Judiciário

Juiz Marcelo Bretas é acusado de negociar penas, orientar advogados e combinar com o MP, destaca reportagem Veja

Foto: Reprodução/Veja

Em outubro do ano passado, um advogado pouco conhecido em Brasília, mas famoso em algumas rodas do Rio de Janeiro, telefonou para o Supremo Tribunal Federal (STF). Havia muito se ouvia falar dele em gabinetes importantes da capital. Assustado, o criminalista acabara de ser alvo de mandados de busca e teve celulares e computadores apreendidos pela Polícia Federal. Nythalmar Dias Ferreira Filho, de 31 anos, queria uma audiência com o ministro Gilmar Mendes, um crítico ferrenho dos métodos considerados pouco ortodoxos empregados pelos investigadores da Lava-Jato. Ele se dizia vítima de perseguição e queria consultar o ministro sobre a possibilidade de obter um acordo de colaboração. Em troca de benefícios, se propunha a testemunhar e apresentar provas de graves ilegalidades que, segundo ele, foram cometidas pelo braço fluminense da operação. Sem saber exatamente do que se tratava, Mendes não o atendeu. O advogado, porém, não estava blefando e insistiu com outras autoridades. O que ele estava disposto a contar, afinal, tinha tudo para se transformar em mais um ruidoso escândalo judicial.

Cinco meses depois dessa primeira tentativa, Nythalmar assinou um acordo com a Procuradoria-Geral da República. VEJA teve acesso à íntegra dos anexos apresentados pelo advogado — os resumos dos segredos que o colaborador se compromete a revelar às autoridades. O alvo principal do delator é o juiz Marcelo Bretas, responsável pelos processos da Lava-Jato no Rio de Janeiro. O magistrado ganhou notoriedade pelo seu trabalho à frente da 7ª Vara Federal em processos que resultaram na prisão de políticos importantes, como o ex-presidente Michel Temer e o ex-governador Sérgio Cabral, e de empresários do porte de Fernando Cavendish, ex-do­no da construtora Delta, e Eike Batista, que já foi um dos homens mais ricos do país. Segundo o criminalista, Bretas não é imparcial. Muito pelo contrário. Ele se comporta como policial, promotor e juiz ao mesmo tempo: negocia penas, orienta advogados, investiga, combina estratégias com o Ministério Público, direciona acordos, pressiona investigados, manobra processos e já tentou até influenciar eleições — evidentemente tudo à margem da lei.

Arte diálogo entre Nythalmar e Bretas

Nythalmar promete apresentar provas de todas essas acusações. A principal delas é a gravação de uma conversa entre ele, o juiz e um procurador da República encarregado da Lava-Jato. Em 2017, os três discutiam uma estratégia para convencer o empresário Fernando Cavendish a confessar seus crimes mediante o oferecimento de algumas vantagens judiciais. No áudio, cuja transcrição faz parte do material obtido por VEJA, o juiz diz a Nythalmar, representante de Cavendish, que havia sondado o Ministério Público sobre um acordo e, caso tudo saísse como combinado, poderia “aliviar” a pena do empresário. “Você pode falar que conversei com ele, com o Leo, que fizemos uma video­conferência lá, e o procurador me garantiu que aqui mantém o interesse, aqui não vai embarreirar”, diz Bretas ao advogado. Leo é o procurador Leonardo Cardoso de Freitas, então coordenador da Lava-Jato no Rio de Janeiro. O procurador também participava da conversa, realizada através de videoconferência. Na se­quência, Bretas garante que a sentença do empresário será abrandada.

“E aí deixa comigo também que eu vou aliviar. Não vou botar 43 anos no cara. Cara tá assustado com os 43 anos”, diz o juiz. Conhecido pela rigidez de seus veredictos, Bretas, ao citar os tais “43 anos”, se referia ao pânico que se espalhou entre os investigados quando ele anunciou sua decisão de condenar por corrupção o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear, a 43 anos de prisão logo no início da Lava-Jato, em 2016. A sentença imposta a Pinheiro, naquele momento a maior da operação, gerou um temor generalizado nos réus. “Foi boa então você ter colocado 43 no Othon, né?”, elogia o advogado no diálogo gravado. Entre risadas, Bretas confirma: “É, ooo”. A conversa produziu os resultados esperados pela trinca. Logo Cavendish começou a confessar seus crimes e mais tarde assinou um acordo de delação premiada com o Ministério Público. O empreiteiro, entre outras revelações, confessou o pagamento de milhões em propina a vários políticos e, em troca, ganhou o direito de responder ao processo em liberdade.

ACUSAÇÕES - A delação tem oito anexos que tratam de manobras, combinações, estratégias, acordos e negociações ilegais que teriam sido feitas pelo juiz e pelos procuradores da força-tarefa da Lava-Jato no Rio de Janeiro – ./. Foto: Veja

No anexo da delação, em que detalha a importância do áudio apresentado como prova da suposta atuação irregular de Marcelo Bretas na Lava-Jato, o advogado diz que a conversa “demonstra de forma inequívoca que o juiz responsável, juntamente com os membros da força-tarefa, montou um esquema paraestatal, ilegal de investigação, acusação e condenação”. “O diálogo demonstra claramente que o juiz não só tinha ciência das colaborações antes de serem fechadas, bem como participava, negociava e intermediava com a ciência, participação e cooperação do MPF nas investigações, fato este gravíssimo”, relata o delator. Para garantir o direito de qualquer cidadão a um juiz imparcial, a lei proíbe que julgadores se aliem a acusadores ou a advogados em busca de um resultado judicial comum, que participem da produção de provas ou integrem as negociações para a formalização de acordos de colaboração. Qualquer atitude nesse sentido fere o devido processo legal e torna-se uma afronta ao estado democrático de Direito. No ano passado, o STF anulou uma condenação no caso Banestado por considerar que o então juiz Sergio Moro atuou de forma ilegal ao colher o depoimento de um delator e anexar documentos ao processo sem avisar a defesa.

Desde 2016, Nythalmar Ferreira atuava na Vara comandada por Marcelo Bretas. A proximidade dele com o juiz sempre suscitou rumores de que o jovem advogado recebia tratamento privilegiado, especialmente devido à sua rápida ascensão profissional e à invejável carteira de clientes que conquistou, o que lhe rendeu, inclusive, a investigação por tráfico de influência que resultou nas buscas em seu escritório. No acordo de delação, o advogado faz um raio-X de suas relações com o juiz da Lava-Jato fluminense e relata que de fã incondicional de pautas lavajatistas passou a presenciar pressões para que réus confessassem crimes em troca de penas mais brandas ou, no caso de empresários, a sobrevivência de seus negócios. Em um dos episódios mais notáveis desse comportamento impróprio, revela o delator, o juiz intermediou um acordo informal com o ex-governador Sérgio Cabral em que a moeda de troca seria poupar a ex-primei­ra-dama Adriana Ancelmo das investigações de corrupção.

No Anexo II do acordo de colaboração, Nythalmar afirma que, por volta de maio de 2018, a pedido do filho de Cabral, procurou Bretas com a proposta de livrar Adriana. O juiz concordou, ajustou os detalhes com o procurador Eduardo El Hage, então chefe da Lava-Jato no estado, e deu orientações para que Cabral e a ex-primeira-dama redigissem uma carta de próprio punho “abrindo mão de todo o patrimônio”. Para dissimular a combinação, Nythalmar afirma que o MP recorreu da decisão — tudo acertado entre as partes. Preso em Bangu 8, Sérgio Cabral passou a confessar seus crimes a Bretas em junho de 2018. Em agosto do mesmo ano, o magistrado revogou a prisão domiciliar de Adriana Ancelmo e autorizou que ela respondesse às acusações em liberdade. O delator informou que tem guardada uma gravação que “demonstra a participação, ciência e aquiescência de acordo similar” ao do ex-governador.

Desde o início da operação, os investigadores da Lava-Jato nunca esconderam suas desconfianças em relação à atuação dos juízes dos tribunais superiores de Brasília. No Anexo IV da delação, Nythalmar revela que Bretas e os procuradores se uniram numa manobra que constrangeria o ministro Gilmar Mendes, relator dos casos que envolviam o Rio de Janeiro. Em São Paulo, havia uma investigação que tinha como alvo o ex-presidente da empresa paulista de infraestrutura rodoviária (Dersa) Paulo Preto, apontado por delatores como operador financeiro do PSDB. Gilmar, como se sabe, tem ligações históricas com políticos do partido — ele foi indicado ao STF pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na tentativa de pegar algum elo entre o investigado e o ministro, Bretas e os procuradores fluminenses tentaram transferir essa investigação para o Rio de Janeiro. Além do constrangimento, a mudança de jurisdição poderia ser usada como argumento para a escolha de um novo relator do caso. O objetivo da manobra era abrir “caminho, na visão deles, para a Lava-Jato de São Paulo ocorrer no Rio de Janeiro com mais tranquilidade, sem ser tolhida ou vigiada pelo ministro Gilmar Mendes”. O delator informou que é possível recuperar a troca de mensagens que existe entre ele e o juiz que detalham ponto a ponto essa estratégia.

Punido recentemente pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) por ter participado de atos políticos ao lado do presidente Jair Bolsonaro, Marcelo Bretas até há pouco tempo não escondia sua proximidade com detentores de mandatos eletivos. O mais notório deles, o ex-governador do estado Wilson Witzel (PSC), afastado do cargo após um processo de impeachment. Witzel e seu adversário nas eleições de 2018, o atual prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), protagonizam um tormentoso anexo do acordo de delação de Nythalmar. Sob o título de “interferências nas eleições de 2018”, o terceiro capítulo da colaboração premiada do advogado acusa Bretas de ter atuado deliberadamente para influenciar o resultado das eleições que alçaram Witzel ao Palácio Guanabara. Às vésperas do primeiro turno da disputa de 2018, o juiz teria vazado o depoimento de um ex-assessor de Paes, então líder nas pesquisas de intenção de voto, acusando o candidato de envolvimento em fraude de licitações e recebimento de propina. O delator informou ter ouvido do próprio Bretas a revelação de que ele nutria antipatia pelo ex-­prefeito e que “foi importante que a população fluminense soubesse quem era Eduardo Paes antes da eleição”.

Ainda de acordo com o delator, em busca de um armistício, já no segundo turno, o candidato Paes teria se comprometido, caso eleito, a nomear uma irmã de Bretas para uma secretaria no futuro governo. Nesse mesmo período, Nythalmar afirma ter havido outra negociação incomum envolvendo o juiz, Eduardo Paes e Wilson Witzel. Segundo ele, após ser derrotado por Witzel, Paes fez um acordo informal com o magistrado, por meio de um advogado de sua campanha, garantindo que abandonaria a política “em troca de não ser perseguido”. Witzel, por outro lado, nomeou Marcilene Cristina Bretas, a irmã do juiz, para um cargo na Controladoria-Geral do Estado. A VEJA, o juiz Marcelo Bretas disse que não conhece o teor da delação de Nythalmar, mas afirmou que não há irregularidades no trabalho da 7ª Vara e desqualificou as acusações de que atua­ria com parcialidade na condução da Lava-Jato fluminense. “A pessoa pode falar o que quiser. Já há algum tempo querem achar alguma coisa para indicar (contra mim), mas vamos esperar que alguém demonstre alguma coisa, porque falar realmente é muito fácil”, disse. O áudio, no caso, atrapalha o raciocínio do magistrado.

Aprovado pela Procuradoria-Geral da República, o acordo de delação do advogado ainda precisa ser homologado pela Justiça. Se isso acontecer — e se ele efetivamente conseguir provar todas as graves acusações que fez —, estará aberto o caminho para um segundo capítulo da Vaza-Jato. Em 2019, a partir da divulgação de diálogos captados por criminosos virtuais, a atuação da força-tarefa da Lava-Ja­to em Curitiba foi posta em xeque, manchando a credibilidade da operação e a imparcialidade do ex-­juiz Sergio Moro. Com as revelações de Nythalmar, o braço carioca da operação passa a correr o mesmo risco.

Veja

Opinião dos leitores

  1. Foi criado uma quadrilha dentro do sistema judiciário brasileiro para dá o golpe, tirar direitos do povo, entregar o pré sal e entregar nosso patrimônio. Todos devem pagar pelo que fizeram com o país, começando pelo moro e o dallagnol.

  2. Nada demais em dar um “incentivo” para que um criminoso cobfesse seus malfeitos. Delação premiada funciona assim. Ao que parece, o juiz não obteve vantagem pessoal. Então, segue o jogo.

    1. As pessoas nem sabem ou entendem as relações do judiciário e já começam a criticar o juiz. Lembre-se que TUDO Isso é uma narrativa da esquerda comprada pela direita para dar voz a apenas dois candidatos: Lula e Bolsonaro e de quebra vem Cabral, Cunha e sua turma. Aprendam pensar. Depois critiquem os Juízes.

  3. Calígula inalador de ozônio acusou o golpe. Ruminante fraco que nem o chefe miliciano dele…

  4. Lembro no inicio da lava jato, uma programa da veja hospedado no youtube com Guilherme Boulos e um jornalista chamado Demetrio Magnoli. Nesse programa o sr. Demetrio ja dizia que o PT, ao perder o poder, iria criar inúmeras narrativas que pudessem creditar o retorno de toda a quadrilha. Dão a entender que toda a corrupção, comprovada através de delações, documentos e horas de interrogatórios, não passaram de “perseguição” de um grupo de juízes. E o pior é que tem um bando de toPTeras que acreditam.

  5. Não vi nada demais. A suposta negociação foi apenas para convencer o cara a confessar seus crimes. Por que um criminoso iria confessar seus delitos se não obtiver alguma vantagem? Aliás, a tal “delação premiada” baseia-se nisso. E o juiz, ao que parece, não auferiu vantagem pessoal com isso. No Brasil, muitas vezes o poste quer mijar no cachorro. Segue o jogo.

  6. Não esperava nada diferente vindo de um juuzeco que vai para palanque dançar com Crivella e o Genocida “em nome de Deus”, fazendo política tacanha.

    1. Eu só vi um caçador de bandido no trecho em destaque. Leu alguma coisa além da manchete, amigo? Mexer com gente poderosa é isso mesmo, gravar um juiz… tem que respeitar esses mafiosos. E tem analfabeto funcional que ainda se deixa levar pelas narrativas encharcadas de interesses.

    1. Criança, vc saiu de qual sarjeta? Beijos de Luz do Calígula kkkk

  7. Aqui juntou a manada de zebu guzerá mugindo: Calígula (biba), Direita (des)honesta, dentre outros puxa-sacos pagos. Este blog virou uma estrebaria… mas nessa matéria aqui, o gado num solta nem peido…

    1. Calma criança, cuide do coração para não infartar, ainda quero tiver por aqui na Vitória do Bozo kķkkk bjs de Luz do Calígula

    2. O interessante é que aqui, ” no comentários do leitor”, o juiz já foi condenado . kkkkkkk Mil vezes canalhas . Seres desprezíveis que são sanguessugas do erário público e comedores de pão com mortadela. Estamos de olho!!!

  8. Hô BG, veja, Globo, UOL, foice de São Paulo e Estadão, aqui não. Não rebaixe ou se iguale a esses jornalecos escrôtos, sem credibilidade.

  9. Normal demais isso nos tribunais. O que está errado é uma revista que hoje presta um desserviço a população querer denegrir um juiz que mostrou ao brasileiro quem são os políticos que eles elegeram. Os juizes só mostraram a todos que para se ganhar dinheiro e ficar rico feito essas empreiteiras ou ao Eike tem que pagar propina a político.

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[VÍDEO] Paulinho Freire fala em “aumentar votação de Flávio Bolsonaro em Natal” para sair na frente de Lula no 2º turno

O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), afirmou que pretende mobilizar prefeitos do Rio Grande do Norte para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. “Eu tenho certeza que nós vamos reverter muitos votos”, declarou durante encontro com lideranças políticas.

Sobre Natal, Paulinho citou que Flávio perdeu o primeiro turno para Lula por apenas quatro pontos percentuais e afirmou que a campanha irá às ruas para tentar reverter o resultado. “Aqui em Natal, nós vamos fazer tudo pra virar”, disse.

Paulinho também citou os resultados de Flávio em Parnamirim e Galinhos e defendeu a união dos gestores municipais em torno da candidatura. Ele também pediu que os prefeitos presentes conversem com os colegas que não participaram do encontro para reforçar a mobilização.

“É importante a gente ter um conterrâneo na primeira linha do governo federal”, afirmou, ao mencionar a possibilidade de um potiguar ocupar posições de destaque em Brasília e facilitar o diálogo dos municípios com a União. O prefeito também homenageou Álvaro Dias, Babá e Coronel Hélio pela participação na campanha e disse que os três serão importantes na nova fase da disputa.

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Executivo da Veja é alvo de Fake News após reportagens da revista sobre repasse de R$ 30 milhões de Vorcaro para documentário sobre Lula

Foto: VEJA/Reprodução

O executivo Fábio Carvalho, chairman e publisher da Editora Abril, responsável pela revista VEJA, passou a ser alvo de Fake News após a publicação de reportagens sobre repasse de R$ 30 milhões de Daniel Vorcaro para um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre as informações falsas divulgadas está a de que Carvalho teria participado de um jantar de empresários em apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), realizado em São Paulo, em 27 de agosto. Segundo a VEJA, o executivo estava fora da capital paulista na data do encontro, tendo viajado naquela manhã e retornado apenas em 30 de agosto.

A revista atribui a origem da informação falsa a um artigo publicado pela revista Piauí, assinado por João Moreira Salles, que incluiu Carvalho na lista de participantes do jantar. A publicação critica a ausência de correção do texto. A VEJA também nega a informação de que Carvalho teria comprado um triplex ligado a Vorcaro por meio da empresa Enforce. Segundo a revista, o executivo nunca teve participação societária na companhia.

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[VÍDEO] “Vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente no seu filho”, diz Flávio

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (10), em ato no Rio de Janero, que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), colocará a faixa presidencial nele em janeiro de 2027.

“Vocês verão, na data da posse, Flávio Nantes Bolsonaro fazendo uma oração, entregando o Brasil nas mãos de Deus. Vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente no seu filho”, disse, após erguer uma bandeira com a foto do pai.

Flávio também declarou alguns de seus planos, se for eleito presidente. “Em janeiro do ano que vem, nós vamos declarar guerra ao narcotráfico no Rio de Janeiro e no Brasil. Ladrão de celular vai ficar oito anos preso e vai ter que trabalhar para pagar sua estadia. Vamos reduzir a maioridade penal, porque menor de idade que comete crime como gente grande, vai pagar como gente grande”, disse.

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Rogério reúne mais de 100 prefeitos e lideranças do RN para reforçar campanha de Flávio Bolsonaro no 2º turno


O senador Rogério Marinho, presidente do PL no Rio Grande do Norte, reuniu nesta manhã de sábado (10) mais de 100 prefeitos e lideranças de municípios de todas as regiões do Estado. O encontro, realizado em um hotel de Natal, teve como objetivo traçar estratégias para reforçar a campanha de Flávio Bolsonaro no 2º turno para presidente da República.

“Já registramos no primeiro turno um grande crescimento de Flávio Bolsonaro em praticamente todos os municípios do Estado, e nossa meta agora é melhorar ainda mais este desempenho no 2º turno. Com o empenho de todos aqui, temos certeza que vamos contribuir para a vitória de Flávio, e juntos vamos mudar o Brasil”, disse Rogério.

O encontro contou com as presenças de Álvaro Dias, Babá Pereira e Coronel Hélio, chapa do partido ao Governo e ao Senado pelo PL, recebendo ambos uma expressiva votação. Também esteve presente o prefeito Paulinho Freire, o presidente da Femurn, José Augusto Rêgo, os deputados federais General Girão e Carla Dickson, a deputada federal eleita Nina, os deputados estaduais Dr. Kerginaldo, Coronel Azevedo e Tomba Farias, a deputada estadual eleita Camila Araújo, o presidente da Câmara Municipal de Natal, Ériko Jácome, e o futuro presidente da Casa, Aldo Clemente, além de dezenas de vereadores, vice-prefeitos e ex-prefeitos.

Opinião dos leitores

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[VÍDEO] Após pedido de Cadu, Lula promete terceira ponte ligando zonas Norte e Sul de Natal

Durante ato da campanha presidencial na manhã deste sábado no bairro do Alecrim, em Natal, o presidente Lula (PT) prometeu construir a terceira ponte de Natal, ligando as zonas Norte e Sul da capital potiguar.

O compromisso foi anunciado após um pedido público de Cadu de Lula (PT), candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, que disputa o segundo turno contra Allyson Bezerra (União Brasil).

“Não tem nada que a Fátima pediu que não fosse feito aqui nesse estado. Portanto, o pedido agora do Cadu será tratado com o mesmo carinho e com a mesma respeitabilidade do pedido da governadora Fátima”, declarou Lula em resposta ao pedido de Cadu.

Em seguida, Lula completou a fala afirmando que “se o Rio Grande do Norte precisa da terceira ponte, terá a terceira ponte, Cadu. Compromisso assumido”.

Opinião dos leitores

  1. O PT está governando o RN há 08 anos e não construiu essa terceira ponte, com Lula na Presidência. Lula está derretendo nas pesquisas e Cadu de Fátima não será eleito.
    Se Alysson mantiver um bom relacionamento com o futuro governo federal, aí sim, poderá ser construída uma nova ponte.

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Janja reage contra ideia de aproximar deputada eleita Ana Elisa de Lula em campanha: ‘Só se for para perder mesmo’

Fotos: Reprodução

A primeira-dama Janja da Silva reagiu com uma crítica à sugestão de incluir a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) na estratégia digital da campanha de Lula no segundo turno.

Conforme apurou a Coluna do Estadão, a primeira-dama reagiu prontamente à sugestão: “Só se for para perder mesmo”, disparou. Procurada pela coluna, Janja não se manifestou.

A proposta foi apresentada por um candidato derrotado durante uma reunião de dirigentes petistas realizada na terça-feira (6), dois dias após o primeiro turno. A ideia era gravar vídeos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao lado da parlamentar de 21 anos, uma das mais votadas do partido em Minas Gerais.

Apesar da reação de Janja, a estratégia foi aprovada, e Lula gravou vídeos com a jovem deputada. A iniciativa, porém, gerou repercussão negativa após opositores resgatarem publicações antigas de Ana Elisa nas redes sociais. Entre as mensagens divulgadas estão críticas a pessoas brancas, defesa do bloqueio de plataformas digitais e ataques a apoiadores da direita e a evangélicos. As postagens resgatadas de Ana Elisa foram feitas entre 2020 e 2026.

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[VÍDEO] No RN, em ato no Alecrim, Lula dobra a aposta e repete Fake News

Em ato de campanha na manhã deste sábado (10), buscando a reeleição, o presidente Lula (PT) dobrou a aposta e voltou a repetir Fake News sobre fim de programas de governo “se essa gente ganhar”, em referência à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

“É importante que vocês saibam que se essa gente ganhar as eleições, tudo aquilo que foi conquista do Nordeste será destruído. Será o fim do Farmácia Popular, será o fim dos Institutos Federais, será o fim do financiamento das bolsas [de estudo], será o fim do Minha Casa, Minha Vida e será o fim do desenvolvimento do Nordeste”, disse Lula ao lado de Fátima Bezerra e Cadu.

Opinião dos leitores

  1. Então será o fechamento do Brasil, pois o nosso futuro presidente Flávio Bolsonaro ganhará, só não sei a quem entregaremos as chaves? Se prepara…. Estão no modo desespero.

  2. KKKKKK…..LULA NÃO TEM TEMPO DE FAZER NEM UMA PONTE NO DENTE……QUANTO MAIS A DA Z NORTE DE NATAL……

  3. Flávio vai controlar as ondas do mar para evitar a prática de esportes; os ventos para ficar mais abafado e cobrar para circular; vai mandar pintar o sol de preto para o povo não ver a luz do dia, vai parar os percursos dos rios para a água não chegar à população; vai mandar calar os pássaros para não ouvirmos a sua cantoria; vai extirpar da fauna amazônica as girafas, os leões, os elefantes, os rinocerontes… Meu vizinho petista que falou.

  4. Flávio vai controlar as ondas do mar para evitar a prática de esportes; os ventos para ficar mais abafado e cobrar para circular; vai mandar pintar o sol de preto para o povo não ver a luz do dia, vai parar os percursos dos rios para a água não chegar à população; vai mandar calar os pássaros para não ouvirmos a sua cantoria; vai extirpar da fauna amazônica as girafas, os leões, os elefantes, os rinocerontes… Meu vizinho petista que falou.

  5. O QUE É UM PEIDO PRA QUEM JÁ ESTÁ TODO CAGADO? VAI QUE CCCOOOLLLAAAA!!!!👺👺👺👺👺👺👺👺👺👺👺👺👺👺

  6. Como um ser humano pode ser tão despresível, mau caráter, mentiroso, manipulador. Mas, pior do que ele, é quem ainda acredita nele.

  7. Feche os bolsos e segura os celulares, que LULADRAO tá chegando, ele é sua quadrilha de PTralhas. Só bandidos.

  8. Esse canalha é um mentiroso sem vergonha, encantador de jumentos, só estes alienados cego de guia é quem a credita neste psicopata.

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Leilões integram a programação de negócios da 64ª Festa do Boi

A 64ª Festa do Boi, que acontece de 9 a 17 de outubro, no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim, organizada pela Associação Norte-Rio-Grandense de Criadores- ANORC- terá os leilões como um dos destaques da programação voltada aos negócios e à valorização da atividade agropecuária no Rio Grande do Norte.

Considerada uma das principais vitrines do agronegócio nordestino, a Festa do Boi reúne criadores, produtores, empresas, instituições e profissionais do setor em uma programação que combina exposição de animais, julgamentos, torneios, gastronomia, entretenimento e oportunidades de negócios.

Entre os momentos mais aguardados estão os leilões de animais, que colocam em evidência genética, qualidade e tradição de diferentes raças, além de movimentarem o mercado durante a programação da exposição.

O presidente da ANORC Orlando Procópio fala sobre as novidades para este ano. “Embora tenhamos um número menor de leilões com relação ao ano passado, nós vamos manter a festa com os três principais, onde a tradição é extremamente importante para quem produz genética. Teremos o leilão mais que tradicional que é o da ANQM, o da EMPARN nem se fala que é da empresa de pesquisa do nosso estado e o Sindi Estrelas, o primeiro leilão oficial da raça Sindi”, enfatiza e ressalta que sempre diz que é melhor ter pouco com qualidade do que ter muito de forma aleatória. A programação dos leilões deste ano está com uma qualidade genética para ajudar a pecuária nacional e não somente a do nosso Rio Grande do Norte. No ano do contexto da “Mulher no Agro”, todas as juradas que irão comandar a pista de julgamento de todas as raças, serão mulheres!

Leilão ANQM – Quarto de Milha

Abrindo a agenda de remates, o Leilão ANQM será realizado no sábado (10), às 14h, com animais da raça Quarto de Milha.

Conhecido por sua versatilidade, desempenho e aptidão para diferentes modalidades e atividades no campo, o Quarto de Milha tem forte presença na pecuária e no mercado equestre. O leilão integra a programação da Festa do Boi como uma oportunidade para criadores e investidores conhecerem animais selecionados e ampliarem seus plantéis.

Leilão EMPARN e Convidados

No domingo (11), às 15h, será a vez do Leilão EMPARN e Convidados, reunindo animais e criadores em mais uma oportunidade de negócios dentro da programação da exposição.

A participação da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) reforça a importância da pesquisa, da tecnologia e do melhoramento da atividade agropecuária para o desenvolvimento do setor no estado.

O remate também contará com convidados, ampliando a oferta de animais e a participação de criadores no evento.

Leilão Sindi Estrelas

Já na quinta-feira (15), às 19h, a programação será dedicada à raça Sindi, com o Leilão Sindi Estrelas.
Originário do Paquistão e reconhecido por sua adaptação às condições de clima quente, o Sindi possui presença importante na pecuária brasileira, especialmente em regiões de clima tropical. O leilão será mais um momento de encontro entre criadores e profissionais interessados em genética, qualidade e evolução dos rebanhos.

Negócios que movimentam a Festa do Boi

Os três leilões integram a programação de negócios da 64ª Festa do Boi, reforçando o papel da exposição como espaço de encontro entre produtores, criadores, empresas e consumidores.

Além dos remates, a programação contará com exposição de animais, julgamentos, torneios, máquinas e equipamentos agrícolas, além de atrações voltadas ao público infantil, gastronomia e entretenimento.
A expectativa é de que a 64ª edição da Festa do Boi mais uma vez reúna diferentes segmentos da cadeia produtiva e destaque a força do agronegócio potiguar e nordestino.

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[VÍDEO] Veja imagens da movimentação no Alecrim em ato da campanha de Lula

A concentração de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou na manhã deste sábado (10), no bairro do Alecrim, em Natal. O grupo aguarda a chegada do petista para o ato e discurso. A mobilização ocorre no cruzamento das ruas Presidente Leão e Coronel Estevam.

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Sem dinheiro para manutenção, universidades federais sofrem para conservar prédios e equipamentos de pesquisa

Foto: Pedro De Paula/Código 19/Agência O Globo

A falta de recursos para manutenção compromete a conservação de prédios, laboratórios e equipamentos de pesquisa nas universidades federais. Na UFPE, no Recife, três incêndios foram registrados em uma semana. O mais recente, na quarta-feira (7), destruiu o andar superior de um edifício de laboratórios, com prejuízo estimado em R$ 100 milhões em pesquisas acumuladas ao longo de décadas.

Relatório do Sindicato Nacional dos Docentes aponta que recursos federais para obras, reformas e compra de equipamentos permanentes somaram R$ 600 milhões em 2025, o menor patamar em quase 20 anos. Em 2011, o valor chegou a R$ 5,32 bilhões, corrigidos pela inflação.

O reitor da UFRJ, Roberto Medronho, afirma que mesmo universidades que conseguem verbas para adquirir equipamentos enfrentam dificuldades para mantê-los. “Quanto mais a gente cresce na pesquisa, mais orçamento para custeio precisamos, e esse orçamento não vem”, declarou.

A pesquisadora Maria Angélica Minhoto, da Unifesp, avalia que a redução dos investimentos acumulada desde 2014 ameaça a conservação das estruturas universitárias. O MEC, por sua vez, afirma que busca recuperar o orçamento das instituições desde 2023.

O histórico do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, também evidencia os riscos da falta de manutenção. Em 2018, um incêndio destruiu cerca de 80% do acervo. A reconstrução está estimada em R$ 520 milhões, dos quais aproximadamente R$ 350 milhões já foram captados. “Equipamentos e laboratórios você compra de novo, instala de novo. Mas o material histórico que estava lá nunca mais se recupera”, afirmou a vice-diretora do museu, Juliana Sayão.

Opinião dos leitores

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