Economia

Bolsonaro entrega ao Senado novo pacote de reformas econômicas

Foto: Reprodução/TV Senado

O presidente Jair Bolsonaro entregou ao Senado na manhã desta terça-feira (5) um novo pacote de reformas econômicas que inclui um novo pacto federativo com estados e municípios e regras para contenção de gastos. No total, são seis projetos que englobam ainda as reformas tributária e administrativa e que começam a tramitar no Congresso nesta semana.

As medidas são consideradas um novo passo no ajuste das contas públicas iniciado com a Reforma da Previdência. A expectativa, segundo especialistas, é que as propostas possam avançar no enxugamento da máquina pública e ajudar a reativar a economia. As propostas também despertam atenção sobre possíveis alterações na carga de impostos com a reforma tributária.

Até a publicação desta reportagem, as propostas ainda não haviam sido divulgadas na íntegra. O ministro Paulo Guedes concede entrevista coletiva na tarde desta terça para detalhar as regras e números previstos nos textos.

As propostas foram entregues ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Bolsonaro foi a pé do Palácio do Planalto até a Casa legislativa. No ato de entrega, ele afirmou que as prefeituras estão entre as principais beneficiadas. “Eles, lá embaixo, decidirão o que fazer melhor que muitos de nós, porque eles vivem os problemas do dia a dia lá na base”, afirmou.

Segundo Paulo Guedes, entre R$ 400 e R$ 500 bilhões poderão ser transferidos para estados e municípios nos próximos 15 anos. “É a consolidação de uma cultura de austeridade fiscal. Na verdade, nos vamos garantir finanças sólidas para a república brasileira, e ao mesmo tempo estamos descentralizando recursos para estados e municípios”, afirmou.

O pacote contém três Propostas de Emenda à Constituição (PEC) que tramitarão no Senado:

– PEC Mais Brasil, também chamada de pacto federativo, deverá mudar algumas despesas carimbadas no orçamento, unindo o gasto com saúde e educação, por exemplo

– PEC da “emergência fiscal”, que vai instituir gatilhos para conter gastos públicos em caso de crise financeira.

– PEC dos fundos, que vai rever 281 fundos públicos.

À Câmara será enviada:

– PEC da reforma administrativa, que deverá afetar principalmente futuros concursados

– Um projeto de lei que traz um novo modelo de privatizações

Por fim, o projeto de reforma tributária, que pretende unir tributos federais, e que vai tramitar em uma comissão mista.

Economistas

Para Ulisses Ruiz de Gamboa, professor de economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, o impacto da despesa com funcionalismo nas contas públicas, entre outros motivos, faz com que o ajuste em relação ao serviço público seja necessário. Apenas em 2018, funcionários da ativa custaram R$ 927,8 bilhões, considerando todos os entes federativos, cerca de 13,6% do PIB, segundo dados do Tesouro Nacional. O Banco Mundial recomenda ao Brasil uma redução. A Inglaterra, por exemplo, destina cerca de 6% da sua riqueza anual para o pagamento de servidores.

“Só a Previdência não é suficiente e você precisa fazer essa reforma administrativa para seguir o ajuste fiscal”, diz.

Gamboa opina que a reforma tributária também será um dos pontos importantes do pacote e que, nesse quesito, simplificar é um consenso. Há, porém, dúvida se as mudanças levarão também a um aumento de carga tributária.

“Se a proposta for na linha de simplificar sem efetivo aumento de carga e sem prejuízo de forte aumento de algum setor, aí a proposta vai na linha de aumentar a eficiência de economia, diminuir as desfuncionalidades. Pode ser positiva. Mas se houver impacto em determinado setor, pode acabar prejudicando o cidadão”, diz.

O economista Eduardo Bassin, da Bassin Consultoria, opina que a reforma tributária é “fundamental”, mas não pode aumentar a carga de impostos e precisa ser melhor distribuída. “O Brasil é destaque no que tange a um sistema tributário regressivo. Os verdadeiramente ricos precisam pagar mais impostos”, diz.

Em relação à reforma administrativa, o economista defende que o servidor público precisa ser valorizado, mas a produtividade precisa aumentar. “É preciso rever carreiras e monitorar os resultados efetivos.”

Segundo Bassin, dependendo das medidas efetivas a serem anunciadas no pacote e do andamento no Congresso, o impacto na economia pode começar ou não já no curto prazo. O crescimento do PIB em 2019 está dado, devendo fechar entre 0,92% e 0,95%, repetindo o desempenho verificado desde 2017 e ainda abaixo da queda de mais de 6% somando-se 2015 e 2016. “Se as medidas tiverem um impacto positivo, podemos crescer além do previsto no próximo ano”, diz.

‘Eficiência’

Para Marcel Caparoz, da RC Consultores, o pacote traz medidas que podem ser importantes na questão macro e na microeconômica e que buscam aumentar a eficiência da máquina pública. Ele cita o pacto da emergência fiscal, que deverá institui gatilhos para conter gastos públicos em caso de crise financeira na União, estados e municípios.

“Os estados acabam encontrando brechas para não cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e geram déficit mesmo com as amarras determinadas pela lei. A ideia é drenar isso e diminuir a ineficiência que ainda existe no setor público”, afirma.

Caparoz destaca o pacto federativo, que dará mais responsabilidade e autonomia para os entes estaduais e municipais tomarem as decisões de acordo com a realidade local. “É mais factível um município saber onde falta verba do que o governo federal, que muitas vezes distribui de forma ineficiente”, diz. Já a reforma tributária poderá incentivar a formalização e aumentar a arrecadação, opina.

Segundo Caparoz, os efeitos mais diretos para a população de reformas não se dão de forma imediata. O crescimento da economia, que impacta emprego e renda, está diretamente ligado a itens como confiança e segurança jurídica, que o Brasil precisa aumentar com suas reformas.

“A confiança maior na economia brasileira permite uma situação de juros mais baixos e inflação controlada, um ambiente mais estável. Isso facilita a compra da casa, do veículo, já tem um primeiro efeito no bolso. Num segundo momento, o juro baixo permite aumentar a demanda de novos investimentos e consumo, o que acaba também levando a um aumento no emprego”, diz.

R7

 

Opinião dos leitores

  1. A dispensa do Imposto de Renda pra que ganha até R$ 5.000,00, sai agora?
    Os impostos em cima da cesta básica e botijão de gás, vão cair?
    Afinal, a reforma da Previdência não acabou com os privilégios, quem vai pagar é o trabalhador da iniciativa privada, como sempre…

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Geral

FAB prevê gasto de R$ 413 mil com flores para eventos oficiais e recepção de autoridades

Foto: Reproduçao / Redes sociais

A Força Aérea Brasileira (FAB) vai desembolsar R$ 413,5 mil na contratação de arranjos e coroas de flores para uso em eventos institucionais. A decoração inclui orquídeas, rosas, crisântemos, flores do campo e espécies tropicais, que serão utilizadas em almoços, jantares oficiais, aniversários de unidades, formaturas de passagem de comando e recepção de autoridades nacionais e estrangeiras.

A informação é do colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles. A licitação foi dividida em 16 itens e também prevê a aquisição de flores artificiais, vasos de vidro, cachepots e materiais de enchimento. O item mais caro do contrato corresponde à compra de 231 buquês de rosas, com 12 unidades cada, orçados em R$ 41 mil. Logo atrás aparecem 329 orquídeas em cachepot de madeira, avaliadas em R$ 37 mil.

Outros itens incluem 232 buquês de rosas nacionais, ao custo de R$ 31 mil, além de 193 arranjos de orquídeas com cerca de 40 centímetros de altura, orçados em R$ 26 mil. Há ainda um lote reservado a pequenas empresas, com 213 arranjos de flores do campo, estimado em R$ 32,9 mil.

No estudo técnico que embasa a licitação, a FAB estabelece critérios rigorosos de qualidade. As flores deverão ser frescas, sem sinais de murchamento, manchas ou folhas danificadas, mantendo cores vivas e boa durabilidade. O fornecimento atenderá unidades como o Gabinete do Comandante da Aeronáutica, o Centro de Inteligência da Aeronáutica, o Comando-Geral de Pessoal e o Grupamento de Apoio de Brasília.

Com informações do Metrópoles

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Política

Governo Lula amplia uso do sigilo e dificulta acesso a informações pela LAI

Foto: Wilton Junior

O sigilo virou o principal argumento do governo Lula para negar pedidos de acesso a informações públicas feitos com base na Lei de Acesso à Informação (LAI). Levantamento mostra que, nos últimos três anos, mais de um terço das solicitações rejeitadas por órgãos federais foi barrado sob a justificativa de que os dados eram sigilosos, índice superior ao registrado no governo Bolsonaro.

Desde a entrada em vigor da LAI, em 2012, a negativa por “dados pessoais” costumava liderar os motivos para recusa. Esse padrão mudou a partir de 2019 e se consolidou na atual gestão. Sob Bolsonaro, cerca de 28% dos pedidos negados alegavam sigilo; com Lula, o percentual subiu para 34%, mesmo sem estar em vigor o decreto que ampliava o número de autoridades aptas a classificar informações como ultrassecretas.

A Controladoria-Geral da União (CGU) contesta a leitura e afirma que o governo mantém alto nível de transparência, com cerca de 74% dos pedidos atendidos entre 2023 e 2025. A pasta argumenta que parte das negativas envolve sigilos previstos em legislações específicas, como dados bancários, e cita um pico em 2025 causado por solicitações repetidas sobre extratos do PIS/Pasep.

Especialistas, porém, veem fatores políticos e administrativos por trás do aumento do sigilo. Para a ONG Fiquem Sabendo, a redução de quadros experientes na CGU e a insegurança de servidores contribuem para decisões mais restritivas. Já o professor Gregory Michener, da FGV, aponta que governos com coalizões frágeis tendem a recorrer mais à opacidade como moeda política, preservando aliados e reduzindo a exposição de informações sensíveis.

Com informações do Estadão

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Geral

Lei Rouanet bate recordes sob Lula e já iguala em três anos todo o período Bolsonaro

Foto: Reuters

O volume de recursos movimentados pela Lei Rouanet disparou no governo Lula e já alcançou, em apenas três anos, o mesmo montante registrado durante todo o mandato de Jair Bolsonaro. A renúncia fiscal no terceiro mandato do petista soma R$ 9,2 bilhões, impulsionada por um aumento de 33% no valor médio anual efetivamente pago por empresas a projetos culturais, que passou de R$ 2,30 bilhões para R$ 3,06 bilhões, já corrigidos pela inflação.

Os projetos precisam de aval prévio do governo para captar recursos, que deixam de ser recolhidos como impostos. Em 2025, o Ministério da Cultura autorizou R$ 20,9 bilhões para captação via Rouanet, mas apenas R$ 3,4 bilhões foram efetivamente liberados até agora. Mantido o ritmo atual, o governo Lula caminha para registrar o maior volume de recursos captados em um mandato desde o Plano Real.

A Petrobras lidera com folga o ranking das empresas que mais financiaram projetos culturais. Em 2025, a estatal destinou R$ 307,3 milhões à Rouanet — um salto de cerca de 1.500% em relação a 2022, último ano do governo Bolsonaro. Na sequência aparecem Vale e Nubank, considerando apenas CNPJs individuais, entre quase 20 mil empresas que fizeram aportes no período.

O crescimento dos incentivos culturais ocorre em meio à expansão geral dos gastos públicos. Até novembro de 2025, o deficit acumulado do governo federal chegou a R$ 83,3 bilhões, enquanto a dívida pública alcançou 79% do PIB. Para críticos, o avanço das despesas pressiona o Banco Central a manter juros elevados, freando o crescimento econômico.

Com informações do Poder360

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Mundo

VÍDEO: Repressão no Irã provoca reação global e amplia pressão internacional contra regime

Vídeo: Reprodução/X

A repressão violenta do governo iraniano contra manifestantes provocou uma onda de repúdio internacional e reacendeu críticas ao regime dos aiatolás. Autoridades de diferentes países passaram a manifestar apoio público aos protestos, que se espalharam pelo país nas últimas duas semanas e já são considerados o maior desafio ao governo iraniano em anos.

A União Europeia foi uma das primeiras a reagir. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou apoio “integral” aos manifestantes, enquanto a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, classificou a resposta das forças de segurança como “desproporcional”. Para Kallas, o bloqueio da internet somado à repressão violenta evidencia um regime “com medo do próprio povo”. França, Alemanha e Reino Unido também divulgaram nota conjunta condenando o assassinato de manifestantes e cobrando respeito às liberdades de expressão e reunião pacífica.

Outros países reforçaram a pressão. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, pediu que a comunidade internacional amplie as sanções contra Teerã, ligando a repressão interna ao apoio iraniano à Rússia na guerra contra a Ucrânia. Os Estados Unidos também se posicionaram: Donald Trump voltou a alertar os líderes iranianos, e o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Washington apoia “o bravo povo do Irã”.

Enquanto isso, o regime endurece o discurso. A Guarda Revolucionária declarou que a segurança é uma “linha vermelha”, e o procurador-geral Mohammad Movahedi Azad afirmou que os manifestantes serão julgados “sem clemência”. Segundo organizações de direitos humanos, ao menos 65 pessoas morreram e mais de 2.300 foram presas em 13 dias de protestos, iniciados após uma disparada nos preços de alimentos básicos e agravados pelo fim de subsídios cambiais. Apenas em 2025, quase 2 mil prisioneiros já foram executados no país, ampliando o alerta internacional sobre a escalada autoritária no Irã.

Com informações da CNN

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Política

Aliados de Lula veem eleição mais dura e apontam ‘fator Trump’ como ameaça em 2026

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a disputa presidencial deste ano tende a ser mais difícil do que a eleição de 2022, quando o petista derrotou Jair Bolsonaro por uma margem apertada de 1,8% dos votos válidos — cerca de 2,1 milhões de eleitores. Nos bastidores, a leitura é de que o cenário político e internacional impõe novos obstáculos à campanha do PT.

Entre os fatores citados está o contexto global, especialmente a influência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Interlocutores de Lula classificam o pleito como a “primeira eleição internacional” enfrentada pelo PT, com impacto direto de governos estrangeiros, em especial do americano. A avaliação é de que Trump atua de forma mais explícita na América Latina, inclusive interferindo em disputas eleitorais.

Como exemplo, aliados mencionam as eleições legislativas da Argentina, em outubro, quando o partido do presidente Javier Milei enfrentava risco de derrota. Segundo essa análise, a entrada de US$ 20 bilhões teria sido decisiva para garantir o resultado favorável, o que acendeu o alerta no entorno do Planalto.

No cenário interno, o avanço das redes sociais também preocupa. Petistas acreditam que o peso do ambiente digital será ainda maior do que em 2022, citando como sinal de alerta a chamada “crise do Pix”, que gerou desgaste ao governo e levou o Executivo a recuar em medidas relacionadas ao sistema de pagamentos. A combinação entre pressão externa e disputa digital intensa é vista como um dos maiores desafios da campanha de Lula.

Com informações do R7

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Geral

Manoel Carlos, um dos maiores autores da televisão, morre aos 92 anos

Foto: Globo/Divulgação

Um dos nomes mais importantes da história da teledramaturgia brasileira, Manoel Carlos morreu neste sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela família. O autor enfrentava a doença de Parkinson, diagnosticada em 2019, que provocou um agravamento do seu quadro motor e cognitivo ao longo do último ano. A causa da morte não foi divulgada.

Internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, Manoel Carlos teve a morte comunicada por meio da produtora de sua filha, a atriz Júlia Almeida. Em nota, a família agradeceu as manifestações de carinho e pediu respeito à privacidade neste momento. Além de Júlia, o autor também deixa a filha Maria Carolina, roteirista de novelas. O velório será fechado, restrito a familiares e amigos próximos.

Conhecido como Maneco, Manoel Carlos marcou gerações ao criar uma das maiores assinaturas da televisão brasileira: as protagonistas chamadas Helena. Foram nove novelas com personagens de mesmo nome, que se tornaram símbolo de sua obra, em sucessos como Por Amor (1997) e Mulheres Apaixonadas (2003). Embora nascido em São Paulo, em 14 de março de 1933, o autor sempre se considerou carioca — o Rio de Janeiro foi cenário recorrente de seus trabalhos mais emblemáticos.

A carreira começou ainda na juventude, primeiro como ator na TV Tupi, nos anos 1950, antes de se consolidar nos bastidores. Manoel Carlos chegou à TV Globo em 1972, como diretor do Fantástico, e estreou como novelista da emissora em 1978. Sua última novela foi Em Família (2014). Além das novelas, também deixou sua marca em minisséries, como Presença de Anita (2001), reforçando um legado que atravessa décadas da televisão brasileira.

Com informações do Metrópoles

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Geral

Joesley tentou convencer Maduro a deixar poder na Venezuela e se exilar na Turquia

Foto: Rodrigo Godoy

Meses antes da intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, que terminou com a captura do presidente Nicolás Maduro, o governo de Donald Trump tentou uma saída negociada para o líder venezuelano.

Nesse esforço, o empresário brasileiro Joesley Batista, dono da JBS, teria atuado como interlocutor informal em uma missão para convencer Maduro a deixar o poder de forma pacífica, segundo reportagem do Washington Post.

De acordo com a reportagem, Joesley viajou a Caracas em novembro de 2025 com uma proposta que incluía a renúncia de Maduro e a possibilidade de exílio em países como a Turquia. A ideia era abrir caminho para uma transição não violenta após fracassarem as negociações diplomáticas oficiais lideradas pelo então enviado especial dos EUA, Richard Grenell.

O plano discutido incluía ainda condições consideradas estratégicas pelos Estados Unidos, como acesso a minerais críticos e petróleo venezuelano, e o rompimento com Cuba, aliada histórica de Caracas.

Segundo fontes ouvidas pelo jornal americano, Joesley não estava atuando oficialmente a pedido do governo dos EUA, mas as informações que ele trouxe foram consideradas nas discussões em Washington.

Maduro, no entanto, rejeitou as propostas de saída negociada. Com as tentativas diplomáticas frustradas, a Casa Branca decidiu seguir a estratégia mais dura que culminou na operação militar que resultou na captura do líder venezuelano.

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Geral

Regime iraniano reprime nova onda de protestos; mais de 2.300 são presos e pelo menos 65 foram mortos

Foto: Reprodução

Pelo menos 65 pessoas morreram e mais de 2.300 foram presas no Irã nos últimos 13 dias, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA). Os protestos começaram por causa da alta inflação e se espalharam por todo o país, tornando-se o maior desafio ao regime em anos.

O número de mortos pode ser maior. Um apagão nacional da internet, que já dura 48 horas, dificulta a confirmação dos dados, de acordo com o monitor NetBlocks. Moradores relatam que o bloqueio tem incentivado ainda mais pessoas a ir às ruas.

Testemunhas afirmam que forças de segurança usaram armas militares contra manifestantes. Entre as vítimas, estaria uma criança de 5 anos. Hospitais registraram cenas de caos, com corpos amontoados, segundo relatos.

O procurador-geral iraniano prometeu punições sem clemência aos manifestantes envolvidos em danos ao patrimônio.

O governo do Irã acusa os Estados Unidos de estimular os protestos. Já o presidente Donald Trump ameaçou reagir caso a repressão continue: “Se começarem a atirar, nós também começaremos”.

O movimento, iniciado por motivos econômicos, agora tem caráter político, com pedidos pelo fim do regime islâmico.

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Geral

Com queda da patente do princípio ativo, mercado brasileiro de canetas emagrecedoras deve dobrar e ganhar genéricos

Foto: Karime Xavier/Folhapress

O mercado brasileiro de remédios para emagrecimento deve crescer fortemente a partir de março, com o fim da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic e do Wegovy. A entrada de genéricos pode reduzir os preços entre 30% e 50%.

Segundo relatório da UBS BB, o faturamento dos medicamentos da classe GLP-1 pode atingir R$ 20 bilhões neste ano, quase o dobro dos R$ 11 bilhões estimados para 2025.

Com a queda da patente, farmacêuticas como EMS, Eurofarma e Hypera já se preparam para lançar versões genéricas. Dados da Anvisa mostram ao menos 11 pedidos de registro com semaglutida e 7 com liraglutida em análise.

A expectativa é ampliar o acesso, hoje restrito. Apenas 1,1% das pessoas com sobrepeso e 2,5% dos obesos usam esses medicamentos no Brasil. O preço ainda é uma barreira: as canetas custam entre R$ 900 e R$ 3.000 e não são oferecidas pelo SUS.

Em 2025, a Conitec rejeitou a inclusão da semaglutida no SUS por causa do alto impacto financeiro, estimado em R$ 7 bilhões em cinco anos. Com a chegada dos genéricos, o tema pode voltar à discussão.

O avanço do mercado ocorre em meio ao crescimento da obesidade no país. Hoje, 68% dos brasileiros estão acima do peso e 31% são obesos.

Especialistas alertam que, mesmo com preços menores, o acesso seguirá concentrado nas classes mais altas. Também há preocupação com o uso sem prescrição e a venda de produtos irregulares, já alvo de operações da Polícia Federal.

Novas drogas em desenvolvimento, como o retatrutide, prometem perdas de peso ainda maiores, intensificando a disputa no setor.

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Geral

Sindicato que foi presidido por Fátima Bezerra e mais oito convocam protesto em frente à Governadoria por atraso no 13º salário


Imagem: reprodução

O atraso no pagamento do 13º salário levou nove sindicatos a convocarem um ‘Ato Público Unificado’ contra o Governo do Rio Grande do Norte. A manifestação ocorrerá segunda-feira (12), às 9h, em frente à Governadoria, no Centro Administrativo.

Entre os confirmadas estão o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (SINTE/RN), entidade que teve a governadora Fátima Bezerra como presidente por dois mandatos. Também confirmaram participação no ato Sindsaúde, Sinsp, Sinai, Astran, Sindppen, Aduern, Sinter/Sefaz e SINDPCI.

Embora o governo tenha prometido concluir o pagamento na sexta-feira (9), aposentados e pensionistas de diversas categorias afirmam não ter recebido o valor. O problema atinge, principalmente, servidores da Saúde e da Administração Indireta.

O Sindsaúde/RN classificou o atraso como “descaso e falta de respeito” com quem dedicou décadas ao serviço público. Já o Sinai-RN informou que cobrou explicações na Secretaria de Planejamento, mas não recebeu prazo para a regularização.

Segundo o Sinsp/RN, aposentados e pensionistas seguem sem previsão de pagamento. A presidente do sindicato, Janeayre Souto, afirmou que a situação reflete uma “escolha política” de desvalorização da categoria.

Os sindicatos reforçam que o protesto é aberto a ativos, aposentados, pensionistas e solidários, mesmo àqueles que já receberam o benefício.

Opinião dos leitores

  1. Os desembargadores que reverteram a decisao de primeira instância estao todos rindo da cara dos funcionarios estuduais.

  2. Bota para torar nessa analfabeta sem palavra, isso é tão ruim que conseguiu ser pior que Robinson e Rosalba somados, teje desclassificada.

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