Reino Unido pede que vacina de Oxford seja avaliada e nega receio

Foto: John Cairns / University of Oxford / AFP

O governo britânico anunciou nesta sexta-feira (27) que pediu à Autoridade de Regulamentação Sanitária de Medicamentos (MHRA, na sigla em inglês) para examinar a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford.

“Pedimos oficialmente ao regulador sanitário para avaliar a vacina Oxford/AstraZeneca e determinar se atende a normas de segurança rigorosas”, informou em comunicado o ministro da Saúde, Matt Hancock. Se for aprovada, esta será uma “etapa importante rumo à produção de uma vacina o mais rapidamente possível”, acrescentou.

A MHRA já iniciou uma revisão contínua para determinar se a vacina de Oxford atende seus rígidos padrões de segurança, eficácia e qualidade.

O governo do Reino Unido diz que não há razão para ninguém se preocupar com os dados dos estudos clínicos da vacina e que qualquer dúvida sobre a segurança e eficácia do imunizante será esclarecida com a avaliação independente da agência reguladora.

A vacina batizada de ChAdOx1 já tem previsão de distribuição no Brasil, entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021: o governo federal vai investir R$ 1,9 bilhão para produção de 100 milhões de doses.

Eficácia de até 90%

Na segunda-feira (23), os desenvolvedores da vacina anunciaram que, segundo os resultados dos testes clínicos realizados no Reino Unido e no Brasil, a combinação da meia dose com uma dose completa acabou tendo uma eficácia maior na proteção contra a doença, de 90%. Em contrapartida, a eficácia nos participantes que receberam as duas doses completas foi menor, de 62%.

Os cientistas de Oxford não souberam explicar o motivo da diferença.

Mene Pangalos, vice-presidente executivo da AstraZeneca, afirmou no mesmo dia que a meia dose aplicada em parte dos voluntários da vacina foi uma “casualidade”.

“O motivo de termos a meia dose é a casualidade”, disse Mene Pangalos, chefe de pesquisa e desenvolvimento não oncológico da AstraZeneca, à Reuters.

Na quinta-feira (26), o diretor da farmacêutica AstraZeneca afirmou que a vacina deve passar por um “estudo adicional” para reavaliar a eficácia de aplicar uma meia dose combinada com uma dose inteira da imunização.

Especialistas questionam dados

Os resultados dos testes da AstraZeneca foram criticados por cientistas nacionais e internacionais, que levantaram vários questionamentos.

No centro das preocupações está o fato de que o resultado mais promissor dos testes, de 90% de eficácia, vem de uma análise de subgrupo – uma técnica que muitos cientistas dizem que pode produzir leituras incorretas.

A transparência da empresa também foi criticada.

“A meia dose foi um erro, e pior, foi dada apenas para voluntários jovens. A empresa tentou encobrir o fato”, escreveu a microbiologista brasileira Natália Pasternak em uma rede social.

Além disso, Oxford/AstraZeneca não divulgaram partes importantes do estudo, como o número de casos de Covid-19 no grupo que teve 90% de eficácia, apontou a epidemiologista Denise Garrett, vice-presidente do Instituto Sabin de Vacinas.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Valter disse:

    Sou voluntário da vacina da Oxford. Ninguém sabe se recebemos a vacina ou o placebo. Mas uma coisa posso dizer. São super organizados e todos que trabalham são bons profissionais e criteriosos.

  2. Calígula disse:

    Na Rússia e na China quem denunciar vai para o paredon.
    #Bolsonaro tem razão

    • Jéssica Saraiva disse:

      A China tudo bem em suspeitar, mas a Russia tem nada a ver com o que houve no mundo, afinal esse virus veio da China, a Rússia tem muitas coisas contra a China

  3. Romero Cezar da Câmara disse:

    Ninguém comenta. Se fosse problemas na da Rússia ou da China o mundo teria acabado. Comentem.

    • João Maria disse:

      O caso e que nesses países. se houver problemas com a vacina .nós não saberíamos .

Com uso de meia dose, vacina de Oxford vai ‘render’ mais e pode imunizar mais 3 milhões em primeiro lote no Brasil

Foto: Divulgação/Oxford University

A descoberta de que uma dose e meia da vacina de Oxford garante uma proteção de 90% contra a covid-19 significa também uma economia para os países que vão utilizar o imunizante, como é o caso do Brasil.

A mudança no esquema de vacinação pode garantir que o Brasil imunize 3 milhões a mais do que o inicialmente previsto. Com isso, cerca de 20,2 milhões poderão ser imunizados com o primeiro lote a ser recebido pelo país.

Por um acaso, os pesquisadores da ChAdOx1, nome dado à vacina, vacinaram erroneamente uma parte dos voluntários com apenas meia dose na primeira aplicação.

Os coordenadores do estudo decidiram continuar com esse protocolo de vacinação no grupo, mas mantiveram a segunda dose completa.

Quando os dados foram analisados, perceberam que esse esquema era o que garantia a proteção em torno de 90%, contra 62% de quem recebeu as duas doses completas.

Os resultados são positivos também para políticas públicas de imunização e diminuição dos custos.

Com o esquema de duas doses completas, seriam necessárias 20 doses para imunizar dez pessoas.

A aplicação de 1,5 dose por pessoa garante que as mesmas 20 doses sejam usadas para vacinar 13 indivíduos.

O governo brasileiro, por meio da Fiocruz, fechou um acordo com a farmacêutica AstraZeneca, detentora dos direitos comerciais da ChAdOx1, para a produção de mais de 100 milhões de doses até o segundo semestre do ano que vem.

As primeiras 30,4 milhões de doses devem estar disponíveis para uso no SUS já no começo de 2021, segundo anúncio feito pelo governo em agosto.

Sendo assim, o que poderia imunizar 17,2 milhões de brasileiros em um primeiro momento servirá para 20,2 milhões.

O professor Andrew Pollard, investigador chefe do estudo da vacina de Oxford, comemorou os resultados.

“Como podemos usar meia dose e obter maior proteção, temos mais doses disponíveis para vacinar as pessoas e seremos capazes de fazer a cobertura [vacinal] mais cedo.”

Parte dos resultados da pesquisa de Oxford já está sendo analisada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), por meio de um processo criado para agilizar os pedidos de registro de vacinas contra a covid-19.

Os dados finais serão encaminhados para o órgão regulador nas próximas semanas para que a agência possa deferir o registro.

R7

Oxford e AstraZeneca pedirão à Anvisa autorização para uso emergencial da vacina da Covid-19 no Brasil

A cientista Sue Ann Costa Clemens é a chefe dos estudos da vacina de Oxford no Brasil Foto: Fabio Rossi / Agência O Globo

Após a análise preliminar que comprovou até 90% de eficácia contra o novo coronavírus, a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford (Reino Unido) em parceria com a farmacêutica AstraZeneca submeterá os resultados à Anvisa e pedirá autorização para o uso emergencial do imunizante no Brasil.

A vacina é a quarta no mundo a apresentar resultados preliminares de eficácia, mas é a única delas que já tem acordo fechado com o governo federal para compra e distribuição no Brasil. Representantes de Oxford e da AstraZeneca devem ter uma reunião hoje à tarde com Ministério da Saúde, Fundação Oswaldo Cruz e Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Caso seja aprovada pela Anvisa, a vacina deve chegar à população brasileira já em janeiro de 2021. Segundo a coordenadora nacional dos ensaios clínicos da vacina de Oxford, Sue Ann Costa Clemens, além da autorização do órgão federal é preciso que as 30 milhões de doses esperadas para janeiro cheguem ao país. A partir do ano que vem, com a transferência de tecnologia acordada entre Oxford/AstraZeneca e o governo brasileiro, a Fiocruz deve começar a produzir o imunizante.

Também professora visitante da Universidade de Oxford e pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), parceira do estudo, Costa Clemens diz que a dosagem a ser aplicada na população será a mesma que demonstrou a mais alta eficácia constatada nos estudos: meia dose na primeira aplicação, e uma dose inteira na segunda.

Isso, ressalta a cientista carioca, fará com que 30% a mais de doses sejam distribuídas à população, tornando a vacinação em massa mais barata. Segundo ela, o preço do imunizante de Oxford também é o mais baixo de todas as vacinas eficazes conhecidas até agora — US$ 3 (pouco mais de R$ 16) cada dose.

Além disso, a vacina ChAdOx1 nCoV-19 é uma versão enfraquecida de um vírus do resfriado comum (adenovírus), técnica já utilizada em outros imunizantes e que não requer refrigeração em freezers. Ela pode ser armazenada a temperaturas que vão de 2 a 8 graus Celsius, o que torna a logística de distribuição e armazenamento mais acessível.

— Em qualquer sistema de saúde no mundo você tem essas geladeiras. É uma notícia muito boa, porque se trata de uma vacina de fácil acesso — diz Costa Clemens. — A outra coisa superimportante é que temos uma indicação precoce, já que os dados são preliminares, de que a vacina poderia reduzir a transmissão do vírus, não só protegendo contra a doença, mas impedindo a infecção. Aí você está ajudando realmente a parar a pandemia.

A cientista, responsável pela vacinação de 10,3 mil voluntários brasileiros, afirma ainda que não houve casos graves nem de hospitalizações dentre as pessoas que tomaram o imunizante de Oxford. No mundo inteiro, já há mais de 30 mil voluntários envolvidos nos ensaios clínicos da ChAdOx1 nCoV-19. Além de Brasil e Reino Unido, participam das pesquisas Estados Unidos, África do Sul, Quênia, Japão, Índia e Rússia.

O Globo

 

Vacina de Oxford: eficácia maior com dose menor é ‘intrigante’, diz líder do estudo

Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Direitos reservados

A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca mostrou eficácia de 90% quando aplicada em meia dose seguida de uma dose completa, anunciaram os cientistas nesta segunda-feira (23).

Em contrapartida, a eficácia de duas doses completas foi menor, de 62%.

O cientista Andrew Pollard, diretor do Grupo de Vacinas de Oxford e que lidera os estudos, afirma que o motivo para isso ainda é “intrigante” para os pesquisadores.

“Esses 90% são um resultado intrigante. Acho que é um resultado realmente excitante e intrigante que precisamos aprofundar mais”, afirmou Pollard em entrevista à BBC.

Outros cientistas do Reino Unido, que não participaram dos estudos, também repercutiram os resultados da vacina.

“Esses resultados são intrigantes, com duas estimativas diferentes de eficácia, dependendo da dose usada com a vacina”, avaliou Michael Head, pesquisador sênior em saúde global da Universidade de Southampton, na Inglaterra.

“Ainda não está totalmente claro por que meia dose e uma dose completa eram potencialmente mais protetoras, mas se os resultados finais continuarem a mostrar esse padrão de cerca de 90% de eficácia, isso permitiria um maior suprimento de vacina não apenas no Reino Unido, mas também em todo o mundo”, ponderou.

Head frisou que os resultados ainda são provisórios e não foram revisados por outros cientistas – etapa que é necessária para publicação em revista científica.

“Estes são resultados provisórios que não foram revisados por pares e o estudo está em andamento, então, assim como com os outros anúncios recentes da Pfizer e Moderna, devemos ser um pouco cautelosos com essas descobertas”, declarou.

O professor de doenças infecciosas emergentes e saúde global de Oxford Peter Horby pontuou que, à medida que novos resultados forem chegando, os cientistas terão uma melhor ideia da proteção que a vacina confere.

“A eficácia relatada de 70% é uma medida provisória e quanto mais dados forem acumulados, teremos uma ideia melhor da proteção que ela oferece”, disse.

Os desenvolvedores da vacina calcularam uma eficácia média de 70,4% do imunizante, considerando dados dos testes com meia dose e uma dose completa e com as 2 doses completas.

“É importante notar que, pelo que ouvimos, a vacina parece prevenir a infecção, não apenas a doença. Isso é importante porque a vacina pode reduzir a propagação do vírus, bem como proteger os vulneráveis de doenças graves”, ressaltou Horby.

Armazenamento

Uma vantagem da vacina de Oxford citada pelos cientistas é que ela pode ser mantida em condições normais de refrigeração (entre 2°C e 8°C) por pelo menos 6 meses.

É uma vantagem em relação à candidata da Pfizer, que precisa ser armazenada a -70ºC durante o transporte, e da Moderna, que precisa ficar a -20ºC.

“A vacina de Oxford pode ser armazenada na geladeira, ao contrário do freezer, como as outras duas vacinas, o que significa que é uma solução mais prática para uso em todo o mundo”, avaliou Horby.

Outras candidatas

Nas últimas semanas, laboratórios como a Pfizer, a Moderna e o Instituto Gamaleya, na Rússia, divulgaram resultados iniciais de fase 3 sobre a taxa de eficácia de suas vacinas ainda em desenvolvimento. Nenhuma publicou, até agora, estudo científico com os dados.

A taxa de eficácia representa a proporção de redução de casos entre o grupo vacinado comparado com o grupo não vacinado.

Na prática, se uma vacina tem 90% de eficácia, isso significa dizer que 90% das pessoas que tomam a vacina ficam protegidas contra aquela doença.

Os dados iniciais divulgados pelas empresas apontaram as seguintes taxas de eficácia para suas vacinas em desenvolvimento. Os índices ainda podem mudar:

Pfizer: 95% de eficácia

Moderna: 94,5% de eficácia

Instituto Gamaleya (Rússia): 92% de eficácia

A FDA, agência regulatória dos Estados Unidos equivalente à Anvisa no Brasil, já anunciou que qualquer vacina deve comprovar 50% de eficácia antes de ser liberada nos EUA.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. junin disse:

    quem tem chifre é boi, boi é gado e gado touro de Brasilia…. moooommmm

  2. Calígula disse:

    Vou mudar meu título de eleitor para o Rio de Janeiro, só para votar nos Bolsonaros.
    Pense numa família arroxada, honesta e batalhadora.

  3. Calígula disse:

    Eu só quero vacina se for da terra do Tio SAM, terra dos Yankes, terra dos cowboys, terra do Galeão Donald Trump. Não tomo vacina Ching ling kķkkk. Deixo as Ching ling para os petralhas Chifrudos. Pense numa ruma pra gostar de coisa ruim kķkkk.
    Sou Mito desde criancinha.

  4. Calígula disse:

    Começou a guerra comercial da vacina.
    Mas o Véio Bolsonaro, que não é besta, vai comprar a melhor para o povo, porquê o Véio pensa sempre no bem estar da nação, com o Véio Bolsonaro a corrupção é zero, pq o Véio Bolsonaro é íntegro, é honesto, é trabalhador, já o ex engaiolado Lula lalau é mais sujo que pau de galinheiro.
    Mito 2022.

MAIS UMA BOA NOVA: Vacina de Oxford contra covid demonstra ser segura e eficaz em jovens e idosos

(Foto: Pexels)

Na mesma semana em que estão sendo divulgados os resultados de diversas das candidatas a vacina contra a Covid-19, o The Lancet Infectious Disease publicou, nesta quinta-feira (19), resultados de um estudo de fase 2 do imunizante desenvolvido na Universidade de Oxford, no Reino Unido. E as descobertas também são animadoras, principalmente para os mais velhos: a vacina performou de maneira similar, em termos de segurança e eficácia, em pessoas acima de 56 anos de idade e aquelas entre 18 e 55 anos.

Em todos os grupos etários, a vacina ChAdOx1 nCoV-19 apresentou poucos efeitos colaterais e induziu as respostas imunológicas esperadas: 14 dias após a primeira dose, houve a produção de células T, que desempenham papel importante em identificar e atacar células infectadas pelo vírus; 28 dias depois da segunda injeção, observou-se a presença de anticorpos específicos contra o Sars-CoV-2; e 14 dias após a dose de reforço, anticorpos do tipo neutralizantes foram vistos em 208 de 209 (99%) participantes selecionados dentre todos os grupos.

Esses achados ainda precisam ser validados em estudos de fase 3, com um grupo maior de pessoas, de diferentes idades e condições de saúde. Mas os autores estão otimistas. “Respostas imunes a vacinas são geralmente menores em adultos mais velhos, porque o sistema imunológico gradualmente se deteriora com a idade, o que também os torna mais suscetíveis a infecções”, explica o professor Andrew Pollard, líder do estudo, em comunicado à imprensa. “Como resultado, é crucial que as vacinas para Covid-19 sejam testadas nesses grupos, que também são prioritários na imunização”.

O estudo

Participaram da pesquisa 560 pessoas: 160 com idades entre 18 e 55 anos, 160 entre 56 e 69 anos e 240 acima de 70 anos. Elas foram divididas em 10 grupos, que receberam ou a vacina ChAdOx1 nCoV-19 em duas dosagens diferentes (uma mais baixa e outra padrão) ou um imunizante que serviu de controle (no caso, a vacina meningocócica conjugada). Dentre os voluntários acima de 55 anos, houve mais uma divisão, em que uma parte recebeu uma única dose e outra levou duas picadas com um intervalo de 28 dias entre cada uma.

Como o recrutamento para a pesquisa ocorreu durante o lockdown no Reino Unido, pessoas do grupo de risco não participaram. Portanto, o estudo incluiu apenas indivíduos saudáveis, sem comorbidades. Antes de receberem a vacina, os voluntários foram testados para saber se já haviam tido contato com o Sars-CoV-2 — os que já contavam como anticorpos foram excluídos, exceto os que tinham abaixo de 55 anos e que iriam receber duas injeções da dose padrão.

Segurança

Imediatamente após a vacinação, os participantes eram observados durante 15 minutos, no mínimo, para avaliar eventuais reações adversas imediatas. Durante sete dias após serem imunizados, eles anotavam qualquer efeito observado.

O acompanhamento continuará ocorrendo por até um ano após a última dose (data que ainda não foi divulgada). Até agora, as reações adversas foram leves, embora mais frequentes do que no grupo que tomou a vacina controle. O que os voluntários mais sentiram foi dor e sensibilidade no local da injeção, fadiga, dor de cabeça, febre e dor muscular.

Nenhuma reação grave foi associada à ChAdOx1 nCoV-19, e os voluntários mais velhos apresentaram menos reações adversas ao imunizante do que os mais novos.

Próximos passos

Estudos maiores estão em andamento para confirmar esses resultados e responder a perguntas que seguem em aberto. Um ponto a ser analisado, segundo os autores, é a performance da vacina em idosos acima de 80 anos de idade, que foram poucos na fase 2. Outra limitação é que a maioria dos voluntários eram brancos e não fumantes. Por isso, grupos mais diversos estão sendo incluídos nas etapas seguintes.

“As populações com maior risco de ter formas graves de Covid-19 incluem pessoas com condições de saúde pré-existentes e idosos. Esperamos que nossa vacina ajude a proteger algumas dessas pessoas vulneráveis, mas mais pesquisas são necessárias para que tenhamos certeza”, comenta Maheshi Ramasamy, coautora da pesquisa, também em comunicado.

Galileu

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. José Macedo disse:

    Vacina para pessoas saudáveis é fácil, quero ver o resultado nas pessoas com risco de óbito,como os idosos.
    Atenção idosos esquerdopatas tomem a vacina para o restante da população saber do resultado.

    • Maria disse:

      Eu estou fazendo parte da pesquisa, não sei se tomei o placebo ou a vacina, mas saiba que tenho mais de 60 anis, doente dos pés a cabeça, com várias comorbidades mesmo. Fiz isso pq acredito na ciência e quem não acredita, favor nem opinar, se não quer tomar a vacina, não tome, deixe-a pra quem quer viver. Muum

Médico brasileiro de 28 anos voluntário para vacina de Oxford morre; laboratório não informa se ele recebeu imunizante


Profissional de saúde na Unifesp acompanha estudo da vacina da Universidade de Oxford Foto: Amanda Perobelli / REUTERS

Um voluntário brasileiro que participava dos testes clínicos da vacina desenvolvida pela Universidade Oxford e pelo laboratório AstraZeneca morreu devido a complicações de Covid-19, na última quinta-feira. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi formalmente informada do fato nesta segunda-feira.

De acordo com a Anvisa, os desenvolvedores da vacina já compartilharam com a agência os dados da investigação realizada pelo Comitê Internacional de Avaliação de Segurança sobre o caso. A Anvisa informou ao GLOBO que o caso está sob avaliação.

Segundo a Anvisa, o comitê sugeriu o prosseguimento dos estudos com a vacina. Não foi informado nem pelo laboratório nem pela Anvisa se o voluntário recebeu um placebo ou uma dose do imunizante.

Em nota, a Anvisa disse que “com base nos compromissos de confidencialidade ética previstos no protocolo, as agências reguladoras envolvidas recebem dados parciais referentes à investigação realizada por esse comitê, que sugeriu pelo prosseguimento do estudo. Assim, o processo permanece em avaliação”.

A Anvisa afirmou, ainda, que os dados de voluntários são mantidos em sigilo devido aos princípios de confidencialidade do estudo, destacando que “a Agência cumpriu, cumpre e cumprirá a sua missão institucional de proteger a saúde da população brasileira”.

Em nota, o responsável pelos testes no Rio de Janeiro, o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor) informa que “seguindo normas internacionais de pesquisa clínica e respeitando os critérios de confidencialidade dos dados médicos, não podemos confirmar publicamente a participação de nenhum voluntário no estudo clínico com a vacina de Oxford” .

O instituto ressalta, ainda, que “após a inclusão de mais de 20 mil participantes nos testes ao redor do mundo, todas as condições médicas registradas foram cuidadosamente avaliadas pelo comitê independente de segurança, pelas equipes de investigadores e autoridades regulatórias locais e internacionais. A análise rigorosa dos dados colhidos até o momento não trouxe qualquer dúvida com relação à segurança do estudo, recomenda-se sua continuidade. Vale lembrar que se trata de um estudo randomizado e cego, no qual 50% dos voluntários recebem o imunizante produzido por Oxford. No Brasil, até o presente momento, já foram vacinados aproximadamente 8.000 voluntários.”

Sue Ann Costa Clemens, chefe do Instituto de Saúde Global da Universidade de Siena (Itália) e pesquisadora do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, explica que pesquisas só devem ser interrompidas se houver alguma ocorrência inesperada, caso do voluntário britânico com suspeita de esclerose transversa. Na ocasião, o estudo foi mundialmente interrompido. E retomado, quando se constatou que não teve a ver com a vacina.

Segundo ela, contrair Covid-19 durante testes de uma vacina justamente contra a Covid-19 num momento de pandemia não é um evento inesperado e sim um fator de avaliação. O paciente pode não ter tomado a vacina e, sim, o placebo.

Médico estava na linha de frente do combate à pandemia

O voluntário que morreu era um médico, de 28 anos, que desde março estava na linha de frente do atendimento a doentes de Covid-19, em UTIs e emergências. Ele trabalhava num hospital privado e em outro da rede municipal, ambos na Zona Norte do Rio.

Ex-aluno de medicina e muito querido na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde se formou em 2019, ele era conhecido pela dedicação e o trabalho incansável. Nesta semana, a instituição postou em suas redes sociais uma homenagem em sua memória. Embora na linha de frente, amigos contam que estava sempre disposto a ajudar os outros e não perdia o bom humor. Era incansável.

Sua morte surpreendeu e chocou os mais próximos pois o médico, segundo eles, tinha boa saúde e não sofria de qualquer comorbidade. Ele teria recebido uma dose da vacina da AstraZeneca/Oxford no fim de julho. Adoeceu em setembro e seu quadro se agravou até vir a falecer.

Chamada AZD1222, a vacina da AstraZeneca/Universidade de Oxford é feita com um adenovírus símio, geneticamente modificado. Este funciona como “transporte” para uma proteína do Sars-Cov-2, a chamada proteína espícula, ou S, que o coronavírus usa para invadir as células humanas.

Esse tipo de plataforma, considerado inovador e promissor, nunca foi usado antes em vacinas no mercado. Estudos com a mesma estratégia — e vírus diferentes — fracassaram contra o HIV.

A estratégia agora é usar o adenovírus, que também foi alterado para não se replicar, para “apresentar” o coronavírus ao sistema de defesa humano que, então, produziria anticorpos para atacar a proteína S. Porém, como não tem o coronavírus inteiro, a vacina não é capaz de causar a Covid-19, o que aumentaria a segurança.

Especialistas dizem que existem, em tese, três possibilidades para explicar a morte do rapaz. A primeira é que ele pertencia ao grupo placebo, aquele que recebeu uma vacina de meningite e não o imunizante contra a Covid-19. Todos os voluntários sabem que estão sujeitos a isso. Ou seja, não foi em momento algum protegido e tinha conhecimento prévio dessa possibilidade.

Como os estudos são conduzidos no formato “duplo cego”, para garantir a idoneidade dos dados, nem pacientes nem cientistas sabem quem tomou o quê. Essas informações são mantidas em um sistema fechado. Só dessa forma é possível saber se, de fato, a vacina protegeu alguém.

Uma segunda possibilidade é que ele tenha tomado uma dose, mas esta não tenha sido suficiente para protegê-lo do desenvolvimento da Covid-19. Uma segunda dose estava sendo administrada nos voluntários justamente porque estudos mostraram que duas aplicações proporcionavam uma resposta mais robusta do sistema de defesa. Não está claro se o voluntário morto tomou uma segunda dose.

Uma terceira possibilidade é que ele não foi protegido e a Covid-19 tenha sido agravada por um fenômeno conhecido como amplificação dependente de anticorpos (ADE). Esse é um fenômeno que pode ocorrer em algumas infecções virais. Nele, anticorpos podem intensificar os efeitos da doença, ao invés de reduzí-los.

O caso mais conhecido de ADE ocorre com a dengue. A dengue hemorrágica, a forma grave e por vezes letal, acomete quem já teve dengue antes. É por isso que a vacina da dengue é recomendada apenas a quem já teve alguma vez a doença, que pode ser causada por quatro subtipos do vírus.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Braz disse:

    Lembrem -se que ele não tomou nenhuma vacina, tomou placebo. Então não podemos condenar a vacina de Oxford.

  2. Direita Honesta disse:

    Esse vírus tem baixíssima letalidade e, após alcançada a chamada "imunidade de rebanho", qualquer vacina será desnecessária. Por outra, essa pressa em conseguir uma vacina torna qualquer uma delas pouco confiável. Claro que uma de origem chinesa será ainda mais perigosa, por motivos óbvios. Afinal, esse vírus surgiu por lá em condições muito suspeitas e a China está se beneficiando economicamente dos efeitos dessa errônea política de enfrentamento adotada por alguns governantes. Além disso, os produtos chineses, em geral, são conhecidos por sua má qualidade e aquele país NUNCA demonstrou preocupação com a saúde de ninguêm. Não vejo motivo para crer em suas boas intenções.

    • Walternani disse:

      A foxconn chinesa basicamente é a produtora de chips de todos os eletrônicos de alto nível. O cara não sabe o be-a-bá e vem repetir asneiras da década de 90.

  3. Sergio disse:

    Não confio em nenhuma, mas tomo todas.
    Melhor do que remédios pra vermes ou piolhos.

  4. Edison Cunha disse:

    Se tiver que escolher qual vacina tomar, com toda certeza, optarei pela vacina de Oxford.
    Quanto a vacina Chinesa eu não confio, portanto, não tomarei.

  5. Devolva o Brasil para os Índios disse:

    Rapaz ñ sei nem se foi efeito colateral da vacina, mas se esta vacina fosse a chinesa, já teríamos no mínimo uns 100 comentário afirmando com total convicção que a causa da morte teria sido a vacina chinesa.

  6. Antônio Soares disse:

    Agora fudeu geral. Quem danado mais acredita nessa vacina.

    • Dr. Rodrigo Jerônimo disse:

      Ele pode ter caído no braço do placebo, ou seja, tomou "água". E isso faz parte de estudos fase III.

Vacina da Oxford contra Covid estará disponível no Brasil a partir de janeiro, afirma ministro da Saúde

Foto: Carolina Antunes/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta sexta-feira, 2, que 30 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, em parceria com a AstraZeneca, estarão disponíveis no País a partir de janeiro. A nova data é um adiamento do cronograma inicial, que previa a chegada da primeira metade de unidades ainda em dezembro e a segunda no primeiro mês de 2021.

Em entrevista à CNN Brasil, o ministro destacou que mesmo com a entrega, o processo de imunização depende do aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).”Uma vez aprovada a vacina com registros internacionais, cabe à Anvisa certificar no Brasil. Quanto à velocidade da certificação e aceleração de fases, eu não tenho essa posição hoje, que é específica da Anvisa. Assim que tivermos a vacina e a autorização, começamos a vacinar”, disse Pazuello.

Na quarta-feira, 30, ao ser questionado sobre a data para o lançamento da vacina no País, o gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes Lima Santos, afirmou, também em entrevista à CNN: “A Anvisa não se compromete com prazo, mas só libera quando tiver segurança e qualidade bem estabelecidas”. Segundo Mendes, a análise do registro da vacina da Universidade Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, o primeiro desse tipo no País, deve durar até 60 dias. Em situações normais, esse período é de um ano. Entretanto, ele pontuou que um prazo menor não interfere na qualidade da avaliação.

“A iniciativa de otimizar os processos administrativos não significa a redução dos critérios técnicos, que são baseados em três pilares: segurança, qualidade e eficácia”, disse em entrevista à rádio CBN nesta sexta-feira, 2.Sobre a distribuição da vacina após a aprovação pelo órgão, Pazuello reiterou que a imunização estará disponível para toda a população por meio do Sistema Único de Saúde. “É importante deixar claro que todas as vacinas que o SUS adquirir fazem parte do PNI (Programa Nacional de Imunização). Por isso, serão para todos os brasileiros”, afirmou o ministro da Saúde.

Época

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Entregador De Pizza 🍕 disse:

    A vacina Chinesa Coronavac, é mais confiável e tá aí, na cara do gol já.

    • Fulgêncio disse:

      É??
      Mas vc tem que esperar a da Venezuela.
      Quem sabe da Argentina.

  2. Jr disse:

    Não consigo entender como vão começar a vacinação em janeiro? se ainda não existe nem uma vacina comprovada contra a peste?

  3. Jacó disse:

    Bolsonaro, ôôô homi bom!!
    A véi arrochado.
    Chupa entregador de pizzas.

Oxford inicia processo para registro de vacina contra a Covid-19 no Brasil

Cropped hand wearing a nitrile glove holding a Covid-19 vaccine vial and a syringe Javier Zayas Photography/Getty Images

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já recebeu os primeiros documentos para solicitar o registro de uma vacina para Covid-19 no Brasil. Os atestados foram enviados pela farmacêutica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, parceiras no desenvolvimento do imunizante.

Essa entrega só foi possível porque a agência alterou sua forma de recebimento de pedidos para liberação de vacinas para Covid-19 na terça-feira 29. Desde então, as organizações envolvidas no desenvolvimento dos imunizantes contra o novo coronavírus podem enviar a documentação de forma fracionada, permitindo a aceleração do processo de revisão dos dados realizado pela Anvisa. O procedimento é chamado de “submissão contínua”.

Os documentos enviados pela AstraZeneca correspondem às fases não clinicas do estudo. Além disso, a agência esclarece que, apenas com essa entrega, não será possível determinar a qualidade, a segurança e tampouco a eficácia do medicamento. “Muitos dados ainda precisam ser submetidos à análise”, diz o comunicado.

Segundo a agência reguladora brasileira, a entrega fracionada ocorrerá gradativamente, conforme o laboratório tenha informações disponíveis acerca dos estudos sobre o imunizante. O mesmo ocorrerá com todos as empesas no desenvolvimento de vacinas para a Covid-19.

A vacina de Oxford é atualmente testada em 10 000 brasileiros em um estudo clínico coordenado pela Universidade Federal de São Paulo. Os voluntários são de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. Os quatro estudos acerca de imunizantes no país devem totalizar a monta de 35.750 participantes.

Decisão

Antes dessa decisão, a entrega dos documentos para pedido de registro só era permitida com todas as papeladas enviadas em conjunto – um total de 10.000 a 12.000 páginas a serem analisadas por um comitê multidisciplinar da agência. A decisão de permitir a entrega em partes garante que este processo seja acelerado, uma vez que as partes iniciais do estudo já têm sua revisão adiantada.

Essa nova decisão faz parte de um esforço da Anvisa para responder com celeridade aos avanços científicos que buscam respostas para a pandemia da Covid-19. Para se ter uma ideia da movimentação realizada neste ano, o tempo para liberação de um estudo clínico de fase 3 era de 90 dias antes da pandemia. Agora, o processo ocorre em 72 horas.

Veja

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. M.D.R. disse:

    Vamos antecipar para Novembro, com um só objetivo S A U D E e abertura total da ECONOMIA.

Doença durante testes não estaria relacionada à vacina, afirma Universidade de Oxford

Foto: Dado Ruvic / Reuters

A Universidade de Oxford (Reino Unido) afirmou, em carta enviada a participantes de um estudo sobre a Fase 3 de sua vacina experimental contra o coronavírus, que os sintomas sentidos por alguns voluntários, e que culminaram na suspensão dos testes na semana passada, não estariam relacionados à vacina em si.

O estudo conduzido pela universidade e por sua parceira AstraZeneca passou por revisões de segurança após alguns participantes desenvolverem sintomas neurológicos inexplicáveis, como fraqueza nos membros ou “mudança de sensação”, segundo a carta direcionada aos voluntários.

“Depois de uma revisão independente, essas doenças foram consideradas improváveis de estar associadas à vacina ou não surgiram evidências suficientes para dizer com certeza que estavam ou não relacionadas”, diz a carta. “Em ambos os casos, após avaliação das informações, os revisores independentes recomendaram a retomada dos estudos da vacina”.

Há, atualmente, muitos questionamentos relacionados a doença de uma voluntária que participa do estudo no Reino Unido. Sem garantias sobre a segurança do procedimento, os testes foram temporariamente suspensos em alguns locais, como os EUA, que só retomarão as pesquisas após aval da agência regulatória federal.

A interrupção destaca as incertezas que os pesquisadores enfrentam no processo de desenvolvimento de uma vacina. Embora as interrupções temporárias de tais ensaios não sejam incomuns, a interrupção do estudo de Oxford levantou preocupações sobre quando as primeiras vacinas contra a Covid-19 podem estar prontas.

Os testes foram retomados no Reino Unido no fim de semana, e na segunda-feira no Brasil. Aqui, o número de voluntários que serão imunizados dobrou, de 5 mil para 10 mil, assim como a quantidade de municípios participantes. Somam-se a Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador os municípios de Natal (RN), Santa Maria (RS) e Porto Alegre (RS).

Hospitais e clínicas poderão recrutar quantos participantes quiser, até que o limite do país, 10 mil, seja atingido. A Universidade de Oxford acredita que, com o aumento do número de voluntários, aumentarão as chances de provocar a eficiência da vacina, levando-a mais rápido à população.

Em junho, o Ministério da Saúde anunciou um acordo com Oxford para a produção inicial de 30,4 milhões de doses. O primeiro lote foi anunciado para dezembro e o segundo em janeiro pela Bio-Manguinhos, laboratório da Fiocruz.

O Globo

 

OMS diz estar satisfeita com protocolo de segurança dos desenvolvedores da vacina de Oxford e ressalta que suspensões temporárias não são incomuns

Foto: Pierre Albouy/Reuters

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou, em uma nota nesta quarta-feira (9), que está satisfeita em ver os desenvolvedores da vacina da Oxford e AstraZeneca se certificando de que os ensaios clínicos têm integridade científica. Os testes dessa vacina foram suspensos na terça-feira porque uma doença surgiu em um dos participantes, o que precisa ser investigado (veja mais abaixo).

“A segurança é o principal foco dos ensaios clínicos para se encontrar uma vacina. Quando um participante tem uma doença potencialmente inexplicada, que pode ou não estar ligada à vacina em teste, a prática rigorosa é investigar. Suspensões temporárias de ensaios clínicos de vacinas não são incomuns quando há uma avaliação” – OMS.

A organização disse estar satisfeita “em ver os desenvolvedores da vacina se certificando que há integridade científica dos ensaios clínicos ao observar os protocolos padrões e as regras para desenvolvimento de vacinas”.

Suspensão por uma doença inesperada

A suspensão dos ensaios clínicos é um procedimento padrão que acontece sempre que surge uma doença inexplicável em um dos participantes, afirmaram em nota a universidade e a empresa.

De acordo com a universidade, em grandes ensaios clínicos, uma doença pode acontecer por acaso, sem que haja uma relação com a vacina em teste, mas é preciso que haja uma análise independente para checar isso.

Segundo a AstraZeneca, o “procedimento padrão de revisão” dos estudos foi acionado e a vacinação foi pausada “voluntariamente para permitir a revisão dos dados de segurança por um comitê independente”.

“Esta é uma ação rotineira que deve acontecer sempre que for identificada uma potencial reação adversa inesperada em um dos ensaios clínicos, enquanto ela é investigada, garantindo a manutenção da integridade dos estudos.” — AstraZeneca

Aposta do Ministério da Saúde

A vacina da Oxford/AstraZeneca é a principal aposta do Ministério da Saúde para imunizar a população.

Ao todo, o Brasil prevê desembolsar R$ 1,9 bilhão com a vacina, sendo R$ 1,3 bilhão para pagamentos à farmacêutica, R$ 522,1 milhões para a produção das doses pela Fiocruz/Bio-Manguinhos e R$ 95,6 milhões para a absorção da tecnologia pela Fiocruz.

O ministro-interino da saúde, Eduardo Pazuello, chegou a dizer também nesta terça que planeja a campanha de vacinação contra a Covid-19 para janeiro de 2021.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável por autorizar os testes no Brasil, disse ter sido avisada da suspensão. “A agência aguarda o envio de mais informações sobre os motivos da suspensão para analisar os dados e se pronunciar oficialmente”, informou a Anvisa.

A Fundação Oswaldo Cruz disse que foi informada pelo laboratório britânico e que vai acompanhar os resultados das investigações para se manifestar oficialmente.

Reação adversa

O jornal “The New York Times” informou que o paciente teve mielite transversa, uma síndrome inflamatória que afeta a medula espinhal e pode ser desencadeada por diferentes motivos. O jornal atribuiu o dado a uma pessoa próxima do caso e que falou sob condição de anonimato.

A informação foi a mesma obtida pela pesquisadora da Fiocruz Margareth Dalcolmo, que concedeu entrevista para a GloboNews sobre o tema (veja o vídeo abaixo).

“Eu consegui falar com a Inglaterra assim que a informação saiu, mas nós sabemos que houve um caso de uma manifestação chamada mielite transversa, que é uma manifestação clínica – muitas vezes autoimune – atribuível a várias doenças. É uma manifestação neurológica que pode evoluir com perda temporária, parcial ou grande, afetando a medula humana e que isso pode estar ou não relacionado a vacina”, disse Margaret.

Nove vacinas na última fase de testes

Além da candidata da Universidade de Oxford com a farmacêutica britânica AstraZeneca, mais oito vacinas estão na terceira e última fase de testes em humanos, a última antes da liberação.

Janssen Pharmaceutical Companies (EUA)

Moderna/Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (EUA)

BioNTech/Fosun Pharma/Pfizer (Alemanha e EUA)

Sinovac (China)

Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan/Sinopharm (China)

Instituto de Produtos Biológicos de Pequim/Sinopharm (China)

CanSino Biological Inc./Instituto de Biotecnologia de Pequim (China)

Instituto de Pesquisa Gamaleya (Rússia)

G1

Fiocruz aguarda iminente aprovação da vacina de Oxford contra Covid-19 para começar produção; maquinário e insumos estão sendo preparados com antecedência

Foto: Reprodução/TV Globo

A fábrica de vacinas Bio-Manguinhos, na Fundação Oswaldo Cruz, Zona Norte do Rio, é considerada a maior da América Latina e está se preparando para produzir a vacina contra Covid-19 desenvolvida pela universidade de Oxford, do Reino Unido.

A vacina de Oxford está na fase 3, a última, que determinará se é eficaz num grande número de pessoas. A universidade inglesa anunciou nesta semana que as experiências preliminares indicam que a vacina é segura e induziu resposta imune ao corpo dos voluntários.

O acordo entre a Fiocruz e a AstraZeneca, farmacêutica que adquiriu a vacina da Universidade de Oxford, foi anunciado no fim do mês passado, apesar de o contrato ainda não ter assinado.

Segundo o acordo, em dezembro, a Fiocruz vai receber ingrediente farmacêutico ativo (IFA) suficiente para fazer 15,2 milhões doses da vacina.

Depois desse processo, outras 70 milhões de doses de vacina poderão ser produzidas também até o início do ano pela Fiocruz. A preparação para a produção foi antecipada por conta da gravidade da pandemia, que preocupa o mundo inteiro, mas a distribuição e a imunização da população ainda dependem dos novos testes e da aprovação final.

O maquinário e os insumos estão sendo preparados. A fundação afirma que, apesar de uma preocupação mundial com a possível falta de frascos de vidro para distribuição, não deve enfrentar esse problema, pelo menos na fase inicial, de produção de 100 milhões de doses.

Os frascos utilizados serão os mesmos que hoje são usados para a vacina contra a febre amarela e, em cada um deles, caberão cinco doses da vacina contra o novo coronavírus.

“Nós receberemos a vacina congelada, ela vai passar por um processo de descongelamento de 2 a 3 dias. Uma vez que esteja na fase líquida, é transferida para um tanque em aço inox para ser envazada, rotulada e embalada. Eu diria que, provavelmente, é o maior desafio da história (da fábrica) de Bio-Manguinhos. A grande vantagem é ter passado por experiências semelhantes como foi o caso de epidemia de febre amarela, o surto de sarampo e poder usar toda nossa competência para responder mais esse desafio’, afirma Luiz Lima, vice-diretor de produção Bio-Manguinhos/Fiocruz.

O custo de produção inicial deve ser de cerca de US$3, mas tende a ser reduzido ao longo do tempo.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. M.D.R. disse:

    A vacina de OXFORD, é melhor do mundo ja
    deveria produzir em massa e com antecedência, até porque , os resultados são promissores e positivo.

  2. J.Dantas disse:

    Olha o nível intelectual dos comentários por parte dos eleitores no blog do BG…Digno de um PHD ou prêmio Nobel… Só enriquece o Blog e a sociedade Potiguar… Parabéns!

    • Arthur disse:

      Quem diria que em pelo século XXI, além de desacreditada, a ciência ainda tem que provar que a terra não é plana para quase 1/3 do país.

  3. ELEITOR disse:

    A halitose dos canhotos quem resolve é o proctologista ! povo pra falar 💩💩

  4. Silva disse:

    Primeiro o gado que foi eleito junto com o Mito Bolsonaro.
    Aí se sobrar os bichos vermei, derrotados.
    A deles vem em massa da Venezuela, o cumpanheiro Maduro vai mandar.
    Kkkkkkk

    • Pedro Henrique disse:

      Não, meu nobre. O gado continua com a cloriquinis e com a vacina contra febre aftosa. Deixa a vacina de Oxford para quem acredita na ciência, nas Universidades, em terra redonda e nazismo como sendo um movimento de extrema direita.

  5. Palmikto podre disse:

    O gado véio continua com ivermectina e CLORIQUINA . Vacina para doidin agora não . MUNNNNNNN.

    • Marcelo Dantas disse:

      Bolsonaro já saiu ? Não ? Quero roubar o país por mais 33 anos !!!!! Tirem esse homem daí !!! Ele não gosta de marcianos kkkkkk

    • Raimundo disse:

      Os zumbis da esquerda passam dia e noite nas redes sociais espumando pela boca com cães raivosos.
      Seguem as ordens da cúpula da seita e do deus Lula kamon…

    • Palmikto podre disse:

      Cala a boca Raimuuuuuuuuuuuudo , deixa de ser babão . Já tomou o Rivotril hoje nenen ?

Brasileiro de 34 anos dorme 4h por noite e lidera pesquisa de vacina em Oxford, no Reino Unido

(Foto: Arquivo pessoal, via BBC News Brasil)

Mestre em saúde pública, o médico infectologista Pedro Folegatti já trabalhou pesquisando doenças tropicais, infecciosas e parasitárias no Brasil, na Tanzânia, em Uganda e no Reino Unido, antes de se tornar um dos cientistas do instituto que leva o nome do inventor da vacinação, Edward Jenner, na Universidade de Oxford.

O ponto alto da carreira, no entanto, começou em fevereiro deste ano, quando Folegatti se tornou um dos responsáveis pelos milhares de testes que vem sendo realizados no desenvolvimento de uma das vacinas mais promissoras contra o novo coronavírus.

“Temos trabalhado dia e noite, fim de semana, feriado, desde o final de fevereiro, para fazer esses ensaios clínicos acontecerem”, conta o médico de 34 anos, que tem dormido em média 4 horas por noite, em entrevista por telefone à BBC News Brasil.

O empreendimento foi notícia no mundo inteiro na segunda-feira (20), quando um artigo co-assinado pelo brasileiro sobre testes com 1.077 voluntários nas fases 1 e 2 da vacina apontou que ela é segura e tem capacidade de gerar uma resposta positiva no sistema imunológico.

A próxima etapa envolve voluntários no mundo inteiro — incluindo 5 mil brasileiros. Mas a missão ainda está começando.

“O que os resultados preliminares mostram é que, sim, a vacina é segura ao não induzir efeitos colaterais graves em nenhum dos 1077 participantes que foram recrutados (…). E sabemos que, sim, existem diversos anticorpos sendo induzidos por uma ou duas doses da vacina. A qualidade desses anticorpos é boa, no sentido de que ele não só existe em quantidade suficiente, mas também é capaz de neutralizar o vírus. E induz também outro pedaço da resposta imune, que chamamos de imunidade celular por linfócito T”, diz.

“Agora, o passo que precisa ser dado é saber se essa resposta imune que é induzida pela vacina é suficiente para garantir proteção contra o coronavírus.”

À reportagem, o único brasileiro na linha de frente da produção da vacina no Reino Unido detalhou a velocidade inédita das pesquisas — “O processo costuma acontecer em torno de muitos e muitos e muitos meses. A gente conseguir recrutar 1077 voluntários em um período de um mês é sem dúvida uma coisa sem precedentes” — e faz alertas sobre a responsabilidade compartilhada por meio de um “pacto social” em meio à pandemia.

“O fato de uma pessoa escolher não se vacinar ou não usar uma máscara não é uma escolha individual e repercute de forma bastante significativa na sociedade como um todo. Essas coisas se traduzem em aumento de custos no sistema de saúde e fundamentalmente em milhares de vidas perdidas”, diz.

“É importante que as pessoas tenham ciência de que não é só uma gripezinha, não é só um resfriado, existem milhares de vidas perdidas por conta dessa doença e as pessoas precisam fazer o papel delas: ficar em casa, usar máscara em ambientes públicos, lembrar de lavar as mãos várias vezes ao dia. Essas medidas são bastante importantes como estratégia de contenção do vírus na ausência de um tratamento ou vacina eficaz”, diz.

Leia os principais trechos da entrevista AQUI via Época/BBC

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Raimundo disse:

    A esquerda cara-de-pau.
    Os esquerdistas querem se passar pela própria ciência. Eles acham que a esquerda é a ciência.
    Um pessoal que defende o comunismo, uma ideologia retrógrada, ultrapassada, quer pousar de sabichão.
    O fato é que, no momento, a ciência não tem nenhum tratamento comprovado. Quando HOUVER COMPROVAÇÃO de que a vacina funciona, todo mundo vai tomar.
    O que não faz sentido é estar doente e ficar em casa tomando banha da cobra jararaca.
    A Cúpula da esquerda incita o ódio na militância.
    Zumbis do treinador dia e noite acabam agindo igual cães espumando de ódio.
    Lula já comemorou a chegada do vírus.
    São abutres. Quanto mais morte e desemprego melhor para eles.
    Pois foram derrotados em 2018, serão derrotados em 2020 e tragédias são a tábua de salvação política para eles.

  2. Anti-Político de Estimação disse:

    E ainda existem débeis mentais com espirito medievo que não valorizam, e até desdenham, da ciência e dos cientistas…… Ainda bem que "os cães ladram enquanto a caravana passa".

É possível, não certo, que vacina contra Covid-19 esteja disponível neste ano, diz desenvolvedora de Oxford

Foto de 24 de junho de 2020 – Cientista trabalha durante visita do príncipe William, Duque de Cambridge, ao laboratório onde uma vacina contra o novo coronavírus (COVID-19) está sendo produzida, no Hospital Churchill, em Oxford — Foto: Steve Parsons/Pool via Reuters

A possível vacina da Universidade de Oxford contra a Covid-19 pode estar disponível até o final deste ano, mas não há certeza de que isso vai acontecer, disse a principal desenvolvedora da vacina nesta terça-feira (21).

A vacina experimental, que foi licenciada pela AstraZeneca, produziu resposta imune em ensaios clínicos de estágio inicial, mostraram dados divulgados na segunda-feira, o que manteve as esperanças de que ela pode estar disponível até o final do ano.

“A meta do final do ano para ter a vacina disponível é uma possibilidade, mas não há absolutamente certeza sobre isso, porque precisamos que algumas coisas aconteçam”, disse Sarah Gilbert à Rádio BBC.

Ela disse que é preciso demonstrar que a vacina funciona em testes em estágio avançado, que é necessária a fabricação de doses em larga escala e que os órgãos reguladores precisam licenciar a vacina rapidamente para uso emergencial.

“Todas essas três coisas têm que acontecer e se juntarem antes que possamos começar a ver uma grande quantidade de pessoas vacinadas”, disse ela.

Os cientistas de Oxford esperam que 1 milhão de doses da potencial vacina sejam produzidas até setembro.

Embora o acordo com a AstraZeneca tenha dado a capacidade industrial para fazer isso, a menor prevalência do novo coronavírus no Reino Unido complicou o processo de provar a eficácia da vacina.

Os testes em estágio avançado estão em andamento no Brasil e na África do Sul e devem começar nos Estados Unidos.

“O crucial é que tenhamos um número suficiente de pessoas expostas ao vírus que também tenham a vacina para que possamos ter um julgamento adequado sobre se ela evita a doença e permanece segura”, disse John Bell, professor de Medicina da Universidade de Oxford, à BBC.

“Estamos esperançosos, particularmente por causa das baixas taxas de incidência no Reino Unido, de que os indivíduos recrutados no Brasil e na África do Sul serão, em última instância, capazes de fornecer os dados.”

Ainda não há vacina aprovada contra a Covid-19 no mundo. Há cerca de um mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que a da AstraZeneca é uma das principais candidatas, mas, nesta segunda, alertou que ainda há “um longo caminho a percorrer” na busca pela imunização.

Corrida

O resultado anunciado por Oxford – de que a vacina é segura e induz a produção de anticorpos – não permite ainda concluir de fato se uma pessoa exposta ao novo coronavírus (Sars-Cov-2) fica imune com a vacina. Isso porque a resposta imune foi medida em laboratório.

A fase 3, final, ainda está em andamento; ela é que irá determinar se há eficácia num grande número de pessoas. Os cientistas ainda não sabem, exatamente, o quanto de resposta imune é necessária para combater a doença.

Na segunda (20), além do anúncio de Oxford, também saiu o resultado preliminar de testes de uma vacina desenvolvida pela China e a chegada de uma carga de outra vacina chinesa a São Paulo.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antonio Turci disse:

    Afinal está vacina está pronta, ou não?

  2. Gibira disse:

    E o hospital de Campanha prometido pela Desgovernadora?

  3. Gibira disse:

    A vacina vai chegar e os respiradores comprados pelo governo do RN será que chegam?

    • Manoel disse:

      Gado nao tem direito a vacina pois nao acredita na ciência. No máximo toma cloro de piscina q tem o mesmo efeito da cloroquina em conjunto com remédio contra piolho.

BENÇÃO: Vacina de Oxford é segura e gerou resposta imune contra covid-19; resultados preliminares foram divulgados na revista científica The Lancet na manhã desta segunda-feira

Coronavírus: vacina de Oxford é uma das potenciais contra a doença (Bill Oxford/Getty Images)

A vacina da Universidade de Oxford em parceria com a biofarmacêutica anglo-sueca AstraZeneca teve bons resultados contra o novo coronavírus, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira (20) na revista científica The Lancet. O estudo foi do tipo randômico, com grupo de controle (que recebeu uma vacina de meningite) e cego (no qual os voluntários não sabem qual medicamento foi administrado), e realizado com cerca de 1.077 pessoas saudáveis. Os resultados são das fases 1 e 2 da vacina.

A vacina desenvolvida pela universidade britânica, uma das três opções que estão na versão da fase 3 de testes segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), de acordo com o estudo, pode ser ainda mais efetiva quando uma segunda dose é administrada. A resposta imune chamada de célula T é produzida 14 dias após uma primeira dose e os anticorpos apareceram depois de 28 dias.

Os efeitos colaterais, de acordo com a divulgação, foram pequenos e puderam ser reduzidos quando os pacientes usaram paracetamol.

Outros estudos ainda devem ser feitos, inclusive em idosos, para garantir a segurança da vacina. Apesar de conseguir criar uma resposta imune ao vírus, ainda é preciso descobrir se a vacina pode proteger efetivamente as pessoas de uma infecção. Os pesquisadores acreditam que uma vacina ideal contra o vírus deve ser efetiva após uma ou duas doses, trabalhar em grupos de risco, como adultos e pessoas com condições pré-existentes, garantir uma proteção de, no mínimo, seis meses e reduzir a infecção pelo SARS-CoV-2. O estudo ainda é muito preliminar para saber se a vacina preenche todos os requisitos, mas as fases dois (no Reino Unido) e a fase três de testes (acontecendo no Reino Unido, Brasil e África do Sul) devem garantir a eficácia completa dela.

Os dados foram coletados entre os dias 23 de abril e 29 de maio e os testes ainda estão acontecendo.

A divulgação dos dados acontece após a AstraZeneca ser fortemente pressionada por seus investidores a mostrar resultados positivos. Na quarta passada, quando a empresa anunciou que teria um estudo publicado nesta segunda e a mídia britânica afirmou que a vacina teria obtido sucesso, as ações subiram em 5,2%, o que adicionou cerca de 7,4 bilhões de dólares no valor de mercado da biofarmacêutica. As ações, no entanto, caíram 0,7% em Londres já na quinta-feira.

Quais são as fases de uma vacina?

Para uma vacina ou medicação ser aprovada e distribuída, ela precisa passar por três fases de testes. A fase 1 é a inicial, quando as empresas tentam comprovar a segurança de seus medicamentos em seres humanos; a segunda é a fase que tenta estabelecer que a vacina ou o remédio produz, sim, imunidade contra um vírus, já a fase 3 é a última fase do estudo e tenta demonstrar a eficácia da droga. Uma vacina é finalmente disponibilizada para a população quando essa fase é finalizada e a proteção recebe um registro sanitário. Por fim, na fase 4, a vacina ou o remédio é disponibilizado para a população.

As outras que também estão na na fase três de testes são as versões da americana Moderna e a da chinesa Sinovac, que também será testada no Brasil.

Para a OMS, a vacina britânica é a opção mais avançada no mundo em termos de testagem.

Na última semana, a reitora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Soraia Smaili, em entrevista à GloboNews, afirmou que a vacina de Oxford pode ser distribuída no Brasil em junho de 2021, assim que o registro emergencial dela for aprovado.

A AstraZeneca e Oxford testarão sua vacina em mais de 50.000 pessoas no mundo todo. No Brasil, serão 5.000 voluntários testados em São Paulo, na Bahia e no Rio de Janeiro.

Em junho, o governo brasileiro anunciou uma parceria com Oxford para a produção de 100 milhões de doses quando a aprovação acontecer.

Antes a previsão da empresa anglo-sueca era que a vacina ficaria pronta já neste ano.

A corrida pela cura

Nunca antes foi feito um esforço tão grande para a produção de uma vacina em um prazo tão curto — algumas empresas prometem que até o final do ano ou no máximo no início de 2021 já serão capazes de entregá-la para os países. A vacina do Ebola, considerada uma das mais rápidas em termos de produção, demorou cinco anos para ficar pronta e foi aprovada para uso nos Estados Unidos, por exemplo, somente no ano passado.

Uma pesquisa aponta que as chances de prováveis candidatas para uma vacina dar certo é de 6 a cada 100 e a produção pode levar até 10,7 anos. Para a covid-19, as farmacêuticas e companhias em geral estão literalmente correndo atrás de uma solução rápida.

Nenhum medicamento ou vacina contra a covid-19 foi aprovado até o momento para uso regular, de modo que todos os tratamentos são considerados experimentais.

Exame

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Hermes Dagoberto disse:

    Gostei do assunto de sua divulgação, gostaria de ver se é pertinente para meu site.

    Sds.

  2. Santos disse:

    Mas a Cloroquina num já existe? Pra que vacina? Não estou entendendo mais nada.

  3. Manoel disse:

    Os terraplanista acreditam em ciência, universidades, pesquisas, vacinas….🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔

  4. Cloroquino disse:

    Qual vacina tomar? A do prefeito de Natal, do presidente ou a da Oxford?

  5. Neto disse:

    A petralhada, pode ir tirando o cavalinho da chuva, que essa aí é só pro gado.
    Mito!!
    Mito!!

  6. Pepe disse:

    Nisto eu confio!se viesse para Natal me inscreveria como voluntario.
    Vai resolver o problema da pandemia.

  7. Gibira disse:

    Só não podem deixarem o consórcio Nordeste comprar, se não Tá arriscado não chegar nada kkkk

  8. Gustavo disse:

    A torcida do vírus entra em pânico.

  9. Cabo Silva disse:

    E a cloroquina?????

    A vacina não tem ivermectina???

    Absurdo. Não vou tomar.

Brasileira que coordena testes da vacina de Oxford contra Covid-19 se diz otimista: ‘Quero passar o Natal no Brasil’

Daniela Ferreira coordena um dos grupos responsáveis pelo estudo da mais promissora vacina até agora. — Foto: Reprodução/TV Globo

O Conversa com Bial de quinta, 16/7, atualizou o status da luta mundial da ciência contra o novo coronavírus, além de esclarecer dúvidas e explicar um conceito do qual muito se ouve nos últimos meses: imunidade de rebanho. Para isso, ouviu dois cientistas que estão na linha de frente da humanidade na guerra contra a Covid-19: o doutor Julio Croda, infectologista da Fiocruz que esteve no Ministério da Saúde até março, e a doutora Daniela Ferreira, que coordena no Reino Unido um dos grupos responsáveis pelo estudo da mais promissora vacina até agora.

De Liverpool, Daniela diz acreditar que até o fim do ano teremos algum tipo de vacina, “mesmo que não seja uma proteção alta”. Ela celebra que, pela primeira vez na história, a comunidade científica se dedica a uma coisa só:

“Eu realmente pretendo passar o Natal no Brasil e tenho esperança de que isso vai ser possível. O progresso que tem sido feito mundialmente com todas as vacinas é extraordinário.”

Ela e Croda discutiram qual a porcentagem da população que deve estar imunizada para que o vírus pare de circular. O infectologista cogita 60%, mas chama atenção para a questão do acesso, que deve se tornar um desafio moral:

“Como será feita a distribuição da vacina? Existem vários laboratórios públicos e privados, nacionais e internacionais, mas o acesso não vai ser igual para todo mundo, existem países mais ricos e mais pobres, e fazer essa escolha será um desafio para a humanidade.”

Croda fez parte do Ministério da Saúde até 24 de março, e lamenta que o governo tenha adotado a imunidade de rebanho como política de estado, o que define como “um genocídio”. Ele conta que o conceito também é chamado de ‘mortalidade de rebanho’, pois muitas vidas são perdidas para que se possa atingi-lo.

“Isso aconteceu em 1918, com a Gripe Espanhola, e tá acontecendo com Covid também. Como os EUA, o Brasil é visto como um mau exemplo nesse sentido, pois como as medidas de controle coletivas são ineficazes, vemos a história natural da doença.”

Conversa com Bial – Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Pepe disse:

    Em vacina eu acredito.E vacinação de rebanho foi o que controlou a gripe espanhola e a quarentena

  2. Francisco de Assis disse:

    Isso se o Brasil ainda existir até o natal.

Projeto de vacina de Oxford contra COVID-19 poderá oferecer nível duplo de proteção, imune contra vírus, com anticorpos e linfócitos T e ‘células assassinas’ contra infecção

Foto: DOUGLAS MAGNO / AFP

As pesquisas em curso da Universidade de Oxford para desenvolver uma vacina contra a COVID-19 indicam que esta ofereceria o nível duplo de proteção buscado pelos cientistas, informa a imprensa britânica.

Questionada pela AFP, a universidade respondeu apenas que parte dos resultados sobre a segurança da vacina será publicado na revista médica The Lancet na próxima segunda-feira.

De acordo com o jornal Daily Telegraph, a primeira fase dos testes clínicos em humanos demonstrou que a vacina gera uma resposta imune contra o vírus, com anticorpos e linfócitos T, “células assassinas” contra a infecção.

“É a combinação dos dois que esperamos que proteja as pessoas”, afirmou uma fonte ao Daily Telegraph. “É um momento importante, mas ainda resta um longo caminho por percorrer”.

Os resultados, classificados como “extremamente promissores” por uma fonte anônima de alto nível citada pelo jornal, ainda não permitem saber qual seria a duração da proteção oferecida pela vacina.

O projeto, em parceria com o laboratório Astrazeneca, é considerado um dos mais promissores entre as várias pesquisas em curso no planeta.

A Universidade de Oxford, que também tem o projeto financiado pelo governo do Reino Unido, estabeleceu uma associação com o laboratório farmacêutico para a fabricação e distribuição da vacina em desenvolvimento, para que possa estar disponível de maneira rápida e em larga escala em caso de sucesso.

A vacina desenvolvida pelos pesquisadores de Oxford é baseada em um adenovírus modificado, que geralmente afeta os chimpanzés.

De acordo com a universidade, “gera uma resposta imune forte com apenas uma dose e não é um vírus que se replica, portanto não pode causar uma infecção contínua no indivíduo vacinado”.

Os testes da Universidade de Oxford estão direcionados atualmente a 4.000 voluntários no Reino Unido, aos quais serão adicionados outros 10.000.

Também começou a ser testada no Brasil, onde 5.000 participantes poderão ser beneficiados.

Os cientistas esperam comprovar a eficácia da vacina no outono (hemisfério norte, primavera no Brasil).

Estado de Minas, com AFP

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. José Macedo disse:

    Vacina fascista, só rindo.kkkkkkkkkkkkj e muito kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  2. Gustavo disse:

    Vacina fascista!