Judiciário

Aumenta julgamento de casos de violência contra a mulher, diz CNJ

Números divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta sexta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, indicam que cresceu nos últimos dois anos o número de processos em andamento no Poder Judiciário de casos de feminicídio, violência contra mulher e adoção de medidas protetivas.

Segundo quadro elaborado pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias do CNJ, no ano passado, havia mais de 1 milhão de casos pendentes de violência doméstica, 13% a mais do que em 2016.

O número de casos em andamento sobre feminicídio – o assassinato de mulheres por homens em razão das relações de gênero – cresceu no mesmo período 34% e chegou, no ano passado, a 4.461 processos pendentes. Quanto à adoção de medidas protetivas por decisão judicial, o crescimento foi de 36% e chegou a mais de 339 mil ações determinadas.

Reclassificação de estatísticas
Os dados foram colhidos nos tribunais de Justiça de todos os estados. Apesar do maior volume indicado de casos no Judiciário, não é possível, por meio desses dados, mensurar incremento da violência contra a mulher, afirma a diretora do Departamento de Pesquisas Judiciárias, Gabriela de Azevedo Soares. “Esses números precisam ser vistos com cautela”, diz Gabriela. Para ela, esse crescimento pode indicar aumento de registros em conformidade com as diretrizes do CNJ ou mesmo uma reclassificação de informações e estatísticas já processadas.

A desembargadora Daldice Santana, conselheira do CNJ, reforça a necessidade de os tribunais tipificarem os crimes de homicídio de mulheres, por causa de conflitos de relacionamento, como feminicídio. “Antes tudo era discriminado como assassinato, e o feminicídio ficava escondido como assassinato”, ressalta Daldice, citando a mudança de qualificação determinada pela Lei nº 13.104/2015.

Caldo de cultura
Segundo a desembargadora, há na sociedade brasileira “um caldo de cultura onde o homem continua agindo como a mulher fosse coisa de sua posse”, e o Poder Judiciário é a última instituição de uma rede que pode agir para proteger as mulheres da violência. “Agora, temos que partir mais fortemente para a prevenção. Se não conseguirmos virar essa chave de cultura, fica difícil entrar nesse campo”. Daldice defende mais engajamento dos médicos que prestam socorro a vítimas de agressão, para que quebrem o sigilo sobre os atendimentos e relatem ocorrências suspeitas de violência doméstica.

“O sistema de saúde pode ajudar a mulher a romper o ciclo de violência”, afirma Daldice Santana, lembrando que é preciso alertar a rede protetiva antes que ocorram mortes brutais de mulheres. “O feminicídio é a ponta de uma espiral. O último recurso de violência cotidiana e de relacionamento abusivo”, alerta.

Esforço concentrado
Daldice Santana informou que, na próxima semana, os tribunais de Justiça de todo o país deverão fazer “um esforço concentrado” para analisar processos que envolvam qualquer tipo de violência, inclusive o feminicídio. O mutirão deverá ocorrer também nos meses de agosto, por causa do aniversário da Lei Maria da Penha, e em novembro, em razão do Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres (25).

Nos últimos anos, o Conselho Nacional de Justiça tem adotado resoluções e orientado os tribunais em todo o país a atualizarem a análise de casos de violência contra a mulher. No ano passado, a Resolução nº 254 instituiu a Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres pelo Poder Judiciário.

Há oito anos, o CNJ determina que os tribunais de Justiça mantenham coordenadorias estaduais das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar e, há mais de uma década, recomenda a criação de jJuizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

Citando dados do Mapa da Violência (2015), a Organização das Nações Unidas (ONU) diz que o Brasil é o quinto país que mais registra feminicídios – 4,8 assassinatos a cada 100 mil mulheres. A violência de gênero só é menor que em El Salvador (8,9 mortes a cada 100 mil), Colômbia (6,3), Guatemala (6,2) e Rússia (5,3).

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Ultimamente a mulher tenta medir forças com os homens, nisso, ela leva uma enorme desvantagens, acho até que ela tem armas suficiente pra neutralizar os machos, é só saber usar. Essa coisa da sociedade incutir determinados comportamento a mulher, só levará ao crescimento de femininicídio, levando-se em conta que na hora da discussão, não vai existir polícia, Justiça, será a lei da força bruta, aí, a mulher leva uma enorme desvantagem, o que poderá custar até sua vida.

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Eleições 2026

Podemos mantém neutralidade e Renata Abreu é descartada como vice de Flávio Bolsonaro

                                        Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados

O Podemos decidiu manter a neutralidade na disputa pela Presidência da República e não vai apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). A definição foi tomada no fim da tarde desta terça-feira (4), durante uma reunião virtual da Executiva Nacional da legenda, convocada pela presidente do partido, deputada federal Renata Abreu.

Com a decisão, o partido também descarta, neste momento, a possibilidade de Renata Abreu integrar a chapa presidencial como candidata a vice. Como a coluna mostrou com exclusividade, a dirigente vinha sendo procurada por integrantes do PL tanto para levar o Podemos ao palanque de Flávio quanto para ocupar a vaga de vice-presidente.

A reunião desta terça ocorreu após o adiamento da definição durante a convenção nacional do Podemos, realizada na última sexta-feira (31), em São Paulo. Na ocasião, Renata Abreu afirmou que a decisão seria tomada de forma coletiva, ouvindo os dirigentes estaduais da legenda.

A manutenção da neutralidade representa um revés para a campanha de Flávio, que segue isolada.

Nos bastidores, lideranças da legenda já demonstravam resistência à composição com o PL. A avaliação predominante era de que a neutralidade seria o melhor caminho para preservar a unidade interna do partido e permitir maior liberdade às direções estaduais durante a campanha eleitoral.

Com a decisão, o Podemos se soma às siglas que optaram por não declarar apoio a nenhum dos principais candidatos à Presidência neste momento da corrida eleitoral.

Com informações da Jovem Pan

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Mundo

Mulher joga bilhete de loteria premiado no lixo e garis recuperam prêmio de R$ 5,8 milhões

Foto: AFP

Uma mulher quase perdeu um prêmio de 1 milhão de euros (cerca de R$ 5,8 milhões) após jogar, por engano, um bilhete premiado da loteria no lixo. O caso aconteceu na região da Puglia, no sul da Itália, e terminou com um desfecho inesperado: garis conseguiram localizar o bilhete dentro de um caminhão de coleta.

Segundo a empresa pública de gestão de resíduos SANB, responsável pelo serviço de coleta, a ganhadora procurou ajuda depois de perceber que havia descartado o bilhete premiado. A história foi confirmada à agência AFP por Roberto Nicola Toscano, gerente da empresa.

A mulher, que não teve a identidade revelada, foi até uma loja conferir o bilhete de uma loteria instantânea no domingo, após o sorteio. Ao passar o comprovante na máquina, recebeu a mensagem de que o prêmio não poderia ser pago no local.

Como pequenos estabelecimentos só fazem o pagamento de valores menores, ela não imaginou que havia acertado o prêmio principal e foi embora.

De volta para casa, um familiar informou que os números que ela costumava apostar — escolhidos em homenagem a um ente querido — haviam sido os vencedores. Ao retornar à loja, descobriu que o bilhete já havia sido jogado no lixo e recolhido pelo caminhão da coleta.

Após o pedido de ajuda, a equipe da SANB refez todo o trajeto do lixo até identificar o caminhão responsável pela coleta. O veículo foi retirado de circulação e levado para uma empresa especializada, já que a busca envolvia resíduos potencialmente perigosos.

Os trabalhadores passaram mais de um dia vasculhando o conteúdo do caminhão. Durante a operação, encontraram diversos bilhetes e fragmentos de cupons até localizar o bilhete premiado, que, segundo Toscano, estava “milagrosamente intacto”.

Quando recebeu a notícia, a mulher chorou de emoção, relatou o gerente da empresa.

Com informações de O Globo

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Brasil

Lobista amiga de Lulinha celebrou indicação de Flávio Dino ao STF

Foto: Reprodução/ Redes sociais

A empresária Roberta Luchsinger celebrou a indicação de Flávio Dino ao Supremo Tribunal Federal (STF) feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacando Dino como um ‘grande nome’ para a Corte. A indicação ocorreu em 2023, quando Dino era ministro da Justiça, e ele tomou posse em fevereiro de 2024. Roberta, próxima de Fábio Luís Lula da Silva, é investigada pela Polícia Federal por possíveis relações de tráfico de influência e foi alvo da CPMI do INSS, que aprovou a quebra de seus sigilos, medida suspensa. As informações são da Revista Oeste.

A empresária Roberta Luchsinger, conhecida pela proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, comemorou a indicação de Flávio Dino ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ela publicou uma mensagem de apoio ao nome escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar uma vaga na Corte.

Na publicação, Roberta afirmou que Dino representava “um grande nome” para o tribunal e celebrou a escolha feita pelo presidente. A indicação ocorreu em 2023, quando Dino ainda ocupava o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública.

Lula escolheu o então ministro da Justiça para substituir Rosa Weber, que deixou o STF em razão da aposentadoria compulsória. Dino teve o nome aprovado pelo Senado e tomou posse como ministro da Corte em fevereiro de 2024.

Roberta Luchsinger ganhou espaço no noticiário político pela relação próxima com Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Lula. A lobista mantém atuação no setor privado.

A Polícia Federal (PF) citou o nome da lobista em investigações que analisam tráfico de influência e possíveis relações entre empresários e integrantes do governo federal.

As apurações avaliam se Roberta e Lulinha teriam usado influência junto à administração pública para atender interesses empresariais. Os investigadores analisam contatos com órgãos como ministérios e estruturas ligadas à Presidência da República.

Um levantamento também mostrou que Roberta realizou dezenas de visitas a órgãos federais sem registros nas agendas oficiais. A situação chamou atenção de investigadores que acompanham as relações entre empresários e integrantes do governo.

Roberta voltou ao centro das discussões políticas em 2026 por causa da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O colegiado aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresária, mas a medida foi suspensa por Dino.

O ministro do STF afirmou que os pedidos aprovados pela CPMI do INSS não apresentavam justificativas individuais suficientes. A decisão gerou críticas de parlamentares da oposição, que defendiam o acesso aos dados para avançar nas investigações.

A empresária também foi alvo da Operação Sem Desconto, da PF, que apura um esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

Durante a operação, uma empresa ligada a Roberta recebeu R$ 1,5 milhão de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A empresária afirmou que o valor era referente a serviços de consultoria e intermediação no mercado de cannabis medicinal e negou qualquer irregularidade ou repasse de recursos a Lulinha.

Com informações da Revista Oeste

 

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Brasil

Prefeitura cearense diz que estátua de Diabo foi construída legalmente em propriedade de feiticeira

Fotos: Frames de vídeo / G1

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, no Ceará, se pronunciou sobre a estátua do Diabo construída em um templo na Taíba. De acordo com a gestão, a construção da obra ocorreu de forma legal, contando com a Licença Ambiental e o Alvará de Construção pelo Município.

O monumento fica no Palácio Estrela Negra da Quimbanda, de propriedade da feiticeira conhecida como Mãe Rainha das Trevas. Ele foi inaugurado no último dia 25 de julho, marcando os 29 anos da casa religiosa.

Embora o terreno onde fica o templo seja privado, ele é localizado em uma Área de Proteção Ambiental (APA) nas Dunas do Litoral Oeste, e foi necessária autorização por parte da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Mudança do Clima (SEMA) para que a estátua fosse construída.

– Ressalta-se que o licenciamento ambiental e urbanístico analisa a conformidade do projeto com as normas urbanísticas e ambientais. A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência dos atos administrativos e o respeito à liberdade de crença e de culto, direito fundamental assegurado pelo artigo 5º, inciso VI, da Constituição Federal – disse a prefeitura, em nota.

Como mostrou o Pleno.News, a estrutura dedicada ao diabo tem 11 metros de altura e custou R$ 100 mil, desembolsados pela própria líder religiosa. Embora a feiticeira afirme ser a maior estátua do gênero no planeta, não existem registros oficiais globais que comprovem o recorde.

– A verba foi toda tirada do meu próprio bolso. Eu fiz ela toda com dinheiro próprio, num local próprio, que é meu, porque aqui as terras são minhas, o terreno é meu – declarou ao portal G1.

Ainda na entrevista, a bruxa afirmou que organiza eventos religiosos que reúnem aproximadamente de 200 a 300 pessoas e defendeu sua crença.

– A diferença de eu falar dos demônios para algumas pessoas é que elas falam o nome “demônio” em termos pejorativos, e eu falo o nome demônio com muito amor, pois os demônios são bons, os demônios ajudam. Os demônios sempre estão de braços abertos para receber aqueles que precisam da ajuda deles – adicionou.

Pleno News

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Política

O CERCO APERTA: Novas frentes de investigação sobre Lulinha já chegam ao entorno de Lula

Foto: Reprodução

A abertura de novas frentes de investigação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ampliou o alcance político das apurações relacionadas às fraudes no INSS e aproximou o caso do núcleo de confiança do presidente Lula. No programa Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, o colunista Robson Bonin, de Radar, analisou o fato de o filho do presidente passar a ser investigado simultaneamente em inquéritos sob a condução de André Mendonça e Flávio Dino.

Segundo Bonin, uma das novas apurações busca esclarecer suspeitas de tráfico de influência e corrupção. A hipótese investigada é que Lulinha teria usado a proximidade com o presidente para facilitar o acesso de empresários a gabinetes de Brasília em troca de pagamentos. Outra frente trata do suposto vazamento de áudios e informações sigilosas para a campanha de Flávio Bolsonaro.

O que está sendo investigado na nova frente?

A apuração autorizada por Dino pretende esclarecer se Lulinha recebia valores elevados para facilitar contatos e defender interesses empresariais junto ao governo federal.

O colunista ressaltou que essas hipóteses ainda dependem do avanço das investigações e da análise das provas reunidas pela Polícia Federal.

Como o caso chegou ao entorno direto de Lula?

Outro ponto destacado por Bonin foi a admissão de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, de que recebeu dinheiro de Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha. Ele foi chefe de gabinete e atua na campanha do presidente.

Em nota, Marcola afirmou que os valores correspondiam a um empréstimo pessoal, pago de maneira parcelada. O montante total não foi informado. Para Bonin, a entrada de um auxiliar próximo do presidente no caso aumenta seu peso político e ético. “O escândalo ganhou uma nova dimensão ao atingir o gabinete da Presidência da República.”

Na avaliação do colunista, a proximidade de Marcola com Lula torna o episódio mais sensível para o governo, ainda que a justificativa apresentada seja a de uma operação particular.

Qual é o papel atribuído a Roberta Luchsinger?

Segundo Bonin, Roberta é apontada como amiga próxima de Lulinha e investigada por supostamente atuar como lobista para Antônio Carlos Camilo, conhecido como Careca do INSS.

A Polícia Federal suspeita que ela buscava audiências com ministros de Estado e outros integrantes do governo para facilitar negócios ligados ao empresário, citado nas investigações sobre descontos indevidos de aposentados.

O caso integra uma apuração mais ampla sobre uma fraude bilionária contra beneficiários do INSS.

Por que o caso pode produzir desgaste político?

Para Bonin, o principal risco para o governo está no avanço da investigação em direção a pessoas próximas ao presidente. O colunista destacou que as suspeitas deixaram de envolver apenas relações empresariais externas e passaram a alcançar personagens com acesso direto ao núcleo político do Planalto.

Além disso, o suposto uso de influência para obter contratos ou facilitar reuniões com autoridades cria uma questão de ética pública que pode ser explorada pelos adversários durante a campanha.

O avanço das diferentes frentes, portanto, será decisivo para determinar se as suspeitas permanecerão restritas ao campo investigativo ou se produzirão um novo foco de desgaste para Lula e seu entorno.

Com informações de Veja

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Mundo

Ex-coordenador da covid de Biden admite que vírus vazou de laboratório

Foto: Reprodução/ABC News

O médico Ashish Jha, ex-coordenador de resposta à covid-19 no governo de Joe Biden, admitiu que o vírus provavelmente vazou de um laboratório chinês. O médico defendia no início da gestão que a pandemia surgira de um surto natural. Ele deu a declaração durante entrevista à emissora CNN.

“Com base nas informações que vi, concluí que um vazamento de laboratório é mais provável”, declarou Jha. O ex-assessor da Casa Branca afirmou que o evento ocorreu de forma acidental. Ele ressaltou que apenas o regime da China possui os dados definitivos e cobrou transparência de Pequim.

A declaração desmorona a narrativa sustentada por autoridades e jornais norte-americanos desde 2020. Grandes veículos de imprensa classificavam a hipótese do laboratório de Wuhan como teoria da conspiração. Plataformas de redes sociais também apagaram publicações e baniram usuários que defendiam essa explicação.

Com informações da Revista Oeste

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Mundo

Estados Unidos revogam visto de embaixadora brasileira em Washington

Embaixada brasileira. Foto: Divulgação/Defesa Net

O governo de Donald Trump cancelou o visto da embaixadora Maria Luiza Viotti (foto abaixo), chefe da Embaixada do Brasil nos Estados Unidos. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (4/8) por um funcionário da diplomacia norte-americana.

Viotti está à frente da representação brasileira em Washington desde 2023, quando foi indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao posto. Com isso, ela se tornou a primeira mulher a chefiar a Embaixada do Brasil nos EUA.

A medida, até então, é vista como uma retaliação norte-americana contra a demora do governo brasileiro em conceder o agrément — ou aval, no jargão diplomático — para Daniel Perez, deputado estadual pela Flórida que foi indicado pelo governo Trump para assumir a Embaixada dos EUA no Brasil em 1º de junho, mas que, até o momento, não foi admitido para o cargo.

A informação de revogação do visto da embaixadora brasileira foi, inicialmente, divulgada pelo jornalista Paulo Figueiredo, que participou de uma coletiva de imprensa fechada com um representante do Departamento de Estado norte-americano.

O episódio desta terça-feira se soma a outros no recente histórico de tensão entre EUA e Brasil.

Em meio aos acenos positivos do governo Trump à família Bolsonaro e ao temor de uma possível interferência dos EUA nas eleições do Brasil, Washington e Brasília enfrentam uma crise nas relações diplomáticas que vem se acirrando nos últimos meses

No fim de julho, por exemplo, o Itamaraty negou visto para dois oficiais norte-americanos que viriam ao Brasil com o objetivo de questionar o sistema eleitoral.

Metrópoles

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Política

Taveira Júnior propõe debate institucional sobre crise penitenciária no RN: “Ou nos unimos, ou vamos sucumbir à criminalidade”

Foto: Divulgação

A crise vivida pelo sistema prisional do Rio Grande do Norte chegou ao plenário da Assembleia Legislativa, na reabertura dos trabalhos após o recesso parlamentar. O tema foi levantado pelo deputado Taveira Júnior (PSDB), que propôs um debate institucional e criticou a atuação do Governo do Estado na condução dos problemas no setor.

“Apesar de reconhecermos o esforço que vem sendo empreendido em nosso Estado, pela gestão penitenciária em si e ainda por outras instituições que atuam na área, as medidas se mostram claramente insuficientes diante dos desafios que estão postos”, pontuou Taveira, citando a recente fuga de 11 detentos da Penitenciária de Alcaçuz (e que, até esta terça, já tinha registrado a recaptura de quatro deles).

O deputado do PSDB fez uma análise sobre fatores que concorrem para a crise, destacando pontos como a superlotação dos presídios, as deficiências na estrutura física das unidades prisionais, o déficit de servidores atuando no sistema carcerário e, mais recente, o poderio crescente das facções criminosas.

Diante do quadro, Taveira Júnior propôs a ampliação de investimentos no setor, não apenas no reforço estrutural e nos quadros de servidores, mas também em sistemas de inteligência. Para o deputado, o principal desafio do sistema prisional potiguar não é apenas o controle da segurança interna, mas a soma dos fatores externos que apresentou.

“São questões que precisam ser atacadas de maneira mais eficiente, sem discursos vazios e com verdadeira disposição de obter resultados concretos. Não dá mais para conceber uma gestão penitenciária ultrapassada e até certo ponto romantizada e naturalizada. Já conhecemos esse caminho e está provado que ele não resolve”, observou ele.

Taveira concluiu seu pronunciamento conclamando a uma ação coletiva das instituições em busca das soluções. “Não é o volume dos problemas que precisa nos derrotar por antecedência, nos tirando a disposição para enfrentá-los. Somos racionais o suficiente para perceber que não dá para eliminar todas as questões do dia para noite. Entendemos que o quadro é complexo e merece esforço conjunto de toda a sociedade. Ou nos unimos e partimos para as ações que precisamos tomar, ou vamos sucumbir à criminalidade”, completou.

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Eleições 2026

Lideranças políticas de Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Angicos, Parazinho e Santa Maria anunciam apoio à candidatura de Álvaro Dias

Foto: Divulgação

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu, nesta segunda-feira e terça-feira, manifestações de apoio de ex-deputado, vereadores, ex-vereadores e lideranças políticas dos municípios de Parazinho, Angicos, Parnamirim, Santa Maria, Ceará-Mirim e São Gonçalo do Amarante.

Em Parazinho, anunciaram apoio os vereadores Joel de Pereiros e Maurício da Costa.

Em Angicos, recebeu o apoio do ex-prefeito Deusdete Gomes, de Nataly Felipe, ex-vereadora, primeira suplente e ex-presidente da Câmara Municipal de Angicos, e de Lindiclecio Macedo.

No município de Ceará-Mirim, o candidato do PL ao Governo do Rio Grande do Norte recebeu o apoio do grupo de oposição, liderado pelo ex-vice-prefeito Marcílio Dantas e por Marcílio Júnior, ex-vereador.

Em Parnamirim, o apoio foi anunciado por Marciano Júnior, ex-candidato a prefeito e ex-deputado estadual, acompanhado de sua esposa, Andréia.

Já no município de Santa Maria, a manifestação de apoio foi feita pelo vereador Marcelo Eduardo.

Outra adesão importante é a do município de São Gonçalo do Amarante. Álvaro agora conta com o apoio da vereadora Elaine Dantas; do ex-vereador Chanxe Dantas; e dos suplentes de vereador Édson Valban, Joca da Prótese, Tarcísio Fernandes, Adelson Martins e Régia David.

A chegada do grupo político de São Gonçalo do Amarante também amplia a presença da candidatura de Álvaro Dias em um dos municípios mais importantes da Região Metropolitana de Natal e do interior do estado.

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Política

Rogério Marinho aciona TCU e pede suspensão de contrato do STF para monitoramento de redes sociais

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O senador Rogério Marinho (PL-RN) protocolou uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a suspensão da licitação aberta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para contratação de uma empresa especializada no monitoramento de redes sociais. O parlamentar questiona a legalidade do contrato, estimado em R$ 249.928,56, e afirma que a medida pode representar desvio de finalidade administrativa e riscos às garantias constitucionais da liberdade de expressão.

Segundo Rogério Marinho, cabe ao TCU analisar se a contratação atende ao interesse público e está em conformidade com as atribuições institucionais da Corte.

Edital prevê monitoramento de publicações
De acordo com o edital, a empresa contratada deverá acompanhar permanentemente as menções ao STF nas redes sociais e produzir análises sobre o ambiente digital.

Entre os serviços previstos estão:

  • monitoramento contínuo de publicações sobre o STF;
  • identificação de autores, públicos e formadores de opinião;
  • classificação das menções como positivas, negativas ou neutras;
  • análise de padrões de mensagens e de eventuais ações organizadas na internet;
  • avaliação do impacto dessas publicações sobre a opinião pública.

O contrato tem vigência inicial de 24 meses, com possibilidade de prorrogação por até 10 anos.

Senador questiona finalidade da contratação

Na representação encaminhada ao TCU, Rogério Marinho sustenta que a produção de informações sobre cidadãos, influenciadores e manifestações públicas extrapola as competências constitucionais do Supremo Tribunal Federal.

Para o parlamentar, a contratação deve ser submetida ao controle do Tribunal de Contas para verificar sua legalidade e finalidade.

“É essencial que a colheita de dados, a produção de informações e o respectivo uso pelo STF observem a vinculação ao interesse público e respeitem os direitos e garantias fundamentais“, afirma trecho da representação.

O senador acrescenta que a utilização dessas informações para fins que não sejam estritamente institucionais não encontra respaldo jurídico.

“A produção de ‘dossiê’ e utilização que visem interesse não institucional do órgão não é juridicamente admitida e caracteriza desvio de finalidade e abuso de poder“, argumenta.

Pedido ao TCU

Na ação, Rogério Marinho também afirma que a contratação pode representar afronta às garantias constitucionais relacionadas à liberdade de manifestação do pensamento e à privacidade.

Segundo o líder da oposição no Senado, o STF deve observar os mesmos princípios de legalidade, finalidade e controle aplicáveis aos demais órgãos da administração pública.

Até o momento, o Supremo Tribunal Federal não havia se manifestado sobre a representação apresentada ao Tribunal de Contas da União.

Com informações do Portal 98 FM

 

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