classificou a ação como “terrorismo doméstico” e disse que os agentes agiram em legítima defesa.

A morte gerou protestos imediatos. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, criticou duramente a atuação do ICE e pediu que os agentes federais deixem a cidade e o estado.

Manifestantes se reuniram no local, gritaram palavras de ordem e denunciaram o que chamaram de “caos” causado pela operação federal.

O episódio ocorre em meio a uma ofensiva migratória do governo Trump, que mobilizou cerca de 2.000 agentes na região. Autoridades afirmam que é a quinta morte registrada em operações desse tipo desde 2024, em meio a investigações sobre fraudes envolvendo residentes de origem somali.

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