Em entrevista à revista Veja, Bolsonaro fala sobre Queiroz, admite decepção, e preocupação com o filho Flávio

Em entrevista à revista Veja, publicada nesta sexta-feira (31), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse estar preocupado com a quebra de sigilo bancário de seu filho Flávio Bolsonaro (PSL) e falou sobre a sua relação de amizade com Fabrício Queiroz, pivô da investigação do Ministério Publico do Rio.

“Lógico [que preocupa]. Se alguém mexe com um filho teu, não interessa se ele está certo ou está errado, você se preocupa”, disse o presidente à revista.

Segundo a Promotoria, há indícios robustos dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no gabinete de Flávio de 2007 a 2018 na Assembleia Legislativa do Rio, período em que Queiroz trabalhou com o então deputado estadual como uma espécie de chefe de gabinete.

Foi com base nesses indícios que a Promotoria solicitou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de 86 pessoas e nove empresas.

No caso de Flávio, uma comunicação do Coaf se refere a 48 depósitos sequenciais de R$ 2.000 em espécie em sua conta bancária de 9 de junho a 13 de julho. O senador afirmou que esses valores se referem a uma parcela do pagamento que recebeu em dinheiro pela venda de um imóvel no período e que foram depositados por ele mesmo num caixa eletrônico.

“São os tais R$ 96 mil em depósitos de R$ 2.000. Ele vendeu um apartamento, recebeu em dinheiro e fez os depósitos na conta dele. Um relatório do Coaf diz que, entre junho e julho de 2017, foram identificados 48 depósitos, de R$ 2.000 cada um, na conta do Flávio. O valor de R$ 2.000 é o máximo permitido para depósitos em envelope no terminal de autoatendimento da Assembleia Legislativa do Rio”, afirmou.

“Falaram que os depósitos fracionados eram para fugir do Coaf. Dois mil reais é o limite que você pode botar no envelope. O que tem de errado nisso? Aí vem o Queiroz. Realmente tem dinheiro de funcionário na conta dele. O Coaf disse que há movimentações financeiras suspeitas e incompatíveis com o patrimônio do Queiroz. Mas quem tem de responder a isso é o Queiroz.”

QUEIROZ

A investigação do Ministério Público foi aberta após um relatório do governo federal ter apontado movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta bancária de Queiroz, de janeiro de 2016 a janeiro de 2017.

Além do volume movimentado, chamou a atenção a forma com que as operações se davam: depósitos e saques em dinheiro vivo, em data próxima do pagamento de servidores da Assembleia.

Queiroz já admitiu que recebia parte dos valores dos salários dos colegas de gabinete. Ele diz que usava esse dinheiro para remunerar assessores informais de Flávio, sem o conhecimento do então deputado.

“Estou chateado porque houve depósitos na conta dele, ninguém sabia disso, e ele tem de explicar isso daí. Eu conheço o Queiroz desde 1984. Foi meu soldado, recruta, paraquedista na Brigada de Infantaria Paraquedista. Ele era um policial bastante ativo, tinha alguns autos de resistência, contou que estava enfrentando problemas na corporação. Vocês sabem que esse pessoal de esquerda costuma transformar muito rapidamente auto de resistência em execução”, disse.

“Aí começou a trabalhar conosco. E você sabe que lá no Rio você precisa de segurança. Eu mesmo já usei o Queiroz várias vezes. Teve um episódio dele com o meu filho em Botafogo, um assalto na frente de casa, e o Queiroz, impetuoso, saiu para pegar o cara. Então existe essa amizade comigo, sim. Pode ter coisa errada? Pode, não estou dizendo que tem. Mas tem o superdimensionamento porque sou eu, porque é meu filho. Ninguém mais do que eu quer a solução desse caso o mais rápido possível.”

Como mostrou reportagem da Folha, a quebra autorizada pela Justiça na investigação do Ministério Público do Rio sobre Flávio atingiu pessoas que nem sequer foram nomeadas pelo senador e não tiveram nenhuma transação financeira com Fabrício Queiroz.

A peça do Ministério Público também atribui equivocadamente ao gabinete de Flávio uma servidora da Assembleia que acumulou outro emprego e apresenta falhas ao relatar suspeitas contra Queiroz.

Folha de São Paulo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Beto Araújo disse:

    Tem que rir muito!

  2. Cigano Lulu disse:

    Minínu bom… Todo dia rezo um credo às avessas por ele.

  3. Dilma disse:

    estória pra boi dormir…. pergunta se alguém acredita….

VÍDEO: Em entrevista com Danilo Gentili no SBT, Bolsonaro se emociona, mostra cicatriz de facada, fala de urgência da Previdência, e polêmicas

Foto: Gabriel Cardoso/SBT

Em entrevista ao programa The Noite (SBT), comandado por Danilo Gentili, o presidente Jair Bolsonaro mostrou a sua cicatriz, resultado da facada que recebeu durante a campanha presidencial do ano passado. O programa foi ao ar na madrugada desta sexta-feira (31).

Ao recordar o episódio, ele ficou emocionado e disse ter pensado no momento do ataque que seria apenas um soco no estômago, percebendo a gravidade momentos depois.

Ele mostrou as marcas que ficaram após as cirurgias e declarou ter reavaliado suas prioridades após o incidente.

Na entrevista, ele conversou sobre as mudanças em sua vida após a eleição, recordou momentos da corrida para o Palácio do Planalto e declarou que já havia planejado que o ato de Juiz de Fora seria o último em meio ao povo, devido à crescente popularidade.

Outros assuntos

O presidente também falou sobre a tentativa de aprovar a Reforma da Previdência, sobre as manifestações populares e comentou sua participação nas redes sociais.

Bolsonaro também contou detalhes de sua rotina no Palácio da Alvorada, as mudanças que fez ao se mudar para lá e comentou a questão da posse de armas no Brasil.

Com acréscimo de informações do Correio 24 Horas

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Eric de Deus disse:

    As lágrimas denunciam a humanidade de uma pessoa. Tenho grande respeito e estima pelo meu presidente. Parabéns Capitão!!!

VÍDEO: Confira trecho da entrevista com Lula; ex-presidente preso fala em “farsa montada” e “vontade de desmascarar” Moro

O ex-presidente Lula afirmou nesta sexta (26), em entrevista exclusiva concedida à Folha e ao jornal El País, que o Brasil está sendo governado por “um bando de maluco”.

Assista trecho abaixo.

Via Folha de SP

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Calixto Silva disse:

    As próprias palavras dele, demonstram o que ele é, "Eu decidi ficar preso " ele se acha acima da lei, coisa de megalomaniaco ditador, ele tava mal acostumado com o poder, foi tirado do poder através do povo que votou e escolheu um presidente que realmente quer mudar a política e o país.

  2. Justiceiro disse:

    Um ser superior. Um exemplo de dignidade!!!
    Quantos podem falar que superam o ódio. A mágoa profunda?
    Lula o Brasil lhe espera!!!

    • Santo do Pau Oco disse:

      KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
      Piadista você?
      Bandido condenado ovacionado pelos asnos!

    • Sérgio Nogueira disse:

      Espera sim. Espera que ele fique preso por muito tempo.

    • Calixto Silva disse:

      Um ser egocêntrico, megalomaníaco que se acha acima da lei. Lula o Brasil espera que vc cumpra as suas penas.

  3. Leitor independente disse:

    Você não sabe o que há escrito nem na primeira página do processo, quanto mais as dezenas de extratos bancários, pouco mais de uma dezena de testemunhos, e outros tantos contratos simulados que apontam para a dissimulação da ocultação. Até o mais neófito no direito consegue chegar ao seu deus – Lula – como sendo o beneficiário. Só você e sua grei, que sequer têm a intenção de consultar o processo, que é público, diga-se de passagem, convencem-se da mentira repetida infinitas vezes por esse sociopata.
    Vocês não são malucos. Vocês são maus mesmo! Não conseguem raciocinar o mínimo e tem medo de ler o processo para não se convencer do contrário. Quantas vezes vários jornais publicaram algumas das provas do processo? Várias vezes! E a defesa do Lula, conseguiu contraditar? Nunca!
    Vocês são maus e precisam de cura!

  4. natalsofrida disse:

    Esse petralhas incubado que usa u pseudo nome de real madrid, tá certo, ele realmente entende de pilantra. Jumento, esse ladrão está preso exatamente por ocultar provas dos seus roubos, ou será que todos os executivos das empreiteiras, tesoureiros do pt, ministros do pt, estão todos contra o ladrão mor? Tú tá comendo o que? Merda?

  5. Giba disse:

    Realmadridepium, faltou nessa sua lista ai o queiroz, os melicianos, a senhora do açaí lá no rio viu kkkk.

  6. Pablo disse:

    Um dela da puta ladrão, vem falar que foi montagem,….onde uma revendedora da Avon se aposenta com 30mil….onde catadores de bostas virão super empresarial e uma justiça podre que está conrropida até o talo….o Brasil fuleiro

  7. PABLO disse:

    ESSE AI VAI SAIR DA CADEIA DIRETO PARA AS NOVELAS DA REDE GLOBO. CADEIA NESSE LADRÃO!!!

  8. Olimpio disse:

    Era pra tá num presídio e não dando entrevista numa sala especial da PF.

  9. Manoel disse:

    Kkkk. Esse Lula eh muito empoderado mesmo! Ele que "decidiu" atender a polícia e ser preso! Eh um deus mesmo! Só pode! Pra ter tantos asseclas da sua seita só pode ser um deus… Lula, o deus da mentira…

  10. paulo disse:

    eu diria que ele é inocente se todos que estivessem na quadrilha dele não tivessem devolvido em torno de 50milhões cada um e não tivessem feito as delacões pra diminuirem as penas, alem do que todos apontaram ele como o chefão, querem mais o quê????

  11. Flávio A. disse:

    Sinceramente o nosso País é uma piada. Presidiário agora pode dar entrevista com o aval do STF e tentar desqualificar quem teve a coragem e ousadia de desmantelar a maior quadrilha da História moderna da Humanidade. O que esse povo desqualificado roubou do Brasil,daria para avançarmos significativamente em diversos marcadores de índices de desenvolvimento humano. Até quando o discurso fácil dessa gente vai enganar os incautos?

    • realmadriddepiumgenerico disse:

      Só falta apresentar uma prova. Uma apenas. Uma gravação, um bilhete, uma carta, um recibo, um cheque, uma nota, uma filmagem, um bunker com 50 milhões, uma conta no exterior em seu nome, de filhos, da mulher, até dos netos e bisnetos, uma mala com 500 mil reais, um helicóptero com coca, um cheque na conta da mulher, um empregado ou assessor miliciano, um depósito feito por miliciano na conta dele ou de algum filho, um cheque depositado por miliciano na conta da mulher dele, uma gravação pedindo propina ou recebendo, querer abrir uma ong para receber bilhões de reais (chama-se isso de lavagem de dinheiro, legal(??), um empréstimo, uma ameaça de matar alguém, patrimônio não compatível com o que ganha. Tem mil maneiras de se apresentar uma prova. Espera-se que se apresente, nem que seja um depósito de 10 centavos, já serve como prova. Agora a justiça mandou a OAS devolver o dinheiro que a D. Marisa pagou pela compra do apartamento. Ué! mas não foi roubado? ou não foi? o dono do sítio pediu a justiça para vender o sítio. Ué! mas não é do Lula? Condenação por atos de ofícios indeterminados é o cacete.

    • Gustavo disse:

      Amigo, vc quer que corrupto emita recibo, é isso? Vc quer transparência nos crimes de ocultação de patrimônio?

    • J. Dantas disse:

      Saíam da caverna tentem enxergar o óbvio… Leitura é essencial: https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/as-provas-da-lava-jato-contra-lula-no-caso-triplex/ … Vejam a quantidade de provas contra esse senhor.

    • Sérgio Nogueira disse:

      Quem se dispôs a ler a sentença e o acórdão do TRF4 teve a certeza inabalável que se tem uma coisa que abunda nestes pronunciamentos são provas.
      Quem é covarde, quem prefere viver na escuridão, quem não quer enfrentar o fato de que foi e é feito de "idiota útil", quem se assume como membro da manada de jumentos, quem é só um defensor de corrupto, fica nesse mimimi de "cadê as provas".
      Não adianta jogar pérolas aos porcos. Não adianta esclarecer quem quer ser manobrado pelo partido.
      Eu só assisto, leio e morro de rir.
      LULA TÁ PRESO BABACA.

Venezuela detém jornalistas durante entrevista com o ditador Maduro

Jorge Ramos sendo retirado de coletiva de Donald Trump durante comício em agosto de 2015. Foto: Ben Brewer / REUTERS 25-08-15

Seis integrantes de uma equipe da Univision Noticias ficaram retidos por cerca de duas horas no Palácio Miraflores, sede da presidência da Venezuela, na tarde de segunda-feira. Segundo a emissora, a maior rede de televisão hispânica dos Estados Unidos, a ordem partiu de Nicolás Maduro. A equipe será deportada nesta terça-feira.

O jornalista Jorge Ramos, um âncora veterano nascido no México, disse em entrevista à Univision que perguntou a Maduro sobre a falta de democracia na Venezuela, a tortura de presos políticos e a crise humanitária do país. Depois de ver um vídeo de jovens venezuelanos comendo restos de alimentos retirados de um caminhão de lixo, o presidente venezuelano interrompeu a gravação, mandou confiscar o equipamento e ordenou a detenção dos profissionais.

A equipe incluiria ainda os funcionário da Univisión María Martínez e Claudia Rendón, Juan Carlos Guzmán, Martín Guzmán e o jornalista venezuelano Francisco Urreiztieta.

De acordo com a Univisión, os equipamentos e celulares da equipe também foram coletados. Segundo jornalista colombiano Daniel Coronell, a equipe foi liberada pouco antes das 22h de Caracas. Não se sabe ainda se o equipamento foi devolvido.

No Twitter, o ministro das Comunicação e Informação da Venezuela, Jorge Rodríguez, disse que “no Miraflores passaram centenas de jornalistas que receberam o trato habitual que habitualmente compartilhamos com quem vem realizar o trabalho jornalístico e publicar o resultado deste trabalho. Não participamos de shows baratos”.

Em 2015, Ramos foi expulso de uma coletiva de imprensa de Donald Trump, depois de perguntar se o então candidato à presidência pretendia deportar 11 milhões de pessoas. Ramos, que já tinha entrado em choque com Trump sobre temas como imigração e deportação, se levantou para fazer uma pergunta e foi ignorado pelo chefe de Estado americano, que cedeu a palavra a outro jornalista. Ele insistiu, e Trump se irritou: “Desculpe-me, mas o senhor não foi chamado, sente-se”.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Jose disse:

    Se fosse o governo de Bolsonaro,a Petralhada ja estava chamando de Fascista,Nazista,Denunciavam á ONU,Direitos Humanos………etc,etc,etc……….

  2. LULADRÃO disse:

    E agora, será que a imprensa petista vai protestar?

    • Sougaviao disse:

      Ao Amigo cuja alcunha é LULADRÃO,
      Tomo a liberdade para te sugerir um tratamento psiquiátrico. Vc, caro amigo, precisa urgentemente, se livrar do trauma q PT lhe causou e q tanto lhe atormenta. Se vc ñ tiver $ para bancar o pagamento do tratamento, procure o departamento de psicologia da UFRN q lá vc vai encontrar psicólogos gratuitamente, e certamente, vão muito de ajudar.
      Somente depois q o amigo passar por um rigoroso tratamento, poderá voltar-se para enxergar a realidade e perceber q o PT ñ governa mais o Brasil; q lula já foi condenado por 2 vezes e se encontra preso; poderá perceber, ainda, q os males da sociedade brasileira foram causados, historicamente, por uma classe política em geral, corrupta e atrasada. Ah, também vc cairá na real e perceberá q o Brasil está sob novo governo.
      Boa sorte.

    • Ceará-Mundão disse:

      É mesmo, Luladrão. Cadê a petralhada prá reclamar à Comissão de Direitos Humanos da ONU, à CNBB, ao Frei Beto, ao Roger Waters, à Comissão do Oscar… Será que o Wagner Moura vai estrelar um filme enaltecendo as "qualidades do Maduro"? Essa gente é caso perdido. kkkkkkkk

    • Ceará-Mundão disse:

      Ei, gavião, o Lula tá preso. E os problemas do Brasil são herança do teu PT.

Gilmar Mendes mantém proibição de entrevista com autor de facada em Bolsonaro

O ministro Gilmar Mendes manteve decisão que havia proibido realização de entrevista, pela Revista Veja, com Adélio Bispo dos Santos, apontado como autor do atentando ao presidente eleito Jair Bolsonaro. Na decisão, o ministro afirmou que, na decisão do TRF da 3ª região, não houve restrição à liberdade de imprensa, nem qualquer espécie de censura prévia.

Em setembro deste ano, em compromisso de campanha, o então candidato ao cargo de presidente do país sofreu atentado à faca supostamente desferido por Adélio, preso em flagrante no mesmo dia e autuado no artigo 20 da lei de segurança nacional.

O TRF da 3ª região deferiu liminar em mandado de segurança impetrado MPF e determinou a suspensão de entrevista jornalística que seria efetuada com o custodiado no presídio Federal de Campo Grande/MS.

No STF, a editora Abril Comunicações S/A, responsável pela revista Veja, afirmou que a decisão ofende a autoridade do Supremo, consubstanciada no julgamento da ADPF 130, quando o plenário declarou a não recepção da lei de imprensa pela CF de 88. Sustenta que, ao impedir produção de material jornalístico pela Revista Veja, a decisão teria ocorrido em censura prévia, em ofensa. O SBT apresentou pedido de extensão de liminar, pois alega que também teria sido prejudicado pela decisão do TRF da 3ª região.

Decisão

Para o relator, não há semelhança entre o fundamento da decisão do TRF-3 e o assentado pelo Supremo no julgamento da ADPF 130. O desembargador do TRF-3, explicou o ministro, ao decidir o caso em questão, não o fundamentou em nenhum dispositivo da lei de imprensa. “Ademais, da leitura do julgado, vê-se que não houve restrição à liberdade de imprensa, nem qualquer espécie de censura prévia ou de proibição de circulação de informações”, disse.

O ministro destacou que a relação entre a liberdade de expressão e de comunicação e outros valores constitucionalmente protegidos pode gerar situações conflituosas, a chamada colisão de direitos fundamentais. No processo de concretização da liberdade de imprensa, esclareceu, o Judiciário tem o papel de interpretar a aplicação de princípios constitucionais eventualmente conflitantes.

No caso concreto, segundo o relator, o juízo reclamado, ao analisar a situação fática, destacou a importância da proteção das investigações e da prevenção de possíveis prejuízos processuais, bem como a necessidade de proteção do próprio custodiado, cuja sanidade mental ainda era discutível. Concluiu, diante de tais ponderações, que o momento não era adequado para a realização da entrevista pleiteada.

“Vê-se, pois, que o ponto principal desta ação não recai sobre a liberdade de imprensa, em si. Discutiu-se, em verdade, se seria o momento adequado a permitir a exposição de preso provisório, mantido em presídio de segurança máxima, acusado de cometer crime contra a segurança nacional e cuja sanidade mental era contestável. Objetivou-se a proteção não apenas das investigações, ainda em curso, mas principalmente do próprio réu, custodiado do Estado.”

Observou ainda que a temática relacionada à liberdade de imprensa é bastante ampla e nem toda e qualquer intervenção judicial relacionada a esta matéria terá sua resposta no decidido por esta Corte na ADPF 130.

Além disso, o relator acrescentou que o instrumento processual da reclamação não pode ser empregado como substitutivo de recurso ou atalho para se chegar ao Supremo, conforme o caso dos autos. “Transformar esta Corte em verdadeira segunda instância de qualquer decisão relacionada a conflitos entre liberdade de imprensa e outros valores constitucionais, por meio de reclamação, não é compatível com nossa arquitetura constitucional”.

Processo: RCL 32.052
Migalhas

 

(VÍDEO) – Sérgio Moro: “Eu não assumiria um papel de ministro da Justiça com risco de comprometer a minha biografia”; assista à entrevista ao ‘Fantástico’ na íntegra

Assista vídeo aqui

A apresentadora do Fantástico, Poliana Abritta, foi a Curitiba para uma entrevista com o juiz Sérgio Moro, que está de mudança pra Brasília a partir de janeiro. Ele assume o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Sob elogios e críticas, o juiz Sérgio Moro aceitou o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Poliana Abritta: O que foi decisivo, juiz, pra esse sim?

Sérgio Moro: O grande motivador dessa aceitação do convite foi a oportunidade de ir a Brasília numa posição de poder elevada de ministro da Justiça e poder implementar com essa posição uma agenda anticorrupção e uma agenda anticrime organizado que não se encontram ao alcance de um juiz de Curitiba, mas podem estar no alcance de um ministro em Brasília.

Poliana Abritta: O senhor conversou com familiares ou fez uma reflexão sozinho?

Sérgio Moro: Conversei com amigos, com pessoas experientes, conversei também com a minha família. Na verdade, dos amigos, os conselhos foram diferenciados. Alguns me recomendaram que não, outros me recomendaram que sim.

Poliana Abritta: Teve algum momento que o senhor pensou em dizer não?

Sérgio Moro: Sim, isso foi tudo muito novo. Uma semana antes do segundo turno, dia 23 de outubro, eu fui procurado pelo futuro ministro da Economia, o senhor Paulo Guedes, com uma sondagem. Confesso que eu vi essa sondagem e fiquei tentado. Aguardei o encerramento das eleições. E tudo foi decidido, na verdade, no dia 1º de novembro.

Nesse dia, o juiz foi visitar o presidente eleito Jair Bolsonaro na casa dele, no Rio de Janeiro. Saiu de lá como futuro ministro.

Sérgio Moro: O que eu percebia nas pessoas comuns era um certo entusiasmo, um desejo de que eu aceitasse esse convite. As pessoas me procuram, me cumprimentam. Pra mim, é um sinal de que há uma grande expectativa. E espero corresponder a essa expectativa.

Poliana Abritta: O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Ayres Britto disse que essa mudança rápida do senhor da Justiça pro Executivo, “comprometeria a separação e independência dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário”. O que senhor tem a dizer sobre isso?

Sérgio Moro: Tenho grande respeito pelo ex-ministro Ayres Britto. Eu acho que a avaliação dele, nesse caso, está equivocada. Existe essa fantasia de que o ex-presidente Lula, que foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, teria sido excluído arbitrariamente das eleições por conta do processo criminal. Mas o fato que ele tá condenado e preso porque ele cometeu um crime.

Poliana Abritta: A defesa do ex-presidente Lula entrou com um novo pedido de habeas corpus pela liberdade dele e pela anulação da ação penal do caso do tríplex. E o principal argumento é de que houve “irremediável perda da imparcialidade”. O senhor, em algum momento, temeu colocar em risco todo o trabalho feito até agora ao aceitar o convite pro ministério?

Sérgio Moro: Não. Veja, essa questão pertence hoje às cortes de Justiça, não mais a mim. Mas eu proferi a decisão em relação ao ex-presidente Lula em meados de 2017. Então, assim, eu nem conhecia o presidente eleito Jair Bolsonaro. Eu sopesei essas questões, também levei em conta. Mas, pelo que eu vejo nas pessoas comuns, que eu encontro por aí, ninguém tem essa sombra de desconfiança.

Na sexta-feira, depois desta entrevista, o Conselho Nacional de Justiça solicitou que Sérgio Moro preste informações por “suposta atividade político-partidária” ao aceitar o convite para ser ministro. O juiz terá 15 dias para se manifestar.

Sérgio Moro: Eu estou indo pra consolidar os avanços da Operação Lava-Jato em Brasília.

Poliana Abritta: O senhor acha que o momento que a gente vive hoje, politicamente, é resultado desses quatro anos da Lava-Jato?

Sérgio Moro: Em parte, nas eleições, havia um sentimento muito forte contra um sistema político que, apesar de todas essas revelações de casos de grande corrupção, praticamente nada fez. O atual senhor presidente eleito foi quem, talvez, quem melhor foi identificado pela população como alguém que modificaria esse status quo. Qualquer outro candidato que fosse identificado com essa causa anticorrupção teria boas chances. Sem prejuízo das outras bandeiras do candidato.

Poliana Abritta: O senhor deu uma coletiva esta semana em que enumerou uma série de medidas que pretende encaminhar ao Congresso ao longo do governo.

O juiz defendeu:

– que condenados por homicídio pelos tribunais do júri cumpram a pena imediatamente, sem esperar o julgamento de recursos.

– que seja proibida a progressão de pena e a saída temporária de presos que tenham vínculos com organizações criminosas.

– que crimes graves demorem mais a prescrever.

– que haja uma regulação mais clara para que policiais possam trabalhar disfarçados.

– que seja ampliado o banco de dados genético para esclarecer crimes com exames de DNA.

– que denunciantes anônimos sejam mais protegidos.

Poliana Abritta: Entre as propostas e bandeiras de campanha do presidente eleito está a flexibilização da posse e do porte de armas. O que seria isso na prática, essa flexibilização?

Sérgio Moro: As regras atuais são muito restritivas pro posse de arma em casa. “Posse” é a pessoa ter uma arma dentro de casa. Não ela sair por aí passeando com a arma. Aí é “porte”, é diferente.

Poliana Abritta: Hoje a gente tem uma pessoa com 25 anos, que preencha uma série de requisitos, passe por uma série de testes psicotécnicos, antecedentes criminais, se ela comprovar a necessidade de ter uma arma, ela consegue ter uma arma. O que isso mudaria?

Sérgio Moro: Eu acho que isso não pode ser muito além de uma afirmação de que: “eu quero ter uma arma em casa. Eu tô preparado, eu não tenho antecedentes criminais, eu fiz os testes psicotécnicos, e assim eu quero ter uma arma, vamos assim, porque eu me sinto mais seguro”.

Poliana Abritta: Vários estudos mostram que esse armamento não obrigatoriamente reflete numa diminuição da criminalidade.

Sérgio Moro: Eu acho que a questão não é exatamente a diminuição ou não da criminalidade. O senhor presidente foi eleito com base nessa proposição. E me parece que existe um compromisso com os seus eleitores.

Poliana Abritta: O senhor como juiz tem o direito a ter uma arma em casa…

Sérgio Moro: Sim.

Poliana Abritta: O senhor tem uma arma?

Sérgio Moro: Sim.

Poliana Abritta: Mas não anda armado?

Sérgio Moro: Bem, são questões relativas à segurança pessoal, mas prefiro não responder. Mas normalmente, não.

Poliana Abritta: Tem alguma coisa que tire o sono do senhor hoje?

Sérgio Moro: Hoje, olha, eu… exerço a profissão de magistrado na área criminal e não raramente me deparei casos muito difíceis. Isso sempre envolve uma situação de risco. Mas vão ser tomadas as providências necessárias pra assegurar a minha proteção policial durante esse período e das pessoas a mim próximas.

Poliana Abritta: A gente teve, no ano passado, 62 mil homicídios no Brasil. Qual a meta do senhor pra daqui quatro anos em relação a esse número?

Sérgio Moro: Eu não tenho condições de me comprometer com um percentual de redução específico. Porque, veja, isso não é matemática. O que é importante é iniciar um ciclo virtuoso.

Poliana Abritta: Essa semana, a gente teve no Rio de Janeiro uma operação no Complexo da Maré em que cinco pessoas foram mortas. Isso é uma coisa recorrente. Onde o poder público tá errando?

Sérgio Moro: O Estado tem que ter uma política mais rigorosa em relação a essas organizações criminosas. Isso segue três padrões: investigações sólidas, direcionada à organização e seus líderes; prisão dos líderes, isolamento dos líderes; confisco do produto da atividade criminal e do patrimônio da organização. É assim que se desmantela organização criminosa. O criminoso vai pra cadeia, o policial vai pra casa. O confronto tem que ser evitado ao máximo.

Poliana Abritta: Mas hoje, na situação que a gente tem, o confronto é quase que diário.

Sérgio Moro: Essa é uma situação que tem que ser evitada.

Poliana Abritta: Como reverter isso pra que esse confronto seja evitado?

Sérgio Moro: Não é uma coisa simples. Não vou dizer assim: “não vai acontecer isso depois de janeiro”. Pode acontecer. Mas são situações indesejadas. Não pode se construir uma política criminal, mesmo de enfrentamento do crime organizado, baseado em confronto e tiroteio. O risco de danos colaterais é muito grande. Não só danos colaterais, mas o risco pro policial.

Poliana Abritta: O governador eleito do Rio, Wilson Witzel, prevê o abate de qualquer pessoa que esteja portando o fuzil. O senhor, como juiz, vê amparo legal nessa proposta?

Sérgio Moro: Não me parece razoável que o policial tenha que esperar o criminoso atirar nele com uma metralhadora ou com um fuzil antes que ele possa tomar qualquer providência. Eu tenho minhas dúvidas se isso já não é acobertado pela legislação. Mas nós vamos estudar se é necessário uma reformulação da lei nesse sentido. Eu não tenho condições de agora efetuar uma crítica apropriada porque eu não sei exatamente o que ele tá defendendo.

Poliana Abritta: Ele tá defendendo inclusive a compra de drones que possam ser usados se tiver um bandido numa comunidade no Rio com um fuzil na mão pra que se possa atirar. Ele disse que vai defender os policiais juridicamente pra que isso seja feito.

Sérgio Moro: Aí teria que sentar com ele, conversar pra entender o nível de concreção dessa proposta. Se tá numa situação de confronto policial, com risco ao policial, de ser alvejado num confronto, eventualmente.

Poliana Abritta: Não, a proposta dele vai além..

Sérgio Moro: Mas eu não sou assessor do governador…

Poliana Abritta: É só pra eu saber até que ponto…

Sérgio Moro: São declarações que ele deu em entrevistas e tal, isso tem que ser conversado com mais cautela e ponderação pra saber em concreto o que se pretende.

Poliana Abritta: Redução da maioridade penal. O senhor vê como única possibilidade a redução ou, por exemplo, um aumento da pena, que hoje é só de três anos?

Sérgio Moro: Bem, não existe uma posição fechada do governo em relação a isso, isso é uma questão a ser discutida. Existe uma necessidade de proteger o adolescente. É uma pessoa em formação. É inegável. Por isso se coloca a maioridade penal em 18 anos. Mas também eu acho que é razoável essa afirmação de que mesmo um adolescente entre 16 e 18 anos, ele já tenha compreensão de que é errado matar. Isso não resolve criminalidade, mas tem que se considerar a justiça individual. Pense numa família que um dos membros foi vítima de um homicídio praticado por um adolescente acima de 16 anos. As pessoas querem uma resposta do Estado institucional. E o sistema atual, que prevê sanções muito reduzidas pra crimes dessa natureza, de gravidade, é insatisfatório.

Poliana Abritta: O senhor disse na coletiva que todos terão os direitos garantidos pela lei. E o presidente eleito disse que ia colocar um ponto final, acabar com qualquer tipo de ativismo. Muita gente se sente ameaçada. Quais garantias o senhor pode dar para comunidade LGBT, negros, mulheres, de que os direitos não serão retirados, de que as pessoas não serão atacadas?

Sérgio Moro: Eu acompanhei todo o processo eleitoral e eu nunca vi, da parte do senhor presidente eleito, uma proposta de cunho discriminatório em relação a essas minorias. Eu não imagino de qualquer forma que essas minorias estejam ameaçadas. O fato de a pessoa ser heterossexual, homossexual, branco, negro, asiático… Isso é absolutamente indiferente. Nada vai mudar. Eu tenho grandes amigos que são homossexuais. Algumas das melhores pessoas que conheço são homossexuais. E não existe nenhuma perspectiva de nada que seja discriminatório a essas minorias. O governo tem que ter uma postura rigorosa quanto a crises em geral, mas também em relação a crimes de ódio. Eu não poderia ingressar em qualquer governo se houvesse alguma sombra de suspeita que haveria alguma política dessa espécie.

Outra questão de honra para o futuro ministro é o combate à corrupção.

Poliana Abritta: Se um ministro vier a se envolver a se envolver em alguma denúncia de corrupção, ele será afastado? O senhor defende o que, nesse caso?

Sérgio Moro: Se a denúncia for consistente, sim.

Poliana Abritta: Qual o critério jurídico pra gente definir uma denúncia como consistente?

Sérgio Moro: Tem que ser avaliado. Eu acho que é uma falácia, muitas vezes, que se ouviu no passado “ah, tem que esperar o trânsito em julgado”.

Poliana Abritta: O que o senhor defende? Se virar réu?

Sérgio Moro: Não, eu defendo que, em caso de corrupção, se analise as provas e se faça um juízo de consistência, porque também existem acusações infundadas, pessoas têm direito de defesa. Mas é possível analisar desde logo a robustez das provas e emitir um juízo de valor. Não é preciso esperar as cortes de justiça proferirem o julgamento.

Poliana Abritta: Esse juízo de valor seria dado por quem? O senhor como ministro da Justiça iria analisar e fazer esse juízo de valor pra aconselhar o presidente a demitir o ministro em questão?

Sérgio Moro: Provavelmente. Ou algum outro conselheiro. O que me foi assegurado e é uma condição… Não é bem uma condição, não fui lá estabelecer condições. Mas eu não assumiria um papel de ministro da Justiça com risco de comprometer a minha biografia, o meu histórico. Isso foi objeto de discussão e afirmação do senhor presidente eleito, que ninguém seria protegido se surgissem casos de corrupção dentro do governo.

Esta semana, em entrevista coletiva, o juiz saiu em defesa do futuro chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro, o deputado Ônyx Lorenzoni. Ele admitiu, no ano passado, ter recebido R$ 100 mil por caixa dois para campanha eleitoral. Lorenzoni afirma que já doou metade para entidades filantrópicas e que, em breve, doará a outra metade.

Sérgio Moro disse que o deputado já pediu desculpas e que atuou a favor da aprovação de medidas anticorrupção no Congresso.

Poliana Abritta: Em 2017, o senhor disse que políticos não têm interesse em combater a corrupção. Como o senhor pretende fazer essa negociação com políticos, que muitos, por muitas vezes, vão estar sendo investigados ou sendo réus em processos justamente de corrupção?

Sérgio Moro: Eu fiz essa afirmação num contexto muito respeitoso, apesar de todas as revelações desses crimes de corrupção, não via iniciativas significativas, com todo respeito, por parte do nosso Congresso Nacional. Agora existe um outro contexto. Em todo início de governo existe um frescor, uma abertura de diálogo ao Congresso. Vamos tentar negociar dentro daquele espírito republicano de fazer o que é melhor pro país do que fazer o que é melhor pras pessoas.

Poliana Abritta: Negociar. Nasce um político aí dentro?

Sérgio Moro: Alguns me criticaram por assumir esse cargo afirmando que eu havia traído um compromisso que eu afirmei no passado numa entrevista ao Estado de São Paulo, que jamais entraria pra política. Eu posso tá sendo ingênuo, mas eu estou sendo absolutamente sincero quando afirmo que, na minha visão, tô assumindo um cargo pra exercer uma função predominantemente técnica. Eu não me vejo num palanque, eu, candidato a qualquer espécie de cargo em eleições, isso não é a minha natureza.

Poliana Abritta: Há quatro anos, se alguém dissesse “ah, o senhor vai ser ministro da Justiça daqui a quatro anos”, o senhor concordaria com isso?

Sérgio Moro: Não, de forma nenhuma. A Operação Lava-Jato começou pequena, ninguém tinha ideia da dimensão que aquilo ia tomar. No fundo, foi meio um efeito bola de neve. Jamais poderia cogitar que haveria essa possibilidade de assumir essa posição.

Poliana Abritta: Então o senhor há de concordar comigo que o senhor não pode dizer que daqui a quatro anos não será, por exemplo, candidato à Presidência da República.

Sérgio Moro: Não, eu estou te falando que não vou ser. Eu não sou um político que… minto. Desculpe. Com todo respeito aos políticos. Mas assim, bons e maus políticos. Mas existem maus políticos que, às vezes, faltam com a verdade. Eu não tô faltando com a verdade.

Poliana Abritta: Mas o senhor então é um político do tipo que não mente?

Sérgio Moro: Não, eu sou uma pessoa que, na minha perspectiva, eu tô indo assumir um cargo predominantemente técnico…

Poliana Abritta: Não, é porque o senhor que falou “eu não sou um político que minto”.

Sérgio Moro: Não sou um nenhum político e não minto. Eu acho que a profissão da política é uma das mais nobres que existe. Você receber a confiança da população, do voto. Às vezes, essa confiança é traída. Mas é uma das mais belas profissões. Não tem qualquer demérito nisso. É uma questão mesmo de natureza e perfil.

Poliana Abritta: O senhor, mais de uma vez, falou que vai estar subordinado à palavra final, que é do presidente eleito Jair Bolsonaro. E se chegar numa hora em que vocês divergirem em absoluto?

Sérgio Moro: Depende sobre o quê. Quem foi eleito foi o senhor presidente. E, eventualmente, se acontecer uma situação dessas, ele pode desejar me substituir por alguém que possa cumprir uma política que eventualmente eu discorde em absoluto. Eu vou assumir esse cargo em janeiro, não com a perspectiva de ser demitido, mas com a perspectiva de realizar um bom trabalho e ter uma convergência com o presidente eleito. Mas, se tudo der errado, eu deixo o cargo ministerial e certamente vou ter que procurar me reinventar no setor privado, de alguma forma.

Poliana Abritta: E o Supremo?

Sérgio Moro: Às vezes é até um pouco indelicado ficar falando em vaga, em Supremo, quando não existem vagas. É uma perspectiva, uma possibilidade que se coloca no futuro. Quando surgir uma vaga, meu nome pode ser cogitado, como o nome de várias pessoas.

Poliana Abritta: A gente está conversando aqui dentro do seu gabinete de Justiça, mas oficialmente o senhor está de férias. E tem recebido críticas, porque já está trabalhando, atuando como futuro ministro. Há quem veja nisso, nessa situação, que ela fere o princípio da legalidade e da moralidade. O que o senhor tem a dizer sobre isso?

Sérgio Moro: Olha, eu já anunciei publicamente que vou pedir a exoneração. O que a Constituição proíbe é que um juiz assuma uma posição, um cargo Executivo. Eu não tô assumindo nenhum cargo. Eu estou apenas colaborando pra formação de um futuro governo.

Poliana Abritta: Mas, na prática, o senhor já não está trabalhando como futuro ministro?

Sérgio Moro: Não tô praticando nenhum ato oficial. E eu tenho recebido, por conta dessas políticas que nós queremos implementar em Brasília, diversas ameaças. Vamos supor que, daqui a alguns dias, eu peça uma exoneração. Daqui a alguns dias acontece alguma coisa comigo, um atentado. Eu, tudo bem, morro, faz parte da profissão. Não gostaria, evidentemente. Mas minha família fica desamparada. Fica sem qualquer pensão. O que eu espero é passar esse período de férias. Ao meu ver, não tô fazendo nada de errado. E em seguida, eu assumo.

Poliana Abritta: Está de malas prontas pra Brasília?

Sérgio Moro: É um período, literalmente, de transição. Então você fica lá, você fica aqui. Tem que planejar bastante. Já ir definindo as pessoas e políticas a serem adotadas. Então esse vai ser um período de intenso deslocamento.

Poliana Abritta: O senhor tem aqui, nesse gabinete, onde o senhor passou os últimos quatro anos trabalhando na Operação Lava-Jato, livros, presentes. Vai levar tudo isso pra Brasília?

Sérgio Moro: Boa pergunta, ainda estou decidindo. Mas vai ser de fato um problema. E certamente vou sentir muitas saudades desse ambiente aqui.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Diammante disse:

    A entrevista pareceu mais um tribunal de inquisição! A repórter exalando semblante raivoso, quis tirar o brilho do Moro e não conseguiu. Por quatro vezes, o Ministro riu antes de responder algumas perguntas da Poliana… Para um bom entendedor, fica evidente qual era a verdadeira intenção da emissora e sua repórter! Um Moro incomoda muita gente…

  2. Celma disse:

    Sérgio Moro deu uma aula de educação, firmeza, objetividade e cordialidade. Tudo que bandido não gosta. Foi provocado, testado e não caiu em contradição, nem perdeu a calma com as pegadinhas soltas. Escutou sem interromper a fala da repórter, respondeu o que havia sido perguntado e não fugiu de nenhum tema.
    Lembram das entrevistas e sabatinas feitas com Haddad? Ele sempre fugia dos temas polêmicos contra o PT, respondendo coisa totalmente diferente do que havia sido perguntado.
    Haddad em toda campanha não deu qualquer explicação sobre a corrupção, desemprego, queda da indústria e demais temas ruins que levaram o país a maior recessão de sua história, não entrava em nada comprovado contra o PT e falava como se não estivesse existido o Brasil entre janeiro de 2003 a julho de 2016, só antes e depois.
    Chega de irresponsabilidade, chega de impunidade, chega de farsa, basta de corrupção, chega de prometer e fazer o oposto.

  3. Alonso Peixoto disse:

    É PATÉTICO, RIDÍCULO ver os argumentos do PT contra Sérgio Moro ir ser ministro da justiça.
    Fazem argumentos absurdo, criam situações inexistentes, se baseiam em nada com nada e pior, propositalmente esquecem os ministros que nomearam e os critérios usados para colocá-los nas pastas.
    A dor maior é ver um juiz que teve a coragem de julgar os políticos pelas provas existentes, condenando quem deveria ser condenado, está sendo chamado para mudar o rumo da legislação penal brasileira que só gera benefícios aos bandidos comuns e de colarinho branco.
    O PT teve TODOS os ex ministros da casa civil investigado, processado e alguns já condenados.
    O PT aparelhou os ministérios e estatais e deu ao Brasil coisa gloriosas como o mensalão, petrolão e a lava jato.
    Ainda vem por aí:
    A delação de Palocci;
    As revelações dos empréstimos do BNDES;
    Abrir os gastos dos cartões corporativos;
    Depois dessas, talvez se renove 90% dos mandatos dos velhos caciques e donos de partidos na câmara e senado. Aí sim, o Brasil começará a viver uma democracia e não isso que temos hoje, com tudo dominado pelos políticos de sempre.

Carlos Eduardo usa estatística duvidosa sobre natalense para justificar estelionato eleitoral


O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, em entrevista à 98 FM na noite de segunda-feira, afirmou que renunciou para disputar o governo porque tinha pesquisa indicando que os natalenses queriam sua saída para o propósito eleitoral.

“Não estou sendo carreirista. Não cheguei ontem nem anteontem. Fui o prefeito com mais serviços prestados na cidade. Nenhuma cidade do mundo reelege um incompetente, um ladrão, desonesto. Só reelege um prefeito que trabalha”, disse ele.

O candidato do PDT ao governo não deu mais detalhes sobre a pesquisa a que se referiu. A renúncia voltou a ser alvo de adversários porque ele prometeu que não deixaria a prefeitura para disputar o governo.

Levantamento do instituto SETA divulgado pelo BlogdoBG em 20 de março deste ano, um mês antes da renúncia do prefeito, mediu esse impacto.

35% dos entrevistados desaprovavam a saída do prefeito e 53% não tinham opinião formada sobre o assunto.

Apenas 12% aprovavam a renúncia para disputar a eleição.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Jose antonio disse:

    Como tudo na vida tem seu tempo , o blog do BG acabou , perdeu a credibilidade, virou palanque do governo quebrado e não da as principais notícias como : semana passada a policia federal foi na kz de FLAVIO PISCA ( irmao de BG) e não saiu nada aqui! Vergonha.

  2. JOÃO GRANDÃO disse:

    ISSO É UM BLOG OU UM PALANQUE DO GOVERNADOR ROBINSON FARIAS ……………………

  3. Chiquinho Canuto disse:

    Vcs falam de Carlos e Robinson mas a Fátima também não fica por baixo todos mentirosos… infelizmente não temos bons nomes…

  4. CLT disse:

    O blog tem partido é?

  5. Observador disse:

    Ele já foi candidato a governador e não foi nem pro segundo turno.
    O Boneco de Olinda vai levar peia de novo!

    • Sena disse:

      Vai mesmo. Ele ainda não entendeu que o POVO não suporta mais esses acordões????

  6. Paulo César disse:

    Ainda tem gente que cai na lábia dos Alves, Maia e Rosado?

    • Sena disse:

      O povo não é mais besta não!
      Eles vão quebrar a cara!!!!!
      Robinson vc está reeleito!!!
      Não tem nenhum candidato pra fazer frente a vc.

  7. Francisco disse:

    Carlos Eduardo quer enganar quem com esse discurso?
    Ele pensou que fez um firo mas fez um giral.
    O natalense não aprovou a renuncia e, inapelavelmente, dirá não a sua candidatura.
    Vai ficar de férias após 07 de outubro.

    • Paulo disse:

      Vai mesmo.
      Natal está só buraco.
      Tem mais cratera que a lua.
      Não tá nem aí para os natalenses. Quer simplesmente o poder pelo poder.
      Robinson vc terá meu voto e de toda minha família.

    • Adailton disse:

      Nos bastidores da família Alves cientes da derrota já estão planejando lançar Eduardo Alves candidato a prefeito de Parnamirim. Bem bestinha essa família …

  8. José disse:

    Quem mente uma vez, mente sempre!
    Demitiu 241 funcionários públicos da Urbana. Assim cometendo ato ilegal, pôs, empregado público só pode ser demitido por justa causa com processo administrativo. A justiça mandou reintegrar, e ele como sempre ele não cumpre a lei.

Democratas descarta Fábio Dantas e sinaliza qual será seu discurso sobre candidatura do vice-governador

por Dinarte Assunção

O deputado federal Felipe Maia foi espremido numa excelente entrevista ao Jornal das 6, da 96 FM, nessa sexta-feira (2).

Indagado sobre a possibilidade do DEM se articular com o pré-candidato ao governo do PSB, o vice-governador Fábio Dantas, Felipe Maia descartou o cenário, neste momento, com uma retórica – muita boa, por sinal – peculiar de quem diz o não dando rodeios:

“O grupo político de que faço parte não estaria vinculado ou dialogando com o vice-governador Fábio Dantas. Eu não estou conversando com ele”.

Em tempo 1: Fábio Dantas será adversário de Robinson, de quem o DEM também é adversário.

Em tempo 2: A regra segunda a qual inimigo de meu inimigo é meu amigo não se aplica ao caso. O DEM quer tratar os dois como adversários, pois ambos representam o mesmo projeto que será criticado na eleição.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Fábio disse:

    Ser descartado pelo DEM é elogio!!! Ponto pro descartado!!!

Varejo usa exemplo do RN para justificar quando não deve investir

Antonio Carlos Pipponzi (presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo) concedeu entrevista à Folha neste domingo para falar de economia e política num geral.

Ao analisar expansões no Brasil, foi indagado sobre como a violência afeta os negócios. E foi taxativo, revelando que há ainda mais cautela antes de investir em territórios arenosos.

“A gente tem de fazer um desabafo. Passamos situações complicadas no Rio de Janeiro, no Espírito Santo, na Bahia e no Rio Grande do Norte, como fechar as lojas mais cedo. Sofremos com as greves de polícia. O que acontece quando o Estado não controla a segurança? O comércio tem que fechar as portas”, disse ele.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Admilson disse:

    Que injustiça! Esse senhor sabe que nós temos o "governo da segurança"?

  2. Indignado disse:

    Falou a verdade.
    A primeira função do estado, aquela para a qual foi criado e prover segurança, o resto foi agregado depois.
    Se não consegue o básico…

  3. André NASCIMENTO disse:

    O comerciante também estoca impostos em suas prateleiras…

  4. Alves disse:

    Ele esqueceu de comentar, sobre as altas cargas tributárias que os governos cobram, desestimulando o empreendedorismo.

Robinson endossa projeto de Fábio Dantas em caso de não disputar a reeleição

Na entrevista que concedeu ao jornal 96 e reportada no Nominuto, o governador Robinson Faria admitiu que, não sendo candidato, pode apoiar seu vice, Fábio Dantas.

“O vice é um amigo leal, um companheiro que tenho a maior estima por ele. É um nome que tem credibilidade. De repente se eu decidir não ser candidato, ele pode ser um nome para ser analisado. Se eu não for candidato, será um prazer apoiar o nome de Fábio, mas está cedo para isso”, ponderou.

ENTREVISTA: “A bancada do RN é desunida e cheia de egos pessoais, mas o governador é bom em colocar a culpa nos outros”, dispara Beto Rosado

por Dinarte Assunção

Beto Rosado criticou a bancada, da qual a membro, e o governador Robinson Faria. Ambos se opõem na responsabilidade sobre soluções para a crise / Foto: Vanessa D’Oliviêr

O deputado federal Beto Rosado afirmou em entrevista ao Blog do BG que falta coordenação à bancada federal, a quem classificou como desunida e onde os egos pessoais afloram sobre interesses coletivos.

As declarações vêm no momento em que Governo e bancada federal foram lançados um contra o outro a partir de uma guerra de bastidor entre ambos os lados para divulgar à sociedade o rateio da crise que solapa o Rio Grande do Norte. Beto reconhece as falhas da bancada da qual é membro, mas também aponta o outro lado.

“Nenhuma reunião de que o governador participou em Brasília chegou convite algum dele. Ele nunca convidou”, afirmou Beto, resumindo essa postura em uma capacidade do governador: “Ele é muito bom colocar a culpa nos outros e divulgar isso”.

Dinarte Assunção: O senhor relatou ao jornalista Bruno Barreto um episódio em que um esforço que o senhor divulgou causou ciúme pessoal aos demais membros da bancada. É isso que tem atrapalhado:

Beto Rosado: Esse ciúme, essa desunião, é muito nociva. A bancada do Ceará tem suas diferenças, mas quando é para correr para Brasília para conseguir investimento para o Estado eles estão todos juntos. Isso é muito da União, entendem que para crescer precisam superar suas diferenças. O Rio Grande do Norte não tem isso.

Achei estranho quando alguém fez uma nota criticando a bancada e muita gente do governo gostou e saiu distribuindo, a respeito do governador lutar sozinho sem o apoio da bancada. Ficou parecendo que o governador não queria assumir a culpa sozinho. O governador é muito bom nisso, nesse tipo de divulgação.

Falta liderança à bancada?

O problema não é liderança, mas…O problema não é liderança,

Ou a bancada não quer ser liderada?

A bancada não quer ser liderada. Sou um parlamentar novo. Cheguei a Brasília sem a chamada malícia. Há muita gente boa, mas a falta de união faz a gente perder oportunidades boas para o Estado.

Eu gostaria que começasse a se criar uma onda de reversão disso.

Como seria essa onda de reversão? Pelo que o senhor relata, há indisposição pessoal dos membros em abrir mão de algumas posições. Parece que todos só estão dispostos a ceder até certo ponto e que, desse ponto passando, passaria a ser humilhação pessoal.

A impressão é essa mesma. A gente vive nesse mundo que tem que ter a meritocracia. Sou a favor disso. Quem batalha deve colher os louros. Mas há um ego muito alto e é isso que atrapalha. A mudança de que precisamos pode ser agora. O governador quis jogar a batata quente para outros e esse debate surgiu. Vim para o debate jogando a sinceridade: há desunião e precisamos melhorar.

Temos um coordenador de bancada, o deputado Felipe Maia, que precisa pensar diferente. Todas as reuniões que discutimos alguma… Por exemplo, recentemente teve a história da refinaria Clara Camarão. As reuniões que foram feitas para discutir aquele assunto foram todas no gabinete do senador José Agripino Maia. Como a bancada do Rio Grande do Norte que vai discutir assuntos de interesses do Estado vai discutir isso num gabinete específico? Por que não um ambiente neutro? Não é estranho?

Há uma dissintonia?

Há. A senadora Fátima Bezerra fica desconfortável e gostaria de um ambiente neutro, assim como eu também gostaria.

Outros colegas já externaram essas críticas sobre a coordenação da bancada, sobre o deputado Felipe Maia?

Nunca. Nessa hora aí, a sua avaliação de que falta um líder faz sentido. Como coordenador, Felipe Maia exerce certa liderança, mas não está bem democrático.

Tenho visto os releases do governo em Brasília com o governador sem a bancada. O governador não convida vocês?

Nunca chamou. Nenhuma reunião de que ele participou em Brasília chegou convite algum do governador. Se ele está dizendo que convidou e não vamos, que ele mostre um convite formal. Para mim, esse convite nunca foi feito.

Esse é um assunto muito importante. O Estado está completamente falido e isso está descapitalizando o Rio Grande do Norte. O governador está atrás de dinheiro e a gente sabe que pode ter havido má gestão, mas isso não é culpa do governador. Esse quadro vem de quase 10 anos. Quando ele era presidente da Assembleia Legislativa participou da aprovação de planos que oneraram a folha. Isso agora recai sobre ele. Estou para ajudar. Se me for feito qualquer convite, irei participar. Enquanto isso, faço o que está ao alcance de meu mandato.

 

Frases

 

A falta de união faz a gente perder oportunidades boas para o Estado.

 

Temos um coordenador de bancada, o deputado Felipe Maia, que precisa pensar diferente

 

A bancada não quer ser liderada.

 

O governador é muito bom colocar a culpa nos outros e divulgar

 

Se o governador está dizendo que convidou e não vamos, que ele mostre um convite formal

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. paulo martins disse:

    Taí a "bancada" do Rio Grande do Norte: um playground para os filhinhos-de-papai brincarem de "políticos profissionais" em Brasília.
    Tá bom ou quer mais?

  2. Anderson disse:

    O que esperar de uma bancada na sua quase totalidade formada por herdeiros políticos, gente que se quer tinha votos, herdou todos do Pai, do Irmão, do Tio. Temos uma grande parte da bancada formada por gente que nunca se quer trabalhou na vida, que seu primeiro emprego foi um mandato. Pessoas que cresceram vendo a forma de se fazer política do toma lá dá cá, do assistencialismo barato, das lideranças comunitárias, dos cabides de emprego, dos cabos eleitorais, esperar o que desse povo!!!!

  3. Almir disse:

    Beto Rosado: votou a favor do golpe, terceirização, reforma trabalhista, teto de gastos, impunidade de Temer e vai votar a favor da reforma da previdência. Haja coronel.

  4. Chico disse:

    Essa bancada é fraca mesmo, ruim, mais falta avisar aos nobres deputados, que pra ajudar o RN não precisa pedir licença ao governador não, é so tira a bunda da cadeira, ter atitudes e ir, falar com quem tiver que falar e resolver o problema, o fato concreto que estamos vendo nesse episódio todo é que alem de desonidos são omissos. Tenho fé que os eleitores do RN não se deixe enganar e troque todos, tá na cara que com esses não dá certo.

  5. Alyson disse:

    Aí ele vem falar em convite, o estado está morto e ninguém faz convite para velório não deputado. Tem que ter solidariedade e ir.

  6. Almir Dionisio disse:

    Justiça seja feita – a batalha pela liberação dos recursos de rs 600 milhões foi executada apenas pelo governador e seu filho, nenhum politico chegou junto para ajudar.
    Todos sabiam a situação que se encontra o estado e o funcionalismo e ninguém chegou junto para somar.
    Quando deu o problema aí todos começam a aparecer para tentar faturar prestigio e simpatia da população, tendo como objetivo os votos da eleição de 2018.
    São uns oportunistas com raras exceções como a Dep. Zenaide Maia, essa tem representado bem o nosso RN.
    Os demais todos farinha do mesmo saco – fora todos eles nas próximas eleições.

    • Vitoriano disse:

      Só para tirar minha dúvida, o que D. Zenaide fez mesmo?
      Ela chamou a PM para trabalhar?
      Ela pediu a força nacional aqui?
      Ela propos um pacto político em favor do estado?
      Ela foi a mídia exigir providências pela insegurança?
      D, Zenaide falou alguma coisa a favor do funcionalismo?
      D Zenaide se posicionou contra o atraso no pagamento dos salários?
      O que ela fez mesmo?

    • Almir Dionisio disse:

      Quando me referi a Dep Zenaide falei de sua atuação e conduta na Câmara Federal – defendeu através de seus votos a classe trabalhadora.

    • SRTM disse:

      Essa Dep Zenaide é a pior de toda bancada do Rn. Vota contra todos os projetos em prol da segurança. É contra a mudança no ECA para mudar a maior idade penal de 18 para 16 anos.

      O Brasil não pode ter políticos votando contra leis que visam diminuir a criminalidade como essa Zenaide Maia e a Senadora Fátima Bezerra

  7. Carlos Augusto de Medeiros Filho disse:

    As oligarquias da nossa capitania hereditária sempre comandaram e o Hoje é fruto de nossa História

  8. JCabral disse:

    2018 se aproximando, ano eleitoreiro, políticos terão de renovar seus votos, de confiança, com a população, nosso Governador sozinho tentando conseguir ajuda financeira para o RN e encontrando barreiras para o não envio de verbas federais para o RN, agora só aparecem os espertos da vida, tipo urubus na carniça. Que o povo dê o troco nas próximas eleições.

  9. Jales Pereira da Silva disse:

    Desde quando, vossa excelência fez alguma coisa pelo nosso estado no seu mandato?
    Mostre-nos, seus feitos!
    Infelizmente o RN, está tendo a pior bancada federal da história, e vossa excelência, contribui com maestria para isso.

    • Alzira disse:

      Mas ele não caiu em Brasilia de paraquedas, o povo elegeu. O erro está no voto e isso é fato e 2018 o erro vai se repetir. Não sabemos votar, não sabemos escolher e muitas vezes o povo se vende. É a realidade.

  10. Adauto disse:

    O prefeito já pagou décimo o Estado Mem pagou novembro

  11. Adauto disse:

    Governador mais uma vez coloca pés pelas mãos ele está perdido do ponto de vista administrativo

    • Anderson disse:

      O Governador é político profissional, ele não sabe administrar um carrinho de confeito, foi político a vida toda, só sabe fazer é política barata com discurso eleitoreiro como fez na sua campanha.
      E nossa bancada estadual e federal é exatamente igual a ele, o RN vive seu pior momento político da história, com uma pobreza de nomes e pessoas digna de pena.

  12. Olavo disse:

    VOTO NULO JÁ

“Você acha que eu queimaria meu ativo político por decisão própria?”, indaga Robinson

Por Dinarte Assunção

O governador Robinson Faria, em entrevista que concedeu ao blog por telefone nesta quarta-feira (8), externou, em tom de desabafo, que foi surpreendido pela notícia de paralisação dos servidores do Detran.

A autarquia de trânsito tem arrecadação própria e, por isso, consegue quitar a folha em dia. Os servidores do órgão estão, inclusive, com a primeira parcela do décimo terceiro salário paga, realidade da qual não gozam outros servidores da administração estadual.

“Cheguei cedo ao gabinete e estou desde o início da manhã continuando em busca de uma solução para ver como pagar a folha de quem está atrasado, quando sou surpreendido por essa notícia. Não dá para imaginar um cenário em que essa reivindicação faça sentido, porque não faz”, disse o governador.

Ao analisar um cenário mais amplo, ele se queixou do ônus recair apenas sobre si.

“Se atendemos a uma categoria, outra reclama em tom de ameaça. Você acha que eu gostaria de estar desgastado? Acha que não pago porque não quero? Você acha que eu queimaria meu ativo político por deliberação própria? Meu ativo está com o povo. Ninguém, em sã consciência faria isso por escolha própria. Atravessamos essa situação não por decisão minha, mas pela escassez de recursos”, desabafou Robinson.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Rayff Targino disse:

    Senhor Governador, o Senhor é um homem abastado, pois todo o Estado sabe da riqueza da familia Farias, proprietarios de salinas em um passado recente, de fazendas super valorizadas por suas localizações, por academias onde quem frequenta é a elite. Bem, agora eu lhe pergunto? Se é tão incomodo governar esse Estado, pq não renuncia, pois dos vencimentos de governador não precisa. Por fim, o unico juizo de valor que me vem a mente, é que o senhor se mantem no poder unicamente pelo poder, em detrimento de quem quer que seja, ou para conseguir um foro privilegiado p se livrar das denuncias que pesam sobre seus ombros. Seja digno, renuncie e assuma a incapacidade de gerenciar, pois a crise existe, o Nordeste é pobre, mas o unico membro da região nessa situação é o RN.

  2. IZABEL LIMA disse:

    Não consigo entender essa história de "arrecadação própria" se o dinheiro para que o gestor administre o Estado é oriundo de imposto. Pq alguns órgãos recebem diretamente ??????? E nesse caso, pq a preocupação do governo????????
    A responsabilidade não é (nesse caso) do diretor do DETRAN, já que eles tem "arrecadação própria"??????

  3. Minerva disse:

    Pode se lamentar q ñ comove ninguém…diz q ñ tem dinheiro para a folha e nem p nada,dá aumento aos comissionados e a secretaria da nobre esposa dele NADA em dinheiro,façam o levantamento,é a única secretaria q só leva o tempo em viajar,chego a pensar q só trm essa secretária no estado….que fique claro sr. Governador NINGUÉM SE COMOVE COM SUAS LAMENTAÇÕES E OUTRA COISA, DE QUANDO O SR. SE ELEGEU ATÉ HJ Ñ CUMPRIU UMA ÚNICA PROMESSA COM O POVO DO RN…NOS POUPE DO SEU CHORORÔ!

  4. Rejane f disse:

    Pela escassez???
    Kkkkk
    Diga outra Desgovernador.

  5. Marcondoi disse:

    Governador @Robinson e quanto o pagamento dos servidores aposentados, que por conta do recadastramento foram tirados da folha desde agosto, recebendo no mês de agosto apenas metade do salário e desde de agosto não recebe dinheiro? como ficam as contas de agosto, setembro, outubro? E previsão de pagamento que o IPERN disse que enviou no mesmo mês uma folha complementar e até agora não saiu, porque estavam fora da folha! Isso é crime! para tirar da folha sabe fazer mas para pagar não tem previsão. Isso é uma desorganização. Falta Gestão!

  6. Vera disse:

    Governador, o diagnóstico para o fracasso do seu GOVERNO é a INCOMPETÊNCIA e a falta de CORAGEM para fazer às mudanças necessárias.
    ???

  7. Geraldo disse:

    Até que poderia acreditar nas lamentações do governador, mas como ele diz não dispor de recursos para quitar a folha e dá aumento aos cargos Comissionados? Não posso acreditar nas suas lamentações governador.

  8. Almir Dionisio disse:

    Perdeu o rumo de governar – totalmente desgovernado o nosso estado. As categorias não buscam apenas salários – querem tb condições minimas e dignas para se trabalhar – falta tudo. Renuncie – caia fora.

  9. Paulo disse:

    O NObre Governdador já sabia de como o estado estava antes de se candidatar pois ele era VIce de Rosalba, e prometeu muita coisa que sabia que não poderia atender mais o que estava valendo ali era vencer pelo poder vencer e vencer e com a ajuda de Lula , Dilma e JBS e Rosalba foi eleito o povo acreditou nas palavras pois naquele momento o povo queria também derrotar um mal que vinha do PMDB que era H.Alves, (hoje preso), agora é tarde! peço para sair , renuncie para ver se não entra nos trilhos , a maior atitude agora era renunciar o cargo!

‘Às vezes eu só pego no tranco’: Musa global Juliana Paes faz revelações sexuais em entrevista; confira

(Fotos: Bob Wolfenson)

O maquinista da composição que saiu da estação do Brás e avança na direção da Mooca aperta a testa no vidro lateral da locomotiva e arregala os olhos, incrédulo. É meio-dia de sexta-feira, faz um sol luminoso na cidade de São Paulo e, ao lado da linha da CPTM, a traficante Bibi Perigosa rebola ao som de Ariana Grande, usando jaqueta de couro, botas de roqueiro e um short jeans que revela as pernas mais bonitas da televisão brasileira.

Aos 38 anos, ela brilha como Bibi, no papel de maior repercussão popular da sua vida. Depois de 23 sucessos na TV e nove aparições no cinema, ela tem sido parada na rua o tempo todo por pessoas que querem dar conselhos à personagem. “A Bibi é uma personagem complexa. Ela é compulsiva, doentia, sofre da patologia de ser necessária para o homem dela. Fico pensando: se o meu marido entrasse no ilícito, virasse marginal, será que eu sairia sem antes tentar resolver? Não sei”, diz. “Desse ponto de vista, minha biografia é tranquila. Nunca tive namorado dependente químico, abusador, nada. No fundo, eu sou uma nerd criada para ser a melhor aluna da classe.”

Fabiana Escobar, mulher do traficante Saulo de Sá Silva, é uma mulher real. Moça de classe média, formada em serviço social, apaixonou-se por um chefão do tráfico da Rocinha e entrou tanto na vida dele que passou a chefiar a quadrilha quando o marido foi preso. Ela mesma nunca foi condenada. Juliana encarna essa mulher de bandido com garra e ambiguidade. “Não acredito que a arte tem de dar mensagens positivas, mas esse assunto do tráfico, no Brasil de hoje, é pesado”, afirma. “Gloria Perez (autora da novela) me prometeu que a Bibi da novela vai sofrer muito por causa das escolhas que fez.”

A fama deu a Juliana alguns problemas que ela não tinha quando era apenas estudante de publicidade. O maior talvez seja o assédio. É impossível andar 5 metros com ela em qualquer direção sem que alguém a aborde. As pessoas são efusivamente carinhosas e elogiosas – “Como você é linda!”, dizem as mulheres –, e todas, invariavelmente, querem uma foto ao lado dela. Ela sempre topa, sorrindo e brincando.

Mas ela não suporta grosseria masculina. Diz que isso a broxa até mais do que trabalhar 20 horas seguidas, como frequentemente acontece. “Se eu estiver muito cansada, transar me relaxa. Mas, se alguém foi ríspido comigo de manhã, pode ter certeza de que não vai me comer de noite.” Por falar nisso, pergunto a ela se ainda existe vida sexual num casamento de 13 anos e dois filhos, e ela responde sem hesitar: “Existe, mas às vezes eu só pego no tranco. Eu gosto do jogo erótico, não necessariamente sexual. Será que homem entende isso?”

Globo, via GQ

Em entrevista ao Estadão, Agripino fala de processo, novo presidente da Câmara, impeachment, Temer, e mais; confira

unnamedA eleição de Rodrigo Maia à presidência da Câmara traz o DEM de volta ao cargo que ocupou há 19 anos e à vice-presidência da República, que comandou nas gestões FHC. Mas há outra data no calendário. Há seis anos, Lula declarou que a sigla deveria ser “extirpada.” Presidente do DEM, José Agripino, diz que, ao escolher a sigla como inimiga, o PT a ajudou e garante que não devolve a praga. “Eu jamais cometeria o pecado da arrogância. Eles cometeram.” Sobre a eleição presidencial de 2018, diz que Aécio é estrategista, mas é cedo para prognóstico.

Presidência da Câmara

O Democratas passa a exercer protagonismo na formulação das políticas de governo. Esse é um dado novo. Agora será protagonismo em defesa da solução da crise do País. Daquilo que o presidente Temer procura.

Acordo com PSDB

Não ouve esse acordo, não. O que há é uma intenção de em 2017 o DEM apoiar um nome do PSDB para comandar a Câmara. Se você me perguntar: a intenção é justificável? Eu acho que é. A estratégia do PSDB foi correta. Agora, é preciso que construa a candidatura com acertos daqui até 2017.

Lula

Lula nos elegeu como inimigos. Disse que o DEM deveria ser extirpado. O efeito foi contrário. Quanto mais o PT cai, mais crescemos porque somos um contraponto a eles. O prefeito de Salvador, ACM Neto, é hoje o mais bem avaliado. O PT está em franco declínio.

PT

Não desejo que o PT seja extirpado. Ao contrário. Na democracia é fundamental a oposição. Eu jamais cometeria o pecado da arrogância. Eles cometeram.

Crescimento

Esses contrapontos no plano político e no plano administrativo, com a presença de Rodrigo Maia na presidência da Câmara, vão deixar o partido em evidência. Isso, por consequência, pode atrair mais adeptos. Que o processo de crescimento está em curso, está. Ele vai desaguar em quê? É cedo para fazer prognóstico.

Desafio

O Rodrigo terá que mostrar que é capaz de agregar, de ser o presidente de todos na Câmara dos Deputados e conseguir fazer aquilo que o País precisa, que é a aprovação das medidas para que o País saia da crise. Essa é a tarefa que se impõe. E, na eleição, ele se mostrou capaz de unir forças.

Aliança em 2018

Ainda é cedo para pensar. A prioridade agora é a aprovação das medidas para o País sair da crise. Conseguindo essa tarefa, o DEM terá exercido um protagonismo importante na saída da maior crise da história recente do Brasil.

Apoio a Aécio Neves

O comportamento do PSDB na disputa pela presidência da Câmara, somando, visando 2017 e 2018, mostra que Aécio é um estrategista de muito boa qualidade. Agora, o País vai atravessar muitas turbulências daqui até 2018. É cedo para um prognóstico de como estará a liderança A, B ou C daqui a dois anos.

Impeachment

É uma questão de tempo. O crime de responsabilidade é a peça jurídica que é exigida para que o processo exista, mas a necessidade de troca de comando, de exaustão do modelo do PT é que levou a tantos votos para o andamento do processo.

Governo Dilma

Era um governo que, ao final, já não havia mais pessoas que se dispusessem a ocupar as funções. Isso mostra a falência de um governo que existia de fato, mas não de verdade. Quem vai querer se aproximar de um governo falido?

Governo Temer

Com os resultados que ele tem conseguido no Congresso, com as sinalizações da equipe econômica, o Brasil volta a criar expectativas favoráveis.

Desvio de dinheiro

Existe um processo que não tem nada a ver com Lava Jato. Tenho absoluta tranquilidade com relação à verdade que está comigo nesse caso. Quero que as investigações ocorram com celeridade para que elas se encerrem o mais rápido possível com a comprovação da minha inocência.

Entrevista a Andreza Matais, Estadão

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. HENRIQUE disse:

    Ele esqueçeu de falar do desgoverno de Rosalba e Micarla o qual foi o maior patrocinador, arena das dunnas, pensão vergonhosa e os contratos do seu filho

    • andre disse:

      Porque o cinismo é maior…
      Mas ainda tem besta que vai votar nesses iluminados…

FOTO – ENTREVISTA: José Odécio – Presidente da ABIH

José Odécio 2ENTREVISTA

O turismo no Rio Grande do Norte teve um bom momento em 2015, superando 2014 em termos de ocupação. O Blog do BG conversou com o presidente da ABIH-RN, José Odécio Rodrigues Júnior, sobre o atual momento que a hotelaria vem vivendo, e a preocupação do setor com o ano de 2016.

BG: Qual foi a média de ocupação da rede hoteleira no Rio Grande do Norte no ano de 2015?

JO: A taxa média de ocupação dos três principais destinos do Rio Grande do Norte, aferida dentre os associados da ABIH-RN, em 2015 foi de 55,42%, sendo Natal com 66,22%, Pipa 49,70% e Mossoró com 50,34%.

BG: No comparativo com anos anteriores, houve aumento da taxa de ocupação no Rio Grande do Norte?

JO: Em 2014, a taxa média de ocupação foi de 48%, havendo um aumento da ordem de 15% em 2015, números parecidos com o que tínhamos entre 2011 e 2013.

BG: E Natal, como se comportou nos últimos anos?

JO: De 2011 a 2013, a taxa média de ocupação anual em Natal girava em torno de 65%, mas em 2014 essa média caiu para 54%, e em 2015 foi de 66%, ou seja, recuperamos o que havíamos perdido.

BG: A que o senhor atribui essa recuperação da ocupação?

JO: Em primeiro lugar, ao Governo Robinson, que elegeu o turismo como um dos pilares de sua gestão, e colocando em sua

administração um secretário que conhece o setor, o qual mostrou sua competência e dinamismo. Várias ações também foram feitas, a começar pela redução do ICMS do querosene de aviação, a participação ativa do Governo, em parceria com o setor hoteleiro, nas principais feiras nacionais, retomando também, as promoções. Outro ponto de destaque é a redução das tarifas dos hotéis, medida necessária para competir com nossos concorrentes.

BG: Após o Carnaval se dá início a baixa temporada, como o Setor Hoteleiro está enxergando esse momento?

JO: O momento do Brasil é muito delicado, vivemos uma das maiores crises econômicas dos últimos 13 anos, e é certo que a hotelaria será atingida pela mesma, pois há retração no mercado e o turismo não é uma ilha e, lamentavelmente também sofrerá os reflexos daí advindos. Estamos bastante preocupados e já se fala em demissões no setor.

BG: Quais as expectativas do setor para o ano de 2016?

JO: Preocupante. Só há duas soluções para o setor se manter estável, a primeira é que haja investimento em promoção e divulgação, e a outra, é se voltar para o mercado externo, pois com o dólar alto, há grandes chances de trazermos de volta os turistas estrangeiros, caso contrário, a situação vai piorar muito.

BG: Foi publicada pela PANROTAS, uma importante revista nacional voltada para o Setor de Turismo, que dentre os 10 principais destinos do Brasil, Natal é o que apresenta a menor tarifa hoteleira. A que se deve esse fato?

JO: Sobrevivência, ou fazíamos isso, ou muitos hotéis seriam fechados. A tarifa área para Natal é uma das mais caras, nosso destino não vinha sendo divulgado, a concorrência com outros destinos é muito acirrada, tudo isso contribuiu para o achatamento das tarifas dos hotéis, tornando Natal a cidade com a menor tarifa de hotel dentre os principais destinos nacionais.

BG: Essa redução na tarifa hoteleira não pode ser uma bomba de efeito retardado, e vir a prejudicar o setor no futuro?

JO: Não há dúvidas que sim, corremos um sério risco, já a médio prazo, de não termos condições de manter a boa infraestrutura hoteleira que temos, ademais porque, para além disso,  o custo dos insumos estão subindo muito, a exemplo da energia elétrica que aumentou mais de 50% e os salários que sobem anualmente acima da inflação, bem como o fim da desoneração da folha de pagamentos, o que aumentou substancialmente nossos custos com pessoal. Isso preocupa bastante nosso setor, e demissões não estão descartadas.

BG: O que a hotelaria vem realizando junto ao Governo do Estado e Prefeitura do Natal para promover o destino?

JO: Historicamente o setor hoteleiro investe permanentemente na divulgação do nosso destino, sendo o único setor que gasta para vender o destino, beneficiando toda a cadeia do turismo. São várias as parcerias com o Governo, Prefeitura e outras entidades, através de ações como road shows, feiras, workshops, e eventos diversos de promoção em várias cidades, além de famtours e press trips. Outra parceria importante é a ação de divulgação com a CVC, na mídia nacional, onde o setor hoteleiro, através da ABIH, está investindo a quantia de R$ 150.000,00 para divulgar Natal. Nesse ano a Emprotur já garantiu a participação do Estado nas feiras mais importantes, seja nacionais e internacionais, e estamos trabalhando outras ações promocionais, que contarão com a parceria da hotelaria.

BG: Qual a importância da parceria público-privada para o desenvolvimento da cadeia do turismo?

JO: A parceria é fundamental para atingirmos nossos resultados, se não houver um trabalho conjunto dos poderes públicos com a iniciativa privada, não conseguiremos os resultados planejados. Dinheiro gasto com divulgação e promoção é investimento que retorna na forma de imposto, empregos e renda para o nosso Estado.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luciana Morais Gama disse:

    O ISS da rede hoteleira de Natal tá compatível com esse boom turístico??? Pq as empresas de ônibus pagam mais que os hotéis??