Bolsa de valores abre em alta nos primeiros negócios da semana; dólar volta a cair

Foto: Paulo Whitaker/ Reuters

A bolsa de valores brasileira abriu em alta nos primeiros negócios desta segunda-feira (25). O principal indicador do mercado acionário, o Ibovespa, subia 0,02% às 10h06, a 82.193,33 pontos.

Já o dólar voltava a cair e batia mínimas desde o fim de abril ante o real, com o mercado estendendo a reação ao conteúdo do vídeo ministerial com divulgação autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e cujo material, na visão de analistas de mercado, não trouxe elementos novos com potencial para fortalecer chance de impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

Na sexta (22), o ministro Celso de Mello, do STF, decidiu permitir a divulgação do vídeo, com exclusão de apenas dois trechos, da reunião ministerial ocorrida no dia 22 de abril, na qual, segundo o ex-ministro da Justiça Sergio Moro, o presidente teria tentado interferir no comando da Polícia Federal.

Às 10h00, o dólar recuava 1,44%, a R$ 5,4934 na venda. Na B3, o dólar futuro cedia 0,70%, a R$ 5,5015.

A expectativa pela decisão do ministro havia dominado o mercado naquele dia, e o veredicto de Celso de Mello foi conhecido por volta de 17h, quando as operações no mercado de dólar à vista estavam encerrando. O mercado futuro — que fecha às 18h —, porém, capturou as reações, e os contratos de dólar da B3 chegaram a ceder 0,81%, enquanto o dólar à vista havia fechado em queda de apenas 0,15%.

Portanto, a queda do mercado à vista nesta segunda refletia um ajuste ao movimento do segmento futuro na sessão anterior. Mas mesmo o dólar no mercado futuro ainda perdia fôlego nesta sessão, sinal de que o mercado via menos ruído político daqui para a frente.

“Por não ter nada de novo, tendo a acreditar que não deveria haver um aumento de probabilidade de qualquer cenário de impeachment ou complicação política”, disse Dan Kawa, sócio da TAG Investimentos.

Mas o ruído político deve permanecer. “Não obstante, a crise política deve continuar, dessa vez com o foco nas acusações de Paulo Marinho sobre vazamentos da Operação Furna da Onça por um delegado da PF para Flávio Bolsonaro”, avaliou a Guide Investimentos.

De toda forma, a avaliação sobre o vídeo reduz o risco de curto prazo que vinha impondo ao real o pior desempenho frente a seus pares. Nesta sessão, a moeda brasileira, de longe, lidera os ganhos entre os principais rivais, num dia de performance mista para o dólar no mundo e sem a referência de Wall Street, cujas operações permaneciam fechadas pelo feriado do Memorial Day.

O Banco Central faz nesta sessão leilão de rolagem de até 2 bilhões de dólares em linhas e também de até 12 mil contratos de swap cambial tradicional, também para rolagem.

R7

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Paulo disse:

    O Presidente forte!! 99% da Mídia que adora um preá contra ele, a esquerda, os canalhas do PSDB liderados pelo Doria EMbratur , e ele consegue segurar , por isso que o PDT quer calar a internet através de um projeto de lei e aqui ficar igual a China ! rede social controlada ! e ainda falam que defendem a democracia , São uns vermes

  2. Thiago lira disse:

    O vídeo da reeleição do presidente ainda rende. Queria um vídeo desse toda semana.

    • Fernando disse:

      Deixa vir a eleição, essa claque minoritária de Bolsonaro não ganha eleição. Vide os petralhas, eram ruidosos também. As vozes das urnas os silenciaram. Hehehe

Bolsa cai mais de 10% e ‘circuit breaker’ é acionado; dólar sobe a R$ 5,12

Foto: Pixabay

A Bolsa brasileira interrompeu as negociações no início desta tarde após o Ibovespa ter registrado queda superior a 10%. Às 13h18m, quando a perda era de 10,26%, foi acionado o circuit brekar. Assim, as negociações ficam suspensas por meia hora. No exterior, os índices também operam com fortes perdas.

É a sexta vez em oito pregões que o mecanismo é acionado.

O dólar opera pressionado, mesmo após o anúncio de vários pacotes de estímulo no exterior e no Brasil na véspera. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,205. Após duas intervenções do Banco Central (BC), que anunciou também uma nova modalidade de atuação no câmbio, a cotação cedeu um pouco. Às 13h20, a moeda americana subia 2,32%, valendo R$ 5,122.

Após a forte disparada do dólar, o BC anunciou que faria leilões de dólar no mercado à vista. Além disso, informou que faria uma atuação via operações compromissadas com títulos da dívida externa brasileira. Nessa modalidade, também conhecida como ‘repo’, o BC compra bônus da dívida brasileira denominados em dólar com o compromisso de revenda em 30 dias. O objetivo é amenizar a instabilidade do mercado.

O Brasil tem um estoque de US$ 31 bilhões em títulos soberanos. O total a ser comprado vai depender da demanda, mas o Banco Central tem a disposição de comprar tudo, se houver as condições.

Em Wall Street, o Dow Jones perde 6,88%. O S&P e o Nasdaq caem, respectivamente, 6,26% e 4,96%. Na Europa, o cenário é o mesmo.

O FTSE 100 (Londres) e o DAX (Frankfurt) operam com variação negativa de, respectivamente, 3,41% e 4,54%. As Bolsas da Espanha (Ibex 35) e da França (CAC), países que ordenaram quarentenas mais restritivas à população, caem 3,42% e 5,15%, cada.

Por sua vez, também para acalmar os mercados, o Tesouro Nacional anunciou nova rodada de leilões de compra e venda de títulos públicos.

— O mercado está contrabalanceando as medidas de estímulo anunciadas por vários governos, como Estados Unidos, Reino Unido e Brasil, o que pesa no lado positivo. Na parte negativa, avaliam os possíveis impactos econômicos das restrições de pessoas e do comércio global. O mercado ainda não vê um ponto de inflexão que aponte para uma melhora do cenário — avalia Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos.

As tensões relacionadas à pandemia de coronavírus seguem levando muitas distorções aos mercados, impossibilitando que gestores e investidores tenham um cenário mais claro sobre quais decisões devem ser tomadas.

— O grande problema atualmente é a extrema incerteza. Até agora, ninguém consegue mensurar os impactos na economia de países paralisados por conta da pandemia de coronavírus. Ninguém consegue dimensionar o tamanho do prejuízo, por isso tamanha volatilidade — indica Danilo Cápua, sócio da Guelt Investimentos.

O mercado de ações voltou a cair na Ásia também. A Bolsa de Tóquio recuou 1,68%, seu pior fechamento desde novembro de 2016.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. disse:

    "Se o dolar bater a casa dos R$5 é pq algo muito errado esta sendo feito"
    GUEDES, Paulo

Bolsa cai mais de 15% e aciona circuit breaker pela 2ª vez no dia

FOTO: CRIS FAGA/ESTADÃO CONTEÚDO

A Bolsa de Valores do Estado de São Paulo entrou em seu segundo circuit breaker na manhã desta quinta-feira (12). Às 11h14, o Ibovespa chegou aos 72.026,68 pontos, com uma baixa de 15,43% no valor das ações.

Entre as ações que puxam a queda da Bolsa de São Paulo estão as das companhias aéreas Azul e Latam, que anunciaram redução de 30% nos voos internacionais.

Os papéis da Azul caíam 27,31% no momento da segunda paralisação, enquanto os da Latam despencavam 26,71%.

A paralisação das operações ocorre sempre que as negóciações caem exageradamente. Às 10h21, o índice Ibovespa caía 11,65%, com 75.247 pontos, o que fez a B3, administradora da bolsa, suspender as operações por 30 minutos.

Após o retorno, a queda foi maior ainda, ultrapassando o marco dos 15%.

Se na volta das operações, após uma hora, a desvalorização no pregão ultrapassar os 20%, a B3 pode determinar o cancelamento das negociações por tempo indeterminado.

Esta é a quarta vez na história que a Bolsa brasileira utiliza duas vezes no mesmo dia o circuit breaker.

A queda nas ações ocorre por causa do temor mundial com o novo coronavírus, que fez quarta-feira o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspender os voos da Europa para o país, e a liga de basquete norte-americana (NBA), interromper seus jogos.

R7

 

Ibovespa perde 7,64% após OMS declarar pandemia de coronavírus; dólar sobe a R$ 4,72

Imagem: Getty Images/iStock

Em mais um dia de perdas expressivas nos mercados globais depois que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou pandemia do coronavírus, a Bolsa de Valores de São Paulo encerrou o pregão com desvalorização de 7,64% aos 85.171 pontos.

É o menor nível de pontuação desde 26 de dezembro de 2018, quando o Ibovespa fechou a 85.136 pontos. Pela segunda vez em três dias, foi acionado o circuit breaker, mecanismo que interrompe as negociações quando o índice cai mais de 10%. A Bolsa caiu 12% na segunda e subiu 7% ontem. Na semana, acumula perda de 13,08%.

Por volta de 15h14, o índice perdia 10,11% aos 82.887 pontos, e o pregão foi paralisado por 30 minutos. Na volta, o Ibovespa ampliou as perdas e chegou a cair 12%. Mas, segundo operadores consultados pelo GLOBO, um fluxo positivo no final da sessão para compra de ações, que ficaram baratas, acabou reduzindo a queda no encerramento do dia.

Declarações do presidente americano Donald Trump de que medidas econômicas e para a área de saúde serão anunciadas nesta noite também ajudaram a reduzir a desvalorização do índice.

O circuit breaker já havia sido acionado na segunda-feira, pela primeira vez desde 2017, quando a queda do Ibovespa atingiu 10,02%. Naquele dia, o Ibovespa fechou com baixa de 12,17%.

O dólar comercial chegou a ser negociado a R$ 4,756 na venda, nova máxima histórica durante o pregão, mas encerrou a sessão cotado a R$ 4,721, alta de 1,65%.

O índice afundou depois que a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou, às 13h29 no horário de Brasília, pandemia mundial de coronavírus. A entidade vinha resistindo a caracterizar a disseminação da Covid-19 dessa forma há semanas, embora a nova doença tenha atingido mais de 110 países. O número de casos confirmados no Brasil subiu para 37, com dois novos casos no Rio. O número de casos suspeitos no país é de 876.

Também pesaram no humor dos investidores as frustrações com o pacote de estímulos nos EUA e a revisão para baixo do crescimento do PIB brasileiro pelo governo. O risco-país medido pelo Credit Default Swap (CDS), uma espécie de seguro contra caolte, subiu para 217 pontos, alta de 20,97% frente ao fechamento de terça, de 179 pontos.

— A declaração de pandemia feita pela OMS ampliou a incerteza sobre os impactos do vírus na economia global, que já era grande. A cada dia surgem mais informações negativas. A primeira-ministra alemã, Angela Merkel, afirmou que 70% da população alemã terá coronavírus. No Brasil, espera-se um crescimento de casos em duas ou três semanas — disse Pedro Galdi, analista da Mirae Asset Management.

As principais ações do índice apresentaram fortes perdas no final do dia: as ordinárias da Petrobras (ON, com direito a voto) recuaram 12,42% a R$ 16,08, enquanto a preferenciais (sem direito a voto) tiveram baixa de 11,39% a R$ 15,56. A Petrobras perdeu R$ 24,3 bilhões em valor de mercado nesta quarta. Na semana, a perda é de R$ 96,3 bilhões.

O valor do barril do petróleo tipo Brent recuou 4% a US$ 35,75. As cotações do petróleo tinham subido na terça-feira após o tombo recorde do início da semana, mas voltam a recuar nesta quarta-feira.

O GLOBO

Bolsa salta 7% e tem maior alta em uma década após queda histórica

Foto: Amanda Perobelli/Reuters

O Ibovespa fechou com a maior alta desde 2009 nesta terça-feira (10), recuperando parte das perdas da véspera, quando teve o pior dia em mais de duas décadas, apoiado em correções técnicas e expectativas de ações coordenadas de autoridades globalmente para proteger as economias dos efeitos do surto de coronavírus.

As ações da Petrobras também mostraram melhora, fechando com altas de mais de 8,5% cada após tombo de quase 30% na véspera, mas foram os papéis da Vale que se destacaram com salto de mais de 18%.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 6,99%, a 92.087,26 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro era de R$ 36,38 bilhões.

Reuters

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Maria disse:

    Esse paulo guedes é um gênio, queria tira a raça desse cara. Ele é drmais

Bolsa cai 12%, e dólar fecha em R$ 4,72 em dia de pânico global

Foto: Reuters/Amanda Perobelli/Direitos Reservados

Em um dia de pânico no mercado financeiro global, o dólar aproximou-se de R$ 4,80, mesmo com o Banco Central (BC) vendendo a moeda das reservas internacionais. A bolsa de valores brasileira, a B3, caiu 12%, chegando a ter os negócios interrompidos durante a manhã.

O índice Ibovespa fechou o dia com recuo de 12,17%, aos 86.067 pontos, retornando aos níveis de dezembro de 2018. Essa foi a maior queda para um único dia desde setembro de 1998, quando a Rússia declarou moratória. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (9) vendido a R$ 4,726, com alta de 1,97%, R$ 0,091, no maior valor nominal desde a criação do real.

O BC interveio no mercado duas vezes. Pela manhã, a autoridade monetária vendeu à vista US$ 3 bilhões das reservas internacionais. À tarde, vendeu mais US$ 465 milhões, embora tenha oferecido até US$ 1 bilhão. Até a semana passada, o BC estava apenas leiloando novos contratos de swap cambial, que funcionam como venda de dólares no mercado futuro.

Circuit breaker

Pela manhã, a B3 chegou a ter as negociações interrompidas por 30 minutos porque o Ibovespa tinha caído mais de 10%. Esse é o chamado circuit breaker, mecanismo acionado quando o índice cai mais que determinado nível.

A última vez em que a bolsa tinha tido as negociações interrompidas foi em maio de 2017, após a divulgação de conversas do então presidente Michel Temer com o empresário Joesley Batista, dono da JBS.

Petróleo

Os mercados de todo o planeta, que nas últimas semanas têm atravessado momentos de instabilidade por causa dos receios de uma recessão global provocada pelo coronavírus, enfrentaram um dia de pânico com a disputa de preços entre Arábia Saudita e Rússia em torno do petróleo.

Membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), a Arábia Saudita aumentou a produção de petróleo depois que o governo de Vladimir Putin decidiu não aderir a um acordo para reduzir a extração em todo o mundo.

O aumento de produção num cenário de queda mundial de demanda por causa do coronavírus fez a cotação do barril de petróleo iniciar o dia com queda de mais de 30%. Por volta das 18h, o barril do tipo Brent era vendido a US$ 33,41, com queda de 26,2%. Essa foi a maior queda no preço internacional para um dia desde a Guerra do Golfo, em janeiro de 1991.

Para o Brasil, a queda no barril de petróleo afeta as ações da Petrobras, a maior empresa brasileira capitalizada na bolsa. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) da companhia fecharam o dia com queda de 29,68%. Os papéis preferenciais (que dão preferência na distribuição de dividendos) caíram 29,7%. Segundo a própria Petrobras, a extração do petróleo na camada pré-sal só é viável quando a cotação do barril está acima de US$ 45.

Consequências

A queda nas cotações do barril de petróleo traz outras consequências para a economia brasileira. Caso os preços baixos se mantenham, a companhia repassará a queda do preço internacional para a gasolina e o diesel. Se, por um lado, a queda beneficia os consumidores; por outro, prejudica o setor de etanol, que perde competitividade.

Os preços mais baixos diminuem a arrecadação de royalties do petróleo e a arrecadação de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o principal tributo estadual, num momento em que diversos estados atravessam dificuldades financeiras.

Paulo Guedes

Hoje pela manhã, o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a dizer que a crise internacional deve afetar menos o Brasil que outros países porque a economia brasileira é mais fechada que a do resto do mundo. O ministro repetiu que a melhor resposta para a crise é a continuidade da agenda de reformas e reiterou que a reforma administrativa pode ser enviada ao Congresso ainda esta semana.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Andreilson disse:

    Bolsonavírus…

Bolsa dos EUA cai 7% e interrompe negociações

Foto: Ilustrativa

Com uma queda de 7% no índice S&P as bolsas nos EUA, Nyse e Nasdaq, interromperam as negociações por 15 minutos nesta segunda-feira, 9, acionando o circuit breaker para evitar uma queda mais acentuada.

Os mercados de petróleo afundaram e as ações caíram após o repentino choque entre os maiores produtores de petróleo do mundo, que acabou dando aos investidores abalados pela crise do coronavírus um novo motivo para se preocupar com a economia global.

Cinco minutos depois do dia de negociação nos Estados Unidos ter começado, a queda no S&P 500 atingiu 7%, provocando uma parada automática das negociações por 15 minutos.

Após o “circuit breaker” ter sido ativado duas vezes durante a madrugada durante a negociação de contratos futuros, os índices acionários em Nova York voltaram a ter as negociações interrompidas logo após a abertura do pregão em Wall Street.

Nos minutos iniciais da sessão, os três principais índices acionários do mercado americano recuavam cerca de 7%, quando o mecanismo de interrupção foi acionado.

Na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), o Dow Jones operava em queda de 7,29%, aos 23.979,90 pontos, o S&P 500 recuava 7%, aos 2.764,21 pontos e o índice eletrônico Nasdaq cedia 6,86%, aos 7.987,44 pontos. A última vez que os índices fecharam em queda superior a 7% foi durante a crise financeira de 2008.

As bolsas da Europa também despencam até 11% com queda de mais de 10% das ações de petróleo. O movimento dos preços castiga as ações de energia europeias e pressiona os índices acionários do continente.

O índice DAX, da Alemanha, caia 8,03%, enquanto o FTSE 100, da Inglaterra, levou um tombo de 7,91%.

Queda do petróleo

A Arábia Saudita reduziu os preços do petróleo, abrindo o caminho para um forte aumento de sua produção em abril. A decisão dos sauditas, anunciada no fim de semana, veio após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e os aliados da Opep+ não conseguirem fechar um acordo na última sexta, 6, para cortar ainda mais a produção do grupo, como parte de uma estratégia para amenizar o impacto econômico do coronavírus.

A Rússia, líder informal da Opep+, não aceitou uma proposta da Opep de reduzir a oferta coletiva em mais 1,5 milhão de barris por dia./AFP e NYT

Estadão

 

Ibovespa desaba 4,7% e volta aos 102 mil pontos com disseminação global do coronavírus; dólar sobe a R$ 4,65

 

O Ibovespa fechou em queda forte nesta quinta-feira (5) em meio à proliferação global dos casos de coronavírus. O Ministério da Saúde confirmou que já são oito casos da Covid-19 no Brasil, contra três ontem. Desses, seis são em São Paulo, um no Rio de Janeiro e um no Espírito Santo.

Já nos Estados Unidos, em Nova York, o New York Times noticia que são 13 os casos confirmados. A Califórnia declarou estado de emergência após a primeira morte pelo vírus ser reportada. O Reino Unido também registrou hoje o primeiro falecimento relacionado à Covid-19.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o número de pessoas contaminadas pelo coronavírus ultrapassou 93 mil. Além do medo do vírus, a Associação Internacional dos Transportes Aéreos (IATA) advertiu na manhã de hoje que as empresas aéreas terão perdas estimadas entre US$ 63 bilhões e US$ 113 bilhões, reportou a CNBC News.

O Ibovespa caiu 4,65% a 102.233 pontos, tendo batido 100.536 pontos na mínima, quando recuava mais de 6%. O volume financeiro negociado foi de R$ 30,039 bilhões. Foi a maior queda desde o dia 26 de fevereiro, quando o principal índice da B3 despencou 7% também devido ao coronavírus.

Ari Santos, operador da Commcor, destaca que a volatilidade está fazendo com que traders comecem a zerar posições muito mais rápido, o que explica o principal índice da B3 ter desabado mil pontos até a mínima e depois subido mil pontos em poucos minutos. “Uma queda de 1% o investidor consegue aguentar, mas 10% ele acaba zerando. É um movimento muito emocional ligado às notícias frequentes de novos casos do coronavírus, que dão impressão de que a doença está se alastrando sem parar”, diz.

O dólar futuro para abril, por sua vez, subiu 1,51% a R$ 4,661. Já o dólar comercial avançou 1,54%, a R$ 4,6502 na compra e R$ 4,651 na venda.

O real continuou sua trajetória de desvalorização apesar do leilão de 20 mil contratos de swap promovido pelo Banco Central às 9h30 da manhã. O BC ainda fez mais um leilão de 20 mil contratos no começo desta tarde. Também sem sucesso em conter o ímpeto comprador no dólar.

Para amanhã, a autoridade monetária já anunciou que ofertará mais 40 mil contratos de swap.

De acordo com Júlio Erse, gestor da Constância Asset, o mercado está muito sensível às notícias a respeito do coronavírus porque os investidores não têm muitas ferramentas para precificar o alastramento da doença. “É difícil prever os impactos, os desdobramentos e a taxa com que vai se disseminar o vírus”, afirma.

O índice VIX, calculado pela Chicago Board Options Exchange (CBOE), conhecido como índice do medo por medir a expectativa do mercado sobre a volatilidade em 30 dias, chegou a 30%, o que implica uma oscilação de 2% ao dia nos principais índices acionários globais. “Hoje, o VIX já voltou aos 40%”, aponta Erse.

Para o gestor, deve haver nervosismo sempre que saírem informações de empresas que estão sendo evacuadas ou dando férias coletivas para seus funcionários. “São medidas de alto impacto na economia. Não tem precedente e nem elemento predictório para isso, então o nervosismo é exacerbado.”

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 subia 22 pontos-base a 4,44% e o DI para janeiro de 2023 avança 28 pontos-base a 5,10%. O DI mais longo, para janeiro de 2025, opera com alta de 22 pontos a 6,02%.

Entre as commodities, depois de fontes afirmarem à Reuters que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) concordará em uma redução em 1,5 milhão de barris na produção diária caso a Rússia esteja de acordo, a falta de novidades nesse front levou a commodity a cair 1,8%.

Política

O Congresso Nacional manteve o veto presidencial sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A manutenção do veto veio após acordo entre Congresso e Palácio do Planalto, o que explicou a votação maciça favorável ao veto. O acordo envolveu o envio, pelo governo, de Projetos de Lei (PL) que tratam da distribuição das verbas de emendas e do relator-geral do Orçamento.

Com a manutenção dos vetos, o relator-geral do orçamento não poderá indicar prioridades na execução de obras realizadas com orçamento público. O governo não terá mais o prazo limite de três meses para repassar a verba do Orçamento. Na prática, o orçamento destinado a emendas de comissão e do relator não são mais impositivas. Além disso, não haverá penalização ao governo caso ele não faça o pagamento dessa verba.

Independentemente do acordo, partidos de vários matizes ideológicos, como Rede, Novo, PSL e MDB, mostraram-se favoráveis aos vetos. Para eles, se o veto fosse derrubado, a governabilidade e o poder de gestão do presidente da República sobre a verba pública ficariam prejudicado. Partidos de oposição se colocaram a favor do veto, considerando que a medida prejudicaria não só o atual presidente, mas todos os que se seguirem.

A votação ocorreu após dias de negociações e acordos entre governo e Congresso, encabeçados, principalmente, pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), e o ministro da Secretaria-Geral de Governo, Luiz Eduardo Ramos.

Infomoney

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luiz Antônio disse:

    É resultado da somatória dos efeitos do coronavírus com o deletério bolsonavírus.
    Só Jesus na causa.

Bolsa bate os 110 mil pontos, e dólar cai

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Ibovespa, índice da Bolsa de São Paulo, está operando em alta nesta tarde e superou os 110 mil pontos, marca recorde. Ao mesmo tempo, o dólar comercial opera em queda (de 0,34% às 14h30).

Analistas ouvidos pelo Valor veem investidores mais animados com os aparentes avanços nas tratativas comerciais entre China e EUA.

No Brasil, o crescimento de 0,8% na produção industrial no mês de outubro, segundo o IBGE, também influencia o aparente otimismo dos mercados.

O Antagonista

Dólar cai e bolsa fecha no maior nível em nove meses

DólarEm um dia de otimismo no mercado financeiro, a moeda norte-americana caiu e a bolsa de valores fechou no maior nível em nove meses. O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (13) vendido a R$ 3,48, com queda de R$ 0,015 (-0,44%). A cotação está no menor valor desde 18 de agosto do ano passado (R$ 3,46) e acumula queda de 11,87% em 2016.

No mercado de ações, o índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, teve a segunda alta seguida e subiu 2,21%, para 53.150 pontos. O indicador fechou no nível mais alto desde 14 de julho de 2015.

As ações da Petrobras, as mais negociadas, subiram mais de 4%. Os papéis ordinários, com direito a voto em assembleia de acionistas, valorizaram-se 4,23%, para R$ 11,83. As ações preferenciais, com preferência na distribuição de dividendos, saltaram 5,32%, para R$ 9,51.

O dólar chegou a iniciar o dia em alta. Na máxima do dia, por volta das 13h, a cotação chegou a R$ 3,56, com valorização de 2%. Durante a tarde, no entanto, a cotação reverteu a tendência. Nos 20 minutos finais de negociação, a moeda passou a ser vendida abaixo de R$ 3,50, até fechar na mínima do dia.

Como nos últimos dias, o Banco Central promoveu leilões de swap cambial reverso, que equivalem à compra de dólares no mercado futuro, para conter a queda da moeda norte-americana. A operação fez a divisa subir no início da sessão, mas o movimento de venda a partir do início da tarde fez a cotação cair.

Além do cenário político, o mercado financeiro foi influenciado por dados positivos vindos da China. Em março, a segunda maior economia do planeta exportou 11,9% a mais que no mesmo mês do ano passado. O crescimento foi o primeiro registrado nesse tipo de comparação desde junho do ano passado.

Nos últimos meses, a desaceleração econômica da China tem provocado impactos no mercado financeiro global. O desaquecimento do país asiático diminui a demanda por commodities (bens primários com cotação internacional), afetando países exportadores de grãos e de minério, como o Brasil.

Fonte: Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Eduardo disse:

    Efeito impeachment

Na bolsa, Brasil vale menos que o Google

GoogleLogoPor Vera Magalhães, do Radar Online:Somadas, as empresas brasileiras listadas na Bovespa encerraram 2015 valendo menos do que o Google.

Segundo levantamento da consultoria Economática, ao fim do ano passado, o valor de mercado do gigante de buscas era de 528 bilhões de dólares, contra 463 bilhões de dólares da bolsa brasileira.

A queda na capitalização da bolsa foi de expressivos 41,9%. Entre os pares latinoamericanos, ficou atrás apenas da Colômbia, cujo valor das empresas listadas recuou 42,5%.

Com o desempenho, o mercado brasileiro vem perdendo relevância na América Latina. Em 2014, a capitalização das empresas brasileiras representava 42,6%, fatia que caiu a 36,2% em 2015, praticamente empatando o México, que hoje representa 34,16% do valor de mercado das companhais listadas na região.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. E pra acabar mesmo disse:

    Daqui a pouco o Brasil vai valer menos que 1KG de mortandela e tudo isso graças a Lula e Dilma

  2. Observador disse:

    O " valor real" do Brasil sempre foi manipulado pelos petralhas fronteiriços.

BTG perde R$ 6 bilhões na Bolsa com escândalo e ‘tira’ R$ 14 bi de grandes bancos

Como era de se esperar antes mesmo do início dos negócios, as units (cesta de ações variadas) do BTG Pactual (BBTG11) tiveram um dia para se esquecer nesta quarta-feira (25). As ações desabaram 21,01%, fechando o dia cotados a R$ 24,40, após o presidente do banco, André Esteves, ser preso durante a manhã no âmbito da Operação Lava Jato.

Na mínima do dia, os papéis chegaram a cair quase 40%, marcando a pior sessão da história da companhia e indo para o menor patamar já registrado na Bolsa, a R$ 18,86.

Não foi apenas a queda que chamou atenção, mas o volume financeiro negociado hoje também surpreendeu, superando em 12 vezes a média diária das últimas 21 sessões, alcançando os R$ 526,53 milhões. Com isso, o BTG fechou o dia com uma perda de R$ 6,091 bilhões de valor de mercado.

O banqueiro é suspeito de participar de um acordo para interferir na delação premiada do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, disse a assessoria de imprensa do STF (Supremo Tribunal Federal) citando fala do relator do caso, ministro Teori Zavascki.

Grandes bancos perdem R$ 14 bilhões no dia
O movimento de queda das ações do BTG puxou também a derrocada dos demais bancos listados na Bovespa: Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 27,91, -4,91%), Bradesco (BBDC4, R$ 21,89, -4,87%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 17,40, -6,45%).

Com isso, essas instituições perderam, juntas, R$ 13,912 bilhões de valor, sendo R$ 5,804 bilhões do Itaú, R$ 4,670 bilhões do Bradesco, e R$ 3,438 bilhões do Banco do Brasil.

Pouco antes do fechamento da Bolsa, o BTG confirmou os rumores de que o ex-presidente do Banco Central Persio Arida, sócio fundador do BTG e membro do conselho de administração da instituição, vai assumir o lugar de Esteves na presidência de forma interina.

Para a agência de classificação de risco Moody’s, a ausência de Esteves pode afetar a nota de crédito do banco, enquanto a Standard & Poor’s afirmou que não vai ter efeito imediato.

Os bonds (títulos de dívida) do BTG caíam forte, assim como as ações nesta sessão: as notas seniores sem garantia para 2020 de US$ 1 bilhão caíam 20%, para 72,4 centavos de dólares, o menor patamar histórico, enquanto as notas subordinadas perpétuas de US$ 1,3 bilhão recuavam 3,1%, para 89,36 centavos de dólares.

Mais cedo, a assessoria de imprensa do banco informou que o banco está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e vai colaborar com as investigações.

Esteves foi preso na casa da família, no Rio de Janeiro e a operação incluiu buscas na residência do executivo do BTG Pactual e na sede do banco em São Paulo. A prisão é temporária, com prazo de cinco dias.

Fonte: UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Por um Brasil melhor disse:

    Fecha.

Fusão deve criar Bolsa maior que a Nasdaq

Confirmando rumores da semana passada, a BATS Global Markets Inc e a Direct Edge Holdings afirmaram nesta segunda-feira (26) que vão se fundir em um negócio, que se concretizado, deve criar a segunda maior bolsa de valores dos EUA, superando a Nasdaq e ficando atrás da Nyse Euronext. Cada empresa já opera duas Bolsas. A nova empresa continuará a operar todas as quatro bolsas, que funcionarão com tecnologia BATS. O negócio deve ser fechado no primeiro semestre do ano que vem.

Os termos financeiros da transação não foram divulgados. A expectativa é de que o fechamento da operação ocorra no primeiro semestre de 2014, sujeita às aprovações regulamentares.

A BATS também opera um mercado de opções de ações dos EUA, bem como a BATS Chi-X Europe, que é a maior bolsa de equities pan-europeia em participação de mercado e valor negociado.

Joe Ratterman, presidente-executivo de Lenexa, unidade da BATS no Kansas, será o CEO da companhia combinada, e Bill O’Brien, CEO da Jersey City, unidade da Direct Edge, será o presidente. Os termos financeiros da transação não foram divulgados, e ela pode enfrentar barreiras dos reguladores.

O Globo

TIM com fronteiras sentindo do próprio veneno: ações da empresa despencam

As ações da TIM Participações desabavam na bolsa paulista nesta quinta-feira, após a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ter suspendido vendas de serviços da operadora em 18 Estados e no Distrito Federal, e arrastavam as ações de sua controladora na Itália, a Telecom Italia.

Em sentido contrário, a ação preferencial da Oi, que teve suas vendas suspensas em cinco Estados, operava no campo positivo nesta sessão.

“As ações da Oi devem ser menos impactadas entre as três empresas sancionadas”, afirmou o analista do Rizwan Ali, do Deustche Bank, em relatório nesta quinta-feira.

Segundo ele, os cinco Estados em que a operadora está proibida de vender serviços representam apenas 5 por cento de suas vendas totais.

Além disso, a Oi poderia se beneficiar da lacuna deixada pela suspensão das vendas da TIM e da Claro em outros Estados, incluindo o importante mercado de São Paulo.

“A percepção é que a Oi foi menos prejudicada em relação a TIM”, disse o operador Luiz Roberto Monteiro, da corretora Renascença. “Como foram menos Estados, a sensação entre os investidores é de que os problemas talvez sejam mais rápidos para resolver para Oi que para a TIM.”

As sanções anunciadas pela Anatel na véspera valem a partir da próxima segunda-feira e quem desobedecer poderá enfrentar um multa diária de 200 mil reais.

Além da suspensão das vendas, as operadoras também terão de apresentar em até 30 dias um plano de investimentos.

Vivo, Sercomtel e CTBC escaparam da suspensão das vendas, mas também precisarão apresentar um plano de investimentos.

Às 11h26, TIM caía 7,4 por cento, a 8,76 reais. As sanções à empresa impactavam também nos papéis de sua controladora, a Telecom Italia, que recuavam 6,92 por cento na bolsa italiana, sendo que suas negociações chegaram a ser suspendidas mais cedo, devido a forte queda.

Oi tinha alta de 3,38 por cento, a 9,48 reais. Vivo recuava 1,35 por cento, a 48,05 reais, após ter operado em alta no início dos negócios.

Enquanto isso, o Ibovespa avançava 0,9 por cento. A operadora Claro não tem ações na bolsa paulista.

Fonte: Terra

Inscrições para o ProUni terminam hoje

Terminam hoje (2) as inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni). Os interessados devem acessar o site do ProUni até as 23h59. Para o segundo semestre de 2012, estão disponíveis 90.311 bolsas. Desse total, 52 mil são integrais e 37 mil são parciais, que custeiam 50% da mensalidade.

Podem se candidatar estudantes que tenham cursado todo o ensino médio em escola pública ou em estabelecimento particular na condição de bolsista. Também é pré-requisito ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011 e atingido pelo menos 400 pontos na média das provas objetivas, além de não ter zerado a nota da redação.

As bolsas integrais são destinadas a estudantes com renda familiar per capita mensal até 1,5 salário mínimo. Já as bolsas parciais podem ser pleiteadas por quem tem renda familiar per capita até três salários mínimos.

Ao acessar o sistema, o candidato poderá escolher até duas opções de curso, elegendo sua prioridade. A lista dos pré-selecionados será divulgada em 5 de julho. Haverá ainda uma segunda chamada, prevista para 20 de julho.

Fonte: Agência Brasil

Eike Bastista perde mais de R$ 13 bilhões em 2 dias. No ano já perdeu mais de R$ 32 bilhões

A empresa de petróleo do bilionário Eike Batista, a OGX, afundou ainda mais na Bolsa de Valores nesta quinta-feira, com a desconfiança do mercado em torno do potencial do primeiro campo petrolífero em produção, Tubarão Azul, na Bacia de Campos. As ações da OGX entraram em leilão duas vezes na Bovespa e caíram 19,2% (ordinárias, com voto). Este mês, já recuaram 51%.

Nos dois últimos pregões, a OGX perdeu R$ 10,742 bilhões em valor de mercado, segundo a empresa de dados financeiros Economatica. No mês, já são R$ 16,987 bilhões a menos e, no ano, R$ 27,705 bilhões. Na soma de seis empresas do grupo EBX, o recuo no valor de mercado foi de R$ 13,274 bilhões em dois dias – no acumulado do ano, são R$ 32,236 bilhões a menos.

A queda do presidente da OGX, Paulo Mendonça, foi a resposta de Eike Batista à derrocada das ações. Mendonça foi destituído do cargo ontem. “A OGX passa por uma crise de confiança e a única forma de recobrar isso é mudando sua direção”, diz uma fonte próxima à companhia. O comando da OGX foi assumido pelo presidente da OSX, Luiz Eduardo Guimarães Carneiro.

Mendonça, que permanecerá no conselho de administração da companhia, foi mais um dos executivos vindos da Petrobrás e contratados a peso de ouro por Batista, após mais de 30 anos na estatal,7. A experiência na área de exploração e produção na estatal levou o executivo a ser apelidado por Eike de “Dr. Oil”.

Na época, o braço de petróleo da EBX era presidido por Rodolfo Landim, também ex-Petrobrás, que saiu da empresa em 2010 após desentendimento com Eike, que acabou na Justiça. No comunicado do afastamento, Eike agradeceu Mendonça “pelas históricas conquistas exploratórias da OGX”.

Arrastão. A cotação das ações da OGX caiu em dois dias 40% e voltou a arrastar as cotações das outras empresas do Grupo EBX. Também recuaram fortemente MMX Mineração (17,08%, a R$ 5), LLX Logística (8,07%, a R$ 2,05), OSX (11,05%, a R$ 9,34), MPX Energia (1,57%, a R$ 30,02) e CCX Carvão (8,80%, a R$ 4,25).

Em dia de queda nas cotações do petróleo, os papéis da OGX despencaram. Quando as cotações variam muito acima da média, a bolsa é obrigada a fazer leilão, suspendendo temporariamente as negociações. Um movimento de ordens de “stop loss” (quando vendas são acionadas automaticamente para estancar perdas) podem ter potencializado a queda.

“Chega num preço em que o ‘stop’ é compulsório”, disse Fausto Gouveia, da Legan Asset, ao ponderar, porém, que não dá para saber se já acabou a sangria das ações. Para George Sanders, da Infinity Asset, não há consenso no mercado. “Alguns acham que a situação é calamitosa, outros, que a ação está barata.

COLABORARAM CLAUDIA VIOLANTE, MARIANA DURÃO e MÔNICA CIARELLI para o Estadão