Política

Conspirador, leal, bom negociador? Afinal, quem é Michel Temer?

em-1984-o-secretario-de-seguranca-publica-michel-temer-com-mario-covas-da-esq-para-dir-fernando-henrique-cardoso-o-entao-governador-de-sp-franco-montoro-e-o-comandante-da-pm-nilton-viana-1462792987986_615x300Temer (ao microfone) nos tempos do governo Montoro (ao centro), seu padrinho político

Considerado discreto e hábil negociador, o advogado e professor de direito Michel Miguel Elias Temer Lulia (PMDB), 75, chega à Presidência da República, o maior desafio de sua trajetória, de forma interina, com uma larga experiência política e algumas suspeitas. Em 2016, com a fama de gostar do que faz, ele completa 35 anos de política partidária –sua militância começou, porém, há mais de 50 anos.

O presidente interino, nascido em 1940 na cidade de Tietê (a 143 km a noroeste da capital paulista), filiou-se ao PMDB em 1981, época em que o partido liderava a oposição à ditadura e Franco Montoro era senador e o principal líder da legenda em São Paulo. Temer é o segundo pupilo de Montoro a chegar à Presidência da República –o primeiro foi Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Eleito governador de São Paulo em 1982, Montoro nomeou Temer como procurador-geral do Estado e depois como secretário da Segurança Pública. A atuação no governo do padrinho político serviu de trampolim para Temer arriscar-se em sua primeira candidatura. Lançou-se candidato a deputado federal em 1986 e conseguiu se eleger para participar da Assembleia Constituinte.

Democracia cristã

A ligação com Montoro remontava à década de 1960, quando este era um dos líderes do PDC (Partido Democrata Cristão). “Ele [Montoro] fazia um grupo de estudos. E eu trabalhei muito nas teses da democracia cristã, liderado pelo Montoro”, afirmou Temer em entrevista publicada em seu canal no YouTube em 2014. Temer e Montoro, que era católico, também conviveram como professores na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

Morto em 1999, Montoro era tido como político preocupado com o social, apesar de não ser socialista. Foi importante opositor da ditadura e artífice da campanha de redemocratização do país na década de 1980. Deixou o PMDB em 1988 para fundar o PSDB, partido com o qual Temer e os peemedebistas mantêm laços.

“A linha do Michel é a da Constituição. Nossa Constituição é neoliberal. Ela prestigia o capital, a liberdade de iniciativa, mas ao mesmo tempo tem um número grande de cláusulas de caráter social”, afirma o advogado e professor Adilson Dallari, amigo de longa data de Temer.

Amigos destacam lealdade

O peemedebista construiu uma carreira política procurando se afastar dos holofotes, das polêmicas e dos conflitos. “Ele é modesto e não é exibido. Um dia me disse a seguinte frase: não tenho a mínima vocação para carro alegórico. Ele é de grande sobriedade”, diz o também advogado e professor Celso Antônio Bandeira de Mello, outro antigo amigo do presidente interino.

Chamado de golpista por apoiadores da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), Temer goza de um conceito completamente diferente entre muitos que conviveram com ele ao longo de sua vida.

“A Dilma não poderia ter um vice mais leal do que ele, mas nem a pessoa mais leal do mundo resiste ao desaforo contínuo. Michel é um homem extremamente leal e posso garantir [isso] porque foi meu secretário. Ele foi obrigado a tomar as posições que tomou porque foi completamente hostilizado, desprezado e humilhado até. Ele é um homem que tem muita dignidade”, argumenta o ex-governador de São Paulo Luiz Antônio Fleury Filho (PMDB).

Fleury é especialmente grato a Temer por este ter assumido a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo logo após o massacre do Carandiru, em 1992, quando 111 detentos foram assassinados pela Polícia Militar. Foi o pior momento do governo Fleury.

“Uma característica marcante no Michel é o equilíbrio que ele tem em momentos de crise. Tem uma capacidade de controle pessoal que é invejável. Quando ocorreu o episódio do Carandiru, ele não titubeou. Aceitou na mesma hora. Fiquei muito grato porque era um momento difícil.” De acordo com Fleury, o principal mérito de Temer na ocasião foi pacificar o ambiente dentro das polícias Militar e Civil de São Paulo.

Mesmo divergindo politicamente de Temer e se opondo ao impeachment, Bandeira de Mello também aponta a lealdade com uma das qualidades do amigo. “É uma pessoa extremante digna e leal, um homem muito equilibrado, muito sereno.”

Advogado conciliador

Filho de imigrantes libaneses, Temer seguiu os passos de três de seus sete irmãos e se mudou para São Paulo aos 16 anos para estudar e entrar na carreira de Direito. Na Faculdade de Direito do largo São Francisco, vinculada à USP (Universidade de São Paulo), envolveu-se com a política estudantil.

Pertencia, na instituição, ao Partido Independente. Tratava-se, segundo Adilson Dallari, de um grupo de centro-esquerda que se opôs à ditadura implantada em 1964.

Depois de concluir o curso, Temer foi oficial de gabinete de Ataliba Nogueira, então secretário estadual de Educação no governo Adhemar de Barros.

Entre o fim da década de 1960 e os anos 1970, o presidente interino montou um escritório de advocacia com Geraldo Ataliba, Celso Antônio Bandeira de Mello e Celso Bastos.

Celso Bandeira de Mello e Adilson Dallari, que também trabalhou no escritório, dizem que Temer era o melhor advogado do grupo. Para Bandeira Mello, Temer levava vantagem por escrever bem e fazer petições objetivas. “Ele sempre ganhava [as causas].”

Temer trabalhava mais com questões cíveis, especialmente com litígios sobre contratos. Segundo Dallari, as qualidades de hábil negociador já apareceram neste momento.

“O Michel tem uma vocação para conciliar interesses. Ele nunca diz “não”. Mesmo que você tenha uma opinião contrária à dele, ele vai dizer “bom, olha, seu argumento é ponderável, mas quem sabe você não acha isso”. Enfim, o cara é genial para fazer acordo. No escritório, isso funcionou que era uma beleza. Todo mundo saía satisfeito”.

Presidente da Câmara e do PMDB

Além do apoio de Montoro na década de 1980, o reconhecimento como constitucionalista e a capacidade para negociar impulsionaram sua carreira política. Depois de participar da Assembleia Constituinte, emendou cinco mandatos como deputado federal.

No começo da década de 1990, voltou por alguns anos a São Paulo para ser novamente procurador-geral do Estado e secretário da Segurança durante o mandato de Luiz Antônio Fleury.

O bom trânsito nos bastidores da política levou-o a se eleger presidente da Câmara. Ao longo dos dois primeiros mandatos, de 1997 a 2001, chegou a assumir a Presidência do país interinamente por seis dias. Na época, o PMDB apoiava o governo Fernando Henrique Cardoso.

Temer assumiu a presidência nacional do partido em 2001, consolidando sua projeção no país, sua fama de negociador e deixando para trás o ex-governador Orestes Quércia, antigo líder da legenda em São Paulo.

Ao longo do primeiro do mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, o PMDB voltou ao governo. Em 2009, Temer foi novamente eleito presidente da Câmara. Como deputado, conseguiu aprovar projetos de lei como o de combate ao crime organizado, o de criação de juizados especiais e os que ajudaram a formar o Código de Defesa do Consumidor.

Se Dilma carrega a fama de ter aversão a políticos, Temer é o oposto. “Algumas vezes eu estive lá na Câmara quando ele [Temer] era presidente da Casa. Eu ficava horrorizado. O ambiente político ali parecia um ninho de escorpião. Era uma coisa danada, aquela vida infernal, você tem que tomar cuidado o tempo todo, e ele tinha que consertar tudo. Perguntei a ele: como você aguenta isso? Ele dizia: eu gosto, eu gosto”, conta Adilson Dallari.

Aliança e crise com o PT

Em 2010, PT e PMDB fecharam acordo para a eleição presidencial e lançaram a chapa Dilma Rousseff e Michel Temer. O peemedebista licenciou-se da presidência do partido e assumiu a vice-presidência do país.

Apesar da fria relação entre Dilma e Temer, PT e PMDB mantiveram a chapa e conseguiram a reeleição em 2014. Na crise política de 2015, a presidente recorreu ao vice no meio do ano e o alçou à condição de articulador político do governo. A experiência durou pouco tempo.

“Foi um período muito tenso porque ele exerceu plenamente a função de articulador do ponto de vista de acerto com as bases partidárias, em relação a posições, a cargos. Mas o que se acertava [com Temer] se desacertava no entorno da Dilma. Alguns acordos efetuados não foram cumpridos pelo PT. Michel Temer pediu para se afastar do cargo de articulador. Sentiu que estava sendo sabotado”, diz o marqueteiro e consultor político Gaudêncio Torquato, amigo do presidente interino.

“Michel foi muito paciente com a Dilma. Infelizmente para ela, ele foi extremamente sabotado pelo PT. Ela desperdiçou o melhor articulador político que ela tinha à mão e disposto a ajudá-la. E aí chegamos no ponto que nós chegamos”, diz Fleury, que aponta o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, como o principal obstáculo à relação PT-PMDB. “Ele [Mercadante] azedou tudo.”

Insatisfeito com o tratamento que recebia da presidente, Temer não evitou que o PMDB decidisse por sair do governo no começo de 2016 e por apoiar, na Câmara e no Senado, o impeachment de Dilma.

“Temer tem influência grande no partido, mas não liderou essa movimentação. Tem alguns líderes do partido que tomaram essa posição. Ele percebeu que a maioria era por esse afastamento. Então simplesmente endossou as posições encaminhadas por seus correligionários”, comenta Torquato sobre a saída do PMDB do governo.

Segundo Torquato, o episódio que selou o rompimento definitivo entre Temer e Dilma foi a divulgação da carta escrita pelo então vice à petista em 7 de dezembro, logo depois do acolhimento do pedido de impeachment pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Na carta, Temer reclamava de ser um vice decorativo e da tentativa de governo de dividir o PMDB. Também se queixava que a presidente e seu entorno desconfiavam dos peemedebistas, incluindo ele próprio.

“O Michel se colocou à disposição e engoliu muito sapo. Para fazer um desabafo daquele, mandar aquela carta que foi tão criticada, é que o sapo já não descia mais. Ele precisava achar espaço no estômago para mais sapo. Então teve que vomitar aquela carta”, diz Fleury.

Tornado público, o texto agravou a crise política no governo. O grupo de Temer alega que a carta tinha caráter pessoal e não deveria ser divulgada. Nem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi capaz de reverter o quadro e atrair de volta o apoio do PMDB.

Suspeitas e condenação

Temer não chega à Presidência livre de suspeitas e ameaças. Delatores da operação Lava Jato apontaram supostas relações do peemedebista com envolvidos no esquema de corrupção na Petrobras. Ele alega inocência e permanece fora da lista de investigados na operação.

Outra suspeita foi levantada em uma mensagem que indica que Temer teria recebido R$ 5 milhões da construtora OAS. Ele diz que o dinheiro foi uma doação legal de campanha.

Na operação Castelo de Areia, que investigou a Camargo Corrêa, a Polícia Federal encontrou documentos que citam 21 vezes o nome de Temer ao lado de quantias que somam US$ 345 mil. A operação foi anulada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e, na época, Temer negou irregularidades.

O peemedebista já foi citado em investigações sobre o porto de Santos, considerado sua área de influência, e também negou irregularidades à época.

Na semana passada, ele foi condenado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo por fazer doações de campanha acima do limite permitido por lei, o que deve torná-lo “ficha-suja” para a Justiça Eleitoral. Temer admite o fato, mas diz que foi apenas “erro de cálculo” –ele ainda pode recorrer da decisão no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Ele também é alvo de um pedido de impeachment por ter assinado decretos de verba suplementar em 2015, uma acusação também feita no processo contra Dilma.

Além disso, Dilma e Temer são alvos, no TSE, de processos que pedem a cassação da chapa de ambos, o que poderia levar a uma nova eleição. Ele informou que “todas as doações a sua campanha de 2014 estão de acordo com a legislação eleitoral e foram apresentadas ao TSE e aprovadas”.

UOL

Opinião dos leitores

  1. É um TRAIDOR, aliás é uma prática comum do seu partido PMDB, o mais fisiologista do Brasil, que o digam Micarla e Rosalba recentemente aqui no nosso pobre Estado. Não que eu as apoiasse, mais a covardia faz parte da história do PMDB. Além de TRAIDOR, entrará para a história como um GOLPISTA, além de ser FICHA SUJA.

    1. Na atual situação brasileira o discurso de buscar um santo puro e inquestionável para assumir o governo, beira a insanidade mental.
      Não passa de mero discurso oportunista de quem vai sair.
      Para ser político no Brasil tem que jogar fora a inocência, a retidão, a conduta 100% correta.
      Política no Brasil é feita de oportunistas e leva quem tem o maior jogo nas conversas. Isso é cultural, desde o ano de 1500.
      Porém o inverso é verdade, não podemos deixar o Brasil nas mãos das piores cobras que se tem notícia na história da política brasileira. Um grupo dominador, doutrinador, onde os meios justificam os fins para manter um projeto de poder.
      Um grupo corrupto que coloca um partido imoral acima dos interesses de uma nação, aparelhando de forma ilegal o Estado, para enriquecimento de uns. Um partido que tem toda sua cúpula investigadas e muitos já condenados.
      Estávamos entregue a pior espécie política já registrada na história brasileira, todos oriundos de movimentos comunistas e que durante 14 anos eram apoio incondicional a países dominados por ditadores. Nada no Brasil é pior do quê aqueles que até o da 12/05/2016 estavam no poder.
      Não escrevo meias verdades, falo apenas de fatos devidamente comprovados e de conhecimento público, embora o PT tente escondê-los.

    2. Colosso disse tudo, quanto ao Rica fico com pena porque foram isto que deram durante muitos anos, o Partido das Trevas só tinham coisas ruins para nos dar.
      Agora não, fomos salvos por alguém que tem sim biografia e não folha corrida.
      Toda boa sorte do mundo TEMER

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Geral

Brasil continua freguês da Noruega e cai para europeu sem título pela 3ª vez seguida em Copas

Foto: Werther Santana/Estadão

Com a derrota para Noruega por 2 a 1 e consequente a eliminação precoce da Copa do Mundo 2026 na tarde deste domingo (5), o Brasil segue sem vencer o noruegueses na história. Em cinco confrontos, são três derrotas brasileiras e dois empates.

No jogo de hoje, Erling Haaland marcou os dois gols da Noruega no segundo tempo. Neymar descontou de pênalti, mas não evitou a eliminação brasileira ainda nas oitavas de final, no MetLife Stadium, em East Rutherford.

A derrota amplia a sequência de eliminações para seleções europeias que nunca conquistaram uma Copa do Mundo. Em 2022, o Brasil foi eliminado pela Croácia nos pênaltis nas quartas. Em 2018, o Brasil caiu diante da Bélgica também nas quartas de final.

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Geral

‘Haaland esmaga o Brasil’: Imprensa internacional repercute eliminação do Seleção Brasileira da Copa do Mundo

Imagem: reprodução

A eliminação da seleção brasileira na Copa do Mundo repercutiu na imprensa internacional. Após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, neste domingo (5), em Nova Jersey, pelas oitavas de final, a queda do Brasil foi tratada como “surpresa mundial”, no Olé, da Argentina.

Repercussão da eliminação do Brasil no As — Foto: ReproduçãoRepercussão da eliminação do Brasil no As — Foto: Reprodução

O As, da Espanha, afirmou que a seleção brasileira e Carlo Ancelotti deixaram a Copa do Mundo de “maneira amarga”. O jornal espanhol ainda exaltou a atuação de Haaland.

Repercussão da seleção no VG, da Noruega — Foto: Reprodução

Imagem: reprodução

O VG, da Noruega, também exaltou o camisa 9 da seleção local e disse que Haaland “esmagou” o Brasil.

O jornal espanhol Mundo Deportivo exaltou o desempenho de Haaland, autor do segundo gol da partida, e afirmou que o atacante foi decisivo para cravar a classificação da Noruega às quartas de final.

“Haaland praticamente selou o destino dos pentacampeões mundiais com um golaço, dominando a bola e soltando um chute forte e rasteiro que venceu Alisson. Uma atuação de gala do atacante da Noruega e do Manchester City”, escreveu o veículo.

Com informações de O Globo e Terra

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Copa do Mundo

Com gols de Haaland, Brasil é eliminado da Copa do Mundo pela Noruega

Foto: Jewel SAMAD / AFP via Getty Images

O Brasil deu adeus ao sonho do hexa e foi eliminado na fase oitavas de final da Copa do Mundo pela seleção da Noruega após perder por 2 a 1, neste domingo (5).

Os gols da partida foram marcados pelo atacante Haaland, de cabeça, aos 34 minutos o segundo tempo, e de perna esquerda aos 44 minutos da segunda etapa.

A Seleção Brasileira ainda descontou nos acréscimos, com Neymar, de pênalti. Fechando o placar da partida em 2 a 1 para a Noruega.

Na primeira etapa da partida, o Brasil despediçou uma grande chance de abrir o placar do jogo. Bruno Guimarães cobrou um pênalti que foi defendido pelo goleiro norueguês.

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Geral

Na corrida contra o tempo para tentar se reeleger, Lula inaugura de tunel sem água no RN a canteiro de obras na Bahia

Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

Na reta final do prazo legal para inaugurações antes das restrições do período eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou uma série de agendas pelo país e participou de cerimônias de entrega de obras, incluindo a inauguração de um túnel de irrigação sem água no Rio Grande do Norte e até a inauguração de, pasmem, um canteiro de obras da Ponte Salvador-Itaparica, na Bahia.

Túnel sem água

Na quinta-feira (3), em Major Sales (RN), Lula inaugurou o túnel de irrigação da transposição do Rio São Francisco, mas a água não chegou durante a cerimônia devido a um erro no cronograma da obra. Irritado, o presidente cobrou explicações da empresa responsável e, no dia seguinte, afirmou que esperava acompanhar a passagem da água pelo túnel, o que só ocorreu horas depois do evento.

Inauguração de canteiro de obras

Na Bahia, Lula também participou da cerimônia de início das obras da Ponte Salvador-Itaparica, projeto estimado em R$ 11,6 bilhões e prometido há anos. A solenidade gerou críticas da oposição, que questionou o anúncio de uma obra ainda em fase inicial.

Entre 19 de junho e 3 de julho, Lula cumpriu 19 agendas em sete estados, anunciando investimentos em infraestrutura, habitação, saúde, educação, agricultura e indústria. Com o fim do prazo para inaugurações oficiais, encerrado no sábado (4), Lula criticou as restrições impostas pela legislação eleitoral e afirmou que continuará viajando pelo país para acompanhar obras e ações do governo, mesmo sem participar de novas inaugurações.

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Geral

Ao desembarcar nos EUA para audiência sobre tarifas, Flávio Bolsonaro critica Lula: ‘Enquanto ele mostra o dedo do meio, vim defender os brasileiros’

Foto: Brenno Carvalho

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) desembarcou neste domingo na capital dos Estados Unidos, onde participará de uma audiência no Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O objetivo do encontro, segundo o presidenciável, é defender as empresas brasileiras das sobretaxas sinalizadas pelo governo de Donald Trump. Ao chegar em Washington, Flávio criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por mostrar o dedo do meio durante evento do governo.

— Enquanto o atual presidente manda o dedo do meio para o povo brasileiro, eu vim à Washington defender os brasileiros — afirma Flávio.

O petista fez o gesto na sexta-feira, durante discurso em uma cerimônia no Palácio do Planalto. Na ocasião, Lula defendia a ampliação do acesso à população de baixa renda a tratamentos de qualidade disponíveis para pessoas de maior poder aquisitivo.

— Precisamos acabar com essa ideia de que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles (mostrando o dedo do meio). Nós gostamos de coisa boa, queremos tudo de primeira — declarou Lula.

A viagem de Flávio é a sexta vez que o senador vai aos Estados Unidos este ano, total que supera o número de idas a estados-chave para a corrida eleitoral de outubro. Na semana passada, o senador apresentou um documento ao órgão de comércio americano com a avaliação de que a sobretaxa, em análise pela gestão de Donald Trump, representaria “uma vitória política” ao presidente Lula.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Enquanto um e a favor do Brasil o outro vai taxar o país e depois tenta enrolar os brasileiros dizendo que vai conversar sobre as taxas.

    1. Em tempo: dois ladrões, na realidade UM LADRAO, condenado em três estâncias por um juiz, três desembargadores e cinco ministros.

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Geral

VÍDEO: Após chamar Neymar de “convocado home office”, Lula diz que jogador pode “fazer a diferença” e deseja sorte à Seleção Brasileira contra a Noruega

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desejou boa sorte à Seleção Brasileira neste domingo (5), antes da partida contra a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.

Em vídeo publicado por Janja nas redes sociais, Lula afirmou que Neymar pode ser decisivo, desde que esteja totalmente recuperado e em condições de jogar. Vale lembrar que em junho, Lula chamou Neymar de “jogador home office” ao intergir com um garoto durante um evento.

O presidente também demonstrou confiança na equipe e disse acreditar que o Brasil tem condições de chegar à final e conquistar o título mundial. Ao encerrar a mensagem, desejou boa sorte aos jogadores.

Assista:

 

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Um post compartilhado por Janja Silva (@janjalula)

Opinião dos leitores

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Copa do Mundo

Sem Paquetá, Ancelotti escolhe Martinelli: veja a escalação do Brasil para enfrentar a Noruega

Foto: Image Photo Agency/Getty Images

O técnico Carlo Ancelotti escolheu o camisa 22, Gabriel Martinelli, para substituir Lucas Paquetá no time titular do Brasil. O atacante do Arsenal é a única novidade na escalação da Seleção, neste domingo, contra a Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. A partida acontece no estádio de Nova York/Nova Jersey, a partir das 17h (de Brasília).

Autor do gol da classificação sobre o Japão, na última segunda, Martinelli tinha Danilo Santos como principal concorrente. O meio-campista do Botafogo chegou a ser testado na posição na quinta-feira.

A escalação do Brasil para enfrentar a Noruega é: Alisson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães; Rayan, Matheus Cunha, Gabriel Martinelli e Vini Jr.

A alteração foi forçada pela lesão de Paquetá. O meia machucou a coxa esquerda e, embora não tenha sido cortado, dificilmente conseguirá voltar a atuar nesta Copa do Mundo. O restante da Seleção é o mesmo que iniciou o confronto com o Japão.

ge

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Geral

Ao lado de Fernando Holiday e Pavanato, Álvaro Dias participa do lançamento da pré-candidatura de Josemar e reforça o fortalecimento do PL Jovem no RN

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, participou na tarde deste domingo, em Natal, do lançamento da pré-candidatura de Josemar Varela a deputado estadual. Intitulado “Acorda RN”, o evento reuniu lideranças do Partido Liberal (PL) e marcou mais um passo no fortalecimento do PL Jovem e da participação da juventude de direita no projeto político da legenda para as eleições deste ano.

Realizado no Praiamar Natal Hotel & Convention, o encontro reuniu centenas de militantes, apoiadores e dirigentes partidários em torno de debates sobre renovação política, formação de novas lideranças e os desafios para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte.

Também participaram do evento o deputado federal Nikolas Ferreira, o vereador paulistano Fernando Holiday, o vereador paulistano Lucas Pavanato, o deputado federal General Girão, o pré-candidato ao Senado Coronel Hélio, o pré-candidato a vice-governador Babá Pereira, a pré-candidata a deputada federal Nina Souza e a vice-prefeita de Natal Joana Guerra.

Durante seu pronunciamento, Álvaro Dias afirmou que o Rio Grande do Norte vive um momento decisivo e defendeu a necessidade de um novo ciclo de desenvolvimento para o estado. O pré-candidato também ressaltou sua experiência administrativa, relembrou a condução da Prefeitura de Natal durante a pandemia da Covid-19 e destacou que o trabalho realizado foi reconhecido pela população.

“Estamos chegando a um momento muito importante de refletir, de parar e pensar no futuro do nosso estado. O Rio Grande do Norte já errou muito e precisa retomar o caminho do desenvolvimento. Nossa gestão à frente da Prefeitura de Natal foi encerrada com 65% de aprovação popular, demonstrando o reconhecimento da população pelo trabalho realizado. Durante a pandemia, enfrentamos momentos muito difíceis e, com muito empenho, ajudamos a salvar vidas. O Rio Grande do Norte conhece o nosso trabalho e sabe da nossa capacidade de enfrentar desafios”, afirmou Álvaro Dias.

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Geral

Brasil registra 685 mil casos de violência infantojuvenil em 5 anos; meninas representaram 62% das vítimas

Foto: Pixabay

As denúncias de violência contra crianças e adolescentes no Brasil cresceram 125% nos últimos cinco anos. Os registros passaram de 73.635 em 2020 para 165.413 em 2025, segundo dados do Ministério da Saúde analisados pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM).

No período, foram contabilizadas 685.629 notificações envolvendo vítimas de até 18 anos. As meninas representam 62% dos casos, enquanto os meninos correspondem a 38%.

Violência sexual é ocorrência mais registrada

A violência sexual foi a ocorrência mais registrada, com 34% das notificações. Em seguida aparecem negligência e abandono (33,3%) e violência física (32,9%).

A adolescência concentra 43% dos casos (294.010 registros), seguida pela primeira infância, com 37,5% (256.601 casos), e pela segunda infância, com 20% (135.018).

Maioria das agressões acontece em casa

O estudo também mostra que a maioria das agressões ocorre dentro de casa. A mãe foi apontada como autora em 34% das notificações e o pai em 26%.

Maior crescimento foi no Nordeste

Todas as regiões do país registraram aumento nas notificações. O maior crescimento ocorreu no Nordeste (+1.200%), seguido por Norte (+809%), Centro-Oeste (+508%), Sul (+421%) e Sudeste (+221%).

Opinião dos leitores

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[VÍDEO] IMAGENS FORTES: Menino de 11 anos que dirigia caminhonete atropela e mata dez monges budistas em peregrinação na Tailândia

Um menino de 11 anos atropelou um grupo de monges budistas em peregrinação pela Tailândia. Ao menos dez monges morreram e outros dez estão internados, dois deles em estado crítico, segundo o boletim mais recente do Hospital de Mukdahan, no nordeste do país.

Trinta e cinco monges budistas e cinco fiéis leigos caminhavam à beira de uma rodovia na província de Mukdahan na quinta durante uma peregrinação quando uma caminhonete atropelou o grupo na sexta-feira (3). Cinco monges morreram no local e outros cinco morreram mais tarde no hospital.

“A caminhonete se aproximou e ficou extremamente perto. Eu me joguei, mas os monges saíram voando”, afirmou um dos sobreviventes.

A polícia local confirmou que o veículo era dirigido por um menino de 11 anos que pegou o carro dos pais sem permissão.

O menino foi detido, porém, não prestou depoimento às forças de segurança, afirmou Prayut Ruanthongkam, chefe da polícia da cidade de Mukdahan, à agência de notícias AFP. Na Tailândia, menores de 12 anos não têm responsabilidade penal. Ele foi encaminhado às autoridades de proteção à criança para avaliação, acompanhado pela mãe.

Com informações de g1

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