DANDO EXEMPLO: Isolado em Xerém, Zeca Pagodinho resiste às rodas de samba: ‘Melhor esperar a vacina’

Foto: Divulgação

Se perguntarem neste momento a Zeca Pagodinho para quem — ou sobre o quê — fazer sambas hoje em dia, quando o Brasil completou oito meses de pandemia da Covid-19, a resposta será exaltada. Com saudades de fazer shows e encontrar seu público, o sambista, que em maio dizia se sentir “um siri na lata” quarentenado no apartamento da Barra da Tijuca, se mandou com a família para o seu famoso sítio em Xerém. De lá, ele pergunta, quase indignado:

— Como é que eu vou compor? Falando do quê? Precisa chegar a vacina para a gente falar dela. A vacina vai dar uns 10 sambas! — diz por telefone o cantor e compositor, que lança esta sexta-feira no streaming uma versão comemorativa de “Samba pras moças”, álbum que, há 25 anos, marcou a virada de uma carreira que andava meio sem rumo.

— É melhor esperar (a vacina), porque as pessoas não respeitam (o distanciamento social). Vê aí quantas imagens aparecem de gente nos bares? Ou o cara morre na rua ou em casa. Porque como é que vai ficar em isolamento na favela numa casa em que moram oito pessoas, como é que fica? Só Deus mesmo.

Ao GLOBO, Zeca fala de seu cotidiano em Xerém, lamenta a perda de pessoas próximas vitimadas pela Covid e revisita a construção de um dos seus álbuns mais aclamados, que marcou uma virada na carreira.

Com O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antonio Turci disse:

    Quem tem condições financeiras, que faça sua quarentena. A maioria não tem condições de parar. Ou trabalha, ou morre de fome.

  2. Tarcísio Eimar disse:

    Exemplo de artista consciente. Continua tomando sua gela em casa. Esse é o ZP

  3. Calígula disse:

    Eu tbm me isolo, tomo minha cerveja com tira gosto de camarão, vinho com queijos, minha caipirinha com feijoada, faço minhas caminhadas na praia dia de semana e evito aglomerações. Só me aglomero com mulheres.

Reino Unido pede que vacina de Oxford seja avaliada e nega receio

Foto: John Cairns / University of Oxford / AFP

O governo britânico anunciou nesta sexta-feira (27) que pediu à Autoridade de Regulamentação Sanitária de Medicamentos (MHRA, na sigla em inglês) para examinar a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford.

“Pedimos oficialmente ao regulador sanitário para avaliar a vacina Oxford/AstraZeneca e determinar se atende a normas de segurança rigorosas”, informou em comunicado o ministro da Saúde, Matt Hancock. Se for aprovada, esta será uma “etapa importante rumo à produção de uma vacina o mais rapidamente possível”, acrescentou.

A MHRA já iniciou uma revisão contínua para determinar se a vacina de Oxford atende seus rígidos padrões de segurança, eficácia e qualidade.

O governo do Reino Unido diz que não há razão para ninguém se preocupar com os dados dos estudos clínicos da vacina e que qualquer dúvida sobre a segurança e eficácia do imunizante será esclarecida com a avaliação independente da agência reguladora.

A vacina batizada de ChAdOx1 já tem previsão de distribuição no Brasil, entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021: o governo federal vai investir R$ 1,9 bilhão para produção de 100 milhões de doses.

Eficácia de até 90%

Na segunda-feira (23), os desenvolvedores da vacina anunciaram que, segundo os resultados dos testes clínicos realizados no Reino Unido e no Brasil, a combinação da meia dose com uma dose completa acabou tendo uma eficácia maior na proteção contra a doença, de 90%. Em contrapartida, a eficácia nos participantes que receberam as duas doses completas foi menor, de 62%.

Os cientistas de Oxford não souberam explicar o motivo da diferença.

Mene Pangalos, vice-presidente executivo da AstraZeneca, afirmou no mesmo dia que a meia dose aplicada em parte dos voluntários da vacina foi uma “casualidade”.

“O motivo de termos a meia dose é a casualidade”, disse Mene Pangalos, chefe de pesquisa e desenvolvimento não oncológico da AstraZeneca, à Reuters.

Na quinta-feira (26), o diretor da farmacêutica AstraZeneca afirmou que a vacina deve passar por um “estudo adicional” para reavaliar a eficácia de aplicar uma meia dose combinada com uma dose inteira da imunização.

Especialistas questionam dados

Os resultados dos testes da AstraZeneca foram criticados por cientistas nacionais e internacionais, que levantaram vários questionamentos.

No centro das preocupações está o fato de que o resultado mais promissor dos testes, de 90% de eficácia, vem de uma análise de subgrupo – uma técnica que muitos cientistas dizem que pode produzir leituras incorretas.

A transparência da empresa também foi criticada.

“A meia dose foi um erro, e pior, foi dada apenas para voluntários jovens. A empresa tentou encobrir o fato”, escreveu a microbiologista brasileira Natália Pasternak em uma rede social.

Além disso, Oxford/AstraZeneca não divulgaram partes importantes do estudo, como o número de casos de Covid-19 no grupo que teve 90% de eficácia, apontou a epidemiologista Denise Garrett, vice-presidente do Instituto Sabin de Vacinas.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Valter disse:

    Sou voluntário da vacina da Oxford. Ninguém sabe se recebemos a vacina ou o placebo. Mas uma coisa posso dizer. São super organizados e todos que trabalham são bons profissionais e criteriosos.

  2. Calígula disse:

    Na Rússia e na China quem denunciar vai para o paredon.
    #Bolsonaro tem razão

    • Jéssica Saraiva disse:

      A China tudo bem em suspeitar, mas a Russia tem nada a ver com o que houve no mundo, afinal esse virus veio da China, a Rússia tem muitas coisas contra a China

  3. Romero Cezar da Câmara disse:

    Ninguém comenta. Se fosse problemas na da Rússia ou da China o mundo teria acabado. Comentem.

    • João Maria disse:

      O caso e que nesses países. se houver problemas com a vacina .nós não saberíamos .

AstraZeneca admite erro de dosagem em vacina, mas diz que é ‘irrelevante’

Foto: Reuters

O executivo Menelas Pangalos, vice-presidente da AstraZeneca, reconheceu, na quarta-feira, 25, à noite, que houve um erro de dosagem na vacina que desenvolve em parceria com a Universidade de Oxford, mas disse que ele é irrelevante para a conclusão dos estudos. A empresa enfrenta, contudo, fortes críticas da comunidade científica devido à ausência de transparência. “Não vou fingir que não é um resultado interessante, porque é – mas definitivamente não o entendo e acho que nenhum de nós entende”, disse Pangalos.

“Foi surpreendente para nós.”A AstraZeneca disse na segunda-feira que a vacina que está desenvolvendo em conjunto com a Universidade de Oxford foi até 90% eficaz na prevenção de covid-19 quando os voluntários receberam meia dose e, depois de um mês, uma dose inteira da vacina. Contudo, a eficácia caiu para 62% quando duas doses completas foram administradas.Os reguladores dos Estados Unidos estabeleceram como padrão para a autorização de vacinas a eficácia de 50%, mas aquelas em desenvolvimento pela Moderna e pela Pfizer ultrapassaram os 90%.

Essas imunizações usam uma nova tecnologia baseada em genes que, apesar de seus resultados clínicos impressionantes até agora, requer que elas sejam armazenadas em temperaturas abaixo de zero. A AstraZeneca, por sua vez, pode ser armazenada em um refrigerador mais padrão, o que pode torná-la atraente para países de baixa e média renda.Nos dias que se seguiram ao anúncio dos resultados, cientistas independentes e funcionários do governo dos EUA disseram que os dados são mais uma prova de que as vacinas podem prevenir a covid-19, mas também alertaram que a taxa de eficácia de 90% pode não se sustentar em análises posteriores.

A AstraZeneca disse na segunda-feira, em entrevistas à imprensa, que o regime de meia dose foi o resultado de um erro de fabricação, que nem a empresa nem a Oxford mencionaram inicialmente em seus comunicados à imprensa anunciando os resultados.O erro de dosagem foi identificado depois que um investigador do estudo percebeu que os voluntários não estavam tendo uma resposta inflamatória à injeção, o que levou os pesquisadores a analisar o suprimento da vacina e descobrir que calcularam mal a dose, alegou Pangalos.

A AstraZeneca e a Oxford informaram os reguladores no Reino Unido, Estados Unidos e União Europeia e alteraram o desenho do estudo para incluir o grupo de meia dose em suas análises. “O erro é realmente irrelevante”, disse Pangalos. “Qualquer que seja a forma de corte dos dados – mesmo se você acreditar apenas nos dados de dose completa, dose total … Ainda temos eficácia que atende aos limites para aprovação com uma vacina que é mais de 60% eficaz.”Pesquisadores de Oxford disseram na segunda-feira que a dose mais baixa pode ter sido mais eficaz porque reflete com mais precisão a resposta imune natural aos vírus, mas que eles teriam de investigar as descobertas para saber com certeza.

Outros fatores também podem estar em jogo. A meia dose foi administrada apenas a voluntários com 55 anos ou menos, enquanto o grupo de dose completa também incluiu pacientes mais velhos, disse Moncef Slaoui, consultor científico chefe da iniciativa Operação Warp Speed do governo dos EUA, em teleconferência na terça-feira. Essa foi primeira revelação da falta de participantes mais velhos no grupo de meia dose. Também é possível que a diferença entre os grupos tenha sido um acaso estatístico e resultado do acaso, apontou o pesquisador.”Há uma série de variáveis que precisamos entender”, disse Slaoui. “É improvável, mas ainda é possível que seja uma diferença aleatória.”A AstraZeneca planeja testar o regime de meia dose em um grande estudo em andamento nos EUA que deve envolver mais de 30 mil voluntários, revelou Pangalos.Ele disse ainda que há uma justificativa teórica para o porquê de uma primeira dose mais baixa funcionar, mas que não especularia até que os pesquisadores investigassem mais os dados. “Não vou acenar com os imunologistas”, disse ele.

“Até ver alguns dados que me deem alguma ciência por trás disso, direi ‘Não sei’.”Alguns cientistas criticaram a AstraZeneca por não revelar dados importantes dos resultados do ensaio, como o número de infecções que ocorreram nos grupos de pacientes e discriminadas por idade e gravidade da doença – embora a empresa tenha dito que nenhum paciente que recebeu a vacina desenvolveu doença grave ou hospitalização necessária.”A AstraZeneca forneceu muito poucas informações reais para avaliar de forma independente como estão os testes de vacinas”, disse Shane Crotty, pesquisador de vacinas e doenças infecciosas do Instituto La Jolla de Imunologia.Pangalos disse que os pesquisadores só receberam os dados no último fim de semana e estão trabalhando para liberar rapidamente os dados completos em um jornal revisado por pares. “A maneira certa de publicar e documentar os resultados é em uma revista científica, e todos esses dados serão publicados na próxima semana ou depois”, disse ele.

Época

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Calígula disse:

    Não tomo, não tomo, não tomo.

    • Sabichão disse:

      Toma não. Fica tomando cloroquina e comendo capim de 3 em 3 horas!! Mummmmmm!

    • Severino disse:

      Conheço quem ficou bom com cloriquina, vitaminas + zinco e Sol. No começo dos sintomas. Essa tentativa de desacreditar medicamentos é coisa de celerados.

    • Chicó disse:

      Conheço quem ficou bom só com o grão de feijão de Valdomiro, que custa 1mil. 😛
      Gado vei pra falar asneiras.
      Meu Deus, a Internet deu voz a todo mundo, socorro. O gado é brabo. Mas tá explicado, os toureiros usam uma roupa vermelha pra o gado pegar ar, por isso não podem ouvir falar em nada vermelho huahuah

    • Severino disse:

      Não vou expor o pessoal que fez esse tratamento, mas esse tem sido o protocolo de alguns médicos. Sim, uns combinam com a Ivermectina. Mas dizaí, sabichão… use as suas palavaras, sem consultar o Google, que remédios devem as pessoas tomar aos primeiros sintomas, que dosagem, interações, reações, contraindicações. Aja como homem, náo como moleque que só sabe fazer xingamento. São vidas humanas, verme.

  2. Bito disse:

    Ainda querem obrigar o população tomar isso.

Pfizer inicia as tratativas para registro na Anvisa da vacina contra a covid no Brasil

Foto: Brendan McDermid-29.jul.2019-Reuters

Na tarde desta quarta-feira (25), técnicos da Pfizer se reuniram com a Anvisa para dar início ao processo de registro da vacina contra a Covid-19 no Brasil.

Segundo a apuração da CNN, no encontro, os técnicos da farmacêutica começaram a apresentar os primeiros documentos para que o imunizante possa ser utilizado no país.

Havia a expectativa que o pedido de registro no Brasil só ocorresse após a aprovação na FDA- Agência reguladora americana, mas os técnicos da Pfizer decidiram antecipar as tratativas com o governo.

Representantes da Pfizer se reuniram com integrantes do Ministério da Saúde na semana passada. Após o encontro, os técnicos do governo federal encaminharam uma série de questionamentos às farmacêuticas.

A CNN apurou que o Ministério trabalha para já deixar registrado nas tratativas de compra das vacinas da Pfizer a logística de distribuição do imunizante em áreas de difícil acesso do país.

A preocupação da pasta leva em conta o armazenamento e o transporte da vacina, uma vez que o imunizante precisa de uma temperatura específica para se manter eficaz e seguro.

Uma das condições estabelecidas pelo Ministério da Saúde para a compra é que a vacina seja aprovada pela Anvisa.

Os principais entraves para o fechamento do acordo com a Pfizer são a dificuldade de transporte e armazenamento do imunizante, que precisa ficar a -70 graus Celsius.

A farmacêutica, porém, já apresentou uma solução, que, segundo CNN apurou, foi bem recebida pelo Ministério da Saúde.

A vacina seria transportada e conservada em uma caixa térmica com gelo seco, na temperatura adequada.

Há preocupação, no entanto, com a logística de distribuição do imunizante no interior do país, principalmente nas áreas de mais difícil acesso no Norte e no Nordeste.

A Pfizer já anunciou que fechou acordo com mais de 30 países para o fornecimento de doses da vacina. Entre eles estão Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Japão. Na América Latina, Peru, Chile e Equador devem receber os primeiros lotes em janeiro.

CNN Brasil

Com uso de meia dose, vacina de Oxford vai ‘render’ mais e pode imunizar mais 3 milhões em primeiro lote no Brasil

Foto: Divulgação/Oxford University

A descoberta de que uma dose e meia da vacina de Oxford garante uma proteção de 90% contra a covid-19 significa também uma economia para os países que vão utilizar o imunizante, como é o caso do Brasil.

A mudança no esquema de vacinação pode garantir que o Brasil imunize 3 milhões a mais do que o inicialmente previsto. Com isso, cerca de 20,2 milhões poderão ser imunizados com o primeiro lote a ser recebido pelo país.

Por um acaso, os pesquisadores da ChAdOx1, nome dado à vacina, vacinaram erroneamente uma parte dos voluntários com apenas meia dose na primeira aplicação.

Os coordenadores do estudo decidiram continuar com esse protocolo de vacinação no grupo, mas mantiveram a segunda dose completa.

Quando os dados foram analisados, perceberam que esse esquema era o que garantia a proteção em torno de 90%, contra 62% de quem recebeu as duas doses completas.

Os resultados são positivos também para políticas públicas de imunização e diminuição dos custos.

Com o esquema de duas doses completas, seriam necessárias 20 doses para imunizar dez pessoas.

A aplicação de 1,5 dose por pessoa garante que as mesmas 20 doses sejam usadas para vacinar 13 indivíduos.

O governo brasileiro, por meio da Fiocruz, fechou um acordo com a farmacêutica AstraZeneca, detentora dos direitos comerciais da ChAdOx1, para a produção de mais de 100 milhões de doses até o segundo semestre do ano que vem.

As primeiras 30,4 milhões de doses devem estar disponíveis para uso no SUS já no começo de 2021, segundo anúncio feito pelo governo em agosto.

Sendo assim, o que poderia imunizar 17,2 milhões de brasileiros em um primeiro momento servirá para 20,2 milhões.

O professor Andrew Pollard, investigador chefe do estudo da vacina de Oxford, comemorou os resultados.

“Como podemos usar meia dose e obter maior proteção, temos mais doses disponíveis para vacinar as pessoas e seremos capazes de fazer a cobertura [vacinal] mais cedo.”

Parte dos resultados da pesquisa de Oxford já está sendo analisada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), por meio de um processo criado para agilizar os pedidos de registro de vacinas contra a covid-19.

Os dados finais serão encaminhados para o órgão regulador nas próximas semanas para que a agência possa deferir o registro.

R7

MUITO INTERESSANTE: Médico renomado esclarece produção de vacina de Oxford em tempo recorde; trabalho começou há 10 anos

Fotos: Reprodução/Twitter

O renomado médico Ricardo Parolin Schnekenberg publicou posts esclarecedores nessa segunda-feira(23), através do microblog Twitter, em que pontua a produção de vacina, que normalmente leva anos para seu desenvolvimento, praticamente pronta em tempo recorde, especialmente, por laborotatórios pelo mundo em busca de um imunizante contra o novo coronavírus.

“Vacinas normalmente demoram uns 15 anos para serem desenvolvidas. Oxford criou a vacina para COVID19 em 10 meses. Como conseguiram? É segura?”, pontuou.

Segundo o Doutor Ricardo Parolin Schnekenberg, na verdade, o trabalho começou 10 anos atrás, muito antes da COVID19 surgir. “O grupo de Oxford pesquisava vírus de chimpanzés que poderiam ser “hackeados” para expressarem uma proteína de outro agente infeccioso e assim induzirem imunidade em humanos. A beleza desse sistema (chamado ChAdOx1) é que ele permitiria o desenvolvimento rápido de vacinas para diferentes doenças, apenas trocando-se a proteína do agente infeccioso. Estudos prévios já haviam mostrado tolerabilidade e segurança no uso desse vetor. Ao longo dos anos essa plataforma ChAdOx1 (Chimpanzee Adenoviral Oxford 1) foi utilizada no desenvolvimento de diversas vacinas (Ebola, Zika, Chickungunya, HPV, Hepatite B, Tuberculose, HIV), portanto há grande experiência e confiança em sua segurança”, detalha em trechos.

Ricardo Perolin ainda pontua: “O surgimento em 2012 da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), a segunda doença grave em humanos causada por coronavírus, assustou o mundo. Alguma semelhança? Felizmente o mundo conseguiu controlar a MERS e ela não se tornou uma pandemia, mas mesmo assim cerca de 800 pessoas morreram, e casos foram identificados em 27 países diferentes. Pouco tempo depois, em 2014, a África teve o pior surto de Ebola da história, com mais de 11 mil mortos. Um vírus conhecido e negligenciado por muitas décadas voltou a assustar o mundo. E um ano depois… Zika!  Ficou claro que a humanidade escapou raspando de várias epidemias que poderiam ter sido muito mais graves e disseminadas. E que nossa capacidade de resposta era lenta, fragmentada e ineficiente. Eram necessários novos métodos e preparação prévia para a próxima pandemia. A tão criticada OMS começou então a se preparar antecipadamente para o que poderia ser a próxima pandemia. Em 2018, além de focar nos ‘usual suspects’, elencaram a “Doença X”. A “Doença X” seria causada por um agente infeccioso novo ou imprevisto, algo para o qual não teríamos preparo ou conhecimento prévio. Dessa forma a OMS colocava em curso mecanismos de resposta acelerada a próxima pandemia, independente do que a causasse”.

Em resumo:

“Na época, um representante da OMS disse que o objetivo era acelerar a pesquisa e desenvolvimento de plataformas “plug and play”, que permitiram rápida produção de vacinas contra um patógeno previamente desconhecido: exatamente o que Oxford estava fazendo. Mas o trabalho laboratorial realizado por cientistas é apenas uma parte de todo o processo de desenvolvimento de uma vacina. Grande parte do tempo é gasta com burocracias intermináveis: escrever projetos de pesquisa, conseguir financiamento, passar por agências regulatórias …. A preparação da OMS e do grupo de Oxford para a “Doença X” incluia antecipar quais seriam esses passos burocráticos lentos e de certa forma deixar tudo engatilhado… Mas o mais importante era: como conseguir dinheiro (MUITO dinheiro) rapidamente. Nesse tempo, o grupo de Oxford estava trabalhando no desenvolvimento de uma vacina para MERS, usando a plataforma “plug and play” ChAdOx1. Mas sem uma emergência mundial, as pesquisas caminhavam no ritmo habitual. Eis que no reveillon de 2019/2020 o mundo acordou com a notícia de uma nova pneumonia viral na China. Assim que um coronavírus foi anunciado como causa, entendeu-se que a “Doença X” havia chegado. O grupo de Oxford ativou os planos previamente traçados para a “Doença X” e combinou a expertise em MERS com a plataforma ChAdOx1. Dessa forma conseguiram “pular” vários anos de pesquisa básica e tinham confiança na segurança da vacina para MERS em humanos. Com dinheiro praticamente infinito, puderam também correr riscos financeiros previamente considerados inviáveis. Enquanto em outras épocas as fases de pesquisa clínica seriam feitas sequencialmente (e separadas por meses ou anos entre elas), dessa vez as fases foram combinadas ou realizadas em rápida sucessão. As agências regulatórias já acompanhavam o processo no decorrer do estudo, e estavam prontas para permitir o início da próxima fase ao momento que a anterior terminasse. Dessa forma o grande desperdício de tempo entre as fases foi eliminado, sem prejuízo algum aos participantes do estudo ou aos resultados. Os exatos mesmos critérios de qualidade e segurança de outras vacinas foram implementados no processo de desenvolvimento da vacina COVID19″.

E finaliza:

“O mundo criou vacinas efetivas e seguras em tempo recorde graças ao trabalho de cientistas, agências financiadoras, governos e da Organização Mundial da Saúde. O desenvolvimento extremamente rápido só foi possível com saco de dinheiro. Saco de dinheiro, um enorme esforço coordenado e um pouco de sorte”.

Foto: Reprodução/Twitter

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Brasil livre!! disse:

    Ainda vai aparecer "especialistas" contestando as palavras desse médico!!!

  2. VACHINAAPETEZADA disse:

    Doutor, você alega que o mundo criou vacinas "seguras e efetivas", entretanto, elas alteram o DNA humano, e ninguém sabe no que isso vai dar, somente o tempo dirá.
    Já que você confia tanto e arrisca sua carreira pela vacina super segura, então se responsabilize e garanta a qualidade e resultado positivo pra quem tomar essas vacinas, pois todos os laboratorios até agora querem isenção de responsabilidade caso haja algum problema, reação adversa ou até morte pra os cobaias que a tomarem.
    A OMS como uma instituição que foi "tão criticada" como você afirma defendendo, será que não foi assim, por atitudes e declarações falhas, idas e vindas, declarações e desmentimentos que desde o inicio vem se contradizendo inumeras vezes, sobre os mesmos fatos, se ia ter propagação mundial ou não, sobre isolamento social ou não, sobre cuidado da economia dos paises ou não, sobre mascaras ou não, distanciamento social ou não, isolamento de grupo de risco ou não entre tantas outras contradições.
    Concordo, sim em um ponto em comum, dinheiro, muito dinheiro, envolvido em tudo, desde manipulaçõpes midiáticas, politização da OMS, doença, tratamentos, medicamentos baratos boicotados como hidroxicloroquina que custa centavos e a eficácia é muito maior que a das vacinas desenvolvidas até agora, fetiche maluco de que o mundo só poderá viver em sociedade se todos 8 bilhoes de habitantes tomarem essa vacina que custa caro, desrespeitos a direitos constitucionais básicos dos cidadãos e atos ditatoriais absurdos, sobre o mantra do "fica em casa" se não o virus te pega, desde sempre, onibus lotados, supermercados, bancos abertos e escolas fechadas, etc, algo muito errado não está certo, muita coisa está acentecendo, muitos com medo, poucos faturando alto, estão se aproveitando pra ganhar muito dinheiro, muuuuuuuuito dinheiro, muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito dinheiro mesmo, mais do que conseguimos imaginar.

    • Ciro Espítama disse:

      Não quer tomar a vacina? Ótimo. Sobra mais para quem quer sobreviver.

    • Dr. Del Gado disse:

      "A vacina altera o DNA…" Só te resta continuar mugindo muuuuuuito, muuuuuuuito.

  3. Jeam disse:

    Ai o gado asqueroso mete o dedo no teclado..vai logo atacando a China e não tem cérebro pra captar que a vacina de Oxford tambem é fabricada na china..vão ser acefalos assim no inferno gado berrante..

  4. J.G disse:

    Aí tá certo!!
    Agora, a da China, tem que primeiro empurrar na bunda da petezada, aí se prestar é que vacina o gado de Bolsonaro.
    No braço.
    Rsrs

  5. Icaro disse:

    Parabéns a toda Equipe de Cientistas de todo o mundo que estão empenhados nessa corrida da Vacina. Vale muito a pena a leitura acima do Médico de Oxford, dando um show de competência!

  6. Calígula disse:

    Show de competência da Oxford.

Sputnik V: Rússia diz que vacina contra Covid-19 teve eficácia ‘acima de 95%’ após segunda dose

Profissionais de saúde usando equipamentos de proteção individual cuidam de paciente com Covid-19 em hospital de campanha em Moscou, na Rússia, no dia 30 de outubro. — Foto: Alexander Avilov/Moscow News Agency/Handout via Reuters

A Rússia anunciou, nesta terça-feira (24), que a vacina Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya contra a Covid-19, teve eficácia “acima de 95%” 21 dias após a segunda dose da vacina e 42 dias após a primeira dose. Os dados ainda são preliminares e não foram publicados em revista científica.

Veja os principais pontos do anúncio:

A eficácia da vacina foi “acima de 95%” 21 dias após a aplicação da segunda dose da vacina (42 dias após a aplicação da primeira dose).

Antes disso, 7 dias após a aplicação da segunda dose (e 28 dias após a primeira dose), a eficácia vista foi de 91,4%.

Ao todo, a análise considera dados de 18.794 pessoas vacinadas. Dessas, 14.095 receberam a vacina, em ambas as doses. As outras 4.699 receberam uma substância inativa (placebo).

Entre os vacinados, houve 8 casos de Covid-19 sete dias após a aplicação da segunda dose (e 28 dias após a primeira dose). Entre os não vacinados, houve 31 casos no mesmo período. Os números equivalem à eficácia de 91,4%. Não foram divulgados números detalhados sobre a eficácia acima de 95%.

Até esta terça (24), nenhum evento adverso inesperado havia sido identificado. Alguns dos vacinados apresentaram eventos adversos menores de curto prazo, como dor no ponto de injeção e sintomas semelhantes aos da gripe, incluindo febre, fraqueza, fadiga e dor de cabeça.

A capacidade de produção russa é de 1 bilhão de doses – o suficiente para 500 milhões de pessoas (com duas doses para cada).

Assim como a vacina de Oxford, a temperatura de armazenamento da Sputnik V é de 2°C a 8°C (condições normais de refrigeração). É uma vantagem em relação à candidata da Pfizer, que precisa ser armazenada a -70ºC durante o transporte, e da Moderna, que precisa ficar a -20ºC.

Há cerca de duas semanas, a Rússia havia anunciado uma eficácia de 92% para a Sputnik V um dia após a aplicação da segunda dose (e 21 dias após a aplicação da primeira dose).

Na prática, se uma vacina tem mais de 95% de eficácia, isso significa dizer que mais de 95% das pessoas que tomam a vacina ficam protegidas contra aquela doença.

Recorde de infecções

O anúncio sobre a eficácia da Sputnik V foi feito em mais um dia em que a Rússia bateu um recorde de casos diários de Covid-19: foram 24.326 novas infecções em 24 horas, anunciou o centro de crise de coronavírus nesta terça (24), segundo a agência de notícias estatal Tass. É o quinto dia seguido em que o número de novos casos no país fica acima de 24 mil.

Ao todo, o país registrou 2.138.828 casos desde o início da pandemia, e 37.031 mortes – quinto maior número da Europa.

Vacina

A Rússia foi o primeiro país a registrar uma vacina contra a Covid-19 no mundo, em agosto. O anúncio gerou preocupação entre cientistas, entre outros motivos, por causa do anúncio dos testes de fase 3 e da vacinação em massa de forma simultânea (veja detalhes sobre as fases de testes de uma vacina mais abaixo).

Em outubro, o país pediu aprovação do uso emergencial da Sputnik V à Organização Mundial de Saúde (OMS).

O governo russo também firmou uma parceria com o governo do Paraná para produção da Sputnik V em solo brasileiro. No mês passado, o fundo russo que financia o desenvolvimento da vacina anunciou que o Brasil poderia começar a produzi-la em dezembro.

A Rússia anunciou, também em outubro, a sua segunda vacina candidata. A vacinação em massa da população russa com a segunda vacina está prevista para o ano que vem, segundo a Tass.

Concorrentes

Nas últimas semanas, laboratórios como a Pfizer, a Moderna e a AstraZeneca, que desenvolve uma vacina em parceria com Oxford, divulgaram resultados iniciais de fase 3 sobre a taxa de eficácia de suas vacinas ainda em desenvolvimento. Nenhuma publicou, até agora, estudo científico com os dados.

Os dados iniciais divulgados pelas empresas apontaram as seguintes taxas de eficácia para suas vacinas em desenvolvimento – os índices ainda podem mudar:

Pfizer: 95% de eficácia

Moderna: 94,5% de eficácia

Oxford: 90% de eficácia

A FDA, agência regulatória dos Estados Unidos equivalente à Anvisa no Brasil, já anunciou que qualquer vacina deve comprovar 50% de eficácia antes de ser liberada nos EUA.

Como funcionam as 3 fases

Nos testes de uma vacina – normalmente divididos em fase 1, 2, e 3 – os cientistas tentam identificar efeitos adversos graves e se a imunização foi capaz de induzir uma resposta imune, ou seja, uma resposta do sistema de defesa do corpo.

Os testes de fase 1 costumam envolver dezenas de voluntários; os de fase 2, centenas; e os de fase 3, milhares. Essas fases costumam ser conduzidas separadamente, mas, por causa da urgência em achar uma imunização da Covid-19, várias empresas têm realizado mais de uma etapa ao mesmo tempo.

Antes de começar os testes em humanos, as vacinas são testadas em animais – normalmente em camundongos e, depois, em macacos.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Torres disse:

    Cada um vendendo seu peixe…

  2. Calígula disse:

    Nunca tomarei.
    Pixuleco e Pedroca querem ser entubadas por seus maridos. Kkkk

  3. Humilde Iconoclasta disse:

    "Rússia diz"… hahahahahaha. Quem confia? (Pergunta retórica, sei os petebas confiam.)

Oxford e AstraZeneca pedirão à Anvisa autorização para uso emergencial da vacina da Covid-19 no Brasil

A cientista Sue Ann Costa Clemens é a chefe dos estudos da vacina de Oxford no Brasil Foto: Fabio Rossi / Agência O Globo

Após a análise preliminar que comprovou até 90% de eficácia contra o novo coronavírus, a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford (Reino Unido) em parceria com a farmacêutica AstraZeneca submeterá os resultados à Anvisa e pedirá autorização para o uso emergencial do imunizante no Brasil.

A vacina é a quarta no mundo a apresentar resultados preliminares de eficácia, mas é a única delas que já tem acordo fechado com o governo federal para compra e distribuição no Brasil. Representantes de Oxford e da AstraZeneca devem ter uma reunião hoje à tarde com Ministério da Saúde, Fundação Oswaldo Cruz e Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Caso seja aprovada pela Anvisa, a vacina deve chegar à população brasileira já em janeiro de 2021. Segundo a coordenadora nacional dos ensaios clínicos da vacina de Oxford, Sue Ann Costa Clemens, além da autorização do órgão federal é preciso que as 30 milhões de doses esperadas para janeiro cheguem ao país. A partir do ano que vem, com a transferência de tecnologia acordada entre Oxford/AstraZeneca e o governo brasileiro, a Fiocruz deve começar a produzir o imunizante.

Também professora visitante da Universidade de Oxford e pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), parceira do estudo, Costa Clemens diz que a dosagem a ser aplicada na população será a mesma que demonstrou a mais alta eficácia constatada nos estudos: meia dose na primeira aplicação, e uma dose inteira na segunda.

Isso, ressalta a cientista carioca, fará com que 30% a mais de doses sejam distribuídas à população, tornando a vacinação em massa mais barata. Segundo ela, o preço do imunizante de Oxford também é o mais baixo de todas as vacinas eficazes conhecidas até agora — US$ 3 (pouco mais de R$ 16) cada dose.

Além disso, a vacina ChAdOx1 nCoV-19 é uma versão enfraquecida de um vírus do resfriado comum (adenovírus), técnica já utilizada em outros imunizantes e que não requer refrigeração em freezers. Ela pode ser armazenada a temperaturas que vão de 2 a 8 graus Celsius, o que torna a logística de distribuição e armazenamento mais acessível.

— Em qualquer sistema de saúde no mundo você tem essas geladeiras. É uma notícia muito boa, porque se trata de uma vacina de fácil acesso — diz Costa Clemens. — A outra coisa superimportante é que temos uma indicação precoce, já que os dados são preliminares, de que a vacina poderia reduzir a transmissão do vírus, não só protegendo contra a doença, mas impedindo a infecção. Aí você está ajudando realmente a parar a pandemia.

A cientista, responsável pela vacinação de 10,3 mil voluntários brasileiros, afirma ainda que não houve casos graves nem de hospitalizações dentre as pessoas que tomaram o imunizante de Oxford. No mundo inteiro, já há mais de 30 mil voluntários envolvidos nos ensaios clínicos da ChAdOx1 nCoV-19. Além de Brasil e Reino Unido, participam das pesquisas Estados Unidos, África do Sul, Quênia, Japão, Índia e Rússia.

O Globo

 

Vacina de Oxford: eficácia maior com dose menor é ‘intrigante’, diz líder do estudo

Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Direitos reservados

A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca mostrou eficácia de 90% quando aplicada em meia dose seguida de uma dose completa, anunciaram os cientistas nesta segunda-feira (23).

Em contrapartida, a eficácia de duas doses completas foi menor, de 62%.

O cientista Andrew Pollard, diretor do Grupo de Vacinas de Oxford e que lidera os estudos, afirma que o motivo para isso ainda é “intrigante” para os pesquisadores.

“Esses 90% são um resultado intrigante. Acho que é um resultado realmente excitante e intrigante que precisamos aprofundar mais”, afirmou Pollard em entrevista à BBC.

Outros cientistas do Reino Unido, que não participaram dos estudos, também repercutiram os resultados da vacina.

“Esses resultados são intrigantes, com duas estimativas diferentes de eficácia, dependendo da dose usada com a vacina”, avaliou Michael Head, pesquisador sênior em saúde global da Universidade de Southampton, na Inglaterra.

“Ainda não está totalmente claro por que meia dose e uma dose completa eram potencialmente mais protetoras, mas se os resultados finais continuarem a mostrar esse padrão de cerca de 90% de eficácia, isso permitiria um maior suprimento de vacina não apenas no Reino Unido, mas também em todo o mundo”, ponderou.

Head frisou que os resultados ainda são provisórios e não foram revisados por outros cientistas – etapa que é necessária para publicação em revista científica.

“Estes são resultados provisórios que não foram revisados por pares e o estudo está em andamento, então, assim como com os outros anúncios recentes da Pfizer e Moderna, devemos ser um pouco cautelosos com essas descobertas”, declarou.

O professor de doenças infecciosas emergentes e saúde global de Oxford Peter Horby pontuou que, à medida que novos resultados forem chegando, os cientistas terão uma melhor ideia da proteção que a vacina confere.

“A eficácia relatada de 70% é uma medida provisória e quanto mais dados forem acumulados, teremos uma ideia melhor da proteção que ela oferece”, disse.

Os desenvolvedores da vacina calcularam uma eficácia média de 70,4% do imunizante, considerando dados dos testes com meia dose e uma dose completa e com as 2 doses completas.

“É importante notar que, pelo que ouvimos, a vacina parece prevenir a infecção, não apenas a doença. Isso é importante porque a vacina pode reduzir a propagação do vírus, bem como proteger os vulneráveis de doenças graves”, ressaltou Horby.

Armazenamento

Uma vantagem da vacina de Oxford citada pelos cientistas é que ela pode ser mantida em condições normais de refrigeração (entre 2°C e 8°C) por pelo menos 6 meses.

É uma vantagem em relação à candidata da Pfizer, que precisa ser armazenada a -70ºC durante o transporte, e da Moderna, que precisa ficar a -20ºC.

“A vacina de Oxford pode ser armazenada na geladeira, ao contrário do freezer, como as outras duas vacinas, o que significa que é uma solução mais prática para uso em todo o mundo”, avaliou Horby.

Outras candidatas

Nas últimas semanas, laboratórios como a Pfizer, a Moderna e o Instituto Gamaleya, na Rússia, divulgaram resultados iniciais de fase 3 sobre a taxa de eficácia de suas vacinas ainda em desenvolvimento. Nenhuma publicou, até agora, estudo científico com os dados.

A taxa de eficácia representa a proporção de redução de casos entre o grupo vacinado comparado com o grupo não vacinado.

Na prática, se uma vacina tem 90% de eficácia, isso significa dizer que 90% das pessoas que tomam a vacina ficam protegidas contra aquela doença.

Os dados iniciais divulgados pelas empresas apontaram as seguintes taxas de eficácia para suas vacinas em desenvolvimento. Os índices ainda podem mudar:

Pfizer: 95% de eficácia

Moderna: 94,5% de eficácia

Instituto Gamaleya (Rússia): 92% de eficácia

A FDA, agência regulatória dos Estados Unidos equivalente à Anvisa no Brasil, já anunciou que qualquer vacina deve comprovar 50% de eficácia antes de ser liberada nos EUA.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. junin disse:

    quem tem chifre é boi, boi é gado e gado touro de Brasilia…. moooommmm

  2. Calígula disse:

    Vou mudar meu título de eleitor para o Rio de Janeiro, só para votar nos Bolsonaros.
    Pense numa família arroxada, honesta e batalhadora.

  3. Calígula disse:

    Eu só quero vacina se for da terra do Tio SAM, terra dos Yankes, terra dos cowboys, terra do Galeão Donald Trump. Não tomo vacina Ching ling kķkkk. Deixo as Ching ling para os petralhas Chifrudos. Pense numa ruma pra gostar de coisa ruim kķkkk.
    Sou Mito desde criancinha.

  4. Calígula disse:

    Começou a guerra comercial da vacina.
    Mas o Véio Bolsonaro, que não é besta, vai comprar a melhor para o povo, porquê o Véio pensa sempre no bem estar da nação, com o Véio Bolsonaro a corrupção é zero, pq o Véio Bolsonaro é íntegro, é honesto, é trabalhador, já o ex engaiolado Lula lalau é mais sujo que pau de galinheiro.
    Mito 2022.

Pfizer e BioNTech pedem autorização emergencial para vacina da Covid-19 nos EUA

Foto: DADO RUVIC / REUTERS

A aliança entre o grupo farmacêutico americano Pfizer e a empresa alemã BioNTech confirmou que apresentará nesta sexta-feira à Food and Drug Administration (FDA), agência americana equivalente à Anvisa no Brasil, um pedido de autorização emergencial para a comercialização de sua vacina contra a Covid-19, tornando-se o primeiro fabricante a dar esse passo nos EUA.

O anúncio era esperado há vários dias, após a publicação dos resultados do ensaio clínico em andamento desde julho com 44.000 voluntários em vários países e segundo o qual a vacina seria 95% eficaz na prevenção da Covid-19 sem efeitos colaterais graves.

A FDA (na sigla em inglês) não informou quanto tempo levará para examinar os dados, mas o governo dos EUA se prepara para que o sinal verde para a vacina se dê até a primeira quinzena de dezembro.

Caso aprovado, seria o desenvolvimento mais rápido de uma vacina na História.

Sem acordo com o Brasil

O Brasil ainda não firmou acordos com a Pfizer, mas a farmacêutica e o laboratório alemão BioNTech informaram na última quarta-feira que fizeram uma proposta ao governo brasileiro para a comercialização da vacina.

“A Pfizer fez uma proposta ao governo brasileiro, em linha com os acordos que temos fechado em outros países – inclusive na América Latina, que permitiria vacinar alguns milhões de brasileiros no primeiro semestre, sujeita à aprovação regulatória”, informou a empresa em nota.

A Pfizer informou ainda que “trabalhará em parceria com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para fornecer todos os dados necessários para avaliação” de segurança da vacina.

E destacou também, em nota, que já traçou estratégias para contornar o que vem sendo apontado com um dos pontos mais complexos da logística de seu imunizante: a necessidade de conservação em baixíssimas temperaturas.

“A companhia elaborou um plano logístico detalhado com ferramentas para apoiar o transporte eficaz, armazenamento e monitoramento contínuo da temperatura da potencial vacina contra a Covid-19. Para isso, foi desenvolvida uma embalagem especial (em formato de caixa) com temperatura controlada, fácil de transportar e manipular, que utiliza gelo seco para manter a condição de armazenamento recomendada (…) por até 15 dias”, disse a empresa.

O Ministério da Saúde se reuniu na última terça-feira com representantes da Pfizer em uma série de encontros que segue com equipes das americanas Moderna e Johnson & Johnson, do laboratório russo Instituto Gameleya e da indiana Bharat Biotech, que também testam vacinas candidatas contra o Sars-CoV-2. A pasta pontuou, no entanto, que a agenda com as farmacêuticas não significa compromisso de compra dos imunizantes.

A Pfizer informou, ainda, que 170 voluntários contraíram a Covid-19 em seus testes, dos quais apenas oito haviam sido imunizados. Os demais 162 estavam no grupo placebo — ou seja, que não recebeu a vacina. Dez pessoas apresentaram sintomas graves de Covid-19, mas apenas uma delas foi imunizada.

A farmacêutica informou que o imunizante também se mostrou efetivo em diferentes faixas etárias e grupos étnicos e demográficos. A eficácia em idosos acima de 65 anos, que compõem um dos principais grupos de risco da Covid-19, foi de 94%. Nenhum efeito colateral significativo foi reportado entre os 43 mil voluntários. Isso é uma indicação importante, na avaliação da empresa, de que a vacina pode ser implementada de forma ampla ao redor do mundo.

Nesta semana, a concorrente americana Moderna também anunciou números promissores ao final dos ensaios clínicos. O desempenho dos dois imunizantes, baseados na inédita tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), aumentou as expectativas por um freio à pandemia do novo coronavírus, que já matou mais de 1,3 milhão de pessoas no mundo e derrubou a economia global.

Para a microbiologista e presidente do Instituto Questão de Ciência, Natalia Pasternak, colunista do GLOBO, os resultados indicam uma mudança de paradigma na produção e no desenvolvimento de vacinas.

— Temos uma vacina segura contra a Covid-19 e com uma eficácia muito mais alta do que a gente imaginava. A OMS e a FDA trabalhavam com um patamar de pelo menos 50%, e agora a Moderna e a Pfizer apresentaram resultados acima de 90%. Mais do que ter a primeira vacina aprovada, é uma prova: vacinas contra Covid-19 podem funcionar — afirma Pasternak. — Do ponto de vista global, o fato da Pfizer ser a primeira empresa que aprovará uma vacina de RNA é uma mudança radical na nossa forma de fazer vacinas. Elas são muito mais rápidas de trabalhar. Na próxima pandemia não estaremos tão vulneráveis quanto nessa.

No anúncio desta quarta-feira, a farmacêutica reiterou que espera produzir até 50 milhões de doses de vacinas este ano, o suficiente para proteger 25 milhões de pessoas, e então produzir até 1,3 bilhão de doses em 2021.

O resultado da Pfizer foi registrado dentro dos sete dias da segunda dose da vacina. O imunizante é tomado em duas doses com três semanas de intervalo. O protocolo do teste era avaliar a eficácia uma vez que alcançasse 170 casos nos dois grupos.

O efeito adverso mais observado nos ensaios clínicos foi a fadiga, reportada em 3,7% dos voluntários imunizados depois da segunda dose. Adultos idosos se mostraram mais propensos a desenvolver febre e outros reflexos menores.

— Os resultados do estudo marcam um passo importante nesta jornada histórica de oito meses para apresentar uma vacina capaz de ajudar a acabar com esta pandemia devastadora — afirmou Albert Bourla, CEO da Pfizer. — Com centenas de milhares de pessoas em todo o mundo infectadas todos os dias, precisamos urgentemente levar uma vacina segura e eficaz ao mundo.

O anúncio da Pfizer ocorre em meio a uma segunda onda na Europa e ao aumento de notificações de casos em vários estados do Brasil, o que tem preocupado governos e cientistas. Com os riscos de novos picos na curva brasileira, Pasternak sublinha que a eficácia da vacina é motivo de comemoração e deve reforçar a cautela, especialmente diante do período das festas, em dezembro:

— Podemos comemorar. Temos que usar a vacina como fio de esperança para dizer às pessoas que estão relaxando medidas de quarentena e não aguentam mais: “olha aí, estamos quase lá, aguente mais um pouco”. Já estamos chegando na vacina. Vamos sacrificar um pouco as festas do fim de ano para garantir que estejamos festejando com essas pessoas no ano que vem.

Há, no entanto, desafios pelo caminho: a distribuição de doses da Pfizer depende de um armazenamento a -70°C, o que exige freezers e veículos especializados. O imunizante pode, no entanto, ser mantido em um refrigerador por até cinco cias ou em uma caixa térmica de transporte por 15 dias. A microbiologista lembra que esse detalhe pode ser especialmente desafiador fora das grandes metrópoles no Brasil, mas pontua que isso não é motivo para desânimo.

— Mesmo que a gente consiga um acordo bilateral para importar alguns milhões de doses, a vacina da Pfizer não é a mais apropriada para a nossa realidade. Mas isso significa que teremos vacina, mas não no Brasil? Não. O fato da Pfizer ter atingido uma eficácia tão alta indica que as outras também têm chance. Além disso, temos acordo com a AstraZeneca, Sinovac Biotech e estamos no acordo Covax, que fechou parceria com a Moderna — pondera Pasternak, que não descarta adaptações por parte da farmacêutica para que a vacina atinja mais mercados ao redor do mundo.

FDA se reúne em dezembro

Segundo o canal americano CNBC, a FDA planeja se reunir no início de dezembro, antes do previsto no calendário da agência, com o objetivo de discutir os resultados apresentados pela Pfizer e a Moderna. A intenção seria discutir uma eventual autorização do uso emergencial.

Ainda de acordo com a emissora, diretores da agência devem analisar, entre 8 e 10 de dezembro, os dados técnicos dos imunizantes das duas companhias. Espera-se que profissionais de saúde sejam priorizados nesse cenário.

Se confirmada a autorização de uma das vacinas candidatas, a fórmula em questão teria o desenvolvimento mais rápido da história. O imunizante contra a caxumba, cujo processo foi o mais veloz na história das vacinas, foi desenvolvido ao longo de quatro anos.

— É um marco na história do ser humano: menos de um ano entre o sequenciamento do vírus e os ensaios clínicos em larga escala que, acima de tudo, foram baseados em uma tecnologia completamente nova — disse Enrico Bucci, biólogo na Universidade Temple (EUA) que não participou do estudo. — Hoje é um dia especial.

O Globo, com informações da Reuters e AFP

 

Lote com as primeiras 120 mil doses da vacina CoronaVac chega a São Paulo trazido da China

Governador João Doria acompanha chegada dos lotes — Foto: Reprodução/TV Globo

O governo do estado de São Paulo recebeu na manhã desta quinta-feira (19) as 120 mil primeiras doses da CoronaVac, vacina contra a Covid-19. O material foi importado da China e desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan.

O governador João Doria (PSDB), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, e o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchtey, acompanharam a chegada do lote, que foi trazido em um voo da China que desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo.

A CoronaVac é uma das quatro candidatas a vacina contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) que estão sendo testadas no Brasil. O governo de São Paulo firmou acordo para a compra de 46 milhões de doses e para a transferência de tecnologia para o Instituto Butantan.

Para ser aplicada na população, a vacina ainda precisa ser autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Isso só pode ocorrer após a conclusão da realização de testes.

Atualmente, a CoronaVac está na terceira e última fase de testes, quando é avaliada em humanos. O estudo mais recente sobre a vacina aponta que ela mostrou segurança e resposta imune satisfatória durante as fases 1 e 2 de testes. Não há ainda, no entanto, estudos conclusivos sobre a fase 3 dos testes.

Até 6 milhões de doses até o fim do ano

As 120 mil doses fazem parte de um lote de 6 milhões previsto para chegar até o final de dezembro. Elas serão armazenadas em um local que não foi divulgado pelo governo paulista por questões de segurança.

Além das vacinas, que já virão prontas, o Instituto Butantan deve receber ainda este ano parte da matéria-prima para fabricar outras 40 milhões de doses, também de acordo com o governo do estado.

Na madrugada desta quinta (19), o diretor-geral do Instituto Butantan, Dimas Covas, comemorou a chegada da vacina da Sinovac em solo nacional e disse que os testes clínicos da Coronavac estão avançados. A expectativa dele é enviar os resultados da última fase dos estudos sobre a vacina para aprovação pela Anvisa ainda em 2020.

“Ficamos, portanto, só no aguardo do registro da Anvisa. É a primeira vacina que aporta em solo nacional. Isso é importante: o Brasil já tem a sua vacina, que vai estar aguardando os trâmites junto à Anvisa e junto ao Ministério da Saúde para poder iniciar o programa de vacinação. E esperamos que comece aí em meados de janeiro no máximo até fevereiro e aguardamos as definições do Ministério da Saúde”, disse Dimas Covas ao Jornal da Globo.

Na manhã desta quinta, o governador João Doria disse que a CoronaVac “é uma das vacinas que vai ajudar a salvar a vida de milhões de brasileiros”.

“Até o final de dezembro serão 6 milhões [de doses], até janeiro, 46 milhões. E, muito em breve, podemos chegar a 100 milhões de doses. Nós temos, sim, outras vacinas também. A vacina salva, a vacina pode colocar a normalidade na vida do pais”, disse Doria após receber o lote.

Eficácia da Coronavac

Um estudo feito com 743 pacientes apontou que a CoronaVac mostrou segurança e resposta imune satisfatória durante as fases 1 e 2 de testes.

A fase 2 dos testes de uma vacina verifica a segurança e a capacidade de gerar uma resposta do sistema de defesa. Normalmente, ela é feita com centenas de voluntários. Já a fase 1 é feita em dezenas de pessoas, e a 3, em milhares. É na fase 3, a atual, que é medida a eficácia da vacina.

Os participantes eram adultos saudáveis de 18 a 59 anos e foram escolhidos aleatoriamente para receber duas doses da vacina experimental: dose baixa de 3 microgramas, dose alta de 6 microgramas, ou placebo. Segundo a pesquisa, as respostas de anticorpos foram induzidas no prazo de até 28 dias após a primeira imunização.

Destaques do estudo:

Fases 1 e 2 envolveram 743 voluntários saudáveis na China, de 18 a 59 anos. Na fase 1, foram 143; na fase 2, 600.

Vacina tem duas doses e parece ser segura e bem tolerada.

Efeito colateral mais comum relatado foi dor no local da injeção.

Objetivo principal desta etapa da pesquisa foi avaliar a resposta imune e segurança da vacina.

Estudo não avaliou a eficácia na prevenção da infecção por Covid-19.

Novos estudos serão necessários para testar a vacina em outras faixas etárias, bem como em pessoas que tenham condições médicas pré-existentes.

“Nossas descobertas mostram que a CoronaVac é capaz de induzir uma resposta rápida de anticorpos dentro de quatro semanas de imunização, dando duas doses de vacina em um intervalo de 14 dias”, disse o professor Fengcai Zhu, autor principal do estudo.

Liberação da importação

No final de outubro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a importação de 6 milhões do imunizante.

“As primeiras doses da vacina CoronaVac chegam ao Brasil no dia 20 de novembro e esta data está confirmada. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia autorizado, nós já tínhamos comentado isso com vocês, a própria Anvisa já havia emitido comunicado também, e agora as autoridades sanitárias da China a Anvisa chinesa também deu autorização para importação, pelo instituto Butantan, dos lotes 6 milhões de vacinas, sendo que as primeiras 120 mil doses chegam no dia 20 de novembro no aeroporto internacional de Guarulhos em São Paulo”, afirmou Doria durante coletiva de imprensa no início da tarde desta segunda.

Ainda de acordo com o governador, o Butantan receberá as doses em lotes e até o dia 30 de dezembro o Instituto terá as 6 milhões de vacinas previstas.

O diretor do Instituto, Dimas Covas, disse que o local onde o imunizante ficará armazenado será mantido em sigilo por motivos de segurança.

No final de setembro, Doria chegou a dizer que as primeiras doses chegariam em outubro.

Vacina chinesa

A CoronaVac está atualmente na terceira fase de testes. A Sinovac, farmacêutica chinesa responsável pela vacina, ainda não obteve o registro para aplicação do imunizante, que não pode ser utilizado na população.

“Quero esclarecer aqui que nós seguimos e vamos continuar a seguir rigorosamente os protocolos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a aplicação da vacina. A vacina só será levada ao público às pessoas após autorização final da Anvisa”, disse Doria.

Até momento, apenas dados parciais referentes à segurança da vacina foram apresentados pelo governo de São Paulo, mas eles não foram enviados ao órgão ou publicados em revistas científicas.

A CoronaVac é alvo de disputa política envolvendo o Ministério da Saúde, o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria.

No final de outubro, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou a negociação para adquirir as 46 milhões de doses. Contrariado, Bolsonaro mandou cancelar a compra – e o ministério, por sua vez, afirmou que “não há intenção de compra” e substituiu o comunicado no site.

46 milhões de doses previstas

No total, o governo paulista fechou contrato com a chinesa Sinovac para a aquisição das 46 milhões de doses da CoronaVac. Essas primeiras 6 milhões virão prontas da China, e as outras 40 milhões serão envasadas e rotuladas no Instituto Butantan a partir de material que será importado.

Segundo o diretor do Butantan, Dimas Covas, o cronograma estipulado pelo governo de São Paulo está mantido, independentemente do que as autoridades paulistas apontam como um atraso da Anvisa na liberação da importação de matéria-prima da China.

Centros de pesquisa

A CoronaVac está na terceira fase de testes. O grupo de voluntários é formado exclusivamente por profissionais de saúde. Até agora, 15 mil vacinações foram aplicadas em nove mil voluntários. Cada voluntário recebe duas doses. Com a abertura dos novos centros, a meta é ampliar a pesquisa para o total de 13 mil voluntários.

Nessa fase final da pesquisa, metade dos participantes é inoculada com a vacina e a outra metade recebe placebo. Para determinar a eficácia da CoronaVac, é preciso que ao menos 61 participantes sejam contaminados pelo coronavírus.

Se o imunizante atingir os índices necessários de eficácia e segurança, poderá ser submetido à avaliação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para registro e posterior uso na população.

Para agilizar o processo de análise de potenciais imunizantes contra o coronavírus, A Anvisa reduziu a exigência da documentação inicial e simplificou o processo de registro para que os dados dos estudos sejam enviados durante os trabalhos, e não somente ao final.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Wellington disse:

    Pura Campanha eleitoral esse Cara tá fazendo com essa vacina. A todo custo quer ser o pioneiro, pra se amostrar de que foi o primeiro governador a vacinar o povo.

  2. Pixuleco disse:

    Gadolândia circulado ! Vacina só para os homens de boa fé e que acreditam na ciência . MUMMMMMMM

  3. Manu disse:

    DÓRIA TOME A VACINA – DÊ EXEMPLO –

  4. José Macedo disse:

    A importação de 6 milhões de doses até dezembro este jornaleco do G1 , postou 4 vezes, mas o mais importante na aplicação da fase 3 não informaram, crianças estão tomando?idosos estão tomando?, (que na minha opinião são os mais importantes por terem maior risco de morte)
    As pessoas com doenças pré existentes tipo, diabete, câncer, hipertensão estão tomando?, há alguma comprovação clínica que estas pessoas realmente tem a doença?
    Há testes clínicos aprofundados do antes e depois nessas pessoas ou é só " como você está se sentindo" , "sentiu alguma alteração" A Anvisa irá verifica através de testes clínicos ou vai acreditar nos cientistas chineses e nos cientistas paulistano ($) do calça apertada.
    Temos como péssimo exemplo um dos mais famosos infectologista brasileiro David uip, lembram dele, que disse não ter tomado a HidroxoCloroquina e depois foi constatado que tomou.
    Vocês acham que o calça apertada e sua turma irão tomar a vachina?
    Óbvio que não, só as cobaias dos esquerdopatas Irão tomar essa vachina.

  5. Severino disse:

    Esse cara é literalmente um preposto da economia chinesa no Brasill. Tem mais de uma dezena de vacinas em testes e esse elemento não se cansa de alardear essa vachina.

  6. Acosta disse:

    É desse forma mesmo que vc colocou ( Acorda Brasil). Queria ver Diria e os seus tomando essa vacina antes do povo

  7. Deco disse:

    Como a maioria dos políticos só pensa em se dar bem é de se imaginar as filas que eles farão pra tomar essa vacina antes de qualquer um mortal…sim. pois o importante é levar vantagem….
    Já posso imaginar Boulos e Covas e Doria madrugandoa na fila para serem os primeiros.
    Mas eles que se cuidem pois poderão perder as vagas na fila pra jornalistas do Globo News e alguns da CNN.

  8. Ricardo disse:

    Quem quiser proteção toma vacina de qualquer país, sem ideologia. Para o gado a gente dá vacina contra febre aftosa!!!

MAIS UMA BOA NOVA: Vacina de Oxford contra covid demonstra ser segura e eficaz em jovens e idosos

(Foto: Pexels)

Na mesma semana em que estão sendo divulgados os resultados de diversas das candidatas a vacina contra a Covid-19, o The Lancet Infectious Disease publicou, nesta quinta-feira (19), resultados de um estudo de fase 2 do imunizante desenvolvido na Universidade de Oxford, no Reino Unido. E as descobertas também são animadoras, principalmente para os mais velhos: a vacina performou de maneira similar, em termos de segurança e eficácia, em pessoas acima de 56 anos de idade e aquelas entre 18 e 55 anos.

Em todos os grupos etários, a vacina ChAdOx1 nCoV-19 apresentou poucos efeitos colaterais e induziu as respostas imunológicas esperadas: 14 dias após a primeira dose, houve a produção de células T, que desempenham papel importante em identificar e atacar células infectadas pelo vírus; 28 dias depois da segunda injeção, observou-se a presença de anticorpos específicos contra o Sars-CoV-2; e 14 dias após a dose de reforço, anticorpos do tipo neutralizantes foram vistos em 208 de 209 (99%) participantes selecionados dentre todos os grupos.

Esses achados ainda precisam ser validados em estudos de fase 3, com um grupo maior de pessoas, de diferentes idades e condições de saúde. Mas os autores estão otimistas. “Respostas imunes a vacinas são geralmente menores em adultos mais velhos, porque o sistema imunológico gradualmente se deteriora com a idade, o que também os torna mais suscetíveis a infecções”, explica o professor Andrew Pollard, líder do estudo, em comunicado à imprensa. “Como resultado, é crucial que as vacinas para Covid-19 sejam testadas nesses grupos, que também são prioritários na imunização”.

O estudo

Participaram da pesquisa 560 pessoas: 160 com idades entre 18 e 55 anos, 160 entre 56 e 69 anos e 240 acima de 70 anos. Elas foram divididas em 10 grupos, que receberam ou a vacina ChAdOx1 nCoV-19 em duas dosagens diferentes (uma mais baixa e outra padrão) ou um imunizante que serviu de controle (no caso, a vacina meningocócica conjugada). Dentre os voluntários acima de 55 anos, houve mais uma divisão, em que uma parte recebeu uma única dose e outra levou duas picadas com um intervalo de 28 dias entre cada uma.

Como o recrutamento para a pesquisa ocorreu durante o lockdown no Reino Unido, pessoas do grupo de risco não participaram. Portanto, o estudo incluiu apenas indivíduos saudáveis, sem comorbidades. Antes de receberem a vacina, os voluntários foram testados para saber se já haviam tido contato com o Sars-CoV-2 — os que já contavam como anticorpos foram excluídos, exceto os que tinham abaixo de 55 anos e que iriam receber duas injeções da dose padrão.

Segurança

Imediatamente após a vacinação, os participantes eram observados durante 15 minutos, no mínimo, para avaliar eventuais reações adversas imediatas. Durante sete dias após serem imunizados, eles anotavam qualquer efeito observado.

O acompanhamento continuará ocorrendo por até um ano após a última dose (data que ainda não foi divulgada). Até agora, as reações adversas foram leves, embora mais frequentes do que no grupo que tomou a vacina controle. O que os voluntários mais sentiram foi dor e sensibilidade no local da injeção, fadiga, dor de cabeça, febre e dor muscular.

Nenhuma reação grave foi associada à ChAdOx1 nCoV-19, e os voluntários mais velhos apresentaram menos reações adversas ao imunizante do que os mais novos.

Próximos passos

Estudos maiores estão em andamento para confirmar esses resultados e responder a perguntas que seguem em aberto. Um ponto a ser analisado, segundo os autores, é a performance da vacina em idosos acima de 80 anos de idade, que foram poucos na fase 2. Outra limitação é que a maioria dos voluntários eram brancos e não fumantes. Por isso, grupos mais diversos estão sendo incluídos nas etapas seguintes.

“As populações com maior risco de ter formas graves de Covid-19 incluem pessoas com condições de saúde pré-existentes e idosos. Esperamos que nossa vacina ajude a proteger algumas dessas pessoas vulneráveis, mas mais pesquisas são necessárias para que tenhamos certeza”, comenta Maheshi Ramasamy, coautora da pesquisa, também em comunicado.

Galileu

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. José Macedo disse:

    Vacina para pessoas saudáveis é fácil, quero ver o resultado nas pessoas com risco de óbito,como os idosos.
    Atenção idosos esquerdopatas tomem a vacina para o restante da população saber do resultado.

    • Maria disse:

      Eu estou fazendo parte da pesquisa, não sei se tomei o placebo ou a vacina, mas saiba que tenho mais de 60 anis, doente dos pés a cabeça, com várias comorbidades mesmo. Fiz isso pq acredito na ciência e quem não acredita, favor nem opinar, se não quer tomar a vacina, não tome, deixe-a pra quem quer viver. Muum

PRONTA: Vacina da Pfizer e BioNTech contra Covid conclui estudos da fase 3 e anuncia 95% de eficácia, com imunidade que pode durar 1 ano; uso emergencial será pedido

Foto: Divulgação/BioNTech

As farmacêuticas Pfizer e BioNTech anunciaram, nesta quarta-feira (18), a conclusão dos testes da fase 3 da sua candidata a vacina contra Covid-19, a BNT162b2, que está sendo testada no Brasil. OS resultados mostraram que a eficácia alcançada foi de 95% na prevenção à doença e não houve efeitos colaterais graves. Os dados ainda não foram publicados em revista científica.

De acordo com um comunicado da Pfizer, os estudos da vacina analisaram 170 casos confirmados de coronavírus. Os testes também envolveram pessoas com mais de 65 anos e, a partir desta faixa etária, a vacina se mostrou mais de 94% eficaz.

A taxa de eficácia representa a proporção de redução de casos entre o grupo vacinado comparado com o grupo não vacinado.

Na prática, se uma vacina tem 95% de eficácia, isso significa dizer que a pessoa tem 95% menos chance de pegar a doença se for vacinada do que se não for.

A farmacêutica destacou que todos os dados de segurança exigidos pela agência americana de saúde, a Food and Drug Administration (FDA), para a Autorização de Uso de Emergencial foram alcançados. Com isso, a Pfizer informou que pretende entrar com o pedido de uso emergencial da sua vacina “em poucos dias”, sem dar uma data específica.

A empresa informou ainda que pretende produzir globalmente até 50 milhões de doses de vacina em 2020 e 1,3 bilhão de doses até o final de 2021.

Veja os principais pontos do anúncio:

A Pfizer analisou os dados depois de 170 participantes terem Covid-19

Dessas 170 pessoas, 8 tomaram a vacina experimental e 162 receberam o placebo (uma substância inativa)

Os testes envolveram 43.66i voluntários distribuídos entre Estados Unidos, Brasil, Argentina, Alemanha, Turquia e África do Sul

A eficácia observada em adultos entre 65 e 85 anos foi superior a 94%

A eficácia começa após 28 dias da aplicação da primeira dose da vacina

Entre os efeitos colaterais, 3,8% apresentaram fadiga e 2% tiveram dor de cabeça

Os dados que a farmacêutica anunciou ainda não foram publicados em revista científica

A vacina da Pfizer é aplicada em duas doses.

A vacina da Pfizer e BioNTech é a primeira a anunciar a conclusão dos testes na fase 3 – a última etapa de desenvolvimento de uma vacina.

No Brasil, o Ministério da Saúde informou na terça-feira (17) que recebeu executivos da Pfizer.

“O objetivo é conhecer os resultados dos testes em andamento e as condições de compra, logística e armazenamento oferecidas pelo laboratório. A aquisição dos imunizantes deve ocorrer à medida em que os ensaios clínicos apontarem a total eficácia e segurança dos insumos e o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) for realizado”, informou a pasta.

Imunidade pode durar um ano

No dia 9, o diretor da BioNTech, Ugur Sahin, disse esperar que a imunidade gerada pela vacina dure pelo menos um ano. “Devemos ser mais otimistas de que o efeito da imunização pode durar pelo menos um ano,” disse.

“É uma excelente notícia. 90% é um número extraordinário. Outras vacinas que nós usamos hoje estão na faixa dos 60, 70%”, avaliou o médico Edson Moreira, que coordena os estudos da vacina no Brasil.

“A questão é a duração [da proteção] e a eventual necessidade de um reforço ou não, mas são coisas distintas”, completou Moreira.

A Pfizer e a BioNTech também disseram que, até agora, não encontraram nenhuma preocupação séria de segurança e esperam obter autorização de uso emergencial nos EUA ainda neste mês.

Como funcionam as 3 fases

Nos testes de uma vacina – normalmente divididos em fase 1, 2, e 3 – os cientistas tentam identificar efeitos adversos graves e se a imunização foi capaz de induzir uma resposta imune, ou seja, uma resposta do sistema de defesa do corpo.

Os testes de fase 1 costumam envolver dezenas de voluntários; os de fase 2, centenas; e os de fase 3, milhares. Essas fases costumam ser conduzidas separadamente, mas, por causa da urgência em achar uma imunização da Covid-19, várias empresas têm realizado mais de uma etapa ao mesmo tempo.

Antes de começar os testes em humanos, as vacinas são testadas em animais – normalmente em camundongos e, depois, em macacos.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Zé Mané disse:

    50 milhões de doses em 2020.
    Difícil em 45 dias as doses ficarem prontas.
    Otimista além da conta ou Fake News?

  2. Everardo disse:

    Boa e amplamente noticiaste sua coluna. Parabéns

Apesar de avanço nas vacinas, OMS diz que não é hora de relaxar no combate ao coronavírus

Foto: Reprodução/TV Globo

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta segunda-feira (16) que não é hora de relaxar no combate ao coronavírus, apesar das boas notícias sobre o avanço das vacinas.

Tedros alertou que os casos continuam a subir, principalmente nas Américas e na Europa. “Neste momento, estamos extremamente preocupados com a disparada de casos de Covid-19 em alguns países, particularmente na Europa e nas Américas”, disse.

Mais de 54,5 milhões de pessoas foram infectadas pelo coronavírus em todo o mundo, e 1,3 milhão já morreram, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins.

Resultados positivos

Nesta segunda (16), a farmacêutica norte-americana Moderna anunciou que sua candidata a vacina, a mRNA-1273, é 94,5% eficaz na prevenção à doença.

Outras vacinas candidatas também apresentaram dados preliminares de eficácia na última semana: Pfizer/BioNTech e Instituto Gamaleya.

Entretanto, nenhuma análise foi publicada em revista científica ainda.

No dia 9 de novembro, as farmacêuticas Pfizer e BioNTech anunciaram que sua candidata a vacina, a BNT162b2, que está sendo testada no Brasil, é mais de 90% eficaz na prevenção à doença.

No dia 11 de novembro, a Rússia disse que a vacina Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, é 92% eficaz, segundo dados preliminares de estudos de fase 3 conduzidos no país.

A cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, explicou que as análises são interessantes e animadoras, mas ainda é preciso esperar os resultados finais. “Tivemos resultados parciais, precisamos esperar os resultados finais. Esperamos que os ensaios continuem e estamos ansiosos com os resultados das outras vacinas em teste”.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Tonho disse:

    Esse camarada já está virando "Tedros Pómonha" o caba não tem mais moral prá nada ninguém acredita nele ou dá moral "raite"

Dólar recua com otimismo com vacina e é negociado abaixo de R $ 5,40. Bolsa, em alta, ultrapassa os 106 mil pontos

Foto: Reuters

O dólar iniciou a semana em forte queda, abaixo de R$ 5,40, com a segunda-feira sendo marcada por otimismo no exterior após a divulgação de dados promissores da China e esperanças em torno de uma vacina contra a Covid-19.

Por aqui, os investidores digeriam os resultados do primeiro turno das eleições municipais, em meio à percepção de que a discussão de projetos importantes será retomada depois da conclusão das eleições. Ao mesmo tempo, estão atentos ao Boletim Focus divulgado esta manhã, em que o mercado vê inflação mais alta em 2020 e reduz projeção de queda do PIB.

Às 9h08, o dólar recuava 1,45%, a R$ 5,395 na venda, frente ao fechamento de sexta-feira, quando a moeda americana fechou a R$ 5,475. No acumulado do ano, o dólar tem alta de mais de 34% contra o real.

O sinal positivo prevalecia na bolsa paulista na abertura desta segunda-feira, com o Ibovespa ultrapassando 106 mil pontos pela primeira vez desde março. Às 10h14, o Ibovespa subia 1,34%, a 106.126,39 pontos.

“O Congresso volta ao trabalho (mesmo que em ritmo reduzido) com decisões importantes à frente, depois de um primeiro turno de eleição municipal que vinha sendo tratado como uma espécie de marco, a partir do qual as discussões fiscais, incluindo a criação de um novo programa de transferência de renda, poderia caminhar para um desfecho”, disse em nota a XP Investimentos.

Boletim Focus

O mercado voltou a melhorar a perspectiva para a economia brasileira em 2020, mas também elevou a estimativa para a inflação neste ano e no próximo, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira.

A projeção agora é de que o Produto Interno Bruto (PIB) encolha 4,66% em 2020, de uma expectativa anterior de retração de 4,80%, na segunda semana seguida de melhora. Para 2021, o cenário continua de crescimento de 3,31%.

O Globo

Moderna afirma que sua vacina é 94,5% eficaz contra a Covid-19

Foto: Dado Ruvic/Ilustração/Reuters

A farmacêutica norte-americana Moderna afirmou nesta segunda-feira (16) que sua vacina experimental foi 94,5% eficaz na prevenção contra o novo coronavírus.

Ainda segundo a empresa, não foram relatados efeitos colaterais relevantes. Apenas relatos de dor no local da aplicação.

O laboratório dos Estados Unidos está na fase final dos ensaios clínicos. É o segundo do país que anunciou dados. A Pfizer informou 90% de eficiência para seu imunizante.

CNN Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Maria disse:

    Me vacino com qualquer uma, menos a chinesa.
    #VachinaNão