Judiciário

Juiz Marcelo Bretas é acusado de negociar penas, orientar advogados e combinar com o MP, destaca reportagem Veja

Foto: Reprodução/Veja

Em outubro do ano passado, um advogado pouco conhecido em Brasília, mas famoso em algumas rodas do Rio de Janeiro, telefonou para o Supremo Tribunal Federal (STF). Havia muito se ouvia falar dele em gabinetes importantes da capital. Assustado, o criminalista acabara de ser alvo de mandados de busca e teve celulares e computadores apreendidos pela Polícia Federal. Nythalmar Dias Ferreira Filho, de 31 anos, queria uma audiência com o ministro Gilmar Mendes, um crítico ferrenho dos métodos considerados pouco ortodoxos empregados pelos investigadores da Lava-Jato. Ele se dizia vítima de perseguição e queria consultar o ministro sobre a possibilidade de obter um acordo de colaboração. Em troca de benefícios, se propunha a testemunhar e apresentar provas de graves ilegalidades que, segundo ele, foram cometidas pelo braço fluminense da operação. Sem saber exatamente do que se tratava, Mendes não o atendeu. O advogado, porém, não estava blefando e insistiu com outras autoridades. O que ele estava disposto a contar, afinal, tinha tudo para se transformar em mais um ruidoso escândalo judicial.

Cinco meses depois dessa primeira tentativa, Nythalmar assinou um acordo com a Procuradoria-Geral da República. VEJA teve acesso à íntegra dos anexos apresentados pelo advogado — os resumos dos segredos que o colaborador se compromete a revelar às autoridades. O alvo principal do delator é o juiz Marcelo Bretas, responsável pelos processos da Lava-Jato no Rio de Janeiro. O magistrado ganhou notoriedade pelo seu trabalho à frente da 7ª Vara Federal em processos que resultaram na prisão de políticos importantes, como o ex-presidente Michel Temer e o ex-governador Sérgio Cabral, e de empresários do porte de Fernando Cavendish, ex-do­no da construtora Delta, e Eike Batista, que já foi um dos homens mais ricos do país. Segundo o criminalista, Bretas não é imparcial. Muito pelo contrário. Ele se comporta como policial, promotor e juiz ao mesmo tempo: negocia penas, orienta advogados, investiga, combina estratégias com o Ministério Público, direciona acordos, pressiona investigados, manobra processos e já tentou até influenciar eleições — evidentemente tudo à margem da lei.

Arte diálogo entre Nythalmar e Bretas

Nythalmar promete apresentar provas de todas essas acusações. A principal delas é a gravação de uma conversa entre ele, o juiz e um procurador da República encarregado da Lava-Jato. Em 2017, os três discutiam uma estratégia para convencer o empresário Fernando Cavendish a confessar seus crimes mediante o oferecimento de algumas vantagens judiciais. No áudio, cuja transcrição faz parte do material obtido por VEJA, o juiz diz a Nythalmar, representante de Cavendish, que havia sondado o Ministério Público sobre um acordo e, caso tudo saísse como combinado, poderia “aliviar” a pena do empresário. “Você pode falar que conversei com ele, com o Leo, que fizemos uma video­conferência lá, e o procurador me garantiu que aqui mantém o interesse, aqui não vai embarreirar”, diz Bretas ao advogado. Leo é o procurador Leonardo Cardoso de Freitas, então coordenador da Lava-Jato no Rio de Janeiro. O procurador também participava da conversa, realizada através de videoconferência. Na se­quência, Bretas garante que a sentença do empresário será abrandada.

“E aí deixa comigo também que eu vou aliviar. Não vou botar 43 anos no cara. Cara tá assustado com os 43 anos”, diz o juiz. Conhecido pela rigidez de seus veredictos, Bretas, ao citar os tais “43 anos”, se referia ao pânico que se espalhou entre os investigados quando ele anunciou sua decisão de condenar por corrupção o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear, a 43 anos de prisão logo no início da Lava-Jato, em 2016. A sentença imposta a Pinheiro, naquele momento a maior da operação, gerou um temor generalizado nos réus. “Foi boa então você ter colocado 43 no Othon, né?”, elogia o advogado no diálogo gravado. Entre risadas, Bretas confirma: “É, ooo”. A conversa produziu os resultados esperados pela trinca. Logo Cavendish começou a confessar seus crimes e mais tarde assinou um acordo de delação premiada com o Ministério Público. O empreiteiro, entre outras revelações, confessou o pagamento de milhões em propina a vários políticos e, em troca, ganhou o direito de responder ao processo em liberdade.

ACUSAÇÕES - A delação tem oito anexos que tratam de manobras, combinações, estratégias, acordos e negociações ilegais que teriam sido feitas pelo juiz e pelos procuradores da força-tarefa da Lava-Jato no Rio de Janeiro – ./. Foto: Veja

No anexo da delação, em que detalha a importância do áudio apresentado como prova da suposta atuação irregular de Marcelo Bretas na Lava-Jato, o advogado diz que a conversa “demonstra de forma inequívoca que o juiz responsável, juntamente com os membros da força-tarefa, montou um esquema paraestatal, ilegal de investigação, acusação e condenação”. “O diálogo demonstra claramente que o juiz não só tinha ciência das colaborações antes de serem fechadas, bem como participava, negociava e intermediava com a ciência, participação e cooperação do MPF nas investigações, fato este gravíssimo”, relata o delator. Para garantir o direito de qualquer cidadão a um juiz imparcial, a lei proíbe que julgadores se aliem a acusadores ou a advogados em busca de um resultado judicial comum, que participem da produção de provas ou integrem as negociações para a formalização de acordos de colaboração. Qualquer atitude nesse sentido fere o devido processo legal e torna-se uma afronta ao estado democrático de Direito. No ano passado, o STF anulou uma condenação no caso Banestado por considerar que o então juiz Sergio Moro atuou de forma ilegal ao colher o depoimento de um delator e anexar documentos ao processo sem avisar a defesa.

Desde 2016, Nythalmar Ferreira atuava na Vara comandada por Marcelo Bretas. A proximidade dele com o juiz sempre suscitou rumores de que o jovem advogado recebia tratamento privilegiado, especialmente devido à sua rápida ascensão profissional e à invejável carteira de clientes que conquistou, o que lhe rendeu, inclusive, a investigação por tráfico de influência que resultou nas buscas em seu escritório. No acordo de delação, o advogado faz um raio-X de suas relações com o juiz da Lava-Jato fluminense e relata que de fã incondicional de pautas lavajatistas passou a presenciar pressões para que réus confessassem crimes em troca de penas mais brandas ou, no caso de empresários, a sobrevivência de seus negócios. Em um dos episódios mais notáveis desse comportamento impróprio, revela o delator, o juiz intermediou um acordo informal com o ex-governador Sérgio Cabral em que a moeda de troca seria poupar a ex-primei­ra-dama Adriana Ancelmo das investigações de corrupção.

No Anexo II do acordo de colaboração, Nythalmar afirma que, por volta de maio de 2018, a pedido do filho de Cabral, procurou Bretas com a proposta de livrar Adriana. O juiz concordou, ajustou os detalhes com o procurador Eduardo El Hage, então chefe da Lava-Jato no estado, e deu orientações para que Cabral e a ex-primeira-dama redigissem uma carta de próprio punho “abrindo mão de todo o patrimônio”. Para dissimular a combinação, Nythalmar afirma que o MP recorreu da decisão — tudo acertado entre as partes. Preso em Bangu 8, Sérgio Cabral passou a confessar seus crimes a Bretas em junho de 2018. Em agosto do mesmo ano, o magistrado revogou a prisão domiciliar de Adriana Ancelmo e autorizou que ela respondesse às acusações em liberdade. O delator informou que tem guardada uma gravação que “demonstra a participação, ciência e aquiescência de acordo similar” ao do ex-governador.

Desde o início da operação, os investigadores da Lava-Jato nunca esconderam suas desconfianças em relação à atuação dos juízes dos tribunais superiores de Brasília. No Anexo IV da delação, Nythalmar revela que Bretas e os procuradores se uniram numa manobra que constrangeria o ministro Gilmar Mendes, relator dos casos que envolviam o Rio de Janeiro. Em São Paulo, havia uma investigação que tinha como alvo o ex-presidente da empresa paulista de infraestrutura rodoviária (Dersa) Paulo Preto, apontado por delatores como operador financeiro do PSDB. Gilmar, como se sabe, tem ligações históricas com políticos do partido — ele foi indicado ao STF pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na tentativa de pegar algum elo entre o investigado e o ministro, Bretas e os procuradores fluminenses tentaram transferir essa investigação para o Rio de Janeiro. Além do constrangimento, a mudança de jurisdição poderia ser usada como argumento para a escolha de um novo relator do caso. O objetivo da manobra era abrir “caminho, na visão deles, para a Lava-Jato de São Paulo ocorrer no Rio de Janeiro com mais tranquilidade, sem ser tolhida ou vigiada pelo ministro Gilmar Mendes”. O delator informou que é possível recuperar a troca de mensagens que existe entre ele e o juiz que detalham ponto a ponto essa estratégia.

Punido recentemente pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) por ter participado de atos políticos ao lado do presidente Jair Bolsonaro, Marcelo Bretas até há pouco tempo não escondia sua proximidade com detentores de mandatos eletivos. O mais notório deles, o ex-governador do estado Wilson Witzel (PSC), afastado do cargo após um processo de impeachment. Witzel e seu adversário nas eleições de 2018, o atual prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), protagonizam um tormentoso anexo do acordo de delação de Nythalmar. Sob o título de “interferências nas eleições de 2018”, o terceiro capítulo da colaboração premiada do advogado acusa Bretas de ter atuado deliberadamente para influenciar o resultado das eleições que alçaram Witzel ao Palácio Guanabara. Às vésperas do primeiro turno da disputa de 2018, o juiz teria vazado o depoimento de um ex-assessor de Paes, então líder nas pesquisas de intenção de voto, acusando o candidato de envolvimento em fraude de licitações e recebimento de propina. O delator informou ter ouvido do próprio Bretas a revelação de que ele nutria antipatia pelo ex-­prefeito e que “foi importante que a população fluminense soubesse quem era Eduardo Paes antes da eleição”.

Ainda de acordo com o delator, em busca de um armistício, já no segundo turno, o candidato Paes teria se comprometido, caso eleito, a nomear uma irmã de Bretas para uma secretaria no futuro governo. Nesse mesmo período, Nythalmar afirma ter havido outra negociação incomum envolvendo o juiz, Eduardo Paes e Wilson Witzel. Segundo ele, após ser derrotado por Witzel, Paes fez um acordo informal com o magistrado, por meio de um advogado de sua campanha, garantindo que abandonaria a política “em troca de não ser perseguido”. Witzel, por outro lado, nomeou Marcilene Cristina Bretas, a irmã do juiz, para um cargo na Controladoria-Geral do Estado. A VEJA, o juiz Marcelo Bretas disse que não conhece o teor da delação de Nythalmar, mas afirmou que não há irregularidades no trabalho da 7ª Vara e desqualificou as acusações de que atua­ria com parcialidade na condução da Lava-Jato fluminense. “A pessoa pode falar o que quiser. Já há algum tempo querem achar alguma coisa para indicar (contra mim), mas vamos esperar que alguém demonstre alguma coisa, porque falar realmente é muito fácil”, disse. O áudio, no caso, atrapalha o raciocínio do magistrado.

Aprovado pela Procuradoria-Geral da República, o acordo de delação do advogado ainda precisa ser homologado pela Justiça. Se isso acontecer — e se ele efetivamente conseguir provar todas as graves acusações que fez —, estará aberto o caminho para um segundo capítulo da Vaza-Jato. Em 2019, a partir da divulgação de diálogos captados por criminosos virtuais, a atuação da força-tarefa da Lava-Ja­to em Curitiba foi posta em xeque, manchando a credibilidade da operação e a imparcialidade do ex-­juiz Sergio Moro. Com as revelações de Nythalmar, o braço carioca da operação passa a correr o mesmo risco.

Veja

Opinião dos leitores

  1. Foi criado uma quadrilha dentro do sistema judiciário brasileiro para dá o golpe, tirar direitos do povo, entregar o pré sal e entregar nosso patrimônio. Todos devem pagar pelo que fizeram com o país, começando pelo moro e o dallagnol.

  2. Nada demais em dar um “incentivo” para que um criminoso cobfesse seus malfeitos. Delação premiada funciona assim. Ao que parece, o juiz não obteve vantagem pessoal. Então, segue o jogo.

    1. As pessoas nem sabem ou entendem as relações do judiciário e já começam a criticar o juiz. Lembre-se que TUDO Isso é uma narrativa da esquerda comprada pela direita para dar voz a apenas dois candidatos: Lula e Bolsonaro e de quebra vem Cabral, Cunha e sua turma. Aprendam pensar. Depois critiquem os Juízes.

  3. Calígula inalador de ozônio acusou o golpe. Ruminante fraco que nem o chefe miliciano dele…

  4. Lembro no inicio da lava jato, uma programa da veja hospedado no youtube com Guilherme Boulos e um jornalista chamado Demetrio Magnoli. Nesse programa o sr. Demetrio ja dizia que o PT, ao perder o poder, iria criar inúmeras narrativas que pudessem creditar o retorno de toda a quadrilha. Dão a entender que toda a corrupção, comprovada através de delações, documentos e horas de interrogatórios, não passaram de “perseguição” de um grupo de juízes. E o pior é que tem um bando de toPTeras que acreditam.

  5. Não vi nada demais. A suposta negociação foi apenas para convencer o cara a confessar seus crimes. Por que um criminoso iria confessar seus delitos se não obtiver alguma vantagem? Aliás, a tal “delação premiada” baseia-se nisso. E o juiz, ao que parece, não auferiu vantagem pessoal com isso. No Brasil, muitas vezes o poste quer mijar no cachorro. Segue o jogo.

  6. Não esperava nada diferente vindo de um juuzeco que vai para palanque dançar com Crivella e o Genocida “em nome de Deus”, fazendo política tacanha.

    1. Eu só vi um caçador de bandido no trecho em destaque. Leu alguma coisa além da manchete, amigo? Mexer com gente poderosa é isso mesmo, gravar um juiz… tem que respeitar esses mafiosos. E tem analfabeto funcional que ainda se deixa levar pelas narrativas encharcadas de interesses.

    1. Criança, vc saiu de qual sarjeta? Beijos de Luz do Calígula kkkk

  7. Aqui juntou a manada de zebu guzerá mugindo: Calígula (biba), Direita (des)honesta, dentre outros puxa-sacos pagos. Este blog virou uma estrebaria… mas nessa matéria aqui, o gado num solta nem peido…

    1. Calma criança, cuide do coração para não infartar, ainda quero tiver por aqui na Vitória do Bozo kķkkk bjs de Luz do Calígula

    2. O interessante é que aqui, ” no comentários do leitor”, o juiz já foi condenado . kkkkkkk Mil vezes canalhas . Seres desprezíveis que são sanguessugas do erário público e comedores de pão com mortadela. Estamos de olho!!!

  8. Hô BG, veja, Globo, UOL, foice de São Paulo e Estadão, aqui não. Não rebaixe ou se iguale a esses jornalecos escrôtos, sem credibilidade.

  9. Normal demais isso nos tribunais. O que está errado é uma revista que hoje presta um desserviço a população querer denegrir um juiz que mostrou ao brasileiro quem são os políticos que eles elegeram. Os juizes só mostraram a todos que para se ganhar dinheiro e ficar rico feito essas empreiteiras ou ao Eike tem que pagar propina a político.

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Meio Ambiente

Olheiro de Pureza é reaberto para banho após interdição por aparecimento de jacaré

Foto: Reprodução

A Prefeitura de Pureza anunciou, na tarde desta terça-feira (7), a liberação da área de banho e visitação do Olheiro de Pureza, um dos principais pontos turísticos do Rio Grande do Norte.

O local havia sido interditado temporariamente após o aparecimento de um jacaré-coroa na área destinada aos banhistas. Como medida preventiva, a gestão municipal suspendeu o acesso ao balneário e acionou órgãos ambientais para avaliar a situação.

Em publicação nas redes sociais, a Prefeitura informou que o Olheiro já está novamente aberto ao público e agradeceu a compreensão dos moradores e turistas durante o período de interdição.

“O Olheiro está liberado para banho e visitação. Agradecemos a compreensão de todos durante o período de interdição temporária”, informou a administração municipal.

A interdição ocorreu após o avistamento do animal no último fim de semana. Na ocasião, a Prefeitura acionou a Polícia Ambiental, o Corpo de Bombeiros Militar e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) para acompanhar a ocorrência e adotar as medidas necessárias.

Com a liberação, o Olheiro volta a receber visitantes normalmente. A Prefeitura orienta que os frequentadores continuem respeitando as normas de segurança e comuniquem às autoridades caso identifiquem a presença de animais silvestres no local.

Portal da Tropical

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Política

GERP/AESP: Flávio e Lula empatam com 36% no 1º turno

Foto: Reprodução

Divulgada nesta quarta-feira (8), a primeira pesquisa nacional do instituto Gerp contratada pela Aesp (Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado São Paulo) para a eleição presidencial de 2026 mostra um empate entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que registram 36% cada.

Na sequência, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4% das intenções de voto. O coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos (Missão), e o ex-governador de Minas Gerias Romeu Zema (Novo) têm 2% cada, seguidos pelo escritor Augusto Cury (Avante) e ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa (DC), ambos com 1%.

O deputado federal Aécio Neves (PSDB), o ex-deputado Cabo Daciolo (Mobiliza), a vice-presidente do UP, Samara Martins (UP), o presidente do PCO, Rui Costa Pimenta (PCO), e os professores Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) não atingiram 1%.

Aqueles que não votariam em nenhuma das opções são 6%, enquanto 11% não sabem.

CNN

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Política

Vice-prefeito Isidoro Filho assume Prefeitura de Extremoz durante férias da prefeita Jussara Sales

Foto: Divulgação 

O vice-prefeito de Extremoz, Isidoro Filho, assumirá interinamente o comando do Poder Executivo Municipal pelos próximos dez dias, em razão do período de férias da prefeita Jussara Sales.

A medida foi oficializada por meio da Portaria nº 006/2026 – SEMARHP, publicada no Diário Oficial do Município.

De acordo com a portaria, a prefeita Jussara Sales estará em gozo de férias no período de 9 a 18 de julho de 2026, referente ao período aquisitivo compreendido entre 2 de janeiro de 2025 e 1º de janeiro de 2026.

Durante esse intervalo, Isidoro Filho passa a exercer o cargo de prefeito em exercício, assumindo integralmente as atribuições de chefe do Poder Executivo Municipal, conforme estabelece a Lei Orgânica do Município e a legislação vigente.

A publicação também destaca que a substituição ocorrerá obedecendo à linha sucessória prevista na legislação municipal, garantindo a continuidade administrativa e o funcionamento regular dos serviços públicos durante o afastamento temporário da prefeita.

Isidoro Filho responderá pelo cargo máximo do Executivo até o retorno de Jussara Sales, previsto para o dia 19 de julho, quando a prefeita reassumirá suas funções à frente da administração municipal.

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Política

MILÍCIA DIGITAL: administrador de perfil investigado pelo TRE é ligado a Allyson Bezerra e preside União Brasil Jovem em Mossoró

Foto: Reprodução

O Blog do BG vinha alertando desde o início do ano que havia uma milícia digital atuando nas redes em favor do pré-candidato a governador Allyson Bezerra. No mês passado, foi aberta uma representação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), com pedido de quebra do endereço IP de perfis que defendem o ex-prefeito de Mossoró. O “Diário do RN” traz uma reportagem nesta quarta-feira (8) revelando que uma das páginas investigadas é administrada pelo vice-presidente estadual do União Brasil Jovem, João Carlos Medeiros.

Ligado a Allyson Bezerra, o administrador da página “@rncomallyson” disse que fez o perfil “por conta própria”, contou que é “admirador e apoiador” do pré-candidato e assegurou que, apesar da proximidade com o ex-prefeito, não é remunerado e faz todas as produções sozinho. Na página do partido em Mossoró, segundo a reportagem, ele também aparece presidente municipal do União Brasil Jovem.

João Carlos publicou um vídeo no perfil admitindo ser o fundador da página, confirma que fez a página para apoiar Allyson e faz ataques ao também pré-candidato a governador Álvaro Dias (PL).

Ele revelou que ocupa um cargo comissionado na Câmara Municipal de Mossoró desde 2021 e disse que ainda não foi intimado pela Justiça Eleitoral. A representação no TRE foi movida pelo PL e tem como relatora a juíza Sulamita Pacheco.

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Política

MEIO/IDEIA: Lula é o mais rejeitado, seguido por Flávio e Michelle

Screenshot

Foto: Reprodução 

Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (8/7) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o mais rejeitado. Ele é seguido pelo senador Flávio Bolsonaro e pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

Os entrevistados responderam à seguinte pergunta geral: Se os candidatos fossem estes e a eleição fosse hoje, em quem você não votaria de jeito nenhum para presidente do Brasil?

Lula (PT) – 46,4%
Flávio Bolsonaro (PL) – 43,4%
Michelle Bolsonaro (PL) – 28%
Aécio Neves (PSDB) – 18,6%
Cabo Daciolo (Mobiliza) – 14,1%
Romeu Zema (Novo) – 13,3%
Ronaldo Caiado (PSD) – 12,1%
Renan Santos (Missão) – 10,1%
Samara Martins (UP) – 8,9%
Rui Costa Pimenta (PCO) – 8,8%
Hertz Dias (PSTU) – 8,5%
Edmilson Costa (PCB) – 8,2%
Augusto Cury (Avante) – 7,2%
Joaquim Barbosa (DC) – 7,0%
Não rejeita ninguém – 0,5%
Não sabe – 5,7%

Metrópoles 

 

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Trânsito

Obras de drenagem alteram trânsito e itinerário de ônibus na zona Oeste de Natal

Foto: Reprodução

A Prefeitura de Natal iniciou uma nova etapa das obras de drenagem da avenida Solange Nunes, que agora avançam sobre a avenida Rio Grande do Norte, na zona Oeste da capital. Em razão da intervenção, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) implantou mudanças temporárias no tráfego de veículos e na operação de parte das linhas de transporte coletivo.

No sentido bairro–centro, os veículos e os ônibus que utilizam a avenida Rio Grande do Norte passam a seguir pela avenida Solange Nunes, avenida Perimetral Sul, avenida Pernambuco e retornam à avenida Rio Grande do Norte, onde retomam o itinerário habitual.

No sentido centro–bairro, as linhas de ônibus mantêm o percurso normal, operando em sistema de pare e siga no trecho em obras. Já os demais veículos devem utilizar como rota alternativa a Avenida Perimetral Sul, no sentido Detran.

As alterações atingem as linhas O-21, O-30, O-38, O-39, O-40, O-41, O-63, O-76 e a linha opcional 604. De acordo com a STTU, a medida é necessária para permitir o avanço das obras executadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), reduzindo os impactos na circulação e garantindo a segurança viária durante a intervenção.

A STTU orienta os motoristas a programarem seus deslocamentos, priorizarem rotas alternativas e respeitarem a sinalização implantada no local. Agentes de mobilidade permanecem na região para organizar o fluxo de veículos, orientar condutores e assegurar o funcionamento da operação de trânsito enquanto durarem os serviços.

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Polícia

AÇÃO NO RN: PF cumpre mandados em Natal, Mossoró e mais 3 cidades contra grupos investigados por tráfico e lavagem de dinheiro

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (8) uma operação contra organizações criminosas no RN e em outros 13 estados. No Estado, as ações envolvem as operações Matriarca e Busting.

Em Natal, a Operação Matriarca cumpre cinco mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa relacionada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro.

Além das prisões e buscas, a Justiça também determinou medidas de bloqueio e sequestro de bens dos investigados.

Em Mossoró e outros três municípios da região Oeste — Upanema, Areia Branca e Serra do Mel — a Operação Busting cumpre 19 mandados de busca e apreensão em investigação sobre a atuação de organização criminosa.

A ação faz parte da Operação Força Integrada III, coordenada pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), que cumprem 272 medidas judiciais em 14 estados, sendo 179 mandados de busca e apreensão e 93 mandados de prisão.

Segundo a PF, as investigações envolvem crimes como tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro e outros delitos relacionados à atuação de organizações criminosas.

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Polícia

AÇÃO NACIONAL: PF cumpre mandados no RN e em 13 estados contra facções suspeitas de tráfico de drogas, armas e homicídios

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (8) uma operação nacional contra organizações criminosas que atuam com tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro e outros crimes.

A Operação Força Integrada III cumpre 272 medidas judiciais em 14 estados, incluindo o Rio Grande do Norte. Ao todo, são 179 mandados de busca e apreensão e 93 mandados de prisão.

No RN, está sendo feita a Operação Matriarca, com cinco mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio e sequestro de bens, em investigação sobre organização criminosa relacionada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro.

A ofensiva é coordenada pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), que reúnem a PF, polícias Civil, Militar, Penal e Rodoviária Federal, além de órgãos estaduais de segurança.

Segundo a Polícia Federal, as investigações envolvem grupos suspeitos de participação em crimes como homicídios, tráfico de drogas, roubo de cargas, lavagem de dinheiro e atuação de facções criminosas.

A operação ocorre simultaneamente no RN e nos estados do Amapá, Acre, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, São Paulo e Bahia.

*Mais informações em breve.

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Política

R$ 26 MILHÕES: Petista quer investigar elo entre financiadora de filme de Bolsonaro e empresa citada em caso do PCC

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao STF a abertura de uma investigação para apurar uma possível relação entre a empresa que financiou o filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e uma empresa investigada por suposta lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo informações do Metrópoles, a Entre Investimentos repassou R$ 26 milhões para a ACX ITC Tecnologia, empresa apontada pela Polícia Civil de São Paulo como integrante de uma rede usada para lavar dinheiro da facção criminosa. A investigação faz parte da Operação Saturno, conduzida pelo Denarc.

De acordo com a apuração, a ACX ITC está registrada em nome de um vendedor de pipas e rabiolas, que admitiu ter atuado como “laranja” da empresa em troca de R$ 5 mil. O caso será anexado à Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga o Banco Master.

Além da investigação, Lindbergh pediu que Coaf, Banco Central, Receita Federal e Polícia Federal levantem informações financeiras e fiscais da ACX ITC, da Entre Investimentos, das empresas ligadas ao projeto “Dark Horse”, do Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro e de Antônio Carlos Freixo Júnior.

Os dados deverão ser enviados ao STF, à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal.

Procurados pelo Metrópoles, a Entre Investimentos, a ACX ITC, o gabinete do senador Flávio Bolsonaro e a defesa de Daniel Vorcaro não haviam se manifestado até a publicação da reportagem.

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Geral

Empresa sem um único funcionário, ligada a brasileiro sancionado pelos EUA, movimentou R$ 29 bilhões, diz PF

Foto: Reprodução

Uma empresa sem funcionários movimentou R$ 29,3 bilhões entre janeiro de 2021 e agosto de 2024 e passou a ser investigada pela Polícia Federal por suspeita de lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas.

Segundo a PF, a Hi Quality Importação, Comércio e Distribuição recebeu 645 comunicações do Coaf por movimentações consideradas suspeitas. A investigação aponta que a empresa teria sido usada para ocultar recursos provenientes, principalmente, do tráfico internacional de haxixe.

De acordo com a investigação, a empresa é ligada a Victor Henrique de Oliveira Shimada, brasileiro sancionado pelo governo dos Estados Unidos por suposta ligação com o PCC.

A Hi Quality está registrada em nome de Ygor Fokin Saviolli, preso pelo FBI em janeiro deste ano, na Flórida, e apontado pela PF como um dos líderes do esquema, conforme informações do Metrópoles.

Os investigadores afirmam que a empresa não possui empregados registrados, mas movimentou mais de R$ 29 bilhões no período analisado. A PF diz que o esquema foi descoberto após a apreensão do celular de Ygor, onde foram encontradas mensagens criptografadas, fotos e vídeos de grandes quantias em dinheiro.

Apesar das sanções aplicadas pelos Estados Unidos mencionarem uma suposta ligação com o PCC, a investigação da Polícia Federal faz apenas uma referência à facção em todo o relatório.

Segundo a corporação, o documento cita uma conversa sobre um suposto ex-integrante da organização criminosa, sem atribuir, até esse ponto da investigação, vínculo direto dos investigados com a facção.

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