Televisão

AUTORES DE NOVELAS: Globo encosta veteranos e promove maior renovação de todos os tempos

autores_silvio_de_abreu_joao_cotta_free_big_fixed_bigFOTO: JOÃO COTTA/TV GLOBO

Por interino

A Globo vai lançar nos próximos dois anos dez novos autores de novelas. Nomes como Alessandro Marson, Claudia Souto e Maria Helena Nascimento entrarão para a seleta constelação que nos últimos cinco anos passou a abrigar apenas cinco estrelas (Daniel Ortiz, George Moura, Felipe Miguez, Izabel de Oliveira e Lícia Manzo). No horário mais nobre, o das 21h, duas duplas serão promovidas: Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari e Thelma Guedes e Duca Rachid. Será a maior renovação já realizada em tão pouco tempo em um gênero em que medalhões como Manoel Carlos, Gilberto Braga e Benedito Ruy Barbosa já não são mais sinônimos de sucesso _os dois primeiros anunciaram aposentadoria das novelas.

O pacote de lançamentos de autores é uma questão de sobrevivência para a telenovela, que hoje sofre para se manter na casa dos 30 pontos do Ibope, mas ainda se mantém como um dos produtos mais atraentes para os anunciantes. “Sem novos talentos exercendo o ofício de escrever, o gênero telenovela fatalmente estará com os seus dias contados”, reconhece em entrevista exclusiva (leia abaixo) Silvio de Abreu, diretor de Teledramaturgia Diária da Globo, novelista conhecido por lançar outros profissionais _entre eles João Emanuel Carneiro, Carlos Lombardi e Elizabeth Jhin

A temporada de lançamentos começa em setembro, com Sol Nascente. A novela das seis será assinada pelo veterano Walther Negrão e pelo novato Julio Fischer. Em seguida, em outubro, será a vez de Maria Helena Nascimento, colaboradora desde 1994 (Pátria Minha), a estrear como autora. Ela escreverá Rock Story (ex-Sonha Comigo), em que Vladimir Brichta dará vida a um roqueiro em decadência e Rafael Vitti encarnará um cantor pop em ascensão.

No ano que vem, Alessandro Marson e Thereza Falcão, colaboradores de João Emanuel Carneiro em A Regra do Jogo, vão escrever Novo Mundo, uma trama de época para a faixa das 18h. No mesmo horário, chegarão Angela Chaves e Alessandra Poggi, com Em Nome do Amor; e Bia Correa do Lago, em parceria com Alcides Nogueira, com Amor e Morte. Na faixa das 19h30, além de Maria Helena Nascimento, serão lançados Claudia Souto, com Pega Ladrão; Paula Amaral (em parceria com Izabel de Oliveira), com Anos Incríveis; e Guilherme Vasconcelos, em coautoria com Antonio Calmon, com Barba Azul.

Silvio de Abreu diz que “não existe uma fórmula” para saber quando um autor está pronto para ser lançado. Para quem está na fila, é um momento de grande tensão. “A ansiedade faz parte, nem tento lutar contra ela”, diz Maria Helena Nascimento, que, a menos de seis meses da estreia, toma “um monte de vitaminas” e tenta “dormir o suficiente e continuar nadando”.

autores_daniel_ortiz_free_bigFOTO: CRISTIANE CAMELO/NOTICIAS DA TV

Prestes a colocar no ar sua segunda novela, Haja Coração, Daniel Ortiz conta que a tensão para escrever Alto Astral começou em 2011, quase quatro anos antes da estreia. “Quando o Silvio [de Abreu] me convidou pra fazer Alto Astral, foi na festa de encerramento de Passione. Na época, a novela ainda ia se chamar Buu. No dia seguinte eu saí de férias pro exterior. Quem disse que eu consegui descansar? Passei as férias todas pensando naquilo, na responsabilidade, que não queria decepcionar o Silvio etc”, lembra. Sobre Haja Coração, Ortiz já tem uma certeza: vai ganhar alguns quilos. “Eu tenho o infeliz costume de engordar durante as novelas. Você fica muito tempo sentado, sem fazer exercício físico”, revela.

Leia a seguir entrevista em que Silvio de Abreu conta sobre o maior processo de renovação de autores já empenhado na Globo:

Você é um autor experiente que sempre teve preocupação em lançar novos escritores de novelas. Fez isso com Maria Adelaide Amaral, João Emanuel Carneiro, Elizabeth Jhin e Daniel Ortiz, entre outros. Agora como diretor de teledramaturgia da TV Globo, lançar novos autores passou a ser uma política de emissora, e não apenas de um autor?

Silvio de Abreu: Essa sempre foi a política da empresa, mas poucos autores aceitam a incumbência. O processo de revelação de um novo autor é longo e muito trabalhoso. Depois de detectado o talento é preciso monitorar, aconselhar, estimular, tudo pacientemente, driblando inevitáveis conflitos. Esse trabalho toma muito tempo e com isso, forçosamente a função principal do autor, que é escrever a sua novela, fica em segundo plano, enquanto ele passa o seu conhecimento para o novo autor. Há que se ter muita paciência, desprendimento e uma grande vontade de revelar novos profissionais, acreditando que sem novos talentos exercendo o ofício de escrever, o gênero telenovela fatalmente estará com os seus dias contados.

Nos próximos dois anos, serão lançados dez novos autores de novelas. Quando um colaborador está pronto para ser lançado como autor solo?

Abreu: Não existe uma fórmula, muito menos um cálculo exato de tempo. A formação de um novo autor exige uma enorme dose de sensibilidade para intuir o momento certo de lançá-lo como titular de um trabalho. Existem autores que são excelentes escrevendo uma sinopse, mas não sabem desenvolvê-la nos capítulos. Por outro lado, existem os que fazem ótimas cenas, mas não conseguem encadear uma narrativa. Existem os que sabem imaginar ótimas cenas e situações, mas são péssimos nos diálogos. Cada caso é um caso e para cada um o método de desenvolvimento é diferente e específico.

Não é arriscado lançar tantos autores novos em tão pouco tempo?

Abreu: Já venho trabalhando com a maioria desses autores há dois anos. Desde que assumi a Direção de Gênero Teledramaturgia Diária na TV Globo, tenho garimpado novas sinopses, conversado com os autores, encomendado capítulos. Esse processo me permite analisar a habilidade de cada um e optar pelos melhores enquanto outros esperam uma nova oportunidade, caso tenham talento para isso.

Já descartei muitas sinopses, já abortei novelas aprovadas quando os capítulos não eram satisfatórios e até já mudei autor, aproveitando a ideia da sinopse, mas substituindo-o por outro que poderia desenvolver melhores capítulos. É um processo difícil e doloroso, porque se lida com ideias, sonhos e esperanças, mas o principal é ter um bom produto no ar.

O lançamento de novos autores visa a uma renovação do gênero? Ou novela é um gênero que resiste a transformações?

Abreu: Visa não só a renovação do gênero, mas, principalmente a sua longevidade. Nem todo novo autor vem com alguma ideia original e muitos pecam quando pretendem fazer uma revolução do gênero, já na sua primeira experiência. Sou totalmente aberto a novas ideias, novas linguagens, novos caminhos, aliás quem acompanhou a minha carreira de autor sabe disso. Guerra dos Sexos, A Próxima Vítima, A Incrível Batalha Das Filhas Da Mãe no Jardim do Éden, e outras atestam isso.

Não poderia ser diferente exercendo o cargo que exerço agora, mas é preciso ser prudente ao se entusiasmar com novas ideias. Ter a ideia não é o mais importante, o mais importante é saber desenvolvê-la dentro de um gênero popular como a telenovela que atinge milhões e milhões de telespectadores dos mais diferentes níveis sociais e culturais.

Nos últimos anos, autores veteranos e consagrados, como Gilberto Braga e Manoel Carlos, decepcionaram no horário nobre. Isso evidencia a necessidade de se lançar novos autores, inclusive na faixa mais nobre, a das 21h, com as escalações de Maria Adelaide Amaral/Vincent Villari e Thelma Guedes/Duca Rachid para esse horário?

Abreu: Gilberto Braga e Manoel Carlos são dois ícones incontestáveis da teledramaturgia brasileira, devemos aos dois maravilhosas histórias de muito sucesso. Tenho certeza que essa sua decepção é momentânea.

Muitos autores ambicionam chegar à novela das nove, porém, mais do que um mérito pessoal, o que importa é a narrativa e o estilo de cada um deles. Tanto Maria Adelaide Amaral quanto Thelma Guedes e Duca Rachid já escreveram novelas em que podem ser percebidos muitos elementos que se consagraram nas novelas das nove: melodrama, tramas familiares, personagens densos, uma pitada de comédia, assuntos polêmicos, trama intrigante. A escalação delas para o horário era apenas uma questão de tempo. Aposto no sucesso delas no horário, não só pelo talento, mas também pela habilidade de conduzirem maduramente uma grande história.

Quando um autor está pronto para pilotar um Boeing das 21h?

Abreu: Quando tiver talento para chegar até lá, habilidade para conduzir a trama, saber lidar com os percalços da responsabilidade do cargo e, principalmente, ter uma grande história para contar.

UOL

Opinião dos leitores

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Brasil

PT ENCOLHEU: Partido chega a 2026 com menor número de candidaturas desde 1994

Foto: Jamile Santana/G1

O Partido dos Trabalhadores chega às eleições de 2026 com a menor quantidade de candidaturas de sua história recente. A legenda lançou 1.097 nomes para disputar vagas no Legislativo, o menor número desde 1994.

A redução também aparece na disputa pelos governos estaduais. O PT terá apenas 12 candidaturas próprias, igualmente o menor número desde 1994.

Embora o PT continue sendo uma das principais forças políticas do país, a queda no número de candidaturas mostra que o partido já não tem a mesma capilaridade eleitoral de décadas passadas.

Com informações do Poder 360

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Brasil

QUASE UM ‘PARTO’: PF levou mais de 7 meses para enviar a Mendonça quebra de sigilo de Lulinha

Foto: Reprodução/ Ilustração IA

A Polícia Federal levou mais de sete meses para enviar ao ministro André Mendonça os dados das quebras de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A demora teria sido um dos motivos para o atrito entre a polícia e Mendonça, que é relator dos inquéritos do INSS e do Banco Master.

O magistrado determinou a derrubada dos sigilos fiscais, bancários e telemáticos do primogênito do chefe do Executivo em dezembro do ano passado, no âmbito da investigação sobre desvios de aposentados e pensionistas.

Diante da demora para encaminhar o resultado das diligências e devido a outras decisões da PF que incomodaram Mendonça, como a troca da coordenação da PF responsável pela apuração do INSS, o ministro mandou a polícia enviar a seu gabinete os dados brutos do caso, ou seja, a íntegra das quebras.

A Polícia Federal, no entanto, interpretou a decisão como uma invasão da autonomia investigativa da corporação. A PF chegou a acionar a Advocacia-Geral da União para estudar a apresentação de um recurso perante o STF (Supremo Tribunal Federal) para derrubar a ordem judicial, mas nenhuma medida jurídica foi concretizada.

Integrantes do governo federal, como o advogado-geral da União, Jorge Messias, entraram em campo para tentar apaziguar a relação do ministro com a cúpula da corporação.

Com informações da CNN

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Eleições 2026

DO PÚLPITO AO PALANQUE: R. R. Soares ultrapassa Bolsonaro e lança 5 filhos candidatos nas eleições

Foto: Reprodução

O missionário R.R. Soares, fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus, consolidou um movimento inédito ao lançar cinco filhos para cargos eletivos no cenário político nacional. A estratégia familiar supera a representatividade de nomes tradicionais da política, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, e visa expandir a influência evangélica nos legislativos estadual e federal.

Com candidaturas divididas estrategicamente entre São Paulo e Rio de Janeiro, R. R. Soares aposta na base de fiéis e na presença televisa para garantir mandatos. As candidatura já estão alinhadas com partidos de centro-direita para a disputa eleitoral.

A presença dos familiares do religioso na política não é recente, mas ganha proporções inéditas com a entrada simultânea de todos os filhos homens de R. R. Soares na disputa por vagas na Câmara dos Deputados e em Assembleias Legislativas.

A tradição familiar na política, no entanto, vem de antes, com a projeção nacional do bispo Marcelo Crivella (sobrinho de sua esposa, Maria Magdalena), que já exerceu mandatos como senador, prefeito do Rio de Janeiro e deputado federal.

Com informações do portal NDMais

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Brasil

Plano de saúde dos senadores gera rombo de R$40 milhões, aponta colunista

Foto: Carlos Moura

É deficitário o plano de saúde de senadores, ex-senadores e, claro, dependentes de suas excelências. Todos se penduram na benesse que, sem escolha, é custeada pelo pagador de impostos. Levantamento do Ranking dos Políticos considerou a despesa ao longo de 2025, apenas de usuários do sangue azul, sem os servidores. São 79 senadores, 187 ex-senadores e mais 363 dependentes. A arrecadação foi de R$5.179.524,92. As despesas são bem maiores, R$40.476.846,63.

Os R$5 milhões vieram de contribuições dos beneficiários. Soma-se a esse valor a merreca de R$86 mil em coparticipação.

O rombo abarca indenizações e restituições, pagamentos a prestadores de serviços de saúde, tratamentos de longo prazo etc, etc, etc…

Na Câmara, a assistência consegue ser superavitária. Foram R$8,35 milhões em arrecadação contra R$8,22 milhões em despesas.

O custo por beneficiário da Câmara foi de R$520,88 por mês. No deficitário Senado, o valor salta para R$5.362,59.

Com informações da coluna Cláudio Humberto – Diário do Poder

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Brasil

“TAL PAI, TAL FILHO”: Caso Lulinha tem 68% de posts negativos contra Lula, diz VoxRadar

Foto: Reprodução

Dois em cada três comentários feitos nas redes sociais sobre as investigações envolvendo o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, renderam críticas ao petista, que tenta se reeleger para o quarto mandato. O levantamento do núcleo de dados da VoxRadar, feito em parceria com a CNN Brasil entre 13 e 19 de agosto, mostra que 68% dessas postagens são de teor negativo.

Entre o dia que a CNN informou a mudança de um endereço comercial de Lulinha na Espanha para uma área nobre em Madri até esta quarta-feira (19), quando a PF apontou que a empresária e lobista Roberta Luchsinger aparentava ter autorização para agir em nome do filho do petista, 64% dos comentários a respeito do caso apontavam Lula, Lulinha e o PT como culpados em manifestações como “tal pai, tal filho”, “quadrilha” ou “ladrão”.

Uma parcela negativa, mas que representa 4% do total, apresentou uma descrença institucional, traduzida na frase: “vai dar em pizza”, acusando o STF (Supremo Tribunal Federal) de blindar os envolvidos no caso. Em um espectro semelhante, uma parcela de 3.667 comentários demonstrou um desengajamento diante do assunto, diagnosticando que “direita e esquerda” roubam igual.

Apesar da maioria crítica, 17% dos internautas saíram em defesa do presidente Lula, destacanto o caráter do chefe do Executivo ao não pedir o arquivamento do caso, um apoio direcionado majoritariamente ao gesto do que ao mérito ou resultado do caso. Entretanto, apesar de serem minoria no volume de comentários, aqueles que se posicionam a favor se dividem entre uma postura de defesa do petista e um comportamento de contra-ataque.

Cerca de 8% daqueles que se colocaram a favor do presidente optaram pela forma de apontar as acusações dos adversários, relembrando casos relacionados ao concorrente de Lula ao Palácio do Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu histórico de acusações sobre rachadinhas e sua ligação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Com informações da CNN

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Eleições 2026

[VÍDEO] Michelle grava inserção com Flávio Bolsonaro e diz: “Vamos juntos resgatar o nosso Brasil

Imagem: Reprodução

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro gravaram inserções de campanha e vídeos conjuntos em Brasília para selar a união da direita nas eleições presidenciais de 2026, declarando: “Vamos juntos resgatar o nosso Brasil”.

Não há o áudio das falas – um dos jingles da campanha de Flávio é que embala a postagem –, mas ambos aparecem sorridentes e interagindo durante uma filmagem para a campanha, numa espécie de making of da gravação.

É possível perceber também que, na gravação, Flávio pede voto para a candidatura de Michelle ao Senado pelo Distrito Federal, enquanto ela pede voto para a candidatura presidencial dele, inclusive com os respectivos números de urna. A perspectiva é que o vídeo seja utilizado ao longo da propaganda eleitoral na televisão.

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Política

Candidatos do PSOL à Câmara dos Deputados criam ‘bancada da macumba’

Foto: Reprodução

Um grupo de seis candidatos do PSOL à Câmara dos Deputados anunciou a criação da “bancada da macumba”. A iniciativa reúne representantes de cinco estados brasileiros e tem como foco principal aumentar a presença de integrantes de religiões de matriz africana no Congresso Nacional.

O projeto é formado por Adriano Fiúza, do Distrito Federal, Mãe Su de Nanã, de São Paulo, Renato Fonseca, de Pernambuco, Wesley Mendes e Mãe Bernadete de Oxóssi, da Bahia, e Ariane Magalhães, do Rio de Janeiro. Todos eles disputam ativamente o cargo de deputado federal no pleito de outubro deste ano.

A principal finalidade da articulação é garantir que os praticantes dessas religiões participem de forma direta da criação de leis e da distribuição de orçamentos. Eles rejeitam a ideia de serem tratados somente como alvos folclóricos e exigem espaço nas decisões governamentais.

O grupo alega que a ausência de representatividade prejudica o segmento.

— Ninguém pode falar melhor por nós do que nós mesmos. Enquanto não tivermos macumbeiros e macumbeiras ocupando os parlamentos, continuaremos sendo lembrados de forma pontual — afirmaram, em nota conjunta.

A estrutura da equipe permite a integração de pessoas que não praticam as religiões de matriz africana, como educadores e estudiosos. Outros parlamentares também podem dialogar com a frente, bastando que apoiem de forma pública as propostas elaboradas em defesa desse público.

O diretório do partido confirmou apoio institucional à mobilização, contudo destacou que a ideia partiu dos próprios candidatos, sem interferência da cúpula partidária.

Com informações do Pleno News

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Mundo

Ex-assessor de Fauci se declara culpado nos EUA por conspiração para ocultar documentos sobre a Covid-19

Foto: Reuters

Um ex-assessor do especialista em doenças infecciosas Anthony Fauci declarou-se culpado, na terça-feira (19), de conspirar para burlar leis de acesso a registros públicos e ocultar documentos governamentais relacionados a financiamento de pesquisas e à pandemia de Covid-19.

David Morens, que trabalhou sob a supervisão de Fauci como funcionário de alto escalão no NIAID (Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas) durante a pandemia, admitiu a culpa pela acusação de conspiração durante uma audiência em um tribunal federal em Greenbelt, Maryland.

O homem de 78 anos havia sido indiciado em abril por acusações relacionadas ao que os promotores descreveram como um esquema para frustrar solicitações de registros públicos recebidas pela agência a partir de abril de 2020, referentes a subsídios de pesquisa sobre a COVID-19.

Ele pode enfrentar até cinco anos de prisão quando for sentenciado, em 12 de novembro.

“Ao declarar-se culpado hoje, o Dr. Morens assumiu a responsabilidade por seus atos e continuará a fazê-lo”, afirmou Timothy Belevetz, advogado dele, em um comunicado.

A admissão de culpa ocorreu depois que Fauci — que liderou o NIAID por 38 anos e tornou-se a face da resposta dos EUA à pandemia — compareceu a uma comissão do Senado no mês passado e invocou repetidamente seu direito de não se autoincriminar. Fauci também acusou o senador republicano Rand Paul, um adversário de longa data do Kentucky, de conduzir uma campanha “desequilibrada” para vê-lo preso.

Os promotores não acusaram Fauci de qualquer irregularidade relacionada ao caso de Morens. Ao depor perante uma comissão da Câmara dos Representantes dos EUA em 2024, Fauci minimizou a proximidade de sua colaboração com Morens e negou ter usado um endereço de e-mail particular para discutir assuntos governamentais.

As origens da Covid permanecem sem solução. O FBI afirmou em 2023 que um vazamento de um laboratório em Wuhan provavelmente causou a pandemia, uma alegação que a China classificou como totalmente desprovida de credibilidade.

Em janeiro de 2025, a CIA afirmou que um vazamento em laboratório era provável, embora com “baixa confiança”, enquanto outras quatro agências de inteligência dos EUA e o Conselho Nacional de Inteligência acreditam que o vírus provavelmente surgiu por meio de transmissão natural a partir de um animal.

Os promotores informaram que a admissão de culpa de Morens estava relacionada à decisão dos NIH (Institutos Nacionais de Saúde) de cancelar um subsídio de pesquisa sobre coronavírus em morcegos, com base em alegações de que a Covid-19 teria surgido do laboratório de Wuhan.

O laboratório sediado na China havia recebido um sub-repasse de recursos da empresa que fora contemplada com o financiamento.

Os promotores afirmaram que Morens se comprometeu a ajudar a restabelecer o financiamento para pesquisas sobre coronavírus em morcegos e a combater a narrativa de que a Covid-19 teria vazado de um laboratório.

Prevendo que suas comunicações poderiam ser solicitadas com base na Lei de Liberdade de Informação, Morens e outras pessoas combinaram de trocar mensagens usando a conta de e-mail pessoal de Morens, em vez de sua conta governamental, segundo os promotores.

Com informações da CNN

 

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Brasil

‘Alexandre de Moraes não tem limites e representa ameaça à democracia’, critica Glenn Greenwald

Foto: Evaristo Sá/AFP

O jornalista Glenn Greenwald afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atua sem limites e representa a principal ameaça à democracia brasileira. Durante entrevista ao Conversa com Augusto Nunes desta terça-feira, 18, ele criticou a proximidade entre integrantes da Corte e políticos e relatou pressões depois da publicação de reportagens sobre Moraes.

Greenwald abordou o assunto ao falar dos riscos que enfrentou ao longo da carreira. Segundo ele, nunca havia considerado deixar de fazer uma reportagem por medo das consequências. Isso mudou quando recebeu, em 2024, um arquivo com material proveniente do gabinete de Moraes.

Ele destaca que esta foi “a única vez que realmente teve um debate interno”, sobre publicar ou não o material, “porque Alexandre de Moraes não tem limites e a sociedade ou não consegue, ou não quer, impor limites sobre o abuso do poder dele”.

O material foi apurado em parceria com a Folha de S.Paulo e resultou na série de reportagens “Vaza Toga“, sobre os bastidores do gabinete do ministro. Entre as revelações citadas pelo apresentador estava a inclusão de Oeste entre os veículos examinados por auxiliares de Moraes.

 

Com informações da Revista Oeste

 

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Geral

ACABOU O DINHEIRO: Governo Fátima deixa 367 projetos culturais do RN fora da Lei Câmara Cascudo; produtores questionam transparência na distribuição dos recursos

Foto: Reprodução/ IA

Dos 492 projetos apresentados à Lei Câmara Cascudo em 2026, apenas 125 foram aprovados. Outros 367 ficaram de fora por falta de recursos, segundo alegou a própria Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

A situação atinge projetos que já fazem parte do calendário cultural potiguar. Entre os eventos que podem deixar de acontecer estão o Festival de Jazz, projetos da produtora Diana Fontes e o tradicional Festival de Quadrilhas.

De acordo com o Blog do Gustavo Negreiros, produtores culturais questionaram a transparência na distribuição dos recursos e levantaram suspeitas de que projetos ligados a aliados políticos do governo teriam recebido prioridade.

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