Política

Bira Rocha: No RN "está mal a saúde, está mal a educação, está mal a segurança" e "só tem projeto político"

O empresário e ex-presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Aberílio “Bira” Rocha, faz nesta entrevista, uma avaliação de Natal, RN e Brasil, nos campos político, administrativo, econômico e social. Ao avaliar o governo Rosalba Ciarlini (DEM), diz que, à exceção da probidade, tudo vai mal. “Acho que o governo no primeiro ano é aquele governo que se monta para fazer quatro anos. E aí teria que ter um projeto administrativo, um projeto econômico, um projeto social e um projeto político. Eu acho que ela montou um projeto político, mas não montou os outros três”, avalia Bira. Para o empresário, aliás, o governo Rosalba deverá se contentar em ser um grande administrador ruim de folha de pessoal. “Isso é o que está posto porque ela herdou um plano de cargos e salários que não consegue implantá-lo e vai ser cobrado durante os quatro anos e ela não tem como administrar isso”. Para Bira, o grande diferencial entre Rosalba e alguns antecessores é que, “até agora e graças a Deus, não teve escândalo de corrupção”. Nesta entrevista, Bira aborda as privatizações dos aeroportos, dimensiona o papel do terminal aeroportuário de São Gonçalo do Amarante, avalia as gestões de Dilma Rousseff (PT) e Micarla de Sousa (PV), examina a sucessão municipal, revisita o passado recente ao eleger os melhores governantes do Estado e da capital e critica a ausência da FIERN na defesa da sociedade, além de outras análises.

JH – Qual a avaliação que o senhor faz do primeiro ano de Rosalba?
BR – Olhe, não é boa, não. Acho que o governo no primeiro ano é aquele governo que se monta para fazer quatro anos de governo. E aí teria que ter um projeto administrativo, um projeto econômico, um projeto social e um projeto político. Eu acho que ela montou um projeto político, mas não montou os outros três. Ela sabe hoje com quem conversa, os aliados que desejava, tem uma maioria muito folgada na Assembléia. Mas no administrativo que se faz no primeiro dia de governo, eu diria que faz nos primeiros 90 dias depois não faz mais, ela não fez. Ela era para, naquele momento, ter dado uma reduzida no tamanho do governo para poder ter caixa para fazer o governo. Eu acho que aí ela não fez. Em lugar de reduzir, ela prometeu que ia reduzir os cargos comissionados e deixou sem preencher, mas agora preencheu. Ela disse que ia reduzir o tamanho do estado, não reduziu. Criou mais secretarias. Nessa área administrativa, ela poderia ter melhorado o custeio, principalmente de saúde, educação e segurança, botado caixa para fazer. E agora não tem mais como fazer.

JH – O senhor acha que o governo está perdido, desnorteado?
BR – Eu diria que o governo vai se contentar em ser um grande administrador ruim de folha de pessoal. Isso é o que está posto. Porque ela herdou um plano de cargos e salários que não consegue implantá-lo e vai ser cobrado durante os quatro anos e ela não tem como administrar isso. Vêm as categorias atrás de aumento e não conseguem. Vêm alguns programas importantes que a população sente falta, por exemplo, Central do Cidadão, que ela não consegue bancá-lo porque não tem recursos. Não diria que está perdido, mas vai ser um governo de administrar pessoal porque não fez o dever de casa no cenário administrativo.

JH – Esses 60% de reprovação aqui em Natal o senhor acha que pode ser um espelho também para o RN?
BR – Com certeza isso vai refletir porque Natal é uma caixa de ressonância e vai refletir para o Estado se continuar desse jeito. Não tenho nem dúvida.

JH – É muito cedo para estar com um ano dessa forma?
BR – Eu diria que para estar no primeiro ano desse jeito não foi bom, não. Nem para ela nem para o Estado. Governo sempre se compara com o que saiu. Se eu comparo com o que saiu ela só tem um grande ponto a favor dela. Até agora e graças a Deus e eu espero que continue, não teve escândalo de corrupção. É um diferencial administrativo. No aspecto gerencial não houve nenhuma inovação administrativa.

JH – O senhor concordaria com o deputado José Dias, que disse que o governo está igual ao pior que o de Wilma?
BR – Não por causa da corrupção. No de Wilma era diferente e a gente via bastante isso.

JH – E no aspecto puramente administrativo?
BR – Administrativamente são iguais, porque está mal a saúde, está mal a educação, está mal a segurança, a Central do Cidadão não vai bem, não tem dinheiro. Eu diria que governo bom é o governo que tem dinheiro. A governadora sabe que está saindo mais do que entra e vai quebrar. Não tem como.

JH – O Estado vai quebrar?
BR – Eu não diria que vai quebrar, porque o Estado não quebra. É inquebrável (risos). Ela vai a cada dia ter mais dificuldade.

JH – O senhor pensa 2012 pior?
BR – Pior. Porque ela não tomou as medidas necessárias. De 2010 para 2011, o governo, não é só o Executivo, o Legislativo é governo, o TCE é governo, o Tribunal de Justiça. A AL cresceu suas despesas 17,98%. O MP um pouco menos, 17,76%. O TJ 10,72%. O TCE 9,70%. E a arrecadação do Estado, o crescimento da receita dos cofres do Estado foi de 12,61%. Você tem os poderes crescendo mais do que cresce a receita. Não tem mágica. E o Poder Executivo ela segurou no primeiro ano e só cresceu 6,56%. Se implantasse o plano de cargos e salários essa percentagem cresce. E teve-se crescimento da receita de 12,61% contra inflação de 6,5%. Acontece que ela não fez um plano de governo administrativo para segurar uma coisa com a outra. A Dilma fez.

JH – Rosalba saiu da prefeitura de Mossoró para o governo do Estado. O Estado está superdimensionado para o que ela imaginava?
BR – Eu acredito que pode ser isso, pode ser uma vertente. Ou que alguém que ela colocou para imaginar o governo não viu a situação tão grande antes de assumir e não tomou as providências devidas. Na hora que você passa para a área social, você tem um sem número de projetos sociais. O Programa do Leite, o Primeiro Emprego, Cidadão Nota 10, a Central do Cidadão. Tudo não resolvido. A mídia às vezes esquece alguma porque parece que a mídia ganha muito dinheiro e esquece algumas coisas. Ao final do governo de Iberê, início do governo dela, foi aprovada 2% do ICMS no preço da gasolina que vocês pagam para este dinheiro ser para adicionar ao Bolsa Família do RN 30% do valor. Esse dinheiro está sendo arrecadado todo mês. Quanto é? O que estão fazendo com esse dinheiro? Ninguém fala disso. Apesar do governo se achar muito transparente, ele não está tão transparente assim. Para você colher esses dados às vezes não é muito fácil, não.

JH – Como o senhor analisa o secretariado de Rosalba?
BR – Conheço alguns, não todos. Acho que se pegar o núcleo do governo dela, Planejamento, Administração, Casa Civil, são pessoas que ela trouxe da administração que ela fez em Mossoró. Lá em Mossoró ela fez administrações vitoriosas. Mas é aquilo que o Túlio disse ainda há pouco, talvez o Estado seja bem maior que o município de Mossoró. Talvez a visão macro do pessoal dela esteja faltando um pouco. Ou mesmo os assessores junto a ela estejam faltando pensar o estado de forma diferente. Tanto no setor econômico, não tem nenhum projeto na área primária, que se dê destaque, se lute por ele e faça o diferencial. Nós não temos nenhum diferencial de projeto do setor industrial que faça a reestruturação do Estado. Nem no setor de serviços. Até 2002 o estado tinha um crescimento econômico superior à média do Nordeste. Essa curva inverteu-se e hoje nosso crescimento é inferior à média do NE.

JH – O senhor já disse que 2011 foi de dificuldade, 2012 vai ser igual ou pior. Se continuar dessa forma, o senhor acha que a governadora terá dificuldade na reeleição?
BR – Com certeza, sim. Não conheço nenhum governo bom liso. E o governo está liso. O cenário econômico no mundo é de dificuldade e no Brasil vamos ter crescimento econômico igual ou pior que 2011. Portanto, não vai ter esse crescimento que teve o ano passado.

JH – O caixa pode inviabilizar a reeleição?
BR – Já está inviabilizando. Já vai em 60% de desaprovação do governo do Estado em Natal. Não foi por causa de escândalo. Pelo contrário, não teve escândalo, graças a Deus, parabéns para ela que segurou. O que é que está inviabilizando? É a má administração dos recursos. Se está sem recursos para fazer o custeio da saúde, da educação e da segurança. É evidente que esses setores não dependem só de recursos. Depende de você montar uma gestão também. O governo está apegado na Copa do Mundo, que é um evento que por si só se dilui. Vai ter um grande marketing de Natal, excelente, mas é um evento. Não é um projeto que reestruture a economia do Estado.

JH – O senhor fala da inviabilidade eleitoral dela, mas ela está fortalecida com vários grupos políticos.
BR – Não vão confundir viabilidade política com viabilidade eleitoral. São duas coisas. Politicamente ela está altamente viabilizada. Eleitoral precisa passar no teste. E as pesquisas não dizem que não são muito favoráveis.

JH – Se a eleição fosse hoje o senhor acha que ela não teria condição de ser reeleita?
BR – Depende de quem fosse o candidato.

JH – Contra quem seria?
BR – Ah, essa é uma boa pergunta.

JH – O que o senhor acha da candidatura de Robinson Faria ao governo do Estado?
BR – É difícil lhe dizer isso com Robinson. Porque Robinson teve uma boa atuação sempre política. Mas eleitoral ele foi sempre um deputado estadual. O máximo que ele conseguiu foi o filho ser deputado federal. Você não tem Robinson testado numa majoritária.  Majoritária difere muito da proporcional. Então, é muito difícil testar um nome. Foi testado José Agripino, mas foi majoritária. Garibaldi foi na majoritária. Henrique foi um camarada que teve votações sempre presentes na proporcional. Na majoritária nunca foi bom. Então é difícil.

JH – Em relação a Garibaldi, o senhor acha que ele, como aliado, está sendo bem tratado pelo governo Rosalba?
BR – Eu acho que o que ele supostamente solicitou foi atendido politicamente.

JH – Mas, por exemplo, o Programa do Leite foi retirado totalmente da Secretaria que ele indicou. Isso aí não seria uma forma de esvaziá-lo?
BR – Do jeito que estava o programa do leite foi bom para ele. Garibaldi é um sujeito de sorte (risos). O programa do leite está sacrificado por hora.

JH – Será que Henrique viabiliza a candidatura à presidência da Câmara?
BR – Eu não tenho essa certeza. Eu torço para termos um norte-rio-grandense na presidência da Câmara, torço para que aconteça, mas essa certeza eu não tenho porque se trata de um acordo feito com o PT. Eu particularmente não vejo o PT gostar de cumprir acordos que não sejam com ele mesmo.

JH – O presidente do PT disse que vai cumprir?
BR – Eu acho fantástico você acreditar na palavra de político, fico até surpreso com isso, mas tudo bem (risos gerais).

JH – Como o senhor vê essa negociação envolvendo o cargo de conselheiro do TCE?
BR – Isso aí precisa primeiro acontecer para a gente poder fazer uma avaliação melhor. Eu acho que os cargos do Tribunal de Contas não podem servir de escambo. Não sei se vai fazer, mas não pode servir de escambo sob pena de cada vez o TCE ficar mais e mais e mais sem credibilidade.

JH – E Natal, qual a avaliação que o senhor faz do quadro da capital?
BR – Eu acho que o quadro de Natal está pior do que o do RN. Eu acho que a nossa prefeita é muito bem intencionada, mas intenção não governa. Não existe governo de boas intenções. Existe governo de acontecer. Hoje em dia existe sempre o comparativo com quem saiu. Quem foi que ela sucedeu? Foi Carlos Eduardo, que é bem avaliado. A outra bem avaliada em segundo lugar é Wilma, está nas pesquisas aí. Mas Wilma, acho que vai ter contra ela, não tenha nem dúvida disso, todos esses escândalos que vão começar a ser julgados agora nesse governo. Então acho que a eleição em Natal é muito parecida em ser primeiro turno. Acho.

JH – Micarla está inviabilizada para a eleição?
BR – Eu acredito que para a eleição dela ela está inviabilizada. Eu acho que ela não tem viabilidade de se eleger. A não ser que aconteça um milagre. Só para analisar: ela tem umas obras fantásticas de mobilidade. Essas obras de mobilidade realmente seriam um canteiro de obras em Natal. Tem o dinheiro disponível no BNDES, aliás, é na Caixa Econômica que financia. Mas tem uma coisa chamada contrapartida que ela não tem o dinheiro da contrapartida e, portanto, não pode sacar o dinheiro de mobilidade. Para isso ela está apelando para o que o BID financie. Isso é um processo demorado no Banco Mundial e eu entendo que ela tem só mais seis meses, sete meses de governo. Ela não tem um ano de governo. Só tem até julho. Depois de julho, além de não conseguir fazer isso tudo em menos de seis meses, ela vai reverter isso para a eleição? Só tem seis meses, junto ao Banco Mundial, ao BID, conseguir a contrapartida para pagar, mais o financiamento para ser aprovado pela Câmara Municipal, pelo governo federal, pela Câmara e pelo Senado? Vamos lá, não vai ter esses 10% da contrapartida? Em alguns lugares como no Ceará a prefeita de Fortaleza Luiziane Lins (PT) passou as obras para o governo do Estado. Aqui ela está segurando essa mobilidade. Esse seria um fato que poderia gerar uma virada. Realmente era onde a Copa podia fazer a diferença. Eram as grandes obras de mobilidade de Natal, que eu estou vendo de perto que não vai conseguir porque ela não tem a contrapartida.

JH – Ela afirma que começa no dia 28.
BR – Ela começa e pode ser uma coisa a favor ou contra. Se ela começa e para e os buracos ficam cheios nas ruas, é pior.

JH – Quem foi o melhor governador do Estado?
BR – O único que marcou época antes e depois foi Aluizio Alves.

JH – Tirando Aluizio, que está fora de comparação?
BR – Na história recente você tem bons governadores. Eu diria que Garibaldi foi um bom governador. Garibaldi reestruturou o Estado. José Agripino no primeiro governo foi bom. Cortez Pereira fez um governo muito imaginativo, não foi tanto operativo.  Tarcísio foi um governo sério. Eu diria que esse governo que menos foi bom para o Estado ultimamente foi o de Wilma. Realmente parou com a economia do Estado, afrouxou os controles, estão aí os escândalos. Ela fez politicagem. Acho que Wilma não se pode dizer que ela foi ruim na prefeitura. Na prefeitura ela foi uma coisa, no estado ela foi outra coisa.

JH – Aconteceu isso com Rosalba?
BR – Rosalba eu sempre faço uma ressalva, não teve escândalo.

JH – Nas circunstâncias atuais, econômicas e de abertura, Cortez seria um grande governador hoje?
BR – Eu diria que sim. O que mudou de Cortez para aqui é que Cortez era muito arrojado para fazer e hoje se criaram algumas amarras por conta das circunstâncias da administração pública, que amarram muito o administrador público. Você tem o Ministério Público que se incomoda até com ingresso de jogo de bola.

JH – Quem foi o melhor prefeito de Natal?
BR – É uma boa pergunta. Mas teve um prefeito de Natal que se notabilizou com a educação: foi Djalma Maranhão, com o lema de pé no chão também se aprende a ler. É famoso e foi bem. Teve José Agripino. Carlos Eduardo foi bom. O problema de Carlos Eduardo é que algumas vezes ele se apegava com os xiitas que o empatavam de ver as coisas.

JH – O senhor bate no PT, mas considera Dilma uma boa governante?
BR – Uma grande surpresa para mim. Uma surpresa altamente positiva. Até pelo tamanho das coisas que o PT pedia. Ela está surpreendendo para melhor. O PT tem uma parcela grande do Brasil de hoje. Eu bato no PT nas contradições do PT. Eu vinha na ilusão, eu era de esquerda e deixei de ser depois das borrachadas que levei. Mas o PT defendia que o serviço público fosse de quem tivesse competência e não indicação política. E por aí a contradição começa a acontecer. Mas o PT tem a história vinculada à democracia brasileira. Se você me pergunta os três maiores presidentes que o Brasil já teve, Lula está inserido.

O Jornal de Hoje – A conclusão do novo aeroporto é garantida ou o empreendimento ainda tem um futuro incerto?
Bira Rocha – Eu diria que é garantida, mas acho que há dúvida sobre o prazo. Na última entrevista do pessoal da Inframérica ficou muito claro que não vai dar para ficar pronto para a Copa. Então, quando vai operar aquele aeroporto? Primeiro tem que ter acesso ao aeroporto, que se dará com a duplicação da BR-406, que está congestionada, que liga Natal a Ceará Mirim e por onde passa todo o lixo de Natal, todo o petróleo que vem de Macau, todo o parque eólico do RN e a  BR está insuportável. Mas sem ela não se chega ao aeroporto e ela tem que ser ligada à BR-304 que vai para Mossoró. Essas obras de infraestrutura ficaram a cargo do Estado e pelo que me consta o dinheiro não tem para dar contrapartida para nenhum convênio. A última publicação do governo a respeito de recurso disponível para contrapartida era de 1,8% do total dos recursos próprios. Esse é o primeiro problema. O segundo é que as notícias que chegam são de que o grupo vencedor apresentou projeto financeiro ao BNDES – saiu em O Globo – e que o BNDES não ficou muito feliz em financiar e faz parte da concessão o financiamento de 90%. Então acho que tudo isso leva a um retardamento do projeto. A população tem que estar consciente de que o aeroporto é válido para o Estado, mas não é o que dizem.

JH – Por exemplo?
BR – Nem ele é um hub para centralizar todas as cargas e passageiros no Brasil, isso está muito claro lá no projeto aprovado. Ele será muito menor que o de Recife, Salvador e Fortaleza. Será um aeroporto bom, mas de porte médio. Não constam nos projetos do aeroporto nada que diga que ali será uma ZPE. A ZPE é assunto vencido sempre requentado na época da política. O grande benefício que as pessoas não estão vendo é a desocupação de Parnamirim, do aeroporto e da base como aeroporto civil.

JH – Como está vendo essa privatização no governo do PT. É a quebra de uma questão ideológica?
BR – Eu acho que o PT entrou naquela de “pimenta nos olhos dos outros é refresco”. E o poder, quando você chega ao poder, muda as coisas. Até estranhei muito essa (privatização) que houve na Bolsa de Valores de São Paulo, a primeira foi no governo de Fernando Henrique, você tinha bandeira da CUT, da UNE. Agora não tem bandeira nenhuma. Quem se atrevesse ir para a bolsa naquela época levava um chute no traseiro. E agora, o que é que o PT fez? O PT entrou naquela do canto de parede. Se deixa do jeito que está, ia chegar a Copa. E como ia ficar esses aeroportos para receber a Copa do mundo com a administração pública cheia de jabutis? Ia ser o caos. E só tinha uma solução para não ser o caos, foi entregar a administração a alguém que tivesse eficiência que é a iniciativa privada. Ele fez forçado pelas circunstâncias. Ele não gostaria que acontecesse isso, mas foi forçado pelas circunstâncias.

JH – O aeroporto de São Gonçalo também foi uma privatização. Por que só agora com a concessão de Viracopos, Guarulhos e Brasília reacende-se esse debate sobre privatização?
BR – Eu temo que o aeroporto de São Gonçalo tenha sido boi de piranha. Os grandes aeroportos brasileiros que foram privatizados foram Guarulhos, Brasília e Viracopos. Todos têm 49% de participação da Infraero. Ela vai participar dos investimentos, do pagamento do ágio, de tudo. O do RN não tem. Zero. Então isso me deixa com um pé atrás. Por que a Infraero não é sócia do de São Gonçalo? Por que ela não teve interesse em ser sócia de São Gonçalo?

JH – O senhor foi presidente da FIERN e projetou uma imagem boa da entidade, qual avaliação que o senhor faz da gestão que sucedeu o senhor?
BR – Eu me afastei porque esse negócio de que você sai e não desencarna é terrível. Inclusive porque foi traumática a minha saída. Eu não fui candidato à reeleição. Foi Flávio contra quem eu apoiava e Flávio assumiu porque uma juíza de direito achou que onze era menor do que dez e cheque sem fundo valia. E aí conseguiu colocar ele lá. Eu deixei de acompanhar a vida sindical por completo. Tem o Amaro que está aí, é ex-diretor meu, mas nesse meio tempo eu não sei como ele está cumprindo o mandato, porque não deveria estar com esse passado que está aí dele. E eu me afastei. Acho que a FIERN é uma ONG que tinha uma posição muito boa na sociedade de reclamar daqueles a quem não se podiam reclamar principalmente dos serviços públicos. Não é falar mal do governo. É reclamar do serviço púbico ruim e do desacerto do governo. Naquela época eu propus que a gente fizesse isso. Fizemos pesquisas não só eleitorais. Nós fizemos pesquisas de avaliação dos serviços públicos. E cobrávamos. E as pessoas que estão lá se acomodaram e não querem fazer isso. Por que razão? Não sei. Talvez os interesses sejam maiores deles do que do cargo. Então a sociedade do RN, no meu entender, perdeu uma FIERN que tinha uma voz falando e denunciando aquilo que não prestava no serviço público. Essa avaliação eu faço hoje. Quanto à administração, pode ser que para os empresários e para a diretoria possa ser até melhor, mas em termos da sociedade do RN, acho que perdeu muito.

Túlio Lemos e Alex Viana
Editor e repórter de Política

Publicado na edição do final de semana de O JORNAL DE HOJE

Opinião dos leitores

  1. Parabéns a Dr. Bira Rocha pela entrevista.
    Ele fechou mesmo 11 e não reabriu nenhuma.
    E as que foram reabertas mostraram-se totalmente desnecessárias .
    Quem diz o contrario não conhece nada daquele período .
    Com total razão , tb quando ele fala da falta de transparência
    Do Governo Rosa, ausência de planejamento, inexistência de metas
    E formas de controle e cobrança dos resultados
    (até agora pífios).

  2. Acho tão engraçado Bira Rocha vir a um jornal falar de um governo. E ele o que fez no de Garibaldi Filho. Resolveu liquidar várias secretarias, remanejou todas para dentro da DATANORTE a título de economia e depois teve de reabrí-las com outo nome e com o mesmo pessoal. CDI, CDM. Turismo… só pode ser brincadeira.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Cerveja com whey protein e colágeno chega ao Brasil com preço ‘salgado’

Foto: Ilustração IA

A Ambev vai lançar sua primeira cerveja com proteína. Depois de investir em novidades para Skol e Stella Artois, que ganharam versões sem açúcar e sem glúten, a aposta agora é na marca Spaten, que ganha a versão Pro, com 10 gramas de proteína, cor escura e notas de chocolate. Será também o primeiro rótulo do tipo no portfólio global da AB InBev (ABI).

Desenvolvida ao longo de cinco anos de pesquisas e após mais de cem protótipos, a novidade chegará inicialmente aos mercados do Rio de Janeiro e de São Paulo. O objetivo é inaugurar uma nova categoria de bebidas e ampliar as ocasiões de consumo de cerveja. O novo rótulo também é zero álcool, zero gordura e contém 10 gramas de proteína por unidade, sendo 75% whey protein e 25% colágeno.

Produzida no estilo Munich Dunkel, a Spaten Pro tem coloração escura e apresenta notas de malte tostado, caramelo, baunilha e cacau. A receita foi desenvolvida no Centro de Inovação e Tecnologia (CIT) da Ambev, no Rio de Janeiro. A produção será concentrada na fábrica da companhia em Ribeirão Preto, São Paulo.

— A Spaten Pro chega para iniciar um novo capítulo no mercado cervejeiro. Nosso objetivo é criar novas ocasiões de consumo, acompanhando a crescente busca dos consumidores por produtos voltados à saúde e ao bem-estar. Queremos unir o universo da proteína ao momento de socialização. Agora, a ideia é que as pessoas também possam consumir proteína no bar — afirma Dani Waks, vice-presidente de Marketing da Ambev.

A cerveja, na versão lata de 350ml, será vendida por um preço entre R$ 10 e R$ 13 e chega ao mercado em setembro. Além dos pontos de venda físicos, também estará disponível no Zé Delivery, aplicativo da Ambev que reúne cerca de 20 milhões de consumidores. Segundo Gabriela Gallo, diretora de Inovação da Ambev, o desenvolvimento da Spaten Pro continua mesmo após sua chegada às prateleiras.

— O processo de inovação não termina quando o produto chega ao mercado. Continuamos estudando oportunidades de aperfeiçoamento e evolução da receita — afirma.

Assim como ocorreu com a Stella Artois Pure Gold, versão sem glúten lançada inicialmente no Brasil e posteriormente expandida para outros mercados, a expectativa da Ambev é que a Spaten Pro também possa ser comercializada em outros países.

Nos últimos anos, a companhia tem ampliado os investimentos em bebidas voltadas ao bem-estar e à saudabilidade. Entre os lançamentos recentes estão a Skol Zero Zero, sem álcool e sem açúcar, e o Guaraná Antarctica com fibras.

— Se antes uma inovação nossa levava um ano ou mais para ser desenvolvida, hoje conseguimos criar, testar e colocar um produto no mercado em apenas três ou quatro meses. Assim, conseguimos acompanhar e até antecipar as tendências de consumo, permanecendo à frente das demandas dos consumidores — afirma Valdecir Duarte, vice-presidente de Supply da Ambev.

Extra

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

TRE-RN absolve por unanimidade o prefeito de Touros, Pedro Filho

Foto: Divulgação

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) absolveu, nesta quinta-feira (23), o prefeito de Touros, Pedro Filho, no julgamento da ação que pedia a cassação de seu mandato. A decisão da Corte Eleitoral afastou as acusações apresentadas no processo e confirmou a permanência do gestor no comando da administração municipal.

O julgamento foi acompanhado por aliados, lideranças políticas e moradores do município, que aguardavam o desfecho da ação. Com o resultado, o TRE-RN reconheceu que não havia elementos suficientes para justificar a cassação, mantendo a vontade soberana das urnas expressa pela população de Touros nas eleições municipais.

A decisão representa a continuidade da administração de Pedro Filho, que permanece à frente da Prefeitura para dar sequência às ações, obras e projetos em andamento no município.

A absolvição reforça a segurança jurídica do mandato e permite que a gestão siga focada na execução de políticas públicas e investimentos nas áreas de infraestrutura, saúde, educação, turismo e desenvolvimento econômico, sem qualquer alteração na condução do Executivo Municipal.

Com o julgamento concluído, Pedro Filho permanece no cargo, mantendo a estabilidade administrativa e dando continuidade ao trabalho desenvolvido em Touros.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

[VÍDEO] Polícia desmonta laboratório de ‘flores de maconha’ em Natal; droga seria destinada a turistas

Fotos: Divulgação/PCRN

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte desmantelou, na tarde desta quinta-feira (23), um sofisticado laboratório de cultivo e beneficiamento de “flores de maconha” em Natal. Na ação, um homem de 29 anos foi preso em flagrante, suspeito de tráfico de drogas. As investigações indicam que ele comercializava entorpecentes por redes sociais, com parte das vendas possivelmente destinada a turistas, e que a droga apreendida poderia render mais de R$ 500 mil no mercado ilícito.

De acordo com as investigações, o suspeito utilizava a internet para divulgar e negociar a venda das flores de maconha, uma droga produzida com técnicas específicas que proporcionam maior concentração de THC (tetrahidrocanabinol), tornando-a significativamente mais valorizada no mercado ilícito. A apreensão de moedas estrangeiras no imóvel reforça a suspeita de que parte das vendas era direcionada a turistas que visitam a capital potiguar.

Durante as diligências, a equipe policial desarticulou toda a estrutura utilizada para o cultivo, beneficiamento e comercialização. No local, foram apreendidas vastas quantidades de flores de maconha em diferentes estágios de produção e desmontadas duas estufas usadas no cultivo, além de toda a infraestrutura de beneficiamento.

Segundo apurações preliminares, após a conclusão do processo de cultivo, secagem e preparação para a venda, a quantidade total da droga apreendida poderia ultrapassar os 10 quilos. Considerando que cada grama desse tipo de substância pode ser comercializada por aproximadamente R$ 50, o montante apreendido possui um potencial de lucro superior a R$ 500 mil no comércio varejista de drogas.

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

[VÍDEO] Flávio levanta bandeira branca e convida Michelle: “Nosso Brasil não aguenta mais 4 anos de PT”

Foto: Reprodução

Pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL) usou seu perfil nas redes sociais nesta quinta-feira (23/7) para fazer um apelo à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Flávio pede “desculpas” a Michelle, diz “reconhecer a sua importância” e clama por seu apoio.

“Eu não sou perfeito e mais uma vez peço desculpas por alguns momentos que causaram desconforto. Renovo o meu convite para caminharmos juntos”, declarou.

O pré-candidato também afirmou “reconhecer o grande trabalho” que Michelle fez no PL Mulher.

“Percorreu o Brasil inteiro por uma causa, valorizando e inspirando milhares de mulheres a ingressarem na vida pública.”

Flávio disse ainda sobre a necessidade de “consideração” à figura de Michelle:

“Todo mundo sabe que hoje, até nós, os filhos estão proibidos de ver o próprio pai, o que aumenta ainda a importância dela. E ela precisa ser reconhecida e respeitada por isso”, concluiu.

Metrópoles

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

Homem em quadro de embolia processa ChatGPT por desencorajá-lo a buscar médico

Foto: AFP

Um pastor da Flórida processou a OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, sob a alegação de que o chatbot forneceu orientações médicas perigosas que contribuíram para atrasar o diagnóstico de uma embolia pulmonar potencialmente fatal. A ação foi protocolada no Tribunal Superior da Califórnia, em São Francisco, e acusa a empresa e seu CEO, Sam Altman, de negligência e de exercício ilegal da medicina.

Segundo o processo, Scott Winters recorreu ao ChatGPT em 2024 para buscar orientações sobre problemas de saúde. A ação afirma que a ferramenta minimizou os primeiros sinais de alerta, dizendo que eles “não eram algo perigoso”, e o desencorajou a procurar atendimento médico. Em uma das respostas citadas, o chatbot teria afirmado que “Deus não projetou seu corpo para falhar incessantemente”. O documento também sustenta que a inteligência artificial sugeriu diagnósticos, indicou tratamentos e incentivou Winters a ignorar recomendações de amigos e familiares para procurar um hospital.

A Tech Justice Law, organização sem fins lucrativos que representa o pastor, afirma que este é o primeiro processo a alegar que orientações médicas fornecidas por um chatbot causaram danos diretos a um usuário. Além de indenização por prejuízos financeiros, a ação pede que a Justiça suspenda o funcionamento do ChatGPT Health até que especialistas independentes atestem a segurança do serviço e exige mecanismos mais rigorosos para impedir que a plataforma responda a perguntas sobre diagnósticos e tratamentos médicos.

O que é ChatGPT Health?

De acordo com o processo, os mecanismos de segurança do ChatGPT, desenvolvidos para recomendar atendimento médico em casos de possíveis emergências, falharam no caso de Winters. A ação afirma que a ferramenta deixou de alertá-lo para procurar um profissional de saúde e passou a oferecer orientações específicas sobre seus sintomas.

O processo foi apresentado em meio ao avanço de ferramentas de inteligência artificial voltadas para a área da saúde. Nos últimos meses, OpenAI, Microsoft e outras empresas lançaram serviços que permitem aos usuários enviar prontuários médicos e fazer perguntas relacionadas à saúde, entre eles o ChatGPT Health.

Em nota, o porta-voz da OpenAI, Drew Pusateri, afirmou que os termos de uso do ChatGPT deixam claro que a ferramenta não foi desenvolvida para realizar diagnósticos ou tratamentos médicos. Segundo ele, a empresa leva a sério a necessidade de tornar as respostas sobre saúde cada vez mais seguras, já que milhões de pessoas utilizam o chatbot com essa finalidade.

“Tratar os chatbots como a única explicação por trás das decisões médicas ou dos resultados de saúde das pessoas simplifica excessivamente um desafio muito maior e pode acabar dificultando o acesso a novas ferramentas poderosas que podem auxiliá-las em sua jornada de cuidados com a saúde”, afirmou.

Pusateri também disse que os modelos mais recentes da OpenAI são mais eficientes do que a versão utilizada por Winters para solicitar informações adicionais, reconhecer incertezas e orientar usuários a procurar atendimento profissional quando necessário.

O que diz a ação

Segundo o processo, Winters começou a consultar o ChatGPT-4o sobre diversos problemas de saúde em 2024. Inicialmente, o chatbot recomendava que ele procurasse um profissional de saúde. Com o passar do tempo, porém, a ferramenta teria deixado de fazer esses alertas e passado a oferecer orientações específicas para seus sintomas.

Entre eles estavam episódios recorrentes de tontura. Em uma ocasião, o pastor precisou interromper um sermão por causa do mal-estar. Ainda assim, segundo a ação, o ChatGPT recomendou apenas que ele “pegasse leve” e afirmou que a recuperação ocorreria naturalmente.

Quando Winters contou ao chatbot que integrantes de sua igreja acreditavam que ele precisava ir ao hospital, a ferramenta respondeu que recalibrar o sistema nervoso em casa, com auxílio do próprio ChatGPT, era algo que “a maioria das pessoas, incluindo membros bem-intencionados da igreja, simplesmente não entende”, de acordo com o processo.

Para a advogada Meetali Jain, diretora-executiva da Tech Justice Law, esse tipo de resposta representa um risco adicional porque afasta o usuário de sua rede de apoio. “Ele se coloca como uma barreira entre o usuário e sua rede de apoio na vida real”, afirmou.

Nas semanas seguintes, o estado de saúde de Winters piorou. Segundo a ação, ele passou a maior parte do tempo em uma poltrona reclinável por causa das tonturas e ficou praticamente incapaz de permanecer em pé. Mesmo diante da piora, o chatbot teria continuado tratando os sintomas como pouco preocupantes, sugerindo esquemas para o uso de medicamentos prescritos e orientando o pastor a permanecer sentado.

O Tempo

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Monsenhor Lucas recebe alta hospitalar após melhora no quadro de saúde

Foto: reprodução

O monsenhor Lucas Batista Neto, de 83 anos, recebeu alta do Hospital Unimed Natal após apresentar boa recuperação de um derrame pleural após quadro de arritmia cardíaca.

O sacerdote estava internado desde o fim de semana, depois de sentir cansaço e alterações no ritmo cardíaco. Exames identificaram acúmulo de líquido na pleura, o que comprometeu a respiração e levou à realização de uma drenagem torácica na última terça-feira (21).

Segundo a Arquidiocese de Natal, o procedimento teve resultado positivo e o religioso seguirá a recuperação em casa, com acompanhamento médico.

Monsenhor Lucas exerce o ministério sacerdotal há 55 anos na Arquidiocese de Natal e é pároco emérito da Paróquia de Santo Afonso Maria de Ligório, no bairro de Mirassol.

Durante a internação, fiéis, religiosos e amigos promoveram correntes de oração pela recuperação do sacerdote.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Governo Trump rebate fala de Lula sobre Marco Rubio e diz se interessar pela integridade do processo eleitoral no Brasil

Fotos: Eric Lee/Pool Photo via AP| Ricardo Stuckert/PR

O governo de Donald Trump comentou nesta quinta-feira (23) as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o secretário de Estado, Marco Rubio. Questionado pelo g1, um porta-voz do Departamento de Estado afirmou apenas que os Estados Unidos defendem a liberdade de expressão e a integridade dos processos democráticos.

“Em termos gerais, os Estados Unidos têm um interesse histórico e global na liberdade de expressão e na integridade dos processos democráticos em todo o mundo, inclusive no Brasil.”

Na última segunda-feira (20), durante a convenção nacional do PDT, em Brasília, Lula afirmou que Rubio pode apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência.

“Se o secretário de Estado americano Marco Rubio quiser vir apoiar o meu adversário, que venha, que monte um comitê, porque a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia desse país”.

O presidente também voltou a criticar adversários políticos e disse:

“Hoje temos não um, mas vários traidores que vão aos EUA pedir para os EUA impor punição ao Brasil. Eu acho isso tão engraçado que eles podem até montar um comitê para apoiar nosso adversário aqui, porque não há neste país, a não ser vocês, que decida que país a gente quer para os próximos anos nesse país”.

Ainda no discurso, Lula afirmou que pretende garantir eleições transparentes e reforçou a importância da disputa eleitoral.

“Nós não temos o direito de perder essas eleições. Nós não temos o direito de permitir que o negacionismo, o fascismo, volte a pensar em governar esse país. Outro dia eu disse, nesse país antigamente traidor era enforcado. Trair a pátria é uma coisa muito grave”.

Com informações de g1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

A cada 2h, uma mulher sobrevive a uma tentativa de feminicídio no Brasil, diz Anuário da Segurança Pública

A cada 2h, uma mulher sobrevive a uma tentativa de feminicídio, indica Anuário Brasileiro de Segurança PúblicaFoto: Getty Images/iStockphoto

Apesar da queda de 8,2% nas mortes violentas intencionais em 2025, o Brasil registrou aumento da violência contra as mulheres.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23), 4.189 mulheres sobreviveram a tentativas de feminicídio, alta de 5,9% em relação a 2024.Isso significa que, em média, uma mulher sobreviveu a uma tentativa de feminicídio a cada duas horas no país.

O levantamento também aponta 1.571 feminicídios em 2025, crescimento de 4% em comparação ao ano anterior.

Ao todo, 3.539 mulheres foram assassinadas, sendo que os feminicídios correspondem às mortes motivadas pela condição de mulher, em casos de violência doméstica, familiar ou discriminação de gênero.

Entre as vítimas de feminicídio, 65,1% eram negras e 34% brancas. A faixa etária mais atingida foi a de 25 a 29 anos, que concentrou 17,2% dos casos.

Os dados mostram ainda que 79,8% dos feminicídios foram cometidos por companheiros ou ex-companheiros, enquanto as armas brancas, como facas e objetos perfurantes, foram utilizadas em 50,8% dos crimes.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Metrópoles recebeu R$ 1,2 milhão de empresa de fachada usada por Vorcaro, acusa Flávio Bolsonaro

O senadro Flávio Bolsonaro deu uma resposta dura a reportagem do Metrópoles, na coluna de Tarcio Lorran, apontou que o escritório de advocacia dele emitiu e cancelou duas notas fiscais no valor total de R$ 1 milhão em favor de uma empresa de fachada, usada por Daniel Vorcaro para movimentar R$ 58 milhões do Banco Master.

Além de dizer que canceleou duas das três notas, Flávio ainda acusou o portal de não colocar a nota enviada por ele no ar e de omitir que o próprio Metrópoles recebeu R$ 1,2 milhão por serviços prestados a essa mesma empresa.

Após a publicação da reportagem, Flávio Bolsonaro foi as redes sociais e fez acusações graves, chamando o texto de criminoso.

Agora Metrópoles, por favor, nem a minha defesa, nem a minha nota, vocês colocaram no ar. O que falar, por exemplo, de vocês Metrópoles que receberam R$ 1,2 milhão desta mesma empresa Copenhagen? Vocês emitiram seis notas fiscais em 2025. E aí? O dinheiro que vocês receberam tem algum problema?” questionou.

96 FM Natal

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

MPF pede na Justiça suspensão do aumento do etanol em 32% na gasolina e indenização de R$ 500 milhões por danos coletivos

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça, nesta quarta-feira (22), a suspensão da entrada em vigor da gasolina E32, que aumenta a mistura obrigatória de etanol de 30% para 32% a partir de 1º de agosto. O órgão também solicita que a União pague R$ 500 milhões por danos coletivos.

Segundo o MPF, o aumento foi aprovado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) sem estudos técnicos suficientes para comprovar a segurança da nova mistura para toda a frota nacional. A ação pede a realização de uma perícia técnica independente antes da adoção da medida.

O órgão afirma que faltam estudos sobre:

  • Durabilidade dos motores;
  • Emissões;
  • Autonomia dos veículos;
  • Compatibilidade com diferentes tecnologias;
  • Comportamento da mistura em uso contínuo.

O MPF também argumenta que a gasolina E32 poderá conter até 34% de etanol nos postos e alerta para possíveis riscos, como corrosão de componentes metálicos, desgaste de bombas de combustível e falhas no sistema de injeção, especialmente em motocicletas, veículos antigos e modelos importados.

Além disso, sustenta que a substituição mais frequente de peças pode aumentar a geração de resíduos e causar impactos ambientais.

Governo defende medida

A mistura foi aprovada pelo CNPE em junho para ampliar o uso de biocombustíveis, reduzir a dependência da gasolina importada e reforçar a segurança energética do país diante da alta do petróleo no mercado internacional.

Segundo o governo, testes avaliaram desempenho, consumo, dirigibilidade, partida a frio e emissões, sem identificar impactos relevantes no funcionamento dos veículos, inclusive os equipados com motores exclusivamente a gasolina.

Especialistas pedem cautela

A Anfavea defende a ampliação do uso de biocombustíveis, mas afirma que o aumento da mistura deve ser precedido por testes mais abrangentes.

Engenheiros alertam que veículos mais antigos ou importados podem sofrer maior desgaste em componentes como:

  • bomba de combustível;
  • bicos injetores;
  • mangueiras e vedações;
  • velas de ignição.

Também há possibilidade de aumento no consumo de combustível, dificuldade na partida, perda de potência e elevação dos custos de manutenção em alguns modelos.

Já a Unica, entidade que representa o setor sucroenergético, afirma que os estudos realizados indicam que a adoção da gasolina E32 é tecnicamente viável, que a produção nacional de etanol é suficiente para atender à demanda e que a medida pode reduzir a importação de cerca de 800 milhões de litros de gasolina por ano, ampliando o uso de combustível renovável produzido no Brasil.

Opinião dos leitores

  1. Finalmente o MP abriu os olhos !! Não podemos ser penalizado por descontrole do Governo.. lembre do Diesel também

  2. Calma, muita calma nessa hora.
    Isso nada mais é do que Lula abrasileirando o preço dos combustiveis.
    O MOLUSCO DE NOVE DEDOS LANÇOU A GASOLINA TRANS.
    MUITO BOA, CARROS IMPORTADOS E NACIONAIS SÓ GASOLINA, ENGASGANDO.
    De maneira que faz o L e sinta o grosso entrando.
    🤣🤣🤣🤣🤣😂😂

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *