Política

CPI da Covid: Nise Yamaguchi defende tratamento precoce baseado em ‘ciência profunda’ e diz que ‘não se pode impedir médico de dar opinião’; imunologista desconhece suposto ‘gabinete paralelo’

Foto: Reprodução

A CPI da Pandemia ouve neste momento a médica Nise Yamaguchi, oncologista e imunologista, que defende o chamado “tratamento precoce” para a Covid-19. O depoimento, previsto para começar às 9h, foi iniciado por volta das 10h10.

Funcionária do Hospital Israelita Albert Einstein, Nise tem 62 anos e chegou a ser cotada para o cargo de ministra da Saúde após a demissão de Luiz Henrique Mandetta, em abril de 2020, e no mês seguinte, quando Nelson Teich deixou o comando da pasta, 29 dias após sua nomeação.

Frases em destaque da médica durante a CPI:

“Isso é baseado em ciência e uma ciência bastante profunda [sobre o tratamento precoce]”.

“Não podemos impedir os médicos de exprimir sua opinião. O grande inimigo comum é o vírus, é a mortalidade”.

Resumo de CPI da Pandemia:

Médica diz não integrar e desconhecer existência de gabinete paralelo

Perguntada se fazia parte de um suposto gabinete paralelo de aconselhamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre assuntos relacionados à pandemia à margem do Ministério da Saúde, Nise disse desconhecer a existência de tal estrutura.

“Eu desconheço um gabinete paralelo e muito menos que eu integre qualquer gabinete paralelo”, afirmou.

“Eu sou uma colaboradora eventual e participo junto com os ministros de Saúde, deixei bem claro, como médica, cientista, chamada para opinar em comissões técnicas, em reuniões governamentais, reuniões específicas com setores do Ministério da Saúde”, completou.

Ela disse ainda que nunca levou para essas reuniões com Bolsonaro sua defesa de tese da imunidade de rebanho.

“Não, nunca discuti imunidade de rebanho com ele. Na realidade, tive poucos encontros. O que eu tenho são posições públicas, que são bastante detalhadas e muito bem estruturadas, baseadas na ciência daquele momento.”

Imunidade de rebanho era pertinente em junho de 2020, defende Nise

O relator da CPI exibe dois vídeos em 2020 em que Nise defende a retomada de atividades e a imunidade de rebanho, associada ao tratamento dos casos de Covid-19 e da vacinação. Na sequência, questionou se ela mantinha essa posição atualmente.

“A resposta não é simples porque a imunidade de rebanho tem sido declarada como ir para as ruas, fazer a convivência normal e isso gerar a imunidade absoluta. O que estou dizendo é que a imunidade de rebanho é um fato, não deve ser interpretada”, disse Nise.

Renan insistiu na pergunta, querendo saber se ela mantinha sua opinião. “Estou dizendo que a resolução daquela época, em junho passado, tínhamos uma realidade diferente. Imaginávamos que uma segunda, terceira onda, viria com o mesmo vírus. Para aquele momento, a discussão era pertinente”, explicou a especialista.

Ela disse também que não retira o que falou por que “para aquele momento era bastante conveniente e necessária a discussão”. Nise também falou que nunca defendeu a imunidade de rebanho apenas pelo contágio natural da doença.

“Não só a natural, a vacinal também. Eu citei ali, está claro, eu falava que as vacinas também fariam parte daquele momento. E mais, que o tratamento precoce e imediato também seria parte, que é o que eu preconizo.”

Nise diz que busca de novos tratamentos norteou vida profissional

Em sua exposição inicial, antes de ser questionada pelo relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), Nise afirmou que a vontade de “buscar novos horizontes e novos tratamentos” fez parte de sua vida profissional.

“Tudo isso para dizer que estou à disposição do nosso país. Não estou aqui para defender um governo, estou aqui para defender o povo brasileiro com relação às ações que considero importantes”, afirmou.

“Tenho sido conhecida pela minha defesa em prol do tratamento imediato. Isso é baseado em ciência e uma ciência bastante profunda, em que temos artigos científicos publicados (…) Imagina você ter um médico que, depois, o mundo inteiro desacredita? Em prol dessa confiança que procuramos o senador Omar Aziz para conversarmos neste sentido.”

“Queria me antecipar e colocar os dados científicos antes da discussão política. Meu objetivo é estar aqui como perita técnica, como médica e como convidada”, concluiu.

O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), esclareceu que o depoimento de Nise é na condição de convidada, apesar dela ter aceitado fazer o juramento se comprometendo a falar toda a verdade aos questionamentos da comissão – como é obrigatório a quem é convocado pela CPI.

“Caso haja algum senador não satisfeito com as respostas, aí, sim, faríamos uma convocação”, disse Aziz.

Governistas reclamam de alteração na agenda da CPI

Senadores governistas, como Marcos Rogério (DEM-RO) e Eduardo Girão (Podemos-CE) questionaram a mudança da agenda da CPI, com o cancelamento da participação de médicos a favor e contra o uso da cloroquina na quarta-feira (2) para adiantar o depoimento de Luana Araújo, que ficou apenas dez dias no cargo de secretária extraordinária de enfrentamento à Covid, no Ministério da Saúde.

“Essa é uma forma desrespeitosa de tratar nossos depoentes. (…) Não podemos tratar os depoentes dessa forma. Deve-se haver respeito por cada um dos convidados dessa comissão”, disse Rogério.

Aziz afirmou que a mesa diretora da CPI entende que não é papel da CPI fazer audiências públicas, mas sim investigar.

“Publicamos ontem a pauta de quarta-feira, não vai acontecer novamente de desconvocarmos alguém (…) Eu peço desculpa para as pessoas que estavam convocadas.”

Com CNN Brasil e G1

Opinião dos leitores

  1. Tudo tem limite. E o limite em uma sociedade civilizada e racional é a Ciência praticada pelos estudiosos pesquisadores e confirmada por suas instâncias certificadoras. Não há outras formas fora dessa perspectiva que não sejam dignas de observação e questionamentos. Ou vamos agora largar séculos de estudos, experiências e pesquisas por “tratamentos miraculosos” sem comprovação de eficácia em nenhum lugar do mundo?
    Fanatismo mata!!!
    Foi assim na Idade Média durante a Peste Negra.

  2. Esses canalhas corruptos que dominam essa CPI passam vergonha a cada depoente que tentam humilhar. O povo já entendeu o significa aquilo lá. E o presidente sairá ainda mais forte de mais essa palhaçada.

  3. Os opiniosos deviam criticar e perguntar aos senadores pilantras numa grande CPI publica se eles roubam; sim ou não ? E deixar de fazer essa pseudo oposição rasteira , odiosa, desnecessária e inútil. Porque não patrulharam Qd a quadrilha que saqueou o Brasil por 16 anos agia ? Aonde estavam a imprensa , ministério público,receita federal , banco central e os canhotos eleitores ? !?!

  4. Uma médica respeitada, uma verdadeira cientista sendo questionada e humilhada por vagabundos. Muitos anos de conhecimentos, de estudos e experiência sendo postos em dúvida por politicos corruptos que deveriam estar presos ao invés de estarem interrogando pessoas decentes. E ainda vemos alguns imbecis ignorantes, alguns comentando por aqui mesmo, fazendo coro a esses absurdos cometidos por essa CPI circense. No Brasil, os vagabundos se consideram gente.

    1. Direita Honesta: Uma médica respeitada…blablabla
      A médica: NÃO SABE qual é a diferença entre um vírus e um protozoário.
      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    2. Médico, Otto Alencar desmascara Nise Yamaguchi: “não sabe o que é vírus, brincou com a cara do povo brasileiro”
      Durante depoimento da médica à CPI, o senador Otto Alencar revelou que a médica conselheira de Bolsonaro não tem apreço pela ciência: “A senhora apostou em uma droga que podia dar certo ou não. E a ciência, por mais que a senhora tenha curso, não admite isso: querer apostar no escuro”.

  5. Quando pequeno ouvia as pessoas falarem que se cavasse um buraco profundo iria chegar no Japão. Deve ser isso a que ela se refere, já que ela é japonesa de descendência. Orientada, obviamente pelo mito, conhecedor com profundidade da ciência da ignorância.

    1. Pode acreditar, vcs acreditam em tudo, mentira, galhofa, cachaça, frases da Anta e do molusco, que Cuba, Venezuela e Angola são bons países, Que Palocci é mentiroso, não tinha dinheiro na cueca do irmão do deputado, o catador de excremento é um Ronaldinho, a Anta é inteligente o triplex e o sítio eram da defunta, Emílio e Marcelo Odebrecht são safados, bem como, Sérgio Machado, Leo Pinheiro, Marcos Valério, Nelma Kodama, Pedro Barusco, Paulo, Nestor Cervero, Vixe, vou parar.

    2. Você deve ser desses que acredita que Lula é inocente kkkk

    3. Puro que tô veno, tu deve de ser um dotô formado na ciênça. acho que tu deve ter ganhado um prêmo nobeu da paz pro mode ter descoberto a cura do cancer. Deves ser, por obra do divino, a essência do conhecimento científico no Mundo. Onde estais, Ser Supremo, que não nos passou a fómula da cura contra o covid 19.

  6. Ciência profunda faz referência a muito estudo, muita pesquisa, muita responsabilidade, muitos testes, segurança no resultado. A esquerda não entende nada disso, ela só sabe o que é cota nas universidades, passar sem fazer prova, ou seja, estudo e conhecimento que é preciso, nem pensar.
    Tanto que seu maior ídolo é um semi analfabeto, sem qualquer diploma de ensino, mas que sabe profundamente o que é corrupção generalizada e compra de apoio através da corrupção.

    1. Ciência profunda faz referência à ciência das trevas…não é sem razão que agora temos no Brasil: fome, pandemia e seca…O omi é mesmo o enviado do satanás!

  7. Se tivéssemos imunidade de rebanho em 2020, imagine a quantidade de mortos que não estaria agora. Até porque não conhecíamos o vírus naquela época e agora, estamos começando a conhecer. Não se pode fazer uma imunidade de rebanho, sem ao menos ter o minimo de conhecimeto, que na verdade naquela época, nem os maiores cientistas do mundo sabiam se comportar frente a essa pandemia. Portanto, acho inócuo e iresponsável, assim como ela tem a opinão dela, também tenho a minha, estudiosa como sou.

    1. Kkkkkkkkkkk só não é profunda com tu, relés porta voz da esquerda falida, analfabeta e ladrona. Por mais que esses três acéfalos da CPI, cortem falas propositadamente, inventem, tentem impor opiniões, não é a toa que essa profissional é reconhecida no meio médico e científico. Vc precisa estudar e sai dessa redoma imbeciloide Kkkklk.

    2. Além de imbecis, mentirosos. A médica acabou de esclarecer nessa propria CPI dos corruptos que continua atendendo normalmente no Hospital Alberto Einstein e que o mal-entendido foi totalmente sanado há tempos. Porque a esquerdalha insiste tanto em mentir? Só pode ser falha de caráter, má índole.

    3. As hienas que emitem sons assemelhados a sorrisos, usam essa forma de comunicação para demonstrar união, eficiência, intimidação e capacidade de luta. Vc dessa vez vai aprender Kkkklk, se quiser desenho. Por outro lado, vcs idiotas, ineptos, covardes, mentiroso, só sabem entortar a boca suja, que exala odor fétido, por isso mesmo, nunca conseguem manter nada na vida, são uns eternos perdedores. Por mais, a hiena sorri, enquanto vcs resmunga amedrontados, ou só emitem sons de bichinhas, tipo, sai daí bem…kkkkkkk.

  8. A CPI do circo presidida, redigida e composta por senadores que respondem a processo por corrupção, passa vergonha todo dia. Os condenáveis senadores, só sabem impor suas mentiras aos depoentes e nem assim, conseguem as respostas que eles desejam.
    São políticos com processos por corrupção querendo achar erro na conduta de profissionais que tentam salvar vidas e respeitam a vida, acima da ideologia política. No mais é o de sempre, narrativa, versão, mentira e mais mentira que saem dos senadores querendo criar o que não existe.
    Vários países já produziram estudos científicos comprovando a eficácia da medicação contra o vírus, só no Brasil a esquerdalha continua negando os estudos científicos publicados e comprovados.

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Política

Câmara aprova MP que acaba com a “taxa das blusinhas”; texto vai ao Senado

Foto: Kaio Magalhães

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (3) a MP (medida provisória) que coloca fim à taxa de 20% nas compras internacionais de até US$ 50. A MP que acaba com a chamada “taxa das blusinhas” precisava ser votada nesta semana de esforço concentrado, já que perderá validade em 8 de setembro.

Agora os parlamentares votarão os destaques, que são dispositivos que podem alterar os efeitos da medida provisória. Vencida esta etapa, a proposta segue para o plenário do Senado.

O texto foi aprovado na comissão mista nesta quarta, após um acordo costurado pela relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF). Ela encontrou resistência do setor produtivo brasileiro, que afirma ser prejudicado com a entrada de produtos importados com baixa cobrança de impostos. Os empresários alegam que isso desequilibra a concorrência no país.

A primeira mudança acordada é uma avaliação periódica dos impactos da medida. O texto aprovado determina que a primeira análise vai ocorrer após três meses de vigência da medida provisória. Depois, o Ministério da Fazenda deverá fazer avaliações semestrais. O Congresso também fará um estudo anual sobre os impactos.

A relatora também incluiu um dispositivo autorizando o Poder Executivo a estabelecer limites quantitativos ou de frequência por pessoa física para compras internacionais. A intenção é coibir o fracionamento de remessas e a utilização do desconto no imposto para fins comerciais.

O relatório estabelece seis áreas a serem avaliadas periodicamente: emprego e renda; competitividade da indústria e comércio nacional; preços de bens; compras internacionais; diferença entre bens importados e nacionais; e efeitos na arrecadação.

A avaliação abrangerá obrigatoriamente os seguintes setores: têxteis e vestuário; calçados; acessórios; brinquedos e cosméticos.

O texto aprovado também determina que o regime de tributação simplificada das remessas postais internacionais será objeto de avaliação anual pelo Congresso. A análise terá como base um relatório de avaliação de impacto fiscal e econômico a ser apresentado pelo Poder Executivo até 30 de abril de cada ano.

Alguns pontos que estavam sendo estudados ficaram de fora, como a exigência de que as empresas beneficiadas usem os Correios para realizarem as entregas. Outro ponto que havia sido especulado, mas que também não foi incluído, era a implementação de um cashback para os consumidores. De acordo com os congressistas, esse tema será tratado na reforma tributária.

A taxa das blusinhas estava em vigor desde agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional, que criou o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 no programa Remessa Conforme, que tinha como objetivo regularizar o setor de comércio eletrônico aos parâmetros da Receita Federal.

Depois da repercussão negativa da taxação, o governo editou em maio deste ano a medida provisória que colocava fim à essa cobrança. A MP perde a validade em 8 de setembro e precisa ser aprovada no Congresso até o final desta semana para se tornar lei em definitivo.

A nova regra produzirá efeitos a partir da data estabelecida pelo governo, que terá prazo máximo de 180 dias após a publicação da regra para colocá-la em vigor depois da aprovação no Senado.

O avanço da MP foi costurado na semana passada em um almoço entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Com informações da CNN

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Geral

VORCARO: ‘Achava que tinha construído um sistema para me proteger, e tudo se virou contra mim’

Foto: Ana Paula Paiva/Valor/Agência O Globo

Malu Gaspar – O Globo

No depoimento que concedeu ao gabinete do ministro do Supremo Tribunal (STF) André Mendonça na semana passada, o banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que, antes de ser preso, acreditava que havia construído “um sistema” para protegê-lo, mas que “tudo se virou” contra ele. A oitiva, revelada pela colunista Bela Megale, foi solicitada pela própria defesa do dono do Banco Master, que alegou estar sofrendo “graves intimidações”. De acordo com a transcrição obtida pela equipe da coluna, ele também relatou que a mãe e a irmã têm sofrido “inúmeras ameaças de morte”, mas não apresentou provas. Nesta quarta-feira à noite, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o arquivamento da denúncia.

“Eu queria ter a oportunidade de falar, porque hoje eu sei por que tudo aconteceu. Porque eu estava com esse sistema ali, que eu achava que tinha construído um sistema para me proteger e, de repente, todo esse sistema se virou contra mim”, disse Vorcaro a um juiz auxiliar do gabinete de Mendonça, responsável por colher o depoimento, realizado sem a presença da Polícia Federal.

Em outro momento da audiência, o banqueiro afirmou que “existem pessoas no núcleo do poder” que “não querem” que ele faça um acordo de colaboração premiada, mas não elencou quais. Como mostrou a coluna, a defesa de Vorcaro avalia que, após as sucessivas recusas, não é mais possível fechar um acordo de colaboração com a PF.

Vorcaro relatou ao gabinete de Mendonça que “se incomodou” com a postura da PF no caso, que não teria demonstrado intenção em ouvi-lo. Ele citou a relação que construiu com o diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, e chegou a sugerir que essa seria uma das razões para acreditar na suposta falta de interesse da PF em avançar nas negociações de um acordo de colaboração premiada.

“Tem motivações políticas por trás dessa virada contra mim, e de tudo que foi feito depois para me deixar preso e calado no mínimo até passar todos os interesses políticos com o passar do tempo”, disse Vorcaro em outro momento.

Apesar dessas afirmações, porém, o ex-banqueiro manteve a mesma postura demonstrada desde que foi preso pela segunda vez, em março deste ano, se recusando a admitir crimes e alegando ser alvo de perseguição. Essa atitude fez com que ele tenha tido duas propostas de delação premiada rejeitadas pela PF e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Na avaliação dos investigadores, Vorcaro tentava fazer uma delação seletiva, preservando pessoas e omitindo informações cruciais do processo.

“Eu cometi erros, mas não são esses que estão sendo expostos aí na mídia. O personagem criado ali não é a verdade. Não sou eu. E é uma cortina de fumaça para que a verdade não seja exposta”, afirmou ele, criticado pelos investigadores justamente por não contribuir com o aprofundamento das apurações.

Preso na Papudinha, ele insistiu na linha de defesa de que se tornou alvo de “retaliação” do Banco Central, “ataque maciço” e “perseguição econômica”.

Vorcaro também relatou ter suspeitas de que as supostas intimidações que sofre fazem parte de uma tentativa de esconder “não só ilicitudes, mas atos que não tem um padrão de moralidade ou que podem criar ou afetar questões políticas”.

Em relação às ameaças aos familiares, o banqueiro afirma que elas foram feitas por e-mail de forma anônima, sem entregar o material nem dar mais detalhes. Queixou-se, também, pelo fato de sua família estar “sem homens”, já que seu pai, Henrique Vorcaro, o primo, Felipe, e o cunhado, Fabiano Zettel, estão presos.

Nesta terça-feira (1), Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal, feito a partir do conteúdo extraído do celular de Vorcaro, que detalha conversas dele com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nas mensagens, ele diz a Moraes que precisa da proteção de “Andrei e Paulo”, uma referência ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

“Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco não quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar possível”, escreveu Vorcaro a Moraes uma semana antes da primeira prisão dele, em novembro de 2025, segundo informações publicadas inicialmente pelo Estadão e confirmadas pela equipe da coluna.

Um dia antes do pedido para adiar a operação, o banqueiro também fez um desabafo ao ministro do Supremo: “Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei? Muita sacanagem isso”, lamentou, segundo a investigação.

No dia 17 de novembro, uma segunda-feira, Vorcaro acabaria preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, quando tentava embarcar em um jato particular para Dubai, com escala em Malta.

As mensagens obtidas pela PF no bojo das investigações do caso Banco Master também revelam que o banqueiro mantinha uma rotina de reuniões reservadas com Alexandre de Moraes, conforme mostrou o blog.

Dois dias antes de ser preso pela primeira vez, Vorcaro também consultou o magistrado sobre a possibilidade de deixar o país para frustrar as diligências da primeira fase da Operação Compliance Zero. Ele voltou a questionar a ação da polícia “bem na semana” em que estaria “resolvendo tudo”, além de perguntar se o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, estava ciente do andamento do caso.

“Que loucura, bem na semana que estou resolvendo tudo”, disse Vorcaro a Moraes. “O Galípolo está sabendo? Conseguimos fazer algo? Acha que segunda-feira (17/11) já tenho que estar fora?”, completou.

Malu Gaspar – O Globo

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Geral

Em reunião com Lula, Gilmar Mendes defende que PF conteste determinações de Mendonça

Foto: Fellipe Sampaio/STF

O ministro Gilmar Mendes defendeu, em conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a Polícia Federal conteste decisões de André Mendonça que considerar excessivas ou ilegais. A orientação ocorreu em meio à crise entre a PF e o STF envolvendo as investigações sobre o Banco Master e o INSS.

Segundo a Coluna do Estadão, Gilmar avaliou que o governo, o Ministério da Justiça e a própria PF demoraram a reagir às decisões de Mendonça.

Entre os exemplos citados estão a restrição ao acesso de investigadores a parte do material das apurações e a ordem para concentrar processos relacionados aos casos em seu gabinete.

Na avaliação de Gilmar, a direção da PF pode recorrer ao Judiciário contra eventuais ordens ilegais e, em uma situação extrema, até impetrar um mandado de segurança. O ministro, porém, defendeu que o impasse seja resolvido preferencialmente por meio de uma articulação institucional com o presidente do STF, Edson Fachin.

A conversa com Lula ocorreu após novas revelações sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. No mesmo dia, Lula também se reuniu com Fachin.

Com informações da Coluna do Estadão

Opinião dos leitores

  1. A polícia federal tem dois pesos e duas medidas, as ordens de Alexandre de Moraes correta ou não eles cumprem rigorosamente e de um outro ministro ela pode desobedecer? Quem pode me explicar?

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Geral

Reforma do Ginásio Davi Florentino tem início em Macaíba


Foto: Luan Alves

A obra de reforma total do Ginásio Davi Florentino, no bairro São José, está avançando em sua primeira etapa nesta primeira semana de setembro. A intervenção promovida pela Prefeitura de Macaíba tem como objetivo revitalizar a estrutura do equipamento esportivo e oferecer melhores condições para a prática de atividades esportivas, eventos e ações comunitárias.

Nesta etapa inicial, estão sendo executados os serviços preliminares da obra, incluindo limpeza, hidrojateamento, remoção de tramas, terças e telhas da cobertura, além de demolições em geral. As ações estão sendo acompanhadas e executadas conforme o planejamento técnico do setor de Engenharia da Secretaria de Infraestrutura. A evolução de obra está estimada em 18,32% com cerca de duas semanas de serviços.

A reforma contempla serviços de recuperação e modernização do ginásio, que deverá receber melhorias em sua estrutura e nos espaços destinados aos atletas e ao público. A expectativa é de que, após a conclusão dos trabalhos, o equipamento esteja mais adequado para receber competições, treinamentos e outras atividades.

A expectativa é que a nova estrutura do ginásio Davi Florentino contribua para fortalecer as atividades esportivas em Macaíba, beneficiando atletas, equipes, estudantes e a comunidade da Vila São José e vizinhança, voltando a ser um importante ponto de encontro para o esporte e para a população macaibense.

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Geral

Gilmar sugere a Fachin retirada de delegados da PF de gabinetes de ministros do STF; medida atingiria Moraes, Mendonça e Fux

Foto: Jorge William

Em meio à crise envolvendo o caso do Banco Master e André Vorcaro, o ministro Gilmar Mendes defendeu ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, a retirada de delegados da Polícia Federal que atuam nos gabinetes de ministros da Corte.

A proposta foi discutida nesta quinta-feira (3), diante da tensão entre o ministro André Mendonça e a cúpula da PF e dos desdobramentos das investigações sobre o banco.

Para Gilmar, a presença de policiais cedidos pode criar uma relação inadequada entre investigadores e ministros responsáveis por inquéritos. Atualmente, seis delegados da PF estão cedidos ao STF, sendo quatro lotados diretamente em gabinetes.

André Mendonça conta com dois deles, Graziela Machado e Thiago Marcantonio. Outros dois, Fábio Shor e Anderson Antonio Ferreira de Souza, atuam com Alexandre de Moraes, enquanto Fábio Lucena está no gabinete de Luiz Fux. Raphael de Mello Batista trabalha na área de segurança da Corte.

Opinião dos leitores

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Geral

André Mendonça deixa sociedade em instituto privado e diz que nunca teve lucro com a entidade


Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça anunciou nesta quinta-feira (3) que deixará a sociedade do Instituto Iter, criado em 2024 e voltado a atividades educacionais e acadêmicas.

Segundo nota divulgada pela assessoria do ministro, Mendonça cederá todas as suas cotas e as da esposa, sem receber qualquer contrapartida financeira. O comunicado afirma ainda que ele nunca obteve lucro com a instituição.

O Instituto Iter será transformado em uma entidade sem fins lucrativos. Mendonça permanecerá ligado à organização apenas em atividades acadêmicas, como professor.

A decisão foi tomada na quarta-feira (2), após conversa com o presidente do instituto, Victor Godoy Veiga. Ele confirmou a saída e afirmou que, nos dois anos de funcionamento, não houve distribuição de lucros ou dividendos.

O Instituto Iter foi citado recentemente em reportagens que levantaram questionamentos sobre sua atuação e contratos com órgãos públicos. Em fevereiro, Mendonça havia anunciado mudanças na entidade durante uma pregação religiosa. Na ocasião, afirmou que destinaria 10% de eventuais lucros ao dízimo e os outros 90% a obras sociais e à educação.

Nota do Instituto Iter

“O Instituto Iter comunica que o Ministro André Mendonça decidiu doar a integralidade de suas quotas e deixará o quadro societário da instituição. O Ministro já havia anunciado no início deste ano que qualquer lucro ou dividendo referente às suas quotas, quando ocorressem, seriam destinados a obras sociais e educacionais. Registramos que, ao longo dos dois anos de atividade do Instituto Iter, não houve qualquer distribuição de lucros ou dividendos.

O Instituto Iter nasceu de um sonho e de um propósito: formar líderes e gestores de excelência, com preparo técnico, visão pública e compromisso ético. Esse propósito não se altera. O Instituto segue sendo a instituição idealizada e fundada pelo Ministro André Mendonça, com o compromisso de seguir na mesma missão e com os mesmos valores.

Nesses dois anos de atuação, os cursos, eventos, contratos públicos e privados bem como todas as ações institucionais do Instituto Iter observaram a legislação aplicável e regras de boa governança e conformidade.

O reconhecimento do trabalho do Iter é público e notório. Nossas atividades registram avaliações consistentemente elevadas, resultado do trabalho de um corpo docente qualificado e de uma equipe comprometida com a excelência.

Sobre as contratações por órgãos e entidades públicas, cabe informar o regime que a elas se aplica. Cursos e programas de formação são serviços técnicos especializados de natureza predominantemente intelectual, hipótese em que a Lei nº 14.133/2021 admite a contratação direta por inexigibilidade de licitação.

A razão é objetiva: programas de formação não são intercambiáveis. Cada um tem concepção pedagógica, conteúdo e corpo docente próprios, e não há como submeter a disputa de preço aquilo que não é comparável entre si.

O corpo docente do Instituto Iter reúne profissionais de reconhecida trajetória em suas áreas, e é essa qualificação que fundamenta a escolha. Em todos os casos, a decisão sobre a modalidade de contratação é do órgão contratante, que instrui o processo com parecer jurídico próprio, justificativa de preço e autorização da autoridade competente, e o divulga de forma pública e transparente para toda a sociedade.

A direção executiva do Instituto Iter é exercida por Victor Godoy, ex-ministro da educação e auditor de carreira licenciado da Controladoria-Geral da União, com mais dezoito anos de experiência na avaliação da boa e regular aplicação de recursos públicos.

As atividades educacionais do Iter prosseguirão normalmente, no mesmo padrão de qualidade e profissionalismo. A programação de cursos, eventos e projetos está integralmente mantida, assim como os compromissos assumidos com alunos, professores, parceiros e instituições.

O Instituto Iter agradece a confiança que recebe e permanece à disposição da imprensa e da sociedade para as informações que se fizerem necessárias. São Paulo, 3 de setembro de 2026.

Victor Godoy Veiga
Presidente do Instituto Iter “

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Geral

[VÍDEO] BOMBA: Galípolo e Banco Central “incentivaram” fusão Master-BRB, diz Vorcaro à PF

Por Andreza Matais – Metrópoles

O ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou em depoimento à Polícia Federal, em 28 de agosto, que “o Banco Central como um todo” mantinha uma “postura de concordância e incentivo à conclusão da fusão” entre o Master e o BRB, banco público de Brasília.

Segundo ele, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também era favorável à operação. O depoimento foi obtido com exclusividade pelo Metrópoles.

Questionado sobre qual seria a posição do servidor do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza em relação ao tema, Vorcaro respondeu que toda a cúpula da autoridade monetária se mostrava favorável à fusão entre o Master e o BRB no fim de 2025.

“Eu sei qual era a postura do Banco Central como um todo. Não somente do Paulo Sérgio, como do diretor Ailton, como do próprio presidente Galípolo. A todo momento era uma postura de concordância e incentivo à conclusão da fusão”, disse ele ao delegado Albert Paulo Sérvio de Moura.

“E, depois que a gente faz o pedido e o pleito ali, todas as reuniões de que a gente participou sempre eram no sentido de organizar, de solucionar alguns pontos do pleito para que pudesse ser aprovado [a fusão]”, complementou.

Apesar das declarações de Vorcaro, a fusão entre o Master e o BRB foi rejeitada pelo Banco Central em 3 de setembro, após meses de discussões.

Mesmo sem a efetivação da venda, o BRB chegou a comprar carteiras de “créditos podres” do Master por R$ 12 bilhões. O montante teve de ser reconhecido como prejuízo pelo banco público, que agora enfrenta dificuldades financeiras.

A oitava obtida pelo Metrópoles foi realizada no dia 28 de agosto de 2026. Vorcaro deu o depoimento por videoconferência da Papudinha, onde está preso no âmbito da Operação Compliance Zero. Ele estava acompanhado dos advogados Sérgio Leonardo, Daniel Bialski e Thiago Machado.

Por Andreza Matais – Metrópoles

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Geral

Nikolas confirma contatos com Vorcaro, mas nega irregularidades: “Nunca recebi nenhum tostão”


Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) confirmou à CNN ter conversado com Daniel Vorcaro, mas negou manter qualquer relação com o empresário ou ter recebido dinheiro dele.

“Falei com ele algumas vezes, mas tenho zero relação. Nunca vi ele pessoalmente”, afirmou.

Nikolas enviou mensagens a Vorcaro, em março de 2025, para pedir a liberação de um “ativo de minério” que envolveria um ex-assessor de seu gabinete. De acordo com o deputado, a intermediação não avançou.

Áudios obtidos pela Polícia Federal mostram que Nikolas procurou Vorcaro e chegou a sugerir um encontro entre os dois, que nunca ocorreu.

O parlamentar também afirmou que não há nas mensagens qualquer conteúdo criminoso ou imoral e reforçou: “Nunca recebi nenhum tostão de Vorcaro”.

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Pesquisa Perfil/BG mostra Zenaide na liderança para o Senado em empate técnico

A senadora Zenaide (PSD) aparece liderando a corrida eleitoral para o Senado, em empate técnico com Styvenson Valentim (Podemos) na pesquisa do Instituto Perfil, realizada em parceria com o Blog do BG, divulgada nesta quinta-feira (3).

Na soma dos dois votos, Styvenson aparece com 15,25% e Zenaide com 12,81%. Levando-se em consideração a margem de erro, de 2,45 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados. O resultado coloca Zenaide novamente entre os nomes que disputam diretamente a liderança da corrida pelo Senado.

Em seguida vêm Samanda de Lula (PT) com 6,94%, Rafael Motta (PDT) com 6,15%, Coronel Hélio (PL) com 4,28%, Tércio Tinôco (União Brasil) com 1,09%, Sandro Pimentel (PSOL) com 1,03%, Rosália Fernandes (PSTU) com 0,78%, Professor Guilherme (UP) com 0,63%, Sônia Godeiro (PSOL) com 0,59%, Clóvis Costa do Coletivo Nós (AGIR) e Luciana Mandu (PSTU), ambos com 0,28%, Gari Wendell Batista (AGIR) com 0,13% e Linhares Jibóia (DC) com 0,03%.

A pesquisa ouviu 1.600 eleitores, em todas as regiões do Rio Grande do Norte, entre os dias 29 de agosto e 1º de setembro de 2026, com margem de erro de 2,45 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob os números TSE BR-07608/2026 e TRE-RN RN-01368/2026.

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Walter Alves intensifica agenda e percorre seis regiões da Grande Natal em um único dia

O candidato a deputado estadual Walter Alves (MDB) intensificou sua agenda de campanha nesta quarta-feira (2), com uma série de reuniões em diferentes pontos da Grande Natal. Walter esteve em Parnamirim, Cidade Nova, comunidade do Jacó, Redinha, São Gonçalo do Amarante e conjunto Panatis, mantendo contato direto com lideranças locais e eleitores.

A agenda começou no fim da tarde, em Parnamirim. Em seguida, Walter participou de reuniões em Cidade Nova e na comunidade do Jacó. Na sequência, esteve na Redinha e seguiu para São Gonçalo do Amarante, onde participou de encontro no bairro Santo Antônio. A agenda foi encerrada no conjunto Panatis, na zona Norte de Natal.

Durante os encontros, Walter destacou a importância de estar próximo das pessoas, ouvir as demandas de cada comunidade e apresentar propostas para o futuro. As reuniões também foram oportunidades para prestar contas do trabalho já realizado ao longo de sua trajetória política.

“Cada reunião tem sido uma oportunidade de ouvir, conversar e olhar nos olhos das pessoas. A gente apresenta nossas propostas, mas também faz questão de prestar contas do trabalho que já realizamos. É assim, perto das pessoas e conhecendo de perto cada realidade, que queremos seguir”, destacou Walter.

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