Inflação fica acima da meta do governo e mínimo deverá ser maior; na prática, valor poderá ser reajustado em até R$ 2

Foto: LIDIANNE ANDRADE/MYPHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta terça-feira (12) o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que bateu 5,45% no acumulado de janeiro a dezembro de 2020.

Com o resultado, o salário mínimo, fixado anteriormente em R$ 1.100, deve ser reajustado pelo governo neste início de 2021 em até R$ 2.

É o que afirma Juliana Inhasz, professora de economia do Insper. Para ela, no entanto, reajuste deve ser discreto, “uma vez que aumentos no salário mínimo acarretam aumentos consideráveis nos gastos em aposentadorias, pensões e seguros-desemprego”. “Em um ano onde o governo encontra-se em situação fiscal complicada, correções deverão ser bem ponderadas”, analisa Juliana.

O INPC é usado para o reajuste do piso salarial, pois é um índice que representa a inflação de uma parcela considerável da população.

O indicador é muito fiel à variação de preços sofrida pela população com rendimentos mensais entre 1 e 5 salários mínimos, com abrangência em dez regiões metropolitanas do país. Ou seja, a utilização do INPC, em tese, leva à manutenção do poder de compra.

“Uma vez que o salário mínimo é apenas um salário de referência, a utilização de um índice que seja fiel às perdas de poder de compra garante uma continuidade na demanda dos trabalhadores, aposentados, pensionistas, entre outros”, pontua a professora do Insper.

André Braz, economista do IBRE (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação Getúlio Vargas), explica que o INPC não traz exatamente um aumento, ele devolve o poder de compra corroído pela inflação.

“Ele mantém o equilíbrio econômico e financeiro. Você coloca a pessoa na mesma posição que ela estava em 2020. A gente sabe que a renda é corroída pela inflação, o nosso poder aquisitivo diminui a medida que a inflação aumenta. Então o que se faz através do INPC é devolver o poder de compra do ano passado. Então, a família não vai ficar numa situação melhor, ela vai ficar numa situação semelhante à do ano passado”, explica o economista.

Segundo André Braz, o índice de preços é apenas uma média para tentar fazer com que “a gente registre, por meio de um indicador, como essas famílias de menor renda percebem a inflação”.

Seguro-desemprego e aposentadorias

O reajuste do salário mínimo também afeta os pagamentos de seguros-desemprego e aposentadorias no Brasil, visto que os benefícios são calculados sobre o salário mínimo. Juliana explica que isso se dá porque a composição do INPC reflete onde a população gasta, em média, a maior parte de seu rendimento, como alimentos, bebida e transporte.

“Por isso, é conveniente utilizar, para reajustes nacionais, um índice que faça a média de variação de preços de bens que são adquiridos pelo consumidor em caráter nacional”, explica Juliana a professora de economia do Insper.

A influência do INPC no seguro-desemprego se dá na medida que as faixas do benefício serão reajustadas segundo o reajuste do salário mínimo. “Portanto, uma vez que a previsão de reajuste do SM é de 5,26% (indo de R$1.045 para R$1.100), as faixas deverão ser reajustadas nesse mesmo montante”, afirma Juliana.

Como o INPC veio acima da expectativa do governo (5,45%), caso haja um novo reajuste no piso salarial, deverá haver impactar no cálculo das faixas do seguro-desemprego.

Apesar dessa possibilidade, as regras para o pagamento do seguro-desemprego continuam as mesmas: utiliza-se a média dos últimos salários mínimos para determinar em qual faixa o trabalhador se enquadra, e é feito o cálculo por meio de porcentuais. Portanto, considerando que não haja reajuste:

– para quem tinha faixa de rendimento médio máximo de R$1.599,62, deve-se considerar agora o máximo de R$1.683,76;

– para quem tinha rendimento médio entre R$1.599,62 e R$2.666,29, deve-se considerar intervalo entre R$1.683,76 e R$2.806,53

– para quem tinha rendimento médio acima de R$2.666,29, deverá considerar agora o valor R$2.806,53.

Anos anteriores

Entre 2015 e 2019, o salário mínimo foi calculado, por lei, com base na expectativa para o INPC do ano e a taxa de crescimento real do PIB (Produto Interno Bruto) — a soma de todos os bens e serviços produzidos no país — de dois anos antes. A determinação buscava garantir uma reposição real da renda dos profissionais remunerados com o mínimo.

Esse cenário, no entanto, não é viável para este ano, visto que, como André Braz relembra, as previsões para o PIB são de queda de até 4,5%. “Então, não seria o caso de usar esse mecanismo para ampliar o poder de compra das famílias de baixa renda”, afirma o economista.

No entanto, há um ano, os reajustes se deram da mesma forma que em 2021. O salário mínimo foi reajustado de acordo com o INPC de 2019, lembrando que o governo reajustou o mínimo de R$ 1.039 para R$ 1.045, quando o índice foi divulgado e superou o que havia sido projetado.

“Isso fez com que os demais benefícios também fossem reajustados, levando em consideração esse mesmo critério. No caso das aposentadorias, o governo também utilizou o INPC, no entanto, o aumento das aposentadorias foi feito com base na expectativa do índice no final do ano de 2019”, completa Juliana a professora do Insper.

R7

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Tico de Adauto disse:

    Os servidores federais, sem data-base, e sem recomposição, amargando mais essa inflação em seus salários.

  2. Naldinho disse:

    Agora eu compro meu carro zero. Ou veio bom esse bolsonaro

  3. Calígula disse:

    BG publique a verdade.O resultado ficou acima do centro da meta do governo para o ano passado, que era de 4%, mas dentro da margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo (2,5%) ou para cima (5,5%)…. – Veja mais em https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2021/01/12/inflacao-dezembro-2020-ibge-ipca.htm?cmpid=copiaecola

    • Insti Gado disse:

      Deixa de mentira titia.

    • O Bozo disse:

      Titi Cacá tá dando credibilidade ao UOL? Não acredito. Quando fala mal do Bozo é um portal de esquerda mas quando fala bem tem credibilidade? Olha a coerência Titia Cacá.

    • Titia Cacá mente disse:

      Para quem não leu a notícia indicada por titia Cacá, reproduzo o título da matéria:

      Inflação fecha 2020 a 4,52%, acima do centro da meta; é a maior desde 2016…

  4. ReneGado disse:

    Agora sim um mínimo de vergonha.

    Essas notícias nosso "amigo" Calígula passa direto e não comenta. Não sei como, fala bosta em todas as notícias, até quando não dá pra justificar as ações do governo tá lá ele falando as asneiras.

RN registra na manhã desta terça-feira seis municípios com taxa de transmissibilidade para covid acima de 4; em zona de risco são outros 84

Foto: Reprodução/Lais/UFRN

Conforme levantamento até o fim da manhã desta terça-feira(01), através de dados do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAISUFRN), o Rio Grande do Norte registra seis municípios com taxa de transmissibilidade para covid acima de 4. Poço Branco, Santa Cruz, João Câmara, Pau dos Ferros, Caicó e São José do Mipibu. O índice que indica o potencial de transmissão da covid 19, a Rt, está em 0,66 no estado como um todo.

No Estado, 84 municípios se encontram em zona de risco, enquanto outros 24 estão em zona de perigo. VALE DESTACAR que essa taxa tem grande variação ao decorrer do dia, e pode ser conferida a situação em tempo real conforme link no fim do post.

A Taxa de Transmissibilidade, ou Taxa Rt para ser mais simples, é um dos indicadores utilizados para medir a evolução de uma doença endêmica. De forma simples, essa taxa indica quantas pessoas podem ser infectadas a partir de uma pessoa já doente.

Para exemplificar suponha o Rt = 2, isso significa dizer que, estatisticamente falando, uma pessoa doente contaminará duas saudáveis. O ideal então é que esta taxa se mantenha o mais próximo possível de zero.

A partir do momento que ela se mantém constantemente abaixo do valor 1, significa dizer que a doença está em um estado “controlado”.

NÚMEROS EM TEMPO REAL AQUI.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. gilson disse:

    É o resultado das carreatas, passeatas, comícios e motocadas políticas que está chegando, foi uma zombaria desnecessária das pessoas que achavam que a pandemia estava adormecida nesse período eleitoral, eis aí as consequências.

  2. Percival Soares Damasceno e Silva disse:

    Não sou especialista, nem vi "estudo científico" sobre isso, mas parece evidente que estamos passando pelo "contágio de rebanho" como tanto cientistas e médicos falaram que iria acontecer.
    Mas aqueles que querem acabar com o país, voltam a aterrorizar e hiper dimensionar a situação, sugerindo novo isolamento social, mais uma vez desnecessário.
    Os números mostram uma situação inversa a encontrada no primeiro semestre onde os médicos sabem como lidar com o vírus e como tratar a maioria das pessoas infectadas.
    Tivemos em 01 dia 287 mortes e 21 mil pessoas infectadas, realidade muito diferente a encontrada antes, quando a maioria dos infectados iam a óbito e tudo que os médicos tinham eram dúvidas no tratamento.
    Por mais torcida contra ou a favor, uma coisa o Brasil tem que reconhecer: "Quem defendeu o uso da ivermectina, da cloriquina, dos anti coagulantes estavam certos e quem teve a responsabilidade e respeito a vida, usando e permitindo o uso dessa medicação, salvou muitas vidas.
    Vejam o caso do campeão de mortes no Brasil, o estado de São Paulo, cujo governo foi radicalmente contra o uso da medicação e teve a maior quantidade de mortes no Brasil, seguido do CE e demais estados que impediram a população de tomar a medicação.
    Não faço acusações, nem deixo dúvidas ao que escrevo, tudo está baseado em fatos reais e públicos, facilmente consultados, mas se quiserem se ofender ou fugir da real, podem até berrar contra, mas vão ter que criar versões, pois aqui reflete os fatos.

Bolsa fecha aos 100 mil pontos pela primeira vez desde março; dólar fica a R$ 5,32

A Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, ganhou fôlego no final do pregão desta sexta-feira, 10, e encerrou aos 100.031,83 pontos , uma alta de 0,88%. É a primeira vez desde 5 de março que o índice volta a fechar aos 100 mil pontos – ajudou na melhora, a alta do mercado acionário de Nova York, após um pregão com ganhos contidos e investidores de olho em importantes dados econômicos divulgados pelo IBGE. Já o dólar fechou em leve queda de 0,31%, a R$ 5,3218.

Nesta sexta, após duas deflações seguidas, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a subir e fechou junho com inflação de 0,26%, puxado pelos combustíveis. No entanto, a quarta contração consecutiva no setor de serviços, de 0,9% em maio, decepcionou quem apostava em um segundo trimestre mais positivo. Também pesa a divulgação da Pnad Covid, que apontou um contingente de 11,8 milhões de trabalhadores desocupados entre 14 e 20 de junho.

Porém, já no final do pregão, o Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, aproveitou a melhora do mercado acionário de Nova York, que até então operava sem sentido únido, para ampliar os ganhos. Por lá, soou positivamente a declaração da farmacêutica Gilead Sciences, de que o remdesivir reduziu em 62% a mortalidade de pacientes com a covid-19.

Já apesar do movimento de desvalorização do dólar, a percepção de que ainda há algum espaço para possível queda da Selic, após os resultados da inflação e do volume de serviços no País em maio, também causam certa insegurança ao câmbio. Agora, o mercado já se divide entre manutenção da taxa e corte de 0,25 ponto percentual em agosto.

Estadão

Auditoria do TCE-RN aponta preços acima do valor de mercado para leitos de Covid-19 no hospital da Liga

Auditoria realizada pela equipe técnica da Diretoria de Administração Direta do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) identificou que o custo com leitos de UTI, em contrato firmado entre o Governo do Estado e a Liga Contra o Câncer, está acima do preço de mercado. Cada leito custará R$ 3,2 mil no contrato com a Liga, o que significa mais que o dobro do gasto com leitos de UTI de perfil semelhante, segundo comparação feita pelos auditores.

O conselheiro Gilberto Jales, relator do processo, determinou, em despacho assinado nesta segunda-feira (18/05), a notificação da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) para que, num prazo de cinco dias, apresente esclarecimentos acerca dos achados da auditoria. “Não há dúvida de que a atuação deste Tribunal de Contas deve operar com a pertinente cautela nesse contexto de estado emergencial provocado pela pandemia do COVID-19, a fim de não prejudicar o interesse maior de assistência à saúde pública, mas sem olvidar a competência fiscalizatória afeta a este órgão de controle, com o poder-dever de agir nas situações identificadas com a necessidade de correção a fim de evitar mal ainda maior ao interesse público, primando pela eficiência dos atos de gestão”, apontou o relator.

No contrato com a Liga Contra o Câncer, o Estado irá desembolsar R$ 20,5 milhões, na primeira etapa, para pôr em funcionamento 20 leitos de UTI adulto e 20 leitos de enfermaria. Caso haja a necessidade, o contrato prevê a efetivação de mais 20 leitos de UTI, numa segunda etapa, pelo valor de R$ 14,3 milhões. Na primeira fase, R$ 18 milhões são destinados aos leitos de UTI. O restante, R$ 2,5 milhões, custeará a compra de equipamentos e montagem da estrutura. Cada leito de UTI custa R$ 3,2 mil, enquanto o leito de enfermaria sairá por R$ 1,8 mil. O preço do leito de UTI se mantém na segunda fase.

Contudo, o Estado firmou outros contratos para aumentar a quantidade de vagas disponíveis para o enfrentamento do novo coronavírus. São 10 leitos de terapia intensiva para o Hospital da Polícia Militar, com um custo total de R$ 2,7 milhões, ou R$ 1,5 mil por leito. Em uma outra contratação, o Governo irá gastar R$ 1,9 mil por cada leito de UTI, sendo 20 no Hospital João Machado e 10 no Hospital Alfredo Mesquita Filho. Além disso, no vínculo com a Liga Contra o Câncer, será de responsabilidade do Estado a disponibilização de ventiladores mecânicos, fundamentais para o tratamento contra a Covid-19, ao passo que nos demais a responsabilidade é dos contratados.

“Assim, na situação apresentada, os valores pactuados junto à Liga Norte-Riograndense revelam-se elevados diante das outras contratações apresentadas e, embora a Lei Federal nº 13.979/2020 permita que o poder público contrate por valores superiores aos dos praticados no mercado, essa permissão ocorre quando demonstrada claramente a necessidade, o que não aparenta ser o caso descrito”, aponta a auditoria.

Segundo o relatório de auditoria, um dos parâmetros utilizados pela Secretaria Estadual de Saúde foi o valor das contratações realizadas em outros estados. A Sesap considerou, por exemplo, que o Hospital de Campanha do Estado de Goiás teria um custo médio de R$ 1,6 mil por leito, sem a inclusão de insumos e outras despesas. Porém, a equipe técnica do TCE verificou que o contrato para o Hospital de Campanha em Goiás inclui todos os gastos, ao contrário do que levou em conta a Secretaria de Saúde do RN. Situação semelhante ocorre com o Hospital Espanhol, em Salvador, e o Hospital de Campanha do Ceará.

Obras físicas

Outro ponto a ser esclarecido, no entendimento dos auditores, é a previsão, em contrato, de repasse de recursos públicos para custear as obras físicas do local que receberá os leitos de terapia intensiva. A previsão, na primeira etapa, é de um repasse de R$ 1 milhão, saltando para R$ 2 milhões na segunda etapa. Não há previsão legal para esse tipo de repasse, de acordo com o corpo técnico.

“Nesse sentido, ressalta-se a ausência de previsão legal específica que permita ao contratante, no caso, a SESAP, executar despesa pública para custear obras nas instalações físicas da contratada, a LIGA, em benefício futuro da entidade privada e que não integrará o patrimônio público ao final da vigência de 180 dias do contrato. Em outras palavras, a estrutura física será construída com recursos públicos e, ao final do contrato de 180 dias, será revertida exclusivamente para utilização da entidade privada”, explica o relatório de auditoria.

TAC

O relator determinou também a intimação do Ministério Público do Estado, do Ministério Público do Trabalho e do Ministério Público Federal, com os quais o Governo do Estado assinou Termo de Ajustamento de Conduta para a expansão dos leitos públicos de UTI. “Levando-se em conta que o presente contrato decorre de Termo de Ajustamento de Conduta firmado perante outras instâncias de controle, entendo pertinente a cientificação dos órgãos que mediaram esse compromisso”, considerou.

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. CIDADAO55 disse:

    COVIDJATO JÁ, no governo FATÃO!

  2. Antenado disse:

    O governador de Minas Gerais construiu um hospital de campanha por pouco mais de 5 milhões com mais de 700 leitos.

    Precisa dizer mais alguma coisa?

  3. Roberto disse:

    Falei sobre isso ontem. Em um outro comentário. CPI JÁ para esse governo de Fatima Bezerra. Ministério público precisa se pronunciar.

  4. PT só CANALHAS disse:

    Vão dizer que a culpa é de Bolsonaro. O PT e sinônimo de pilantragem!!!!

  5. Ivan disse:

    Governo do PT é isso mermo…vão dizer q esperavam coisa diferente!!!!

  6. Tarcísio Eimar disse:

    Arrocha, q se espremer sai pus

BENÇÃO: Chuvas no RN em março representaram 28,2% acima do esperado

Foto: Ilustrativa

Confirmando as previsões, anunciadas em janeiro, pela equipe da Unidade Instrumental de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) o volume acumulado de chuvas no Rio Grande do Norte, no mês de março de 2020 foi acima da média esperada. No total 101 municípios choveram de normal a acima do normal no período. O volume observado foi de 204,7 milímetros(mm) enquanto que o esperado foi 159,7mm, representando 28,2% acima do valor esperado para o RN.

“Neste mês observou-se boa distribuição espacial das chuvas nas Regiões Oeste e Central, com média próxima a 200mm. Em algumas áreas do Seridó Ocidental (São Fernando e Jucurutu), e no Agreste (São Tomé, João Câmara e Parazinho), as chuvas apresentaram valores abaixo de 100mm”, disse o chefe da Unidade, Gilmar Bristot.

O Oeste foi a região que mais choveu no período com média observada de 251,6mm enquanto que a esperada era de 197,5mm, desvio positivo de 27,4%, seguido pela região Leste com 231,9mm que foi a com maior percentual, de 39,% quando comparada ao volume esperado. Na região Central choveu 173,8mm e no Agreste com 161,3mm.

Os municípios com as maiores volumes no Oeste foram Martins (444,9mm), Caraúbas (398,9mm), Serrinha dos Pintos (397,1mm) e Mossoró (396,6). Na Região Central, destaque para Santana do Matos (305,7mm) e Currais Novos (304,6mm). No Agreste, Jaçanã apresentou valor de 438,6mm e no Litoral, Natal com 433,5mm e Parnamirim com 398, 9mm.

Análise e previsão para abril

O primeiro trimestre de 2020 registrou bons volumes de chuvas no RN. Janeiro com média no estado de 100,7 (mm), fevereiro com 110,9mm e março com 204,7mm “A perspectiva é de que neste ano tenhamos um período chuvoso de normal a acima do normal, dentro, ou acima, da média histórica ”, avaliou Bristot.

A expectativa dos meteorologistas para o mês de abril, mês em que as chuvas começam a acontecer com mais frequência no Leste do RN, chuvas com volumes normais em todo o Estado, uma vez que as condições oceânicas e atmosféricas continuam favoráveis.

Chuvas em fevereiro ficam acima da média no RN; Martins, Rafael Godeiro e Messias Targino com mais de 300 mm

Martins (386,8mm), Rafael Godeiro (311,9mm) e Messias Targino (307,5mm), todos localizados na Região Oeste foram os que mais choveram no período

No Rio Grande do Norte choveu 14,9% a mais do que a média esperada, segundo a análise da Unidade Instrumental de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), com média de 110,9 milímetros (mm) no RN enquanto que o esperado era de 93,6mm. Mais de 90 municípios registraram chuvas de normal a acima do normal neste período.

As regiões Oeste e Central foram onde as precipitações foram melhor distribuídas com média de 177,1mm e 104mm, respectivamente, e em algumas localidades até acima deste volume, como os municípios que mais choveram no período:  Martins (386,8mm), Rafael Godeiro (311,9mm) e Messias Targino (307,5mm), todos localizados na Região Oeste. O município de Mossoró choveu somente em um dia (29/02) 176,4mm, batendo seu recorde histórico que era de 151,6mm ocorrido em 2017.

O chefe da Unidade, Gilmar Bristot, explica que a causa das chuvas ocorridas fevereiro no Estado, são fruto da atuação no semiárido potiguar do sistema meteorológico Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCANS), e em alguns momentos, em conjunto com a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

Somente a região do Agreste do RN choveu abaixo do esperado que era 69,9mm, mas a média registrada foi de 66,5mm (-4,5%). “Os desvios negativos foram observados no Litoral Sul, Agreste e grande parte do Seridó Oriental, locais onde as chuvas acumuladas apresentaram valores inferiores a 100mm.”, comentou o meteorologista.
Chuva de Diária

As chuvas ocorreram em todas as regiões do RN, com bom volume e distribuição nas regiões Oeste Potiguar e Central.

PM tem em janeiro índice de recuperação de veículos roubados acima de 68% na região metropolitana de Natal

FOTO: PM/ASSECOM/REPÓRTER: CB GLAUCIA

O Comando de Policiamento Metropolitano (COM), responsável pela coordenação das unidades operacionais na Região Metropolitana de Natal, divulgou, na última sexta-feira (14), os dados de prisões e apreensões efetuadas em janeiro de 2020 nos dez municípios de atuação dos batalhões e unidades especializadas sob o seu comando.

De acordo com os dados extraídos do setor estatístico do Comando de Policiamento Metropolitano, os policiais militares que integram as unidades operacionais sob seu comando conseguiram ter um índice de recuperação de veículos roubados e furtados em 68,31%.

Conforme os dados, o índice de recuperação aumenta em relação ao número de carros recuperados. Em janeiro de 2020, cerca de 79% dos carros roubados na Região Metropolitana foram recuperados pela Polícia Militar. Já em relação às motos roubadas, o índice de recuperação foi de 54,5%.

Embora o Comando de Policiamento Metropolitano tenha como área de atuação dez municípios que integram a Região Metropolitana de Natal, o maior índice de recuperação de veículos roubados foi constatado no Município de Natal, com 66,6% de recuperação de veículos e restituição aos seus respectivos proprietários.

O Comando de Policiamento Metropolitano – antigo Comando de Policiamento da Capital (CPC), foi criado pelo Decreto n° 21.614/2010, tendo como missão a preservação da ordem pública na Região Metropolitana de Natal, no que compete à Polícia Militar, de acordo com as diretrizes e ordens emanadas do Comando Geral da corporação.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. JSL disse:

    Nessa ótica dos comentários do Paulo, Joca e Daniel, devemos então agradecer aos vagabundos por terem abandonado os veículos.
    Queira vcs que não sejam roubados.

  2. Daniel disse:

    Se não fossem abandonados, o índice de recuperação seria praticamente ZERO.

  3. Joca disse:

    Polícia ir atrás de carro roubado??!! isso não existe. A gente presta queixa e eles dizem “está certo vamos procurar” kkkkk

  4. PAULO disse:

    EXISTE UMA DIFERENÇA MUITO GRANDE ENTRE UM VEÍCULO RECUPERADO E UM VEÍCULO ABANDONADO PELO PRÓPRIO CRIMINOSO. A GRANDE MAIORIA DESSES VEÍCULOS FORAM ABANDONADOS NO MEIO DA RUA, A POPULAÇÃO LIGA INFORMANDO PARA O 190 E PRONTO, ESTÁ "RECUPERADO"! rsrsrs A PERGUNTA É, SE O PRÓPRIO BANDIDO NÃO ABANDONASSE O VEÍCULO, QUANTOS POR CENTO REALMENTE SERIAM RECUPERADOS ( ESCONDIDOS NO QUINTAL DE UMA RESIDÊNCIA, EM UM DESMANCHE.)???? 5%,10%, NO MÁXIMO…

  5. dev disse:

    Testando comentários

PIB: Levantamento diz que Estados e DF terão desempenho positivo em 2020, e apenas o RN terá queda

Apenas 12 Estados e o Distrito Federal deverão terminar 2020 com o Produto Interno Bruto (PIB) acima do nível pré-crise. Apesar das expectativas de maior expansão da atividade econômica neste ano, os demais Estados ainda precisarão de mais tempo para recuperar o tamanho de sua economia antes da recessão, em 2013 e 2014, segundo levantamento feito pela Tendências Consultoria Integrada. Nessa lenta recuperação, o PIB brasileiro fechará o ano 1% abaixo do nível pré-crise.

O resultado reflete – em boa medida – a grave situação fiscal dos Estados. Com despesas de pessoal elevadas e arrecadação fiscal ainda baixa, alguns governadores cortaram investimentos para fechar a conta no azul – estratégia também observada na esfera federal. Sem investimento de peso, elevado desemprego e alto endividamento das famílias, a saída da crise tem sido mais demorada que em outros períodos.

Entre 2014 e 2016, o PIB nacional encolheu 6,7% enquanto que entre 2017 e 2018 a taxa média de crescimento foi de 1,3%, destaca o economista da Tendências, Lucas Assis, responsável pelo trabalho. “O ano de 2019 foi decepcionante do ponto de vista econômico, com a frustração das expectativas de crescimento.

A previsão é de uma avanço de 2,1% do PIB nacional neste ano, mas ainda dependendo das notícias vindas do mercado internacional. De acordo com a Tendências, 26 Estados e o DF terão desempenho positivo em 2020. Apenas o Rio Grande do Norte terá queda no PIB.

Nesse cenário, Norte, Centro-Oeste e Sul serão as primeiras Regiões a superar o PIB pré-crise. Cada uma impulsionada por fatores específicos e locais. De acordo com o levantamento, o Norte deverá ser o destaque do ano, com crescimento de 3,2% do PIB, acima da média nacional. O desempenho será fortalecido pela retomada da Zona Franca de Manaus e pelo avanço da indústria extrativa, em especial do complexo da Vale S11D, no Pará. “Também vai contar a favor, a maior dinâmica da economia de Roraima por causa dos imigrantes venezuelanos”, diz Assis.

Veja mais: Secretário estadual do Planejamento critica levantamento nacional, diz que probabilidade do crescimento do PIB do RN ser negativa esse ano é “zero”, considerando bom momento da economia brasileira

No Centro-Oeste – Região que menos sofreu durante a crise econômica –, a expectativa é que a economia avance 2,4%, beneficiada pelo câmbio desvalorizado e pelo avanço da agropecuária. Apenas Goiás, que ainda vive intensa crise fiscal, continuará abaixo do nível pré-crise.

O mesmo ocorre no Sul do País. O Estado gaúcho será o único a não superar o patamar de antes da recessão. A atividade econômica da Região deve ter avanço igual à media nacional beneficiada pela recuperação da indústria e pela agropecuária, em especial pela soja e carne de frango.

Outra ponta

Sudeste e Nordeste ainda estarão longe de superar o nível pré-crise. Na Região mais desenvolvida do País, o PIB continuará 2,9% abaixo do início da recessão. Além do tombo da indústria, o Sudeste sofreu com os efeitos do rompimento da barragem de Brumadinho, que afetou Minas Gerais e Espírito Santo. Mas a previsão é otimista para este ano.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, diz que, depois de muitas providências, a situação começa a melhorar. No segundo semestre, está prevista a retomada das atividades da Samarco, paradas desde o acidente de Mariana, em novembro de 2015. Além disso, ele conta com a retomada econômica do País para aquecer os setores de siderurgia e cimento.

O ponto negativo de Minas – cuja economia continuará 3,5% abaixo do nível pré-crise – continua sendo a questão fiscal.

Pouco industrializada e altamente dependente de transferências federais, o Nordeste fechará o ano com o pior desempenho do País. O crescimento esperado é de 1,9%, abaixo da média nacional. “Um dos fatores que afeta a recuperação é que os Estados têm uma participação grande da administração pública e é pouco industrializado”, afirma Paula Yamaguti, economista do Itaú Unibanco.

A participação das transferências governamentais na massa total do Nordeste vem apresentando tendência de crescimento. “Ainda que tenha havido uma pequena redução em 2018 (de 0,3 ponto porcentual), essa participação tem apresentado crescimento médio positivo de 0,4 ponto porcentual ao ano”, diz Assis da Tendências.

Estadão

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ivan disse:

    Estado governado por um tal de ¨forum dos servidores¨…ou seja, sindicatos estão mandando…esse é o resultado…

  2. Anti-Político de Estimação disse:

    Isso é resultado de DÉCADAS de desmandos administrativos promovidos pelas familias e grupos que se alternaram no poder. E se Fátima não levar a reforma adiante (engolindo o que falava antes) a situação se complica ainda mais.

    • M.D.R. disse:

      Tugo bem, têm que fazer as REFORMAS desde que ñ atropela os PELAGAS, SINDICATOS e organizações. Só que a GOVERNADORA , está tirando os direitos conquistados há anos. Sem dúvida uma grande T R A I D O R A.

    • Ceará-Mundão disse:

      O discurso dessa turma tá mudando MUITO. É "Gópi". Só invenção prá tirar os direitos dos "trabaiadô". Nunca pensei que essa política fosse ficar tão interessante. Kkkkkkkkkkk

  3. Rafael Pinheiro disse:

    Parabéns para a (des)Governadora. . .
    Fora Fátima

  4. Silva disse:

    Isso é intriga da oposição !!! Aqui no RN está tudo ótimo.

  5. djalma disse:

    Parabéns PT..

  6. Manoel disse:

    E se Fátima não fizer a reforma da previdência (aquela que ela e o PT diziam que não precisava e votaram contra, lembram?), o problema do Estado irá piorar e muito… Os servidores e sindicatos não entenderam ainda que sem a reforma ficarão sem salários e sem aposentadoria???

  7. joaozinho disse:

    é gopi… vao culpar o bolsonaro???? ou a governadora que é resposanvel pelo estado? Estamos com problemas no nivel de educacao estadual, caos na saude estadual e na tal seguranca, onde so ha a sensacao, pq a realidade é pessima. Qualidade PT de administracao…. mas o povo gosta pq votou na maravilhosa esquerda, onde tudo é vertigem.

  8. Ceará-Mundão disse:

    Triste Rio Grande sem norte e sem sorte. É Gópi! Elegeram essa "coisa", agora aguentem. Aprenda a votar, povo potiguar. PT NUNCA mais!

  9. Guga disse:

    Que vexame. É gópi!

RN registra chuvas acima de 150 mm

Foto: Ilustrativa

As chuvas deverão continuar a cair no Rio Grande do Norte durante os próximos dias. Os ventos, em altos níveis da atmosfera, sobre a parte central da América do Sul seguem intensos e, associados com a formação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) e ao aquecimento das temperaturas do oceano Atlântico favorecem a ocorrência das chuvas.

“As chuvas mais intensas que caíram nesta madrugada (09), ocorreram de modo bem distribuído nas diversas regiões do RN, especialmente nos municípios próximos ao leito do rio Potengi. No litoral ocorreram descarregas elétricas. As chuvas mais intensas devem migrar para o interior a partir de hoje”, analisou o chefe da Unidade de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), Gilmar Bristot.

Os próximos dias, de acordo com a previsão, o potiguar terá dias nublados com pancadas de chuva ao amanhecer e anoitecer no litoral leste, e no interior do estado as chuvas deverão ocorrer durante as tardes e as noites.

Boletim diário

O município de Barcelona (Agreste), foi o que registrou o maior volume de chuvas com 157,7 milímetros (mm), seguido por Ceará Mirim (Leste), com 140mm, das 7h da manhã de ontem (08) até às 07h da manhã de hoje (09). Natal registrou 59,9mm e Mossoró, 6,7mm. O boletim completo pode ser acessado por meio do site emparn.rn.gov.br, aba Meteorologia.

Balanço das chuvas

A primeira semana de 2020 já registrou chuvas acima de 100 mm, como no município de Luis Gomes, com 114 mm. “Seguindo esta tendência, em 2020 devemos ter um inverno melhor no interior do RN, mas ainda dentro da média histórica”, considerou Bristot.

A expectativa dos meteorologistas é que a chuva acumulada no período de janeiro a março registre, no Oeste, 390,7mm; Região Central, 307,0mm; Agreste, 234,8mm e Leste 319,0mm.

Em 2019 a média do volume de chuvas no RN foi de 777,7 mms. Os municípios com maiores precipitações foram Natal (Agreste), com 1726,4; Martins (Oeste) com 1.415mm, Janduís (Oeste) com 1.039,5mm, Alto do Rodrigues (Oeste) com 900,4mm. Já em 2018, a média foi de 743,5 mm.

Produção da indústria brasileira sobe 9,6 pontos, acima da média histórica

Foto: Arquivo/Agência Brasil

O índice de produção da indústria brasileira subiu 9,6 pontos em relação a junho, alcançando 53 pontos em julho. O indicador está 5 pontos acima da média histórica e é o maior desde outubro do ano passado. As informações são da Sondagem Industrial, divulgada hoje (22) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Mesmo assim, diz a CNI, o emprego no setor continua em queda. O índice de evolução do número de empregados ficou em 48,4 pontos em julho, abaixo da linha divisória dos 50 pontos. Os indicadores da pesquisa variam de zero a 100 pontos. Quando estão acima dos 50 pontos indicam aumento da produção e do emprego.

Segundo a CNI, o aumento da produção foi acompanhado pelo crescimento da utilização da capacidade instalada, que subiu 2 pontos percentuais em relação a junho e ficou 68% em julho. A utilização da capacidade instalada foi maior nas grandes empresas, segmento em que alcançou 72%. Nas médias, foi de 67% e, nas pequenas, de 61%. No entanto, a indústria continua acumulando estoques. O índice de estoques efetivos em relação ao planejado aumentou para 52,8 pontos. “É o maior valor desde maio de 2018, quando ocorreu a paralisação dos transportes”, diz a Sondagem Industrial.

Perspectivas

De acordo com a CNI, os empresários se mostram mais dispostos a fazer investimentos nos próximos seis meses. O índice de intenção de investimentos aumentou 1,7 ponto na comparação com julho e ficou em 54,1 pontos em agosto, 4,9 pontos superior à média histórica. As grandes empresas são as que estão mais propensas a fazer investimentos nos próximos seis meses. Nesse segmento, o indicador de intenção de investimento é de 61,1 pontos, superior à média brasileira.

Além disso, os empresários mantêm o otimismo, acrescenta a CNI. Os indicadores de expectativas continuam acima dos 50 pontos, mostrando que os industriais esperam o crescimento da demanda, das compras de matérias-primas, do emprego e das exportações nos próximos seis meses.

Esta edição da Sondagem Industrial foi feita entre 1º e 13 de agosto com 1.957 empresas. Dessas, 776 são pequenas, 704 são médias e 477 são de grande porte.

Agência Brasil

 

Decisão mantém corte de verbas acima de teto constitucional na ALRN

Foto: Ilustrativa

Decisão do desembargador Cornélio Alves, que integra o TJRN, destacou que, diante da ausência de qualquer penalidade ou supressão de direitos, é desnecessária a instauração do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa quando se está diante de aplicação do teto constitucional em verbas remuneratórias.

O julgamento se relaciona a Mandado de Segurança, movido por uma servidora da Assembleia Legislativa do RN, contrária ao ato do presidente da ALRN, quem, por meio do “Ato da Mesa nº 1997/2018” teria determinado a suspensão do pagamento de vantagens (“Quintos”) aos servidores sem o devido procedimento administrativo.

Segundo o MS, a servidora alegou que o direito que lhe foi subtraído compõe o seu patrimônio jurídico há décadas e que possui natureza alimentar. Desta forma, pleiteou que fosse efetuado os seus pagamentos em sua totalidade, sem qualquer corte, bem como para que seja declarada a nulidade do suposto ato ilegal.

Contudo, para a decisão, o desembargador ressaltou que se entende a limitação ao teto remuneratório como decorrência natural da norma constitucional, sendo legítimo, portanto, o exercício da autotutela e desnecessária a instauração de processo administrativo para que se proceda o corte do que estiver acima do previsto no artigo 37 da Constituição Federal.

“Se pacificou na jurisprudência a permissibilidade de imediata incidência do “abate-teto” independente da promoção de processo no âmbito da Administração em que se assegure contraditório e ampla defesa”, reforça o desembargador.

Segundo o julgamento, o TJRN entende atualmente que a supressão de qualquer quantia que ultrapasse o teto constitucional (artigo 37, CF), o que se convencionou denominar de “abate-teto”, não necessita de instauração de processo administrativo com o contraditório e ampla defesa, pois se está diante de norma de aplicação imediata (autoaplicável), segundo o Supremo Tribunal Federal (STF).

“Compreende-se que “inexiste direito adquirido em perceber remuneração que se sobreponha ao teto constitucional, de modo que eventual instauração do procedimento administrativo prévio seria inócuo”, ressalta.

(Mandado de Segurança nº 0805772-49.2018.8.20.0000)
TJRN

 

Folha do Estado tem quase 500 supersalários

Há 10 meses, o governo do estado prometeu enviar à Assembleia Legislativa (AL) um projeto de lei para acabar com os supersalários de servidores estaduais ativos e inativos. Depois de descobrir, no início de julho do ano passado, as remunerações de até R$ 68 mil na folha de pagamento do governo, o procurador-geral do estado, Miguel Josino, anunciou a proposta de criação do teto estadual remuneratório. No entanto, o projeto não saiu do papel. O fim dos supersalários contraria os interesses de muita gente.

Caso venha a ser implantado, o teto estadual será chamado pelo governo de subteto, devido ao fato de o teto legal ser de R$ 27,7 mil, equivalente ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Miguel Josino frisou que a implantação do teto estadual será relativa à remuneração dos desembargadores, que chega a R$ 26,5 mil. De acordo com o procurador, a aprovação do teto estadual representará a economia de R$ 3 milhões por mês para os cofres do Estado. Já foram encontrados quase 500 supersalários pagos pelo estado acima da remuneração dos ministros do STF.

Miguel Josino admitiu que, mesmo já tendo passado dez meses da descoberta dos salários abusivos, o governo ainda não realizou uma auditoria para detectar todas as remunerações que superam o que ganham os ministros do STF. No entanto, com a vigência da Lei de Acesso à Informação, desde o dia 16 de maio, o procurador acredita que será possível a identificação de todos os salários que estão irregulares. O governo é obrigado a informar sobre os salários dos servidores efetivos e comissionados a qualquer cidadão que solicitar.

Se o teto estadual entrar em vigor, o acúmulo de salários acima do valor previsto será vedado. Dessa forma, servidores ativos e inativos que ganham mais de R$ 26,5 mil terão seus salários reduzidos a esse valor. Os aposentados que ganharem o teto e exercerem outras atividades remuneradas pelo estado também terão que optar entre o salário da aposentadoria ou da atividade. A tramitação do projeto será complicada. A criação do teto estadual contraria interesses de pessoas influentes na sociedade.

De acordo com uma fonte, a maioria dos supersalários são de auditores fiscais, que passaram a ganhar remunerações privilegiadas a partir de decisões da Justiça. A fonte informou que, na própria Assembleia Legislativa, que vai votar a proposta do governo, há deputado que recebe como auditor fiscal aposentado e acumula com o salário de parlamentar. Existe também, segundo destacou, deputado que incorpora salários de ex-governador, médico aposentado, deputado aposentado e da atual atividade no legislativo. A aprovação do teto acabaria com a mordomia.

Apesar de a proposta contrariar interesses particulares dentro da própria Assembleia Legislativa, Josino disse confiar no bom senso dos parlamentares para a aprovação da matéria. “Não posso prever o tempo de demora no Gabinete Civil do governo, mas enviarei o projeto para lá daqui a 15 ou 20 dias. Acredito que será aprovado, pois está previsto na Constituição.Confio no senso público dos deputados”, finalizou.

Quando for apresentado à Assembleia, o projeto passará pelas comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Fiscalização e Finanças (CFF). Trata-se de uma Emenda Constitucional. Para ser aprovado, o texto precisa contar com o voto favorável de três quintos da Casa, ou seja, pelo menos 16 dos 24 deputados estaduais.

Fonte: Diário de Natal