Instagram testa nova função de contagem de curtidas; entenda

Foto: Reprodução/Alessandro Paluzzi

O Instagram está testando uma nova forma de ocultar o número de curtidas das publicações. A rede social pode permitir que o usuário decida se quer esconder as curtidas das publicações ou se prefere mostrar os números nos posts. A descoberta foi feita pelo desenvolvedor mobile italiano Alessandro Paluzzi, que publicou as imagens do experimento no Twitter nesta quarta-feira (13). Vale lembrar que a plataforma deixou de mostrar esses dados no Brasil em 2019.

Segundo as imagens reveladas pelo desenvolvedor, seria possível ocultar ou exibir a quantidade de curtidas em fotos e vídeos específicos já publicados no feed do usuário. Para isso, basta apenas acessar as configurações do post. Também seria permitido determinar que um novo post não mostre a contagem, por meio da seção de “configurações avançadas” durante a criação da publicação. Sendo assim, a nova postagem já seria publicada sem mostrar os números.

Globo, via Techtudo

VÍDEO: Entenda o que muda nas regras do WhatsApp e por que isso é controverso

A notícia viralizou e gerou reação em todo mundo – incluindo do homem mais rico do mundo, Elon Musk: o WhatsApp vai compartilhar seus dados com o Facebook, que é seu dono. E não aceita não como resposta.

Mas será que é isso mesmo? E o que significa? Neste vídeo, o repórter Ricardo Senra explica o que de fato ocorreu e mostra que, na verdade, esse compartilhamento já existe há muito tempo e para muita gente.

BBC

Entenda por que a Indonésia vacinará contra o coronavírus primeiro a população ativa e não os idosos

Foto: Thomas Peter – 24.set.2019/Reuters

A Indonésia se prepara para iniciar a vacinação em massa contra o novo coronavírus e seu plano é priorizar a imunização de adultos em idade produtiva em relação aos idosos, com o objetivo de alcançar a imunidade de rebanho rapidamente e recuperar a economia do país.

Vários países como Estados Unidos e o Reino Unido, que já iniciaram a vacinação, estão priorizando os idosos, que são mais vulneráveis às doenças respiratórias. Por isso, o plano da Indonésia será observado de perto por muitas nações.

Veja o que especialistas dizem sobre os méritos e riscos da abordagem da Indonésia, segundo a qual os adultos em idade produtiva serão vacinados após os trabalhadores de saúde e funcionários públicos da linha de frente no combate à pandemia.

Por que focar em pessoas com 18 a 59 anos primeiro?

A Indonésia, que planeja iniciar inoculações em massa com a Coronavac – vacina desenvolvida pela chinesa Sinovac Biotech e testada no Brasil pelo Instituto Butantan –, diz que ainda não tem dados suficientes sobre a eficácia da vacina em idosos, já que os testes clínicos em andamento no país envolvem pessoas de 18 a 59 anos.

“Não estamos contrariando a tendência”, disse Siti Nadia Tarmizi, uma autoridade sênior do ministério da Saúde do país, acrescentando que as autoridades aguardariam recomendações dos reguladores de medicamentos indonésios para decidir sobre os planos de vacinação para idosos.

Enquanto o Reino Unido e os Estados Unidos começaram a vacinação com o imunizante desenvolvido pela Pfizer e seu parceiro BioNTech que mostrou que funciona bem em pessoas de todas as idades, a Indonésia tem acesso até agora apenas à vacina da Sinovac.

O país do Sudeste Asiático tem acordo para receber 125,5 milhões de doses da Coronavac e um primeiro lote de 3 milhões de doses já está no país.

O envio da vacina da Pfizer para o país deve começar a partir do terceiro trimestre, enquanto a vacina desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford começará a ser distribuída no segundo trimestre.

“Não acho que alguém possa ser muito dogmático sobre qual é a abordagem certa”, disse Peter Collignon, professor de doenças infecciosas da Australian National University, acrescentando que a estratégia da Indonésia pode retardar a propagação da doença, embora possa não afetar os dados de mortalidade.

“A Indonésia fazer diferente dos EUA e da Europa tem valor, porque nos dirá se veremos um efeito maior na Indonésia do que na Europa ou nos EUA, por causa da estratégia que eles estão fazendo”, completou.

O professor Dale Fisher, da Escola de Medicina Yong Loo Lin da Universidade Nacional de Cingapura, disse entender a lógica da abordagem da Indonésia.

“Os adultos jovens que trabalham são geralmente mais ativos, mais sociais e viajam mais, então essa estratégia deve diminuir a transmissão na comunidade mais rápido do que vacinar indivíduos mais velhos”, disse ele.

“É claro que as pessoas mais velhas correm mais risco de doenças graves e de morrer, portanto, vaciná-las tem uma justificativa alternativa. Vejo mérito em ambas as estratégias.”

Essa estratégia ajudará a alcançar a imunidade de rebanho mais rápido?

Ao vacinar grupos socialmente e economicamente mais ativos primeiro, os funcionários do governo indonésio esperam que o país possa alcançar rapidamente a imunidade coletiva.

Budi Gunadi Sadikin, ministro da Saúde da Indonésia, disse que o país precisa vacinar 181,5 milhões de pessoas, ou cerca de 67% de sua população, para atingir a imunidade coletiva.

Ele também afirmou que são necessárias quase 427 milhões de doses de vacinas, assumindo um regime de imunização em duas doses e 15% de taxa de desperdício.

Alguns especialistas estão céticos sobre como alcançar a imunidade coletiva, pois mais pesquisas precisam ser feitas para determinar se as pessoas vacinadas podem transmitir o vírus ou não.

“Pode haver o risco de as pessoas ainda serem capazes de espalhar a doença para outras”, disse Hasbullah Thabrany, chefe da Associação Econômica de Saúde da Indonésia.

Esse plano ajudará na recuperação econômica da Indonésia?

Economistas argumentaram que um programa de vacinação bem-sucedido, cobrindo cerca de 100 milhões de pessoas, ajudará a impulsionar a economia, pois é mais provável que elas retomem atividades econômicas, como gastos e produção.

Faisal Rachman, economista do Banco Mandiri, disse que a faixa etária de 18 a 59 anos tem necessidades de consumo maiores do que os outros grupos.

“Eles poderiam acelerar a recuperação econômica mais rapidamente porque o consumo das famílias contribui com mais de 50% para a economia da Indonésia”, disse ele, alertando que o aumento dos casos de Covid-19 no país também pode reduzir a confiança das pessoas.

A pandemia empurrou a Indonésia, a maior economia do Sudeste Asiático, para sua primeira recessão em mais de duas décadas no ano passado, com o governo estimando uma contração de até 2,2%.

CNN Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Romero Cezar da Câmara disse:

    É um pior do que o outro. É imbecis demais. E os da terra plana? E os que usam um smartphone pra contestar a ciência? Kkkkkkkkkk, melhor rir da ignorância.

  2. Victorino disse:

    E agora José!? O que diz a ciência, e a cambada da OMS o que vão falar, ou esse bando de idiotas não tem coragem, falam mal e se metem no Brasil porque tem uma emprensa que quanto pior melhor, afinal as tetas do recursos públicos secou.

    • Queiroz disse:

      Não adianta te expor a opinião da ciência ou da OMS porque você simplesmente não entenderá. É tempo perdido explicar aos inimigos da ciência o que é óbvio. Estamos mesmo vivendo a era do empoderamento dos imbecis.

    • Cláudio disse:

      Você está certíssimo queiroz

Entenda como funciona a apuração da eleição americana

Foto: Mark Makela / AFP

A eleição americana não é uma eleição nacional, mas um conjunto de eleições estaduais. Por isso, os americanos acompanham a apuração estado por estado, numa verdadeira corrida para ver qual dos dois candidatos soma primeiro os 270 votos necessários para vencer no Colégio Eleitoral.

Como os estados têm prazos diferentes para proclamar, após a contagem de todos os votos, quem venceu localmente — e portanto como seus delegados votarão no Colégio Eleitoral —, são os principais veículos de comunicação americanos que tentam antecipar os resultados de cada uma das 50 unidades da federação ainda na noite da eleição. A partir dos números da apuração, eles fazem projeções e podem declarar um vencedor em determinado estado quando avaliam que tendência verificada na contagem dos votos é irreversível.

Ou seja, o que aparece na tela da TV ou do computador para quem acompanha a apuração na noite da eleição não são os resultados oficiais, mas essas projeções. O Colégio Eleitoral em si só vai se reunir neste ano em 14 de dezembro, quando se espera que as autoridades de cada estado já tenham proclamado um vencedor localmente.

Nos estados em que a eleição é muito apertada — e especialmente neste ano em que já há mais de 61 milhões de votos enviados pelo correio, parte dos quais pode chegar depois desta terça — esse método informal de apuração pode dar margem a erros e mal-entendidos.

Neste ano, o Twitter, por exemplo, informou que vai se basear nas projeções feitas por sete meios de comunicação: ABC News, Associated Press, CNN, CBS News, Decision Desk HQ, Fox News e NBC News. Caso algum outro veículo anuncie o resultado antes destes, o tuíte virá com um alerta.

Comentaristas e âncoras da Fox News, rede de TV conservadora e incluída na lista, vêm dizendo nos últimos dias que o resultado será muito mais apertado do que mostram as pesquisas, o que pode criar uma sensação de insegurança ainda maior. Além disso, o presidente Donald Trump lançou suspeitas sobre a lisura do voto postal e já afirmou que vai pôr advogados em campo para contestar a contagem de cédulas que chegarem após o encerramento da votação.

Nos estados que começaram a contagem dos votos antecipados antes desta terça-feira, como a Flórida e o Arizona, há maior probabilidade de haver a previsão de um vencedor ainda na noite de hoje e madrugada de amanhã. Em outros estados-chave, como Pensilvânia e Wisconsin, a apuração pode demorar bem mais, já que a contagem de todos os votos só começa hoje à noite.

Muitos especialistas alertam que seria arriscado tirar conclusões de resultados iniciais nos estados em que a disputa entre Trump e seu rival democrata Joe Biden estiver muito apertada, porque a tendência pode mudar no meio da apuração. Eleitores de Trump, por exemplo, se dizem mais propensos a votar presencialmente, e estes votos são contados mais rapidamente do que os enviados pelo correio.

As urnas começam a fechar às 20h desta terça (horário no Brasil) quando Geórgia, Indiana, Kentucky, Carolina do Sul, Vermont e Virgínia iniciam oficialmente a contagem. Depois, às 20h30, vêm Carolina do Norte, Ohio e Virgínia Ocidental. Todos esses estados devem apresentar os resultados rapidamente.

A apuração começa a esquentar às 21h, quando fecham as urnas em Alabama, Connecticut, Delaware, Washington DC, Flórida, Illinois, Maine, Maryland, Massachusetts, Mississippi, Missouri, New Hampshire, Nova Jersey, Oklahoma, Pensilvânia, Rhode Island, Dakota do Sul e Tennessee.

Nesse grupo estão dois estados decisivos: Flórida e Pensilvânia. Se Biden não vencer na Flórida nem surpreender em algum estado de tradição republicana, como a Geórgia ou o Texas, o pleito deverá ser decidido na Pensilvânia, onde se espera uma apuração lenta.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ronaldo Lamas disse:

    Democracia ?

  2. Andinho disse:

    E os inventores da Internet, do GPS, criadores do Windows, do Google não usam urna eletrônica, porque será?

  3. Maria Fofoca disse:

    Bolsonaro está com o ….. que ñ passa um cabelo de sapo ensebado.

    • luciano disse:

      Porque Maria Fofoca? Ele é presidente do Brasil, o presidente dos Estados Unidos não tem nada a ver conosco, se você soubesse geografia não rincharia tanto.

    • Maria Fofoca disse:

      É inocência ou Burrice? Quando se trata de EUA, qualque decisão ou resultado tem capacidade de impactar na economia e geopolítica mundial, ou vc acha que a bolsa disparou pq os economistas estão com tédio? Se tanto faz para o Brasil o resultado o que justifica tamanho temor do governo com uma possível Vitória do Biden.

  4. Calígula disse:

    Deu agora na Fox que o Galegão do topete, vai ganhar disparado. Hô Galegão arroxado e duro é o Véio Donald Trump.
    É Véio duro lá e cá, a esquerda caviar e soberba piram com os dos Véios duros e arroxados.

    • Cidadão Indignado disse:

      Concordo com a frase: "burrice não tem limite". Até que ponto chega alguns seres humanos desprezíveis! Quanta ignorância, quanta debialidade mental, quanta falta de caráter e inteligência. Esse mundo está repleto de "lixo humano".

    • Direita Honesta disse:

      O que causa espanto e indignação é ver o grau de intolerância, o ódio a quém pensa diferente que esses esquerdopatas destilam. Vejam o nível dos comentários dessa gente. O cara desfiou um monte de impropérios sem qualquer fundamento contra o Calígula, apenas por divergir da sua postagem. Essa gente é doente, fanática. Pessoas muito perigosas.

    • O Carro do Chocolate disse:

      Intolerância e ódio são adjetivos que impregnam, hoje, tanto a esquerda como a direita, ñ se faça de inocente e desentendido. Para mim, tanto faz, e trocar tolete por bosta.

    • Direita Honesta disse:

      Pelos termos que usa, dá prá saber qual é o seu "lado". Seu comentário apenas reforça minha convicção sobre o tipo de gente que compõe a "esquerdalha": gente perigosa e imprópria para o convívio civilizado. Impossível dialogar com tais tipos.

    • Maria Fofoca disse:

      Direita honesta, impressionante como vcs são binários e limitados. Para vcs só existem dois mundos, os que apoiam Bolsonaro, ou os que apoiam Lula. Desculpe me dizer, mas nem todo mundo é bitolado e vive nesse mundo em que se limita a direita e a esquerda.

    • Cristian disse:

      "gente perigosa e imprópria para o convívio civilizado. Impossível dialogar com tais tipos." Certeiro, se estiver falando de si mesmo.

Entenda como se espalha a nova variante do coronavírus

Profissional de saúde cuida de paciente com Covid-19 em hospital de Liège, na Bélgica. Foto: Yves Herman/R|euters

O estudo liderado por Emma Hodcrof, geneticista da Universidade de Basileia (Suíça), mostra como uma variante do coronavírus, identificada pelo acrônimo 20A.EU1, está se espalhando com a seguna onda da Covid-19 na Europa. Nos últimos dois meses, a nova cepa representou cerca de 90% das novas infecções na Espanha, por exempço, de acordo com a pesquisa realizada por sete pesquisadores com o apoio de instituições científicas do setor público suíço e espanhol.

A nova cepa é responsável por 40% a 70% dos novos casos na Suíça, Irlanda e Reino Unido em setembro. Também é prevalente na Noruega, Letônia, Holanda e França. Os cientistas não falaram sobre outros países europeus porque poucas sequências genéticas recentes estão disponíveis.

O estudo, que ainda não foi publicado em periódico revisado por pares, sugere que pessoas que voltaram de férias na Espanha desempenharam um papel fundamental na transmissão do vírus pela Europa. Essa é uma possibilidade que levanta indagações sobre se a segunda onda que está varrendo o continente poderia ter sido reduzida com uma melhor triagem em aeroportos e outros centros de transporte.

— A partir da disseminação da 20A.EU1, parece claro que as medidas (de prevenção contra o coronavírus) em vigor muitas vezes não eram suficientes para interromper a transmissão das variantes introduzidas neste verão — afirmou Emma Hodcroft.

Cada variante do vírus tem sua própria assinatura genética, por isso ela pode ser rastreada até o local de origem. As equipes científicas na Suíça e na Espanha estão examinando o comportamento da nova cepa para determinar se ela pode ser mais letal ou infecciosa do que outras. Mas nenhuma conclusão sobre o tema foi publicada no estudo.

Evolução natural

De acordo com o jornal britânico, Emma Hodcroft enfatizou que não há “nenhuma evidência de que a propagação (rápida) da variante se deva a uma mutação que aumente a transmissão ou impacte o resultado clínico”. Mas ressaltou que a 20A.EU1 era diferente de qualquer versão do Sars-Cov-2 que ela havia encontrado antes. Os cientistas observaram seis diferenças na nova cepa em relação às demais.

— Não vi nenhuma variante com esse tipo de dinâmica desde que comecei a observar sequências genômicas de coronavírus na Europa — disse Hodcroft ao Financial Times.

Os cientistas estão trabalhando com laboratórios de virologia para descobrir se a 20A.EU1 carrega uma mutação específica na proteína spike (espícula), que o vírus usa para entrar nas células humanas, capaz de alterar seu comportamento.

As mutações são mudanças nas “letras” do código genético do vírus, que podem se agrupar em novas variantes e cepas. Já havia sido identificada uma mutação no Sars-Cov-2, chamada D614G, que cientistas acreditam tornar o vírus mais infeccioso.

— Precisamos de mais estudos para encontrar mutações que atingiram alta frequência na população e, em seguida, fazer a engenharia reversa para ver se elas tornam o vírus mais transmissível — disse ao jornal britânico Joseph Fauver, epidemiologista genético da Universidade de Yale que não esteve envolvido na pesquisa.

Para Maurício Lacerda, professor da virologia da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, não há motivos para se preocupar com a descoberta:

— Isso não é nada mais do que a evolução natural de uma epidemia viral. Os vírus são os que mais sofrem mutações, principalmente os de RNA, como os coronavírus.

Para os especialistas, a falta ou a má implementação de medidas de controle provoca muito mais impacto na propagação do vírus do que a genética do microrganismo.

— A Europa está pagando um preço alto pela liberação das fronteiras durante o verão europeu. Nós do Brasil devemos aprender com a experiência da Europa, pois o nosso verão está chegando — alerta Lacerda.

Extra – O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Gustavo disse:

    Próximo ao Carnaval vão dizer que tá tudo bem. Aí depois da festa de momo restringe tudo novamente.

  2. Calígula disse:

    Aqui no Brasil é só depois das Eleições até antes do Carnaval.

Covid persistente: saiba quem está mais propenso a sofrer com o problema

Depois de ter ficado doente em março, Vicky Bourne ainda apresenta alguns sintomas em outubro. Foto: Vicky Bourne /BBC NEWS BRASIL

A idade avançada e uma ampla gama de sintomas iniciais aumentam o risco da chamada “covid prolongada”, segundo cientistas.

Estudo do King’s College London, no Reino Unido, estima que uma em cada 20 pessoas fique doente por pelo menos oito semanas. A pesquisa mostra que ser do sexo feminino, ter excesso de peso e a asma aumentam o risco.

O objetivo dos pesquisadores é desenvolver um sinal de alerta que possa identificar os pacientes que precisam de cuidados extras.

As descobertas vêm de uma análise de pessoas que inserem seus sintomas e resultados de testes no aplicativo britânico Covid Symptom Study. Os dados do aplicativo são compartilhados diariamente com pesquisadores do King’s College London e do serviço público de saúde do Reino Unido, NHS.

Cientistas analisaram os dados em busca de padrões que pudessem prever quem teria uma doença de longa duração.

Os resultados, que devem ser publicados online, mostram que por muito tempo a covid persistente pode afetar qualquer pessoa, mas algumas características aumentam os riscos.

O que aumenta o risco?

“Ter mais de cinco sintomas diferentes na primeira semana foi um dos principais fatores de risco identificados”, explicou Claire Steves, do King’s College London, à BBC News.

Covid-19 é mais do que apenas uma tosse, e o vírus que a causa pode afetar órgãos por todo o corpo.

Uma pessoa que teve tosse, fadiga, dor de cabeça e diarreia e perdeu o olfato (que são todos sintomas potenciais) correria maior risco do que alguém que teve apenas tosse.

O risco também aumenta com a idade, especialmente acima dos 50 anos, assim como ser do sexo feminino.

“Vimos nos primeiros dados que os homens correm muito mais risco de doenças muito graves e, infelizmente, de morrer por covid, e parece que as mulheres correm mais risco de ter covid persistente”, diz Steves.

Nenhuma condição pré-existente foi associada à covid persistente, exceto asma e doenças pulmonares.

Como é a covid persistente?

Os sintomas precisos da covid prolongada variam de um paciente para outro, mas a fadiga é comum.

Vicky Bourne, de 48 anos, começou com febre e uma “tosse patética” em março, que se tornou “absolutamente apavorante” quando ela teve dificuldade para respirar e precisou receber oxigênio por um paramédico.

Ela não foi internada no hospital, mas ainda está (em outubro) vivendo com covid persistente.

A saúde de Vicky está melhorando, mas sua visão mudou e ela ainda tem “ondas” de doenças mais graves. Até uma tarefa como levar o cachorro para passear exige tanto dela que ela não consegue falar ao mesmo tempo.

“Minhas juntas estão estranhas, quase artríticas e, estranhamente, duas semanas atrás perdi o paladar e o olfato novamente, simplesmente desapareceram completamente”, disse à BBC. “É quase como se houvesse uma inflamação em meu corpo que fica oscilando e não consegue se livrar dela, então simplesmente surge e depois vai, aí volta e vai embora…”

Vicky não está sozinha. O estudo traz as seguintes estimativas:

Uma em cada sete pessoas fica doente por pelo menos quatro semanas Uma em cada 20 pessoas fica doente por pelo menos oito semanas Uma em cada 45 pessoas fica doente por pelo menos 12 semanas

Os pesquisadores do King’s College London criaram um código de computador para identificar, desde o início de uma infecção por coronavírus, quem está sob risco da covid prolongada.

Ele não é perfeito — identifica corretamente 69% das pessoas que desenvolverão covid persistente, mas também consegue apontar que cerca de um quarto das pessoas que se recuperariam rapidamente também desenvolverão covid persistente.

“Achamos que isso será muito importante, porque então poderíamos identificar essas pessoas, talvez dar-lhes estratégias preventivas, mas também, crucialmente, acompanhá-las e garantir que recebam a reabilitação de que precisam”, disse Steves.

O professor Tim Spector, que lidera o Covid Symptom Study, disse: “É importante que, além de nos preocuparmos com o excesso de mortes, também levemos em consideração aqueles que serão afetados pela covid persistente se não controlarmos a pandemia logo.”

O secretário de saúde britânico Matt Hancock disse que os achados do estudo de sintomas da covid são um alerta inclusive para os mais jovens.

“Os resultados do Covid Symptom Study são claros e devem ser um lembrete forte para o público, inclusive para os jovens, de que a covid-19 é indiscriminada e pode ter efeitos de longo prazo e potencialmente devastadores.”

O governo britânico lançou um novo vídeo com o objetivo de aumentar a conscientização sobre os sintomas prolongados da covid. E o NHS, sistema público de saúde, anunciou um pacote de 10 milhões de libras (R$ 73 milhões) para tratamento de covid prolongada na Inglaterra.

BBC Brasil

 

Entenda o que vai mudar no Código de Trânsito Brasileiro

Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

A Câmara aprovou, nessa terça-feira, o projeto de lei nº 3267/19, que altera diversos pontos do Código de Trânsito Brasileiro, apresentado ao Congresso pessoalmente pelo presidente Jair Bolsonaro em novembro do ano passado. Após receber o aval dos deputados, que incluíram no texto oito das 12 emendas sugeridas pelo Senado, o PL está pronto, agora, para a sanção presidencial. As novas regras começarão a valer 180 dias após serem publicadas no Diário Oficial da União (DOU).

Uma das principais mudanças na legislação é o aumento da validade da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que passa a ser de 10 anos para condutores com até 50 anos de idade. Atualmente, é preciso refazer os exames a cada cinco anos. A renovação a cada três, hoje obrigatória para motoristas acima de 65 anos, passa a ser exigida apenas a quem tem mais de 70. Para pessoas entre 50 e 70 anos, a exigência é a cada cinco anos.

O texto também diminui o nível de exigência para suspensão da CNH. Quando as medidas entrarem em vigor, ficará mais difícil suspender a carteira de um motorista. Bolsonaro queria uma flexibilização ainda maior. Ao apresentar o projeto, propôs que a carteira só pudesse ser cassada se o motorista tivesse 40 pontos acumulados em multas; e não 20, como é hoje. O texto final aumenta o limite para 40 pontos, mas apenas se o motorista não tiver nenhuma infração gravíssima registrada nos últimos 12 meses.

O Congresso definiu uma cobrança gradativa: se o condutor tiver apenas uma infração gravíssima, a carteira será suspensa quando completar 30 pontos. Se tiver duas ou mais infrações desse tipo, bastará ter 20 pontos. Motoristas profissionais só terão a carteira suspensa com 40 pontos, independentemente da gravidade da infração. Outra mudança prevista no texto é a possibilidade de converter uma multa leve ou média em advertência, caso o condutor não tenha cometido outra infração nos últimos 12 meses.

Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas considerou a aprovação “um grande avanço para a sociedade”. “As mudanças são decorrentes da necessidade de atualização na legislação, que amanhã (hoje) completará 23 anos. São medidas com caráter educativo e menos punitivo, que irão contribuir para a redução de acidentes e mortes no trânsito”, disse em nota enviada à imprensa.

Pena de reclusão

Uma das oito emendas do Senado incluídas pelo relator na Câmara, deputado Juscelino Filho (DEM-MA), proíbe que a pena de reclusão seja substituída por penas alternativas no caso de morte ou lesão corporal provocada por motorista bêbado ou sob efeito de drogas. No parecer, o relator classifica essa mudança como “a mais importante aprovada pelo Senado”.

A inclusão desse ponto na lei é necessária para garantir a pena de reclusão. Isso porque o Código Penal permite a conversão da pena em caso de crime culposo, como é classificado o homicídio de trânsito, para penas alternativas, como cumprimento de serviços comunitários. O PL assegura que a pena a motoristas embriagados ou sob efeito de drogas será de reclusão.

O Código Penal prevê cinco a oito anos de reclusão, no caso de morte, e dois a cinco anos, se o ato resultar em lesão corporal grave ou gravíssima. “Esperamos que a mudança possa, de fato, representar um avanço no sentido de punir aqueles que insistem nessa postura e provocam acidentes de trânsito ao sentar-se ao volante de um veículo e dirigir sob o efeito de álcool ou drogas”, diz Juscelino Filho, no parecer.

O texto também garante a obrigatoriedade do uso de cadeirinhas nos carros por crianças de até 10 anos ou que ainda não atingiram 1,45 metro de altura, em vez de sete anos e meio, idade proposta no texto original. Além disso, uma das emendas inclui a obrigação de que a cadeirinha seja adequada ao peso e à altura da criança. Os parlamentares rejeitaram a tentativa do governo de suavizar a punição para quem deixasse de usar o dispositivo e mantiveram a pena de multa, por infração gravíssima, nesses casos. O projeto original previa apenas advertência por escrito.

Principais mudanças no CTB

Aumento do número de pontos para suspensão, por multas, da CNH

Obrigatoriedade do uso de cadeirinha para transportar crianças de até 10 anos ou que ainda não atingiram 1,45m de altura

Regras para a circulação de motocicletas entre os veículos quando o trânsito estiver parado ou lento

Pena de reclusão não pode ser substituída por outra em casos de lesão corporal e homicídio causados por motorista embriagado

Exigência de exames de aptidão física e mental por médicos e psicólogos peritos examinadores

Validade da CNH

O projeto muda o prazo para refazer os exames:

10 anos para condutores com menos de 50 anos

5 anos para condutores com idade igual ou superior a 50 anos e inferior a 70 anos

3 anos para condutores com 70 anos ou mais.

Suspensão da CNH

A carteira será recolhida se, no prazo de 12 meses, o motorista tiver multas que somam:

40 pontos, para quem não tiver infração gravíssima

30 pontos, para quem possuir uma gravíssima

20 pontos, para quem tiver duas ou mais infrações do tipo

Correio Braziliense

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Lourdes Siqueira disse:

    Não entendi. Me expliquem. Meu Neto de 10 anos é da minha altura, ele vai precisar usar cadeirinha? Porque diz: Obrigatoriedade do uso de cadeirinha para transportar crianças de até 10 anos ou que ainda não atingiram 1,45m de altura. E se ela com 8/9 tiver atingido 1,45m pode andar sem cadeirinha? Nao entendi. Quem entende da lei me ajude.kkkkk

Entenda a descoberta que pode indicar sinal de vida em Vênus

Imagem: buradaki/Getty Images/iStockphoto

Os indícios de que possa haver algum tipo de vida em Vênus vieram de um composto químico bem específico: a fosfina. Composta de fósforo e três hidrogênios, a molécula foi encontrada cerca de 50 km acima do solo de Vênus, uma região bastante diferente do ambiente extremamente hostil do planeta.

Isso levou um time internacional de astrônomos a anunciar a detecção de evidências de que pode haver vida fora da Terra. O estudo foi publicado na revista Nature Astronomy e divulgado em uma transmissão da Royal Astronomical Society no YouTube, apontando para uma possível atividade microbiana na atmosfera de Vênus.

Mas calma, a impressionante descoberta não significa que vamos ter que aprender uma língua extraterrestre para nos comunicar. O local em que ela foi encontrada, contudo, pode abrigar algum tipo de vida.

“Essa zona onde a fosfina foi encontrada é uma de temperatura baixa, em torno de 50º C. É mais fácil pensar que um organismo vivo sobreviveria a essa condição. Até temos seres que vivem em altas temperatura e pressão (na Terra), mas tão alto (como em Vênus), é muito complicado. As condições na superfície são bastante extremas”, explica Diana Paula Andrade, astroquímica e professora do Observatório do Valongo.

Quais organismos produzem a fosfina?

A superfície de Vênus e bastante acidentada, com temperaturas beirando os 470º C, alta concentração de dióxido de carbono (97%), nuvens de ácido sulfúrico, chuva ácida e ventos de até 724 km/h. Quais seres vivos seriam capazes de sobreviver a tais condições?

“Os organismos que estariam lá (em Vênus) seriam os chamados organismos extremófilos, ou seja, capazes de lidar com ambientes extremos. São bactérias, fungos e arqueias, organismos que encontramos nos mais variados ambientes extremos na Terra”, sugere Douglas Galante, astrobiólogo e pesquisador do Cnpem (Centro Nacional de Pesquisa em Energias e Materiais).

Na Terra, condições tão extremas como Vênus podem ser encontradas em ambientes como do fundo dos oceanos até o alto da estratosfera, como explica Galante. “Encontramos organismos extremófilos também no reator de Chernobyl ou ainda nos desertos”, lembra.

Contudo, Galante ressalta que não quer dizer que esse mesmo organismo que vive no deserto terrestre vai viver na superfície de Vênus, mas que “é possível que tenham uma estrutura muito parecida”.

Pão e vinho

A fosfina é um hidreto de fósforo, ou seja, uma molécula composta de três fósforos e hidrogênio. Sua formação se dá, segundo Andrade, a partir de seres bióticos, que não precisam do oxigênio para viver. Ela também pode ser formada a partir da natureza por seres abióticos – ou seja, pode ser uma versão que não precisa de vida para isso.

Cientistas apontam que na Terra a fosfina é produzida em regiões com ausência de oxigênio como pântanos, lama e matéria orgânica em degradação. “A formação da fosfina ainda está sendo estudada. Uma coisa que sabemos com certeza é que microorganismos anaeróbicos a metabolizam na ausência de oxigênio”, aponta Galante.

Encontrar organismos que produzem a fosfina não é tão complicado assim em nosso planeta. De acordo com Douglas Galante, podemos encontrá-los em um alimento que consumimos quase que diariamente: o pão.

“Existe uma levedura, a mesma que faz a fermentação do pão ou do açúcar para produzir álcool, que produz fosfina dentro do vinho, capaz de azedar e estragar a bebida. São microorganismos que metabolizam na ausência de oxigênio”, explica o astrobiólogo.

Importância para estudos

Sendo assim, mesmo que a Nasa (agência espacial norte-americana) decida enviar uma sonda para Vênus, provavelmente não vamos encontrar um alienígena como os dos filmes dando um tchau para a câmera. Contudo, a descoberta divulgada hoje não é em vão e deve desencadear uma série de estudos.

“Certamente não veremos um alienígena como no imaginário popular. Mas, mesmo que fossem apenas microorganismos, seria muito empolgante encontrar vida fora da Terra. Esse trabalho não mostra com certeza que existe vida, mas mostra que a fosfina está lá e que ainda não conhecemos nenhuma explicação para essa fosfina em Vênus que não seja pela vida”, ressalta Galante.

A professora do Observatório do Valongo é ainda mais cautelosa. Ela relembra outras descobertas parecidas e que causaram alvoroço na comunidade científica.

“Estou um pouco pessimista em relação a essa coisa, acho um pouco sensacionalista. Pode ser vida microbiótica, mas pode não ser. Pode existir uma outra explicação que os cientistas ainda não descobriram. Isso já aconteceu outras vezes, como no caso de Titã (satélite de Saturno). A presença de fosfina na atmosfera do planeta vizinho não é, necessariamente, sinal de vida”, encerra.

UOL

 

Cidadãos brasileiros continuam proibidos de viajar aos Estados Unidos; entenda

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Após o governo dos Estados Unidos anunciar a suspensão das restrições de voos oriundos do Brasil e de outros países, a embaixada norte-americana esclareceu, em nota publicada ontem (12), que seguem mantidas as exigências anteriores para quem deseja entrar no país.

Na prática, só podem embarcar em um voo para os EUA cidadãos do próprio país, residentes permanentes legais (portadores de green card), familiares imediatos de cidadãos norte-americanos e residentes permanentes legais e categorias específicas. Cidadãos brasileiros que não se enquadrem nas exceções continuam tendo entrada vedada em território estadunidense.

“O comunicado do CDC [Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA] e a publicação do DHS [Departamento de Segurança Nacional dos EUA] não alteram quem é permitido entrar nos Estados Unidos sob proclamação presidencial. As novas medidas serão implementadas no dia 14 de setembro de 2020 e incluirão, entre elas, a interrupção de triagem de saúde aos que chegam de certos países, incluindo o Brasil. O CDC continua recomendando que os viajantes internacionais entrem em quarentena por 14 dias quando viajam de áreas de alto risco”, diz nota da Embaixada dos EUA no Brasil.

Restrições de voo suspensas

Ontem (12), o governo dos EUA anunciou a suspensão da restrição dos voos saídos do Brasil, da China (excluindo as regiões administrativas de Hong Kong e Macau), Irã, região Schengen da Europa, Reino Unido (excluindo territórios estrangeiros fora da Europa) e Irlanda do Norte. A região Schengen da Europa é composta por Alemanha, Áustria, Bélgica, República Checa, Dinamarca, Estônia, Grécia, Espanha, França, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Liechtenstein, Hungria, Malta, Países Baixos, Polônia, Portugal, Eslovênia, Eslováquia, Finlândia, Islândia, Noruega, Suécia e Suíça.

A medida entra em vigor a partir desta segunda-feira (14).

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Manoel disse:

    Faz mmmmummmmm e grita "América First" que talvez Trump deixe entrar.

    • Chicó disse:

      Já sei que seu sonho de viagem é ir para
      Venezuela, Cuba ou Coréia do Norte.

Entenda como será o ‘rodízio nas escolas de SP, com retomada presencial prevista a partir de 08 de setembro

Foto: Divulgação/Governo de SP

O governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (24) a retomada das aulas presenciais a partir do dia 8 de setembro em toda a rede de ensino do estado. A medida vale tanto para a rede pública quanto a privada, da educação infantil até o ensino superior.

O plano prevê um retorno geral em três fases, em conjunto para todas as cidades, e considera que na data estimada o estado estará na fase amarela de flexibilização da economia há pelo menos 28 dias. A proposta ainda estabelece uma série de protocolos de higiene e distanciamento que devem ser cumpridos pelas instituições.

Quem deve voltar às aulas?

Creches

Educação infantil

Educação básica

Ensino superior

Cursos técnicos e profissionalizantes

Quando Voltam

Plano de retomada das aulas presenciais no estado de São Paulo — Foto: Divulgação/Governo de SP

A previsão do governo é de que todo o estado volte a ter aulas presenciais no dia 8 de setembro. No entanto, os seguintes critérios precisam ser cumpridos para que ela se mantenha:

Permanência de todas as regiões do estado por 28 dias seguidos na fase amarela (ou superior) do Plano São Paulo de flexibilização da quarentena.

Que no anúncio de atualização do plano pelo governo no dia 4 de setembro se confirme a estabilização das áreas na fase amarela (ou superior).

Que a rede pública e privada apresentem protocolos de planejamento para o retorno.

Todos os alunos voltam de uma vez?

Não. A volta será feita em esquema de rodízio de alunos definido pelas próprias escolas e dividida em três fases de retomada:

Primeira fase: somente 35% dos alunos de cada classe poderão frequentar as escolas a cada dia. Ou seja, em um dia vai um grupo, em outro dia, vai outro. Mas a Secretaria não informou qual modelo de rodízio as escolas devem se inspirar.

Objetivo é garantir um distanciamento de 1,5 metro entre os estudantes. O distanciamento tem exceções, como no caso da educação infantil e creches, em que não há como manter essa distância entre bebês e cuidadores.

Segunda fase: até 70% dos alunos poderão frequentar as escolas a cada dia.

Terceira fase: 100% dos alunos podem voltar às salas de aula.

O que define cada fase escolar?

Primeira fase: todas as regiões do estado deverão estar na fase amarela do Plano São Paulo por pelo menos 28 dias seguidos.

Segunda fase: 60% das regiões do estado deverão estar na fase verde do Plano São Paulo por pelo menos 14 dias seguidos.

Terceira fase: 80% das regiões deverão estar na fase verde do Plano São Paulo por pelo menos 14 dias.

Como deve ser o distanciamento?

Estudantes, professores e funcionários devem manter distanciamento de 1,5 metro entre si.

Horários de entradas e saídas serão organizados para evitar aglomeração, e serão preferencialmente fora dos horários de pico do transporte público.

Continuam proibidos: feiras, palestras, seminários, competições e campeonatos esportivos, comemorações e assembleias.

Intervalos e recreios devem ser feitos sempre em revezamento de turmas com horários alternados.

As atividades de educação física estão permitidas desde que se cumpra o distanciamento de 1,5 metro. Preferencialmente devem ser realizadas ao ar livre e com cuidando da higienização dos equipamentos.

Recomendado que o ensino remoto continue em combinação com a volta gradual presencial.

Como deve ser a higiene?

O uso de máscara é obrigatório para todos dentro da instituição e no transporte escolar.

Instituição deve fornecer equipamentos de proteção individual (EPIs) para os funcionários.

Bebedouro será proibido. Água potável deve ser fornecida de maneira individualizada. Cada um deverá ter seu copo ou caneca.

Banheiros, lavatórios e vestiários devem ser higienizados antes da abertura, depois do fechamento e a cada três horas.

Lixo deve ser removido no mínimo três vezes ao dia.

Superfícies que são tocadas por muitas pessoas devem ser higienizadas a cada turno.

Ambientes devem ser mantidos ventilados com janelas e portas abertas, evitando toque em maçanetas e fechaduras.

Como monitorar a saúde?

Profissionais e estudantes que pertencem a grupos de risco para Covid-19 devem permanecer em casa e realizar atividade remotamente.

Recomendação para os pais medirem a temperatura de seus filhos antes de mandá-los para a escola. Caso esteja acima de 37,5°, deve ficar em casa.

Recomendação para que as instituições meçam a temperatura das pessoas a cada entrada.

Uma sala ou área deve ser separada na instituição para isolar pessoas que apresentem sintomas até que possam voltar para casa.

Plano de retomada das aulas presenciais no estado de São Paulo — Foto: Divulgação/Governo de SP

Como recuperar o aprendizado?

O governo de São Paulo afirma que será feita uma avaliação individual dos estudantes para a recuperação do conteúdo que não foi aprendido durante o período de ensino à distância.

Escolas também deverão investir em acolhimento socioemocional e em programas de recuperação para alunos com dificuldades nas matérias.

Segundo o governo, o programa de recuperação terá material didático, “apoiado pelo ensino híbrido e com foco em habilidades essenciais”.

Será oferecido em 2021 o 4º ano do Ensino Médio optativo para os estudantes que quiserem se preparar antes do ingresso no ensino superior.

Até quando vai o ano letivo?

Segundo o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, ainda não há definição se o ano letivo será estendido. A previsão do governo é de que na rede estadual as aulas sigam até fim de dezembro, sem prorrogação.

Para encerrar o calendário, as escolas precisam cumprir 800 horas de atividades obrigatórias no total, e o Ministério da Educação autorizou que as aulas remotas sejam incluídas na conta.

“Não precisa cumprir 200 dias desde que cumpra as 800 horas de ensino e permite a educação à distância [nessas horas]. O que precisamos ver é a contabilização do número de horas e o presencial vai fazer diferença se começar em setembro ou não. Todas as redes vão ter que comprovar isso, inclusive as particulares. Nós da rede estadual estamos trabalhando para fazer o maior esforço possível para garantir que a gente termine em dezembro. Mas essa análise só poderá ser feita quando a gente concretizar que retornamos em setembro”, disse o secretário em entrevista à GloboNews.

Rossieli reforçou ainda a necessidade de férias para profissionais e alunos.

“A recuperação não se dará neste ano. Não adianta só estender mais um mês, mais dois meses. Nós vamos fazer uma recuperação de dois anos, até o final de 2022. Para recuperar prejuízos de aprendizagem pós pandemia. Não tem mágica para curto prazo. É importante que nossos profissionais tenham 15 dias de férias de verdade, porque eles também estão atravessando momento de estresse. O aluno também está vivendo um momento diferente”, disse.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Marcelo disse:

    Voltar às aulas é loucura total no momento ! Vcs mandariam seus filhos e netos ? Sabendo que as crianças não vão conseguir manter a distância, sabendo que as mesmas vão ter contato com professores que poderiam estar infectados, e assim transmitir para os pais e avós , sabendo que seriam em dias alternados apenas ou seja , péssimo aprendizado para justificar somente o lado financeiro das escolas ? Os pais e mães são contra essa ideia que vem das escolas particulares , em conluio com parte do MEC. Jogada financeira !

  2. Gustavo disse:

    Aqui no RN o rodízio vai ser um dia vão os alunos, no outro o professor.

  3. Neco disse:

    Num dá idéia…

Entenda nova proposta do Butantan para tratamento com anticorpos de pacientes curados por Covid-19

Foto: Diórgenes Pandini/NSC

Uma equipe de cientistas do Instituto Butantan, em São Paulo, desenvolve em laboratório anticorpos para um novo tratamento de pacientes com a Covid-19. Assim como na terapia de plasma, a técnica executada pelo centro de pesquisa tem como base amostras de sangue cedidas por pacientes curados.

A técnica em execução no Butantan tem o nome de “anticorpos monoclonais neutralizantes”. Entenda a seguir a diferença entre as duas:

Plasma x anticorpos monoclonais

Plasma: O plasma é a parte líquida do sangue, onde ficam os anticorpos produzidos pelo organismo para combater as doenças. Essa substância, retirada de pacientes recuperados, pode ser aplicada em alguém que tenha um quadro grave da Covid-19. No entanto, cada amostra terá uma quantidade e uma composição diferente de anticorpos, pois depende do organismo do doador.

Anticorpos monoclonais neutralizantes: Os cientistas isolam apenas o anticorpo que consegue neutralizar o coronavírus, especificamente. Assim, com o uso do gene, células são criadas em laboratório. O produto será um frasquinho apenas com o anticorpo contra a doença específica, enquanto o plasma contém todos os anticorpos, variando em composição de pessoa para pessoa.

Solução que exige tempo

De acordo com a pesquisadora Ana Maria Moro, coordenadora do projeto, o plasma é uma solução que deve ser usada em um momento de emergência como o que vivemos com a pandemia, quando pessoas precisam de um tratamento urgente. O projeto de anticorpos monoclonais é uma versão mais precisa e direcionada, mas que demanda mais tempo.

“Nós isolamos as células B (linfócitos) que estão produzindo os anticorpos contra o vírus. Isolamos os genes e a partir deles criamos os anticorpos em laboratório. Não compete com o plasma, porque precisa de mais estudos e o plasma pode ser utilizado agora”, explicou a cientista.

O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em parceria com diferentes instituições, como a Universidade de São Paulo (USP). O desenvolvimento da plataforma começou em 2012, quando o grupo identificou uma composição de três anticorpos que neutralizam a toxina do tétano.

Mais tarde, em um acordo com a Universidade Rockefeller, nos Estados Unidos, a pesquisa seguiu para gerar linhagens celulares contra o vírus da zika durante a epidemia da doença, em 2015.

Ana Maria explica que existem diversos produtos monoclonais aprovados para uso clínico, usados em tratamentos para doenças autoimunes, alguns casos de câncer e até contra o ebola. A primeira parte do projeto contra o coronavírus deverá recrutar voluntários curados para coleta de sangue e, assim, começar a pesquisa em busca de uma nova forma de tratamento contra o Sars-CoV-2.

G1

 

CORONAVÍRUS: Entenda o que é uma pandemia e por que a OMS declarou neste caso

Foto: Fabrice Coffrini/AFP

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou pandemia para o Covid-19, infecção causada pelo novo coronavírus, nesta quarta-feira (11). Casos, mortes e números de países atingidos devem aumentar, disse a organização.

Segundo a OMS, uma pandemia é a disseminação mundial de uma nova doença. É um termo usado com mais frequência em referência à gripe e geralmente indica que uma epidemia se espalhou para dois ou mais continentes com transmissão sustentada de pessoa para pessoa.

A questão da gravidade da doença não entra na definição estrita da OMS de uma pandemia — apenas a disseminação –, embora a organização possa levar em consideração o ônus geral da doença para a população antes de declarar uma pandemia.

Como a principal agência de saúde mundial, a OMS é o órgão que primeiro declara uma pandemia.

“Descrever a situação como uma pandemia não altera a avaliação da OMS sobre a ameaça representada por esse coronavírus. Não altera o que a OMS está fazendo e nem o que os países devem fazer”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

Número de casos deve aumentar

Ao declarar a pandemia, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, ressaltou que em duas semanas o número de países afetados pelo novo coronavírus triplicou. E que nos próximos dias e semanas ele espera que os números de casos, de mortos e de países afetados aumentem ainda mais.

Segundo ele, a OMS está profundamente preocupada pelos níveis alarmantes que o novo coronavírus está atingindo. É a primeira vez que o mundo vê uma pandemia causada por um coronavírus.

“Pandemia não é uma palavra para ser usada de maneira leviana ou descuidada. É uma palavra que, se mal utilizada, pode causar medo irracional ou aceitação injustificada de que a luta acabou, levando a sofrimento e morte desnecessários”, afirmou.

Também o diretor-executivo do programa de emergências da OMS, Michael Ryan, ressaltou que a declaração não significa que a OMS vá adotar novas recomendações no combate ao vírus.

“A declaração de uma pandemia não é como a de uma emergência internacional – é uma caracterização ou descrição de uma situação, não é uma mudança na situação. (…). Não é hora para os países seguirem apenas para a mitigação”, afirmou o diretor-executivo do programa de emergências da OMS, Michael Ryan.

Mitigação é a estratégia de saúde pública que busca sobretudo cuidar dos doentes e públicos prioritários. Como afirmaram os diretores, a OMS ainda acredita que a contenção da circulação do vírus precisa ser buscada por todos os países.

Outras pandemias

A última vez que a OMS declarou uma pandemia foi em 2009, para uma nova cepa de influenza H1N1, que alguns pesquisadores estimam ter infectado 1 bilhão de pessoas nos primeiros seis meses e matado centenas de milhares no primeiro ano de detecção. Os números do Covid-19 estão muito aquém disso até o momento.

A gripe espanhola de 1918 é a pior pandemia da memória recente: tirou a vida de pelo menos 50 milhões de pessoas em todo o mundo, de 1918 a 1919.

Bem Estar – O Globo

Entenda o que é o dietilenoglicol, que teria contaminado nove pessoas em Minas Gerais

Foto: Reprodução / Cervejaria Backer

Um laudo preliminar da Polícia Civil de Minas Gerais indica que as oito pessoas que apresentaram sintomas de uma doença misteriosa em Belo Horizonte foram contaminadas com a substância dietilenoglicol, que, em um intervalo de 72 horas, provocou insuficiência renal grave e alterações neurológicas. A substância, de cor clara e aparência viscosa, é inodora e é usada na indústria como um anticongelante.

Conforme reportado pelo GLOBO, a substância, segundo laudo preliminar divulgado na noite da última quinta-feira pela Polícia Civil, estaria em dois lotes da cerveja Belorizontina, produzida pela cervejaria Backer. A Polícia Civil mineira pondera, no entanto, que ainda não é possível cravar a responsabilidade da cervejaria.

A Backer, responsável pela Belorizontina, afirmou em nota que o dietilenoglicol, também conhecido como éter de glicol, não faz parte do seu processo de produção e negou que o produto guarde relação com os sintomas apresentados pelas vítimas.

Leia mais: Cervejaria produziu 66 mil garrafas nos lotes em que amostras contaminadas foram encontradas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) classifica o dietilenoglicol como um “solvente orgânico altamente tóxico” que oferece risco de morte em caso de ingestão e é capaz de levar à falência dos rins e do fígado. Paschoal Dermatini Filho, de 55 anos, morreu em Juiz de Fora (MG) na última terça-feira em decorrência da contaminação.

Segundo o “G1”, o dietilenoglicol, de fórmula CH4H10O3, é largamente utilizado como solvente em produtos químicos e remédios que não dissolvem em água, em especial na indústria farmacêutica, e também faz parte da produção de cosméticos, lubrificantes, combustíveis para aquecimento e plastificantes.

O Globo

Pacote anticrime aprovado na Câmara une ideias de Moro e Alexandre de Moraes; entenda

O pacote anticrime aprovado nessa quarta-feira (4) na Câmara dos Deputados deixou de fora alguns pontos do texto original, apresentado pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, em fevereiro deste ano. O projeto foi costurado pelos deputados com trechos de outra proposta, elaborada por comissão de juristas coordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2018.

A proposta altera o Código Penal e outras leis de segurança pública, como a que trata do registro, posse e comercialização de armas de fogo. Foram retirados do texto aprovado, por exemplo, trechos que Moro considerava essenciais, como o item sobre a prisão após condenação em segunda instância e o excludente de ilicitude.

Veja o que foi mantido ou retirado das duas propostas, por temas:

(mais…)

Chamar de imbecil, como Faustão, é assédio ou dano moral? Entenda

Foto Ilustrativa: Pxhere

No programa Domingão do Faustão, do último domingo (17), o apresentador ofendeu um funcionário da equipe, xingando-o de imbecil. Fausto Silva teria se irritado com uma falha técnica quando as notas do quadro Dança dos Famosos sumiram do telão. No momento, ele teria dito que “o imbecil tirou de lá, para variar, de novo”.

O caso logo repercutiu nas redes sociais e usuários pediam processo para o apresentador por assédio moral. De acordo com especialistas da área jurídica consultados pelo R7, o caso só pode ser considerado assédio moral se a ofensa tiver ocorrido em repetidas vezes. “Uma ofensa pontual, embora grave, analisada de forma isolada, não pode ser considerada como assédio moral”, explica o advogado Marcos Lemos, especializado em direito trabalhista.

Além da necessidade de ser um comportamento contínuo, Lemos ressalta que o assédio moral constitui uma conduta que atente contra a dignidade psíquica do indivíduo. No caso de uma ação isolada, podendo ser manifestada por palavras ou atos, a situação é entendida por dano moral. Especialista em Direito Trabalhista, Decio Daidone Júnior reitera que a semelhança entre o assédio moral e o dano moral é a ofensa através de “toda e qualquer conduta abusiva que coloca a pessoa em situação constrangedora”, explica.

Para o especialista, o ideal para que o funcionário possa lidar com essa situação é existir um canal de denúncia na empresa para que a vítima possa ter onde recorrer e se sentir confortável para isso. “Nunca é fácil para o empregado reportar, ainda mais se o assediador for o chefe.”

Tipos de assédio

Existem quatro tipos de assédio moral em local de trabalho. Mônica Martins, especialista em Direito do Trabalho, explica cada um deles:

– Assédio Vertical Descendente: humilhações praticadas por trabalhador hierarquicamente superior ao empregado assediado;

– Assédio Horizontal: competição assídua com funcionários do mesmo cargo. Nesse caso, a situação pode gerar práticas de bullying;

– Assédio Organizacional: a empresa pressiona demais o funcionário para que produza mais que seus próprios colegas (competição assídua no ambiente de trabalho);

– Assédio Moral Vertical Ascendente: difícil de ser configurado, mas ocorre em situações em que um funcionário sabe alguma informação sigilosa da empresa ou do seu superior hierárquico e a utiliza como meio de chantagem para benefício próprio.

Como proceder?

Para a analista de departamento pessoal Jennifer Félix, treinamentos para prevenir situações como essa são fundamentais. “Acredito que a prevenção funciona de dentro para fora. Outra forma de prevenção que considero muito válida e aplicamos no dia a dia é o contato direto com cada funcionário”, diz.

O funcionário que sofre assédio ou dano moral pode recorrer ao Judiciário para reivindicar indenização. Procurar um profissional da área trabalhista e o departamento de recursos humanos do local em que trabalha é de extrema importância e trará o suporte necessário para essas situações.

R7

VÍDEO – Viagens, mesada e sexo: entenda o mundo das ‘sugar baby’

VÍDEO COM REPORTAGEM AQUI

“É, ficou moda, né? Eu sou uma sugar baby. Qual é o problema?”, questiona Fernanda Rizzi, assistente executiva e sugar baby.

Em inglês, “sugar baby” significa “bebê de açúcar”. A expressão é antiga e foi criada nos Estados Unidos no início do século passado para definir um relacionamento entre um homem mais velho e com dinheiro – o “daddy”, “papai” – e uma jovem – a sugar baby.

Mas é tão atual que foi parar na novela “A Dona do Pedaço”. A Sabrina era garota de programa. Fisgou o milionário Otávio e passou a chamá-lo de: sugar daddy. “A Sabrina veio com essa história de sugar, eu acho que uma tentativa do personagem dela, né, de dar um glamour a uma relação antiga, ué, de estar com um homem casado”, comenta o ator José de Abreu.

“Ninguém enganou ninguém. Eles desde o início têm esse acordo muito claro”, comenta a atriz Carol Garcia. Chegou ao ponto de a baby Sabrina ganhar um apartamento do daddy Otávio.

Nos Estados Unidos, faz mais de dez anos que sugar babies e daddies usam as redes sociais e sites especializados nesse tipo de relacionamento. A americana Jennifer Lobo, filha de brasileiros, é dona de um dos primeiros sites sugar do Brasil. “Agora tem mais de 2 milhões de pessoas”, conta.

Babies também procuram daddies em aplicativos de paquera. Um daddy, que não quer ser identificado, diz que é uma troca de favores entre quem quer dinheiro e quem tem dinheiro. “Elas querem uma segurança, querem uma coisa diferente que os meninos ou homens da idade delas não pode fornecer”, diz.

Fernanda conta que tem um daddy francês há três anos. Ela trabalha, e ele só banca mimos de luxo: viagens, jantares, presentes.

“Qual a mulher que não gosta de ganhar uma bolsa? Hipócrita seria a mulher que ‘ah não, eu não gosto de ganhar presente. Eu não gosto de ganhar um sapato que eu vi na loja que custa um valor que seria o meu salário do mês’”, diz a sugar baby.

Mas muitas vezes quem paga se sente dono da relação. Como a empresária Marisa Araújo, que depois de três casamentos se considera uma “sugar mommy” bem resolvida. “Eu gosto de estar no domínio porque eu acho que quando você paga uma conta, você fica numa posição de mais poder. Eu sempre fui assim meio mandona, meio decidida, meio dona da situação. Já dei um celular pra ele, já dei roupa, já dei tênis que ele gosta, daqueles de passear”, conta.

“Assim que eu penso que é um relacionamento sugar. Na hora que ela precisa, ‘nossa, eu tô com a minha conta de luz que vai vencer, não tenho dinheiro esse mês’, você vai lá e paga pra ela”. O daddy de uma baby arrumou um emprego pra ela numa loja de material de construção – o mundo sugar não é necessariamente luxo e riqueza.

“Ele me ajudou a pagar alguns boletos de cartão de crédito, me ajudou com o meu primeiro emprego… Como eu fiquei desempregada recentemente, ele passou a me ajudar com boletos da faculdade. Roupa, joias… Os meus olhos não crescem em relação a isso”, conta a sugar que não quis ser identificada.

E nem todo relacionamento sugar é de exclusividade. “Não falo para ele de outras pessoas, ele não fala pra mim de outras pessoas, e a gente decidiu manter assim”.

“Ele sabe que eu tenho o meu perfil em uma rede social e que eu converso com outras pessoas e que se aparecer alguém… Eu falo: ‘é leilão, né?’. Se aparecer quem dá mais, leva! E é verdade isso!”, diz Fernanda.

Sites sugar pedem a garotas de programa que não se cadastrem neles. Mas críticos desse estilo de vida acham que, na verdade, o que o mundo sugar faz é glamourizar a prostituição, que não é crime no Brasil. O crime é explorar a prostituição.

“Os encontros do tipo sugar são uma forma de prostituição. Tem outros aspectos nessa relação, mas no fim das contas há uma expectativa de que favores sexuais vão ser prestados”, afirma Haley Halverson, vice-presidente do Centro Nacional sobre exploração sexual.

Repórter: “É prostituição ou não é prostituição?”

Jennifer: “Tem nada a ver prostituição. Você não tem que julgar uma mulher como prostituição porque ela quer ser tratada como… Tratada bem, como princesa, alguém que quer fazer isso pra ela. Não tem nada errado em isso”.

“Acho que qualquer um que esteja num relacionamento sugar fica vulnerável em termos de violência sexual, e também extorsão sexual ou chantagem, porque a pessoa pode ficar dependente do dinheiro que está recebendo”, explica Haley Halverson.

E, segundo uma baby que não quer aparecer, sites, redes e aplicativos, especializados ou não, podem atrair golpistas. “Os caras só tão querendo nudes. É muito cara prometendo muita coisa. Que não tem condições de cumprir”, diz uma sugar baby.

“A baby não pode ver o daddy como um caixa eletrônico que a hora que ela quer ela vai lá e saca. Como o daddy não pode ver a baby como um produto que ele vai lá e usa a hora que ele quer”, explica o sugar daddy.

O professor de Direito Civil Gustavo Tepedino faz outro alerta: “Se nessa relação for constituída uma união estável, ou seja, um projeto de vida em comum, há uma participação do sugar na metade dos bens construídos durante a vida. Para se evitar a participação de bens, é possível um contrato que separe os bens”.

A sugar mommy Marisa não fez contrato, nem está preocupada com isso.

Repórter: “E se se cansar…”.

Marisa: “Troca. É como um aluguel de casa: cansou, é muito melhor alugar do que vender porque, cansou do ambiente, você troca”.

Fernanda, sugar baby: “Só que isso tem um preço”.

Repórter: Qual é o preço?

Fernanda: Ou você é feliz ou você gosta de coisas sofisticadas.

Repórter: E você?

Fernanda: Eu falo que eu vivo em picos. Porque tem vezes que a gente está junto e eu estou nos melhores restaurantes seja no Brasil, seja em Paris, e eu não estou feliz. Mas eu quero estar ali. Aquilo de uma certa forma me faz bem, me traz uma felicidade instantânea.

“Existe um desequilíbrio de poder entre sugar babies e sugar daddies. Uma pessoa está entrando com todo o dinheiro, são os homens que estão definindo como a relação funciona”, explica Haley Halverson.

Fantástico – Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Juvenal disse:

    Querem problematizar a profissão mais antiga do mundo! Podem chamar do nome que quiserem, mas alguém (homem ou mulher) que oferece os prazeres da carna em troca de vantagens financeiras, é prostituta (ou prostituto rsrs). Nenhum preconceito, pelo contrário. Todo meu respeito a esses profissionais liberais que sabem aproveitar as oportunidades e não se prendem às imposições dessa sociedade moralista, opressora e falocêntrica.

  2. Lúcifer disse:

    Pobre, come rapariga, pagando.
    Rico, come suggar babyes, numa troca onde alguém tem dinheiro e alguém quer dinheiro !!!
    Mas, no fundo (literalmente…) é tudo P.U.T.A.A.A.A. !!!!!!!!!!
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  3. Diogo disse:

    Trocas voluntárias, nada mais normal em uma ética liberal.

  4. Yago disse:

    Puta agora mudou de nome??? É a modernidade kkkk