Cuidado com as “fake news” e textos mal interpretados: entenda, de fato, o que pode mudar com a MP da liberdade econômica

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou nessa terça-feira (13) o texto-base da medida provisória (MP) da liberdade econômica. O objetivo do texto é reduzir a burocracia sobre atividades da economia e facilitar empreendimentos.

A proposta altera regras trabalhistas e traz, por exemplo, normas para trabalho aos domingos, além de prever critérios para a adoção do registro de ponto de funcionários.

Nesta quarta-feira, deputados devem analisar destaques, propostas que podem alterar trechos do texto-base aprovado. Só depois disso que a MP será encaminhada para votação no Senado.

Por se tratar de medida provisória, o texto já está em vigor, mas precisa ter a aprovação concluída no Congresso até o próximo dia 27 para não perder a validade.

Saiba ponto a ponto da medida provisória:

Trabalho aos domingos

A MP permite o trabalho aos domingos e feriados, mas muda a norma sobre o descanso semanal de 24 horas. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) prevê que o descanso “deverá coincidir com o domingo, no todo ou em parte”. Agora, a redação da MP prevê que o descanso será “preferencialmente aos domingos”, abrindo espaço para a concessão do benefício em outros dias da semana.

Nos casos em que o empregado trabalhar no domingo ou no feriado, o pagamento em dobro do tempo trabalhado pode ser dispensado se a folga for determinada para outro dia da semana. O empregado também precisará ter uma folga em um domingo no intervalo máximo de quatro semanas.

Hoje a CLT proíbe o trabalho aos domingos, exceto em casos de “conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço”, mediante permissão do governo, que precisa especificar tais atividades. Também há casos de autorização dada de forma provisória.

Carteira de trabalho eletrônica

A MP prevê que as carteiras de trabalho serão emitidas pelo Ministério da Economia “preferencialmente em meio eletrônico” — a impressão em papel será exceção. O documento terá como identificação única do empregado o número do CPF.

Os empregadores terão cinco dias úteis, a partir da admissão do trabalhador, para fazer as anotações. O trabalhador deverá ter acesso às informações em até 48 horas, contadas a partir da inscrição das informações.

Registro de ponto

A proposta determina que serão obrigatórios os registros de entrada e de saída no trabalho somente em empresas com mais de 20 funcionários. Atualmente, a anotação é obrigatória para empresas com mais de 10 trabalhadores.

Fim de alvará para atividades de baixo risco

A MP prevê o fim do alvará para quem exerce atividade de baixo risco (costureiras e sapateiros, por exemplo). A definição das atividades de baixo risco será estabelecida em um ato do Poder Executivo, caso não haja regras estaduais, distritais ou municipais sobre o tema.

Substituição do e-Social

O Sistema de Escrituração Digital de Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas, que unifica o envio de dados sobre trabalhadores, será substituído por um sistema de informações digitais de obrigações previdenciárias e trabalhistas.

‘Abuso regulatório’

A proposta cria a figura do “abuso regulatório”, infração cometida pela administração pública quando editar norma que “afete ou possa afetar a exploração da atividade econômica”. O texto estabelece as situações que poderão ser enquadradas como “abuso regulatório” e determina que normas ou atos administrativos como os descritos abaixo estarão inválidos:

criar reservas de mercado para favorecer um grupo econômico em prejuízo de concorrentes;

redigir normas que impeçam a entrada de novos competidores nacionais ou estrangeiros no mercado;

exigir especificação técnica desnecessária para o objetivo da atividade econômica;

criar demanda artificial ou compulsória de produto, serviço ou atividade profissional, “inclusive de uso de cartórios, registros ou cadastros”;

colocar limites à livre formação de sociedades empresariais ou atividades econômicas não proibidas em lei federal.

Desconsideração da personalidade jurídica

A desconsideração da personalidade jurídica é um mecanismo estabelecido no Código Civil de 2002 que permite que sócios e proprietários de um negócio sejam responsabilizados pelas dívidas da empresa. A desconsideração é aplicada em processo judicial, por um juiz, a pedido de um credor ou do Ministério Público. A proposta altera as regras para a desconsideração da personalidade jurídica, detalhando o que é desvio de finalidade e confusão patrimonial.

Negócios jurídicos

O texto também muda o trecho do Código Civil que trata dos negócios jurídicos — acordos celebrados entre partes, com um objetivo determinado, com consequências jurídicas. A proposta inclui um dispositivo no Código Civil que prevê que as partes de um negócio poderão pactuar regras de interpretação das regras oficializadas no acordo, mesmo que diferentes das previstas em lei.

Documentos públicos digitais

A proposta altera a lei sobre a digitalização de documentos, autorizando a digitalização a alcançar também documentos públicos. Segundo a proposta, os documentos digitais terão o mesmo valor probatório do documento original.

Registros públicos em meio eletrônico

A MP prevê que registros públicos, realizados em cartório, podem ser escriturados, publicados e conservados em meio eletrônico. Entre os registros que podem atender às novas regras estão o registro civil de pessoas naturais, o de constituição de pessoas jurídicas; e o registro de imóveis.

Comitê para súmulas tributárias

A MP cria um comitê formado por integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, da Receita Federal, do Ministério da Economia e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. O grupo poderá editar súmulas da Administração Tributária Federal, que passarão a vincular os atos normativos praticados pelas entidades.

Fundos de investimento

A proposta cria uma série de regras para os fundos de investimento, definidos como “comunhão de recursos” destinados à aplicação em ativos financeiros e bens. A proposta estabelece as regras de registro do fundos na Comissão de Valores Imobiliários, as informações que deverão constar nos regulamentos dos fundos e as regras para solicitar a insolvência.

Fim do Fundo Soberano

O texto determina que será extinto o Fundo Soberano, vinculado ao Ministério da Economia.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Vitor Silva disse:

    Bolsonaro se elegeu DIZENDO que sua prioridade eram os patrões e não os operários, espanto 0 com o atual desmonte das relações de trabalho, espanto mesmo me causou um operário votando em alguém que dizia na campanha: "O trabalhador vai ter que escolher, ou direitos ou trabalho." NEM UM NEM OUTRO!

    • Manoel disse:

      Sugiro que você procure ver o índice de desemprego advindo do governo do PT. Depois da breve pesquisa, veja que os mais de 12 milhões de desempregados já foram herdados do governo de Dilma/Temer. Pesquisando mais um pouco, você talvez consiga ver que nos meses do governo Bolsonaro houve um aumento das contratações : mês passado (julho), foram criados, para o mês, mais empregos do que nos últimos 6 anos (https://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2019/07/25/caged-vagas-com-carteira-emprego.htm). Pesquise mais um pouco e talvez veja que as relações de trabalho mudaram e mudam a cada ano, a evolução tecnológica está retirando a mão de obra desqualificada que foi colocada no mercado nos últimos anos… O SINE tem vagas sobrando pq não tem candidato qualificado para os empregos, muitos são analfabetos funcionais!

    • Rivanaldo disse:

      Cara, o que que eu tenho a ver com o PT? PT tá f* e mal pago. Quero saber de agora.

    • Ceará-Mundão disse:

      Vc é TODOS nós temos TUDO a ver com o PT. Foi essa ORCRIM que nos deixou como estamos. Nos roubaram, deixaram seus comparsas roubarem e destruíram nosso país. A propósito, dá uma lida nas notícias sobre a delação do Palocci que estão sendo divulgadas hoje. Estarrecedoras.

  2. Arnaldo Franco disse:

    Concordo. É verdade (post abaixo). Esse governo corre o serio risco de dar certo.

  3. Verdade disse:

    Alguém pode desenhar isso, pois a esquerda leu e interpretou tudo distorcido, como sempre!
    Para um país crescer e se desenvolver, só existe um caminho: Trabalho, renda, legislação, ordem e progresso. De resto ficam os exemplos de Cuba, Venezuela, Coréia do Norte e demais país socialistas onde o Estado manda em tudo e falta meios dignos para o povo que fica sem alimentos, produtos básicos, sem emprego, sem renda, todos iguais, na miséria.

    • Rivanaldo disse:

      Tá certo, Verdade (rsrsrs). Temos que agradecer mesmo. Aguardando uma mp que preveja chicotadas dia sim e dia não também. Como trabalhador eu tenho que me lascar todinho só pro ladrão do Lula não voltar. Blz.

    • Ferdinando disse:

      Não Rivanaldo, mas vale a pena lembrar que a Venezuela e Cuba estão de portas abertas aos brasileiros. Vá viver em países que tem a democracia que vocês desejam, tenha o mínimo de coerência com você, vá ser feliz, aqui está cada vez pior, não é mesmo?

Músico está internado há 2 semanas devido ereção; entenda o priapismo

Foto: Reprodução/Instagram

O músico inglês Danny Polaris vem contando em seu Instagram o problema que o levou a ser internado. Desde o dia 26 de julho, Polaris está sofrendo com um priapismo — uma ereção constante — e não consegue revertê-la, sentindo muitas dores. O músico, que já teve o problema, utilizou um antirretroviral e dois estimulantes sexuais, o Viagra e o Alprostadil (injeção estimulante aplicada no pênis).

De acordo com o urologista Roberto Vaz, da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), o priapismo é uma ereção constante por mais de três horas e ocorre independentemente do estímulo sexual, sendo conseiderada uma situação de emergência.

O médico explica que existem dois tipos de priapismo, o isquêmico e o não-isquêmico. O priapismo isquêmico ocorre porque os vasos sanguíneos penianos ficam cheios de sangue, mas não há circulação.

“O sangue entra ali e não retorna, deixando a área tão cheia que comprime as artérias e não permite a entrada de sangue novo no local”, afirma o urologista. A falta de sangue novo pode necrosar os tecidos, ocasionando dor no local e, se o priapismo for prolongado, pode causar dificuldade de ereção no futuro.

Esse tipo de priapismo está relacionado ao uso de medicamentos para estimular a ereção, sendo a causa mais comum, uso de álcool, cocaína, anemia falciforme, leucemia, doenças neurológicas, doenças penianas e até mesmo o câncer de próstata.

Já o priapismo não-isquêmico ocorre devido ao alto fluxo sanguíneo no pênis, ou seja, com a entrada frequente de sangue na região. Esse tipo de priapismo não ocasiona dores como o outro tipo, não necrosa e dificilmente ocasiona disfunção erétil. Esse tipo de ereção está associado a traumas, como a fratura do pênis ao ter uma ereção noturna e se movimentar no colchão, na masturbação ou durante a relação sexual.

“Nos casos em que haja a associação de medicamentos estimulantes pode ocorrer uma potencialização do problema. Entretanto, não existe qualquer associação entre o priapismo e o uso de medicamentos para o HIV”, explica o médico.

Para reverter o priapismo em casos de uso de medicamentos, é possível realizar uma punção do pênis, fazendo com que o medicamento saia por ali. Caso não resolva, é possível utilizar a adrenalina para tentar resolver a ereção. Se o problema ainda persistir, o urologista afirma que podem recorrer a uma injeção de soro fisiológico para “limpar” os remédios que ficaram lá dentro.

A alternativa seguinte é a realização de uma cirurgia para drenar o sangue dentro da estrutura peniana. “Quando nada disso resolve, é preciso colocar uma prótese peniana no paciente. Essa medida é adotada em último caso. O priapismo de longa duração mata o tecido e a pessoa não terá mais ereção, então para resolver é destruído o tecido morto e é colocada a prótese para ainda ter uma vida sexual ativa”, explica Vaz.

O urologista explica que casos como o de Polaris são considerados priapismo recorrente, que podem ocorrer por falta de controle de uma doença de base, como a anemia falciforme, ou por criar estímulos com frequência, como o uso de medicamentos. Ele afirma ainda que alguns casos de priapismo ocorrem por alta quantidade de hormônios sexuais e o bloqueio medicamentoso da testosterona pode resolver o problema.

R7

 

Criptomoedas: entenda o que são e como elas têm mudado o mundo e ainda devem revolucionar a economia e os mercados

Até o século VII antes de Cristo, não havia dinheiro e a sociedade vivia a base de trocas. Foi aí que surgiu, por exemplo, a palavra salário: um pagamento feito com sal. De lá para cá, entretanto, as moedas evoluíram. Há algumas décadas, elas passaram a ser usadas em formato de plástico, após a criação e a popularização de cartões de crédito e débito.

Com o avanço da tecnologia, a ideia de armazenar dinheiro em formato virtual ganhou consistência. Diferentes soluções foram desenvolvidas, até que se chegou às criptomoedas — moedas digitais que não são reguladas por nenhuma entidade (bancos ou governos).

Isso significa que quem as usa pode fazer transações com total liberdade e privacidade: ou seja, sem a intervenção de mecanismos reguladores, já não há cédulas e as transações são feitas sem intermediários. O que garante o sigilo é a criptografia. Aliás, é daí que vem o nome desse dinheiro digital.

A valorização das criptomoedas começou em 2013. Isso porque as poupanças dos contribuintes da República do Chipre foram confiscadas e os bancos locais caíram em descrédito. Com isso, a população passou a buscar alternativas e chegou às moedas digitais.

O sucesso veio, justamente, porque elas não são controladas por bancos ou governos — o que as livra do risco de serem confiscadas. Por outro lado, suas oscilações constantes fizeram muitos a encararem como uma bolha.

Isso durou até 2016, quando a crise institucional e econômica global fez as atenções se voltarem novamente para elas. Desde então, sua valorização tem sido constante. Em 2016, uma bitcoin, por exemplo, valia US$ 443,57 e, em 2017, seu preço chegou a US$ 17.549,67.

O que é, de fato, uma criptomoeda?

De forma simples, as criptomoedas são dinheiro virtual — ou seja, códigos extremamente protegidos que podem ser convertidos em valores reais e usados em pagamentos. Em relação ao dinheiro físico, como o real ou o dólar, três características as diferenciam: a descentralização (já que independem de regulação), o anonimato e o custo zero da transação.

A primeira tentativa de criptomoeda chamava-se “b-money”. Criada pelo engenheiro de software Wei Dai, já tinha, entre suas características, a descentralização e o anonimato. Ela nunca foi amplamente utilizada, mas inspirou o surgimento do “bitgold”.

Ele também não teve muito sucesso, mas levou ao desenvolvimento da bitcoin. E foi aí que entrou em cena a tecnologia blockchain. Ela é o elemento central do processo: uma comunidade de usuários espalhados pelo mundo registra as transações. Assim, o banco de dados pode ser verificado pública e rapidamente, e a ação de hackers é dificultada.

Assim como o dinheiro físico, que tem número de série, marca d’água e outros itens de certificação, as criptomoedas usam criptografia para se manterem seguras. Em outras palavras, cada criptomoeda é única e tem seu próprio número de identificação. Por isso, somente quem tem essa informação consegue transferi-la.

Transações com criptomoedas garantem privacidade ao usuário, pois, em geral, não requerem informações pessoais. Há que argumente, entretanto, que, por essa característica, seu uso facilita atividades ilegais, como tráfico de drogas e armas.

Outro diferencial importante das criptomoedas é o custo zero de transação. Como não há interferência de órgãos reguladores, não há adição de taxas — diferentemente do que ocorre com o dinheiro convencional, que está vinculado a encargos definidos pelas instituições que o controlam.

Isso faz das moedas digitais uma ótima alternativa para transações internacionais, que normalmente são acrescidas de tarifas altas. Além disso, como elas não são reguladas, suas oscilações de preço são influenciadas apenas pela economia que as envolve. A visão dos desenvolvedores das criptomoedas é anarcocapitalista: ou seja, a economia é suficiente para organizar a sociedade.

O fato de não haver controle institucional sobre elas fez muitos as verem como um investimento arriscado. No início, eram tidas como investimento pouco atraente, mas sua alta eficiência fez que elas se destacassem em pouco tempo: a preservação dos dados e os registros criptografados fez até os bancos de interessarem por elas.

Como elas funcionam?

Tanto a cotação quanto a compra e a venda de moedas digitais acontecem anonimamente pela internet. Isso porque, como são digitais, elas são guardadas de forma diferente do dinheiro comum.

Para começar, elas são protegidas por uma chave de criptografia privada — o código necessário para efetuar as transações. Então, essas moedas são armazenadas em uma carteira virtual e administradas a partir de um computador pessoal ou de um dispositivo móvel.

Em outras palavras, não é possível ir ao banco e fazer uma retirada de criptomoedas. Todos os trâmites são totalmente digitais. E é a blockchain que garante sua segurança. De tão confiáveis, as criptomoedas passaram a chamar a atenção de grandes empresas, bancos e governos.

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Entenda por que a maconha foi proibida ao redor do mundo

(FOTO: PIXABAY)

Nos últimos anos, países comoEstados Unidos, Uruguai e Holanda mudaram suas legislações e passaram a autorizar o consumo de maconha tanto para fins recreativos quanto medicinais. Essas nações, entretanto, são absolutamente minoritárias em relação às leis adotadas pela maior parte do planeta.

No Brasil, por exemplo, o uso de Cannabis é crime, mas desde 2006 não há pena de prisão para uso pessoal — ainda que caiba ao juiz avaliar a quantidade que corresponda ao “consumo pessoal”. Atualmente, algumas famílias também têm conseguido na Justiça o direito de importar remédios com canabidiol, uma das substâncias derivadas da planta.

Mas afinal, por que a maconha foi proibida? A história vai além do clichê de que ela faz mal à saúde. Até porque, se esse fosse o caso, a lista de proibições seria longa. Na verdade, os motivos misturam preconceito com minorias, interesses de indústrias e moralismos religiosos que condenam a noção de prazer sem merecimento.

Tudo começou nos Estados Unidos. Nos anos 1920, com a famosa Lei Seca que proibia a produção e comercialização de bebidas alcoólicas, a maconha, que até então era restrita a minorias mexicanas, entrou na vida de muita gente. O problema é que o chefe da Divisão de Controle Estrangeiro do Comitê de Proibição, Henry Aslinger, tornou a guerra contra as drogas quase uma missão pessoal. E se aproveitou de boatos de que a maconha induzia à promiscuidade e ao crime para dar início à perseguição da erva.

HENRY ASLENGER, QUE PROMOVEU A CRIMINALIZAÇÃO DA MACONHA NOS EUA (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

Depois que o álcool voltou a ser permitido, em 1930, o governo criou o Federal Bureau of Narcóticos (Departamento Federal de Narcóticos), para combater o uso de cocaína e ópio. Aslinger se tornou chefe do FBN e incluiu a maconha na lista de substâncias proibidas.

Há desconfianças, porém, de que Aslinger tinha mais do que sede de poder e ódio às drogas, e teria sido motivado por outros interesses. Um deles era o de servir a indústrias que lucrariam com a destruição de indústrias do cânhamo, fibra obtida da Cannabis que pode ser usada na fabricação de tecidos, papel, cordas, resinas e combustíveis. É claro que petrolíferas e fabricantes de fibras sintéticas não gostavam nada da ideia de disputar mercado com produtores da fibra vegetal.

A erva, aliás, está no cerne da história moderna do Brasil. É que as caravelas portuguesas que chegaram ao país em 1500 eram feitas de fibra de cânhamo — a palavra maconha em português, por sinal, seria um anagrama da palavra cânhamo.

No início da colonização, o cultivo da planta era inclusive incentivado pela Coroa Portuguesa. Com o passar dos anos, o consumo da maconha como substância psicoativa passou a se disseminar entre escravos e índios. Mas ninguém parecia se preocupar muito com isso. No fim do século 19, seu uso passou a ser recomendado por médicos no tratamento de bronquite, asma e insônia.

Não durou muito. A partir de 1930, muito influenciado pelos Estados Unidos, o Brasil começou a reprimir o uso de maconha, e a associá-la ao preconceito racial — o consumo de Cannabis se tornou uma forma de criminalizar a população negra, historicamente marginalizada.

O tema voltou à pauta recentemente, pois o Supremo Tribunal Federal deveria julgar no dia 5 de junho um caso que poderia descriminalizar o porte de maconha para consumo pessoal. A votação, entretanto, foi adiada para data incerta.

Galileu

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Nelson Maia disse:

    Pronto! Nem maconha pode mais se fumar em paz, sem correr o risco de ser acusado de apropriação cultural, rsrsrsrs

PAPELÃO: Entenda por que o futebol do Brasil está fora dos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru

Foto: CLAUDIO REYES / AFP

Quem procurar uma partida das seleções brasileiras masculina e feminina de futebol nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, não vai encontrar. E os motivos por trás das ausências de ambas as equipes, um cenário que se via desde os Jogos de Winnipeg, em 1999, ano que marca a estreia do torneio feminino no evento, são completamente distintos.

O caso mais alarmante é o da seleção masculina, que não está no Peru devido a uma péssima campanha no Campeonato Sul-Americano sub-20. Na primeira fase do torneio, o Brasil avançou com o segundo lugar no grupo A, atrás da Venezuela.

Na fase final, porém, a equipe brasileira terminou apenas na quiinta posição entre as seis equipes que disputaram a fase final, atrás de Equador, Argentina, Uruguai e Colômbia. Em cinco jogos, o Brasil venceu apenas um jogo contra a Argentina na últoima rodada, empatou com Colômbia e Equador e perdeu para Uruguai e Venezuela.

A má campanha na reta decisiva também ficou marcada pelo mau desempenho do ataque: foram apenas 3 gols marcados em 5 jogos. Além de não conquistar uma das três vagas para o Pan (a quarta foi preenchida pelo Peru, país-sede do evento). O quinto lugar também tirou o Brasil da Copa do Mundol sub-20, uma vez que apenas os quatro primeiros colocados se classificavam para o torneio.

No caso da seleção feminina do Brasil, a ausência é motivo de comemoração. A equipe venceu a Copa América 2018 e, com o título, garantiu vaga para os Jogos Olímpicos de Tóquio, assim como a seleção chilena, vice-campeã.

No caso do torneio feminino, a participação no Pan foi uma espécie de prêmio de consolo para equipes que terminaram entre as 3ª e 5ª posições (Argentina, Colômbia e Paraguai), com o Peru preenchendo a quarta vaga por ser o país-sede do evento.

Durante a Copa América, a seleção brasileira não tomou conhecimento das adversárias e terminou o torneio com uma campanha de 7 vitórias em 7 jogos, quatro na primeira fase e outras três na fase final, com 31 gols marcados e apenas 2 sofridos.

O Globo

INVASÃO E MANIPULAÇÃO: Entenda golpe usado por hackers para tentar roubar as mensagens de Sergio Moro

 DepositPhotos

O Valor explicou o golpe usado pelos hackers para tentar roubar as mensagens de Sergio Moro, conhecido como SIM-Swap:

“Trata-se do registro de uma conta no Telegram usando o mesmo número do telefone da vítima, que permite a clonagem do número do celular.

Passando-se pelo proprietário do aparelho, o hacker solicita a transferência do número do chip para outro que está em sua posse. Para criar uma conta em aplicativos como Telegram e WhatsApp é preciso apenas obter o código de verificação que é enviado via SMS para o número da vítima.”

O Antagonista

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Joaquim disse:

    Quer dizer nada. O q importa são diálogos criminosos descobertos.

Entenda de uma vez o Blockchain: a tecnologia que pode ir muito além da bitcoin

O conceito foi criado para dar suporte à moeda virtual, mas pode ser útil em muitos contextos. Saiba mais sobre ele a seguir

Finanças costumam ser um tema sensível para muitos. Na era digital, em que essas transações se dirigem, cada vez mais, para o universo virtual, muitos são os questionamentos. Há quem faça todas as atividades financeiras online, mas há os que não querem nem ter contato com essa possibilidade. Afinal, tudo o que é feito nesse ambiente hoje pode ser rastreado.

Para tornar as operações financeiras online mais confiáveis, muitas tecnologias já foram testadas. De senhas a tokens, passando por acessórios físicos de geração de códigos, houve muitas tentativas diferentes nesse aspecto.

A mais elaborada delas é a blockchain. Com ela, é possível ter uma internet anônima, descentralizada e com garantia de proteção à privacidade. Em tradução livre, blockchain é corrente de blocos. O sistema é composto por duas partes: uma rede peer-to-peer (P2P) e um banco de dados descentralizado.

A rede P2P tem usuários que compartilham tarefas, trabalho ou arquivos sem a necessidade de um servidor central (o que traz uma redução de custos significativa). Todos os participantes têm iguais privilégios e influência no ambiente.

Cada computador integrante da rede é um nó e, sempre que um novo dado entra no sistema, ele é recebido por todos os nós. Essa informação é encriptada e não há como rastrear quem a adicionou — só é possível verificar sua validade.

Como medida de segurança, o método faz o registro distribuído das informações para descentralizar o processo. Assim, quando um nó deixa a rede, os outros já têm uma cópia de toda a informação compartilhada. Da mesma forma, se novos nós entram nela, os demais criam cópias de suas informações para eles.

Livro contábil

Na prática, então, a blockchain é como um livro contábil, em que são cadastrados vários tipos de transações. Com a descentralização, as páginas desse livro contábil são armazenadas em bibliotecas localizadas em lugares distintos. Ou seja, trata-se de um registro coletivo, em que os dados são distribuídos entre todos os computadores ligados à rede.

Como essas anotações são públicas e compartilhadas, podem ser verificadas a qualquer momento. Apesar de a transparência ser uma das principais qualidades da blockchain, os dados dos envolvidos ficam seguros, pois tudo é criptografado. Cria-se, assim, uma relação de confiança na comunicação direta entre as partes, o que elimina a necessidade de intermediários.

É possível saber que a operação ocorreu porque ela fica gravada no sistema para sempre. Além disso, depois que ela é inserida, não pode ser desfeita nem alterada. Isso faz da blockchain um registro permanente e à prova de violação.

A blockchain é composta por blocos ligados uns aos outros — ou seja, eles são sua parte concreta. Cada um deles recebe um conjunto de informações, que são protegidas por uma camada de criptografia com códigos bastante complexos. Toda vez que um bloco é concluído (após o registro das transações mais recentes), um novo é criado.

Criptografia e segurança

Na blockchain, quando uma transação é realizada, ela recebe um código único — isto é, uma assinatura digital. Esse carimbo, com data e hora, é verificado pelos próprios participantes da corrente e a operação só é incorporada à blockchain (em forma de um novo bloco) depois de aprovada. Essa verificação é uma etapa importante para evitar fraudes.

Além da assinatura digital da atividade, cada bloco tem seu próprio código criptografado — as chamadas hashs. Além disso, eles carregam a hash do bloco anterior: ela é o elo que os mantém ligados. Quem monta essa sequência de blocos interligados são os mineradores.

São eles que reúnem as transações que ainda não foram colocadas em um bloco e, depois, calculam a hash para formar a ligação entre eles. Esses cálculos são bastante complexos e, por isso, feitos por computadores de alto desempenho.

Desse modo, para ter acesso aos dados contidos em um bloco, é preciso descobrir a criptografia de duas hashs (a dele e a do anterior). Como é uma corrente em que tudo está interligado, o processo teria de ser feito sucessivamente e não teria fim.

Graças às hashs, a blockchain permite, além de proteger as informações, compartilhá-las sem perder o controle sobre elas. As atividades inseridas na rede só são validadas quando todo o bloco é preenchido.

Para que uma transação seja adicionada a um bloco, é preciso que haja o consenso da rede: isso significa que a maioria simples (50%+1) dos participantes deve concordar que a operação é legítima e correta. Se duas cadeias de blocos forem formadas ao mesmo tempo, a rede vai escolher uma delas — em geral, a que tiver a maior quantidade de trabalho.

A cada 10 minutos, aproximadamente, um novo bloco é formado e conectado ao anterior. Nesse intervalo de tempo, os dados são verificados e adicionados a ele. Como os blocos são dependentes um dos outros, a tecnologia é ideal para registrar informações que requerem confiabilidade — o que é o caso das operações financeiras.

Os blocos são adicionados de modo linear e cronológico. Cada participante — os computadores conectados à rede — deve validar e repassar as informações. Ao ingressarem no sistema, eles recebem uma cópia da blockchain e ela tem informação completa, do bloco gênese (o que deu início à sequência) ao mais recentemente concluído.

Para fraudar a blockchain seria necessário, então, alterar os dados registrados em cada um dos dispositivos ligados a essa rede. Como ela aumenta continuamente, isso requer altíssima capacidade de processamento: algo maior do que o total de computadores existentes hoje.

Criação do conceito

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Gratuito e sem propaganda, como o WhatsApp ganha dinheiro? Entenda

Imagem: Getty Images

Não cobra assinatura. Não cobra para fazer o download. Não tem anúncios. Não tem compras dentro do aplicativo. Mas, então, como o WhatsApp ganha dinheiro? Ou melhor, que tipo de magia fez o Facebook decidir comprar o app por R$ 19 bilhões, em 2014?

Quando fundado em 2009 por Brian Action e Jan Koum, ex-funcionários do Yahoo!, o WhatsApp cobrava US$ 1 por instalação em alguns países. Em outros, a empresa cobrava US$ 1 por ano como forma simbólica de assinatura. E em alguns outros, o app era completamente gratuito –era o caso do Brasil.

Em agosto de 2014, ano da compra pelo Facebook, cerca de 600 milhões de pessoas usavam o aplicativo de mensagens, de acordo com o site Statista. Até setembro do mesmo ano, os relatórios financeiros do Facebook apontavam que o faturamento da empresa não ultrapassava a casa do US$ 1,3 milhão, menos de um centésimo do valor da compra.

Se você pensou “então o WhatsApp não dá dinheiro”, isso faz algum sentido. O que levou o Facebook a gastar tanto, então?

Especialistas apontam o “big data” –campo da tecnologia que lida com grandes volumes de dados digitais– como impulsionador da compra. Com mais informações, a empresa de Zuckerberg pode analisar melhor o comportamento dos usuários.

Em agosto de 2016, o WhatsApp começou a compartilhar dados com o Facebook. O objetivo? Fomentar relações entre as bases de Facebook, WhatsApp e Instagram -sugerir amizades em uma rede baseado em contatos da outra, por exemplo– mas, principalmente, otimizar a recomendação de publicidade. Afinal, é aí que está o maior volume de faturamento do Facebook atualmente.

Além disso, em outubro do ano passado o então executivo-chefe do WhatsApp, Jan Koum, anunciou o WhatsApp Business. A versão para negócios já está funcionando no Brasil e tem recursos como:

A cobrança por estes recursos finalmente está gerando receita consistente para a empresa. Brasil, Alemanha, Indonésia, Índia, México, Reino Unido e Estados Unidos são alguns dos países que o adotaram. As mensagens serão cobradas a uma taxa fixa para entrega, variando de US$ 0,05 a US$ 0,09 por mensagem, dependendo do país.

UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Chico disse:

    O que faz aparecer uma propaganda de algum produto ou serviço do nada no seu telefone? Às vezes vc até falou a respeito do mesmo numa conversa. É isso mesmo que wz ganha dinheiro, sem vc saber.

Entenda a “famosa” Zona de Convergência Intertropical , que tem provocado chuvas em todas as regiões do RN

A Zona de Convergência Intertropical é um importante fenômeno natural também responsável pela distribuição de chuva pela Terra, próximo ao equador. Ali se encontram os ventos originários dos hemisférios norte e sul. Tem influência sobre tempo e clima e é uma interação entre eventos meteorológicos das latitudes médias e tropicais.

Efeitos da Zona de Convergência Intertropical no Brasil

A Zona de Convergência Intertropical é um sistema meteorológico que usualmente traz chuva volumosa. Elas atingem as regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, no período de verão.

Se ocorre o El Niño, os ventos alísios de nordeste ficam fracos, com menor fluxo de umidade vinda dos oceanos. Assim, a Zona de Convergência Intertropical sofre um deslocamento para uma posição mais ao norte do que sua posição normal.

Por essa razão, os períodos de El Niño são secos quando a estação deveria ser chuvosa. Isso quer dizer entres os meses de janeiro a março, nas regiões Norte e Nordeste.

Veja mais:  Segunda e terça registraram mais chuvas no RN, em especial, no interior; veja boletim pluviométrico

As secas nessas regiões provocam prejuízos agrícolas devido à quebra da produção principalmente decorrente da redução do rendimento das culturas.

A região Nordeste, que fica ao sul da Zona de Convergência Intertropical, sofre com secas severas.

Curiosidades sobre a Zona de Convergência Intertropical

Os ventos alísios são constantes e úmidos e sopram nos trópicos na região do Equador de leste para oeste. E por serem úmidos provocam grande incidência de chuvas.

A zona de convergência é um dos mais importantes sistemas meteorológicos. Ela atua nos trópico e é parte integrante da circulação geral da atmosfera.

Não é interessante saber sobre a Zona de Convergência Intertropical? Não deixe de ler também sobre como El Niño e La Niña bagunçam o clima do planeta.

R7, com as fontes: Master, Info Escola, Clima Análise, Scielo, Basf, BDTD, Toda Matéria

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Vagner disse:

    Isso é tudo conversa dos comunistas esquerdopatas; segundo o nosso Guru Olavo de Carvalho, pra início de conversa a Terra nem redonda é e sim plana; em segundo, não é a Terra que gira em torno do Sol e sim o Sol que gira em torno da Terra; terceiro, a Pepsi-Cola é adoçada com adoçante feito de feto humano… FATO. Essas são as verdades, o resto é Fake News desses comunistas esquerdopatas. BRASIL ACIMA DE TUDO, DEUS ACIMA DE TODOS.

Governo Bolsonaro tem até abril para definir regra para reajustar salário mínimo; entenda

Imagens Regra atual de reajuste do salário mínimo foi adotada por volta de 2008 e transformada em lei em 2011. FOTO: Marcos Santos/USP/ BBC NEWS BRASIL

O reajuste do salário mínimo anunciado no primeiro dia de governo Bolsonaro, de R$ 954 para R$ 998, impactou diretamente a vida de pelo menos 48 milhões de brasileiros.

Esse é o número estimado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) de pessoas que têm a renda referenciada no mínimo, seja porque esta é sua remuneração ou porque recebem aposentadoria ou pensão do INSS.

O valor sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro é R$ 8 inferior ao que já havia sido aprovado pelo Congresso no Orçamento enviado pela equipe de Temer, R$ 1.006.

A mudança gerou insatisfação em muita gente, mas estava dentro da lei: levou em consideração o PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes — o de 2017, que foi de 1% — e a inflação do ano anterior — o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) em 2018, que será informado apenas no fim deste mês e que foi estimado em 3,6%.

A proposta feita pela equipe de Temer incorporava uma projeção mais elevada para a inflação de 2018, de 4,2%.

Desde 2011 o Brasil usa a mesma fórmula para o cálculo. Ela foi negociada pelas centrais sindicais ainda no governo Lula, adotada por volta de 2008 e formalizada em lei no governo Dilma Rousseff. A medida, com duração de 4 anos, foi renovada em 2015 e perde a validade neste ano.

Trajetória do salário mínimo entre 2004 e 2019. BBC NEWS BRASIL

O salário mínimo é uma medida importante não apenas no Brasil ou em países com alto nível de pobreza — nos últimos anos, ele tem sido tema nacional de debate inclusive em países desenvolvidos.

Parte dos economistas acredita que, em um mundo em que os sindicatos perdem cada vez mais relevância e os laços entre empresas e empregados se tornam mais etéreos, a existência de um patamar mínimo de renda fixado pelo Estado é um importante mecanismo para evitar o aumento da desigualdade.

Outros defendem que um valor estipulado por lei como nível mínimo das remunerações desestimula contratações formais, na medida em que torna mais cara a folha de pagamentos das empresas, e, por isso, aumenta o desemprego.

O que vai acontecer com o salário mínimo daqui para frente?

Em tese, o novo governo tem até abril para definir se mantém a regra atual ou se propõe algo diferente.

Com o fim da vigência da lei aprovada em 2015, o Executivo fica livre para definir se haverá reajuste anual e, em caso positivo, como ele será calculado — se baseado apenas no índice de inflação, por exemplo, em vez da fórmula “inflação mais PIB”.

Abril é o prazo para que o Executivo envie ao Congresso a proposta de Orçamento para 2020 — e, como o salário mínimo é base para uma série de pagamentos da União, como as aposentadorias, a equipe econômica precisa estipular seu valor para ter uma dimensão de quanto vai gastar.

Na prática, o governo teria até o fim do ano para formalizar a mudança através de um projeto de lei.

Uma das questões em torno do salário mínimo é justamente seu impacto sobre as finanças do governo. A Constituição de 1988 o fixou como piso dos benefícios pagos pelo INSS, pela assistência social e para o seguro desemprego.

O Dieese estima, por exemplo, que cada real de reajuste no salário mínimo aumenta em cerca de R$ 302 milhões os gastos da Previdência em um ano.

Salário mínimo e reforma da Previdência

Ao contrário do reajuste em si, que deve ser proposto por meio de Projeto de Lei, a indexação do salário mínimo aos benefícios previdenciários e assistenciais só poderia ser modificada por meio de uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional), que exige apoio mais amplo do Congresso para ser aprovada.

Algumas das propostas de reforma da Previdência apresentadas durante a transição de governo ao ministro da Economia, Paulo Guedes, contemplam essa desvinculação – entre elas está o estudo apresentado pelos economistas Paulo Tafner e Armínio Fraga e outro entregue pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) com apoio de entidades previdenciárias.

“Esse vai ser um debate simultâneo ao do financiamento da Previdência”, diz Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese.

A entidade, mantida pelo movimento sindical, defende a manutenção do vínculo entre salário mínimo e benefícios pagos pelo INSS para “garantir certa distribuição da riqueza” produzida pelo país e um nível mínimo de renda para as classes mais baixas.

“Isso (o reajuste pela regra atual e a indexação) é insustentável indefinidamente (do ponto de vista das contas públicas)? Pode ser, mas o salário mínimo já é muito aquém do necessário”, ele afirma.

O Dieese estima em cerca de R$ 3.960,00 o “salário mínimo necessário”, que atenderia necessidades básicas de uma família conforme estabelecido na Constituição, como moradia, alimentação, educação, saúde e transporte.

Para especialistas como o professor da FGV-EBAPE Kaizô Beltrão, não faz sentido que as aposentadorias e pensões sejam reajustadas pela mesma regra que corrige os salários de quem está na ativa.

“O reajuste deveria ser apenas a reposição da inflação, já que o discurso do salário mínimo é o de (incorporação nos salários dos) ganhos de produtividade”.

O governo deve apresentar sua proposta de reforma da Previdência no início de fevereiro e ainda não se manifestou sobre o salário mínimo – seja em relação à indexação ou à fórmula de reajuste.

Uma década de redução da desigualdade

A valorização do salário mínimo é apontada como um dos motores por trás da redução da desigualdade que o Brasil assistiu entre 2004 e 2015.

Seu valor, que correspondia a cerca de 25% da renda média no país em 1995, saltou para mais de 40% recentemente, destaca o coordenador do Centro de Políticas Públicas (CPP) do Insper, Naercio Menezes Filho.

O economista lembra que, pela regra atual, o mínimo praticamente não sofreria aumento real pelos próximos dois anos. Isso porque o crescimento esperado para a economia para 2018 e 2019 – o PIB, variável que compunha o cálculo junto com o INPC – ainda é modesto.

“A questão seria se a economia voltar a crescer, quando a regra pode ter impacto forte sobre as contas públicas”, ele pondera.

Nesse sentido, ele avalia que uma boa fórmula, “mais cautelosa”, levaria e conta a inflação mais crescimento do PIB per capita, em vez do PIB em si.

Visto por muitos especialistas como indicador de bem-estar, o PIB per capita é a razão entre a riqueza produzida pelo país e seu número de habitantes – e, por isso, costuma variar menos do que o PIB.

“O que não pode acontecer é voltar ao que já aconteceu, quando o salário mínimo chegou a ficar sem qualquer reajuste”, defende o especialista.

A polêmica do salário mínimo nos países desenvolvidos

Depois de 15 anos de discussões, a Alemanha instituiu seu salário mínimo nacional em 2015. Até então, o que valiam eram os pisos salariais negociados por cada categoria com as entidades patronais.

Demanda antiga do Partido Social Democrata (SPD), ele entrou na pauta do Legislativo quando os democrata-cristãos (CDU) da sigla da chanceler Angela Merkel tiveram de fazer uma ampla coalizão com o partido rival em nome da governabilidade.

O salário mínimo de 8,5 euros por hora – reajustado para 9,19 euros por hora em 2019 – foi adotado sob forte oposição das empresas. Na época, uma estimativa do Deutsche Bank projetava a perda de cerca de 400 mil postos de trabalho por causa da medida, que teoricamente tornaria alguns funcionários caros demais para as empresas.

Até o ano passado, a comissão formada por representantes das empresas, de sindicatos e da academia, a Mindestlohn Komission, não havia encontrado evidências de impacto significativo.

“Em um nível macroeconômico, a introdução de um salário mínimo estatutário não mostrou efeitos mensuráveis em indicadores padrão de competitividade como custo do trabalho, custo unitário do trabalho, produtividade e lucro”, diz o documento divulgado em junho de 2018.

“O salário mínimo virou uma forma de tentar proteger a renda dos mais pobres”, diz Naercio Menezes Filho, do Insper.

Também nos países desenvolvidos os sindicatos, que já tiveram grande poder de barganha para negociar salários, têm perdido força. O número de empregados na indústria diminui e o do setor de serviços, mais pulverizado e com menor representação sindical, só aumenta.

Nos Estados Unidos, pontua o economista, a queda nos salários reais – ou seja, quando descontada a inflação – nos últimos anos ajuda a explicar o aumento da desigualdade no país. E é por isso que o debate sobre salário mínimo também está em ebulição entre os americanos.

Um dos exemplos com maior repercussão é o da cidade de Seattle, que aprovou em 2014 uma lei que aumentava o salário mínimo de US$ 9,47 por hora para US$ 15, o dobro do piso federal na época.

A justificativa foi o avanço da desigualdade de renda e da pobreza na cidade desde a crise financeira de 2008.

R7, com BBC Brasil

 

Perfil coletivo no Instagram vira tendência; entenda

Conheça as contas flop, nova tendência do Instagram criada por adolescentes (Foto: Raquel Freire/TechTudo)

As contas “flop” do Instagram são tendência na rede de fotos entre os adolescentes. Elas trazem espaços dedicados a discussões de temas diversos: de memes a youtubers, passando por controle de armas, feminismo, imigração e questões LGBTQ. Os perfis são administrados coletivamente, quase sempre por adolescentes entre 13 e 18 anos.

A moda surgiu nos Estados Unidos e vem crescendo principalmente por lá, onde a migração dos jovens do Facebook para o Instagram já foi observada em vários estudos. Conheça mais sobre o novo fenômeno e veja como identificar um perfil flop na rede social.

O nome “flop” está diretamente relacionado ao sentido literal da expressão: fracasso, em inglês. Originalmente, os perfis foram criados para ironizar pessoas de grande notoriedade na Internet, como celebridades e influenciadores digitais famosos, escancarando suas falhas. Um comentário racista de um blogueiro, uma matéria homofóbica ou um cantor sendo arrogante com alguém são exemplos do que aparece nessas contas.

“O conteúdo é centrado em torno de coisas que achamos factualmente ou moralmente erradas, e é assim que as criticamos. Hoje, por exemplo, eu postei um flop de uma senhora que estava zombando alguém por sem ser teto. Isso é uma coisa horrível de se fazer”, explicou Taylor, uma adolescente de 15 anos que administra uma conta flop, ao portal The Atlantic.

As discussões

Os principais temas abordados são assuntos políticos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é um dos centros dos debates, assim como questões sociais. Como a ideia é postar “falhas”, observa-se um padrão: perfis conservadores publicam conteúdos sobre tópicos como feminismo, Black Lives Matter (“Vidas Negras Importam”) e direitos LGBT, por exemplo, enquanto contas administradas por liberais apontam comportamentos problemáticos de conservadores.

Contudo, nem sempre uma conta flop tem uma orientação política única. Às vezes os administradores possuem opiniões divergentes, como acontece na @toomanyflops_, segundo Hal, um dos nomes por trás do perfil. “Alguns de nós somos pró-vida, alguns são pró-escolha, alguns são transgêneros, alguns são religiosos, alguns são ateus… Como administradores de contas, sempre tentamos nos engajar em diálogo e promover a conversa”, contou a The Atlantic.

Para identificar quem está falando o quê, os posts vêm identificados com um emoji, cada um atribuído a um administrador. A legenda geralmente fica na bio da conta, e vai mudando conforme os membros entram e saem da “comunidade”.

Post típico das contas flop traz discussões sobre política e questões sociais (Foto: Reprodução/Instagram)

Mas nem só de assuntos espinhosos vivem os flops. Há espaço também para o entretenimento puro e simples, como é o caso das contas criadas por fandoms. Nesta categoria estão os perfis que discutem o app Musical.ly, o YouTube ou séries de TV. Há ainda os chamados flops IRL (sigla para “In Real Life”, ou “na vida real”), em que as pessoas contam situações com coisas erradas que ocorreram fora da Internet.

Contas flop podem discutir assuntos específicos, como aplicativos e séries (Foto: Reprodução/Instagram)

Motivação dos adolescentes

De acordo com a reportagem do The Atlantic, muitos jovens relataram que as contas flop são um espaço para discutirem as questões que lhe interessam livremente, longe dos olhos de pais, professores ou outras figuras de autoridade. “Os adolescentes querem uma saída para expressar suas opiniões com o mesmo tipo de convicção que talvez não sejam capazes de expressar em casa ou em outros lugares de suas vidas”, disse Hal, que tem 17 anos.

Outra grande motivação está na descrença desse público com os veículos de imprensa tradicionais. Os entrevistados contaram não acreditar no que liam nos noticiários, viam na TV ou mesmo eram ensinados em sala de aula. Para eles, os conteúdos dos perfis flops são mais confiáveis porque podem ser apurados e debatidos coletivamente.

Essa crença abre margem para proliferação de fake news. Os administradores afirmam que removem conteúdos quando percebem que tratam-se de informações falsas, desde que tenham verificado isso com os próprios métodos. Mesmo com os lados negativos dos flops, o professor de estudos de mídia da Universidade da Virgínia, Siva Vaidhyanathan, enxerga o fenômeno com bons olhos: “se os jovens estão ficando mais engajados politicamente por causa disso, melhor ainda”.

Exemplo de conta flop no Instagram para discutir temas LGBT (Foto: Reprodução/Instagram)

No Brasil, a moda das contas flop não pegou ainda. As páginas em português com o termo não parecem ter a mesma ideia explanada acima, trazendo a noção de flop mais como sinônimo de página ou perfil que não tem conteúdo ou muitos seguidores. Seguindo hashtags como #flop, #flops e seus derivados, o que se vê são publicações de adolescentes americanos.

Supostas contas flop brasileiras não têm posts ou muita movimentação (Foto: Reprodução/Instagram)

Techtudo, via The Atlantic

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. humbabomber disse:

    Não entendi o propósito desta notícia.. Tem algum editor adolescente por aí?

Ônibus funcionarão em Natal a partir desta sexta sob regime de serviço de férias; entenda

Por interino

O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros do Município do Natal(Seturn), informa aos usuários, que a partir desta sexta-feira(25), em decorrência com a continuidade da greve dos caminhoneiros e situação caótico de abastecimento, os ônibus de Natal funcionarão sob regime de ordem de serviço de férias, que significa uma diminuição no número da frota de veículos e alterações nos horários, com objetivo de evitar um colapso no serviço.

Até o momento, a porcentagem de veículos retirados e quais serão as mudanças de horário não foram divulgados. Conforme comunicado acima, a previsão é que os serviços só voltem a ser normalizados quando a crise com os caminhoneiros do Brasil for resolvida.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cecília disse:

    Enquanto isto os alunos sofrem nas paradas esperam ônibus por horas,em Manaus o Governador decretou a suspensão das aulas e funcionamento das repartições públicas até a normalização do abastecimento .

Copa do Mundo: funcionários podem ou não ter folga nos jogos? Entenda!

Álbuns de figurinhas completos, jogadores convocados e contagem regressiva: 28 dias para a Copa do Mundo da Rússia! O evento é realizado a cada quatro anos e mesmo aqueles que não acompanham e não torcem para nenhum time de futebol, entram no clima ‘Verde e Amarelo’ para participar da festa. Afinal, é o Brasil!

No entanto, além da apreensão de um novo 7×1, muitos brasileiros estão preocupados também em como acompanhar o mundial, já que alguns jogos acontecem durante a semana e em horário comercial. A má notícia para quem estava na expectativa de conseguir uma folga, é que as empresas não têm obrigação de liberar os funcionários.

O advogado trabalhista, Leandro Fraga, esclarece que, apesar da sensação de feriado, os jogos não traduzem modificações no dia-a-dia do trabalho. Por isso, não é obrigatório dar folga ou liberar os funcionários, a não ser que o empregador faça um acordo e queira liberar.

“A Copa do Mundo faz parte da cultura dos brasileiros, então temos uma tendência a acreditar que é feriado, mas não é. Os jogos não traduzem nenhum tipo de modificação do dia-a-dia do trabalho, então o empregador não tem nenhuma obrigação de liberar seus funcionários. O fato de sair mais cedo ou entrar mais tarde vai de cada empregador e é uma questão simplesmente de acordo entre as partes”, afirma.

Para o funcionário que conseguir sair da empresa apenas para acompanhar os jogos na condição de voltar depois, o advogado faz um alerta: não consumir bebidas alcoólicas. Segundo ele, ir para o local de trabalho sob efeito de álcool pode ser motivo até mesmo para demissão por justa causa.

“O principal cuidado do empregado é com relação à bebida, principalmente se tiver que voltar para o trabalho depois. Às vezes toma uma cerveja na empolgação, mas se tem que voltar depois, não pode beber. Isso, inclusive, seria motivo para uma justa causa. Caso ele seja liberado e não retorne depois do jogo, como combinado, poderá ter o dia de trabalho descontado”, conclui Fraga.

Folha Vitória

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Tarcísio Eimar disse:

    Foda-se a copa

    • JCabral disse:

      Ganhando ou perdendo??? Qual a diferença??? Vou continuar sendo brasileiro, morando num pais que a cada dia sai do 3º Mundo para baixo, tendo que viver com salário mínimo e os nossos defensores das cores verde e amarelo, ficando mais ricos.

    • Paulo Roberto disse:

      Isto!!!

WhatsApp aumenta tempo para apagar mensagem enviada errado; entenda

Foto: CanalTech

Quem já mandou mensagens e se arrependeu terá um tempinho extra para voltar atrás no WhatsApp com a função apagar mensagens para todos.

Isso porque, segundo informações divulgadas pelo WABetaInfo, o aplicativo de mensagens ajustou o tempo máximo que os usuários têm para excluir mensagens de forma definitiva para que ninguém possa ler ou visualizá-las.

No caso de mensagens que foram enviadas em uma sessão de conversa, não há alterações, pois o aplicativo continua a oferecer a função de deletar publicações no período máximo de 1 hora, 8 minutos e 16 segundos.

No entanto, em situações em que a ordem de exclusão não eram enviadas imediatamente, o WhatsApp oferecia 1 dia (24 horas) para que o comando fosse enviado para o serviço online de mensagens. Agora, com a mudança, o tempo máximo para que isso seja feito passa a ser de 25 horas, 8 minutos e 16 segundos.

Um exemplo prático desta situação é quando uma mensagem é deletada em um momento em que o aparelho móvel está em uma área onde não há conexão com a internet. Em tais situações, o pedido de remoção fica pendente até que o aparelho volte a se conectar à web, e é exatamente este o período de tempo de 25 horas que o WhatsApp oferece para que a efetivação do comando seja realizada. Caso o prazo seja ultrapassado, a mensagem é enviada.

Ainda de acordo com o que foi divulgado pelo site, essa ampliação de tempo de deletar mensagens para todos já está em vigor para os usuários de Android e Windows Phone. Ainda não há previsão de quando o novo prazo entrará em vigor para o iOS.

Terra, com CanalTech

Novo golpe com pornô atinge até 7 milhões de pessoas; entenda

Cerca de 60 aplicativos da Google Play Store foram infectados com um novo tipo de malware, chamado AdultSwine. A descoberta foi feita pela CheckPoint, empresa especializada em segurança digital com sede em Israel. Os apps, que na maioria eram voltados para crianças, continham o código malicioso que mostrava propagandas pornográficas. Após a divulgação do problema, na última semana, o Google removeu os programas de sua loja oficial.

Além das imagens inapropriadas, o AdultSwine também usava os aplicativos para mostrar assinaturas de serviços falsos e encorajar a instalação de softwares, como antivírus, para aumentar o desempenho do celular. A companhia de segurança estima que os apps foram baixado entre três e sete milhões de vezes.

AdultSwine faz com que anúncios inapropriados apareçam em jogos para crianças na Play Store (Foto: Reprodução/CheckPoint)

O malware tinha como alvo as crianças, visto que grande parte dos aplicativos onde estava inserido eram jogos para o público infantil. O curioso é que alguns desses softwares utilizavam nomes de personagens e games famosos, como Minecraft, Bob Esponja, Angry Birds, Star Wars ou Lego.

Ao instalar o app com o código do AdultSwine, o celular passava a mostrar anúncios dentro da própria ferramenta ou no navegador. As propagandas eram divididas em três tipos: de cunho pornográfico, de alertas de vírus e com proposta de assinatura de serviços premium. Um dos anúncios exibidos dizia que o celular estava infectado por um vírus. Ao clicar no aviso, o usuário era direcionado para a página de download do app Goldness Browser. Assim, uma criança que estivesse jogando era exposta a este tipo de conteúdo.

Além disso, é curioso o fato de que o malware trabalha de forma “inteligente”, evitando suspeitas ao não mostrar as propagandas em redes sociais. O Google já retirou todos os aplicativos infectados da Play Store, mas vale ficar atento. Se você tem alguns dos apps abaixo instalado no aparelho, a recomendação é excluí-los por completo.

Aplicativos infectados pelo AdultSwine:

(mais…)

Novo tipo de internet será mais rápido e mais barato; entenda

Foto: Reprodução/Pond5)

Distribuir Internet em alta velocidade e sem a necessidade de cabos pode ser possível no futuro graças aos estudos de cientistas da Universidade de Glasgow, na Escócia. Os pesquisadores desenvolveram uma técnica que utiliza luz para transmitir dados pelo ar, fora de uma rede de fibra ótica convencional.

Até então, fótons – partículas de luz que carregam energia e informação – só serviam como meio de conexão confinados em uma rede cabeada. A novidade abre espaço para que, futuramente, a velocidade de transmissão via Wi-Fi seja equiparável ao da fibra ótica, de maneira prática e mais barata, sem a necessidade de cabeamento. Nas linhas a seguir, entenda melhor como funcionaria a tecnologia.

Como funciona

O time de especialistas testou com sucesso um método que permite “dobrar” a luz no ar para desviar de obstáculos. Mesmo sem o direcionamento provocado pela camada de vidro da fibra ótica, o sinal de Internet em forma de fótons percorreu cerca de 1,6 km em zona urbana em velocidade superior a 1 Gbps e foi capaz de manter as informações intactas.

Atualmente, redes de fibra ótica atingem velocidades de transmissão na casa dos 10 Gbps. A tecnologia em desenvolvimento promete desempenho equiparável, com custo menor e sem a necessidade da instalação de cabos.

Segundo os cientistas, a descoberta expande as possibilidades de uso da luz para transmitir sinal de Internet pelo ar. Além de não depender de fibra ótica, que responde pelo alto custo da conexão de banda larga no mundo, a nova técnica permite armazenar mais dados em cada fóton, indo além dos usuais 0 e 1 da comunicação binária.

Limitações

A tecnologia desenvolvida na Escócia permite usar luz para transmitir Internet em locais com muitos obstáculos, porém não é capaz de atravessar paredes – ao contrário do sinal do Wi-Fi comum. A tendência é que a novidade seja menos efetiva dentro de prédios e casas.

Ainda assim, os cientistas defendem ao menos duas grandes vantagens na descoberta. De acordo com os estudiosos, a tecnologia permitiria acelerar a entrega de dados em zonas rurais e obter banda larga em qualquer lugar com um investimento mínimo em cabeamento.

Vale lembrar que a técnica para uso de fótons no ar como meio de transmissão de Internet está em fase de pesquisa. Portanto, ainda não há previsão de lançamento no mercado.