Política

Bira Rocha: No RN "está mal a saúde, está mal a educação, está mal a segurança" e "só tem projeto político"

O empresário e ex-presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Aberílio “Bira” Rocha, faz nesta entrevista, uma avaliação de Natal, RN e Brasil, nos campos político, administrativo, econômico e social. Ao avaliar o governo Rosalba Ciarlini (DEM), diz que, à exceção da probidade, tudo vai mal. “Acho que o governo no primeiro ano é aquele governo que se monta para fazer quatro anos. E aí teria que ter um projeto administrativo, um projeto econômico, um projeto social e um projeto político. Eu acho que ela montou um projeto político, mas não montou os outros três”, avalia Bira. Para o empresário, aliás, o governo Rosalba deverá se contentar em ser um grande administrador ruim de folha de pessoal. “Isso é o que está posto porque ela herdou um plano de cargos e salários que não consegue implantá-lo e vai ser cobrado durante os quatro anos e ela não tem como administrar isso”. Para Bira, o grande diferencial entre Rosalba e alguns antecessores é que, “até agora e graças a Deus, não teve escândalo de corrupção”. Nesta entrevista, Bira aborda as privatizações dos aeroportos, dimensiona o papel do terminal aeroportuário de São Gonçalo do Amarante, avalia as gestões de Dilma Rousseff (PT) e Micarla de Sousa (PV), examina a sucessão municipal, revisita o passado recente ao eleger os melhores governantes do Estado e da capital e critica a ausência da FIERN na defesa da sociedade, além de outras análises.

JH – Qual a avaliação que o senhor faz do primeiro ano de Rosalba?
BR – Olhe, não é boa, não. Acho que o governo no primeiro ano é aquele governo que se monta para fazer quatro anos de governo. E aí teria que ter um projeto administrativo, um projeto econômico, um projeto social e um projeto político. Eu acho que ela montou um projeto político, mas não montou os outros três. Ela sabe hoje com quem conversa, os aliados que desejava, tem uma maioria muito folgada na Assembléia. Mas no administrativo que se faz no primeiro dia de governo, eu diria que faz nos primeiros 90 dias depois não faz mais, ela não fez. Ela era para, naquele momento, ter dado uma reduzida no tamanho do governo para poder ter caixa para fazer o governo. Eu acho que aí ela não fez. Em lugar de reduzir, ela prometeu que ia reduzir os cargos comissionados e deixou sem preencher, mas agora preencheu. Ela disse que ia reduzir o tamanho do estado, não reduziu. Criou mais secretarias. Nessa área administrativa, ela poderia ter melhorado o custeio, principalmente de saúde, educação e segurança, botado caixa para fazer. E agora não tem mais como fazer.

JH – O senhor acha que o governo está perdido, desnorteado?
BR – Eu diria que o governo vai se contentar em ser um grande administrador ruim de folha de pessoal. Isso é o que está posto. Porque ela herdou um plano de cargos e salários que não consegue implantá-lo e vai ser cobrado durante os quatro anos e ela não tem como administrar isso. Vêm as categorias atrás de aumento e não conseguem. Vêm alguns programas importantes que a população sente falta, por exemplo, Central do Cidadão, que ela não consegue bancá-lo porque não tem recursos. Não diria que está perdido, mas vai ser um governo de administrar pessoal porque não fez o dever de casa no cenário administrativo.

JH – Esses 60% de reprovação aqui em Natal o senhor acha que pode ser um espelho também para o RN?
BR – Com certeza isso vai refletir porque Natal é uma caixa de ressonância e vai refletir para o Estado se continuar desse jeito. Não tenho nem dúvida.

JH – É muito cedo para estar com um ano dessa forma?
BR – Eu diria que para estar no primeiro ano desse jeito não foi bom, não. Nem para ela nem para o Estado. Governo sempre se compara com o que saiu. Se eu comparo com o que saiu ela só tem um grande ponto a favor dela. Até agora e graças a Deus e eu espero que continue, não teve escândalo de corrupção. É um diferencial administrativo. No aspecto gerencial não houve nenhuma inovação administrativa.

JH – O senhor concordaria com o deputado José Dias, que disse que o governo está igual ao pior que o de Wilma?
BR – Não por causa da corrupção. No de Wilma era diferente e a gente via bastante isso.

JH – E no aspecto puramente administrativo?
BR – Administrativamente são iguais, porque está mal a saúde, está mal a educação, está mal a segurança, a Central do Cidadão não vai bem, não tem dinheiro. Eu diria que governo bom é o governo que tem dinheiro. A governadora sabe que está saindo mais do que entra e vai quebrar. Não tem como.

JH – O Estado vai quebrar?
BR – Eu não diria que vai quebrar, porque o Estado não quebra. É inquebrável (risos). Ela vai a cada dia ter mais dificuldade.

JH – O senhor pensa 2012 pior?
BR – Pior. Porque ela não tomou as medidas necessárias. De 2010 para 2011, o governo, não é só o Executivo, o Legislativo é governo, o TCE é governo, o Tribunal de Justiça. A AL cresceu suas despesas 17,98%. O MP um pouco menos, 17,76%. O TJ 10,72%. O TCE 9,70%. E a arrecadação do Estado, o crescimento da receita dos cofres do Estado foi de 12,61%. Você tem os poderes crescendo mais do que cresce a receita. Não tem mágica. E o Poder Executivo ela segurou no primeiro ano e só cresceu 6,56%. Se implantasse o plano de cargos e salários essa percentagem cresce. E teve-se crescimento da receita de 12,61% contra inflação de 6,5%. Acontece que ela não fez um plano de governo administrativo para segurar uma coisa com a outra. A Dilma fez.

JH – Rosalba saiu da prefeitura de Mossoró para o governo do Estado. O Estado está superdimensionado para o que ela imaginava?
BR – Eu acredito que pode ser isso, pode ser uma vertente. Ou que alguém que ela colocou para imaginar o governo não viu a situação tão grande antes de assumir e não tomou as providências devidas. Na hora que você passa para a área social, você tem um sem número de projetos sociais. O Programa do Leite, o Primeiro Emprego, Cidadão Nota 10, a Central do Cidadão. Tudo não resolvido. A mídia às vezes esquece alguma porque parece que a mídia ganha muito dinheiro e esquece algumas coisas. Ao final do governo de Iberê, início do governo dela, foi aprovada 2% do ICMS no preço da gasolina que vocês pagam para este dinheiro ser para adicionar ao Bolsa Família do RN 30% do valor. Esse dinheiro está sendo arrecadado todo mês. Quanto é? O que estão fazendo com esse dinheiro? Ninguém fala disso. Apesar do governo se achar muito transparente, ele não está tão transparente assim. Para você colher esses dados às vezes não é muito fácil, não.

JH – Como o senhor analisa o secretariado de Rosalba?
BR – Conheço alguns, não todos. Acho que se pegar o núcleo do governo dela, Planejamento, Administração, Casa Civil, são pessoas que ela trouxe da administração que ela fez em Mossoró. Lá em Mossoró ela fez administrações vitoriosas. Mas é aquilo que o Túlio disse ainda há pouco, talvez o Estado seja bem maior que o município de Mossoró. Talvez a visão macro do pessoal dela esteja faltando um pouco. Ou mesmo os assessores junto a ela estejam faltando pensar o estado de forma diferente. Tanto no setor econômico, não tem nenhum projeto na área primária, que se dê destaque, se lute por ele e faça o diferencial. Nós não temos nenhum diferencial de projeto do setor industrial que faça a reestruturação do Estado. Nem no setor de serviços. Até 2002 o estado tinha um crescimento econômico superior à média do Nordeste. Essa curva inverteu-se e hoje nosso crescimento é inferior à média do NE.

JH – O senhor já disse que 2011 foi de dificuldade, 2012 vai ser igual ou pior. Se continuar dessa forma, o senhor acha que a governadora terá dificuldade na reeleição?
BR – Com certeza, sim. Não conheço nenhum governo bom liso. E o governo está liso. O cenário econômico no mundo é de dificuldade e no Brasil vamos ter crescimento econômico igual ou pior que 2011. Portanto, não vai ter esse crescimento que teve o ano passado.

JH – O caixa pode inviabilizar a reeleição?
BR – Já está inviabilizando. Já vai em 60% de desaprovação do governo do Estado em Natal. Não foi por causa de escândalo. Pelo contrário, não teve escândalo, graças a Deus, parabéns para ela que segurou. O que é que está inviabilizando? É a má administração dos recursos. Se está sem recursos para fazer o custeio da saúde, da educação e da segurança. É evidente que esses setores não dependem só de recursos. Depende de você montar uma gestão também. O governo está apegado na Copa do Mundo, que é um evento que por si só se dilui. Vai ter um grande marketing de Natal, excelente, mas é um evento. Não é um projeto que reestruture a economia do Estado.

JH – O senhor fala da inviabilidade eleitoral dela, mas ela está fortalecida com vários grupos políticos.
BR – Não vão confundir viabilidade política com viabilidade eleitoral. São duas coisas. Politicamente ela está altamente viabilizada. Eleitoral precisa passar no teste. E as pesquisas não dizem que não são muito favoráveis.

JH – Se a eleição fosse hoje o senhor acha que ela não teria condição de ser reeleita?
BR – Depende de quem fosse o candidato.

JH – Contra quem seria?
BR – Ah, essa é uma boa pergunta.

JH – O que o senhor acha da candidatura de Robinson Faria ao governo do Estado?
BR – É difícil lhe dizer isso com Robinson. Porque Robinson teve uma boa atuação sempre política. Mas eleitoral ele foi sempre um deputado estadual. O máximo que ele conseguiu foi o filho ser deputado federal. Você não tem Robinson testado numa majoritária.  Majoritária difere muito da proporcional. Então, é muito difícil testar um nome. Foi testado José Agripino, mas foi majoritária. Garibaldi foi na majoritária. Henrique foi um camarada que teve votações sempre presentes na proporcional. Na majoritária nunca foi bom. Então é difícil.

JH – Em relação a Garibaldi, o senhor acha que ele, como aliado, está sendo bem tratado pelo governo Rosalba?
BR – Eu acho que o que ele supostamente solicitou foi atendido politicamente.

JH – Mas, por exemplo, o Programa do Leite foi retirado totalmente da Secretaria que ele indicou. Isso aí não seria uma forma de esvaziá-lo?
BR – Do jeito que estava o programa do leite foi bom para ele. Garibaldi é um sujeito de sorte (risos). O programa do leite está sacrificado por hora.

JH – Será que Henrique viabiliza a candidatura à presidência da Câmara?
BR – Eu não tenho essa certeza. Eu torço para termos um norte-rio-grandense na presidência da Câmara, torço para que aconteça, mas essa certeza eu não tenho porque se trata de um acordo feito com o PT. Eu particularmente não vejo o PT gostar de cumprir acordos que não sejam com ele mesmo.

JH – O presidente do PT disse que vai cumprir?
BR – Eu acho fantástico você acreditar na palavra de político, fico até surpreso com isso, mas tudo bem (risos gerais).

JH – Como o senhor vê essa negociação envolvendo o cargo de conselheiro do TCE?
BR – Isso aí precisa primeiro acontecer para a gente poder fazer uma avaliação melhor. Eu acho que os cargos do Tribunal de Contas não podem servir de escambo. Não sei se vai fazer, mas não pode servir de escambo sob pena de cada vez o TCE ficar mais e mais e mais sem credibilidade.

JH – E Natal, qual a avaliação que o senhor faz do quadro da capital?
BR – Eu acho que o quadro de Natal está pior do que o do RN. Eu acho que a nossa prefeita é muito bem intencionada, mas intenção não governa. Não existe governo de boas intenções. Existe governo de acontecer. Hoje em dia existe sempre o comparativo com quem saiu. Quem foi que ela sucedeu? Foi Carlos Eduardo, que é bem avaliado. A outra bem avaliada em segundo lugar é Wilma, está nas pesquisas aí. Mas Wilma, acho que vai ter contra ela, não tenha nem dúvida disso, todos esses escândalos que vão começar a ser julgados agora nesse governo. Então acho que a eleição em Natal é muito parecida em ser primeiro turno. Acho.

JH – Micarla está inviabilizada para a eleição?
BR – Eu acredito que para a eleição dela ela está inviabilizada. Eu acho que ela não tem viabilidade de se eleger. A não ser que aconteça um milagre. Só para analisar: ela tem umas obras fantásticas de mobilidade. Essas obras de mobilidade realmente seriam um canteiro de obras em Natal. Tem o dinheiro disponível no BNDES, aliás, é na Caixa Econômica que financia. Mas tem uma coisa chamada contrapartida que ela não tem o dinheiro da contrapartida e, portanto, não pode sacar o dinheiro de mobilidade. Para isso ela está apelando para o que o BID financie. Isso é um processo demorado no Banco Mundial e eu entendo que ela tem só mais seis meses, sete meses de governo. Ela não tem um ano de governo. Só tem até julho. Depois de julho, além de não conseguir fazer isso tudo em menos de seis meses, ela vai reverter isso para a eleição? Só tem seis meses, junto ao Banco Mundial, ao BID, conseguir a contrapartida para pagar, mais o financiamento para ser aprovado pela Câmara Municipal, pelo governo federal, pela Câmara e pelo Senado? Vamos lá, não vai ter esses 10% da contrapartida? Em alguns lugares como no Ceará a prefeita de Fortaleza Luiziane Lins (PT) passou as obras para o governo do Estado. Aqui ela está segurando essa mobilidade. Esse seria um fato que poderia gerar uma virada. Realmente era onde a Copa podia fazer a diferença. Eram as grandes obras de mobilidade de Natal, que eu estou vendo de perto que não vai conseguir porque ela não tem a contrapartida.

JH – Ela afirma que começa no dia 28.
BR – Ela começa e pode ser uma coisa a favor ou contra. Se ela começa e para e os buracos ficam cheios nas ruas, é pior.

JH – Quem foi o melhor governador do Estado?
BR – O único que marcou época antes e depois foi Aluizio Alves.

JH – Tirando Aluizio, que está fora de comparação?
BR – Na história recente você tem bons governadores. Eu diria que Garibaldi foi um bom governador. Garibaldi reestruturou o Estado. José Agripino no primeiro governo foi bom. Cortez Pereira fez um governo muito imaginativo, não foi tanto operativo.  Tarcísio foi um governo sério. Eu diria que esse governo que menos foi bom para o Estado ultimamente foi o de Wilma. Realmente parou com a economia do Estado, afrouxou os controles, estão aí os escândalos. Ela fez politicagem. Acho que Wilma não se pode dizer que ela foi ruim na prefeitura. Na prefeitura ela foi uma coisa, no estado ela foi outra coisa.

JH – Aconteceu isso com Rosalba?
BR – Rosalba eu sempre faço uma ressalva, não teve escândalo.

JH – Nas circunstâncias atuais, econômicas e de abertura, Cortez seria um grande governador hoje?
BR – Eu diria que sim. O que mudou de Cortez para aqui é que Cortez era muito arrojado para fazer e hoje se criaram algumas amarras por conta das circunstâncias da administração pública, que amarram muito o administrador público. Você tem o Ministério Público que se incomoda até com ingresso de jogo de bola.

JH – Quem foi o melhor prefeito de Natal?
BR – É uma boa pergunta. Mas teve um prefeito de Natal que se notabilizou com a educação: foi Djalma Maranhão, com o lema de pé no chão também se aprende a ler. É famoso e foi bem. Teve José Agripino. Carlos Eduardo foi bom. O problema de Carlos Eduardo é que algumas vezes ele se apegava com os xiitas que o empatavam de ver as coisas.

JH – O senhor bate no PT, mas considera Dilma uma boa governante?
BR – Uma grande surpresa para mim. Uma surpresa altamente positiva. Até pelo tamanho das coisas que o PT pedia. Ela está surpreendendo para melhor. O PT tem uma parcela grande do Brasil de hoje. Eu bato no PT nas contradições do PT. Eu vinha na ilusão, eu era de esquerda e deixei de ser depois das borrachadas que levei. Mas o PT defendia que o serviço público fosse de quem tivesse competência e não indicação política. E por aí a contradição começa a acontecer. Mas o PT tem a história vinculada à democracia brasileira. Se você me pergunta os três maiores presidentes que o Brasil já teve, Lula está inserido.

O Jornal de Hoje – A conclusão do novo aeroporto é garantida ou o empreendimento ainda tem um futuro incerto?
Bira Rocha – Eu diria que é garantida, mas acho que há dúvida sobre o prazo. Na última entrevista do pessoal da Inframérica ficou muito claro que não vai dar para ficar pronto para a Copa. Então, quando vai operar aquele aeroporto? Primeiro tem que ter acesso ao aeroporto, que se dará com a duplicação da BR-406, que está congestionada, que liga Natal a Ceará Mirim e por onde passa todo o lixo de Natal, todo o petróleo que vem de Macau, todo o parque eólico do RN e a  BR está insuportável. Mas sem ela não se chega ao aeroporto e ela tem que ser ligada à BR-304 que vai para Mossoró. Essas obras de infraestrutura ficaram a cargo do Estado e pelo que me consta o dinheiro não tem para dar contrapartida para nenhum convênio. A última publicação do governo a respeito de recurso disponível para contrapartida era de 1,8% do total dos recursos próprios. Esse é o primeiro problema. O segundo é que as notícias que chegam são de que o grupo vencedor apresentou projeto financeiro ao BNDES – saiu em O Globo – e que o BNDES não ficou muito feliz em financiar e faz parte da concessão o financiamento de 90%. Então acho que tudo isso leva a um retardamento do projeto. A população tem que estar consciente de que o aeroporto é válido para o Estado, mas não é o que dizem.

JH – Por exemplo?
BR – Nem ele é um hub para centralizar todas as cargas e passageiros no Brasil, isso está muito claro lá no projeto aprovado. Ele será muito menor que o de Recife, Salvador e Fortaleza. Será um aeroporto bom, mas de porte médio. Não constam nos projetos do aeroporto nada que diga que ali será uma ZPE. A ZPE é assunto vencido sempre requentado na época da política. O grande benefício que as pessoas não estão vendo é a desocupação de Parnamirim, do aeroporto e da base como aeroporto civil.

JH – Como está vendo essa privatização no governo do PT. É a quebra de uma questão ideológica?
BR – Eu acho que o PT entrou naquela de “pimenta nos olhos dos outros é refresco”. E o poder, quando você chega ao poder, muda as coisas. Até estranhei muito essa (privatização) que houve na Bolsa de Valores de São Paulo, a primeira foi no governo de Fernando Henrique, você tinha bandeira da CUT, da UNE. Agora não tem bandeira nenhuma. Quem se atrevesse ir para a bolsa naquela época levava um chute no traseiro. E agora, o que é que o PT fez? O PT entrou naquela do canto de parede. Se deixa do jeito que está, ia chegar a Copa. E como ia ficar esses aeroportos para receber a Copa do mundo com a administração pública cheia de jabutis? Ia ser o caos. E só tinha uma solução para não ser o caos, foi entregar a administração a alguém que tivesse eficiência que é a iniciativa privada. Ele fez forçado pelas circunstâncias. Ele não gostaria que acontecesse isso, mas foi forçado pelas circunstâncias.

JH – O aeroporto de São Gonçalo também foi uma privatização. Por que só agora com a concessão de Viracopos, Guarulhos e Brasília reacende-se esse debate sobre privatização?
BR – Eu temo que o aeroporto de São Gonçalo tenha sido boi de piranha. Os grandes aeroportos brasileiros que foram privatizados foram Guarulhos, Brasília e Viracopos. Todos têm 49% de participação da Infraero. Ela vai participar dos investimentos, do pagamento do ágio, de tudo. O do RN não tem. Zero. Então isso me deixa com um pé atrás. Por que a Infraero não é sócia do de São Gonçalo? Por que ela não teve interesse em ser sócia de São Gonçalo?

JH – O senhor foi presidente da FIERN e projetou uma imagem boa da entidade, qual avaliação que o senhor faz da gestão que sucedeu o senhor?
BR – Eu me afastei porque esse negócio de que você sai e não desencarna é terrível. Inclusive porque foi traumática a minha saída. Eu não fui candidato à reeleição. Foi Flávio contra quem eu apoiava e Flávio assumiu porque uma juíza de direito achou que onze era menor do que dez e cheque sem fundo valia. E aí conseguiu colocar ele lá. Eu deixei de acompanhar a vida sindical por completo. Tem o Amaro que está aí, é ex-diretor meu, mas nesse meio tempo eu não sei como ele está cumprindo o mandato, porque não deveria estar com esse passado que está aí dele. E eu me afastei. Acho que a FIERN é uma ONG que tinha uma posição muito boa na sociedade de reclamar daqueles a quem não se podiam reclamar principalmente dos serviços públicos. Não é falar mal do governo. É reclamar do serviço púbico ruim e do desacerto do governo. Naquela época eu propus que a gente fizesse isso. Fizemos pesquisas não só eleitorais. Nós fizemos pesquisas de avaliação dos serviços públicos. E cobrávamos. E as pessoas que estão lá se acomodaram e não querem fazer isso. Por que razão? Não sei. Talvez os interesses sejam maiores deles do que do cargo. Então a sociedade do RN, no meu entender, perdeu uma FIERN que tinha uma voz falando e denunciando aquilo que não prestava no serviço público. Essa avaliação eu faço hoje. Quanto à administração, pode ser que para os empresários e para a diretoria possa ser até melhor, mas em termos da sociedade do RN, acho que perdeu muito.

Túlio Lemos e Alex Viana
Editor e repórter de Política

Publicado na edição do final de semana de O JORNAL DE HOJE

Opinião dos leitores

  1. Parabéns a Dr. Bira Rocha pela entrevista.
    Ele fechou mesmo 11 e não reabriu nenhuma.
    E as que foram reabertas mostraram-se totalmente desnecessárias .
    Quem diz o contrario não conhece nada daquele período .
    Com total razão , tb quando ele fala da falta de transparência
    Do Governo Rosa, ausência de planejamento, inexistência de metas
    E formas de controle e cobrança dos resultados
    (até agora pífios).

  2. Acho tão engraçado Bira Rocha vir a um jornal falar de um governo. E ele o que fez no de Garibaldi Filho. Resolveu liquidar várias secretarias, remanejou todas para dentro da DATANORTE a título de economia e depois teve de reabrí-las com outo nome e com o mesmo pessoal. CDI, CDM. Turismo… só pode ser brincadeira.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Lula atribui apoio do PL ao fim da escala 6×1 à pressão popular

Imagens: g1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atribuiu à pressão popular a decisão do PL de apoiar o fim da escala de trabalho 6×1. A declaração foi feita nesta terça-feira (13), durante cerimônia no Palácio do Planalto.

“Depois da pressão da sociedade e de todas as manifestações nas ruas deste Brasil, o partido do PL resolveu votar o fim da escala 6×1”, afirmou Lula.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário do presidente no segundo turno, anunciou que votará a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC). Ele disse que decidiu se posicionar conforme “a vontade da maioria do povo”.

Nos últimos dias, Lula vinha cobrando publicamente uma posição do PL e de Flávio sobre a proposta. Na quinta-feira (8), o presidente afirmou que o partido e o candidato não queriam assumir o compromisso de aprovar a mudança.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PESQUISA FUTURA: Flávio Bolsonaro tem 50% e Lula, 46,6%, no 2º turno

Foto: Ricardo Stuckert/PR e Andressa Anholete/Agência Senado

Flávio Bolsonaro (PL) tem 50% das intenções de voto, contra 46,6% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na primeira pesquisa Futura Inteligência após o primeiro turno das eleições presidenciais.

A diferença é de 3,4 pontos percentuais, mas está dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na rejeição, Lula registra 48,6%, enquanto Flávio tem 45,4%. Outros 1,2% rejeitam os dois candidatos, e 3% afirmam não rejeitar nenhum deles.

A Futura/100% Cidades entrevistou 2.000 eleitores em todo o país, entre os dias 7 e 10 de outubro, por meio de entrevistas por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00650/2026.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Meta nega interferência política e cita falha técnica global em exibição do total de visualizações de Lula nas redes sociais

Foto: Luis Nova/Especial Metrópoles

A Meta negou ter favorecido Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial e atribuiu a uma falha técnica global os problemas na contagem de visualizações de conteúdos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Instagram.

Em resposta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta segunda-feira (12), a empresa afirmou que o problema ocorreu em 7 de outubro, entre 15h50 e 20h49, e atingiu criadores de conteúdo em mais de cem países. Segundo a companhia, as publicações continuaram sendo distribuídas, embora as visualizações pudessem aparecer zeradas ou congeladas.

A Meta também declarou que, naquele dia, os conteúdos da conta oficial de Lula tiveram distribuição acima da média recente. A manifestação ocorreu após a campanha petista acusar a empresa de restringir o alcance das publicações do presidente e de favorecer o adversário.

A ação no TSE também questiona supostas restrições à publicidade digital da campanha e a permanência de conteúdos produzidos por inteligência artificial. O ministro Marco Aurélio Bellizze solicitou esclarecimentos à empresa.

A Meta se recusou a fornecer informações individualizadas sobre contas de terceiros citadas no processo, alegando proteção de dados, e pediu mais 48 horas para apresentar informações sobre medidas aplicadas aos perfis oficiais de Lula desde 16 de agosto.

A campanha petista contestou a resposta e afirmou que a empresa não apresentou provas de que a falha tenha atingido outros candidatos no Brasil. Para a equipe do presidente, episódios recorrentes envolvendo suas contas levantam suspeitas de interferência eleitoral.

Após a manifestação da Meta, a coligação de Lula e a Procuradoria-Geral Eleitoral terão 24 horas para se pronunciar sobre as explicações da empresa.

Com informações de O Globo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

APÓS SUSPENSÃO: Campanha de Lula registra canal “Exército do Lula” no TSE por ordem de Kassio Nunes

Foto: Leobark Rodrigues/TSE

A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comunicou oficialmente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (13), a criação do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. A medida ocorreu minutos após o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, determinar a suspensão das atualizações até a regularização do cadastro.

Pela decisão, o canal só poderá voltar a publicar conteúdos e receber novos seguidores após o registro e o cumprimento do prazo de 48 horas previsto nas normas eleitorais.

Administrado pelo deputado federal André Janones (MG), o canal era utilizado na propaganda eleitoral da campanha sem a comunicação exigida pela Justiça Eleitoral. O caso chegou ao TSE por meio de uma ação do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Kassio também determinou que a Meta, responsável pelo WhatsApp, monitore publicações do canal e de outros grupos públicos de grande alcance, além de remover conteúdos que reproduzam materiais já atingidos por decisões judiciais de retirada.

A empresa terá 24 horas após a notificação para informar as providências adotadas e os mecanismos de fiscalização utilizados.

O ministro havia determinado a suspensão do canal em 11 de outubro. Após uma decisão provisória de restabelecimento pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, Kassio reexaminou o caso e estabeleceu novas condições para o funcionamento da página.

Com informações do Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Flávio Bolsonaro é a favor do fim da escala 6×1

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (13) que votará a favor do fim da escala de trabalho 6×1, proposta defendida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“A maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da escala 6×1”, declarou Flávio após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.

A proposta prevê mudanças na jornada de trabalho, atualmente organizada, nesse modelo, em seis dias de trabalho para um de descanso. O tema está em discussão no Congresso Nacional.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

REENCONTRO: Jair Bolsonaro está satisfeito com resultado do 1º turno e deu dicas para campanha, diz Flávio

Foto: Reuters

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (13) que o ex-presidente Jair Bolsonaro está satisfeito com o resultado do 1º turno das eleições e deu orientações para a disputa contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita após o senador visitar o pai, em Brasília.

“Eu conversei com ele, tá bem humorado, tá satisfeito com o trabalho que vem sendo feito, tá esperançoso que o Brasil vai mudar. É óbvio que ele dá algumas dicas aqui, mas não vou ficar externando, porque pode ser interpretado de forma maldosa e ser revertido contra ele”, declarou Flávio.

O encontro ocorreu após três meses de afastamento determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Flávio estava impedido de visitar o pai desde 13 de julho, quando divulgou uma carta do ex-presidente com conteúdo político-eleitoral.

A restrição de 90 dias terminou no último domingo (11). Apesar da autorização para retomar as visitas, Moraes manteve a proibição de utilizar os encontros para qualquer finalidade político-eleitoral.

Antes da visita, Flávio havia criticado a decisão judicial, classificando a restrição como uma tentativa de separar pai e filho durante a campanha presidencial.

Com informações da CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PESQUISA AFFARE: Blog do BG e Meio Dia RN divulgam primeiro levantamento do 2º turno no RN para Governo do Estado e Presidência da República

Fotos: Reprodução

O Blog do BG e o programa “Meio Dia RN”, da 96 FM, divulgam nesta quarta-feira (14), às 12h30, a primeira pesquisa Affare sobre as disputas de segundo turno para o Governo do Estado e presidente da República.

O levantamento vai mostrar as intenções de voto dos eleitores potiguares na disputa entre os candidatos a governador Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu Xavier (PT) e entre os presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).

A pesquisa realizou 1.350 entrevistas telefônicas automatizadas, com coleta entre 9 e 12 de outubro. A margem de erro prevista é de 2,67 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Os registros na Justiça Eleitoral são RN-08411/2026 (governador) e BR-05784/2026 (presidente). O cenário presidencial se refere exclusivamente ao eleitorado do RN.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Médico acusa secretário de Saúde do RN de perseguição e denuncia superlotação no Walfredo Gurgel

 

O médico Elder Freire da Silva Bezerra acusou o secretário estadual de Saúde do Rio Grande do Norte, Alexandre Motta, de perseguição profissional. Em vídeo publicado nas redes sociais no dia 4 de outubro, ele afirmou ter recebido uma ordem para deixar seu plantão no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, mesmo com a unidade superlotada.

Segundo Freire, ele chegou ao hospital às 7h e, uma hora depois, foi informado de que seu plantão seria glosado, ou seja, não seria reconhecido para pagamento. O médico afirmou que estava escalado para um setor de emergência que precisava de profissionais para atender os pacientes.

Durante o desabafo, Freire criticou as condições do hospital, relatou a presença de várias ambulâncias e afirmou que esta seria a quarta vez que enfrentava situação semelhante. Segundo ele, episódios anteriores ocorreram na UTI e na clínica médica do Hospital Regional de Assú.

O médico atribuiu as decisões ao secretário Alexandre Motta. A justificativa administrativa para a suposta suspensão do plantão não foi esclarecida nas informações apresentadas.

Com informações do BNews RN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

LUTO NA MÚSICA: Morre de câncer aos 60 anos o cantor Netinho, ícone do axé

Foto: Reprodução

O cantor Netinho, um dos principais nomes da axé music, morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em decorrência de um câncer. A morte foi confirmada pela assessoria do artista em comunicado publicado nas redes sociais.

Segundo a equipe, Netinho enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, que evoluiu para um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos. O cantor estava em tratamento médico em Salvador e havia retomado as sessões de quimioterapia, com previsão de passar por um transplante autólogo de medula óssea.

Em nota, a assessoria destacou a trajetória do artista e reproduziu uma declaração que ele costumava fazer durante os últimos meses de tratamento: “Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte.”

Por desejo do próprio cantor, o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, em cerimônia restrita a familiares e amigos próximos. A equipe também pediu respeito à privacidade da família neste momento.

Netinho havia se afastado das redes sociais para se dedicar ao tratamento. Sua última publicação no Instagram ocorreu em 30 de agosto. A última apresentação aconteceu em 25 de outubro de 2025, na cidade de Coronel Fabriciano, em Minas Gerais.

Nascido em Santo Antônio de Jesus, na Bahia, Netinho ganhou projeção nacional como vocalista da Banda Beijo, que integrou a partir de 1988. Em 1993, iniciou carreira solo com o álbum Um Beijo Pra Você e consolidou seu sucesso com músicas como “Milla”, “Beijo na Boca”, “Capricho dos Deuses” e “Preciso de Você”.

O cantor também marcou a história do axé ao levar um trio elétrico à Itália durante a Copa do Mundo de 1990. Em 1998, realizou cinco apresentações com ingressos esgotados no Coliseu de Lisboa, em Portugal.

Nos últimos anos, Netinho também participou da política. Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, filiou-se ao Partido Liberal (PL) em 2022 e disputou uma vaga de deputado federal pela Bahia. Recebeu 31.448 votos, mas não foi eleito.

Em 2013, o artista já havia enfrentado graves problemas de saúde, após complicações que resultaram em internação prolongada e tratamento no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

TSE: Nunes Marques volta a suspender canal “Exército do Lula” no WhatsApp

Foto: Kebec Nogueira/Metrópoles

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou novamente, nesta terça-feira (13), a suspensão das atualizações do canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no WhatsApp. O espaço reúne cerca de 4,1 milhões de seguidores.

A decisão condiciona a retomada das publicações à comunicação formal do endereço eletrônico do canal à Justiça Eleitoral e ao cumprimento do prazo de regularização de 48 horas previsto nas normas eleitorais.

Nunes Marques também determinou que a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, faça o acompanhamento proativo das publicações em canais públicos de grande alcance vinculados às campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

A fiscalização deverá identificar e remover conteúdos idênticos ou substancialmente semelhantes a publicações que já tenham sido proibidas pela Justiça Eleitoral. A medida não abrange conversas privadas dos usuários.

O canal “Exército do Lula” havia sido suspenso inicialmente no domingo (11), após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que acusou o grupo de disseminar informações falsas contra o candidato. A decisão foi revertida horas depois pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que autorizou seu funcionamento provisório.

A nova determinação considera informações técnicas da Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE sobre a estrutura e o funcionamento do canal, que combina administração centralizada e distribuição de tarefas entre os participantes.

O presidente do TSE também marcou uma reunião com representantes das campanhas de Lula e Flávio para esta terça-feira, às 15h30. O objetivo é discutir regras para a atuação dos canais digitais e tentar estabelecer um acordo para combater a disseminação de informações falsas durante o 2º turno.

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *