Saúde

COVID-19: Com imunologista brasileira à frente, vacina de Oxford entra na fase três de testes clínicos e já é produzida em larga escala

Foto: Ilustrativa

A vacina contra a covid-19 em desenvolvimento na Universidade de Oxford, no Reino Unido, entra esta semana em sua fase três de testes clínicos, em que ao menos dez mil pessoas serão vacinadas em todo o país para averiguar a eficácia do produto. Dentre as mais de 70 vacinas em desenvolvimento em todo o mundo, a de Oxford é considerada a mais avançada e uma das mais promissoras.

Para que essa terceira fase, da testagem maciça, não leve muito tempo, Oxford conclamou 18 centros de pesquisa em todo o Reino Unido a testar o novo imunizante. À frente da testagem na Escola de Medicina Tropical de Liverpool, também no Reino Unido, está a imunologista brasileira Daniela Ferreira, de 37 anos, especialista em infecções respiratórias e desenvolvimento de vacinas.

Mas a aposta neste imunizante é tão grande que, mesmo ainda longe de aprovação, o produto já está sendo produzido em larga escala. O objetivo é ter já o maior número possível de doses prontas para distribuição assim que o produto for aprovado, evitando um possível novo atraso na proteção da população mundial. “O que eu posso dizer é que dentro de dois a seis meses teremos os dados para dizer se a vacina protege ou não.”

“A ideia não é ter uma competição entre os países”, explicou Ferreira, em entrevista ao Estadão. “O que está acontecendo agora, é um trabalho de envolvimento global, com todos os cientistas compartilhando conhecimento em tempo real. A vacina é para o mundo inteiro; tem de haver uma colaboração internacional e tem de ser solidária, não pode ser ditada por interesses comerciais e preços.”

A vacina de Oxford é a mais avançada do mundo. Em que fase da testagem estamos e como a Escola de Medicina Tropical de Liverpool entra no estudo?

Passamos da fase um para a fase três em apenas dois meses. Agora, na fase três, a vacina será testada em dez mil pessoas para verificarmos sua eficácia. Para isso, Oxford recrutou 18 centros de pesquisas em todo o Reino Unido, entre eles o meu grupo, de Liverpool. Vamos testar 550 voluntários.

Vocês já começaram a testar a vacina?

Na semana passada, fizemos o recrutamento dos voluntários e alguns exames para saber se são saudáveis, se podem receber a vacina, se não foram já expostos ao vírus, todas essas coisas. Metade receberá a vacina controle e a outra metade, a vacina ativa.

E depois disso? É esperar?

Os ensaios de eficácia geralmente são assim. Esperamos um certo tempo para ver qual o número de infecções registradas no grupo de controle em comparação ao do grupo que recebeu a vacina ativa. Precisamos de um certo tempo para estimar a eficácia da vacina.

O fato de parte da população ainda estar em isolamento não pode interferir nesse resultado?

Já estamos saindo do lockdown. Já passamos do pico da epidemia e, agora, o número de infecções está caindo. Mas, sim, isso pode afetar. Por isso, nesta fase três, estamos dando prioridade a recrutar profissionais da área de saúde porque esse é o grupo de pessoas com a maior chance de adquirir a infecção.

Como a senhora mesma afirmou, vocês conseguiram passar da fase 1 a fase 3 em apenas dois meses. Como foi possível acelerar tanto esse processo que, normalmente, leva muito mais tempo?

A razão pela qual os ensaios puderam ser acelerados é que essa plataforma já tinha sido usada para vacinas contra outras doenças. Ou seja, era um vírus diferente, mas já tinha sido injetada em mais de mil pessoas. Por isso, já sabíamos que era segura e isso nos permitiu ser mais acelerados. Por isso também, desde o começo dos testes já estávamos avaliando a eficácia. Mas nenhuma etapa foi pulada e o rigor científico foi o mesmo.

Pode explicar melhor esse conceito de plataforma?

Estamos usando um vírus atenuado da gripe comum (adenovírus), que infecta macacos. Material genético semelhante ao que constitui uma proteína do novo coronavírus é adicionado. Essa proteína fica na superfície do vírus e é a grande responsável pela infecção. Com essa vacina, esperamos fazer com que o corpo produza anticorpos e possa reconhecer o novo coronavírus no futuro, evitando sua entrada nas células.

O coordenador da iniciativa de Oxford, Adrian Hill, disse em entrevista na semana passada que a chance de o grupo chegar a uma vacina eficiente seria de 50%. Achei pessimista….

A pergunta foi qual era a chance de completarmos o ensaio clínico com um número suficiente para conseguir demonstrar se a vacina é eficaz. Há muitos aspectos a se pensar para saber se uma vacina vai funcionar ou não. Porque não se trata apenas da eficácia da vacina em si. É preciso saber se ela pode ser produzida rapidamente e em larga escala, se será acessível globalmente, se terá preço razoável ou poderá ser distribuída de graça. Enfim, tudo isso entra na conta. Não adianta, por exemplo, uma vacina que proteja muito bem, mas esteja disponível apenas para um milhão de pessoas. E há ainda outro problema: precisamos saber se conseguiremos um número de casos suficiente para atestar a eficácia (se o número de casos da doença cair muito rapidamente, poderia não haver casos suficiente)

Todas essas questões devem ser levadas em conta também na hora dos investimentos?

Sim. E o que acho muito bom é que não temos um candidato, mas mais de 70, sendo que pelo menos cinco já estão na fase um dos testes clínicos. Como numa corrida de cavalo, vários vão cruzar a linha de chegada. Teremos que avaliar qual será o melhor candidato para ser administrado globalmente. Temos de ser capazes de produzir bilhões de doses. Os maiores investimentos devem ser dados para esses candidatos.

Mas tem como controlar isso?

Temos a Cepi (Coalition for Epidemic Preparedness Innovations), uma coalizão sem fins lucrativos que reúne diversas entidades filantrópicas e países e coordena os esforços de vacinas para epidemias. Desde a epidemia de ebola de 2016 percebemos que havia a necessidade de um grupo para coordenar, de termos uma missão única, um trabalho direcionado. Então, existem regras bem claras: não se pode manter a patente, o produto deve ser acessível a todos, globalmente, enfim, existem mecanismos. A ideia não é ter uma competição entre os países. O que está acontecendo agora, é um trabalho de envolvimento global, com todos os cientistas compartilhando conhecimento em tempo real. A vacina é para o mundo inteiro; tem de haver colaboração internacional e tem de ser solidária, não pode ser ditada por interesses comerciais e preços. E é importante ressaltar que ela não será útil apenas para os próximos seis meses, mas para os anos futuros.

Existe algum indício de que tenhamos que produzir sempre novas vacinas, sazonalmente, como acontece com a gripe?

Pelos dados que já temos, do sequenciamento do vírus, ele é bem mais estável do que o vírus da gripe. Pelo menos neste momento não parece que será o caso.

Uma vacina contra a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), que causou uma epidemia em 2003, estava sendo desenvolvida mas acabou sendo deixada de lado quando a doença desapareceu. Esse conhecimento prévio ajuda?

Claro, muito. A vacina de Oxford é um exemplo perfeito, porque usa essa mesma plataforma, um adenovírus, usada antes na Sars e também na Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio, que foi identificada em 2012). Na verdade, a vacina da Sars já estava pronta para ser testada, mas como o número de casos da doença caiu muito rapidamente, não se conseguiu provar a sua eficácia. Mas já tínhamos os dados de segurança, isso acelerou o processo.

Mas o grupo de Oxford é o mais acelerado….

Todas as etapas têm de ser cumpridas, temos de passar por todas com o mesmo rigor. Mas o que poderia ser feito em dois anos pode ser feito em dois meses. Isso depende da logística de que você dispõe, do número de voluntários, da quantidade de pessoas que consegue vacinar ao mesmo tempo. Em um projeto normal, por exemplo, Oxford poderia fazer essa terceira etapa sozinha, ao longo de dois anos. Mas, para acelerar, fez uma parceria com 18 centros de pesquisa em todo o Reino Unido, entre eles o nosso.

Em quanto tempo a senhora acha que poderemos ter uma vacina pronta?

Esses números voltam e mordem a gente. O que eu posso dizer é que dentro de dois a seis meses teremos os dados para dizer se a vacina protege ou não. Não só da nossa vacina, mas de outras também. Agora, daí ao ponto de ter uma vacina aprovada e bilhões de doses prontas para serem distribuídas globalmente, é outra história, é outro número.

Existe um temor de países em desenvolvimento, como Brasil, de sermos os últimos a receberem a vacina. Até o laboratório começar a produção e até chegar a nossa vez de recebermos podemos perder muito tempo?

A AstraZeneca (o laboratório farmacêutico por trás da iniciativa de Oxford) já está produzindo a vacina. Não tem ninguém sentado, esperando os resultados. Imagino que isso esteja acontecendo também com outras vacinas. É um risco, claro, mas deve ser assumido. Porque a reputação da indústria também está em jogo. Essa é a maior epidemia que enfrentamos em cem anos, é um dever das indústrias farmacêuticas estarem nesse jogo. É um dever moral usar o conhecimento, a logística e a linha de produção de que dispõem para tentar resolver o problema. Não tem como resolver isso apenas dentro da universidade.

Mas os EUA, por exemplo, investiram US$ 1 bilhão (quase R$ 5,4 bilhões nesta vacina, e já está certo que receberão 350 milhões de doses.

Sim, e parte desse dinheiro está sendo usado no desenvolvimento da vacina em troca de doses futuras. É natural que alguns países estejam à frente. Mas, como disse antes, há mecanismos de ação global para assegurar que uma vacina seja fornecida também para países com uma economia não tão saudável.

Estadão

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

STF formaliza abertura de ação penal contra Eduardo Bolsonaro por coação

Foto: Alan Santos

O STF (Supremo Tribunal Federal) formalizou nessa quinta-feira (19) a abertura de uma ação penal contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), réu pelo crime de coação.

A Primeira Turma do STF aceitou em novembro do ano passado denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República). Votaram para receber a acusação os ministros Alexandre de Moraes, relator do caso, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustenta na denúncia apresentada em setembro do ano passado que Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo articularam sucessivas ações voltadas a intervir nos processos judiciais para beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o próprio blogueiro.

A denúncia foi apresentada no âmbito do inquérito em que o ex-presidente também foi indicado pela PF (Polícia Federal). O procurador-geral, no entanto, não apresentou denúncia contra Bolsonaro, que já foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.

A abertura da ação penal é praxe e acontece após o recebimento da denúncia pelo STF. Durante a tramitação da ação, acontecem, entre outras medidas, os depoimentos dos investigados, das testemunhas de acusação e de defesa. Ao final do processo, os ministros julgam e decidem se condenam ou absolvem os réus.

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Janja usa voo da FAB com assessores para visitar escola que homenageou Lula no Carnaval

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, utilizou uma aeronave da Força Aérea Brasileira para viajar ao Rio de Janeiro no dia 6 de outubro de 2025, quando visitou o barracão da Acadêmicos de Niterói — escola que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval. Pelo menos seis assessores foram deslocados de Brasília para a agenda.

A informação é da colunista Andreza Matais, do Metrópoles. No mesmo dia, Janja participou de um evento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação ao lado da ministra Luciana Santos, que também estava no voo oficial. Durante a visita ao barracão, a primeira-dama conversou com integrantes da agremiação e comentou, em vídeo divulgado nas redes sociais, que Lula estaria “apaixonado” pelo samba-enredo. A ministra Anielle Franco também apareceu nas imagens.

Entre os integrantes da comitiva estavam assessores lotados no Gabinete Pessoal da Presidência, incluindo equipe de comunicação, fotógrafo e ajudante de ordens. Cinco deles viajaram na aeronave da FAB e receberam diárias. Uma assessora do cerimonial fez o deslocamento em voo comercial. A Secretaria de Comunicação e a assessoria de Janja foram procuradas, mas não haviam se manifestado até a publicação.

A escola de samba recebeu cerca de R$ 9,6 milhões em recursos públicos para o desfile deste ano. O enredo, intitulado “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, terminou com a menor pontuação do Grupo Especial, resultando no rebaixamento da agremiação.

Além da agenda de outubro, Janja voltou ao barracão em fevereiro para acompanhar ensaio da escola. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o meio de transporte utilizado nessa segunda visita, já que os registros de voos ainda não foram divulgados pela FAB.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Trem colide com dois ônibus na Nevaldo Rocha e provoca congestionamento em Natal

Foto: Reprodução

Um acidente envolvendo um trem e dois ônibus foi registrado na manhã desta sexta-feira (20) no cruzamento da Avenida Nevaldo Rocha com a linha férrea, em Natal. A composição ferroviária, que seguia no sentido Parnamirim em direção à estação da Ribeira, atingiu a traseira de um ônibus identificado pelo número 1328, que acabou sendo projetado contra outro coletivo à frente.

Com a colisão, o tráfego ficou bastante comprometido no sentido Zona Norte–Centro, justamente em um dos horários de maior movimento na capital, quando milhares de trabalhadores se deslocam da região Norte e da área metropolitana para o trabalho. Agentes de mobilidade foram posicionados no cruzamento da Nevaldo Rocha com a Coronel Estevam para organizar o fluxo e minimizar os impactos.

Os dois ônibus e o trem foram retirados da via para liberar a pista e melhorar a circulação. Ainda assim, o reflexo no trânsito foi significativo, com retenções e lentidão ao longo da avenida nas primeiras horas da manhã.

Quatro ambulâncias do SAMU foram enviadas ao local para prestar atendimento às vítimas. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o número de feridos nem sobre a gravidade das possíveis lesões. As autoridades seguem apurando as circunstâncias do acidente.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

“Gil do Vigor mente sobre cortes na Educação”, aponta jornalista ao citar dados do governo Dilma

Foto: Reprodução/Instagram

Em artigo de opinião publicado no Jornal Diário 360, o jornalista Rodolfo Oliveira afirma que Gil do Vigor “mente” ao atribuir exclusivamente ao governo Michel Temer os cortes na Educação que impactaram pesquisas científicas. Segundo o articulista, os contingenciamentos começaram ainda na gestão de Dilma Rousseff.

O texto sustenta que, em 2015, o Ministério da Educação sofreu bloqueio superior a R$ 10,5 bilhões — cerca de 10% do orçamento da pasta — atingindo programas como Fies, Pronatec, creches e universidades federais. Para o jornalista, as medidas fizeram parte do ajuste fiscal adotado naquele momento para enfrentar a crise econômica.

O artigo também argumenta que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016 foi aprovada ainda sob Dilma, prevendo cenário de restrição de despesas. Temer assumiu a Presidência interinamente em maio de 2016 e de forma definitiva em agosto, tendo sancionado seu primeiro orçamento apenas no ano seguinte, conforme destaca o autor.

Na avaliação de Rodolfo Oliveira, responsabilizar apenas Temer ignora o contexto fiscal anterior e reescreve os fatos. O texto classifica como equivocada a narrativa que desconsidera os cortes realizados antes da mudança de governo.

O conteúdo é opinativo e reflete exclusivamente a análise do jornalista sobre o debate político em torno do financiamento da Educação e da ciência no país.

Com informações do Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Brasil perdeu patente internacional da polilaminina após cortes na UFRJ

 

View this post on Instagram

 

A post shared by Paulo Mathias (@paulomathias)

Vídeo: Reprodução/Instagram @paulomathias

A pesquisadora Tatiana Sampaio afirmou, em vídeo divulgado nas redes sociais, que o Brasil perdeu a proteção internacional da polilaminina, substância desenvolvida na Universidade Federal do Rio de Janeiro com potencial para regeneração de neurônios e recuperação de movimentos em pacientes tetraplégicos. Segundo ela, a patente deixou de ser mantida no exterior após o não pagamento das taxas obrigatórias em 2015 e 2016.

De acordo com a cientista, os cortes orçamentários que atingiram universidades e centros de pesquisa naquele período impediram a quitação dos custos necessários para preservar os direitos fora do país. Com isso, a tecnologia teria se tornado de domínio público internacional. No Brasil, ainda conforme o relato, a proteção só foi mantida temporariamente porque a própria pesquisadora arcou com as despesas por um ano.

A polilaminina é resultado de décadas de pesquisa acadêmica e já apresentou resultados considerados promissores, inclusive com relatos de pacientes que voltaram a andar em fases de testes. Para Tatiana, a perda da patente representa não apenas prejuízo científico, mas também econômico, já que a exploração comercial pode ser assumida por empresas estrangeiras, sem retorno financeiro para a universidade pública brasileira.

No vídeo, a pesquisadora critica a política de cortes na área de ciência e educação, afirmando que reduções de verba impactam diretamente projetos estratégicos. Ela também aponta que decisões orçamentárias deveriam considerar as consequências práticas sobre pesquisas em andamento, especialmente aquelas com potencial terapêutico e tecnológico.

Tatiana ainda afirma que os contingenciamentos não ficaram restritos ao passado e que a comunidade acadêmica segue enfrentando dificuldades. Para ela, o caso da polilaminina simboliza um cenário mais amplo de fragilidade no financiamento científico no Brasil.

Com informações do Canal do Paulo Mathias

Opinião dos leitores

  1. O Brasil tem muito dinheiro pra bancar festas 🥳 🎉 da lei ruanet, fazer turismo e pra roubar.
    Pra outras coisas o dinheiro é pouco minguado, quase nada.
    País de terceiro mundo.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

Parlamento venezuelano aprova lei de anistia para presos políticos

Foto: Jesus Vargas/Getty Images

O Parlamento da Venezuela aprovou nesta quinta-feira (19) a tão esperada lei de anistia para presos políticos, em uma votação unânime na Assembleia Nacional do país. A medida, impulsionada pela presidente interina Delcy Rodríguez, foi imediatamente sancionada pela chefe do Executivo e agora avança como lei, podendo levar à libertação de centenas de pessoas detidas por motivos políticos ao longo das últimas décadas.

A legislação concede anistia por crimes ou “ofensas cometidas” em contextos de conflito político desde 1999 até 2025, incluindo períodos de protestos e crises sociais que marcaram a história recente da Venezuela. Ao mesmo tempo, o texto prevê inicialmente uma série de exclusões, deixando de fora pessoas envolvidas em ações armadas, na promoção ou participação de força contra a soberania e a segurança do país, bem como aquelas condenadas por crimes graves como homicídio, tráfico de drogas e violações de direitos humanos.

Segundo autoridades governamentais, a lei representa um passo em direção à reconciliação e à normalização das relações políticas internas, além de responder a pressões internacionais, inclusive dos Estados Unidos, que vinham defendendo mudanças nesse sentido. Também abre caminho para que opositores, ativistas, advogados e defensores de direitos humanos, entre outros, busquem a libertação ou revisão de suas condenações por meio dos mecanismos previstos no novo texto legal.

A aprovação da lei ocorre em um momento de forte mobilização social: familiares de presos políticos realizaram protestos e até greves de fome em frente a centros de detenção em Caracas, clamando pela libertação de entes queridos, enquanto organizações de direitos humanos seguem monitorando a implementação e os critérios de elegibilidade da anistia.

Embora a medida represente um avanço formal no reconhecimento de prisioneiros políticos e possa resultar em solturas significativas, críticos apontam que suas exceções e requisitos podem limitar o alcance dos beneficiados, especialmente para exilados ou envolvidos em episódios classificados como atividades armadas, mantendo incertezas sobre a amplitude real da libertação.

Opinião dos leitores

  1. MADE IN U S A 🇺🇲 PARABÉNS PRESIDENTE TRUMP 🎖️👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

Câmara argentina aprova reforma trabalhista de Milei após sessão tensa

Foto: Reuters/Agustin Marcarian

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou, na madrugada desta sexta-feira (20), a reforma trabalhista defendida pelo presidente Javier Milei. O texto recebeu 135 votos favoráveis e 115 contrários, sem abstenções, após cerca de dez horas de debates intensos no Congresso. Como houve alterações — entre elas a retirada de um artigo sobre licenças médicas — a proposta retorna ao Senado para nova análise.

O governo celebrou o resultado nas redes sociais, classificando a medida como uma das principais reformas estruturais prometidas por Milei. A gestão argumenta que a mudança moderniza uma legislação datada da década de 1970, estimula investimentos, reduz a informalidade — que atinge cerca de 40% dos trabalhadores — e cria condições para ampliar o emprego formal.

Entre os principais pontos do projeto estão a flexibilização das regras de contratação, mudanças no regime de férias, possibilidade de ampliação da jornada padrão de oito para até doze horas, autorização para pagamento de salários em moeda estrangeira e alterações no cálculo das indenizações por demissão, com exclusão de bônus não incorporados ao salário fixo. O texto também impõe novos limites ao direito de greve, exigindo manutenção mínima de serviços durante paralisações.

A oposição, porém, afirma que o pacote representa perda de direitos históricos e enfraquece a proteção ao trabalhador. Deputados kirchneristas tentaram retardar a votação, enquanto governistas buscaram acelerar o processo. Do lado de fora do Congresso, em Buenos Aires, manifestantes entraram em confronto com forças de segurança, que utilizaram gás lacrimogêneo, balas de borracha e jatos d’água para dispersar os protestos. Segundo a imprensa local, ao menos 12 pessoas foram detidas.

A sessão foi acompanhada pela secretária-geral da Presidência, Karina Milei, e pelo ministro da Economia, Luis “Toto” Caputo, que foram aplaudidos pela base governista. A reforma é considerada peça central do plano liberal de Milei para reestruturar a economia argentina, mas ainda deve enfrentar novos embates políticos até sua promulgação definitiva.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

be.move anuncia nova unidade no Shopping Cidade Verde e fortalece polo de saúde na região

Foto: Divulgação

A be.move inicia, no próximo dia 21, as atividades da sua nova unidade no Shopping Cidade Verde, em Nova Parnamirim. A abertura marca mais um passo no plano de expansão da marca, que já está presente em Lagoa Nova, Cidade Jardim e Petrópolis.

A chegada ao Cidade Verde acompanha o crescimento acelerado da região, hoje considerada uma das áreas que mais se desenvolvem no Rio Grande do Norte. Com novos empreendimentos residenciais e comerciais, o bairro consolida seu posicionamento como um polo de saúde, qualidade de vida e bem-estar.

Foto: Divulgação

A nova unidade mantém o DNA que tornou a be.move conhecida na Grande Natal. A proposta vai além da musculação tradicional e reúne modalidades que já fazem parte da rotina dos alunos, como a consolidada bike.move, fire move, hyrox e famosas aulas coletivas dinâmicas que unem intensidade e integração.

O grande diferencial do espaço no Shopping Cidade Verde é a presença de quadras para beach tênis, vôlei, treinos, além de áreas pensadas para confraternização. A ideia é ampliar o conceito de academia para um ambiente que estimula convivência, prática esportiva ao ar livre e construção de comunidade.

Foto: Divulgação

Assim como nas demais unidades, a be.move mantém um modelo de acesso flexível, sem cobrança de matrícula ou anuidade, oferecendo clubes de treino e aulas avulsas que se adaptam à rotina de cada aluno.

As matrículas já estão abertas em formato de pré-venda, com descontos especiais para os pré-inscritos. A expectativa é atrair moradores da própria região e também de bairros vizinhos que buscam uma estrutura completa, com variedade de modalidades e um ambiente voltado para movimento, saúde e conexão entre pessoas.

Foto: Divulgação

Com a nova unidade, o Shopping Cidade Verde amplia sua vocação para o segmento de bem-estar e consolida a região como um dos principais pontos de encontro para quem prioriza qualidade de vida na Grande Natal.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Governo quer usar aproximação com Trump como trunfo internacional na campanha de 2026

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Integrantes do entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva articulam transformar a relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em vitrine da agenda internacional para a disputa de 2026. A avaliação dentro do governo é de que a aproximação pode neutralizar o discurso da direita bolsonarista e reduzir o impacto de críticas em temas considerados sensíveis na política externa.

A leitura entre aliados mistura pragmatismo e otimismo. A equipe presidencial avalia que assuntos antes vistos como potenciais desgastes, como a relação com a Venezuela, perderam força após a prisão de Nicolás Maduro neste ano. Além disso, pesa a negociação considerada bem-sucedida para retirar tarifas impostas por Washington a produtos brasileiros, vista como sinal de capacidade de diálogo com a Casa Branca.

O encontro entre Lula e Trump em Nova York, durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, também é citado como marco simbólico dessa reaproximação. Para aliados, a interlocução cordial ajuda a esvaziar o discurso da oposição, historicamente alinhada ao trumpismo.

Especialistas avaliam que o movimento reforça a imagem internacional do presidente, mas ponderam que os dividendos eleitorais tendem a depender mais da agenda doméstica. Ainda assim, viagens e articulações externas são vistas como instrumentos para atrair investimentos, firmar acordos comerciais — como o tratado entre Mercosul e União Europeia — e fortalecer a percepção de liderança global.

Com previsão de ida a Washington nos próximos meses, Lula deve manter compromissos estratégicos no exterior antes de concentrar esforços na campanha. Auxiliares já admitem que, com a aproximação das eleições, a agenda internacional tende a ser reduzida, priorizando pautas internas e articulações políticas no país.

Com informações do Estadão

Opinião dos leitores

  1. Loroteiro!
    Nada tem haver.
    Trump não vota no Brasil.
    Aposto os eggs como Lula não tem mais o desepenho da campanha passada aqui no nordeste.
    O encanto por esse despreparado, atrazado acabou para muitos.
    O medo que faz é só as forças ocultas no resultado da apuração, de resto Flávio Bolsonaro tá eleito.
    Tchau papa angu.
    Fasta pra lá boi véi, já era.
    Rsrs..

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Lula falta a evento organizado pelo Brasil na Cúpula de IA e deixa auditório lotado sem discurso

Foto: Reuters/Adriano Machado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cancelou de última hora sua participação em um evento promovido pelo próprio governo brasileiro dentro da Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial, realizada em Nova Deli, na Índia. Lula era o principal orador da programação e sua ausência surpreendeu o público, que praticamente lotou o auditório à espera do discurso.

A expectativa em torno da fala do presidente superava, inclusive, a registrada em um encontro anterior no mesmo espaço, que contou com a presença de António Guterres, da Organização das Nações Unidas, e de Brad Smith, liderança da Microsoft. Segundo o Palácio do Planalto, o compromisso foi cancelado por causa do atraso em uma entrevista concedida à emissora indiana India Today, o que teria inviabilizado o deslocamento até o local do evento.

Sem o presidente, a delegação brasileira foi representada por seis ministros, entre eles Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Camilo Santana (Educação) e Alexandre Padilha (Saúde). Cada integrante apresentou iniciativas de sua pasta ligadas à inteligência artificial e inovação, em exposições com tom mais institucional.

A ausência de Lula não foi justificada publicamente ao final do encontro. A cúpula é considerada um dos principais fóruns globais sobre governança e regulação da IA, com forte viés político. No dia anterior, o presidente havia defendido regras internacionais para as chamadas big techs, afirmando que a concentração de dados e infraestrutura digital nas mãos de poucos grupos representa risco à soberania e à democracia.

Com informações da CNN

Opinião dos leitores

  1. Homi, Lula foi passear.
    Essas viagens é pra fazer turismo, é sem relevância nenhuma para o Brasil.
    É só para gastar o nosso dinheiro somente.
    Não viram agora o desperdício no carnaval?
    O menino do alto do mulungu.
    Kkkkkkkkkkkk.
    Irresponsável.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *