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Astrônomos dizem que há comunidade alien na Via Láctea

sdss-dusk-750x500Por mais absurdo que soe, não há como dizer isto de outro modo: dois astrônomos no Canadá acreditam ter encontrado evidências de nada menos que 234 civilizações alienígenas na Via Láctea. Seus sinais, produzidos com pulsos de laser apontados na direção da Terra, estariam todos obedecendo a um mesmo padrão arbitrário, espertamente misturados à assinatura de luz de suas estrelas-mãe para facilitar sua descoberta.

Isso é o que eles acham que é. Provavelmente não é. Mas como evitar o assunto? Se, quando um grupo de pesquisa anuncia ter detectado um único sinal que pode ter sido enviado por uma única civilização alienígena, o mundo já é tomado por um frenesi descontrolado, imagine quando estamos falando de 234 detecções simultâneas, possivelmente uma vasta comunidade galáctica lá fora?

Nessas horas, o Mensageiro Sideral se sente um pouco como o tenente Frank Drebin, na cinessérie “Corra Que a Polícia Vem Aí”, tentando dizer que não há nada demais para ver.

Certo, agora aperte os cintos. Vamos entender essa história, tintim por tintim. Ela começa em 2012, quando o astrônomo italiano Ermanno Borra, da Universidade Laval, em Quebéc, no Canadá, se deu conta de que seria possível usar dois pulsos de laser separados por algo como um décimo de nanossegundo para gerar um sinal que indicasse nossa presença a quem estivesse por acaso estudando o espectro (a “assinatura de luz”) do nosso Sol. Isso contanto que tivéssemos disparado nossos pulsos de laser na direção deles.

Pode parecer insano esse negócio de disparar dois pulsos de laser separados por 0,1 nanossegundo, mas, de acordo com os cálculos de Borra, publicados no “Astronomical Journal” na ocasião, poderíamos perfeitamente gerar um sinal desse tipo com tecnologia atual que seria detectável a até 1.000 anos-luz de distância. Presume-se, claro, que alienígenas possam fazer ainda melhor.

Inevitável que, ato contínuo, ele se perguntasse: será que alguém está usando esse método para tentar sinalizar sua existência e se comunicar conosco? Borra então se emparceirou com o colega Eric Trottier para analisar os 2,5 milhões de espectros — um para cada astro — colhidos por uma das maiores varreduras astronômicas do céu, o Sloan Digital Sky Survey (cujo telescópio é o da imagem que ilustra a abertura desse texto).

Para isso, eles aplicaram um método estatístico conhecido como análise de Fourier para tentar extrair o tal sinal do ruído. Para sua surpresa, encontraram, em meio a essa vasta amostra de estrelas, uma pequena fração delas — 234 — que parecia ter em seu espectro exatamente o que eles haviam predito caso existisse alguém lá fora tentando se comunicar.

Hmm. Interessante. Mas calma. Fica ainda mais interessante.

TIPOS ESTELARES VELHOS CONHECIDOS

A imensa maioria dos sinais encontrados está concentrada entre as estrelas de tipo K, G e F. Há apenas uma estrela do tipo A com um sinal, e nenhuma do tipo M.

Traduzindo a sopa de letrinhas: os astrônomos classificam estrelas de acordo com a temperatura superficial, que por sua vez tem uma correlação com o tamanho. Da menor para a maior, temos M, K, G, F, A, B e O. As M são as anãs vermelhas, como a badalada Proxima Centauri, que são bem menores que o Sol e têm suas zonas habitáveis muito próximas de si. No outro extremo, as estrelas B e O são as anãs azuis, que de anãs não têm nada, exceto o nome. Muito maiores que o Sol, elas são velozes e furiosas — vivem apenas algumas dezenas de milhões de anos, na melhor das hipóteses.

Entre os dois extremos, temos as estrelas K, G, F e A. São elas as moderadas — vivem um longo tempo, pelo menos uns 400 milhões de anos e, na média, uns 10 bilhões de anos. São o lugar ideal para o eventual surgimento da vida complexa, até onde sabemos. O Sol, por exemplo, é uma estrela de tipo G.

Se a detecção fosse um artefato estatístico, dizem Borra e Trottier, não haveria razão para que os sinais se concentrassem em torno desses tipos estelares. Aliás, por conta da relação sinal-ruído, a tendência maior a um falso positivo estaria nas estrelas maiores e mais brilhantes — onde nenhum sinal foi detectado.

Hmmm. Calma. Não surte ainda.

Os pesquisadores estão convencidos de que a hipótese de que esses sejam sinais inteligentes é a mais provável. Eles fazem um esforço danado em seu novo artigo, que acaba de ser publicado no “Publications of the Astronomical Society of the Pacific”, para demonstrar que as detecções não podem ter sido causadas por efeitos instrumentais ou artefatos de análise de dados. Na opinião deles, ou essas estrelas têm alguma peculiaridade química completamente inesperada e desconhecida que explique esse fenômeno, ou só podem ser os ETs.

“Nós descobrimos que os sinais detectados têm exatamente a forma de um sinal de uma IET [inteligência extraterrestre] predita numa publicação anterior e estão, portanto, em acordo com essa hipótese. O fato de que eles são encontrados apenas numa pequena fração de estrelas numa estreita faixa espectral centrada perto do tipo espectral do Sol também está em acordo com a hipótese da IET”, dizem os pesquisadores em seu artigo. Mas, quando você acha que eles vão cravar a maior descoberta da história da humanidade e abrir um Chandon, eles moderam o tom: “Entretanto, nesse estágio, essa hipótese precisa ser confirmada por mais trabalhos. Embora improvável, também existe uma possibilidade de que os sinais estejam atrelados a composições químicas altamente peculiares numa fração pequena de estrelas do halo galáctico.”

A BUSCA PELA CONFIRMAÇÃO

Como você já deve ter reparado, há muitas estrelas lá fora. Muitas mesmo. Só na nossa Via Láctea, pelo menos uns 100 bilhões (e provavelmente mais). Não é fácil procurar inteligência extraterrestre em cada uma delas, olhando uma por uma. Portanto, qualquer estratégia que permita criar subconjuntos de estrelas mais promissoras para uma busca mais detalhada parece uma boa pedida.

No atual momento, o que o trabalho fez de melhor foi separar 234 estrelas que merecem essa olhada mais atenta. E é isso que vai fazer agorinha mesmo o projeto Breakthrough Listen — a maior iniciativa global de SETI (sigla inglesa para busca por inteligência extraterrestre), financiada pelo magnata russo Yuri Milner. Mas eles não estão esperando grande coisa.

“Picos em análises de Fourier de espectros estelares, como esses discutidos por Borra e Trottier, podem ser causados pela óptica instrumental ou introduzidos durante a redução de dados”, disse o pessoal do Listen, em nota divulgada à imprensa. “Artefatos nos dados, franjas e inconsistências na manufatura dos detectores são conhecidos dos usuários de espectrógrafos de alta resolução por causar padrões diminutos que aparecem nos espectros resultantes. O movimento do telescópio, variações nas condições de observação e o processo de calibração de comprimento de onda podem facilmente introduzir sinais indesejados em níveis que são apenas precariamente detectáveis. É, portanto, importante checar o suposto sinal usando um telescópio e instrumento diferente.”

O Breakthrough Listen no momento usa diversos radiotelescópios de grande porte em busca de sinais “clássicos”, de rádio, mas também tem um telescópio dedicado à busca de sinais ópticos, de laser, como os que supostamente Borra e Trottier encontraram. Trata-se do Automated Planet Finder, de 2,4 metros. “As capacidades do espectrógrafo do APF são bem equivalentes às da detecção original, e essas observações de seguimento independentes nos permitirão verificar ou refutar as detecções reportadas”, disse a nota.

Por ora, a atitude científica mais adequada — e a adotada pelo megaprojeto de SETI — é a do Frank Drebin lá em cima. Na escala Rio de detecção de inteligência extraterrestre, que vai de 0 a 10, os resultados de Borra e Trottier ganharam uma classificação entre 0 e 1, que é traduzida como “nada” ou “insignificante”. “Se o sinal for confirmado por outro telescópio independente, sua significância subiria, embora uma análise exaustiva de outras possíveis explicações, incluindo fenômenos instrumentais, seja necessária antes que isso apoie a hipótese de que pulsos artificialmente gerados são responsáveis pelo suposto sinal.”

É a velha frase de Carl Sagan, citada novamente pelo pessoal do Breakthrough Listen: “Afirmações extraordinárias exigem evidências extraordinárias.”

IMPLICAÇÕES

Provavelmente, a suposta detecção acabará tendo uma causa bem mais trivial. Na história da ciência, estamos cansados de encontrar fenômenos de início sem explicação — e, quando finalmente descobrimos do que se trata, nunca, até hoje, a resposta foi:

Bom lembrete disso é a descoberta dos pulsares — cuja regularidade de início foi cogitada como um possível sinal de inteligência extraterrestre, mas depois se revelou apenas um fenômeno natural.

É como disse o astrofísico Neil deGrasse-Tyson, em entrevista recente ao Mensageiro Sideral: “Bem, vamos olhar para a história das coisas que não entendíamos no passado. A explicação acabou sendo Deus, ou alienígenas ou energia espiritual, ou o que quer que seja? Não! Então, a história desse exercício é uma em que a explicação mais extraordinária para responder pelo que não sabemos tende a ser a menos provável. É divertido especular. Talvez sejam alienígenas. Mas, se eu fosse um apostador, não seria aí que eu colocaria meu dinheiro. Eu colocaria meu dinheiro em algum fenômeno cósmico que ainda temos que descobrir, que logo será revelado como uma nova coisa que acontece no Universo.”

Tendo dito tudo isso, caso Borra e Trottier contrariem essas expectativas e se mostrem corretos, as implicações são extraordinárias. E, aí, não custa nada deixar a imaginação voar para delineá-las.

A primeira e mais óbvia é que as duplas de pulsos que supostamente estariam gerando os vários sinais têm todas exatamente o mesmo intervalo entre elas: 1,64 x 10-12 s. E essa é uma escolha — se foi mesmo uma escolha — completamente arbitrária. Ou seja, se forem todas civilizações diferentes, elas precisam estar todas cientes umas das outras para optar por enviar a mesmíssima assinatura na nossa direção. Isso, por si só, já soa absurdamente improvável (e parece refutar a ideia de origem inteligente). Mas, se for esse o caso, implicaria que elas estão em contato entre si por muitos milhares, possivelmente milhões, de anos.

A segunda implicação é que, se esses sinais forem mesmo de ETs, deve haver muitas, muitas,muitas civilizações na Via Láctea. Um número tão enorme que faria Carl Sagan soar como um pessimista ranzinza.

Senão vejamos: foram 234 detecções dentre 2,5 milhões de estrelas. Dito desse modo, não parece muito. Mas, se levarmos em conta que essas 234 representam aproximadamente 1% de todas as estrelas dos tipos K-G-F na amostra, vamos inevitavelmente chegar à conclusão de que a evolução da vida para a inteligência deve ser extremamente comum.

Sabemos, por estatísticas confiáveis geradas pelo satélite Kepler, que um em cada cinco astros do tipo K-G-F tem um planeta potencialmente similar à Terra, em termos de dimensões, massa e distância da estrela. Juntando isso com a suposta detecção de Borra e Trottier, temos que a chance de um planeta como a Terra em torno de uma estrela como o Sol dar origem a uma civilização inteligente é de apenas 1 em 20!

(Não me chame de bidu, mas foi exatamente essa a minha estimativa para o item fi, fração de planetas com vida que evolui para inteligência, em minha “solução” da equação de Drake: para mim, fi = 0,05, ou 1 em 20.)

O que é mais assustador nem é isso, mas o fato de que o resultado da dupla do Canadá, se for realmente fruto de inteligência extraterrestre, exige que as civilizações tenham um tempo médio de vida incrivelmente longo — afinal, essas aí estariam todas transmitindo ao mesmo tempo! (Foi aí que a minha solução da equação de Drake pegou a rota pessimista, ao estimar, de forma assumidamente conservadora, um tempo de vida médio de uma civilização comunicativa em apenas 200 anos. Se você supuser um tempo de vida de muitos milhões de anos, pode facilmente chegar ao que Borra e Trottier acreditam estar vendo.)

Moral da história: se esses 234 sinais forem mesmo fruto de alienígenas, acaba que deve ter muita gente lá fora. Estimando grosseiramente que estrelas dos tipos K-G-F respondam por 20% do total da galáxia, e que a Via Láctea tenha 100 bilhões de estrelas, usando a amostragem de Borra e Trottier como referência, teríamos por aí uns 200 milhões de civilizações espalhadas pela galáxia. Para ter uma ideia do que isso significa, imagine o que seria produzir 10 milhões de temporadas de “Star Trek” sem repetir os alienígenas da semana uma única vez.

ONDE ESTÁ TODO MUNDO?

Vamos combinar que esses números não caem muito bem com a frase clássica que inspirou o famoso paradoxo de Fermi. “Onde está todo mundo?” Foi o que o brilhante físico Enrico Fermi se perguntou na década de 1950, e nunca é tarde demais para nos perguntarmos novamente. Se houvesse tantas civilizações assim, saindo pelo ladrão, a essa altura já não devíamos ter obtido algum sinal incontroverso de sua existência? Já não as teríamos reparado?

Bem, talvez estejamos reparando agora. Ou, o que é bem mais provável, talvez tenha algum caroço nesse angu todo. Essa seria a minha aposta.

De toda forma, pensar nessas possibilidades é um exercício interessante. E é assim que se faz ciência: formular hipóteses, testar predições, observar os resultados, e então chegar a hipóteses mais refinadas, que exigirão mais testes de suas predições, e por aí vai. O lance é não ter preconceito com ideia alguma, mas deixar os resultados falarem por si mesmos. A natureza, no fim das contas, é quem manda. Nós só jogamos as ideias para o alto, acompanhadas por formas de testá-las.

Se por ventura houver algo de concreto nesse estudo, agora que os olhos da comunidade SETI estão sobre ele, logo teremos chance de descobrir. Até porque, se é possível colher 234 civilizações numa única baciada, é sinal de que elas não estavam exatamente escondidas — o problema éramos nós, que até então não sabíamos como achá-las.

A PALAVRA DO PESQUISADOR

Para terminar essa longa história, segue um rápido bate-papo com o astrônomo italiano Ermanno Borra, que graciosamente encontrou tempo para me responder em meio à tempestade de e-mails que está acontecendo na caixa postal dele agora.

Mensageiro Sideral – Achei curioso que, no estudo, primeiro você defenda a necessidade de estabelecer uma taxa de sinal-ruído alta o suficiente para que você não obtivesse muitas falsas detecções, e então você adiante diga que é muito improvável que esses sinais sejam detecções falsas geradas por ruído aleatório, problemas instrumentais ou processamento estatístico. Isso não é um pouco contraditório? Se o sinal é tão certamente verdadeiro, por que se preocupar tanto sobre falsas detecções em primeiro lugar?

Ermanno Borra – Embora não houvesse chance [de falsa detecção] por ruído aleatório, poderia ser por fontes artificiais como análise de dados ou questões instrumentais. Por isso tínhamos que olhar isso também. Concluímos que os sinais não podem ter sido gerados por fontes artificiais como análise de dados ou questões instrumentais.

Mensageiro Sideral – O que acho muito interessante no conceito de vocês é o fato de que uma IET estaria escolhendo um meio de se fazer conhecida que seria facilmente detectável uma vez que se soubesse o que procurar. O fato de que vocês puderam usar uma varredura de 2,5 milhões de estrelas [feita para outros fins] é muito revelador nesse sentido. Mas, tendo dito, isso o que seria preciso para converter essa aposta em fato? Como podemos dizer com certeza de que se trata isso?

Borra – Mais trabalho precisa ser feito. Alguém terá de observar essas estrelas com instrumentação especializada para confirmar que elas são causadas por pulsos de luz.

Mensageiro Sideral – Outra coisa que se destaca é que, aparentemente, se isso for IET, eles devem estar em contato uns com os outros, de forma que eles possam usar o mesmo intervalo na separação entre os pulsos. Pode ser que tenhamos tropeçado no sinal de chamada comum usado por uma comunidade galáctica? Se esse é o caso, deveríamos nos juntar a ela?

Borra – Boa pergunta. A resposta é: provavelmente, mas a humanidade terá de discutir isso e tomar uma decisão.

Mensageiro Sideral – Quando combinamos seus resultados (cerca de 1% de todas as estrelas K-G-F têm esse tipo de sinal) com a equação de Drake, as coisas parecem muito, muito otimistas para o surgimento da vida inteligente. Um cálculo de verso de envelope sugere a existência de 200 milhões de civilizações na Via Láctea. Nem Carl Sagan seria tão otimista! Isso, por si só, não aponta a necessidade de uma explicação alternativa, que não seja IET?

Borra – Boa pergunta. Resposta: eu não sei. É também possível que exista um número muito pequeno de IETs e a razão pela qual seja 1% em nosso caso seja que observamos um número limitado de estrelas. Talvez se observássemos mais estrelas teríamos detectado o mesmo número em uma amostra maior e teríamos uma porcentagem menor.

Mensageiro Sideral – Seus resultados apontam uma concentração de sinais em estrelas de tipo solar, mas o que podemos dizer de sua distribuição na galáxia? Há algum padrão? Uma vez que o intervalo certo para os pulsos precisa ser aprendido, seria natural esperar que essas estrelas estivessem de algum modo agrupadas na Via Láctea, se fosse IET…

Borra – As estrelas não estão numa localização particular. Elas estão espalhadas por toda parte.

Mensageiro Sideral – Qual foi a reação da comunidade de SETI até agora ao seu artigo?

Borra – Nenhuma reação em particular ainda.

Mensageiro Sideral – Por que a escolha do “Publications of the Astronomica Society of the Pacific” para a publicação?

Borra – É um dos mais populares periódicos astronômicos.

Mensageiro Federal – Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. TUDO E POSSÍVEL LULA SE TORNOU PRESIDENTE DO BRAZIL E DEPOIS COLOCOU UM PESSOA 10 VEZES MAIS BURRA DO QUE ELE E OS BRAZILEIROS VOTARAM !! KKKKKKKK

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[VÍDEO] Lula atribui apoio do PL ao fim da escala 6×1 à pressão popular

Imagens: g1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atribuiu à pressão popular a decisão do PL de apoiar o fim da escala de trabalho 6×1. A declaração foi feita nesta terça-feira (13), durante cerimônia no Palácio do Planalto.

“Depois da pressão da sociedade e de todas as manifestações nas ruas deste Brasil, o partido do PL resolveu votar o fim da escala 6×1”, afirmou Lula.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário do presidente no segundo turno, anunciou que votará a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC). Ele disse que decidiu se posicionar conforme “a vontade da maioria do povo”.

Nos últimos dias, Lula vinha cobrando publicamente uma posição do PL e de Flávio sobre a proposta. Na quinta-feira (8), o presidente afirmou que o partido e o candidato não queriam assumir o compromisso de aprovar a mudança.

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PESQUISA FUTURA: Flávio Bolsonaro tem 50% e Lula, 46,6%, no 2º turno

Foto: Ricardo Stuckert/PR e Andressa Anholete/Agência Senado

Flávio Bolsonaro (PL) tem 50% das intenções de voto, contra 46,6% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na primeira pesquisa Futura Inteligência após o primeiro turno das eleições presidenciais.

A diferença é de 3,4 pontos percentuais, mas está dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na rejeição, Lula registra 48,6%, enquanto Flávio tem 45,4%. Outros 1,2% rejeitam os dois candidatos, e 3% afirmam não rejeitar nenhum deles.

A Futura/100% Cidades entrevistou 2.000 eleitores em todo o país, entre os dias 7 e 10 de outubro, por meio de entrevistas por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00650/2026.

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Meta nega interferência política e cita falha técnica global em exibição do total de visualizações de Lula nas redes sociais

Foto: Luis Nova/Especial Metrópoles

A Meta negou ter favorecido Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial e atribuiu a uma falha técnica global os problemas na contagem de visualizações de conteúdos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Instagram.

Em resposta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta segunda-feira (12), a empresa afirmou que o problema ocorreu em 7 de outubro, entre 15h50 e 20h49, e atingiu criadores de conteúdo em mais de cem países. Segundo a companhia, as publicações continuaram sendo distribuídas, embora as visualizações pudessem aparecer zeradas ou congeladas.

A Meta também declarou que, naquele dia, os conteúdos da conta oficial de Lula tiveram distribuição acima da média recente. A manifestação ocorreu após a campanha petista acusar a empresa de restringir o alcance das publicações do presidente e de favorecer o adversário.

A ação no TSE também questiona supostas restrições à publicidade digital da campanha e a permanência de conteúdos produzidos por inteligência artificial. O ministro Marco Aurélio Bellizze solicitou esclarecimentos à empresa.

A Meta se recusou a fornecer informações individualizadas sobre contas de terceiros citadas no processo, alegando proteção de dados, e pediu mais 48 horas para apresentar informações sobre medidas aplicadas aos perfis oficiais de Lula desde 16 de agosto.

A campanha petista contestou a resposta e afirmou que a empresa não apresentou provas de que a falha tenha atingido outros candidatos no Brasil. Para a equipe do presidente, episódios recorrentes envolvendo suas contas levantam suspeitas de interferência eleitoral.

Após a manifestação da Meta, a coligação de Lula e a Procuradoria-Geral Eleitoral terão 24 horas para se pronunciar sobre as explicações da empresa.

Com informações de O Globo

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APÓS SUSPENSÃO: Campanha de Lula registra canal “Exército do Lula” no TSE por ordem de Kassio Nunes

Foto: Leobark Rodrigues/TSE

A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comunicou oficialmente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (13), a criação do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. A medida ocorreu minutos após o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, determinar a suspensão das atualizações até a regularização do cadastro.

Pela decisão, o canal só poderá voltar a publicar conteúdos e receber novos seguidores após o registro e o cumprimento do prazo de 48 horas previsto nas normas eleitorais.

Administrado pelo deputado federal André Janones (MG), o canal era utilizado na propaganda eleitoral da campanha sem a comunicação exigida pela Justiça Eleitoral. O caso chegou ao TSE por meio de uma ação do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Kassio também determinou que a Meta, responsável pelo WhatsApp, monitore publicações do canal e de outros grupos públicos de grande alcance, além de remover conteúdos que reproduzam materiais já atingidos por decisões judiciais de retirada.

A empresa terá 24 horas após a notificação para informar as providências adotadas e os mecanismos de fiscalização utilizados.

O ministro havia determinado a suspensão do canal em 11 de outubro. Após uma decisão provisória de restabelecimento pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, Kassio reexaminou o caso e estabeleceu novas condições para o funcionamento da página.

Com informações do Metrópoles

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[VÍDEO] Flávio Bolsonaro é a favor do fim da escala 6×1

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (13) que votará a favor do fim da escala de trabalho 6×1, proposta defendida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“A maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da escala 6×1”, declarou Flávio após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.

A proposta prevê mudanças na jornada de trabalho, atualmente organizada, nesse modelo, em seis dias de trabalho para um de descanso. O tema está em discussão no Congresso Nacional.

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REENCONTRO: Jair Bolsonaro está satisfeito com resultado do 1º turno e deu dicas para campanha, diz Flávio

Foto: Reuters

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (13) que o ex-presidente Jair Bolsonaro está satisfeito com o resultado do 1º turno das eleições e deu orientações para a disputa contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita após o senador visitar o pai, em Brasília.

“Eu conversei com ele, tá bem humorado, tá satisfeito com o trabalho que vem sendo feito, tá esperançoso que o Brasil vai mudar. É óbvio que ele dá algumas dicas aqui, mas não vou ficar externando, porque pode ser interpretado de forma maldosa e ser revertido contra ele”, declarou Flávio.

O encontro ocorreu após três meses de afastamento determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Flávio estava impedido de visitar o pai desde 13 de julho, quando divulgou uma carta do ex-presidente com conteúdo político-eleitoral.

A restrição de 90 dias terminou no último domingo (11). Apesar da autorização para retomar as visitas, Moraes manteve a proibição de utilizar os encontros para qualquer finalidade político-eleitoral.

Antes da visita, Flávio havia criticado a decisão judicial, classificando a restrição como uma tentativa de separar pai e filho durante a campanha presidencial.

Com informações da CNN Brasil

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PESQUISA AFFARE: Blog do BG e Meio Dia RN divulgam primeiro levantamento do 2º turno no RN para Governo do Estado e Presidência da República

Fotos: Reprodução

O Blog do BG e o programa “Meio Dia RN”, da 96 FM, divulgam nesta quarta-feira (14), às 12h30, a primeira pesquisa Affare sobre as disputas de segundo turno para o Governo do Estado e presidente da República.

O levantamento vai mostrar as intenções de voto dos eleitores potiguares na disputa entre os candidatos a governador Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu Xavier (PT) e entre os presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).

A pesquisa realizou 1.350 entrevistas telefônicas automatizadas, com coleta entre 9 e 12 de outubro. A margem de erro prevista é de 2,67 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Os registros na Justiça Eleitoral são RN-08411/2026 (governador) e BR-05784/2026 (presidente). O cenário presidencial se refere exclusivamente ao eleitorado do RN.

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[VÍDEO] Médico acusa secretário de Saúde do RN de perseguição e denuncia superlotação no Walfredo Gurgel

 

O médico Elder Freire da Silva Bezerra acusou o secretário estadual de Saúde do Rio Grande do Norte, Alexandre Motta, de perseguição profissional. Em vídeo publicado nas redes sociais no dia 4 de outubro, ele afirmou ter recebido uma ordem para deixar seu plantão no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, mesmo com a unidade superlotada.

Segundo Freire, ele chegou ao hospital às 7h e, uma hora depois, foi informado de que seu plantão seria glosado, ou seja, não seria reconhecido para pagamento. O médico afirmou que estava escalado para um setor de emergência que precisava de profissionais para atender os pacientes.

Durante o desabafo, Freire criticou as condições do hospital, relatou a presença de várias ambulâncias e afirmou que esta seria a quarta vez que enfrentava situação semelhante. Segundo ele, episódios anteriores ocorreram na UTI e na clínica médica do Hospital Regional de Assú.

O médico atribuiu as decisões ao secretário Alexandre Motta. A justificativa administrativa para a suposta suspensão do plantão não foi esclarecida nas informações apresentadas.

Com informações do BNews RN

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Geral

LUTO NA MÚSICA: Morre de câncer aos 60 anos o cantor Netinho, ícone do axé

Foto: Reprodução

O cantor Netinho, um dos principais nomes da axé music, morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em decorrência de um câncer. A morte foi confirmada pela assessoria do artista em comunicado publicado nas redes sociais.

Segundo a equipe, Netinho enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, que evoluiu para um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos. O cantor estava em tratamento médico em Salvador e havia retomado as sessões de quimioterapia, com previsão de passar por um transplante autólogo de medula óssea.

Em nota, a assessoria destacou a trajetória do artista e reproduziu uma declaração que ele costumava fazer durante os últimos meses de tratamento: “Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte.”

Por desejo do próprio cantor, o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, em cerimônia restrita a familiares e amigos próximos. A equipe também pediu respeito à privacidade da família neste momento.

Netinho havia se afastado das redes sociais para se dedicar ao tratamento. Sua última publicação no Instagram ocorreu em 30 de agosto. A última apresentação aconteceu em 25 de outubro de 2025, na cidade de Coronel Fabriciano, em Minas Gerais.

Nascido em Santo Antônio de Jesus, na Bahia, Netinho ganhou projeção nacional como vocalista da Banda Beijo, que integrou a partir de 1988. Em 1993, iniciou carreira solo com o álbum Um Beijo Pra Você e consolidou seu sucesso com músicas como “Milla”, “Beijo na Boca”, “Capricho dos Deuses” e “Preciso de Você”.

O cantor também marcou a história do axé ao levar um trio elétrico à Itália durante a Copa do Mundo de 1990. Em 1998, realizou cinco apresentações com ingressos esgotados no Coliseu de Lisboa, em Portugal.

Nos últimos anos, Netinho também participou da política. Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, filiou-se ao Partido Liberal (PL) em 2022 e disputou uma vaga de deputado federal pela Bahia. Recebeu 31.448 votos, mas não foi eleito.

Em 2013, o artista já havia enfrentado graves problemas de saúde, após complicações que resultaram em internação prolongada e tratamento no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

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Geral

TSE: Nunes Marques volta a suspender canal “Exército do Lula” no WhatsApp

Foto: Kebec Nogueira/Metrópoles

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou novamente, nesta terça-feira (13), a suspensão das atualizações do canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no WhatsApp. O espaço reúne cerca de 4,1 milhões de seguidores.

A decisão condiciona a retomada das publicações à comunicação formal do endereço eletrônico do canal à Justiça Eleitoral e ao cumprimento do prazo de regularização de 48 horas previsto nas normas eleitorais.

Nunes Marques também determinou que a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, faça o acompanhamento proativo das publicações em canais públicos de grande alcance vinculados às campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

A fiscalização deverá identificar e remover conteúdos idênticos ou substancialmente semelhantes a publicações que já tenham sido proibidas pela Justiça Eleitoral. A medida não abrange conversas privadas dos usuários.

O canal “Exército do Lula” havia sido suspenso inicialmente no domingo (11), após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que acusou o grupo de disseminar informações falsas contra o candidato. A decisão foi revertida horas depois pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que autorizou seu funcionamento provisório.

A nova determinação considera informações técnicas da Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE sobre a estrutura e o funcionamento do canal, que combina administração centralizada e distribuição de tarefas entre os participantes.

O presidente do TSE também marcou uma reunião com representantes das campanhas de Lula e Flávio para esta terça-feira, às 15h30. O objetivo é discutir regras para a atuação dos canais digitais e tentar estabelecer um acordo para combater a disseminação de informações falsas durante o 2º turno.

 

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