Bolsonaro decide demitir Roberto Alvim da Secretaria de Cultura após frase com referência nazista

Foto:Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro decidiu demitir o secretário de Cultura, Roberto Alvim, após a polêmica referências ao nazismo em vídeo divulgado nas redes sociais. Segundo o Estado apurou com auxiliares próximos de Bolsonaro, a situação de Alvim ficou “insustentável”. O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, já foi comunicado da decisão.

Em vídeo em que anuncia o Prêmio Nacional das Artes, Alvim cita textualmente trechos de um discurso do ideólogo nazista Joseph Goebbels.

A arte brasileira da próxima década será heróica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada”, diz Alvim no vídeo.

“A arte alemã da próxima década será heróica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada”, disse Goebbels em pronunciamento para diretores de teatro, de acordo com o livro Goebbels: a Biography, de Peter Longerich.

A frase causou polêmica entre artistas e até mesmo entre apoiadores do governo de Bolsonaro, que cobram a demissão do secretário. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também foi às redes sociais dizer que é preciso afastar Alvim “urgentemente” do cargo.

Na entrevista exclusiva ao Estado, Alvim admitiu que trecho de seu discurso foi inspirado declaração do ideólogo nazista Joseph Goebbels. Ele afirmou que repudia o nazismo, mas que “as ideias contidas na frase são absolutamente perfeitas”. O secretário disse que “assina embaixo” da frase. “A filiação de Joseph Goebbels com a arte clássica e com o nacionalismo em arte é semelhante a minha e não se pode depreender daí uma concordância minha com toda a parte espúria do ideal nazista”, disse o secretário.

O dramaturgo Roberto Alvim foi nomeado em novembro ao cargo de secretário de Cultura, semanas após ofender a atriz Fernanda Montenegro nas redes sociais. Ele já estava no governo desde junho, quando foi nomeado diretor da Funarte.

Alvim surpreendeu a classe artística ao declarar voto em Bolsonaro em 2018, após o atentado a facada sofrido pelo então candidato a presidente. O dramaturgo dirigiu por três décadas peças de sucesso de crítica, mas afirma ter mudado radicalmente de perfil político após se curar de uma grave doença.

Com informações do Estadão

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Potiguar disse:

    O secretário de Cultura tentou agradar Bolsonaro e seus admiradores com discurso nazista, mas acabou atraindo a ira dos judeus. O problema é que os judeus são cheios da grana e pediram a cabeça do secretário. De qualquer forma, é engraçado ver judeus que sorriam dos quilombolas na palestra de bozo na hebraica, agora com medo do facismo que o próprio bozo representa.

  2. Dan disse:

    Execrar o nazismo e apoiar o comunismo é um verdadeiro contrassenso. Não sabemos dos dois regimes matou mais inocentes. Hitler ou Lênin, Marx, Fidel, todos estão no mesmo lamaçal de genocídio humano.

  3. Ricardo disse:

    Agora, notem, começará a operação padrão “Bolsonaro foi traído/não sabia que o cara é louco/agiu rápido para demitir”. Parte da história do presidente consiste em nada ter a ver com o problema – ainda que um nomeado, empossado e investido por ele.

    • Antenado disse:

      Igual ao Lulaladrão que saiu em defesa de Ricardo Coutinho dizendo que ele era inocente e perseguido.

    • Antenado disse:

      E vc sugere o que Anta? Se o presidente não demite, tu vais condená-lo por convivência; se ele demite tu estás condenando por insinuação de tua cabeça. Ora, como diria vovó para ti: "RAI ARRUMÁ UMA LARRAGE DE ROUPA!!!

    • Cidadão Atento disse:

      Simples.
      Não demitiu de imediato e por iniciativa própria.
      No primeiro momento elogiou inclusive, dizendo: "Depois de décadas, agora temos, sim, um secretário de Cultura de verdade. Que atende o interesse da maioria da população brasileira", declarou Jair Bolsonaro em live transmitida nas redes.
      Portanto, só demitiu por causa da pressão vinda dos poderes econômicos dos Judeus (que riram dos quilombolas), pois a hipocrisia de nossa elite a fez se omitir diante da real ameaça da volta do nazismo, trazida por esse governo que por diversas vezes já deu declarações nesse sentido.

  4. Silva disse:

    Parabéns Presidente !!! A atitude não poderia ser outra. O Brasil deixou de apoiar ditadores como fizeram os últimos governos.

  5. Gonçalo Alves disse:

    É impressionante a facilidade com que esse presidente se envolve com imbecis.
    E, mais impressionante, é a dificuldade do capitão em se livrar deles. A começar pelos próprios filhos.
    Oremos. É o único jeito…

    • Rodrigo disse:

      O anterior se envolvia com ditadores sanguinários como os castros, chaves, maduro, os sandinistas, ditadores di continente africano, da coreia do norte, homicídas psicopatas do iriente como kadafi, armadinejah. Enfim, comparado com o anterior, até parece que o presidente atual só convive com crianças

  6. Bento disse:

    O presidente analisou e viu excessos desnecessário em sua fala e o demitiu.
    Simples assim
    Quando disserem que em boca fechada não entram moscas…
    Acreditem.

    • Riva disse:

      Levou UMA MANHÃ pra derrubarem um nazista. Teve grito de gente pequena e indignada aqui, mas teve articulação de gente grande lá. De quem realmente manda.
      Levou uma manhã.

      Eles não acabam com esse governo inteiro pq ainda é bom pra eles.
      Levaria menos de um dia

  7. Carlos Bastos disse:

    Cada doido nesse governo, kkkkkkkk

  8. François Cevert disse:

    Me diga uma coisa bolsominions… Só tem loucos e corruptos nesse governo?
    #VoteiNelePraIsso

  9. Riva disse:

    Goebbels caiu.
    Entretanto, Hitler segue governando.

  10. Vitor Silva disse:

    Não se espantem se Adolf Hitler for convocado, do inferno, para substituir Alvim.

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