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CNJ proíbe juízes nas redes de elogiarem ou criticarem políticos

Foto: Gil Ferreira / Agência CNJ

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, nesta terça-feira, uma resolução que estabelece regras para a atuação de juízes nas redes sociais. A versão endossada pela maioria dos conselheiros foi apresentada pelo presidente do colegiado, ministro Dias Toffoli, e traz regras menos rígidas em relação àquelas que haviam sido propostas no voto do relator. O texto, no entanto, mantém a proibição de apoio ou crítica a políticos e partidos.

Mesmo com as mudanças, conselheiros que se opõem à publicação das normas afirmaram que a imposição de uma análise a priori sobre o que vai ser escrito nas redes sociais configura censura prévia. Um dos pontos mantidos proíbe que os magistrados emitam opinião “que demonstre atuação em atividade político-partidária” ou que se manifestem “em apoio ou crítica públicos a candidato, lideranças políticas ou partidos políticos”. Neste ponto, houve uma pequena mudança, já que a a proposta do relator citava “engajamento”, termo que foi trocado por “atuação”. O texto faz uma ressalva de que a proibição não atinge as manifestações a respeito de programas de governo ou projetos de lei de interesse público ou que tenham relação com a atividade do Poder Judiciário.

Também fica vedado aos juízes usarem as redes sociais para opinarem sobre processos pendentes de julgamento, seja de sua própria responsabilidade ou a cargo de outros magistrados, além de criticarem despachos, votos e sentenças. Estas vedações já são citadas na Lei Orgânica da Magistratura, mas a resolução especificou que as redes sociais também se enquadram nestes casos. Há ainda uma recomendação para que não sejam compartilhados conteúdos sobre os quais não se tenha certeza da veracidade, para evitar a disseminação de fake news.

Toffoli suprimiu da proposta original a extensão das regras para familiares de magistrados e servidores da Justiça. Também foi excluído um item que abria brecha para que opiniões manifestadas em ambientes fechados, como grupos restritos de WhatsApp, pudessem ser enquadradas nas normas. Os conselheiros excluíram ainda da versão final a recomendação de que os magistrados evitem “interações” com advogados e membros do Ministério Público que possam levantar dúvidas sobre a imparcialidade dos julgamentos, assim como o conselho de evitar discussões e não responder a ataques recebidos nas redes. Algumas alterações acolhidas foram sugeridas por entidades de classe, como a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação dos Juízes Federais (Ajufe) e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra).

A proposta de Toffoli foi acompanhada por seis conselheiros, enquanto dois optaram pela redação original. Outros três integrantes do CNJ votaram pela rejeição completa da resolução.

– Veremos que esse normativo dando balizas, que poderão ser sempre atualizadas, vai trazer tranquilidade para a livre manifestação de pensamento dos magistrados nas redes sociais e irá pacificar relações. O juiz, definitivamente, não tem a mesma liberdade de expressão que os demais cidadãos, os quais não estão sujeitos ao regime jurídico da magistratura, que visa, exatamente, preservar-lhe a independência e a imparcialidade –disse Toffoli.

O voto divergente foi apresentado pelo conselheiro Luciano Frota, juiz do Trabalho da 3ª Vara de Brasília. Segundo ele, além de a lei da magistratura já trazer as regras necessárias para a “contenção” dos juízes, a Constituição veda qualquer tipo de censura. O conselheiro Mário Guerreiro, juiz do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, também defendeu a rejeição da proposta:

– Qualquer tipo de vedação prévia configura a tão odiada censura, que nosso país lutou tanto para expurgar e nos trazer a patamar civilizatório diferente.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Deveria punir os juízes que pela demora em seus trabalhos não aceitam reclamações justas de quem paga os seus salários e por vingança demoram 7 anos para tomar uma decisão e quando faz mesmo com as provas ele declina de fazer justiça pela força do seu cargo e pelo " entendimento " e julga improcedente o que já era de se esperar pela forma que conduziu o trâmite do processo! Ou seja se entende o porque muitos advogados se acovadam em realizar reclamações no CNJ , todos sabem que ao fazer ali na quela vara o juiz reclamado , operador do direito sabe que vai sofrer todas as derrotas e que vai ficar com seu cliente sofrendo mais ainda !! Isso até quando !? São vidas e direitos ! A justiça tardia é injustiça! O Juiz não é servidor público? Tenho muito respeito a magistratura não é fácil chegar lá, tem muitos magistrados que trabalham muito; acumulam varias varas e ainda substituem outros e ainda tem plantao mais mesmo assim os processos andam ! é preciso fazer o que tem que ser feito como servidor público pago pelos impostos! E o mais importante seja em qualquer profissão se não se sente bem ou não gosta , saia , tenha coragem e vá ser feliz no que é seu sonho !

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[VÍDEO] Flávio defende reforma do Judiciário e diz que Alexandre de Moraes atua como “articulador político de Lula em Brasília”


Vídeo: Reprodução/TV Globo

Flávio Bolsonaro (PL) defendeu uma reforma no Judiciário, voltou a criticar a atuação do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que o magistrado atua como “articulador político de Lula em Brasília”.

Ele citou que a atuação político-partidária é uma das hipóteses previstas em lei para abertura de um processo de impeachment contra ministros do STF. “É o que nós vemos com alguns ministros do STF, por exemplo, tomar decisões quando obviamente deveria se tornar suspeito. Foi o que mais Alexandre de Moraes fez”, declarou.

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ESCALADA DA GUERRA: Rússia atinge maior siderúrgica ucraniana após Trump suspender sanções


Foto: Reprodução/@SESU_UA

O Ministério da Defesa da Rússia informou que realizou um ataque de grande escala contra a maior siderúrgica da Ucrânia, situada em Kryvyi Rih, na madrugada deste sábado (17). De acordo com Moscou, a planta industrial era utilizada para fornecer produtos de aço ao complexo militar-industrial ucraniano.

Paralelamente à ofensiva na siderúrgica, autoridades ucranianas relataram bombardeios em diversas regiões do país, incluindo Kharkiv, Zaporizhzhia e Rivne.

Na cidade de Kherson, a situação foi particularmente crítica: a Rússia lançou oito bombas aéreas guiadas contra um bairro residencial, danificando 10 edifícios. O Serviço de Emergência da Ucrânia informou que várias pessoas ficaram soterradas, das quais sete foram resgatadas com vida. O balanço oficial aponta uma morte e 21 feridos no local, entre eles duas crianças.

Os ataques também deixaram feridos em outras localidades: 15 pessoas em Kharkiv (incluindo três crianças), cinco em Zaporizhzhia (incluindo uma criança) e duas em Rivne.

Contexto diplomático

A nova onda de bombardeios ocorre um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspender um pacote de sanções contra a Rússia que havia sido aprovado pelo Congresso norte-americano e sancionado por ele próprio no mês passado. A medida tinha como objetivo principal pressionar o governo russo a encerrar o conflito armado contra a Ucrânia.

Com informações do Metrópoles

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[VÍDEO] FIM DA REELEIÇÃO “Eu só preciso de um mandato para começar a concertar o Brasil”, disse Flávio Bolsonaro na sabatina na Globo


Vídeo: Reprodução/TV Globo

Flávio Bolsonaro (PL) reafirmou que não será candidato à reeleição, caso vença a disputa presidencial de 2026. “Eu só preciso de um mandato para começar a concertar o nosso país de verdade”, disse ele, na sexta-feira (16), na sabatina da TV Globo.

“Eu não estou disputado o poder. Eu estou disputando o futuro da nossa nação. Estou aqui me comprometendo: eu só preciso de um mandato, porque eu não quero começar um mandato já pensando na reeleição”, declarou.

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PORQUE?: PT pede ao TSE para desvincular “Exército do Lula” da campanha


Foto: Reprodução/Estadão

A coligação que apoia a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta sexta-feira (16), para solicitar que o canal de WhatsApp “Exército do Lula” deixe de ser considerado parte integrante da estrutura oficial de sua campanha. O espaço é administrado pelo deputado federal André Janones (Rede).

O pedido baseia-se nas novas regras aprovadas pela própria Corte Eleitoral no mesmo dia, que definem os critérios para determinar quando canais mantidos por apoiadores integram formalmente a estrutura de uma candidatura.

Na petição encaminhada à Justiça Eleitoral, a coligação Brasil Pronto pra Mais argumenta que o canal não recebe verbas, equipamentos, serviços ou suporte técnico de profissionais contratados pela campanha. A defesa também nega a existência de qualquer coordenação editorial sobre as publicações ou o direcionamento de usuários a partir dos perfis oficiais do candidato.

“O canal não recebe recursos, bens ou serviços da campanha, da coligação ou dos partidos que a integram”, afirmam os advogados, reforçando que não há diretrizes sobre o conteúdo divulgado, a frequência do envio de mensagens ou metas a serem cumpridas.

Novas regras e histórico do caso

A nova regulamentação do TSE inseriu os artigos 33-E a 33-G na resolução sobre propaganda eleitoral, estabelecendo que fatores como compartilhamento de estrutura, repasse financeiro, divulgação em perfis oficiais e coordenação de conteúdo podem indicar vínculo formal. A comprovação de apenas um desses critérios já é suficiente para enquadrar a rede na estrutura do candidato.

No entanto, a equipe jurídica do PT defende que o “Exército do Lula” é uma iniciativa espontânea de pessoa física, o que, isoladamente, não caracteriza vínculo com a campanha.

Com informações da CNN Brasil

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[VÍDEO] FIM DA ESCALA 6X1: Flávio Bolsonaro disse que “ouviu os trabalhadores” e votou conforme o que viu nas ruas


Vídeo: Reprodução/TV Globo

Flávio Bolsonaro (PL) justificou sua mudança de posição a respeito do fim da escala de trabalho 6×1, aprovada na última quarta-feira (14) no Senado e promulgada nesta sexta-feira (16) no Congresso Nacional, afirmando que votou conforme o que viu nas ruas.

“Eu rodei o Brasil inteiro, eu ouvi muitos trabalhadores e eu votei conforme o que eu ouvi nas ruas. Como eu ouvi da grande maioria dos trabalhadores que eles estavam favoráveis ao fim da escala 6×1, eu resolvi seguir a maioria dos trabalhadores”, disse, ao participar da sabatina na TV Globo.

O candidato também assegurou que, se for eleito presidente, não vai se empenhar para reverter o fim da escala 6×1, como defendem alguns aliados dele do PL.

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[VÍDEO] Merval Pereira diz que Flávio Bolsonaro foi muito bem na sabatina da Globo


Vídeo: Reprodução/TV Globo

O comentarista da Globo News, Merval Pereira avaliou que o Flávio Bolsonaro foi muito bem na sabatina da Globo nesta sexta-feira (16). A avaliação do jornalista foi realizada durante a exibição do programa Central das Eleições, onde ele e outros analistas políticos debateram o desempenho dos candidatos após as rodadas de entrevistas da TV Globo.

Ao ser questionado sobre o impacto e o saldo das entrevistas, o jornalista e comentarista Merval Pereira destacou que, na sua avaliação, o cenário segue empatado entre as principais candidaturas. “Acho que continua empatado. O Lula foi muito bem ontem [quinta-feira], o Flávio foi muito bem hoje [sexta]. Embora eu discorde do ponto de vista dos dois, os dois foram muito bem como candidatos”, pontuou Merval Pereira. 

A discussão faz parte da repercussão promovida pela Globo News para analisar o cenário eleitoral e o discurso de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Sabatina. 

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[VÍDEO] “O maior ajuste fiscal é tirar o Lula”, diz Flávio Bolsonaro na sabatina da Globo ao desmentir fake news usadas pela campanha de Lula


Vídeo: Reprodução/TV Globo

Em sabatina na TV Globo, na sexta-feira (16), Flávio Bolsonaro (PL) desmentiu uma série de fake news que vêm sendo disseminadas pela campanha do presidente Lula (PT). Ele assegurou que manterá a política de reajuste do salário mínimo acima da inflação, disse que não vão desvincular a correção das aposentadorias do reajuste do salário mínimo e reafirmou que não acabará com os pisos mínimos da saúde e da educação.

“O meu concorrente está promovendo um verdadeiro terrorismo em cima de servidores públicos, em cima de estatais, dizendo que eu acabaria com as aposentadorias, que eu acabaria com os servidores públicos e que eu privatizaria o Banco do Brasil, Caixa e Petrobras”, disse Flávio Bolsonaro.

O candidato do PL afirmou ainda que “o maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula”. “Ele hoje é o maior problema para esse desencontro de contas”, declarou.

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Brasil

Folha nega dinheiro ou influência de Vorcaro em reportagens e acusa Metrópoles de mentir em retaliação

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A Folha de S.Paulo acusou o portal Metrópoles de publicar uma reportagem mentirosa sobre o veículo, como retaliação a revelações sobre o site e negou ter adiado ou amenizado uma matéria sobre Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, publicada em agosto de 2024.

Em texto publicado nesta sexta-feira (16), a Folha afirma que a reportagem original foi divulgada após a conclusão da apuração e incluiu questionamentos sobre a situação financeira do banco, operações investigadas e relações com autoridades. O jornal sustenta que o encontro entre Vorcaro e a equipe ocorreu para registrar a versão do banqueiro.

A manifestação veio após o Metrópoles divulgar mensagens que indicariam uma oferta de R$ 1 milhão de Vorcaro ao gestor de crise Guilherme Barros para tentar adiar ou amenizar a publicação. Segundo a própria Folha, a reportagem foi publicada e não houve uma versão alternativa do texto.

A Folha também informou que o Banco Master gastou R$ 516,4 mil em anúncios no jornal entre 2021 e 2025, valor que, segundo a publicação, corresponde a cerca de 2,58% de um pagamento de R$ 20 milhões atribuído ao banco em contratos com o Metrópoles. A CEO do portal, Lilian Tahan, nega que o contrato publicitário tenha influenciado a cobertura editorial.

Com informações da Folha de São Paulo

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Política

Globo afirma que almoço com Flávio não teve representantes do Jornalismo

Reprodução

A TV Globo confirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, almoçou nesta sexta-feira (16) com integrantes da cúpula da emissora, no Rio de Janeiro, horas antes de sua sabatina no Jornal Nacional. A emissora destacou que representantes da área de Jornalismo não participaram da reunião e afirmou que encontros institucionais com candidatos fazem parte da rotina de seus executivos.

O encontro foi revelado pela coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.

Em nota, a Globo informou que Flávio foi recebido por João Roberto Marinho, presidente do Grupo Globo, e Paulo Tonet, vice-presidente de Relações Institucionais.

Flávio esteve acompanhado do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral de sua campanha, e de um assessor de imprensa.

A visita ocorreu um dia após a sabatina de Lula (PT) no Jornal Nacional. De acordo com auxiliares ouvidos pela coluna, o presidente não teria recebido convite para um encontro semelhante com os executivos da emissora.

Com informaçõe do Metrópoles

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Brasil

Vorcaro teria pago R$ 1 milhão para “adiar” e “amenizar” reportagem na Folha de S.Paulo

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Mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, indicam que ele ofereceu R$ 1 milhão ao gestor de crise Guilherme Barros para tentar adiar a publicação de uma reportagem da Folha de S.Paulo e influenciar seu conteúdo. As conversas foram divulgadas pelo Metrópoles nesta sexta-feira (16).

Em agosto de 2024, Vorcaro orientou Barros a usar seus contatos para impedir que o texto fosse publicado naquele momento, alegando que a divulgação poderia comprometer o banco. Segundo as mensagens, a reportagem foi publicada 22 dias depois, com informações favoráveis ao Master. Barros posteriormente mencionou o pagamento de um success fee e Vorcaro respondeu que ele merecia receber.

A Folha nega que tenha segurado ou amenizado a reportagem e afirma que o texto foi publicado no prazo previsto. O jornal também declarou que seu diretor de redação, Sérgio Dávila, só tomou conhecimento das mensagens sobre o pagamento após a divulgação do caso. A publicação afirma que as alterações posteriores no texto foram feitas para incluir informações sobre a prisão de Vorcaro, em novembro de 2025.

 

Com informações do Metrópoles

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