Bolsa fecha aos 100 mil pontos pela primeira vez desde março; dólar fica a R$ 5,32

A Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, ganhou fôlego no final do pregão desta sexta-feira, 10, e encerrou aos 100.031,83 pontos , uma alta de 0,88%. É a primeira vez desde 5 de março que o índice volta a fechar aos 100 mil pontos – ajudou na melhora, a alta do mercado acionário de Nova York, após um pregão com ganhos contidos e investidores de olho em importantes dados econômicos divulgados pelo IBGE. Já o dólar fechou em leve queda de 0,31%, a R$ 5,3218.

Nesta sexta, após duas deflações seguidas, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a subir e fechou junho com inflação de 0,26%, puxado pelos combustíveis. No entanto, a quarta contração consecutiva no setor de serviços, de 0,9% em maio, decepcionou quem apostava em um segundo trimestre mais positivo. Também pesa a divulgação da Pnad Covid, que apontou um contingente de 11,8 milhões de trabalhadores desocupados entre 14 e 20 de junho.

Porém, já no final do pregão, o Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, aproveitou a melhora do mercado acionário de Nova York, que até então operava sem sentido únido, para ampliar os ganhos. Por lá, soou positivamente a declaração da farmacêutica Gilead Sciences, de que o remdesivir reduziu em 62% a mortalidade de pacientes com a covid-19.

Já apesar do movimento de desvalorização do dólar, a percepção de que ainda há algum espaço para possível queda da Selic, após os resultados da inflação e do volume de serviços no País em maio, também causam certa insegurança ao câmbio. Agora, o mercado já se divide entre manutenção da taxa e corte de 0,25 ponto percentual em agosto.

Estadão