Finanças

Bovespa encerra o dia com queda superior a 8%. Por pouco não teve suas atividades suspensas

Estadão:

A Bolsa de Valores de São Paulo encerrou o dia em queda de 8,08%, mas chegou bem perto de ter os negócios interrompidos (circuit breaker). Isso aconteceria se o Ibovespa – índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa – batesse em uma perda de 10%. No pior momento do dia, a queda chegou a 9,73%. A queda desta segunda foi a maior desde 22 de outubro de 2008 (-10,18%), quando  ocorreu o circuit breaker pela última vez. Nenhuma ação do índice fechou em alta.

Em Nova York, números preliminares apontam queda de 5,54% para a Dow Jones no fechamento e de 6,90% para a Nasdaq. Já a S&P 500 caiu 6,69%.

Com o aumento da aversão ao risco, provocado pelo rebaixamento dos títulos de longo prazo da dívida dos Estados Unidos, os investidores venderam ações e correram para ativos considerados mais seguros, como o euro e até mesmo os rebaixados títulos da dívida dos Estados Unidos.

Para se ter uma ideia, por conta de uma demanda elevada, o juro dos papeis de 10 anos da dívida dos EUA tocou a mínima de 2,325%, o nível mais baixo desde janeiro de 2009 e pouco acima da mínima recorde de 2,034%, atingida em dezembro de 2008, após o colapso do Lehman Brothers.

Já o ouro, renovou o recorde de alta e atingiu a paridade com a platina pela primeira vez desde o fim de 2008. O ouro spot chegou ao nível do metal mais caro ao atingir a marca histórica de US$ 1.715,29 a onça-troy. A platina spot, de seu lado, caiu brevemente à mínima do dia em US$ 1.703,00 por onça-troy, por conta dos temores com a demanda do metal fortemente ligado ao desempenho das indústrias.

O dólar, também usado como segurança por investidores, subiu 1,64%, para R$ 1,6120, maior patamar desde 26 de maio de 2011.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Greve contra reforma de Milei paralisa aeroportos e cancela voos entre Brasil e Argentina

Foto: X.com/Aerolineas Argentinas

A greve geral convocada por centrais sindicais da Argentina contra a reforma trabalhista do presidente Javier Milei provocou uma onda de cancelamentos e atrasos em voos entre o Brasil e o país vizinho nesta quinta-feira (19). A paralisação ocorre no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados argentina debate o projeto, já aprovado pelo Senado.

A mobilização foi liderada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) e tem duração prevista de 24 horas. Com a adesão de pilotos, trabalhadores aeroportuários e até funcionários responsáveis pelo abastecimento de aeronaves, o impacto no setor aéreo foi imediato.

A Aerolíneas Argentinas anunciou o cancelamento de 255 voos, afetando cerca de 31 mil passageiros e gerando prejuízo estimado em US$ 3 milhões. Desses, 21 voos envolviam rotas de ida ou volta ao Brasil.

Outras companhias que operam entre os dois países também registraram alterações. A Gol Linhas Aéreas informou que a paralisação comprometeu as operações em Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e Rosário, levando ao cancelamento de parte dos voos. A LATAM Airlines afirmou que precisou ajustar sua malha aérea após sindicatos da Intercargo — responsável pelos serviços de rampa nos aeroportos argentinos — aderirem ao movimento. Segundo a empresa, alguns voos podem sofrer mudança de horário ou data.

A JetSMART cancelou todos os voos domésticos na Argentina e os internacionais desta quinta-feira, medida que atinge 96 operações e cerca de 17 mil passageiros. Já a Flybondi transferiu suas operações do Aeroporto Jorge Newbery para o Aeroporto Internacional de Ezeiza, em Buenos Aires, mas informou que seus voos internacionais, incluindo os com destino ao Brasil, foram mantidos.

A greve amplia a pressão sobre o governo Milei em meio à tramitação de mudanças estruturais nas leis trabalhistas, enquanto passageiros enfrentam incertezas e prejuízos com a interrupção das viagens.

Com informações da CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Câmara de Natal confirma adiamento da abertura do ano legislativo

Foto: Reprodução

A Câmara Municipal do Natal confirmou o adiamento da Sessão Solene de Abertura dos Trabalhos Legislativos, que estava prevista para o dia 19 de fevereiro. A nova data definida é 23 de fevereiro de 2026 (segunda-feira), às 9h.

De acordo com a Casa Legislativa, a mudança ocorreu em razão da impossibilidade de comparecimento do prefeito Paulinho Freire por questões de saúde. A medida, segundo a Câmara, busca assegurar a harmonia entre os poderes e garantir a presença do chefe do Executivo para a leitura da tradicional Mensagem Anual.

O adiamento foi oficializado por meio do Ato da Presidência nº 03/2026.

Confira a nota na íntegra:

A Câmara Municipal de Natal informa que a Sessão Solene de Abertura dos Trabalhos Legislativos, anteriormente agendada para o dia 19 de fevereiro, foi adiada para o dia 23 de fevereiro de 2026 (segunda-feira), às 09h.

A alteração ocorre em virtude de impossibilidade de comparecimento do Chefe do Poder Executivo por questões de saúde, visando garantir a harmonia institucional e a presença do Prefeito para a leitura da Mensagem Anual, conforme o Ato da Presidência nº 03/2026.

Câmara Municipal de Natal

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Petistas silenciam sobre rebaixamento de escola de samba que fez desfile sobre Lula

Foto: Marcelo Theobald/Agência O Globo

Parlamentares alinhados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitaram comentar publicamente o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói, que levou à Marquês de Sapucaí um enredo em homenagem ao petista. A escola acabou ficando na última colocação do Grupo Especial, resultado que foi explorado por adversários políticos nas redes sociais.

Entre nomes próximos ao Planalto, o senador Randolfe Rodrigues e o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, se manifestaram sobre a apuração do carnaval carioca, mas sem mencionar diretamente o rebaixamento da agremiação. Randolfe destacou as escolas classificadas para o Desfile das Campeãs, enquanto Freixo parabenizou a Viradouro pela conquista do título.

Do outro lado, integrantes da oposição associaram a baixa pontuação ao enredo sobre o presidente. O senador Flávio Bolsonaro ironizou o resultado, afirmando que Lula seria “uma ideia ruim” tanto para governar quanto para samba-enredo. Já Carlos Bolsonaro criticou o uso de recursos públicos e classificou o desfecho como “derrota humilhante”. O deputado Nikolas Ferreira também comentou o episódio, relacionando o rebaixamento à situação do país sob o atual governo.

Aliados do presidente avaliam que o episódio pode gerar desgaste, especialmente junto ao eleitorado evangélico, que reagiu a uma das alas do desfile, intitulada “Neoconservadores em conserva”. A ala representava diferentes segmentos conservadores, incluindo grupos religiosos, o que motivou críticas de lideranças religiosas e entidades como a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e a OAB-RJ.

Na esfera jurídica, o Tribunal Superior Eleitoral rejeitou, por unanimidade, pedidos para impedir o desfile sob alegação de propaganda eleitoral antecipada. Os ministros entenderam que barrar a apresentação antes da avenida configuraria censura prévia, mas deixaram aberta a possibilidade de punição caso fossem constatadas irregularidades. Nos bastidores, integrantes do PT defendem aguardar o arrefecimento das críticas antes de avaliar eventuais impactos políticos do episódio.

Com informações do O Globo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Presidente da FEBRAC alerta que fim da escala 6×1 pode elevar custos, gerar desemprego e reajustes de preços

Foto: Divulgação

A Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac) manifesta preocupação com o avanço da proposta que prevê o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso). Segundo o presidente nacional da entidade, o empresário potiguar Edmilson Pereira, uma mudança imposta de forma abrupta, sem diálogo técnico e sem medidas compensatórias, pode gerar impactos significativos para o setor produtivo, especialmente para as pequenas e médias empresas que concentram grande parte dos empregos formais no Brasil. “É preciso haver uma ampla discussão, pois trata-se de uma iniciativa que pode resultar em repasses de preços, perda de competitividade, avanço da informalidade e até redução de postos de trabalho, o que implica no desemprego de pessoas”, detalha Edmilson.

Destacando que, embora o debate sobre qualidade de vida e equilíbrio entre trabalho e descanso seja legítimo, Edmilson lembra que o setor de serviços — que inclui limpeza, facilities, gestão de resíduos e recursos humanos — é hoje um dos principais pilares da geração de empregos no país. Dados do Novo Caged indicam que, entre janeiro e julho de 2025, o segmento registrou saldo positivo superior a 80 mil vagas formais. Trata-se de uma atividade intensiva em mão de obra, com contratos atrelados a licitações públicas e privadas, margens reduzidas e elevada carga tributária sobre a folha de pagamento.

Para a Febrac, a redução da jornada sem redução salarial implicaria aumento direto dos custos operacionais. Empresas que operam sete dias por semana (como hospitais, escolas, aeroportos e prédios públicos) teriam de ampliar seus quadros para manter a mesma oferta de serviços. O impacto financeiro tende a ser expressivo: ao manter o salário para menos dias trabalhados, o custo diário do empregado aumenta, exigindo novas contratações para cobrir a escala. Esse acréscimo pode superar 20% em determinados segmentos, pressionando contratos e reajustes de preços ao consumidor.

“Uma alteração desse porte precisa ser amplamente debatida. Mudanças precipitadas podem produzir desequilíbrios econômicos e sociais que atingem principalmente as pequenas empresas, que têm menor capacidade de absorção de custos adicionais”, afirma o presidente da Febrac, Edmilson Pereira.

Além do impacto direto na folha, Edmilson Pereira ressalta que o Brasil já possui uma das maiores cargas tributárias incidentes sobre o emprego formal. Encargos trabalhistas e previdenciários elevam substancialmente o custo de contratação. Sem medidas como a desoneração da folha ou uma transição gradual, o peso da mudança tende a recair exclusivamente sobre o empregador, e, por consequência, sobre a sociedade.

Diante disso, a Febrac também observa que a jornada média efetivamente trabalhada no Brasil já gira em torno de 39 horas — semanais, um valor inferior ao limite legal máximo de 44 horas previsto na Constituição Federal —, fruto de negociações coletivas e arranjos setoriais. Para a entidade, o modelo atual permite flexibilidade e adaptações conforme a realidade de cada segmento econômico. A imposição de uma regra única desconsidera a diversidade produtiva do país e pode comprometer serviços essenciais prestados à população.

“Essa proposta deve ser discutida no âmbito das convenções coletivas, respeitando as especificidades de cada setor. Sem uma transição responsável e sem a divisão equilibrada dos custos, inclusive com participação do Estado por meio da redução de encargos, corremos o risco de prejudicar exatamente o trabalhador que se pretende beneficiar”, destaca Edmilson Pereira.

A Federação finaliza reforçando que não é contrária ao debate sobre modernização das relações de trabalho, mas defende que qualquer mudança estrutural seja construída com responsabilidade fiscal, segurança jurídica e previsibilidade econômica. Para a entidade, o foco deve estar no impacto para toda a sociedade, garantindo a preservação do emprego formal, da competitividade das empresas e da continuidade dos serviços essenciais.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Prefeito Paulinho Freire é hospitalizado com virose e adia leitura da Mensagem Anual na Câmara de Natal

Foto: Reprodução

O prefeito Paulinho Freire foi hospitalizado na noite desta quarta-feira (18) após apresentar sintomas de virose. Em razão do quadro de saúde, ele não participará da Sessão de Abertura dos Trabalhos Legislativos, que estava prevista para acontecer nesta quinta-feira.

A informação foi confirmada pela Prefeitura do Natal. Com a ausência do chefe do Executivo, a Câmara Municipal do Natal irá remarcar a solenidade para a próxima segunda-feira (23), às 9h, quando o prefeito deverá realizar a leitura da tradicional Mensagem Anual.

O comunicado é assinado pelo secretário municipal de Governo, José Serafim da Costa Neto. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o estado de saúde do prefeito, apenas a informação de que ele apresentou sintomas de virose.

Confira a nota na íntegra:

NOTA

O prefeito Paulinho Freire foi hospitalizado na noite desta quarta-feira (18), com sintomas de virose.

O quadro impossibilita a participação na Sessão de Abertura dos Trabalhos Legislativos, que estava prevista para amanhã.

A Câmara Municipal do Natal agendará uma Sessão Especial para a próxima segunda-feira, dia 23/02, às 09h, quando será realizada a leitura da Mensagem Anual pelo Prefeito.

José Serafim da Costa Neto
Secretário Municipal de Governo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Correios reconhecem “ciclo vicioso de prejuízos” e rombo pode passar de R$ 9 bi em 2026

Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos admitiu, em documento interno da Diretoria Econômico-Financeira (Diefi), que a estatal entrou em um “ciclo vicioso de prejuízos”, marcado por perda de clientes, queda de receitas e deterioração operacional. O relatório aponta que a piora no desempenho foi determinante para os resultados negativos acumulados nos últimos trimestres.

A matéria é do g1. Segundo a diretora Loiane de Carvalho Bezerra de Macedo, a baixa qualidade operacional reduziu a geração de caixa e comprometeu a regularização de obrigações. O documento destaca que grandes clientes — responsáveis por mais de 50% da receita — passaram a negociar contratos de forma mais rígida, frustrando expectativas de recuperação financeira.

Até setembro de 2025, os Correios acumularam R$ 3,7 bilhões em débitos com fornecedores, empregados e tributos. O caixa também encolheu: entre janeiro e setembro, as entradas somaram R$ 16,94 bilhões, contra R$ 18,37 bilhões no mesmo período de 2024 — queda de 17,6%. A redução nas entradas de recursos chegou a R$ 3,23 bilhões. No mesmo intervalo, as saídas totalizaram R$ 16,68 bilhões.

Para tentar conter a crise, a estatal contratou R$ 13,8 bilhões em empréstimos ao longo de 2025, embora a maior parte dos recursos tenha sido incorporada ao caixa apenas no fim de dezembro. A projeção revisada indica prejuízo de R$ 5,8 bilhões em 2025. Para 2026, a estimativa é ainda mais preocupante: déficit de R$ 9,1 bilhões, sinalizando que o cenário de instabilidade financeira pode se aprofundar.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Mendonça promete “carta branca” à PF no caso Master e sinaliza mudança de rumo no STF

Foto: Fellipe Sampaio /STF

O ministro André Mendonça, novo relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal, afirmou a interlocutores que a Polícia Federal terá “carta branca” para conduzir as investigações. Segundo relatos confirmados pelo gabinete do magistrado, Mendonça considera o processo o mais relevante de sua trajetória e pretende tratá-lo com “extrema correção”.

A declaração foi interpretada nos bastidores como um gesto de respaldo à PF após os embates com o ex-relator do caso, Dias Toffoli. Durante sua condução, Toffoli impôs restrições ao trabalho da corporação, determinando que materiais apreendidos permanecessem sob análise exclusiva de peritos indicados por seu gabinete.

O tema também expôs divergências internas na Corte. O ministro Alexandre de Moraes, segundo relatos, teria feito críticas à atuação da PF em reunião reservada que resultou no afastamento de Toffoli da relatoria. Moraes teria afirmado que, caso surgissem achados envolvendo autoridades com prerrogativa de foro, a investigação não poderia prosseguir nesses termos, sob risco de nulidade.

O caso envolve apurações relacionadas ao Banco Master, incluindo um contrato de R$ 129 milhões firmado entre a instituição financeira e o escritório da esposa de Moraes. A nova condução do processo por Mendonça é vista como um divisor de águas dentro do Supremo, tanto pela relevância jurídica quanto pelas tensões institucionais já expostas.

Com informações da CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Enredo pró-Lula mobiliza R$ 9,6 milhões e inclui agendas no Planalto

Vídeo: Reprodução/Instagram

A escola de samba Acadêmicos de Niterói recebeu R$ 9,6 milhões em recursos públicos para o desfile deste ano, que teve como tema a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os valores vieram da Prefeitura de Niterói, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, do governo federal — por meio da Embratur — e da Riotur, ligada à Prefeitura do Rio.

A informação é da coluna da Andreza Matais, do Metrópoles. O enredo, intitulado “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, também contou com envolvimento direto de integrantes do governo. A primeira-dama Janja da Silva esteve na quadra da escola em duas ocasiões, em outubro de 2025 e fevereiro deste ano. Na última visita, foi acompanhada da ministra Anielle Franco, que divulgou o encontro nas redes sociais ao lado do presidente da agremiação, Wallace Palhares.

Registros oficiais apontam ainda que Palhares foi recebido ao menos duas vezes no Palácio do Planalto, em reuniões com a ministra Gleisi Hoffmann. Também participaram dos encontros André Ceciliano, o deputado Lindbergh Faria e o vereador Anderson Pipico (PT), de Niterói.

Do total repassado à escola, R$ 1 milhão veio da Embratur — mesmo valor destinado às demais integrantes do Grupo Especial. O Governo do Rio aportou R$ 2,5 milhões dentro de contrato de patrocínio com a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). A Prefeitura de Niterói contribuiu com R$ 4 milhões, enquanto a Riotur repassou R$ 2,15 milhões.

Apesar do investimento e da visibilidade política, a Acadêmicos de Niterói somou 264,6 pontos, a menor pontuação do Grupo Especial do carnaval carioca, e acabou rebaixada para a Série Ouro no próximo ano.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Pior desempenho em 4 anos: Acadêmicos de Niterói teve nota mais baixa desde 2022

Foto: Reprodução/Instagram

Fundada há apenas 7 anos, a Acadêmicos de Niterói, escola que fez homenagem ao presidente Lula (PT), recebeu a pior nota de um Grupo Especial do Rio desde 2022. Com apenas 264,6 pontos de 270 possíveis, a agremiação ficou em último lugar e foi rebaixada para a Série Ouro em 2027.

Estreante no Grupo Especial, a Acadêmicos perdeu pontos em todos os 9 quesitos avaliados pelos jurados. As piores notas foram em fantasia (29) e alegorias e adereços (29,1). O único 10 veio para o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, com dois jurados dando nota máxima.

Antes da apuração, a escola também foi multada em R$ 80 mil por problemas na dispersão do desfile, mas não perdeu pontos. O desafio principal da Acadêmicos de Niterói era evitar o chamado “efeito iô-iô”, quando uma escola sobe para o Grupo Especial e cai no ano seguinte — fenômeno raro, ocorrido apenas cinco vezes nos últimos 25 anos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Auditor da Receita admite acesso “acidental” a dados de familiar de ministro do STF e vira alvo da PF

Foto: Rosinei Coutinho/STF

A Polícia Federal investiga quatro servidores públicos por supostos acessos irregulares a dados fiscais de ministros do STF e de familiares. Um deles é o auditor fiscal da Receita Federal Ricardo Mansano de Moraes, que prestou depoimento preliminar e afirmou ter acessado, de forma “acidental”, informações ligadas a uma enteada do ministro Gilmar Mendes.

Segundo o próprio auditor, a consulta ocorreu por “infelicidade”, sem intenção de violar o sigilo fiscal. O caso é apurado em inquérito que investiga acessos sem autorização e fora de qualquer justificativa funcional, o que, em termos simples, significa entrar em dados protegidos sem que o trabalho exigisse isso.

Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, Mansano foi alvo de mandado de busca e apreensão. Ele teve os sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados, foi afastado das funções públicas, está proibido de sair da cidade onde mora e deve cumprir recolhimento domiciliar noturno e aos fins de semana. O passaporte também foi apreendido.

Atualmente, o auditor está lotado na Delegacia da Receita Federal em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Entre os investigados, ele é o que recebe o maior salário. Conforme apurado, Mansano chegou a receber R$ 51 mil em dezembro de 2025. O salário atual é de R$ 38.261,86, valor que pode aumentar com indenizações e gratificações.

Mansano ingressou no serviço público em 27 de novembro de 1995. Ao longo da carreira, atuou no Ministério da Fazenda e no Ministério da Economia, com registros frequentes em atos administrativos publicados no Diário Oficial da União desde a década de 1990.

Além dele, também são investigados Luiz Antônio Martins Nunes, técnico do Serpro desde 1981, com salário de R$ 12.778,82; Luciano Pery Santos Nascimento, técnico do Seguro Social lotado na Delegacia da Receita Federal em Salvador, que recebe R$ 11.517,49; e Ruth Machado dos Santos, técnica do Seguro Social na Delegacia da Receita Federal em Santos (SP), que ingressou no órgão em abril de 1994 e recebe R$ 11.128,16.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *