Técnica usada em vacina contra ebola pode ser aplicada ao novo coronavírus

Estratégia usada para desenvolver uma candidata à vacina contra o ebola, elaborada pela farmacêutica americana Flow Pharma em parceria com pesquisadores brasileiros, pode orientar a criação de um imunizante contra o novo coronavírus SARS-CoV-2, causador da Covid-19.

Em testes com camundongos, a vacina experimental contra o ebola demonstrou ser capaz de conferir, com uma única dose, imunidade contra o vírus hemorrágico que se propagou na África Ocidental entre 2013 e 2016.

Os resultados dos testes do imunizante em modelo animal foram descritos em um artigo publicado no final de fevereiro no bioRxiv – um repositório de acesso aberto de artigos em fase de pré-print na área de ciências biológicas.

“Uma abordagem semelhante à usada para desenvolver essa vacina contra o ebola pode ser possível de ser aplicada contra o novo coronavírus”, disse à Agência FAPESP Edécio Cunha Neto, professor do Instituto do Coração (Incor) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e um dos autores da plataforma.

O projeto também tem a participação de Daniela Santoro Rosa, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

“Daniela e eu somos autores da busca da sequência para a vacina contra o ebola”, contou Cunha Neto, um dos pesquisadores principais do Instituto de Investigação em Imunologia – um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) financiados pela FAPESP no Estado de São Paulo.

A vacina contra o ebola é composta por fragmentos de proteínas (peptídeos) do vírus – capazes de estimular o sistema imune e de induzir uma resposta potencialmente protetora – encapsulados em partículas micrométricas.

Para mapear regiões da estrutura do vírus ebola mais promissoras para identificação desses peptídeos capazes de serem usados como antígenos para o desenvolvimento da vacina, os pesquisadores usaram algoritmos computacionais.

Um dos critérios que estabeleceram para os algoritmos localizarem essas potenciais regiões na estrutura do vírus é que tinham de ser muito conservadas, ou seja, não poderiam variar muito de um isolado viral para outro. Isso garante que a vacina será eficaz mesmo contra variantes do patógeno.

Outro critério é que as regiões escolhidas sejam capazes de serem reconhecidas pelo sistema imune da maioria das pessoas.

“Esse critério é muito importante porque garante a cobertura ampla da vacina, uma vez que essas regiões do genoma viral mudariam muito pouco de um microrganismo que circula em um determinado local em relação ao que está aparecendo em outro, e o sistema imune dos pacientes induzirá resposta contra a vacina”, explicou Cunha Neto.

Os potenciais peptídeos localizados em regiões mais conservadas do vírus foram testados em células de 30 pacientes sobreviventes do surto do ebola no Zaire, entre 2013 e 2016.

As análises indicaram que células do sistema imune, chamadas linfócitos T CD8+, de 26 desses 30 pacientes sobreviventes ao ebola responderam a uma proteína denominada NP44-52.

Com base nessa constatação, foi fabricada uma vacina experimental com a NP44-52 encapsulada em microesferas, na forma de um pó seco, estável à temperatura ambiente e biodegradável.

A vacina experimental foi inoculada em camundongos geneticamente modificados (C57BL/6), usados como modelo de doenças humanas.

Os resultados do estudo indicaram que a vacina produziu uma resposta imune protetora nos animais 14 dias após uma única administração.

“A plataforma que desenvolvemos possibilita a fabricação e a implantação rápida de uma vacina de peptídeo para responder a uma nova ameaça viral”, afirmam os autores no artigo.

Vacina contra a COVID-19

Na avaliação dos autores do estudo, a mesma abordagem poderia ser aplicada à Covid-19, uma vez que o vírus também possui regiões conservadas e é possível identificar peptídeos potenciais para o desenvolvimento de uma candidata à vacina.

“Se agirmos agora, durante a pandemia de Covid-19, talvez seja possível coletar e analisar amostras de sangue e criar rapidamente um banco de dados de peptídeos ideais para inclusão em uma vacina com cobertura potencialmente ampla, com desenvolvimento e fabricação rápidas”, afirmam.

Cunha Neto também trabalha em outra estratégia de vacina contra a Covid-19, desenvolvida no Laboratório de Imunologia do Incor, com apoio da FAPESP.

“A ideia de usar a mesma estratégia da candidata à vacina do ebola para desenvolver um imunizante contra a Covid-19 é da farmacêutica americana, com quem continuamos a colaborar em outros projetos. A estratégia da vacina que estamos nos baseando aqui, no Brasil, é um pouco diferente”, disse.

O pesquisador e algumas das maiores autoridades mundiais em vacina, como Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID, na sigla em inglês), têm ponderado, contudo, que o desenvolvimento de uma candidata à vacina contra a Covid-19 deve demorar de um ano a um ano e meio.

Esse tempo é necessário para a realização de todas as fases de testes, inicialmente em animais e depois em humanos, a fim de assegurar a segurança e a eficácia do imunizante, ressaltam os especialistas.

O artigo An effective CTL peptide vaccine for ebola Zaire based on survivors’ CD8+ targeting of a particular nucleocapsid protein epitope with potential implications for Covid-19 vaccine design, (doi.org/10.1101/2020.02.25.963546), de CV Herst, S Burkholz, J Sidney, A Sette, PE Harris, S Massey, T Brasel, E Cunha Neto, DS Rosa, WCH Chao, R Carback, T Hodge, L Wang, S Ciotlos, P Lloyd e R Rubsamen, pode ser lido no bioRxiv.

E o artigo Coronavirus infections – more than just the common cold (10.1001/jama.2020.0757), de Catharine I. Paules, Hilary D. Marston e Anthony S. Fauci, pode ser lido no Journal of the American Medical Association (JAMA).

Galileu

 

 

Comunicado aos beneficiários – Unimed Natal: sistema de Drive-thru para imunizar os seus beneficiários maiores de 60 anos

Foto: Divulgação

Comunicado aos beneficiários

A Unimed Natal em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde criou um esquema especial para imunizar os seus beneficiários maiores de 60 anos com medidas para evitar a aglomeração de pessoas e impedir a proliferação do coronavírus.

Como num sistema de Drive-thru, os beneficiários não precisarão sair de seus carros para a aplicação da vacina contra a gripe Influenza e H1N1.

Data: 25/03/2020 (quarta) a 27/03/2020 (sexta)
Horário: 08:00 às 17:00h
Local: Estacionamento Centro Clínico Via Direta – Av. Senador Salgado Filho, 2233, Lagoa Nova

Obs: O Centro Clinico Via Direta e o Shopping estarão vazios e poderão receber na sua recepção os beneficiários que porventura se deslocarem para a unidade sem veiculo e não puderem entrar na fila de carros.

Apresentar:
Documento de identidade com Foto
Cartão beneficiário
Cartão vacina

VÍDEO: Congestionamento é registrado na Lima e Silva, próximo ao Arena das Dunas, devido a fila da vacina contra a gripe

Via Certa Natal destaca na tarde desta terça-feira(24) um trânsito travado na Avenida Lima e Silva, próximo ao Arena das Dunas. Segundo o registro, o congestionamento acontece devido a fila da vacina contra a gripe.

Prefeitura de Parnamirim emite nota sobre vacina contra a gripe

A Secretaria Municipal de Saúde informa que receberá o segundo lote de vacinas contra a gripe nesta quinta (26), para abastecer os postos de saúde de Parnamirim. Devido à antecipação da campanha nacional, em virtude do enfrentamento do Coronavírus, o Governo Federal tem optado por distribuir as dosagens separadas por lotes, para estados e municípios. Nesta primeira etapa estão sendo vacinados idosos e servidores da saúde. Para o início da campanha o Governo Federal enviou 9.500 doses. Para este segundo lote o Ministério da Saúde vai liberar mais 3.600 doses. As vacinas são distribuídas de maneira uniforme entre os postos, sendo que em alguns a procura é maior do que em outros. A campanha prossegue até o dia 15 de abril, tempo suficiente para atender a todos, sem a necessidade de aglomeração ou de grandes filas.

FOTO: Em grupo de risco do coronavírus, idosos formam filas em Natal durante vacinação da gripe

Foto: Reprodução/Instagram

Leitora do Blog do BG destaca nesta manhã uma situação alarmante durante a campanha de vacinação contra a gripe iniciada nesta segunda-feira(23). Conforme imagem em destaque, e também com denúncias por outros locais na capital potiguar, notam-se idosos em filas, em plena pandemia de coronavírus.

Vale lembrar que os idosos fazem parte do grupo de risco do coronavírus, que vem fazendo milhares de vítimas fatais pelo mundo. Como bem destacou a internauta, “estas são as medidas sanitárias para os grupos de risco?”.

Outro ponto que vale destaque são os inúmeros alertas divulgados recentemente para o reforço do isolamento social nos próximos dias,  provável período de maior contágio no país do Covid-19, segundo estudos.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cidadão Atento disse:

    Por que os agentes de saúde não podem sair de casa em casa levando essa vacinação?

  2. João Medeiros disse:

    Pq é tão difícil para a PMN espalhar os postos de vacinação nas escolas estaduais, haja vista que estão fechadas?

  3. Antônio disse:

    A responsabilidade da vacinação é da prefeitura bebê

  4. Delano disse:

    A governadora do pt luta pela contaminação generalizada, essa fila idealizada por ela, será como uma vitória pra ela

  5. Zuza disse:

    Ora, certamente vários idosos que estão nessas filas serão infectados e podem vir a morrer. A maior parte é formada de aposentados e pensionistas. Morrendo, menos ônus para Estado e União. Horrível.

  6. Juliano disse:

    Absurdo isso!!!! A própria saúde dando péssimo exemplo.. fica um bocado de "dondoquinhas" nas repartições só ditando ordens e fazendo tudo errado. Mas unidades de atendimento fica os pacientes suspeitos nós meios dos corredores sem nenhuma proteção, sem isolamento e transmitindo pra todo mundo. Vai acontecer que muitos profissionais de saúde irão adoecer e não terminar o caos.

  7. Pedro disse:

    Não amigo, apesar do momento, é importante que a campanha aconteça, o que não pode, é deve acontecer, é isso que a fotografia mostra, a gerência dessa ação devia estar atenta a este tipo de problema, procurando minimizar. Por outro lado, os clientes das vacinas não são mais crianças e deveriam colaborar com essa situação. Sou do grupo de risco, fui a dois supermercados, filas enormes e aglomerados, dei meia volta e fui para casa. Essa vacinação ira ocorrer durante toda a semana, de preferência por ordem alfabética.. Inclusive foi divulgado os dias de cada letra.

  8. Bento disse:

    Quanta falta de organização.
    Falta de respeito para quem um dia carregou este PAÍS nas costas.
    Será que tudo isso não passa de um plano para enfraquecer a melhor idade

  9. realista disse:

    um absurdo isso , será que essa campanha não poderia esperar ? , a recomendação é pra ficarem em casa e agora aglomeram idosos , um absurdo.

Bolsonaro revela conversa com presidente da Anvisa sobre coronavírus e fala em ‘fé’ em vacina ou remédio

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Bolsonaro declarou em entrevista coletiva nesta sexta-feira(20) ter “fé” na criação de uma vacina ou remédio para combater o novo coronavírus.

“Tenho fé em Deus, acredito em Deus que venha uma vacina, que venha um remédio para curar isso daí”, disse.

O presidente informou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está em contato com o órgão equivalente nos Estados Unidos para se informar sobre o uso de hidroxicloroquina, remédio para malária que está sendo analisado para coronavírus .

“Conversei hoje com o almirante Barra [Torres], médico, presidente da Anvisa, sobre hidroxicloroquina. Ele está em contato com a Anvisa, o equivalente lá nos Estados Unidos. No primeiro momento, em laboratório deu certo essa questão, outros países como a Índia têm avançando, está sendo feito contado com esses países, com essas entidades, para gente buscar ali o remédio ou a vacina, ou ambos”, explicou.

A Anvisa, contudo, disse a quinta não haver recomendação para uso de medicamentos que contém hidroxicloroquina e cloroquina no tratamento do coronavírus.

Já o presidente dos Estados Undiso, Donald Trump, disse que o governo avalia a hidroxicloroquina e o medicamento antiviral experimental da Gilead Sciences, o Remdesivir, que passa por testes clínicos para a doença respiratória.

Com informações do G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Papa Jerry Moon disse:

    Todos têm fé em Deus que as coisas irão melhorar, mas independente de fé, tem que trabalhar e dar o exemplo. Essa tentativa de cooptação política através de crenças e religiões é populismo barato. Quero ver trabalho e decisões coerentes, ao invés de somente críticas a governadores que se adiantaram ao gov. federal. Vamo trabalhá, presidente.

  2. Silva disse:

    Ótima notícia !!!

  3. Roberto macedo disse:

    Bozo é pateta e so da mal exemplo

  4. Fábio disse:

    Bolsonaro é um grande FDP!!!
    Vagabundo mentiroso safado!

  5. Valeria disse:

    Não era esse que, seguindo o "Senhor da Terra Plana" Olavo de Carvalho, atacava os cientistas e a ciência e dizia não acreditar nesse vírus (tratava-se de uma fantasia) e na vacina desenvolvida pelas Universidades tão atacadas por esse governo?

  6. Naldinho disse:

    E não é só uma gripe que à imprensa faz terror?
    Esse é um nojento

  7. Matematica disse:

    Vacina somente em 12 a 18 meses.

Cientistas desenvolvem vacina que derrete na boca

Foto: (Divulgação/Reprodução)

Se você é do tipo que morre de medo de agulhas, temos uma boa notícia. Um grupo de cientistas da Universidade do Texas, nos EUA, desenvolveu um método simples (e menos doloroso) de imunização a diversos vírus. Em vez da clássica injeção, a vacina vem na forma de um papelzinho transparente que dissolve na boca.

Os pesquisadores conseguiram estabilizar vírus, bactérias, enzimas e anticorpos em uma folha fininha que não precisa de refrigeração. O paciente coloca o papel de um centímetro na língua e ele derrete rapidamente, como se fosse uma bala.

O novo mecanismo é composto por uma camada destacável (como um adesivo) e outra camada solúvel na boca. A vacina em si fica entre as duas partes, podendo ter antígenos para o vírus da gripe, ebola, hepatite, sarampo e outras doenças.

Segundo Maria Croyle, pesquisadora que desenvolveu o novo método, os materiais para a confecção da vacina são baratos e compactos, o que facilita sua distribuição. “O foco agora é encontrar a vacina para o novo coronavírus. Quando ela for desenvolvida, o próximo desafio será produzir e distribuir a imunização para todo mundo”, disse.

A tecnologia que aposenta as temidas agulhas começou a ser pensada em 2007. A inspiração veio de um documentário sobre como o DNA de insetos e outros seres vivos podem ser preservados em âmbar por milhões de anos. Se você assistiu Jurassic Park, vai lembrar que o âmbar parece um doce alaranjado. Daí veio a ideia de uma bala que dissolve na boca.

A partir daí começou a busca por ingredientes que fossem ingeríveis (como açúcares e sais) e formulações que mantivessem os organismos vivos durante um longo período de tempo. A fórmula final só chegou depois de 450 tentativas.

Além de ser fácil de transportar, a vacina em forma de papel tem a vantagem de não precisar de refrigeração. As vacinas tradicionais perdem a eficácia com o tempo, dependendo da temperatura a que são estocadas. Elas devem permanecer refrigeradas o tempo todo, o que torna o armazenamento mais difícil e caro. Já o novo papelzinho pode ser distribuído por oficiais de saúde por meio de um envelope contendo a vacina. Os pesquisadores estão em contato com uma startup para bancar o desenvolvimento do novo método, e esperam que ele chegue ao mercado em até dois anos.

Super Interessante

Vacina desenvolvida nos EUA poderá impedir propagação do coronavírus

Foto: REUTERS/P. Ravikumar/Direitos Reservados

Cientistas norte-americanos trabalham para desenvolver a vacina que poderá barrar o coronavírus que, até o momento, já infectou quase 8 mil pessoas em vários países e matou quase duas centenas de pessoas. Se tudo correr bem, dentro de poucos meses a vacina poderá começar a ser testada.

O laboratório da farmacêutica Inovio, na cidade de San Diego, na Califórnia, é neste momento um dos locais onde a vacina está sendo desenvolvida. Os cientistas da Inovio esperam ter o produto pronto para ser testado em humanos no início do verão e já lhe deram um nome: “INO-4800”.

O fato de as autoridades chinesas terem sido rápidas ao divulgar o código genético do vírus ajudou os cientistas a determinar a origem, as mutações que pode sofrer à medida que o surto se desenvolve e a perceber a melhor forma de proteger a população mundial do contágio.

“Assim que a China forneceu a sequência do DNA do vírus, conseguimos colocá-lo na tecnologia dos nossos computadores e desenvolver o protótipo de uma vacina em apenas três horas”, explicou à BBC Kate Broderick, vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento da Inovio.

Caso os testes iniciais sejam bem-sucedidos, serão feitos testes em maior escala, principalmente na China, o que pode ocorrer até o fim deste ano. Se a cronologia prevista pela Inovio se confirmar, esta será a vacina desenvolvida e testada mais rapidamente em um cenário de surto.

Da última vez que um vírus semelhante surgiu, em 2002 – a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) -, a China demorou a partilhar informações com o mundo e, por isso, a epidemia já estava perto do fim quando uma vacina foi desenvolvida.

Como funciona a vacina contra o coronavírus

A equipe responsável pelo desenvolvimento da vacina utiliza uma nova tecnologia de DNA e trabalha com uma empresa de biotecnologia de Pequim.

“As nossas vacinas são inovadoras pois utilizam as sequências de DNA do vírus para atingir partes específicas do agente patogênico”, organismo capaz de produzir doenças infecciosas aos seus hospedeiros, explicou a responsável pela empresa norte-americana.

“Depois, utilizamos as células do próprio paciente como uma fábrica para a vacina, fortalecendo os mecanismos de resposta naturais do corpo”.

O trabalho desse e de outros laboratórios é financiado pela Coligação para Inovações de Preparação para Epidemias (CEPI, na sigla original), uma organização não governamental que apoia o desenvolvimento de vacinas que previnam surtos.

“A nossa missão é garantir que os surtos não sejam uma ameaça para a humanidade”, explicou Melanie Saville, uma das diretoras da organização, que foi criada depois do surto de ébola na África Ocidental.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), uma das entidades que participam da procura global por uma vacina que combata o coronavírus, diz que não existem garantias de que qualquer um dos projetos em desenvolvimento seja suficientemente seguro e eficaz para que possa vir a ser utilizado.

“Os especialistas vão considerar vários critérios, incluindo a segurança da vacina, as respostas imunológicas e a disponibilidade dos laboratórios para fabricarem doses suficientes no tempo necessário”, explicou a OMS.

Agência Brasil, com RTP, emissora pública de televisão de Portugal

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cidadão Atento disse:

    Será que esse vírus não nasceu num laboratório que preparou o terreno e já tinha a vacina pra vender?

  2. José disse:

    Fiquem tranquilos a descoberta e produção dessa vacina salvadora vira de Cuba ou Venezuela. Seus cientistas já estão na fase final produção da vacina.

Sete em cada dez brasileiros já acreditaram em ‘fake news’ sobre vacina, diz estudo

Foto: Felipe Barros / Divulgação/PMI

Um estudo inédito conseguiu mapear o alcance das “fake news” sobre vacinas e quem estaria por trás disso, conforme mostra reportagem do ” Fantástico ” deste domingo. Segundo a pesquisa, encomendada ao Ibope pela Avaaz, ONG de mobilização social, e pela Sociedade Brasileira de Imunizações, sete em cada dez brasileiros ouvidos afirmaram que já acreditaram em pelo menos uma notícia falsa sobre vacina.

O levantamento aponta ainda que 57% dos que não se vacinaram citaram um motivo relacionado à desinformação. E quase metade (48%) dos 2.002 entrevistados pelo país falaram que têm as redes sociais e os aplicativos como uma das principais fontes de informação sobre vacina.

— Não é exagero nenhum a gente falar que existe uma epidemia de desinformação no Brasil sobre vacinas — afirma Nana Queiroz, coordenadora de campanhas da Avaaz.

A pesquisa analisou 30 “fake news” que circulam no Brasil, com conteúdos a exemplo de “o governo usa vacina como método de esterilização” e “vacinas podem sobrecarregar o sistema imunológico das crianças”. Só no Facebook, elas tiveram mais de 23 milhões de visualizações. Nana salienta que, de cada dez, três vinham do mesmo site americano de um homem chamado Mike Adams — nos EUA, Youtube e Facebook baniram o endereço.

— Mas no brasil, as plataformas e os sites não tomaram o mesmo cuidado, porque o conteúdo desse site está sendo traduzido pra um site homônimo brasileiro — diz Nana.

No Youtube, destaca-se o nome de Jaime Brunning, que se autointitula professor e terapeuta naturista há mais de 30 anos. Ele prega que as vacinas são parte de um complô mundial pra controlar a população.

“Está surgindo uma nova ordem mundial, um controle global da humanidade. Nas vacinas estão colocando vírus do câncer, fungos do câncer” diz ele, em um vídeo.

Brunning atua em um endereço de Americana, no interior de São Paulo, onde vende curas espirituais e um livro em que divulga essas informações. A equipe do “Fantástico” tentou contato, mas ele não quis participar da reportagem.

Em nota, o Whatsapp diz que trabalha para reduzir a viralização de rumores, limitando o encaminhamento de mensagens e banindo o envio de mensagens em massa. Já o Facebook alega que, em temas importantes como vacinação, trabalha com especialistas para entender no que pode melhorar. E o Youtube afima que tem dado maior destaque para conteúdos de saúde de fontes confiáveis e que conta com os usuários para denunciar conteúdo inadequado.

O Ministério da Saúde informa que recebe pelo número de Whatsapp (61) 99289-4640 pedidos de checagem de informações. A pasta diz já ter identificado 13,8 mil mensagens com conteúdo falso, e o resultado da checagem é publicado no site.

Epidemia de sarampo

Enquanto isso, os números da cobertura vacinal no Brasil estão abaixo da meta de 95%, taxa ideal para a maioria das vacinas.

— O movimento antivacina sempre existiu no Brasil. Sempre foi muito pequeno e continua, felizmente, muito pequeno. O que mais preocupa hoje é a hesitação, ou seja, as pessoas que ficam na dúvida porque não são informadas ou porque recebem informações erradas. E deixam de se vacinar — diz Isabella Ballalai, pediatra e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, que complementa: — São fatos perigosos pra gente assistir, como, por exemplo, o sarampo de volta ao brasil.

Só em 2019, já foram confirmados quase 10,5 mil casos de sarampo no país. Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação contra a doença passou de 96%, em 2015, para 57% das crianças até outubro deste ano.

A primeira dose contra a poliomielite também registrou uma quedra brusca: de 98% dos recém-nascidos para 51% no mesmo período.

— O Brasil tem o maior programa de vacinações do mundo, de graça, pelo SUS. Com esse programa, nós conseguimos, num país de dimensões continentais, eliminar doenças como a poliomielite, a variola e até o sarampo, que agora ressurge provocando a morte de algumas crianças não vacinadas. Infelizmente, há pessoas inescrupulosas que divulgam notícias falsas, constestam a eficácia das vacinas e inventam complicações que seriam causadas por elas. Essa gente coloca em risco a vida das nossas crianças. Isso é crime — diz o oncologista Drauzio Varella.

O Globo

 

Vacina para prevenir HIV pode estar disponível em 4 anos, mostra estudo

Foto: Pixabay

Uma vacina para prevenir o HIV, que serviria para que o próprio sistema imunológico produza anticorpos que atuem contra o vírus, pode estar disponível em quatro anos, segundo afirmou o infectologista e epidemiologista Jorge Sánchez à Agência Efe nesta terça-feira (23).

Durante a 10ª Conferência Mundial Científica sobre HIV (IAS 2019), realizada na Cidade do México, o vice-presidente do Centro de Pesquisas Tecnológicas, Biomédicas e Ambientais de Lima, no Peru, afirmou que a vacina pode ser eficaz para várias cepas do vírus.

A ideia é que, com esta nova ferramenta, seja possível frear pelo menos em 65% a propagação do HIV.

“A vacina tem insertos de várias partes que se assemelham a partes do vírus, portanto a possibilidade de ser efetiva para diferentes cepas ou tipos de HIV é alta”, explicou Sánchez, que faz parte dos pesquisadores do estudo.

Essa vacina levou 12 anos para ser desenvolvida e foi testada em macacos. Já foram realizados estudos nas fases I, IB e IIA, etapas feitas antes de avaliar a eficácia em seres humanos.

O estudo, chamado “Mosaico”, contará com pesquisadores do Instituto Nacional de Doenças Alérgicas e Infecciosas, os Institutos Nacionais de Saúde, a rede de Testes de Vacinas contra o HIV e o Comando de Pesquisa e Desenvolvimento Médico do Exército dos Estados Unidos.

Essa pesquisa, que começará em setembro, será realizada com 3.800 pessoas de Brasil, Argentina, Itália, México, Peru, Polônia, México, Espanha e Estados Unidos, em 55 clínicas ao redor do mundo. Os participantes serão homens que têm relações sexuais com homens e pessoas transgênero.

“Estamos motivados a desenvolver uma vacina efetiva contra o HIV em nível mundial para reduzir a trajetória das 1,5 milhão de novas infecções estimadas por HIV ao ano que estão ocorrendo”, afirmou Larry Corey M.D., pesquisador principal da organização HIV Vaccine Trials Network, virologista e membro da Faculdade do Centro de Pesquisa Oncológica Fred Hutchinson, em Seattle.

O especialista explicou que metade dos pacientes receberá um placebo e a outra metade a vacina dividida em quatro doses que contêm o adenovírus sorotipo 26, que fornecem antígenos contra o HIV. Esses antígenos servirão para ativar a resposta imunológica do indivíduo em relação ao vírus.

“Não é o vírus como tal, são pedaços de vírus modificados que identificarão o HIV e o combaterão para que não chegue a lugar algum do corpo”, acrescentou Sánchez.

De acordo com Sánchez, a vacina já foi testada em alguns centros em fases prévias “e teve resultados sem maiores efeitos indesejáveis”. O especialista afirmou que a vacina será uma ferramenta a mais para prevenir o HIV, e não substituirá outros métodos.

“Existem várias ferramentas para prevenir o HIV. Temos a camisinha há décadas, mas na implementação não é usada de maneira suficiente, e esta vacina seria uma ferramenta adicional”, comentou.

O estudo e o desenvolvimento da vacina são patrocinados pela farmacêutica Janssen. Embora a expectativa seja de resultados claros sobre a sua eficácia em quatro anos, ainda não há uma previsão de quando a vacina chegará ao público em geral.

R7, com EFE

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Lucio disse:

    Ainda vai demorar 4 anos? Pode ser ignorância minha, mas acredito que se não fosse a industria farmacêutica por trás, a gente já tinha a cura da AIDS, Gripe, Câncer. Quando você gripa, você toma uma "reada" de remédio para melhorar, a AIDS, você toma também, o Câncer você tem medicações caríssimas para combater. Somos tão inteligente para ir a lua, por que não descobrimos as cura dessas doenças?

São Gonçalo vacina 97,69% do público alvo contra a gripe e ultrapassa a meta

A Secretaria Municipal de Saúde de São Gonçalo do Amarante/RN vacinou 24.010 pessoas do público prioritário da Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe, o que equivale a 97,69% da cobertura vacinal. A campanha teve início dia 10 de abril e foi encerrada nesta sexta-feira, dia 31 de maio. A escolha do público-alvo segue recomendação do Ministério da Saúde.

A partir desta segunda-feira (3), a vacina será distribuída para toda população nas cidades que não conseguiram bater a meta. “Não é o caso de São Gonçalo. Batemos e ultrapassamos nossa meta. Ficamos sem vacinas e, de acordo com a Coordenação Estadual de Imunização, o Estado e municípios não receberão mais doses do Ministério da Saúde”, ressalta o secretário municipal Jalmir Simões.

Os riscos reais da vacina

vacina_0_2Efeito raríssimo – De 0,4 a 1,9 por milhão de vacinados): Contágio vacinal com disseminação do bacilo pela pele, ossos e sistema nervoso.

Caso não tome – Contração das formas graves da tuberculose, sequelas permanentes, comprometimento da capacidade respiratória, morte.

Hepatite B

Efeito raríssimo (1/600.000): Reação alérgica grave (anafilaxia).

Caso não tome – Embora haja portadores saudáveis de hepatite B, no desenvolvimento da forma crônica da doença, ela pode evoluir para cirrose, câncer hepático e morte.

DTP + Hib + HB (pentavalente)

Apesar de não conter micro-organismos vivos, é uma das vacinas mais reatogênicas do nosso calendário – só que de reações simples.

Efeitos raríssimos e incomuns – Convulsão em 1/5.000 casos e reação alérgica grave em 1/110.000.

Caso não tome – Contração de difteria, tétano e coqueluche. A difteria causa mudez e insuficiência cardíaca, o tétano traz convulsões violentas e embolia, e a coqueluche, hemorragia cerebral e desnutrição.

Sabin (VOP)

Efeitos raríssimos – O único – mas perigoso – efeito da Sabin é o contágio vacinal e desenvolvimento da pólio. Mas é raríssimo: só em 1/2,7 milhões de vacinados.

Caso não tome – Paralisia e morte.

SCRV (tetra viral)

Efeitos raríssimos – Meningite (entre 1/4.000 e 1/1.800.000 dos vacinados) e encefalite (1/2.500.000).

Caso não tome – Sarampo, caxumba, rubéola e varicela. As infecções virais podem ser brandas, mas também, em alguns casos, deixam sequelas e levam à morte.

Febre Amarela

Efeitos raríssimos – Contágio vacinal, convulsões (1/22 milhões) e hemorragias internas (1/450.000).

Caso não tome – Febre amarela, inclusive a versão grave, que causa hemorragias e morte.

Super Interessante

EXCELENTES AVANÇOS: Vacina anti-HIV da USP passa em teste inicial com macacos

O projeto piloto do teste em macacos de uma vacina contra o HIV desenvolvida pela USP obteve resultados preliminares surpreendentemente positivos, afirmam os cientistas que o conduziram.

“Testamos a resposta imune dos animais e os resultados foram excelentes”, conta Edecio Cunha Neto, pesquisador que liderou os trabalhos de desenvolvimento da vacina. “Os sinais foram bem mais intensos do que os que encontramos em camundongos” diz Susan Ribeiro, cientista associada ao projeto.

Segundo a Folha, a surpresa dos pesquisadores, que ministraram três doses separadas por 15 dias em quatro macacos-resos do Instituto Butantan, se deu pelo fato de que normalmente a reação a essa modalidade de vacinação é menor em primatas do que em roedores.

Trata-se de uma vacina DNA. Os cientistas “escrevem” nessa molécula trechos de genes que codificam pedaços de proteínas do vírus causador da aids.

Com informações da Folha

Vacina contra câncer apresenta resultados positivos em 90% dos pacientes

cancerA revista “Nature” dedicou parte de sua publicação desta quarta-feira aos avanços da imunoterapia no tratamento de câncer. Este método que vem ganhando força no meio científico se baseia no estímulo do próprio sistema imunológico para combater os tumores. Na revista, uma das pesquisas destacadas revisita uma técnica ainda do século XIX para o desenvolvimento de uma vacina imunológica.

Por volta de 1890, o médico William Coley buscou em bactérias a forma enfrentar este mal. Ele infectou um de seus pacientes com o Streptococcus pyogenes, a bactéria que causa a doença escarlatina, e em questão de semanas, o doente teve uma recuperação significativa. Coley então começou a usar micro-organismos mortos para tornar o tratamento mais seguro e acrescentou mais um tipo de bactéria ao composto. O trabalho bem sucedido do médico – que pelos relatos conseguiu tratar centenas de pessoas, mas cuja história tinha caído no esquecimento – foi resgatada por pesquisadores da empresa canadense MBVax Bioscience.

A nova versão de vacina desenvolvida pela MBVax contém a mesma S. pyogenes e outra bactéria chamada Serratia marcescens, que contém um pigmento estimulante do sistema imunológico conhecido como prodigiosina. Desta forma, as cepas de bactérias mortas pelo calor ativam esse sistema para que ele lute contra o tumor.

Entre 2007 e 2012, a empresa vacinou cerca de 70 pessoas em estágio avançado de câncer, incluindo pacientes com melanoma (pele), linfoma (sistema linfático) e tumores malignos de mama, próstata e ovário. Os tumores encolheram em 70% dos pacientes, e 20% entraram em remissão.

Tecnologias de ponta contra o câncer

Diversos grupos de pesquisa ao redor do mundo vêm desenvolvendo vacinas a partir de bactérias combinadas. E enquanto alguns pesquisadores buscam métodos de séculos passados, outros lançam mão das mais novas tecnologias disponíveis.

Uma pesquisa das universidades de Stanford, Califórnia e Massachusetts consegue gravar imagens da resposta do sistema imunológico ao câncer de pulmão num camundongo. Com isso, eles conseguem ver tanto como o tumor cresce ou encolhe quanto os detalhes de como e por que isto acontece. Antes disso, os pesquisadores não conseguiam ver o que de fato ocorria no corpo, então eles eram incapazes de identificar por que algumas terapias não funcionavam.

– Nós víamos várias imunoterapias falharem porque éramos cegos – afirmou à “Nature” Christopher Contag, imunologista da Universidade de Stanford, em Palo Alto.

Nos últimos dez anos, cientistas também têm observado células imunológicas e cancerosas utilizando sofisticadas tecnologias de microscopia. Eles aprenderam que as experiências em culturas de laboratório nem sempre conseguem imitar o que ocorreria no corpo.

Um trabalho do Instituto Pasteur, em Paris, conseguiu observar as interações das células tumorais e imunológicas em animais vivos a partir de imagens de um microscópio multifotônico. O alcance deste equipamento é oito vezes maior do que os microscópios usuais.

Duas outras pesquisas (das universidades de Manchester, nos EUA, e Sidnei, na Austrália) usam microscópios com lasers infravermelhos. Com imagens de super resolução, eles detectam as moléculas no momento de contato das células imunológicas e dos tumores.

– Queremos ver onde cada proteína está na superfície destas células, uma informação essencial para a compreensão do que ocorre a nível celular e que determina o prognóstico de um paciente com câncer – explica Daniel Davis, de Manchester.

O Globo

Vacina brasileira contra dengue começa a ser testada no País em outubro

 imagesO Instituto Butantã, em parceria com a USP (Universidade de São Paulo), inicia em outubro os testes em seres humanos de uma vacina contra a dengue. A vacina está sendo desenvolvida para combater, em uma única dose, os quatro tipos da doença já identificados no mundo. Segundo Alexander Precioso, diretor de Ensaios Clínicos do Butantã, nenhum outro país tem uma vacina como essa.

A vacina começou a ser desenvolvida em 2006, juntamente com os institutos nacionais de Saúde dos Estados Unidos. Os vírus foram identificados no país norte-americano e, posteriormente, transferidos para o Butantã, em 2010. A técnica utiliza o chamado vírus atenuado.

— Isso ignifica que o próprio vírus da dengue é modificado para que seja capaz de fazer com que as pessoas produzam anticorpos, mas sem desenvolver a doença.

Os cientistas já testaram a vacina em mais de 600 norte-americanos.

— Os estudos lá mostraram que é uma vacina segura e que foi capaz de fazer com que as pessoas produzissem anticorpos contras os quatro vírus.

O pesquisador explicou ainda que, nesses voluntários, não foram observados efeitos colaterais importantes, apenas dor e vermelhidão no local da aplicação, sensação comum para vacinas.

Porém, como os Estados Unidos não são uma região endêmica para a dengue, nenhum voluntário que recebeu a imunização havia contraído a doença antes. No Brasil, os testes vão envolver também pessoas que já tiveram dengue.

O cientista disse que, com base em estudos publicados no Sudoeste Asiático e nos Estados Unidos, pacientes com histórico de dengue  poderão receber a imunização sem risco à saúde.

— No início do desenvolvimento da vacina lá [nos Estados Unidos], algumas pessoas receberam vacina monovalente, só de um tipo, e depois outra dose de um vírus diferente, para ver se quem já tinha o passado de dengue correria risco.

Em uma primeira etapa dos testes brasileiros, que começam nesta semana, serão recrutados 50 voluntários da capital paulista, todos adultos saudáveis e que nunca tiveram dengue, com idade entre 18 e 59 anos, de ambos os sexos. Eles vão ser imunizados em duas doses, com intervalo de seis meses entre elas.

A próxima etapa vai incluir pessoas com histórico de dengue e a vacina será aplicada em dose única. Serão 250 voluntários da capital paulista e da cidade de Ribeirão Preto, no interior do estado.

— Nós trabalhamos com a hipótese de que ela [vacina] será trabalhada em uma dose, mas nos primeiros 50 voluntários serão duas doses. Os resultados de lá [Estados Unidos] demonstraram que a vacina já atua apenas com uma dose. Como ela vai ser, pela primeira vez, utilizada em uma região endêmica de dengue, vamos avaliar os dois esquemas [uma ou duas doses] e os dois tipos de população [já tiveram ou nunca tiveram dengue].

A terceira e última fase vai recrutar pessoas de diversas partes do País, de várias idades.

— Ela vai gerar o resultado de que nós precisamos para solicitar o registro na Anvisa e, a partir daí, a vacina estará disponível.

A previsão dos pesquisadores é de que a vacina chegue à população em cinco anos.

Agência Brasil

RN se prepara para disponibilizar vacina Tetra Viral no SUS

A partir do mês de setembro, o Ministério da Saúde passa a oferecer em toda a rede pública de saúde a vacina Tetra Viral, com o componente Varicela, para crianças com 15 meses de idade e que já tenham recebido a primeira dose da vacina Tríplice Viral aos 12 meses. A vacina Tetra Viral protege ainda contra sarampo, caxumba e rubéola. A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), através do Programa Estadual de Imunização, já se reuniu com municípios da Grande Natal e das Regionais de Saúde, para discutir como se dará a introdução da vacina no Calendário de Vacinação e a operação logística no Estado.

Segundo Stella Leal, subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesap, a introdução da vacina objetiva oferecer à população de crianças, na faixa etária de 15 meses (1 ano e 3 meses), mais um imunobiológico com vista a ampliar a proteção contra doenças e, consequentemente, melhorar as coberturas vacinais. A introdução se dará de forma gradativa na rotina das salas de vacina do Estado.

A varicela, popularmente conhecida como catapora, é uma doença infecciosa altamente contagiosa causada pelo vírus Varicela-Zóster, mas geralmente de evolução benigna. É caracterizada pelo surgimento de lesões cutâneas podendo ser acompanhada de febre moderada e outros sintomas leves. É uma das enfermidades mais comuns na infância. A transmissão do vírus da varicela ocorre por contato direto através da saliva ou secreções respiratórias da pessoa infectada ou por contato com o líquido do interior das vesículas. A doença pode ocorrer durante todo o ano, com picos de incidência nos meses de agosto a novembro.

No Rio Grande do Norte, segundo Adriana Cristina Aires, técnica do Setor de Agudas e Imunopreviníveis da Sesap, no período de 2010 a 31 de junho de 2013, foram notificados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) 10.014 mil casos, dos quais nove foram a óbito.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina Tetra Viral tem 97% de eficácia e raramente causa reações adversas. Além da proteção contra as doenças sarampo, rubéola, caxumba e varicela, a vacina diminui os riscos de complicações como os casos de varicela grave, que podem levar a internações hospitalares e óbito.