Economia

Ataques fazem disparar preço do petróleo: entenda possíveis impactos no cenário global e no Brasil

Os ataques feitos supostamente por drones a instalações da petroleira estatal Aramco na Arábia Saudita no último sábado (14) provocaram uma disparada nos preços do petróleo, com o barril de Brent registrando a maior alta durante uma sessão desde a Guerra do Golfo, em 1991, em meio às preocupações com a redução da oferta global da principal fonte de combustível do planeta e da elevação da tensão geopolítica entre Estados Unidos e Irã.

Os danos provocados pelos ataques cortaram pela metade a produção do maior exportador mundial de petróleo, provocando uma redução de cerca de 5,7 milhões de barris por dia, o que representa mais de 5% do suprimento global atual.

As autoridades sauditas ainda não informaram quanto tempo será necessário para restabelecer plenamente a produção nas instalações destruídas. Analistas acreditam que podem ser necessárias várias semanas ou até meses para o país voltar à normalidade.

As incertezas geopolíticas e o risco de queda na oferta tende a manter os preços do barril de petróleo e dos combustíveis com viés de alta nos próximos meses, com impactos também nas bolsas e no comércio global.

No Brasil, as ações da Petrobras tendem a ter uma valorização, mas os analistas lembram também que o preço da gasolina e do diesel podem ser elevados pela estatal, que mantém um política de preços alinhados aos do mercado internacional. Por outro lado, a alta do preço do barril também pode aumentar a arrecadação do governo federal e estados produtores com royalties e participações especiais, além de contribuir para aumentar o interesse das grandes petroleiras internacionais nos próximos leilões bilionários de áreas de exploração de óleo e gás no Brasil.

Como foi o ataque e quem assumiu

No sábado (14), ataques por supostos drones provocaram incêndios na unidade saudita de Abqaiq, a maior do mundo dedicada ao processamento de petróleo, e na instalação de Khurais. Não houve relatos de feridos, mas a fumaça foi vista do espaço.

Após o ataque, rebeldes iemenitas houthis, que são apoiados pelo Irã no conflito que acontece no Iêmen, disseram ter enviado dez drones para atacar as instalações da Aramco.

Desde 2015, a Arábia Saudita lidera uma coalização internacional que apoia o governo local e ataca os houthis no Iêmen. Em retaliação, os rebeldes têm feito vários bombardeios fronteiriços com mísseis e drones contra bases aéreas sauditas e outras instalações no país.

A Organização das Nações Unidas (ONU) e países ocidentais acusam Teerã de fornecer armas ao grupo, algo que o governo iraniano nega.

Disparada de preços do petróleo

Na abertura dos mercados nesta segunda (16), a cotação do barril do tipo Brent disparou 19,5% em Londres, para US$ 71,95, a maior alta intradia desde 14 de janeiro de 1991, durante a guerra do Golfo.

Segundo informou a petroleira Aramco, os ataques provocaram uma redução de cerca de 5,7 milhões de barris por dia na produção, o que representa mais de 5% do suprimento global atual. A Arábia Saudita é o maior exportador global de petróleo, além de ter uma grande capacidade ociosa.

“Retirar mais de 5% da oferta global de uma única tacada – um volume que é maior que o crescimento da oferta acumulado em países de fora da Opep entre 2014 e 2018 – é altamente preocupante”, escreveram, em nota, analistas do UBS.

Os preços do petróleo reduziram o ritmo de alta nesta segunda, depois que o presidente norte-americano Donald Trump autorizou o uso de estoques de emergência de seu país para assegurar a estabilidade do suprimento.

Os preços médios estavam relativamente reduzidos nos últimos meses, uma consequência das reservas abundantes e dos temores de desaceleração da economia mundial, fatores que afetavam a demanda. A Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) chegou a estabelecer limites de produção para tentar manter a faixa de preço e evitar uma viés de baixa.

Estados Unidos acusam Irã; Teerã rebate

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, disse que não havia “evidências de que os ataques tenham partido do Iêmen” e acusou o Irã de estar por trás da ação.

Em princípio, o presidente Donald Trump não citou diretamente o Irã, mas deixou claro que os Estados Unidos estão prontos para atacar, “dependendo da verificação”, pois esperam conhecer a versão saudita para determinar como proceder. Mais tarde, ele deu entender que o Irã pode estar envolvido.

Para o governo iraniano, os Estados Unidos buscam um pretexto para retaliar o país.

A Rússia considerou “inaceitável e contraproducente” discutir uma possível resposta aos ataques e que usar o incidente para aumentar as tensões é contraproducente. “Propostas de ações retaliatórias difíceis, que parecem ter sido discutidas em Washington, são ainda mais inaceitáveis”, afirmou o ministério de Relações Exteriores russo em um comunicado.

Já a China e a União Europeia (UE) pediram “moderação”.

Aumento da tensão entre EUA e Irã

A relação entre os Estados Unidos e o Irã vem se deteriorando desde a eleição de Donald Trump. Em 2018, Trump cumpriu sua promessa de campanha e retirou seu país do acordo nuclear assinado em 2015.

Na época, os Estados Unidos alegraram que o Irã financiava grupos terroristas e não cumpria os termos do tratado – o que não foi confirmado por organizações independentes. Desde então, os americanos adotaram sanções que prejudicam a economia iraniana.

Em julho de 2019, o Irã ultrapassou o limite de 300 kg de urânio de baixo enriquecimento que foi previsto no acordo nuclear em retaliação contra as sanções americanas.

O urânio de baixo enriquecimento é usado para produzir combustível para reatores nucleares, mas, potencialmente, pode servir para a produção de armas nucleares. A violação dos termos abre espaço para a volta de sanções multilaterais que foram suspensas em troca de o Irã limitar suas atividades nucleares.

Perspectivas para o petróleo e mercados

Por enquanto, os investidores estão no aguardo de mais detalhes sobre o ataque e danos às instalações da Aramco e a atentos a qualquer reação política aos acontecimentos.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) informou que está avaliando o impacto dos ataques a instalações da Arábia Saudita, e considera ainda muito cedo para os membros da entidade tomarem medidas para aumentar a produção ou convocarem uma reunião para discutir outras medidas.

Embora países como Arábia Saudita, Estados Unidos e China possuam centenas de milhões de barris de petróleo em armazenamento estratégico, o ataque aumentou também a preocupação em relação à vulnerabilidade das infraestruturas das petroleiras a ataques com drones e a uma piora ainda maior nas relações entre EUA e Irã, que voltaram a trocar acusações.

Analistas avaliam que a tendência é de muita volatilidade nos preços nas próximas semanas, em meio à maior aversão ao risco e dúvidas sobre o real impacto dos ataques na oferta global.

“Se a tecnologia de drones alterar o jogo de força no Oriente, isto [tendência de alta] pode se tornar mais grave”, afirmou o economista-chefe da Necton, André Perfeito.

Aneeka Gupta, estrategista de commodities da Wisdom Tree, avaliou que os preços poderão atingir chegar a até US$ 75 por barril se se a interrupção na produção da Arábia Saudita durar mais de seis semanas, segundo a BBC.

Para o sócio-diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, o preço do barril tende a se manter com viés de alta ao longo dos próximos 3 meses pelo menos. “Ainda não sabemos se o preço do barril pode ir a US$ 70, US$ 80 ou para US$ 100. Ainda é muito cedo. O que ficou claro é que lá no Oriente Médio essas estruturas gigantes de petróleo são mais frágeis do que se imaginava, e isso influencia o preço”, afirma.

Para a agência de classificação de risco Moody’s, os preços tendem a se manter pressionados mesmo após a retomada da produção saudita. “Preços mais elevados ajudarão os produtores e prejudicarão as refinarias no curto prazo, mas efeitos de mais mais longo prazo sobre as companhia de energia dependerão do tempo e da magnitude da menor produção da Aramco”, disse o diretor-gerente Steve Wood.

Analistas também avaliam que, caso a situação não se normalize rapidamente, o episódio deverá impor maior cautela nas próximas decisões sobre taxas de juros nos Estados Unidos e no mundo, uma vez que aumentam as chances de um cenário de maior desaceleração de crescimento global.

Reajuste dos preços do diesel e da gasolina no Brasil

Se os preços do petróleo se mantiverem em alta, em algum momento o aumento também chegará nas bombas dos postos de combustíveis, avaliam os especialistas da área.

“Mantida a política de alinhamento de preços dos combustíveis à flutuação do petróleo e dos derivados lá fora, a tendência é que haja aqui internamente um aumento do preço da gasolina e do diesel, e isso pode gerar algum tipo de tensão interma como a gente já viu no passado, além de um impacto inflacionário”, afirma Helder Queiroz, ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Para analistas, a disparada dos preços do petróleo será um “teste” para a política de preços da Petrobras para o diesel e a gasolina. A estatal leva em conta os preços internacionais do petróleo e a variação cambial para definir os preços nas refinarias, embora a companhia não trabalhe mais com uma periodicidade definida para os reajustes.

“Ao longo dos últimos anos, nós temos visto diversos exemplos em que a companhia não foi capaz de seguir os preços internacionais, levando a perdas significativas no negócio de refino. A atual gestão tem conseguido implementar uma estratégia de sucesso até o momento, e esse evento pode ser um importante teste sobre quão sólida é a política (de preços)”, escreveram os analistas do banco UBS em nota citada pela agência Reuters.

“Se o preço realmente subir e permanecer alto, e se a Petrobras demorar muito a repassar esse preço para a bomba, vai ficar claro outra vez uma intervenção entre aspas na Petrobras”, afirmou ao G1 Adriano Pires, citando ainda os possíveis reflexos no programa de venda de ativos da estatal.

A Petrobras iniciou na semana passada processo para venda de quatro refinarias, enquanto outras quatro unidades de refino já haviam sido colocadas no mercado anteriormente.

“Desde a greve dos caminhoneiros temos falado da necessidade do Brasil criar um fundo de estabilização de preços para absorver essas grandes variações de preços sem que a Petrobras seja afetada. Quem conhece o mercado de petróleo sabe que o petróleo tem uma variável geopolítica muito forte”, destacou o diretor do CBIE.

Impacto em royalties e nos megaleilões do pré-sal

Para o Brasil, preços internacionais de petróleo mais altos tendem a favorecer não só a balança comercial, como também a arrecadação da União e governos estaduais e municipais com royalties e participações especiais pagas pelas petroleiras que atuam no país. “Aumenta a arrecadação como um um todo mundo. Um dinheirinho a mais é sempre bem-vindo”, destaca Pires.

Os analistas avaliam que a crise aberta pelos ataques na Arábia Saudita pode também aumentar a atratividade dos megaleilões de áreas do pré-sal que o governo brasileiro pretende realizar até o final do ano.

“Apesar de ter um custo de produção relativamente mais caro, o pré-sal está situado em uma região que não enfrenta nenhum tipo de problema geopolítico, de tensão, que tem no Oriente médio. De certa maneira, algumas empresas podem reorientar suas decisões de investimento para tentar concentrar e disputar aqui as novas áreas que vão ser ofertadas”, avalia Helder, ex-diretor da ANP.

G1

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Política

Petista posta foto falsa de Bolsonaro, Vorcaro e Campos Neto e apaga após reação

Foto: Reprodução

O deputado Rogério Correia (PT) usou seu perfil nas redes sociais para publicar uma montagem com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Na legenda, escreveu: “A foto é o retrato da roubalheira do Banco Master. E a Papudinha vai ficar pequena para tanto cidadão de bem”.

Em nota, Correia disse que a “foto expressava, de forma simbólica, a proximidade e a articulação política entre o dono do Banco Master e figuras centrais da extrema direita”.

Ele admitiu que a imagem foi criada por inteligência artificial e foi apagada depois: “Como a imagem era de IA e pode ter levado parte do público a interpretar a imagem como se fosse real, apaguei”. O deputado não informou na postagem que se tratava de IA.

A publicação provocou reação da oposição. O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) criticou Correia no X: “Abertura de inquérito sobre fake news, buscas e apreensões… essa várzea se transformou numa republiqueta de décima categoria!”.

Correia rebateu, chamando o filho de Bolsonaro de “cara de pau” e “chefe do gabinete do ódio e aliado de outro mestre em fake news, Nikolas Ferreira”.

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Política

VÍDEO: Professor que ironizou morte de Charlie Kirk ataca evangélicos: “Eles não têm que votar”

Imagens: Reprodução/Brasil Paralelo

O historiador Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, voltou a causar polêmica nas redes sociais com declarações que questionam o direito de voto dos evangélicos. Em vídeos publicados em seu canal no YouTube, Bueno afirmou: “Evangélico, evangélico, evangélico tem que ficar no culto, tem que ficar no templo, tem que ficar pastando junto com o pastor. Deveria ser proibido evangélico votar? … Não, eles não têm que votar!”

O professor criticou diretamente a participação política de evangélicos, afirmando que eles “elegem uma escumalha perigosa e violenta”. Ele também atacou o deputado federal Nikolas Ferreira, alegando que o parlamentar “não deveria ser ninguém” na política e seria lembrado apenas como parte do “substrato mais baixo” da história política brasileira.

Bueno relativizou ainda os mais de 1,4 milhão de votos recebidos por Nikolas em 2022 e associou sua atuação a um tipo de cristianismo que reforçaria obediência e intolerância.

As declarações reacendem lembranças de um episódio de 2025, quando Eduardo Bueno reagiu de forma irônica à morte do ativista conservador Charlie Kirk, morto a tiros durante um discurso nos Estados Unidos.

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Judiciário

VÍDEO: Lula elogia STF e diz que Judiciário não invade Poderes: “Guardião do voto”

Imagens: Reprodução/TV Justiça

O presidente Lula afirmou, nesta segunda-feira (2), durante a abertura do Ano Judiciário no STF, que o Judiciário não busca protagonismo nem assume funções de outros Poderes.

Segundo Lula, nos últimos anos, o STF atuou como “guardião da Constituição, do Estado Democrático de Direito e da soberania do voto popular”. Ele destacou que o tribunal garantiu a integridade das eleições e a liberdade do voto, dentro de suas responsabilidades institucionais.

Disse ainda que os ministros enfrentaram pressões e ameaças, mas mantiveram o compromisso com a Constituição. Para Lula, divergências políticas devem ser resolvidas pelas urnas, pelo diálogo institucional e pelo cumprimento das leis.

Opinião dos leitores

  1. Isto posto, tudo que o presidente cara de boi falou é verdade se considerarmos o oposto de sua fala.

  2. Tem mais é que babar os eggs dos sinistros mesmo, pois foi o cumpanhêro Fachin que o descondenou através do salto triplo carpado baseado no CEP, e como ele mesmo já falou publicamente sem o STF ele não governaria. Próximo….

  3. Essa não é a visão do cidadão, convivemos com uma Suprema Corte ideológica, a serviço de um partido político. Tomando decisões ao arrepio das leis. Triste realidade.

  4. Como não vai elogiar, se tá lá graças a eles? 👺💩”Se tivemos a eleição do Lula, foi graças ao STF”, diz Gilmar Mendes👈🏿💩💩💩

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Judiciário

Justiça libera obras na Via Costeira e barra pedido de suspensão do MP contra lei da Prefeitura

Foto: Divulgação/ABIH-RN

O Tribunal de Justiça do RN suspendeu a decisão que paralisava a emissão de licenças e alvarás de construção na Via Costeira, em Natal. O efeito veio após o desembargador Saraiva Sobrinho conceder liminar favorável à Prefeitura, restabelecendo a validade da Lei Municipal nº 7.801/2024, que regula construções em áreas turísticas da capital.

A suspensão anterior havia sido determinada em primeira instância, a pedido do Ministério Público, e bloqueava temporariamente novas autorizações na área. Para o relator do recurso, a decisão inicial não apresentou fundamentação concreta e se apoiou apenas em princípios gerais, sem demonstrar probabilidade do direito alegado. Ele afirmou que a decisão “aparentemente não se encontra fundamentada”.

Segundo o desembargador, travar licenças e alvarás sem base técnica ou jurídica detalhada poderia gerar impactos administrativos e comprometer a segurança jurídica de empreendedores e interessados. Com isso, a Prefeitura conseguiu retomar imediatamente a aplicação da lei até que o colegiado do TJ julgue o mérito do recurso.

O processo ainda será analisado pela Procuradoria-Geral de Justiça, que poderá se manifestar em até 15 dias. Até lá, a Via Costeira segue liberada para novas construções, obedecendo as regras previstas na legislação municipal.

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Mundo

Conservadora, Laura Fernández é eleita presidente da Costa Rica com discurso duro contra o crime

Foto: Reprodução/X

A conservadora Laura Fernández, do Partido Soberano do Povo, foi eleita presidente da Costa Rica neste domingo (1º), no 1º turno, com ampla vantagem sobre o segundo colocado, Álvaro Ramos, do Partido da Libertação Nacional (PLN). Com 94% das urnas apuradas, Fernández conquistou 48,3% dos votos contra 33,3% de Ramos. Ela assumirá o cargo em 8 de maio e será a segunda mulher a governar o país.

Aos 39 anos, Laura é cientista política e especialista em políticas públicas e governança democrática e já ocupou cargos de ministra da Previdência e do Planejamento no governo do atual presidente Rodrigo Chaves. Após a vitória, ela reafirmou que dará continuidade às políticas do governo atual.

Segurança pública e combate ao narcotráfico foram os pilares da campanha de Laura Fernández, que também acenou com a construção de megaprisões, nos moldes das de El Salvador.

A vitória de Laura reforça a presença de líderes de direita na América Central, em um contexto de governos mais firmes contra a criminalidade. Com sua eleição, a Costa Rica entra na história como o segundo país a ter uma mulher na Presidência, depois de Laura Chinchilla, do PLN, que governou entre 2010 e 2014.

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Política

TCU recomendou bloquear R$ 1 milhão em recurso federal para escola de samba que exalta Lula

Foto: Divulgação/PR

O TCU recomendou a suspensão de recursos federais destinados à escola de samba Acadêmicos de Niterói, após representação do Partido Novo apontar possível desvio de finalidade. O enredo da escola para o Carnaval de 2026 será sobre o presidente Lula.

O caso envolve contrato da Embratur com a Liga Independente das Escolas de Samba do RJ (Liesa), prevendo R$ 1 milhão para cada uma das 12 escolas do Grupo Especial. Foram identificados indícios de afronta aos princípios da impessoalidade, moralidade e indisponibilidade do interesse público.

O auditor responsável avalia que, se confirmado desvio de finalidade, o contrato pode ser anulado e os valores devolvidos aos cofres públicos.

Ainda há dúvidas sobre o destino exato da verba: não se sabe se a Acadêmicos de Niterói já recebeu o repasse ou se o valor foi para outra escola do Grupo de Acesso, como a Unidos de Padre Miguel.

Apesar disso, o TCU entende que há urgência e risco ao interesse público e propõe medidas cautelares, incluindo a suspensão parcial dos repasses e a oitiva da Embratur, Ministério da Cultura, Liesa e das escolas envolvidas.

Escola desfilará em 15/2

O desfile do Grupo Especial do Rio de Janeiro começa em 15 de fevereiro.

A Acadêmicos de Niterói, estreante na elite, apresentará o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que narra a trajetória da mãe de Lula, dona Lindu, em viagem de “13 noites e 13 dias” pelo interior de Pernambuco até a periferia de Guarujá, em São Paulo.

Opinião dos leitores

  1. ISSO É UMA ABERRAÇÃO! UM PRESIDENTE EM EXERCÍCIO FAZENDO PALCO POLÍTICO EM CARNAVAL COM DINHEIRO PÚBLICO. ACHA POUCO A DESGRAÇA QUE O PAÍS ESTÁ?

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Geral

Prova para obtenção da 1ª CNH muda no RN e baliza deixa de reprovar candidatos

Imagem: reprodução

O Detran do Rio Grande do Norte anunciou nesta segunda-feira (2) que vai se adequar às novas regras do exame prático para obtenção da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A principal mudança é o fim da baliza como etapa isolada e eliminatória da prova. O órgão, no entanto, não informou quando o novo modelo começará a valer no estado.

Segundo o Detran-RN, antes da implantação das novas regras será realizada uma atualização técnica e a requalificação dos examinadores de trânsito, conforme as normas da Senatran. Somente após essa etapa as avaliações passarão a seguir os novos critérios.

Com as mudanças, a baliza deixa de ser um teste decisivo e passa a ser avaliada apenas como parte da manobra de estacionamento ao final do percurso, sem reprovação automática. O foco da prova passa a ser o desempenho do candidato em situações reais de trânsito, principalmente em vias públicas.

Entre os principais critérios de avaliação estão a leitura do trânsito, o respeito à sinalização, a tomada de decisões seguras em conversões e mudanças de faixa, a atenção a pedestres e ciclistas e a convivência com outros veículos. De acordo com o órgão, a proposta é valorizar a condução segura no dia a dia, e não apenas a execução mecânica de manobras.

O Detran-RN informou ainda que o exame prático poderá ser realizado com veículo de transmissão automática, desde que o automóvel esteja regularizado e equipado com todos os itens obrigatórios previstos na legislação de trânsito.

Outra mudança diz respeito à pontuação da prova. O sistema deixa de adotar faltas eliminatórias pré-definidas e passa a considerar apenas as infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), com pesos diferentes conforme a gravidade. Infrações leves somam 1 ponto, médias 2, graves 4 e gravíssimas 6. Para ser aprovado, o candidato poderá perder até 10 pontos.

Segundo o órgão, a recomendação aos candidatos é intensificar a prática em vias públicas, manter domínio dos controles do veículo e atenção constante à sinalização e às situações de risco durante o exame.

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Geral

“Ministros respondem pelas escolhas que fazem”, diz Fachin durante cerimônia de abertura do Judiciário

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Na abertura do ano Judiciário, nesta segunda-feira (2), o presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que “os ministros respondem pelas escolhas que fazem” e ressaltou que decisões, prioridades e a forma de comunicação da Corte “importam”.

“Os ministros respondem pelas escolhas que fazem. As decisões que tomamos, os casos que priorizamos, a forma como nos comunicamos — tudo isso importa”, declarou.

Em meio à crise envolvendo o Banco Master, que colocou ministros em evidência, Fachin afirmou que “as dúvidas sobre conflitos de interesses devem ser tratadas sempre com transparência”.

O presidente do STF também disse que “momentos de adversidade exigem mais do que discursos” e destacou que “unidade” não significa “unanimidade”.
“O todo não se confunde com a parte. O que nos une é o compromisso com a instituição”, completou.

A cerimônia marcou a retomada dos trabalhos após o recesso e reuniu autoridades dos Três Poderes, entre elas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do presidente da OAB, Beto Simonetti.

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Geral

Fachin diz que Código de Conduta no STF é prioridade e que Cármen Lúcia será relatora

Foto: Luiz Silveira/STF

O presidente do STF, Edson Fachin, anunciou a ministra Cármen Lúcia como relatora do novo código de ética da Corte, na sessão que marcou a retomada dos trabalhos após o recesso.

A indicação ocorre em meio à crise de imagem do Supremo, agravada por questionamentos sobre a atuação do tribunal na investigação do Banco Master.

Segundo Fachin, a escolha busca construir consenso interno. “É para o cidadão que todo o sistema de Justiça deve se orientar”, afirmou, ao reiterar o compromisso ético no exercício das funções públicas.

A aprovação do código é uma das prioridades da gestão Fachin, mas enfrenta resistência entre ministros. O presidente classificou o texto como um “compromisso” de sua administração à frente do STF.

Fachin e Cármen Lúcia são conhecidos por evitar eventos com empresários e não costumam participar de congressos e encontros privados, especialmente no exterior — prática que se intensificou nos últimos anos.

Opinião dos leitores

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Geral

Prefeitura de São Gonçalo do Amarante entrega pavimentação de 9 ruas, além de sinalização e iluminação 100% LED

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante segue intensificando os investimentos em infraestrutura urbana, promovendo avanços significativos na mobilidade, na segurança e na qualidade de vida da população. Na última semana, o prefeito Jaime Calado realizou a entrega de obras de pavimentação, sinalização viária e iluminação pública com tecnologia 100% LED nos bairros Guajiru, Nova Zelândia e Loteamento Samburá (Santa Terezinha), beneficiando diretamente centenas de famílias.

No bairro Guajiru, foram inauguradas as obras das ruas Valdomiro Teixeira e Dom Matias, que passaram a contar com pavimentação, sinalização vertical e nova iluminação em LED. A Rua Valdomiro Teixeira recebeu pavimentação em uma área de 1.735,97 m², enquanto a Rua Dom Matias foi contemplada com 2.508,91 m², totalizando um investimento de R$ 849.658,91. As intervenções foram viabilizadas por meio de emenda parlamentar do deputado federal Sargento Gonçalves. A solenidade de entrega aconteceu na segunda-feira (26).

Durante o evento, o prefeito Jaime Calado ressaltou a relevância das obras para a população que conviveu por anos com a ausência de infraestrutura adequada. “Quem já morou em rua sem calçamento sabe o quanto isso traz sofrimento. Pavimentação é prioridade, e vamos lutar todos os dias para garantir mais dignidade ao nosso povo”, afirmou.

Representando os moradores, a liderança comunitária Ronaldo Sena destacou o cumprimento dos compromissos da gestão municipal. “Desde que Jaime assumiu, o Guajiru vive um novo momento, com obras por todos os lados. Ele cumpre o que promete”, declarou.

Já no bairro Nova Zelândia, na tarde da terça-feira (27), o prefeito inaugurou a pavimentação completa, com sinalização e iluminação em LED, das ruas São Judas Tadeu, São João e Santa Maria. As vias receberam pavimentação em paralelepípedo, garantindo mais mobilidade, segurança e melhor visibilidade no período noturno. Ao todo, foram executados 3.961,06 m² de pavimentação, com investimento de R$ 583.287,81, provenientes de emenda parlamentar do atual vice-governador Walter Alves, destinada à época em que exercia mandato como deputado federal.

Moradores celebraram as melhorias. A aposentada Wilda Nóbrega, residente há 17 anos no bairro, destacou a transformação da localidade. “Estou surpresa com o desenvolvimento que chegou aqui. Só temos a agradecer”, afirmou. A dona de casa Norma Jeane também comemorou. “É um sonho que se tornou realidade para todos nós”, disse.

A senadora e primeira-dama do município, Zenaide Maia, acompanhou as entregas e enfatizou o impacto social das obras. “Essas intervenções garantem dignidade e asseguram o direito de ir e vir. É o poder público chegando onde as pessoas mais precisam”, destacou.

No Loteamento Samburá, localizado no bairro Santa Terezinha, foram entregues as obras de pavimentação das ruas Maria do Carmo de Brito, Alan Veríssimo, Francisco Antônio de Sá e Ana Cecília Cabral, somando 6.510 m² de pavimentação. O investimento global foi de R$ 565.366,94 com recursos de emenda parlamentar do deputado federal Fernando Mineiro. A entrega oficial ocorreu na quinta-feira (29), com a presença do prefeito Jaime Calado, da senadora Zenaide Maia, da deputada estadual Terezinha Maia, além de vereadores, secretários municipais, servidores públicos e lideranças comunitárias.

Moradores relataram mudanças significativas na rotina após a conclusão das obras. “Quando chovia, era lama e ninguém conseguia passar. Hoje está uma maravilha”, contou Francisca Ildava, moradora da Rua Alan Veríssimo. A costureira Maria Clegineide, que vive há 17 anos na localidade, também comemorou. “Agora ficou muito mais fácil para meus clientes chegarem ao ateliê. Nosso sonho virou realidade”, afirmou.

Em seu pronunciamento, o prefeito Jaime Calado reforçou o compromisso da gestão com o desenvolvimento urbano do município. “Em pouco mais de um ano de mandato, estamos calçando dezenas de ruas e vamos avançar ainda mais para melhorar a vida do povo. Hoje, os moradores podem comprovar o quanto a realidade mudou para melhor”, destacou. O gestor também enfatizou o trabalho coletivo da administração municipal. “Somos um grupo unido, com um objetivo em comum: fazer de São Gonçalo uma cidade cada vez melhor e mais feliz.”

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