Diversos

Com fome, observei o que os macacos comiam, diz piloto que passou 36 dias em selva perto da divisa do Pará com o Amapá

As equipes de resgate já tinham desistido de encontrar o piloto paraense Antônio Sena, 36, quando coletores de castanha se depararam com um jovem franzino e abatido na mata. Havia 36 dias que ele sobrevivera a um acidente de avião. Estava com 26 quilos a menos.

O piloto desapareceu em 28 de janeiro, quando o avião caiu em uma área de floresta de difícil acesso nas redondezas do rio Paru, perto da divisa do Pará com o Amapá.

Antônio foi resgatado no sábado (6), após caminhar por 32 dias, pondo fim a uma busca que envolveu Força Aérea Brasileira, Corpo de Bombeiros e voluntários de dois estados e dando início a uma nova vida, com novas prioridades.

​Eu sempre trabalhei com aviação comercial. Quando eu voltei do meu último trabalho, na África, estava decidido a ficar em Santarém, onde tenho um restaurante. Com a pandemia, o bar fechou e as contas seguiam chegando.

Sempre recebi convite para voar para o garimpo e, com o [preço do] ouro lá em cima e a gente precisando, aceitei. O salário de um comandante de uma companhia no Brasil chega a R$ 18 mil, o que dá uma diária de mais de R$ 810 para voar 22 dias, algo em torno de R$ 68 a hora. O voo de garimpo paga R$ 300 a hora.

Eram três dias de experiência e, no terceiro voo, aconteceu o acidente.

Entre a pane e o impacto foram dois minutos, uma eternidade na aviação. Meu conhecimento da região amazônica e treinamentos me trouxeram muita calma.

Consegui informar que eu estava caindo e, como estava voando baixo porque era um voo de garimpo [clandestino], eu precisava fazer um pouso forçado.

Quando caí com o avião num igarapé, ele ficou coberto de diesel. A primeira coisa que fiz foi pegar as três garrafas de água de 500 mL que estavam lá. Consegui pegar ainda quatro latas de refrigerante, um pacote de pão, sacos de sarrapilha [usados para ensacar o ouro no garimpo], uma corda e minha mochila, onde tinha canivete, faca de bolso, lanterna e isqueiro.

Peguei tudo e me afastei da aeronave. Aos poucos, ouvi ela queimando.

Sabia que teria uma semana de buscas, então, aguardei no local nos primeiros oito dias. Me concentrei em fazer fogueiras para que vissem a fumaça, e ficava perto da clareira aberta pelo acidente.

Fiquei preocupado em me manter ativo, achar água, comida e fazer abrigo. Fiz uma barraca com duas forquilhas de madeira, folhas de palmeira e usei sacos de sarrapilha para forrar, cobrir a barraca e aquecer meus pés à noite, quando a temperatura chegava a 16°C.

No curso de sobrevivência, aprendi que, se os recursos são escassos, a pessoa não pode beber água nas primeiras 24 horas nem comer nas primeiras 48. E que é preciso garantir as primeiras necessidades: água, abrigo e fogo.

Se eu tive medo? Várias vezes. À noite, mais, porque é um momento em que a floresta te envolve nos medos mais profundos.

Improvisei uma vara com uma faca amarrada e dormia com ela no peito, caso algum animal aparecesse. Sei que a água atrai bichos, então, evitava dormir perto de igarapés.

Pela manhã, ouvia as aeronaves de busca, mas elas passavam mais longe e com menos frequência a cada dia. No oitavo dia, decidi caminhar para buscar ajuda.

Como estava voando com aplicativo GPS no celular, que resistiu à queda, e tinha a carta aeronáutica, pensei em usar o aparelho como bússola. Mas, sem sinal, eu só tinha um ‘print screen’ do mapa.

Decidi caminhar para o leste, na direção de três pistas de pouso marcadas ou do rio Paru. Logo no primeiro dia de caminhada tive uma crise de hipoglicemia, desmaiei e acabei tendo que tomar a última lata de refrigerante.

Água eu tinha bastante; já a oferta de frutas era pouca.

Eu me alimentei muito de uma frutinha chamada breu, que conhecia só como fonte de fogo. Onde via, pegava e guardava, mas não sabia que era comestível até acabar o pão e, eu, com fome, comecei a observar os macacos. Tudo o que eles comiam eu comia também.

A base da minha alimentação foram as frutas. Mas também encontrei ovos de aves.

Nos 36 dias, encontrei ovo três vezes, taperebá [cajá] duas vezes e cacau três vezes, mas o que me alimentou mesmo foi o breu. Acontecia muito de eu passar três dias sem comer. Assim, eu perdi 26 quilos.

Com o celular já sem bateria, meu relógio me ajudava a condicionar a rotina. Caminhava até umas 14h e a partir dali, precisava providenciar abrigo e fogo.

Até que umas 16h de sexta (5), eu vi uma lona cheia de castanhas e pensei: “Essa é uma área de castanheiros”. Fui seguindo até encontrar um rapaz, me apresentei e contei o que aconteceu. Ele perguntou: “E o que a gente faz?”. Respondi: “Primeiro, me dá duas castanhas dessas”.

Eles me levaram para um barracão, onde conheci a dona Maria Jorge. Ela disse que ligaria para minha família com um rádio amador e me preparou leite quente com bolacha.

Eu já estava muito fraco, com perda de visão e desmaios há três dias. Os exames que fiz depois apontaram um nível de desgaste muscular como se eu tivesse corrido uma maratona a cada dois dias.

Eles entraram em contato com meu irmão, em Santarém, e minha mãe, em Brasília, e disseram para ela: “Seu filho mandou avisar que ele está vivo”. No dia seguinte, fui resgatado.

Muita gente falou que eu venci a floresta, mas eu só passei por ela. E ela me sustentou, me deu água, alimento.

A floresta não está lá para te matar. Ela é o sustento dos castanheiros que me salvaram. Tem algumas lições para tirar dessa história. Uma delas é a de que, para o garimpo clandestino, eu não volto.

Tenho muita vontade de voltar a voar. Mas isso tudo faz a gente repensar. Importante é ter família, teto e comida. Se você tem um teto, agradeça. Se tem família, cuide dela. Se pode ajudar alguém, ajude.

É clichê, mas não tem como fugir: nasci de novo.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. Que história de superação!
    Parabéns a ele por conseguir manter a cabeça no lugar, observar nossa floresta tão rica (se fosse numa de coníferas, tinha morrido de fome) e ter aprendido o que tem realmente valor na vida. No fim, somos só animais que se acham muito, e destroem demais o ambiente que precisam tanto.

  2. Bela história de superação. Mas para os Bolsonaro, o mais importante na vida é a reeleição, livrarem-se da justiça e viver numa mansão.

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Saúde

Recorde de 115 mil casos de Covid registrados em 24h no Brasil atingido hoje foi por causa do RN

Foto: reprodução

O Brasil atingiu nesta quarta-feira, 23, um novo recorde de casos do coronavírus, com 115.228 testes positivos registrados nas últimas 24 horas. Ao mesmo tempo, o País teve 2.392 novas mortes pela doença.

A alta de novas infecções se deu principalmente pelo represamento de dados e nova metodologia na contagem do Rio Grande do Norte, responsável por 36.374 das novas infecções contabilizadas nesta quarta.

VEJA MAIS: COVID: RN possui mais de 1.400 óbitos em investigação

A Sesap implantou um novo sistema que segundo ela melhora o acompanhamento e a investigação dos casos, criação, edição, migração e unificação das notificações dos sistemas de informação utilizados na contabilização destes dados.

Porém, a secretaria não deixou claro o motivo e não deu explicações para o atraso na confirmação destes 36 mil casos que estavam retidos, nem disse de qual período estas notificações seriam.

Com informações de O Estado de São Paulo

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Judiciário

Drauzio Varella e Globo indenizarão em R$ 150 mil pai de garoto morto no “caso Suzy”

Imagem: reprodução/TV Globo

A juíza de Direito Regina de Oliveira Marques, da 5ª vara Cível de SP, condenou o médico Drauzio Varella e a Rede Globo em R$ 150 mil após a exibição de uma entrevista com a detenta Suzy de Oliveira, em março de 2020, no Fantástico. Na matéria jornalística, sobre os preconceitos, abandono e violência vivenciados por mulheres trans presas, Suzy dizia que não recebia visitas há oito anos.

A ação em questão foi movida pelo pai da criança que foi estuprada e assassinada por Suzy. O genitor disse que, diante da grande repercussão da matéria, sofreu novo abalo psicológico ao reviver os fatos em razão da exposição e do tratamento dado a presidiária em questão.

Em contestação, Drauzio e a Globo argumentaram que a matéria teria tido cunho jornalístico e informativo, sem qualquer abuso ou ilicitude. Eles disseram que narraram os fatos sem conhecimento das práticas delituosas cometidas e que jamais mencionaram o nome da vítima ou do autor.

Ao analisar o caso, a juíza salientou que os réus violaram o direito personalíssimo do autor ao veicular matéria que minimizava a condição de presidiária da assassina de seu filho, sem atentar ao dever de veracidade, ou seja, a investigação do porquê da prisão, com nítido abuso de direito de informação, já que não adotaram a diligência necessária na apuração dos fatos, tampouco a cautela que é recomendável.

Veja a matéria completa no site Justiça Potiguar

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Saúde

Empresa diz que preço da Covaxin negociado com o Governo Federal é o mesmo praticado com outros 13 países

Foto: Indranil Mukherjee/AFP

A Precisa Medicamentos, representante no Brasil do laboratório indiano Bharat Biotech, afirmou que o preço de US$ 15 por dose da vacina Covaxin oferecido ao governo brasileiro segue tabela mundial e é o mesmo praticado com outros 13 países.

“A dose da vacina Covaxin vendida para o governo brasileiro tem o mesmo preço praticado a outros 13 países que também já adotaram a Covaxin. O valor é estabelecido pelo fabricante, no caso a Bharat Biotech”, afirmou a Precisa em nota divulgada nesta quarta-feira (23).

“No mercado internacional, o imunizante tem sido oferecido entre US$ 15 e US$ 20. Na Índia, país onde a fabricante está estabelecida, o preço da dose foi definido em US$ 16 para os hospitais privados (valor superior ao estipulado ao Brasil, que é de US$ 15) e US$ 5,3 para os governos estaduais. A estrutura para produção da vacina com vírus inativo é maior, e isso acaba refletindo no custo final do produto”, acrescenta a empresa.

O contrato de R$ 1,6 bilhão assinado entre a Precisa e o Ministério da Saúde para o fornecimento de 20 milhões de doses da Covaxin virou alvo de investigação do Ministério Público Federal, entre outros motivos, pelo valor de cada dose. Nenhuma outra vacina comprada pela pasta teve custo tão elevado. No Brasil, a dose da Pfizer, por exemplo, saiu por US$ 10 (R$ 56,30), e a da AstraZeneca/Oxford, US$ 3,16 (R$ 19,87).

Um dos elementos usados no inquérito foi o depoimento de um servidor do Ministério da Saúde que apontou pressão atípica da cúpula da pasta para tentar liberar a importação da Covaxin.

Na mesma nota, a farmacêutica voltou a negar irregularidades no contrato com o ministério.

“A Precisa informa que as tratativas entre a empresa e o Ministério da Saúde seguiram todos os caminhos formais e foram realizadas de forma transparente junto aos departamentos responsáveis do órgão federal. Importante destacar que o período entre a negociação e a assinatura do contrato para aquisição da Covaxin levou a mesma média de tempo de outros trâmites semelhantes.”

FolhaPress

Opinião dos leitores

  1. Alôôôôôôôôôôôôôôôô vacaria….
    R$ 1,6 bilhão
    R$ 1,6 bilhão
    R$ 1,6 bilhão
    R$ 1,6 bilhão
    R$ 1,6 bilhão
    R$ 1,6 bilhão
    R$ 1,6 bilhão
    Suspende a cloroquina…arrocha o imosec….

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Saúde

COVID: Vacinação em Natal nesta quinta (24) será apenas para 1ª dose de trabalhadores da educação e 2ª dose de Oxford para vacinados com a 1ª até 31 de março

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS/Natal) informa que a vacinação contra Covid-19 terá alterações nesta quinta-feira (24): todos os pontos vão funcionar apenas com aplicação da D2 para todos os públicos que tenham tomado a primeira dose de Oxford até 31 de março, exceto trabalhadores da educação do ensino infantil, fundamental I e II que terão D1 disponível no Colégio Expansivo, Ginásio do Sagrada da Família e Palácio dos Esportes.

O motivo é que do quantitativo de 14.665 doses repassadas ao município nesta quarta-feira (23) veio com recomendação de 1.400 doses destinadas à primeira dose dos trabalhadores da educação e 13.265 doses à segunda dose dos demais públicos em vacinação.

Até a chegada de novas doses fica suspensa a vacinação dos demais públicos anteriormente divulgados.

Dessa forma cada uma das 35 UBS, cada um dos seis drives, e cada ponto extra exclusivo para Educação vai atender os públicos conforme determinado na nota técnica do lote recebido. Todos os públicos em vacinação, assim como a documentação e dúvidas frequentes podem ser conferidos através do site https://vacina.natal.rn.gov.br/ .

A SMS Natal também aguarda o envio de novas doses para retomar e avançar tanto nos públicos prioritários como na faixa etária das pessoas sem comorbidades.

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Saúde

Governo diz que não houve favorecimento para compra de qualquer vacina, acusa deputado de mentira sobre compra da Covaxin e anuncia processo

Foto: reprodução/CNN Brasil

O ministro da Secretaria-Geral, Onyx Lorenzoni, e o atual assessor especial da Casa Civil, Elcio Franco, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, afirmaram nesta quarta-feira (23/6) que não houve favorecimento para a aquisição de qualquer vacina contra a Covid-19.

Mais cedo, nesta quarta, o deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) disse que ele e seu irmão, Luis Ricardo Miranda, chefe de importação do Departamento de Logística em Saúde do Ministério da Saúde, alertaram Bolsonaro sobre suspeitas de corrupção no processo de compra da vacina indiana Covaxin.

“Jamais houve favorecimento para aquisição de qualquer vacina. […] Até o presente momento, não foi gasto nenhum real nessa contratação”, emendou Elcio Franco.

Foto: reprodução/CNN Brasil

Onyx afirmou nesta quarta-feira (23/6) que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) determinou que a Casa Civil peça à Polícia Federal para abrir uma investigação para apurar declarações do deputado Luís Miranda (DEM-DF) e atividades de seu irmão, Luis Ricardo Miranda, chefe de importação do Departamento de Logística em Saúde do Ministério da Saúde, acerca do contrato do Ministério da Saúde para a Covaxin, vacina indiana contra a Covid-19.

“O presidente da República, Jair Bolsonaro, determinou que a Polícia Federal abra uma investigação sobre as declarações do deputado Luís Miranda, sobre as atividades do seu irmão, servidor do Ministério da Saúde, e sobre todas essas circunstâncias expostas no dia de hoje”, informou Onyx.

Segundo o ministro, também será aberto um processo interdisciplinar junto à Controladoaria-Geral da União para apurar a conduta do servidor do Ministério da Saúde.

Em tom inflamado, Onyx ameaçou o deputado, após dizer que “Deus tá vendo” ele “mentir deslavadamente”: “Vai ter que pagar, vai ter que se ver conosco”.

O ministro mostrou vários documentos e chegou a dizer que o deputado e o irmão poderiam ter falsificado um deles.

De acordo com documentos do Tribunal de Contas da União (TCU), a Covaxin foi a vacina mais cara negociada pelo governo federal, custando R$ 80,70 a unidade. O valor é quatro vezes maior que o da vacina da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a AstraZeneca, por exemplo.

A CPI da Covid investiga por que o governo agilizou os trâmites na compra da vacina indiana. Segundo um levantamento do TCU, o Ministério da Saúde levou 97 dias para fechar o contrato da Covaxin, enquanto demorou 330 dias para ter um acordo com a Pfizer.

Além disso, o contrato entre o Ministério da Saúde e a Precisa Medicamentos para compra da vacina Covaxin foi o único acordo do governo que teve um intermediário sem vínculo com a indústria de vacinas – o que foge do padrão das negociações e contratos de outros imunizantes.

Durante depoimento ao Ministério Público, no inquérito apura a conduta do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, o chefe de importação do Departamento de Logística em Saúde do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, afirmou que recebeu pressões para favorecer a Precisa Medicamentos em depoimento ao Ministério Público.

O deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) disse, nesta quarta, que ele e seu irmão, Luis Ricardo Miranda, alertaram Bolsonaro sobre as suspeitas. Os irmãos Miranda vão prestar depoimentos, nesta sexta-feira (25/6), na CPI que apura ações e omissões do governo federal durante a pandemia.

Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Eita, BG! Tá ficando difícil apoiar este governo e o presidente dentro dos seus dois princípios: contra corrupção e de costumes. De costumes não é pq um sujeito que casou 3 vezes e usou dinheiro público pra, segundo o próprio, “comer gente”, não deve ser um costume que vc defenda. O dá corrupção, será necessário começar a fazer curvas feito cobra na areia quente para os seguidores do atual gestor do país.

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Política

Bolsonaro é aprovado por 28% e reprovado por 50%, diz pesquisa PoderData

Foto: Sérgio Lima/Poder 360

O presidente Jair Bolsonaro é aprovado por 28% e rejeitado por 50%, de acordo com pesquisa PoderData realizada nesta semana (21-23.jun.2021). As duas taxas variaram negativamente na margem de erro, de 2 pontos percentuais, em relação a duas semanas antes.

A fatia dos que avaliam o presidente da República como “regular” oscilou de 17% para 19%, também na margem. Os que dizem não saber como responder são 3%; há 15 dias, eram 1%.

As variações indicam um quadro estável. A taxa de avaliação positiva de Bolsonaro tem variado na faixa de 24% a 30% desde o final de março.

Destaques demográficos

Os homens (37% desse grupo), os que têm de 45 a 59 anos (36%), os moradores da região Norte (40%) e os que ganham mais de 10 salários mínimos (42%) são os estratos que mais aprovam Bolsonaro.

Já os que mais rejeitam o trabalho presidencial são: mulheres (59%), os moradores da região Nordeste (63%), os com ensino superior (61%) e os que ganham de 5 a 10 salários mínimos (62%).

Sobre a pesquisa

Foram 2.500 entrevistas em 445 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

Poder 360

Opinião dos leitores

  1. Alguém aí acredita em Papai Noel? Em Curupira, Saci Pererê, Caipora, Mula sem Cabeça, Matinta Pereira??? Bolsonaro 2022.

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Saúde

EUA anunciam a doação de 3 milhões de doses de vacinas da Janssen para o Brasil

Foto: Gregor Fischer/picture alliance via Getty Images

Os Estados Unidos confirmaram, nesta quarta-feira (23), que irão doar 3 milhões de vacinas contra a Covid-19 ao Brasil. As doses destinadas ao país são da farmacêutica Johnson&Johnson, produtora do imunizante Janssen, segundo informações da Casa Branca.

O carregamento partirá de Fort Lauderdale, no estado americano da Flórida, na noite desta quinta-feira (24), com destino ao aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).

A Casa Branca disse que equipes científicas e autoridades legais e regulatórias de ambos os países trabalharam juntas para garantir a entrega rápida.

O país norte-americano, que recentemente atingiu a marca de 600 mil mortes provocadas pelo novo coronavírus, apresenta um alto índice de imunização contra a Covid-19 e iniciou a doação de doses para outras nações após o sucesso de vacinação em território nacional.

Além da antecipação de 1,5 milhão de doses — que chegaram nesta terça-feira (22), no Aeroporto de Guarulhos (SP), vindas diretamente da empresa –, o Ministério da Saúde estaria finalizando tratativas para receber a doação de 3 milhões de doses dos Estados Unidos para os próximos dias.

O representante da Casa Branca afirmou que as vacinas foram liberadas pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA e viriam do fornecimento que os Estados Unidos tinham imediatamente disponível.

O Brasil já havia dado aprovação regulatória para a vacina J&J, proporcionando o caminho mais rápido para levar um grande número de doses ao país imediatamente, acrescentou o funcionário.

“Estamos compartilhando essas doses não para garantir favores ou extrair concessões. Nossas vacinas não vêm com amarras. Estamos fazendo isso com o objetivo único de salvar vidas”, disse o membro da Casa Branca.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. O MS deveria utilizar e adquirir 50 milhões desa vacina e imunizar todas as pessoas que foram vacinadas com a coronavac.

  2. Tomás tu é um doente político cara, procura um tratamento. Meu amigo estão vindos essas para o Brasil, só tenho a agradecer por essa doação, mas parece q vc torce pelo pior. Triste ver pessoas assim.

  3. Essas vacinas deveriam ir para o Haiti.
    O país que ainda se encontra devastado, não vacinou quase ninguém.

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Política

Bolsonaro determinou à PF que investigue o deputado Luis Miranda por ‘denunciações caluniosas’ no caso da compra da Covaxin, diz Onyx

Foto: reprodução/CNN Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) determinou a abertura, pela Polícia Federal, de uma investigação para apurar as declarações do deputado Luis Miranda (DEM-DF), que afirmou ter alertado o governo federal a respeito de irregularidades e pressões supostamente indevidas envolvendo a vacina Covaxin.

A afirmação foi feita pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, durante declaração à imprensa nesta quarta-feira (23) que classificou como ‘denunciações caluniosas’ as declarações de Luis Miranda.

O ministro afirma que o governo vai instaurar um procedimento administrativo disciplinar contra o irmão do deputado Luis Miranda, servidor do Ministério da Saúde, e propor à Procuradoria-Geral da República (PGR) que o parlamentar e o familiar sejam investigados por supostamente adulterar documentos.

Documentação adulterada

De acordo com o ministro Onyx, o documento apresentado por Miranda para apontar possíveis irregularidades foi adulterado. Ele apresentou aquele que seria o documento original e correspondente à negociação, que teria passado por retificações.

Onyx afirma que a posição do governo é a de que não houve sobrepreço nem irregularidades na negociação pela Covaxin. “Não existe nenhuma irregularidade, existe o trabalho correto que foi feito pelo ministro Pazuello”.

O que disse o deputado Luís Miranda sobre a Covaxin e o governo Bolsonaro

O deputado Luís Miranda afirmou nesta quarta-feira (23) à CNN que levou pessoalmente ao presidente Jair Bolsonaro “provas contundentes” de irregularidades nas negociações para a compra da vacina Covaxin.

“O presidente sabia que tinha crime naquilo”, disse o deputado. Miranda é irmão de um servidor do Ministério da Saúde que, segundo ele, teve conhecimento dos problemas. De acordo com o parlamentar, após o encontro, Bolsonaro ficou “convencido” e se comprometeu a acionar “imediatamente” a Polícia Federal.

“Entreguei a Bolsonaro. O caso não é só de pressão. É gravíssimo: tem desvio de conduta, invoice [nota fiscal] irregular, pedido de pagamento antecipado que o contrato não previa, quantidades diferentes”, disse Miranda à CNN.

Miranda afirmou que decidiu ir ao presidente porque seu irmão, Luis Ricardo Fernandes Miranda, estava sofrendo retaliação por resistir a anuir com as tratativas. Ele já havia sido exonerado de um cargo de confiança e, segundo o deputado, só retomou o posto após o próprio parlamentar procurar diretamente o então ministro Eduardo Pazuello.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Ele disse que foi verdade? Ele disse que foi mentira? Ele respondeu as perguntas dos jornalistas? Ele disse se de fato houve algum erro? Gente !!! Fiquem de olho… no Brasil, tudo está sendo investigado.. imagine se não fosse… até agora ninguém do governo se pronunciou com provas que não é verdade… então…

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Saúde

COVID: Brasil registra 2.392 óbitos e bate recorde com 115 mil novos casos nas últimas 24h

O Ministério da Saúde divulgou os dados mais recentes sobre o coronavírus no Brasil nesta quarta-feira (23):

– O país registrou 2.392 óbitos nas últimas 24h, totalizando 507.109 mortes;

– Foram 115.228 novos casos de coronavírus registrados, no total 18.169.881 milhões pessoas já foram infectadas.

Seis estados brasileiros já passaram a marca de 1 milhão de infectados pela Covid-19: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia e mais recentemente Santa Catarina.

– Com mais 94.788 curados registrados nas últimas 24h, o número total de recuperados do coronavírus é 16.483.635. Outros 1.179.137 pacientes estão em acompanhamento.

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Saúde

TJD/RN decide que atletas e funcionários do Globo que testaram positivo para Covid não poderão estar presentes na final do Campeonato Potiguar contra o ABC

O Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Norte (TJD/RN) decidiu que os atletas e funcionários do Globo que testaram positivo para Covid e não tenham cumprido o período de quarentena não poderão comparecer à final do Campeonato Potiguar, contra o ABC, que será disputada na quarta-feira (23), no Estádio Frasqueirão.

“Nesse sentido, atletas anteriormente testados positivo, e que procederam ao reteste antes de concluir a quarentena, mesmo que o seu resultado seja negativo, não podem, hoje, ingressar no Estádio Maria Lamas Farache, uma vez que, o simples reteste negativo, antes do fim da quarentena, não confere a segurança exigida pelos órgãos competentes”, diz a decisão (veja a íntegra aqui).

A decisão foi tomada com base no Guia Médico da CBF que regulamenta a necessidade do cumprimento do período de quarentena aos atletas que testaram positivo para a COVID-19, não sendo aceitos posteriores testes negativos para fins de justificar a suspensão do isolamento.

Opinião dos leitores

  1. Essa é federação do Zé Vanildo, quando não é arbitragem que inventa um pênalti e o Tribunal que abre o caminho. Assim o abc é campeão todo ano.

  2. Inacreditável ter que ler que foi preciso a justiça (seja ela desportiva ou não), dizer o óbvio: Pessoas contaminadas necessitam ficar isoladas. Depois se perguntam pq o Brasil não vai pra frente.

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