Judiciário

Juiz Marcelo Bretas é acusado de negociar penas, orientar advogados e combinar com o MP, destaca reportagem Veja

Foto: Reprodução/Veja

Em outubro do ano passado, um advogado pouco conhecido em Brasília, mas famoso em algumas rodas do Rio de Janeiro, telefonou para o Supremo Tribunal Federal (STF). Havia muito se ouvia falar dele em gabinetes importantes da capital. Assustado, o criminalista acabara de ser alvo de mandados de busca e teve celulares e computadores apreendidos pela Polícia Federal. Nythalmar Dias Ferreira Filho, de 31 anos, queria uma audiência com o ministro Gilmar Mendes, um crítico ferrenho dos métodos considerados pouco ortodoxos empregados pelos investigadores da Lava-Jato. Ele se dizia vítima de perseguição e queria consultar o ministro sobre a possibilidade de obter um acordo de colaboração. Em troca de benefícios, se propunha a testemunhar e apresentar provas de graves ilegalidades que, segundo ele, foram cometidas pelo braço fluminense da operação. Sem saber exatamente do que se tratava, Mendes não o atendeu. O advogado, porém, não estava blefando e insistiu com outras autoridades. O que ele estava disposto a contar, afinal, tinha tudo para se transformar em mais um ruidoso escândalo judicial.

Cinco meses depois dessa primeira tentativa, Nythalmar assinou um acordo com a Procuradoria-Geral da República. VEJA teve acesso à íntegra dos anexos apresentados pelo advogado — os resumos dos segredos que o colaborador se compromete a revelar às autoridades. O alvo principal do delator é o juiz Marcelo Bretas, responsável pelos processos da Lava-Jato no Rio de Janeiro. O magistrado ganhou notoriedade pelo seu trabalho à frente da 7ª Vara Federal em processos que resultaram na prisão de políticos importantes, como o ex-presidente Michel Temer e o ex-governador Sérgio Cabral, e de empresários do porte de Fernando Cavendish, ex-do­no da construtora Delta, e Eike Batista, que já foi um dos homens mais ricos do país. Segundo o criminalista, Bretas não é imparcial. Muito pelo contrário. Ele se comporta como policial, promotor e juiz ao mesmo tempo: negocia penas, orienta advogados, investiga, combina estratégias com o Ministério Público, direciona acordos, pressiona investigados, manobra processos e já tentou até influenciar eleições — evidentemente tudo à margem da lei.

Arte diálogo entre Nythalmar e Bretas

Nythalmar promete apresentar provas de todas essas acusações. A principal delas é a gravação de uma conversa entre ele, o juiz e um procurador da República encarregado da Lava-Jato. Em 2017, os três discutiam uma estratégia para convencer o empresário Fernando Cavendish a confessar seus crimes mediante o oferecimento de algumas vantagens judiciais. No áudio, cuja transcrição faz parte do material obtido por VEJA, o juiz diz a Nythalmar, representante de Cavendish, que havia sondado o Ministério Público sobre um acordo e, caso tudo saísse como combinado, poderia “aliviar” a pena do empresário. “Você pode falar que conversei com ele, com o Leo, que fizemos uma video­conferência lá, e o procurador me garantiu que aqui mantém o interesse, aqui não vai embarreirar”, diz Bretas ao advogado. Leo é o procurador Leonardo Cardoso de Freitas, então coordenador da Lava-Jato no Rio de Janeiro. O procurador também participava da conversa, realizada através de videoconferência. Na se­quência, Bretas garante que a sentença do empresário será abrandada.

“E aí deixa comigo também que eu vou aliviar. Não vou botar 43 anos no cara. Cara tá assustado com os 43 anos”, diz o juiz. Conhecido pela rigidez de seus veredictos, Bretas, ao citar os tais “43 anos”, se referia ao pânico que se espalhou entre os investigados quando ele anunciou sua decisão de condenar por corrupção o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear, a 43 anos de prisão logo no início da Lava-Jato, em 2016. A sentença imposta a Pinheiro, naquele momento a maior da operação, gerou um temor generalizado nos réus. “Foi boa então você ter colocado 43 no Othon, né?”, elogia o advogado no diálogo gravado. Entre risadas, Bretas confirma: “É, ooo”. A conversa produziu os resultados esperados pela trinca. Logo Cavendish começou a confessar seus crimes e mais tarde assinou um acordo de delação premiada com o Ministério Público. O empreiteiro, entre outras revelações, confessou o pagamento de milhões em propina a vários políticos e, em troca, ganhou o direito de responder ao processo em liberdade.

ACUSAÇÕES - A delação tem oito anexos que tratam de manobras, combinações, estratégias, acordos e negociações ilegais que teriam sido feitas pelo juiz e pelos procuradores da força-tarefa da Lava-Jato no Rio de Janeiro – ./. Foto: Veja

No anexo da delação, em que detalha a importância do áudio apresentado como prova da suposta atuação irregular de Marcelo Bretas na Lava-Jato, o advogado diz que a conversa “demonstra de forma inequívoca que o juiz responsável, juntamente com os membros da força-tarefa, montou um esquema paraestatal, ilegal de investigação, acusação e condenação”. “O diálogo demonstra claramente que o juiz não só tinha ciência das colaborações antes de serem fechadas, bem como participava, negociava e intermediava com a ciência, participação e cooperação do MPF nas investigações, fato este gravíssimo”, relata o delator. Para garantir o direito de qualquer cidadão a um juiz imparcial, a lei proíbe que julgadores se aliem a acusadores ou a advogados em busca de um resultado judicial comum, que participem da produção de provas ou integrem as negociações para a formalização de acordos de colaboração. Qualquer atitude nesse sentido fere o devido processo legal e torna-se uma afronta ao estado democrático de Direito. No ano passado, o STF anulou uma condenação no caso Banestado por considerar que o então juiz Sergio Moro atuou de forma ilegal ao colher o depoimento de um delator e anexar documentos ao processo sem avisar a defesa.

Desde 2016, Nythalmar Ferreira atuava na Vara comandada por Marcelo Bretas. A proximidade dele com o juiz sempre suscitou rumores de que o jovem advogado recebia tratamento privilegiado, especialmente devido à sua rápida ascensão profissional e à invejável carteira de clientes que conquistou, o que lhe rendeu, inclusive, a investigação por tráfico de influência que resultou nas buscas em seu escritório. No acordo de delação, o advogado faz um raio-X de suas relações com o juiz da Lava-Jato fluminense e relata que de fã incondicional de pautas lavajatistas passou a presenciar pressões para que réus confessassem crimes em troca de penas mais brandas ou, no caso de empresários, a sobrevivência de seus negócios. Em um dos episódios mais notáveis desse comportamento impróprio, revela o delator, o juiz intermediou um acordo informal com o ex-governador Sérgio Cabral em que a moeda de troca seria poupar a ex-primei­ra-dama Adriana Ancelmo das investigações de corrupção.

No Anexo II do acordo de colaboração, Nythalmar afirma que, por volta de maio de 2018, a pedido do filho de Cabral, procurou Bretas com a proposta de livrar Adriana. O juiz concordou, ajustou os detalhes com o procurador Eduardo El Hage, então chefe da Lava-Jato no estado, e deu orientações para que Cabral e a ex-primeira-dama redigissem uma carta de próprio punho “abrindo mão de todo o patrimônio”. Para dissimular a combinação, Nythalmar afirma que o MP recorreu da decisão — tudo acertado entre as partes. Preso em Bangu 8, Sérgio Cabral passou a confessar seus crimes a Bretas em junho de 2018. Em agosto do mesmo ano, o magistrado revogou a prisão domiciliar de Adriana Ancelmo e autorizou que ela respondesse às acusações em liberdade. O delator informou que tem guardada uma gravação que “demonstra a participação, ciência e aquiescência de acordo similar” ao do ex-governador.

Desde o início da operação, os investigadores da Lava-Jato nunca esconderam suas desconfianças em relação à atuação dos juízes dos tribunais superiores de Brasília. No Anexo IV da delação, Nythalmar revela que Bretas e os procuradores se uniram numa manobra que constrangeria o ministro Gilmar Mendes, relator dos casos que envolviam o Rio de Janeiro. Em São Paulo, havia uma investigação que tinha como alvo o ex-presidente da empresa paulista de infraestrutura rodoviária (Dersa) Paulo Preto, apontado por delatores como operador financeiro do PSDB. Gilmar, como se sabe, tem ligações históricas com políticos do partido — ele foi indicado ao STF pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na tentativa de pegar algum elo entre o investigado e o ministro, Bretas e os procuradores fluminenses tentaram transferir essa investigação para o Rio de Janeiro. Além do constrangimento, a mudança de jurisdição poderia ser usada como argumento para a escolha de um novo relator do caso. O objetivo da manobra era abrir “caminho, na visão deles, para a Lava-Jato de São Paulo ocorrer no Rio de Janeiro com mais tranquilidade, sem ser tolhida ou vigiada pelo ministro Gilmar Mendes”. O delator informou que é possível recuperar a troca de mensagens que existe entre ele e o juiz que detalham ponto a ponto essa estratégia.

Punido recentemente pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) por ter participado de atos políticos ao lado do presidente Jair Bolsonaro, Marcelo Bretas até há pouco tempo não escondia sua proximidade com detentores de mandatos eletivos. O mais notório deles, o ex-governador do estado Wilson Witzel (PSC), afastado do cargo após um processo de impeachment. Witzel e seu adversário nas eleições de 2018, o atual prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), protagonizam um tormentoso anexo do acordo de delação de Nythalmar. Sob o título de “interferências nas eleições de 2018”, o terceiro capítulo da colaboração premiada do advogado acusa Bretas de ter atuado deliberadamente para influenciar o resultado das eleições que alçaram Witzel ao Palácio Guanabara. Às vésperas do primeiro turno da disputa de 2018, o juiz teria vazado o depoimento de um ex-assessor de Paes, então líder nas pesquisas de intenção de voto, acusando o candidato de envolvimento em fraude de licitações e recebimento de propina. O delator informou ter ouvido do próprio Bretas a revelação de que ele nutria antipatia pelo ex-­prefeito e que “foi importante que a população fluminense soubesse quem era Eduardo Paes antes da eleição”.

Ainda de acordo com o delator, em busca de um armistício, já no segundo turno, o candidato Paes teria se comprometido, caso eleito, a nomear uma irmã de Bretas para uma secretaria no futuro governo. Nesse mesmo período, Nythalmar afirma ter havido outra negociação incomum envolvendo o juiz, Eduardo Paes e Wilson Witzel. Segundo ele, após ser derrotado por Witzel, Paes fez um acordo informal com o magistrado, por meio de um advogado de sua campanha, garantindo que abandonaria a política “em troca de não ser perseguido”. Witzel, por outro lado, nomeou Marcilene Cristina Bretas, a irmã do juiz, para um cargo na Controladoria-Geral do Estado. A VEJA, o juiz Marcelo Bretas disse que não conhece o teor da delação de Nythalmar, mas afirmou que não há irregularidades no trabalho da 7ª Vara e desqualificou as acusações de que atua­ria com parcialidade na condução da Lava-Jato fluminense. “A pessoa pode falar o que quiser. Já há algum tempo querem achar alguma coisa para indicar (contra mim), mas vamos esperar que alguém demonstre alguma coisa, porque falar realmente é muito fácil”, disse. O áudio, no caso, atrapalha o raciocínio do magistrado.

Aprovado pela Procuradoria-Geral da República, o acordo de delação do advogado ainda precisa ser homologado pela Justiça. Se isso acontecer — e se ele efetivamente conseguir provar todas as graves acusações que fez —, estará aberto o caminho para um segundo capítulo da Vaza-Jato. Em 2019, a partir da divulgação de diálogos captados por criminosos virtuais, a atuação da força-tarefa da Lava-Ja­to em Curitiba foi posta em xeque, manchando a credibilidade da operação e a imparcialidade do ex-­juiz Sergio Moro. Com as revelações de Nythalmar, o braço carioca da operação passa a correr o mesmo risco.

Veja

Opinião dos leitores

  1. Foi criado uma quadrilha dentro do sistema judiciário brasileiro para dá o golpe, tirar direitos do povo, entregar o pré sal e entregar nosso patrimônio. Todos devem pagar pelo que fizeram com o país, começando pelo moro e o dallagnol.

  2. Nada demais em dar um “incentivo” para que um criminoso cobfesse seus malfeitos. Delação premiada funciona assim. Ao que parece, o juiz não obteve vantagem pessoal. Então, segue o jogo.

    1. As pessoas nem sabem ou entendem as relações do judiciário e já começam a criticar o juiz. Lembre-se que TUDO Isso é uma narrativa da esquerda comprada pela direita para dar voz a apenas dois candidatos: Lula e Bolsonaro e de quebra vem Cabral, Cunha e sua turma. Aprendam pensar. Depois critiquem os Juízes.

  3. Calígula inalador de ozônio acusou o golpe. Ruminante fraco que nem o chefe miliciano dele…

  4. Lembro no inicio da lava jato, uma programa da veja hospedado no youtube com Guilherme Boulos e um jornalista chamado Demetrio Magnoli. Nesse programa o sr. Demetrio ja dizia que o PT, ao perder o poder, iria criar inúmeras narrativas que pudessem creditar o retorno de toda a quadrilha. Dão a entender que toda a corrupção, comprovada através de delações, documentos e horas de interrogatórios, não passaram de “perseguição” de um grupo de juízes. E o pior é que tem um bando de toPTeras que acreditam.

  5. Não vi nada demais. A suposta negociação foi apenas para convencer o cara a confessar seus crimes. Por que um criminoso iria confessar seus delitos se não obtiver alguma vantagem? Aliás, a tal “delação premiada” baseia-se nisso. E o juiz, ao que parece, não auferiu vantagem pessoal com isso. No Brasil, muitas vezes o poste quer mijar no cachorro. Segue o jogo.

  6. Não esperava nada diferente vindo de um juuzeco que vai para palanque dançar com Crivella e o Genocida “em nome de Deus”, fazendo política tacanha.

    1. Eu só vi um caçador de bandido no trecho em destaque. Leu alguma coisa além da manchete, amigo? Mexer com gente poderosa é isso mesmo, gravar um juiz… tem que respeitar esses mafiosos. E tem analfabeto funcional que ainda se deixa levar pelas narrativas encharcadas de interesses.

    1. Criança, vc saiu de qual sarjeta? Beijos de Luz do Calígula kkkk

  7. Aqui juntou a manada de zebu guzerá mugindo: Calígula (biba), Direita (des)honesta, dentre outros puxa-sacos pagos. Este blog virou uma estrebaria… mas nessa matéria aqui, o gado num solta nem peido…

    1. Calma criança, cuide do coração para não infartar, ainda quero tiver por aqui na Vitória do Bozo kķkkk bjs de Luz do Calígula

    2. O interessante é que aqui, ” no comentários do leitor”, o juiz já foi condenado . kkkkkkk Mil vezes canalhas . Seres desprezíveis que são sanguessugas do erário público e comedores de pão com mortadela. Estamos de olho!!!

  8. Hô BG, veja, Globo, UOL, foice de São Paulo e Estadão, aqui não. Não rebaixe ou se iguale a esses jornalecos escrôtos, sem credibilidade.

  9. Normal demais isso nos tribunais. O que está errado é uma revista que hoje presta um desserviço a população querer denegrir um juiz que mostrou ao brasileiro quem são os políticos que eles elegeram. Os juizes só mostraram a todos que para se ganhar dinheiro e ficar rico feito essas empreiteiras ou ao Eike tem que pagar propina a político.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Governo Federal propõe salário mínimo de R$ 1.741 em 2027

Foto: Getty

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta segunda-feira (24) que o Projeto de Lei Orçamentária de 2027 será enviado ao Congresso Nacional com o salário mínimo de R$ 1.741. Será um reajuste de R$ 120 em comparação ao mínimo de 2026, que está em R$ 1621.

É um reajuste nominal de 7,4% e ganho real — acima da inflação — de 2,4%.

“O reajuste está dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, vai também para a previdência e benefícios sociais com anexação ao salário mínimo”, disse o ministro.

O governo federal tem até 31 de agosto para enviar a peça orçamentária ao Congresso Nacional. O texto deverá ser analisado pela Comissão Mista do Orçamento.

O cálculo do salário mínimo considera dois indicadores: INPC de 12 meses acumulado até novembro do ano anterior e o crescimento da economia de 2 anos anteriores.

Caso o reajuste do salário mínimo para R$ 1.741 seja aprovado pelo Congresso Nacional, o valor será aplicado a partir de janeiro de 2027, com efeito no salário que o trabalhador recebe em fevereiro.

O ajuste no salário mínimo impacta os pagamentos previdenciários do INSS, seguro-desemprego e abono salarial, uma vez que o valor dos benefícios não pode ser inferior ao salário mínimo.

“Para o ano que vem, a gente projeta o aumento das obrigatórias um pouco inferior ao aumento geral do orçamento. As medidas têm o condão de dar racionalidade, de que modo que a regra com ganho real do arcabouço fiscal vai ter um ganho real maior do que as obrigatórias amplamente consideradas”, declarou o ministro.

Com informações da CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Flávio acusa Durigan de fazer campanha para Lula enquanto ministro

Foto: Washington Costa/MF

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente Lula (PT), reclamando que o ministro tem usado agendas institucionais para fazer campanha para o candidato petista.

A representação, sorteada para o ministro André Mendonça, pede que o TSE determine que o Ministério da Fazenda preserve os registros eletrônicos e documentais citados na denúncia, inclusive agendas, registros de viagem, dados de deslocamento, documentos de custeio, comunicações institucionais, materiais preparatórios e registros relativos aos servidores e serviços empregados.

Também pede a imediata apresentação dos documentos e informações relativos ao deslocamento e aos compromissos de Durigan em São Paulo em 17 de agosto, “especialmente aqueles relacionados ao custeio da viagem, utilização de transporte oficial, concessão de passagens ou diárias, servidores e assessores envolvidos, instalações utilizadas e materiais preparados para os respectivos compromissos”.

A campanha de Flávio também quer que Durigan seja impedido de participar do programa GloboNews Debate, previsto para 1º de setembro de 2026, no qual ele foi expressamente apresentado pela emissora como representante da candidatura de Lula.

 

Com informações de Metrópoles

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Eleições 2026

INSTITUTO QUAEST: Mais uma pesquisa mostra Zenaide disputando o primeiro lugar para o Senado


Foto: Reprodução

A senadora Zenaide Maia (PSD) aparece em em empate técnico com Styvenson Valentim (Podemos) na disputa pelas duas vagas do Rio Grande do Norte ao Senado, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (24) pela Inter TV Cabugi. Na soma dos dois votos, Styvenson tem 16% e Zenaide 10%. Com margem de erro de 3 pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados no limite da margem.

Na escolha para a segunda vaga, Zenaide é a mais lembrada pelo eleitor potiguar: 9%, à frente de todos os demais candidatos. É o voto de quem já decidiu o primeiro nome e sabe quem completa a chapa.

O resultado coloca Zenaide novamente entre os dois nomes que aparecem na faixa de eleição para o Senado e disputando pela liderança. Na sequência aparecem Samanda (PT) e Rafael Motta (PDT), com 8% cada, e Coronel Hélio (PL), com 5%.

Essa foi a 11ª pesquisa seguida, em pouco mais de um mês, a apontar Zenaide entre os eleitos — DataVero, Data Census, Exatus, TSDois, Perfil, Data Capital, Metadata, Seta, Consult e agora a Quaest, um dos institutos mais respeitados do país. Metodologias e contratantes diferentes, o mesmo resultado.

A Quaest ouviu 804 eleitores entre os dias 20 e 23 de agosto. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi contratado pela Inter TV Cabugi e está registrado no TSE sob o número RN-00876/2026.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Eleições 2026

[VÍDEO] General Girão recebe apoio de Nikolas Ferreira e reforça união entre experiência e nova geração da direita no RN

Foto: Reprodução

O deputado federal General Girão (PL-RN) recebeu o apoio público do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos principais nomes da nova geração da direita brasileira. A manifestação foi divulgada nas redes sociais de Girão e reforça uma relação política construída em torno de pautas e valores comuns, reunindo a experiência do parlamentar potiguar e a força de uma geração mais jovem que ampliou sua participação no debate político nacional.

Ao agradecer a manifestação, Girão destacou justamente a importância dessa união entre gerações. “A política precisa dessa troca: a experiência de quem já percorreu muitos caminhos e a energia de uma nova geração que participa cada vez mais da vida pública”, afirmou. Para o deputado potiguar, o apoio representa confiança política e a possibilidade de somar diferentes trajetórias em torno de projetos para o Rio Grande do Norte e para o Brasil.

No Rio Grande do Norte, Nikolas também declarou apoio a Josemar Varela (PL), candidato a deputado estadual que mantém parceria política com General Girão. Dessa forma, o apoio do deputado mineiro reúne, no estado, nomes de diferentes gerações da direita em torno de um mesmo campo político, aproximando a experiência de Girão na Câmara dos Deputados da renovação representada pela candidatura de Josemar.

O peso político do apoio também está relacionado à projeção nacional conquistada por Nikolas. Nas eleições de 2022, ele recebeu 1.492.047 votos para deputado federal por Minas Gerais, tornando-se, em números absolutos, o candidato à Câmara dos Deputados mais votado de todo o Brasil naquele pleito. Desde então, ampliou sua presença nacional e tornou-se uma das figuras de maior visibilidade entre os políticos mais jovens da direita brasileira.

Para Girão, a aproximação mostra que experiência e renovação não precisam caminhar em direções opostas. De um lado, uma trajetória construída ao longo de anos de vida pública e de dois mandatos na Câmara dos Deputados; do outro, uma nova geração que ganhou espaço e capacidade de mobilização política em todo o país. No Rio Grande do Norte, o apoio de Nikolas a Girão e a Josemar reforça essa união em torno de princípios, projetos e da continuidade da participação da direita na política estadual e nacional.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Eleições 2026

ARROCHADO: Pesquisa Quaest mostra disputa apertada com três candidatos ao Governo do RN tecnicamente empatados


Foto: Reprodução

A corrida pelo Governo do Estado aparece embolada na nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (24). Os três principais candidatos estão separados por poucos pontos percentuais e, considerando a margem de erro, o levantamento aponta para um cenário de empate técnico entre Allyson Bezerra (União Brasil), Álvaro Dias (PL) e Cadu Xavier (PT).

Na pesquisa estimulada, Allyson Bezerra lidera com 25%. Na sequência vêm Cadu de Lula com 21% e Álvaro Dias com 19%. Pela margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, os três candidatos estão tecnicamente empatados.

O levantamento mostra ainda que 16% estão indecisos ou não souberam/não quiseram responder, enquanto 14% afirmaram que votariam em branco ou nulo.

A pesquisa ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança é de 95%. O levantamento foi contratado pela Inter TV Cabugi e está registrado no TSE sob o número RN-00876/2026.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cidades

Educadores de Natal suspendem greve após Justiça endurecer medidas

Foto: Sinte-RN

Os educadores de Natal decidiram suspender o movimento grevista da categoria. A decisão, tomada em assembleia nesta segunda-feira (24), levou em consideração a judicialização do movimento. De acordo com a assessoria jurídica do Sindicato, a liminar do desembargador Glauber Rêgo, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, determinou o imediato retorno às salas de aula e prevê, em caso de descumprimento, multa diária de R$ 50 mil para o Sinte-RN e o corte de ponto.

Embora o movimento esteja suspenso, o Sinte-RN destacou que vai acionar o Supremo Tribunal Federal (STF). A entidade apontou que a greve obedeceu aos trâmites legais. Na Assembleia, com o apoio da assessoria jurídica do Sindicato, a categoria tirou dúvidas sobre corte de ponto, estágio probatório, reposição dos dias paralisados, entre outras questões pertinentes.

“Politicamente, ficou acordado que a luta não termina após o fim da greve. Ao contrário, a categoria vai permanecer em estado permanente de greve, denunciando a situação da educação pública de Natal, seja por meio das redes sociais ou nas ruas, em protestos periódicos”, afirmou o Sinte-RN.

Nesta quarta-feira (26), o Sinte-RN vai promover um Ato Público em frente à Prefeitura, a partir das 8 horas.

Com informações do Portal da Tropical

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Lobista recebeu ‘significativas’ quantias em espécie e pagou em dinheiro passagens de Lulinha, diz PF

Foto: Reprodução

Investigação da Polícia Federal afirma que a lobista Roberta Luchsinger fazia “significativas movimentações de dinheiro em espécie” e que usou uma parte desses valores para pagar uma agência de turismo que bancou viagem de Fábio Luís Lula da Silva, o filho mais velho do presidente Lula (PT).

Em documento que fundamentou a abertura de um inquérito contra Lulinha, como Fábio Luís é conhecido, a PF destaca que em 25 de junho do ano passado o motorista de Roberta fez “duas coletas em espécie com terceiro desconhecido” nos valores de R$ 100 mil e R$ 200 mil.

Desse total, diz o órgão no texto ao qual a Folha teve acesso, R$ 50 mil foram repassados a uma agência de viagens que havia emitido passagens para Lulinha e Roberta —nesse mesmo dia, o serviço da agência foi usado para pagar passagens no valor de R$ 2.000 para os dois, de Brasília ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Em agosto do mesmo ano, Roberta afirmou em um diálogo transcrito pela PF que não iria mais poder gastar com passagens, porque já estava gastando R$ 100 mil por mês em uma casa usada por Lulinha. Essa conversa de agosto foi divulgada inicialmente pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela Folha.

Procurada, a defesa de Lulinha disse que “setores da PF instrumentalizados por interesses políticos-eleitorais seguem tentando interferir nas eleições de 2026” e diz que não é provado nos autos que esse dinheiro foi usado para pagar as passagens.

“É um verdadeiro quebra-cabeça de ilações fruto da irresponsabilidade daqueles que não têm um verdadeiro projeto ou programa para o país. Isso nos remete ao pior que ocorria durante a época da finada Operação Lava Jato”, afirma o advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho.

Também procurada, a defesa de Roberta Luchsinger disse que não iria comentar “conversas que supostamente são retiradas de um relatório que está sob sigilo”.

Em representação que trata de investigação sobre Lulinha por suspeita de tráfico de influência, a PF afirma que Roberta usava seu motorista, Ulisses Barbosa Viana Júnior, “para realizar significativas movimentações de dinheiro em espécie”.

A polícia destaca o recebimento dos R$ 300 mil em 2025. Na ocasião, Roberta diz a Ulisses: “Quando você pegar o dinheiro me avisa”.

Ele responde: “Acabei de pegar tudo, tô levando pra sua residência. Não contei… pq está em pacotes lacrados”. “Chegando na residência eu passo o valor total. Uns 20 min”, diz o motorista, que, em seguida, afirma que são “100 + 200”.

Roberta pede para ele depositar R$ 50 mil na conta da consultoria dela e R$ 50 mil na conta da agência de viagens. Também pede para tirar outros valores e dar a pessoas não identificadas pela PF.

Ulisses responde “ok”, depois manda uma foto de um armário e diz: “Restante tá atrás das roupas”.

A lobista também manda ao motorista uma captura de tela com o bilhete eletrônico do voo que fará com Lulinha. Ela diz que chegará com ele pela entrada das autoridades às 16h30, e avisa: “cê esteja lá, por favor”.

A PF não menciona a qual casa se refere Roberta no diálogo de agosto, mas ela alugava uma em Brasília que também era usada por Lulinha, segundo um processo trabalhista apresentado contra a lobista.

Com informações da Folha de SP

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

“DESENROLA”: Lula sugere programa para ajudar clubes brasileiros endividados


Foto: Reprodução/ Redes sociais

Luíz Inácio Lula da Silva revelou ter sugerido à Caixa Econômica Federal um programa para renegociar as dívidas dos clubes do Brasil. Porém, o banco ainda não anunciou nenhum plano sobre a elaboração do programa.

“Vamos pensar em fazer um Desenrola para os clubes de futebol, porque estão todos quebrados”, comentou o presidente da República em entrevista à Record, nesse domingo (23/8).

Durante a entrevista, Lula deixou claro que a ideia para os clubes brasileiros seria semelhante ao Desenrola, programa do Governo Federal que visa à renegociação de dívidas de pessoas físicas dentro do território brasileiro.

Lula também comentou sobre a situação atual das dívidas dos times brasileiros. De acordo com ele, o endividamento ocorre por conta da má administração e do pagamento de salários astronômicos, que, segundo o presidente, não correspondem à realidade econômica do Brasil.

Com informações de Metrópoles

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cidades

Número de decretos de emergência reconhecidos no RN sobe 51% em 2026

Foto: Defesa Civil Nacional

O aumento das áreas afetadas pela seca e a escassez de chuvas ao longo do ano ampliaram o número de decretos de situação de emergência ou de estado de calamidade pública no Rio Grande do Norte. Em 2026, o governo federal já reconheceu 115 pedidos até 25 de junho, de acordo com dados do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). Em todo o país, foram 1.229 ocorrências registradas em 25 unidades da Federação no mesmo período. O volume de decretos feitos por municípios potiguares coloca o estado na quarta posição nacional, representando quase 10% do total deste ano.

Segundo o MIDR, Pernambuco lidera o ranking com 248 reconhecimentos, seguido por Minas Gerais, com 149, e Paraíba, com 133. Na outra ponta, os estados com menor número de registros são Rondônia, com dois, além de Mato Grosso do Sul e Roraima, com quatro cada. As informações foram obtidas por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) pela agência de dados Fiquem Sabendo.

O total de decretos registrados no Rio Grande do Norte até junho de 2026 é 51% superior ao contabilizado no mesmo período de 2025, quando houve 76 reconhecimentos. Em relação às causas de 2026, a seca responde por 101 das 115 ocorrências, acompanhada por estiagem (8) e chuvas intensas (6).

Ao menos 110 municípios potiguares decretaram situação de emergência neste ano. Em alguns deles, houve mais de um reconhecimento. É o caso de Severiano Melo, Santo Antônio, Paraná, José da Penha e Cruzeta. Vale ressaltar que um decreto reconhecido pelo governo federal tem validade máxima de 180 dias.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil Estadual, tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Alexandre Fonsêca, o avanço no número de reconhecimentos é justificado por dois fatores principais. O primeiro é de ordem climática: dados do Monitor da Seca apontam que o primeiro semestre de 2026 registrou uma acentuação do quadro de estiagem em comparação ao primeiro semestre de 2025.

“Por esta razão, do ponto de vista climatológico, com menos chuvas na quadra chuvosa (fevereiro a maio) de 2025, boa parte do estado entrou em algum grau de situação de seca no segundo semestre, ou teve esse quadro agravado. Situação que perdurou e influenciou sobremaneira o primeiro semestre de 2026. Portanto, o comportamento das estações chuvosas, especialmente no interior do estado, contribuiu à necessidade de decretação de situação de emergência em um número maior de municípios”, detalhou Fonsêca.

O segundo fator refere-se à vigência de decretos estaduais coletivos. No primeiro semestre de 2025, o Governo do Estado não possuía um decreto de emergência próprio ativo, o que só foi publicado em setembro daquele ano devido à piora dos índices de estiagem. Em abril de 2026, a gestão estadual renovou a medida, com validade de 180 dias, abrangendo de forma coletiva 166 municípios potiguares (deixando apenas a capital, Natal, fora da lista). “A publicação do decreto estadual facilitou a homologação federal da situação de emergência para as cidades do Rio Grande do Norte”, reforçou Fonsêca.

Entre junho e julho, a área com seca no Rio Grande do Norte aumentou de 69% para 79% do seu território, de acordo com a última atualização de dados divulgada pelo Monitor de Secas. O índice representa o maior percentual de área afetada pela estiagem no estado potiguar desde março deste ano, quando a área sob seca havia atingido a marca de 93% do território estadual.

Apesar da expansão da área afetada no comparativo de um mês para o outro, a severidade (grau de intensidade) do fenômeno climático manteve-se em nível de estabilidade no Rio Grande do Norte. A parcela do território classificada sob seca moderada permaneceu no patamar de 15% no período, sem evolução para níveis de seca grave ou extrema.

Seca lidera registros de desastres naturais

De acordo com os registros do MIDR, os dados do período de 2016 a 2026 somam 2.760 registros de desastres e eventos adversos no Rio Grande do Norte. O maior número ocorreu em 2021, com 521 ocorrências. Naquele ano, o volume foi influenciado pela pandemia da Covid-19, com 334 ocorrências dessa categoria.

Fora do período da pandemia, a seca aparece como o evento com maior número de registros ao longo da série. O fenômeno atingiu 313 ocorrências em 2018, 304 em 2017 e 276 em 2019. Em 2025, a seca voltou a apresentar alta, com 209 registros. A estiagem também aparece de forma recorrente na série, com o maior número em 2021, quando foram contabilizadas 115 ocorrências.

Segundo Fonsêca, a Defesa Civil Estadual intensificou um amplo trabalho de assessoramento técnico aos municípios nos últimos anos, inclusive com diversas capacitações voltadas aos agentes e gestores municipais. “Isso por si acaba influenciando que o município tenha uma melhor condição técnica para enxergar e adotar as providências necessárias à eventual decretação dos expedientes administrativos legais inerentes a cada situação, inclusive a decretação de situação de emergência por seca, que representa o maior volume de decretos. É um conjunto de fatores, e claro que os aspectos climatológicos estão inseridos nesse contexto, mas não é o único fator”, afirmou.

Cidades com o reconhecimento federal de situação de emergência ou de estado de calamidade pública podem solicitar ao MIDR recursos para ações de defesa civil. A solicitação pelos municípios em situação de emergência deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). Com base nas informações enviadas nos planos de trabalho, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no DOU com o valor a ser liberado.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Ministério da Saúde entra em contato com clínica nos EUA para tratar doença rara de Lito Sousa

Foto: Reprodução

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesse domingo (23) que a pasta está em contato com a Mayo Clinic, uma das instituições responsáveis por realizar testes para o tratamento da doença de Creutzfeldt-Jakob — condição neurodegenerativa rara diagnosticada no influenciador Lito Sousa. A declaração foi feita na rede social X (antigo Twitter), em resposta a um internauta que pedia atenção ao caso e marcava o perfil oficial da clínica. “Estamos em contato”, escreveu Padilha.

O influenciador, conhecido pelo comando do canal “Aviões e Músicas”, foi diagnosticado com a enfermidade causada por príons, agentes infecciosos altamente estáveis e resistentes. A condição provoca demência, distúrbios cerebrais, tremores e a perda progressiva de habilidades motoras. Atualmente, não há cura ou tratamento conhecido, de modo que a abordagem médica concentra-se em cuidados paliativos e alívio dos sintomas.

Na manhã deste domingo (23), Lito Sousa apareceu publicamente pela primeira vez desde o anúncio do diagnóstico por meio de um vídeo no qual faz um apelo urgente a pesquisadores. A gravação, feita em inglês e na qual ele aparece deitado em uma cama de hospital, foi direcionada à farmacêutica Ionis, à Universidade Harvard e à própria Mayo Clinic, manifestando o desejo de atuar como voluntário em estudos clínicos.

A esposa do influenciador, Mila Seidl, tem relatado que ele enfrenta dificuldades de locomoção e perda de visão. Na sexta-feira (21), ela expressou angústia diante do quadro e mencionou a expectativa por tratamentos experimentais. O casal tem um filho de sete anos.

O caso tem gerado intensa mobilização de familiares, amigos e seguidores, que se uniram para prestar apoio à família diante da rápida evolução da doença.

Gazeta Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *