Política

‘Com Moro de vice, Bolsonaro ganha no primeiro turno’, diz ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos

Foto: Adriano Machado / Reuters

Articulador político do Palácio do Planalto, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, avaliou que uma dobradinha entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Justiça, Sérgio Moro, seria imbatível na disputa de 2022. “Eu falei para o presidente que, se hoje ele fosse tentar a reeleição, com Moro de vice, ganhava no primeiro turno, disparado”, afirmou Ramos ao Estado, sem mencionar o atual vice, Hamilton Mourão.

O general disse, porém, que Bolsonaro não enxerga essa possibilidade. “Ele não vê nada disso.” Ex-juiz da Lava Jato, Moro enfrenta resistências para emplacar o pacote anticrime no Congresso e é alvo de questionamentos, mas ainda mantém a popularidade e foi aplaudido de pé, anteontem, em show do cantor Roberto Carlos, em Curitiba.

O governo prepara uma reforma ministerial?

O presidente ficou um pouco contrariado com notícias que saíram sobre isso. Ele brincou comigo: “Ramos, eu vi logo que era fake news porque seu nome não estava lá (entre as possíveis mudanças)”.

Mas, nos últimos dias, muitos pediram, por exemplo, a cabeça do ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Quando acontece isso, aí é que ele não tira. Se o presidente tiver interesse em mudar, (será) no ano que vem… Agora é chance zero de isso ocorrer.

O “ano que vem” já está aí…

Eu digo março, abril.

Mas o ministro Weintraub não exagera nas redes sociais?

Sim, mas… Até o general Fernando (Fernando Azevedo, ministro da Defesa) ficou chateado com aquela postagem do Dia da República, que ele botou o Deodoro da Fonseca ao lado do presidente Lula (no Twitter, Weintraub chamou a Proclamação da República de “o primeiro golpe de Estado no Brasil”). Agora, ele tem de responder pelo que fala. Eu não posso falar nada. Tenho 72 mil seguidores, mas não ligo para esse bichinho aqui (aponta para o celular). Você tem de tomar cuidado com o que escreve e posta, porque pode cometer um erro grosseiro, ofender pessoas.

Essa situação preocupa?

Esquece o Weintraub. Estamos vivendo, graças a Deus (bate na mesa três vezes), um momento feliz, de muita serenidade nas mídias sociais.

Sem o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) nas redes…

Vocês é que falaram, não fui eu. Não estou dizendo que o Carlos está fora, nada disso.

É uma coincidência?

Eu não sei.

O governo adiou o envio da proposta de reforma administrativa ao Congresso por medo de protestos de rua?

Não. O Paulo Guedes (ministro da Economia) ficou chateado, mas o presidente achou que este projeto agora ia dar ruído. Havia coisas que iam bater no Judiciário e ficaram algumas pontas soltas. A reforma será apresentada com melhoramentos.

Por que o pacote anticrime do ministro da Justiça, Sérgio Moro, não avançou no Congresso?

Eu acho que não correspondeu ao clamor da sociedade. Mas o ministro Moro tem razão. Eu, por exemplo, tive um sobrinho de 31 anos assassinado numa saidinha de banco, no Rio. Agora teve um sargento assassinado porque o bandido queria o celular.

O ministro Moro poderá ser vice numa chapa liderada pelo presidente Bolsonaro, em 2022?

Eu falei para o presidente que, se hoje ele fosse tentar a reeleição, com Moro de vice, ganhava no primeiro turno, disparado. Mas o presidente não vê isso como uma possibilidade. Mas não vê porque não vê nada disso (risos). Seria importante ele ter, sim, um novo mandato para arrumar a casa. Sinceramente, em quatro anos não dá para consertar tudo.

O ex-presidente Lula ainda pode ser o principal adversário de Bolsonaro, caso volte a ficar elegível?

Ué, mas ele não foi condenado de novo? Pergunta difícil, mas eu acho que não. Lula saiu com muito ódio (da prisão). Passou do ponto.

O que o sr. acha de propostas que tramitam no Congresso para retomar a prisão após condenação em segunda instância?

Sou da opinião do ministro Moro: é necessário retomar a segunda instância para a segurança pública e a jurídica. Temos o sentimento de impunidade pela quantidade de recursos que existem. Esquece o presidente Lula. Vamos falar de traficantes, assassinos… Olha o tanto de gente que foi solta.

O Supremo Tribunal errou?

Não. Só que tomou uma decisão, em 2018, de manter a segunda instância e, um ano depois, mudou. Quem é que mudou o voto ali? Rosa Weber. O que houve? Pressão? Não sei.

O presidente corre o risco de não conseguir aprovar no Tribunal Superior Eleitoral a Aliança pelo Brasil a tempo de o novo partido disputar as eleições municipais. Isso não pode prejudicar o projeto de reeleição?

É muito cedo para traçar qualquer quadro. O partido pode não concorrer (em 2020), mas isso não quer dizer que o presidente não possa ter candidato na eleição nem que esse nome não possa mudar para a Aliança depois. Não façam uma leitura equivocada de um craque na política. Prefeito pode mudar de partido.

E quem ele vai apoiar em São Paulo?

Só acho que não vai apoiar a Joice Hasselmann (deputada do PSL e ex-líder do governo no Congresso), pelo que houve. É dedução minha, porque em política acontece muita coisa.

Em recente reunião, deputados do Centrão ameaçaram travar votações, caso o governo não pagasse emendas nem liberasse cargos. Como resolver isso?

Já resolvemos, graças a Deus. Confesso que, no dia dessa reunião, havia um déficit e não sabíamos como resolver. Diziam assim: “O senhor não pode ir lá. Vai enfrentar os leões do Centrão?”. Eu respondi: “Qual é o problema? Participei de negociação no Haiti, Copa, Olimpíada, pancadaria. Ninguém vai bater em mim”. Logo depois, o presidente determinou que o Paulo Guedes desse uma solução, com R$ 2 bilhões para a Câmara e R$ 400 milhões para o Senado. Até o fim do mês, cada parlamentar receberá os seus R$ 20 milhões em emendas para sua base eleitoral.

E isso não é toma lá, dá cá?

Espera aí. No início do governo foi dito que, para esse ano, teríamos a reforma da Previdência e outras pautas. Então, houve esse acordo. O deputado do Paraná, por exemplo, foi eleito por causa de municípios, que exigem dele recursos para hospitais, colégios, etc. Se no passado isso permitia desvio, é outra coisa. Nós exigimos projeto. Agora, só vão votar se der o dinheiro? Eu acho que não. Na MP 890 (que instituiu o programa Médicos pelo Brasil) houve mesmo um pouco de pressão. Faz parte. A democracia é assim.

Mas há fogo amigo na relação entre o sr. e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, por causa da articulação política.

Não existe fogo amigo entre mim e Onyx. Esquece. Eu gosto muito do Onyx e estou dando continuidade ao excepcional trabalho realizado por ele. Peguei um trem em movimento. Não sei quem é que faz a intriga, mas o meu setor não é.

O governo vai agora apoiar a abertura de cassinos no País?

O presidente disse que tem de debater a ideia com a sociedade, com os evangélicos. Uma coisa é abrir um cassino em Brasília, que não faz sentido. Outra é na Amazônia, em uma área que precisa se desenvolver, como foi feito em Atlantic City ou Las Vegas (EUA). Mas é preciso ver os efeitos colaterais, as possíveis associações com drogas, contravenções.

Estadão

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Cidades

VÍDEOS: Registro de incêndios na Vila de Ponta Negra inclui ônibus em chamas

Vídeo: Cedido

O BLODOBG recebeu, na noite desta quinta-feira (26), um vídeo que mostra uma situação preocupante na Vila de Ponta Negra, localizada na zona Sul de Natal.

Nas imagens, é possível ver um carro próximo a chamas intensas. Um homem, que registrava o momento, narra a cena enquanto o fogo se espalha, chamando a atenção de quem passava pelo local. Um outro vídeo mostra um ônibus em chamas.

Veja:

O caso ocorreu na região da Vila de Ponta Negra e, até o momento, não há informações detalhadas sobre as causas do incêndio ou possíveis feridos.

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Mundo

Avião com 162 passageiros quase colide com helicóptero militar nos EUA

Foto: Reprodução

Um avião comercial e um helicóptero militar quase se envolveram em uma colisão durante um voo na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite de terça-feira (24/3). O caso foi divulgado nesta quinta-feira (26/3) pela Administração Federal de Aviação (FAA).

Dados do site Flightradar24 apontam que a distância entre as duas aeronaves chegou a cerca de 160 metros. O avião transportava 162 passageiros e seis tripulantes. Não houve feridos.

De acordo com as autoridades, a aeronave – um Boeing 737 da companhia United Airlines – se aproximava de um aeroporto por volta das 20h40 quando um helicóptero Black Hawk, do Exército dos Estados Unidos, cruzou sua trajetória.

A companhia aérea informou que os pilotos foram avisados por controladores de tráfego aéreo sobre a presença de uma aeronave militar na região e conseguiram visualizar o helicóptero durante a aproximação.

A FAA abriu investigação para apurar as circunstâncias do ocorrido. Entre os pontos analisados está a possível violação de uma regra recente que proíbe que pilotos mantenham separação entre aeronaves apenas com base na visão, sem o uso de instrumentos, em áreas próximas a grandes aeroportos.

O episódio ocorre poucos dias após um avião da Air Canada Express colidir com um caminhão de bombeiros na pista do Aeroporto LaGuardia, em Nova York. O acidente deixou dois mortos – o piloto e o copiloto – e 41 feridos, entre eles dois funcionários que estavam no veículo.

Metrópoles

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Política

Lula atribui precariedade em hospitais federais do Rio à família Bolsonaro

Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atribuiu a precariedade dos hospitais federais do Rio de Janeiro à família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O presidente esteve nesta quinta-feira (26) em Niterói, na abertura da Caravana Federativa do Governo Federal.

Lula fez referência ao Hospital Federal do Andaraí, municipalizado pela Prefeitura do Rio de Janeiro em 2024. Segundo o presidente, a gestão passada foi responsável pela pela “mercantilização” do setor hospitalar no estado.

“Os hospitais federais aqui do Rio de Janeiro estavam na mão da família Bolsonaro, que não cuidou desse hospital com o mínimo de respeito. A cozinha não funcionava, a UTI não funcionava, a emergência não funcionava. O que era mais grave: os funcionários do hospital Andaraí pagavam o estacionamento para colocar o carro pra ir trabalhar. O hospital tinha sido mercantilizado. E não sei que tipo de gente tomava conta daquele hospital”, afirmou o presidente.

Em outra visita à capital do estado, em fevereiro, Lula afirmou que os hospitais da região foram usados como “moeda de troca eleitoral” em momento de campanha.

Lula participou da abertura da Caravana Federativa do Governo Federal no Centro da cidade do Rio de Janeiro. O evento teve como objetivo ampliar o acesso a programas sociais, serviços e investimentos da União. Ele afirmou que o governo firmou um acordo com a Prefeitura da capital de repasse de recursos com a meta de transformar os hospitais federais em “centros de excelência”.

A CNN procurou o senador Flávio Bolsonaro para comentar as declarações do presidente e aguarda retorno.

CNN

Opinião dos leitores

    1. Gustavo, vá se tratar. Procure um psiquiatra urgente. Não deixe pra depois.

  1. O bichim bem que tentou, passou 08 anos arrumando para ele e a cambada, depois passou o bastão a anta, ficou querendo mandar, só que entrou em colapso, já se vão três anos de presidente, educação, segurança , saúde, infraestrutura, indicadores em queda, estatais no vermelho, rombo, dívida pública nas alturas, juros idem, e esse desmemoriado ridículo ainda não tira da boca o nome Bolsonaro, isso é doença, devia gritar por Mácron o tempo todo.

  2. Esse idoso está equivocado, qualquer problema vem com fack news, o problema é da incompetência de seu governo.

  3. SERÁ QUE, SE ESSA ANTA SE REELEGER, EM 2030, AINDA VAI TÁ CULPANDO BOLSONARO, PELA GESTÃO PÍFIA QUE ELE FAZ? ESQUECE BOLSONARO, DESGRAÇA!

  4. O nove dedos está a mais de 3 anos na presidência e não tomou nenhuma providência. É no mínimo conivente.

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Política

Prefeita Marina Trindade inaugura novo Mercado Público e anuncia pacote de obras no centro de Pedro Avelino

Foto: Divulgação

Pedro Avelino viveu um momento histórico nesta quinta-feira com a inauguração do novo Mercado Público Municipal, um equipamento aguardado há anos pela população e que agora se torna símbolo de desenvolvimento, fortalecimento da economia local e valorização das tradições do município.

A solenidade contou com grande participação popular, reunindo moradores, lideranças locais e autoridades em um ambiente marcado por emoção e sentimento de conquista coletiva. O espaço, moderno e estruturado, foi pensado para oferecer mais conforto, organização e dignidade tanto para comerciantes quanto para a população.

Durante o evento, a prefeita Marina Teodoro da Trindade destacou a importância da obra para o presente e o futuro da cidade. Em sua fala, ressaltou que o mercado representa não apenas uma entrega física, mas um novo ciclo de oportunidades para geração de renda e fortalecimento da economia local.

Na ocasião, a prefeita também assinou a ordem de serviço para a construção de um complexo de obras no entorno do mercado, que inclui um playground e uma academia voltada para os jovens, ampliando o espaço como um ponto de convivência, lazer e integração social.

O evento contou ainda com a presença do deputado estadual Tomba Farias, que, em um discurso emocionado, destacou a importância da entrega do equipamento como o cumprimento de um compromisso firmado com a população. Segundo ele, a obra só foi possível graças à sua articulação, com o apoio e empenho do então senador Rogério Marinho.

Com investimento superior a R$ 1 milhão, o novo Mercado Público Municipal já está em pleno funcionamento e passa a oferecer uma estrutura adequada para comercialização de produtos, além de promover mais conforto, lazer e qualidade de vida para toda a população de Pedro Avelino.

A entrega reforça o compromisso da gestão municipal com o desenvolvimento urbano, a valorização dos espaços públicos e o cuidado com as pessoas, consolidando mais um avanço importante para o município.

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Judiciário

STF forma maioria contra prorrogação da CPMI no INSS

Foto: Reprodução

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (26) por 7 votos a 2 contra a prorrogação da CPMI do INSS. Os ministros André Mendonça e Luiz Fux votaram a favor da liminar que determina o adiamento da comissão. Já os magistrados Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli, Carmem Lúcia e Gilmar Mendes votaram juntos em divergência a Mendonça e Fux e formaram a maioria.

Ainda resta o presidente da Corte, Edson Fachin, para determinar o último voto.

Na última segunda-feira (23), Mendonça já havia determinado que o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), oficializasse a prorrogação da CPMI em até 48h. Ele atendeu a um mandado de segurança da cúpula do colegiado, que acusou Alcolumbre de omissão por não ler o requerimento de extensão dos trabalhos.

Em caso de inércia de Alcolumbre em ler o requerimento, Mendonça determinou que a presidência da CPI “estará imediatamente autorizada a prorrogar o funcionamento regular” dos trabalhos pelo prazo que a minoria parlamentar entender necessário.

Jovem Pan News

Opinião dos leitores

  1. A corrupção venceu, a máfia criminosa organizada venceu , o Brasil perdeu, A corrupção adentrou aos tribunais superiores, anarquia, absurdo

  2. O STF sempre pisoteando nos aposentados, foi assim na Revisão da Vida Toda e agora no roubo dos emprestos

  3. A ala podre do STF não tem vergonha de passar vergonha.
    É muito triste ver a onde chegou a suprema corte do Brasil, uma corte focada em proteger criminosos

  4. MAIS UMA PIZZA PRA COLEÇÃO, O SISTEMA É BRUTO, TÁ MUITO BEM APARELHADO! OUTUBRO VEM AÍ, VAMOS FICAR DE OLHOS ABERTOS! NÃO É FÁCIL DERROTAR O SISTEMA.

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Brasil

Gilmar chama vazamentos de “vexame” e cobra “desculpas” de parlamentares

Foto: Victor Piemonte

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), definiu como “vexame” o vazamento de dados e conversas íntimas durante a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS.

O magistrado disse ainda que parlamentares deveriam se desculpar pelo ocorrido.

“Mas o problema maior é depois a falta de total escrúpulo. Porque se divulga, confiada na impunidade. Tem pessoas já velhas, com mais de 60 anos entrando na sala-cofre para depois ficar contando coisa que nada tem a ver com a investigação”, declarou.

“Isso é indigno. Não é bom para os senhores, para o parlamento, para as instituições. Os senhores não pediram desculpas ainda por esse episódio lamentável!”, completou o magistrado.

A manifestação ocorreu nesta quinta-feira (26), durante o julgamento no plenário da Corte, que analisa a decisão do ministro André Mendonça sobre a prorrogação da CPMI do INSS. O relator foi o primeiro a votar e já se manifestou pelo referendo da liminar, propondo a prorrogação do colegiado por 60 dias.

Ao pedir a palavra durante o voto do ministro Alexandre de Moraes, Gilmar afirmou que não existe quebra de sigilo em bloco sem individualização ou justificativa adequada, como ocorreu na comissão. O magistrado disse, ainda, que as informações foram divulgadas “confiadas na impunidade” dos parlamentares.

Não é a primeira vez que o decano sobe o tom e critica os vazamentos. No início de março, Gilmar afirmou que a exposição de conversas privadas sem qualquer relação com crimes é uma “gravíssima violação ao direito à intimidade”.

A declaração foi feita nas redes sociais do ministro, ao comentar reportagem sobre a intenção da empresária Martha Graeff de acionar a Justiça após a divulgação de mensagens com Daniel Vorcaro.

CNN

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Política

Allyson renuncia ao cargo de prefeito de Mossoró nesta sexta e vice, Marcos Medeiros, tomará posse

Foto: Célio Duarte

O município de Mossoró terá mudança no comando do Executivo a partir desta sexta-feira (27). A Câmara Municipal de Mossoró realiza, às 16h, sessão para leitura da carta de renúncia do prefeito Allyson Bezerra (União). Após a formalização da vacância do cargo, o vice-prefeito Marcos Medeiros (Republicanos) será empossado como novo prefeito. A solenidade de posse está marcada para as 18h, no Teatro Municipal Dix-Huit Rosado.

A carta de renúncia foi protocolada pelo chefe do Executivo mossoroense junto ao Legislativo municipal e será publicada por meio de Ato da Presidência no Diário Oficial do Município. O documento também foi lido em plenário durante sessão ordinária realizada na quarta-feira (25). Allyson deixa o cargo para cumprir com a exigência legal de desincompatibilização do cargo para poder se candidatar nas eleições desse ano ao cargo de governador.

As atividades serão transmitidas ao vivo pela TV Câmara (canal aberto 22.2) e pelo canal oficial da Câmara Municipal de Mossoró no YouTube.

Tribuna do Norte

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Política

Na reta final da janela partidária, nominata do MDB se consolida como uma das mais atrativas das Eleições 2026

Foto: Divulgação

A poucos dias do encerramento da janela partidária, previsto para o próximo dia 3 de abril, a nominata do MDB se consolida como uma das mais atrativas para as Eleições de 2026 no Rio Grande do Norte. Com um grupo competitivo e bem estruturado, o partido está próximo de fechar os 25 nomes da nominata e trabalha com a possibilidade concreta de eleger até quatro deputados estaduais.

Encabeçada pelo presidente estadual da sigla, Walter Alves, a nominata reúne nomes de peso e forte presença política em diversas regiões do estado. Entre os destaques estão ex-prefeitos, lideranças políticas, ex-deputado, vereadores e ex-vereadores que fortalecem ainda mais o grupo.

De acordo com projeções internas, o cenário é bastante favorável. A estimativa é de que o segundo candidato eleito pela legenda precise alcançar cerca de 25 mil votos, enquanto o terceiro nome da nominata pode garantir uma vaga na Assembleia Legislativa com aproximadamente 18 mil votos. Números considerados viáveis diante da densidade eleitoral dos pré-candidatos.

O desempenho promissor é resultado de um trabalho de articulação política conduzido por Walter Alves, que vem aglutinando lideranças expressivas e ampliando a capilaridade do MDB em todas as regiões do estado. A estratégia tem como foco montar uma nominata competitiva e equilibrada, capaz de maximizar o desempenho do partido nas urnas.

Com esse cenário, a expectativa é de que o MDB surpreenda nas Eleições marcadas para o dia 4 de outubro de 2026, consolidando-se como uma das principais forças políticas na disputa proporcional no Rio Grande do Norte.

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Geral

VÍDEO: Mendonça vota pela prorrogação da CPI do INSS e defende resposta a ‘roubo de bilhões dos mais vulneráveis’

O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, defendeu a prorrogação da CPMI do INSS, que investiga fraudes em benefícios previdenciários.

Para ele, a continuidade dos trabalhos é necessária diante de um “roubo de bilhões de reais” que atingiu pessoas vulneráveis, como idosos e famílias de baixa renda.

Mendonça também criticou a cúpula do Congresso, apontando “omissão” por não dar andamento ao pedido de prorrogação da comissão. Ele determinou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, leia o requerimento para estender os trabalhos.

A CPMI pediu mais 90 dias de funcionamento, com possibilidade de prorrogação adicional. O pedido foi ignorado por Alcolumbre, o que levou o caso ao STF.

Agora, os demais ministros vão decidir se mantêm ou derrubam a decisão de Mendonça. Nos bastidores, a avaliação é que ele pode não ter votos suficientes para vencer.

Lideranças do Congresso criticam a medida e afirmam que o STF está interferindo em uma atribuição do Legislativo, ferindo o princípio da separação dos poderes.

Além disso, há receio de que a prorrogação da CPMI impacte o cenário eleitoral e amplie tensões políticas. Parlamentares também temem que as investigações avancem sobre diferentes grupos e gerem novos desgastes.

Dentro do STF, parte dos ministros defende estabelecer limites mais claros para o funcionamento de CPIs, para evitar que comissões sejam usadas como instrumento de pressão sobre a Corte.

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Geral

Magistrados reclamam de ‘severa redução remuneratória’ com decisão do STF sobre penduricalhos

Foto: Gustavo Moreno/ST

A Associação dos Magistrados Brasileiros criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal que limitou os penduricalhos pagos às carreiras da Justiça, afirmando que a medida implica “redução remuneratória imediata” e atinge “direitos reconhecidos”.

De acordo com os magistrados, a decisão do STF tem largos “efeitos”. “Afeta a previsibilidade do regime jurídico da magistratura, impacta a atratividade da carreira e tende a produzir reflexos na organização e na eficiência da prestação jurisdicional” sustenta.

Em julgamento nesta quarta, o STF estabeleceu um teto de 70% para o pagamento de indenizações à magistratura e às carreiras do Ministério Público enquanto o Congresso Nacional não editar lei sobre os penduricalhos. Considerando os valores máximos das indenizações autorizadas, a remuneração máxima da magistratura a partir de abril será de R$ 78,7 mil.

A Corte máxima fixou quais indenizações podem ser pagas, no limite de 35% do valor do subsídio do magistrado. Ainda estabeleceu um teto à parte, também de 35%, para o pagamento do adicional por tempo de serviço, que foi rebatizado como parcela de valorização por tempo de antiguidade na carreira. O benefício é calculado de acordo com o tempo de servido de cada magistrado – 5% a cada cinco anos.

Em nota, AMB citou o “enfraquecimento” da magistratura e invocou “condições institucionais necessárias ao adequado funcionamento do Poder Judiciário”.

A entidade que congrega associações de diferentes ramos da justiça destacou que a “defasagem remuneratória relevante” da magistratura em contraposição com a “elevada carga de trabalho” da classe.

“Causa perplexidade que a via que admite a criação de deveres, não seja admitida também para a regulação de direitos. O julgamento tende a intensificar esse contexto de perda”, sustenta.

A entidade defendeu, especificamente um dos penduricalhos que agora foi extinto pelo STF: a licença compensatória. O benefício foi criado pelo Conselho Nacional de Justiça. Segundo a decisão do STF, só são permitidas indenizações criadas por lei promulgada pelo Congresso Nacional.

A AMB defendeu o benefício, afirmando que ele foi criado como ” mecanismo de compensação pelo exercício de atividades extraordinárias”. A entidade diz que os magistrados brasileiros convivem com “excesso de trabalho” que “impacta também a saúde” dos mesmos.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. A mamadeira tava cheia de leite com açúcar, mel de abelha 🐝 e adoçante, assim é mão na roda, tem que ganhar pelo trabalho e nao pra ter Status, dinheiro justo, dinheiro certo pelo desempenho correto, acho muito benefício, justo pelo justo.

  2. Se está achando ruim…va para o serviço privado. Serviço público não era pra ser uma forma de enriquecer as custas do povo…mas para servir o povo. Quer ficar rico…monte uma empresa

  3. Farinha pouca, meu pirão primeiro.

    O Brasil é um verdadeiro circo, onde os palhaços somos nós (o povo).

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