Saúde

COVID-19: Com imunologista brasileira à frente, vacina de Oxford entra na fase três de testes clínicos e já é produzida em larga escala

Foto: Ilustrativa

A vacina contra a covid-19 em desenvolvimento na Universidade de Oxford, no Reino Unido, entra esta semana em sua fase três de testes clínicos, em que ao menos dez mil pessoas serão vacinadas em todo o país para averiguar a eficácia do produto. Dentre as mais de 70 vacinas em desenvolvimento em todo o mundo, a de Oxford é considerada a mais avançada e uma das mais promissoras.

Para que essa terceira fase, da testagem maciça, não leve muito tempo, Oxford conclamou 18 centros de pesquisa em todo o Reino Unido a testar o novo imunizante. À frente da testagem na Escola de Medicina Tropical de Liverpool, também no Reino Unido, está a imunologista brasileira Daniela Ferreira, de 37 anos, especialista em infecções respiratórias e desenvolvimento de vacinas.

Mas a aposta neste imunizante é tão grande que, mesmo ainda longe de aprovação, o produto já está sendo produzido em larga escala. O objetivo é ter já o maior número possível de doses prontas para distribuição assim que o produto for aprovado, evitando um possível novo atraso na proteção da população mundial. “O que eu posso dizer é que dentro de dois a seis meses teremos os dados para dizer se a vacina protege ou não.”

“A ideia não é ter uma competição entre os países”, explicou Ferreira, em entrevista ao Estadão. “O que está acontecendo agora, é um trabalho de envolvimento global, com todos os cientistas compartilhando conhecimento em tempo real. A vacina é para o mundo inteiro; tem de haver uma colaboração internacional e tem de ser solidária, não pode ser ditada por interesses comerciais e preços.”

A vacina de Oxford é a mais avançada do mundo. Em que fase da testagem estamos e como a Escola de Medicina Tropical de Liverpool entra no estudo?

Passamos da fase um para a fase três em apenas dois meses. Agora, na fase três, a vacina será testada em dez mil pessoas para verificarmos sua eficácia. Para isso, Oxford recrutou 18 centros de pesquisas em todo o Reino Unido, entre eles o meu grupo, de Liverpool. Vamos testar 550 voluntários.

Vocês já começaram a testar a vacina?

Na semana passada, fizemos o recrutamento dos voluntários e alguns exames para saber se são saudáveis, se podem receber a vacina, se não foram já expostos ao vírus, todas essas coisas. Metade receberá a vacina controle e a outra metade, a vacina ativa.

E depois disso? É esperar?

Os ensaios de eficácia geralmente são assim. Esperamos um certo tempo para ver qual o número de infecções registradas no grupo de controle em comparação ao do grupo que recebeu a vacina ativa. Precisamos de um certo tempo para estimar a eficácia da vacina.

O fato de parte da população ainda estar em isolamento não pode interferir nesse resultado?

Já estamos saindo do lockdown. Já passamos do pico da epidemia e, agora, o número de infecções está caindo. Mas, sim, isso pode afetar. Por isso, nesta fase três, estamos dando prioridade a recrutar profissionais da área de saúde porque esse é o grupo de pessoas com a maior chance de adquirir a infecção.

Como a senhora mesma afirmou, vocês conseguiram passar da fase 1 a fase 3 em apenas dois meses. Como foi possível acelerar tanto esse processo que, normalmente, leva muito mais tempo?

A razão pela qual os ensaios puderam ser acelerados é que essa plataforma já tinha sido usada para vacinas contra outras doenças. Ou seja, era um vírus diferente, mas já tinha sido injetada em mais de mil pessoas. Por isso, já sabíamos que era segura e isso nos permitiu ser mais acelerados. Por isso também, desde o começo dos testes já estávamos avaliando a eficácia. Mas nenhuma etapa foi pulada e o rigor científico foi o mesmo.

Pode explicar melhor esse conceito de plataforma?

Estamos usando um vírus atenuado da gripe comum (adenovírus), que infecta macacos. Material genético semelhante ao que constitui uma proteína do novo coronavírus é adicionado. Essa proteína fica na superfície do vírus e é a grande responsável pela infecção. Com essa vacina, esperamos fazer com que o corpo produza anticorpos e possa reconhecer o novo coronavírus no futuro, evitando sua entrada nas células.

O coordenador da iniciativa de Oxford, Adrian Hill, disse em entrevista na semana passada que a chance de o grupo chegar a uma vacina eficiente seria de 50%. Achei pessimista….

A pergunta foi qual era a chance de completarmos o ensaio clínico com um número suficiente para conseguir demonstrar se a vacina é eficaz. Há muitos aspectos a se pensar para saber se uma vacina vai funcionar ou não. Porque não se trata apenas da eficácia da vacina em si. É preciso saber se ela pode ser produzida rapidamente e em larga escala, se será acessível globalmente, se terá preço razoável ou poderá ser distribuída de graça. Enfim, tudo isso entra na conta. Não adianta, por exemplo, uma vacina que proteja muito bem, mas esteja disponível apenas para um milhão de pessoas. E há ainda outro problema: precisamos saber se conseguiremos um número de casos suficiente para atestar a eficácia (se o número de casos da doença cair muito rapidamente, poderia não haver casos suficiente)

Todas essas questões devem ser levadas em conta também na hora dos investimentos?

Sim. E o que acho muito bom é que não temos um candidato, mas mais de 70, sendo que pelo menos cinco já estão na fase um dos testes clínicos. Como numa corrida de cavalo, vários vão cruzar a linha de chegada. Teremos que avaliar qual será o melhor candidato para ser administrado globalmente. Temos de ser capazes de produzir bilhões de doses. Os maiores investimentos devem ser dados para esses candidatos.

Mas tem como controlar isso?

Temos a Cepi (Coalition for Epidemic Preparedness Innovations), uma coalizão sem fins lucrativos que reúne diversas entidades filantrópicas e países e coordena os esforços de vacinas para epidemias. Desde a epidemia de ebola de 2016 percebemos que havia a necessidade de um grupo para coordenar, de termos uma missão única, um trabalho direcionado. Então, existem regras bem claras: não se pode manter a patente, o produto deve ser acessível a todos, globalmente, enfim, existem mecanismos. A ideia não é ter uma competição entre os países. O que está acontecendo agora, é um trabalho de envolvimento global, com todos os cientistas compartilhando conhecimento em tempo real. A vacina é para o mundo inteiro; tem de haver colaboração internacional e tem de ser solidária, não pode ser ditada por interesses comerciais e preços. E é importante ressaltar que ela não será útil apenas para os próximos seis meses, mas para os anos futuros.

Existe algum indício de que tenhamos que produzir sempre novas vacinas, sazonalmente, como acontece com a gripe?

Pelos dados que já temos, do sequenciamento do vírus, ele é bem mais estável do que o vírus da gripe. Pelo menos neste momento não parece que será o caso.

Uma vacina contra a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), que causou uma epidemia em 2003, estava sendo desenvolvida mas acabou sendo deixada de lado quando a doença desapareceu. Esse conhecimento prévio ajuda?

Claro, muito. A vacina de Oxford é um exemplo perfeito, porque usa essa mesma plataforma, um adenovírus, usada antes na Sars e também na Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio, que foi identificada em 2012). Na verdade, a vacina da Sars já estava pronta para ser testada, mas como o número de casos da doença caiu muito rapidamente, não se conseguiu provar a sua eficácia. Mas já tínhamos os dados de segurança, isso acelerou o processo.

Mas o grupo de Oxford é o mais acelerado….

Todas as etapas têm de ser cumpridas, temos de passar por todas com o mesmo rigor. Mas o que poderia ser feito em dois anos pode ser feito em dois meses. Isso depende da logística de que você dispõe, do número de voluntários, da quantidade de pessoas que consegue vacinar ao mesmo tempo. Em um projeto normal, por exemplo, Oxford poderia fazer essa terceira etapa sozinha, ao longo de dois anos. Mas, para acelerar, fez uma parceria com 18 centros de pesquisa em todo o Reino Unido, entre eles o nosso.

Em quanto tempo a senhora acha que poderemos ter uma vacina pronta?

Esses números voltam e mordem a gente. O que eu posso dizer é que dentro de dois a seis meses teremos os dados para dizer se a vacina protege ou não. Não só da nossa vacina, mas de outras também. Agora, daí ao ponto de ter uma vacina aprovada e bilhões de doses prontas para serem distribuídas globalmente, é outra história, é outro número.

Existe um temor de países em desenvolvimento, como Brasil, de sermos os últimos a receberem a vacina. Até o laboratório começar a produção e até chegar a nossa vez de recebermos podemos perder muito tempo?

A AstraZeneca (o laboratório farmacêutico por trás da iniciativa de Oxford) já está produzindo a vacina. Não tem ninguém sentado, esperando os resultados. Imagino que isso esteja acontecendo também com outras vacinas. É um risco, claro, mas deve ser assumido. Porque a reputação da indústria também está em jogo. Essa é a maior epidemia que enfrentamos em cem anos, é um dever das indústrias farmacêuticas estarem nesse jogo. É um dever moral usar o conhecimento, a logística e a linha de produção de que dispõem para tentar resolver o problema. Não tem como resolver isso apenas dentro da universidade.

Mas os EUA, por exemplo, investiram US$ 1 bilhão (quase R$ 5,4 bilhões nesta vacina, e já está certo que receberão 350 milhões de doses.

Sim, e parte desse dinheiro está sendo usado no desenvolvimento da vacina em troca de doses futuras. É natural que alguns países estejam à frente. Mas, como disse antes, há mecanismos de ação global para assegurar que uma vacina seja fornecida também para países com uma economia não tão saudável.

Estadão

 

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Pacheco ganha força para vaga no STF após Alcolumbre ajudar Lula a aprovar fim da escala 6×1

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O ex-senador Rodrigo Pacheco voltou a ganhar força para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) após a reaproximação entre o presidente Lula (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A informação é da coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

A articulação ganhou força depois que Alcolumbre ajudou o governo a aprovar o fim da escala 6×1, na quarta-feira (14). Os dois também atuam para acelerar a tramitação da PEC da Segurança, outra pauta considerada importante para a campanha de Lula no 2º turno.

Segundo a coluna, a indicação de Pacheco faz parte de um novo acordo político entre Lula e Alcolumbre, que haviam rompido após o Senado rejeitar o nome de Jorge Messias para o STF, em abril.

A estratégia também considera uma eventual derrota de Lula para Flávio Bolsonaro (PL). Nesse cenário, o presidente poderia indicar Pacheco antes do fim do mandato, evitando que a vaga aberta no Supremo seja preenchida pelo próximo governo.

Interlocutores afirmam que Pacheco reúne apoio suficiente no Senado para ter o nome aprovado. Caso seja reeleito, Lula poderá negociar com Alcolumbre uma sequência de indicações ao STF, incluindo Jorge Messias e duas mulheres.

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INDEXA/BROADCAST: Flávio tem 44% e Lula 42% no 2º turno

Fotos: Wilton Júnior e Daniel Teixeira/Estadão

Pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta quinta-feira (15) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 44% das intenções de voto para presidente da República, contra 42% do presidente Lula (PT), em uma simulação de 2º turno. Os candidatos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Nos votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Flávio aparece com 51%, enquanto Lula registra 49%. Entre os entrevistados, 8% afirmaram que não irão votar, 4% pretendem votar em branco ou nulo e 2% estão indecisos ou não souberam responder.

O levantamento também mostra diferenças entre regiões do país. No Nordeste, Lula registra 52,1%, contra 35,4% de Flávio. Já no Centro-Oeste, o candidato do PL tem 58,9%, ante 27,2% do petista. No Sul, Flávio aparece com 49,2%, enquanto Lula soma 32,1%.

Entre os evangélicos, Flávio registra 81,3% das intenções de voto, contra 13,6% de Lula. Entre os católicos, o presidente tem 54,2%, enquanto o senador aparece com 26,3%.

A pesquisa também aponta que 87% dos entrevistados afirmam já ter definido o voto, enquanto 11% admitem a possibilidade de mudar de candidato. Outros 2% não souberam responder.

A Indexa/Broadcast entrevistou 2.000 eleitores por telefone entre os dias 13 e 14 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04629/2026.

Com informações do Estadão

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Aliados de Flávio Bolsonaro procuram ministro Alexandre de Moraes para evitar interferência do STF no 2º turno

Foto: Reprodução/Metrópoles

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) procuraram, nos últimos dias, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tentar evitar possíveis intervenções do Judiciário no 2º turno da eleição presidencial. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (15) pela coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.

A aproximação foi articulada pelo deputado federal e senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP), que possui contatos em comum com Moraes. A conversa ocorreu por intermédio de policiais próximos ao ministro. Derrite é capitão da reserva da Polícia Militar e, assim como Moraes, já ocupou o cargo de secretário da Segurança Pública de São Paulo.

Segundo a coluna, o grupo de Flávio sondou o ministro sobre a possibilidade de interferência dele ou do STF no 2º turno. A resposta recebida foi de que não haveria qualquer intervenção.

O contato ocorreu após decisões recentes de Moraes envolvendo integrantes do campo bolsonarista. Entre elas estão a autorização para Flávio voltar a visitar o pai, Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar, a progressão de regime concedida a Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do batom”, e o arquivamento de investigações contra Marcos do Val, Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio.

Apesar da aproximação, interlocutores de Derrite afirmaram que não houve compromisso do senador eleito ou de Flávio Bolsonaro de impedir um eventual processo de impeachment de Moraes no Senado.

Derrite já defendeu publicamente o impeachment do ministro, classificando a medida como uma “demanda da sociedade”.

Com informações do Metrópoles

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Natal conquista título geral do Bear Games Nordeste 2026

Foto: Divulgação

Natal conquistou o título de campeã geral do Bear Games Nordeste 2026, encerrado nesta quarta-feira (14), na capital potiguar. A cidade teve a maior delegação da competição, que reuniu 10 escolas em disputas de 10 modalidades esportivas e totalizou 553 partidas. Entre os resultados, Natal venceu cinco categorias de futsal e basquete masculino.

Para o coordenador de esportes da Maple Bear Natal, Marlos Colpo, o resultado é fruto do planejamento e da dedicação dos atletas e profissionais envolvidos. “O Bear Games Nordeste 2026 foi uma experiência muito especial e marcante. Natal foi a maior delegação da competição e conquistou o título de campeão geral, um resultado que nos enche de orgulho e representa todo o trabalho realizado”, afirmou.

Natal se destacou nas modalidades coletivas, com títulos no futsal masculino nas categorias sub-17, sub-14 e sub-10, além do basquete masculino sub-14 e do futsal feminino sub-14. A capital foi representada por uma delegação de aproximadamente 200 pessoas, entre atletas, professores e equipe de apoio.

Durante as partidas, Marlos destaca a união dos atletas da Maple Bear Natal como fator que contribui para a conquista do título geral. “Essa conquista é resultado de muito planejamento, dedicação e união de todos que fizeram parte dessa jornada”, considera.

De acordo com Marlos, a competição promoveu a integração entre os participantes, com respeito e espírito esportivo. “Mais do que os títulos e as medalhas, fica a satisfação de ver o esporte promovendo amizades, experiências e aprendizados que nossos alunos levarão para a vida toda”, declarou Marlos.

A vitória foi celebrada na Festa dos Atletas, evento exclusivo para os participantes, realizado na tarde desta quarta-feira (14), em Natal. A programação marcou o encerramento da edição e reuniu os estudantes que participaram das disputas ao longo dos cinco dias de competição.

O Bear Games

O Bear Games é uma competição esportiva da rede de ensino bilíngue Maple Bear que reúne estudantes de diferentes escolas para disputar modalidades esportivas e promover a integração entre os participantes.

A edição Nordeste de 2026 foi realizada em Natal, entre os dias 10 e 14 de outubro, com disputas de judô, xadrez, basquete 5×5 e 3×3, vôlei, vôlei de praia, futsal, beach tennis, tênis de mesa e ginástica artística.

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PRAIA DO MEIO: Obras de R$ 41 milhões devem ser concluídas em quatro meses

Foto: Magnus Nascimento/Tribuna do Norte

As obras de requalificação da orla da Praia do Meio, em Natal, têm previsão de conclusão para fevereiro de 2027. Iniciados em abril de 2024, os serviços somam investimento de R$ 41 milhões, dos quais R$ 28 milhões já foram pagos, segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra).

De acordo com a pasta, o ritmo dos trabalhos foi reduzido devido a atrasos no repasse de recursos federais. A obra é financiada com recursos da Prefeitura de Natal e do Ministério das Cidades.

Entre os serviços que ainda precisam ser concluídos estão a pavimentação do calçadão e da ciclovia, a instalação de guarda-corpos e a finalização dos quiosques. Até agora, seis quiosques revitalizados foram entregues e liberados para funcionamento.

A requalificação também contempla melhorias no deck da avenida Getúlio Vargas e a instalação de equipamentos de lazer, incluindo uma pista de skate.

Durante o período de fechamento, os permissionários receberam auxílio de R$ 1.200.

Com informações da Tribuna do Norte

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TCE determina inspeção na folha da Educação do RN após identificar possíveis irregularidades

Foto: Reprodução

O Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte (TCE-RN) determinou uma inspeção na folha de pagamento da Secretaria Estadual de Educação para apurar possíveis irregularidades na contabilização de despesas decorrentes de decisões judiciais. A medida foi aprovada pelo Pleno após representação do Ministério Público de Contas.

A investigação vai verificar se vantagens salariais concedidas por determinação judicial estão sendo contabilizadas corretamente nos gastos com pessoal do Governo do Estado. Segundo o Ministério Público de Contas, os valores registrados pela Educação nessa categoria superam o total declarado pelo próprio Executivo.

A divergência pode indicar descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e das normas de contabilidade pública. O órgão aponta que a dedução dessas despesas, quando mantida além do prazo permitido, pode reduzir artificialmente o percentual de comprometimento da receita estadual.

No segundo quadrimestre de 2025, o Governo do RN declarou gastos com pessoal equivalentes a 55,73% da Receita Corrente Líquida. Sem os descontos relacionados às decisões judiciais, o percentual chegaria a 58,34%.

A análise também identificou que, somente em julho de 2026, vantagens salariais vinculadas a decisões judiciais somaram mais de R$ 9,2 milhões na folha da Educação.

Relator do processo, o conselheiro Antonio Gilberto de Oliveira Jales destacou que o Rio Grande do Norte permanece acima dos limites legais de despesas com pessoal há vários anos. Segundo ele, uma classificação inadequada desses pagamentos pode distorcer a avaliação da situação fiscal do Estado.

A inspeção terá prioridade no próximo Plano Anual de Controle Externo (Pace) e deverá esclarecer se os registros estão de acordo com a legislação. Até o momento, não há conclusão sobre a existência de irregularidades.

Com informações do AGORA RN

Opinião dos leitores

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FIM DA ESCALA 6X1: CNI prevê demissões, inflação e prejuízo de R$ 267 bilhões com redução da jornada

Foto: Iano Andrade/CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) alertou que o fim da escala de trabalho 6×1 poderá provocar demissões, aumento da inflação e perdas econômicas no Brasil. A manifestação ocorreu após o Senado aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais.

Segundo a entidade, a medida poderá elevar os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e provocar uma queda de 0,7% no Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 76,9 bilhões.

O levantamento da CNI também projeta aumento médio de 6,2% nos preços ao consumidor. As compras em supermercados poderão ficar 5,7% mais caras, enquanto os produtos industrializados terão alta média de 6%. No setor de roupas e calçados, o aumento poderá chegar a 6,6%.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, criticou a aprovação da proposta durante o período eleitoral e afirmou que os impactos econômicos não foram devidamente avaliados.

“Lamentamos que a votação tenha sido feita sem mais debates com a sociedade brasileira e entendemos que os impactos dessa medida não foram devidamente mensurados”, declarou.

Alban também defendeu que o Congresso reavalie a proposta caso sejam confirmados os efeitos negativos previstos pela entidade, como perda de competitividade e aumento da inflação.

A Confederação argumenta que a redução da jornada, sem diminuição dos salários, exigirá adaptações nas escalas de trabalho e reorganização dos processos produtivos, aumentando os custos das empresas em um cenário de baixa produtividade, juros elevados e alta carga tributária.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Sem dúvida que o trabalhador brasileiro trabalha muito e ganha pouco. No entanto, essa mudança não mudará a realidade desses guerreiros, pois o descanço não virá, a melhora de vida não virá. Quem tiver a oportunidade de ganhar um dinheirinho extra nesses dias de folga, abrirá mão do descanço. A verdade é que, se os políticos pensassem, ou desejassem o melhor para os brasileiros, VOTARIAM PARA REDUZIR AS GASTANÇAS E PRIVIGÉLIOS QUE ELES TÊM.

  2. Lamento muito essa medida eleitoreira agora as vésperas da eleição, isso precisava ser debatido exaustivamente, parte dos nossos políticos é uma vergonha, um bando de salafrários que nãopensam no país.
    Na minha empresa deixaram duas opções, para eu analizar e descedir, seriam.
    01 – Contratar pessoas para trabalhar aos sábados.
    02 – Fechar a empresa na sexta feira a tarde e perder quatro sábados de produção e faturamento com demissões imediata do quadro de colaboradores.
    Na segunda feira começo a enxugar, não compensa contratar pessoas para suprir os sábados com a demanda que a empresa tem hoje.
    Essa é a minha nova realidade.
    Infelizmente…
    VOU TER QUE DEMITIR PARA COMPENSAR OS SÁBADOS COM A EMPRESA PARADA.

  3. Na vida muitas vezes precisamos de um choque de realidade para despertamos. Sem contar que no Brasil vale mais a narrativa repetida exaustivamente.

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[VÍDEO] Ao lado de Eduardo Bolsonaro, Milei chama Lula de “ditador comunista” e diz que vai expulsá-lo “a chutes”

 

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Um post compartilhado por Metrópoles (@metropoles)

O presidente da Argentina, Javier Milei, chamou o presidente Lula (PT) de “ditador comunista” e afirmou que ele será retirado do poder “a chutes”. As declarações foram feitas nesta quarta-feira (14), durante a Gala da Herança Hispânica, realizada em Washington, nos Estados Unidos, com a presença de Eduardo Bolsonaro.

Durante o discurso, Milei também manifestou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o 2º turno da eleição presidencial contra Lula.

“E agora, meu querido amigo Flávio Bolsonaro, com as forças do céu ao seu lado, tenho certeza de que, dentro de poucos dias, você se imporá novamente diante do ditador comunista Lula da Silva, pai do Foro de São Paulo junto ao sinistro Fidel Castro”, declarou.

Ao final da cerimônia, o presidente argentino cumprimentou Eduardo Bolsonaro no palco e voltou a atacar o presidente brasileiro. “Agora vamos expulsar a chutes o ditador comunista do Brasil e vamos pintar o continente de azul”, afirmou, em referência à expansão da direita na América Latina.

Milei e Eduardo também fizeram ataques ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem chamaram de “lixo careca”.

Com informações do Metrópoles

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[VÍDEOS] FIM DA ESCALA 6X1: Cadu de Lula e Allyson Bezerra comemoram aprovação no Senado

 

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Um post compartilhado por Cadu de Lula (@caduxavier)

Os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT) e Allyson Bezerra, comemoraram nas redes sociais a aprovação, pelo Senado Federal, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil. Ambos publicaram vídeos celebrando a decisão e destacando a importância da medida para os trabalhadores.

Cadu de Lula atribuiu a conquista à mobilização dos trabalhadores e destacou a participação do governo do presidente Lula. “O Senado acabou de aprovar o fim da escala 6×1! Valeu a luta, valeu a esperança. Obrigado, presidente Lula, essa bandeira é sua, trabalhador; essa vitória é sua, é histórica. Valeu, Lula!”, declarou.

Allyson Bezerra também comemorou a aprovação e relembrou sua experiência trabalhando no comércio de segunda-feira a sábado. O candidato destacou a importância de os trabalhadores terem mais tempo para a família e mencionou a trajetória do pai. “Eu comemoro essa decisão e sei que tô comemorando ao lado de milhões de brasileiros e trabalhadores e trabalhadoras do nosso Brasil. Viva o trabalhador”, afirmou.

Opinião dos leitores

  1. Dois idiotas que chegaram ao segundo turno através do processo eleitoral fraudulento das quadrilhas do STF / TSE taí o resultado dois idiotas comemorando demissões e o estado interferindo na vida dos trabalhadora o tal Cadu é o MANIACO do ICMS um incompetente que passou 4 anos destruindo a economia do estado e taxando o povo é o TAXADD potiguar o outro um abestado fantasiado de palhaço com chapéu de couro que é tão burro e insignificante que não apoiou o Flávio Bolsonaro

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MEI: Câmara aprova perdão de dívidas e aumento do teto para R$ 140 mil por 461 votos a 4

Foto: Reprodução

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (14), por 461 votos a 4, o projeto de lei complementar que amplia o limite de faturamento anual dos microempreendedores individuais (MEIs) e prevê o perdão integral de dívidas tributárias da categoria. A proposta segue agora para análise do Senado.

Pelo texto, o teto de faturamento, atualmente em R$ 81 mil por ano, passará para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil a partir de 2028. A medida também permite que os MEIs contratem até dois funcionários, em vez de apenas um, como prevê a legislação atual.

O projeto foi relatado pelo deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), que incorporou ao texto a proposta de perdão de dívidas anunciada pelo governo Lula na terça-feira (13). Segundo a equipe econômica, a medida terá impacto estimado de R$ 3 bilhões em três anos.

O perdão será destinado aos microempreendedores com débitos inscritos na Dívida Ativa da União até 13 de outubro de 2026. Para receber o benefício, será necessário manter as contribuições em dia durante os seis meses seguintes à entrada em vigor da lei, prevista para 1º de janeiro de 2027, além de desistir de eventuais ações judiciais relacionadas às dívidas perdoadas.

A proposta também autoriza a realização de licitações específicas para MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte, respeitados os limites de valores estabelecidos no texto.

As mudanças ainda dependem da aprovação do Senado para entrar em vigor.

Com informações do Estadão Conteúdo

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