Educação

Criticada, Lei das Cotas terá de ser adotada por metade das instituições

A Lei das Cotas, aprovada na terça-feira, dia 7, pelo Senado, exige que 50% das vagas de todos os cursos das federais sejam reservadas a estudantes que cursaram o ensino médio em escola pública. A principal crítica de reitores à decisão do Senado, no entanto, é que, aprovado o projeto, sancionado pela presidente Dilma Rousseff em até 15 dias, haja quebra da autonomia universitária.

As universidades federais terão até quatro anos para se adaptar às novas regras, mas apenas um ano para adotar ao menos 25% do que a lei prevê – ou seja, terão de implementar o modelo único de cotas em uma escala menor. De acordo com levantamento do G1, atualmente, não existe cota social em 27 das 59 universidades federais

A notícia não foi bem recebida, por exemplo, na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), conforme apurou o ‘Estado’ em matéria publicada na semana passada, que tem um dos cursos de Medicina mais bem avaliados e disputados do País. Segundo o reitor, Walter Albertoni, o assunto deveria ficar para a universidade.

O reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Roberto Salles, também criticou a aprovação pelo Senado da reserva de metade das vagas das instituições federais para alunos da escola pública. Ele classificou a decisão como uma “intromissão indevida”.

A Universidade Federal da Bahia (UFBA) precisará de poucos ajustes para adequar seu processo de seleção de alunos ao projeto de lei que prevê a reserva de 50% das vagas para estudantes egressos do ensino médio na rede pública.

Em vigor desde 2004, o sistema de cotas da UFBA reserva 43% das vagas a estudantes que tenham cursado todo o ensino médio – além de pelo menos um ano do ensino fundamental – em escolas públicas. Além disso, oferece 2% das vagas a descendentes de índios. Dentro dos 43% destinados a estudantes da rede pública, 85% das vagas são direcionadas a quem se intitula negro ou pardo, seguindo as proporções da população baiana.

Reitor da Federal do Pará (UFPA), ele ressalta que a uniformidade não é uma boa saída. “Aqui no Pará definimos cota de 50% para escola pública. Mas fomos nós que decidimos e tenho certeza de que essa fórmula não pode ser aplicada em todas.

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam), de acordo com levantamento do G1, é uma das universidades que não oferece sistema de ação afirmativa, e deverá se adequar à nova lei. As vagas oferecidas pela Ufam são divididas igualmente em dois processos seletivos.

A Universidade Federal do Ceará (UFC) pretende se adaptar de forma progressiva à lei. O pró-reitor de graduação da UFC, Custódio Almeida, defende que um terço da cota seja aplicada a cada ano, a partir de 2013. Em 2016, segundo a sugestão de Almeida, a UFC estaria cumprindo a lei, que exige que as universidades estejam adaptadas até este ano.

A UFC aprovou em 2012 5.784 candidatos em 2012, todos por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A universidade nunca adotou sistemas de cota para ingressar na faculdade, mas debateu o assunto em 2006. “Na época houve votação, mas o conselho não aceitou as cotas raciais, em função de não ter havido muita discussão sobre o assunto”, diz Almeida.

A Universidade de Brasília (UnB) informou nesta quarta-feira (8) que uma comissão formada por alunos e professores será criada para discutir a adaptação do sistema de cotas da instituição ao projeto de lei aprovado pelo Senado. A UnB foi a primeira universidade federal a instituir o sistema de cotas raciais e destina, desde junho de 2004, 20% das vagas para candidatos negros.

De acordo com o decano de ensino e graduação da UnB, José Américo Garcia, a adaptação no sistema pode ser feita rapidamente após o fim da greve. “É um processo rápido. Basta apenas a gente deliberar no nosso conselho. Deliberando, eu já consigo implementá-lo e já para 2013, para o próximo vestibular.”

Atualmente, a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e o Instituto Federal do estado (Ifes) trabalham com o sistema de cotas sociais. Na universidade, entre 40% a 45% das vagas de cada curso são reservadas para o candidato que comprovar que cursou apenas a escola pública e ter renda familiar inferior a sete salários mínimos. Já no instituto, 50% das vagas foram distribuídas para estudantes da rede pública.

De acordo com o reitor da Ufes, Reinaldo Centoducate, desde 2008, mais de 5 mil alunos já ingressaram na universidade pelo sistema de cotas sociais. “A Ufes até então empregava exclusivamente a cota social, mas depois que a lei for regulamentada precisaremos estudar como será feito aqui. Acredito que as escolas públicas devem se adequar e oferecer um ensino de excelente qualidade na sua base”, disse.

A aprovação do projeto de lei preocupa o reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira Brasil, para quem a medida interfere na autonomia universitária. “A minha posição enquanto gestor da UFG e vice-presidente da Andifes [Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior] é de que esse modelo traz um componente preocupante sobre a autonomia universitária”, ressalta.

Atualmente, a UFG oferece nos processos seletivos seis mil vagas por ano. A grande maioria dessas vagas é ofertada no vestibular do início de ano. As demais, cerca de 500, são oferecidas no processo seletivo de meio de ano. Ao todo, 80% das seis mil vagas são do vestibular tradicional e 20% do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). “No vestibular tradicional, usamos as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como um dos componentes na nota final”, disse o reitor.

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) reserva 50% das vagas ofertadas em todos os cursos de graduação para cotistas: são 30% das vagas para estudantes que cursavam todo o ensino básico em escolas públicas e 20% para estudantes negros também de escolas públicas. As eventuais vagas remanescentes das cotas para estudantes negros são oferecidas primeiramente para candidatos de escola pública e, caso ainda sobrem, para a ampla concorrência. Em abril deste ano, a UFMT estudava implantar, em 2013, a reserva de 100 vagas por ano para indígenas que tenham estudado em escola pública.

A Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) já reservam 50% das vagas a estudantes de escolas públicas, como prevê o projeto de lei aprovado nesta semana pelo Senado. No caso da UFSJ, dos três critérios propostos na lei – rede de ensino, renda familiar, cor e raça -, a instituição já utiliza dois: rede de ensino e cor e raça.

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) oferece sistema de bônus há quatro anos para estudantes de escolas públicas. De acordo com a assessoria de imprensa da instituição, assim que a lei for sancionada, a UFMG vai começar a trabalhar para se adequar. O edital do vestibular 2013 já foi publicado. O sistema de bônus será oferecido, mas não haverá adoção do Sisu. Na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), na seleção seriada, 60% das vagas são para alunos de escolas públicas. Já no Enem e no Sisu, 40% são para estudantes de instituições públicas.

Duas instituições mineiras não usam sistema de cotas: o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) e a Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Na Paraíba, as instituições federais adotam o sistema de cotas desde o processo seletivo de 2011. Na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), 30% das vagas foram destinadas para candidatos vindos do ensino público. De acordo com o presidente da Comissão Permanente do Concurso do Vestibular da UFPB (Coperve), João Lins, o percentual deve ser aumentado para 35% para o próximo ano e 40% para 2014.

No Instituto Federal da Paraíba (IFPB), foram ofertadas entre 20 e 50% das vagas dos cursos técnicos para candidatos vindos da rede pública, além 5% em todas as unidades para portadores de deficiência física. As cotas do IFPB também atingem o Sisu, com 5% para portadores de deficiência, 60% para quem mora no estado e 20% para os candidatos nascidos em Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará.

A Universidade Federal da Paraíba (UFCG) é a única instituição federal na Paraíba que não utiliza o sistema de cotas. De acordo com sua assessoria, todo o processo seletivo é feito através do Enem. Com a iminente aprovação da cota em 50%, o colegiado na universidade irá se reunir em 2013 para discutir o sistema de cotas na UFCG.

No estado, a Universidade do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina, já adota essa porcentagem de cotas desde 2010. Enquanto isso, as universidades Federal de Pernambuco (UFPE) e Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) preferem aguardar a sanção da presidente antes de iniciarem o sistema de cotas sociais.

Em seu último vestibular, a UFPE ofereceu 6.492 vagas, das quais 34% foram conquistadas por alunos de instituições públicas. Segundo a assessoria, a seleção da UFPE apresenta um sistema onde alunos da rede pública de ensino recebem acréscimo de 10% em suas notas, mas isso só interfere na quantidade de vagas ocupadas quando as notas dos alunos já estão próximas à média de aprovação de seus cursos.

A UFRPE também dá bônus de 10% na nota de alguns estudantes, desde que eles tenham feito o ensino médio no Agreste ou no Sertão pernambucano, e que escolham estudar na própria região. No vestibular 2012, a instituição ofereceu 3.240 vagas, divididas em 1.960 no Recife, 560 em Garanhuns e 720 em Serra Talhada. Atualmente, todas as vagas da Rural são preenchidas através do Sisu.

O vestibular 2013 da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) não obedecerá a lei de cotas sociais aprovada pelo Senado. A decisão da presidenta da Comissão Permanente de Vestibular (Comperve), Magda Pinheiro, só poderá ser revertida se a instituição for acionada judicialmente. Ela explicou que o edital do concurso já havia sido lançado quando o texto-base da lei de cotas sociais foi aprovado pelos senadores e, além disso, irá aguardar o posicionamento de Dilma Rousseff quanto à sanção parcial ou integral do projeto de lei ou, ainda, a possibilidade de veto total ao conteúdo original apreciado pelo Senado.

A presidenta da Comperve explicou que, desde 2006, a UFRN seleciona estudantes utilizando o argumento de inclusão, que consiste numa bonificação de 10% no argumento final do candidato oriundo de escola pública.

Apesar da aprovação da lei no Senado na última terça-feira, as universidades do Rio Grande do Sul ainda não traçaram o plano para se enquadrar na nova regra. O assunto deve começar a ser tratado somente depois da sanção presidencial. No último vestibular, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) reservou 30% das vagas para estudantes vindos do ensino público e autodeclarados negros. Também são disponibilizadas 10 vagas anuais para indígenas, que participam de um vestibular diferenciado.

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) separa cotas de 15% para autodeclarados negros, 5% para portadores de necessidades especiais e 20% para alunos da rede pública. Também há 10 vagas para indígenas. A direção da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) afirmou que ainda não faz reserva de vagas, e que o Conselho Superior se reunirá na próxima segunda-feira (13) para discutir as mudanças com a nova lei.

A Universidade Federal de Rio Grande (Furg) não reserva vagas, mas, através do Programa de Ação Inclusiva (Proai), dá pontos extras na nota final de estudantes que cursaram o ensino público ou que são portadores de deficiência.

As duas instituições federais de ensino no estado de Rondônia, a Universidade Federal (Unir) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (Ifro), também terão que se adaptar à nova regra. Atualmente, a Unir não admite nenhum aluno através do sistema de cotas, enquanto que o Ifro tem 70% de suas vagas destinadas a alunos de condições diversas, mas não por cotas.

Em 2012, a Unir selecionou 2.400 estudantes pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), sem que nenhuma vaga seja destinada para cotas. “A questão de receber o sistema de cotas chegou a ser discutida há dois anos, mas não chegou a ser implantado”, afirmou o pró-reitor de graduação, Jorge Coimbra de Oliveira. No primeiro semestre de 2012 o Ifro disponibilizou 1.720 mil vagas pelo vestibular tradicional, entre os cursos técnicos de nível médio e de graduação. Pelo Sisu foram oferecidas 16 vagas neste ano. O Ifro destinou 10% das vagas para candidatos que fizeram o fundamental na Educação de Jovens e Adultos (EJA), outros 10% para candidatas participantes do Programa Mulheres Mil em Jequitibá e 50% para produtores rurais, agricultores familiares e lavradores.

Santa Catarina possui duas instituições federais de ensino afetadas pelo projeto de lei aprovado pelo Senado. Na UFSC, 20% das 3.239 vagas no vestibular 2012 foram destinadas a candidatos que cursaram integralmente o ensino fundamental e médio em escolas públicas e 10% a candidatos que se autodeclararam negros ou pardos e também tenham cursado os ensinos fundamental e médio em colégios públicos.

Já no IFSC, metade das 544 vagas foram destinadas a candidatos que estudaram todo o ensino médio em escola pública, e 10% a negros que cursaram todo o ensino médio em escola pública. Caso essas vagas não fossem preenchidas pelos candidatos a quem eram destinadas, elas seriam ocupadas por aqueles que não optaram pelas ações afirmativas. De acordo com o coordenador do Departamento de Ingresso do IFSC, André Soares Alves, afirma que o IFSC vai aguardar a sanção presidencial para ver como vai ficar a distribuição das cotas.

O Instituto Federal de Sergipe (IFS), atualmente, já trabalha com o sistema de cotas sociais. No último processo seletivo tradicional e dos cursos de graduação e técnicos ofertados pela instituição, 200 vagas foram ofertadas. No Sisu, o instituto ofereceu 145 vagas para cursos de graduação presenciais. Destas, 5% foram para pessoas com baixa renda e 5% para pessoas que cursaram a escola pública durante o ensino médio.

O pró-reitor de ensino da instituição, José Adelmo Menezes de Oliveira, afirma que o IFS ainda fará uma reunião para decidir como se adaptará à nova lei.

Fonte: Estadão

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PESQUISA GENIAL/QUAEST: 49% desaprovam governo Lula; 46% aprovam

Foto: Wilton Junior/Estadão

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 49% dos eleitores, enquanto 46% aprovam o trabalho do petista, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13). Do total de entrevistados, 5% não souberam ou não responderam à questão.

Em comparação ao levantamento anterior, de abril, a desaprovação do governo variou 3 pontos percentuais para baixo neste mês. Antes, o índice estava em 52%. Já a aprovação da administração federal oscilou os mesmos 3 pontos, mas para cima, após atingir 43% em abril.

A Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 8 e 11 de maio, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03598/2026.

CNN Brasil

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[VÍDEO] POLÊMICA: Apresentação na UFRN intitulada “Papangu” tem homem completamente nu em cena

Vídeos de uma apresentação artística intitulada de “Papangu” têm causado polêmica e críticas nas redes sociais pela presença do artista Alexandre Américo completamente nu em cena, com o corpo coberto apenas por tinta e um adereço na cabeça.

A apresentação gratuita e com classificação indicativa para maiores de 18 anos ocorreu nesta semana na Galeria Laboratório do Departamento de Artes, na UFRN.

Segundo release de divulgação da apresentação artística, o projeto foi contemplado nos editais de Fomento à Dança e Apoio à Cultura Negra e é realizado com apoio da Fundação José Augusto, Secretaria de Estado da Cultura do RN, Sistema Nacional de Cultura, Política Nacional Aldir Blanc, Ministério da Cultura e Governo Federal.

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PESQUISA GENIAL/QUAEST: Lula tem 42% das intenções de voto no 2º turno; Flávio, 41%

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Ton Molina/Agência Senado

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) mostra um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 42% das intenções de voto, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 41%, em um eventual segundo turno das eleições presidenciais.

Indecisos somam 3% das intenções de voto, enquanto brancos, nulos e pessoas que não vão votar representam 14% dos eleitores entrevistados.

A Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 8 e 11 de maio, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03598/2026.

CNN Brasil

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Comércio varejista do RN tem o menor crescimento do Nordeste no mês de março, aponta IBGE

Foto: reprodução/98FMNatal

O comércio varejista do Rio Grande do Norte registrou crescimento de 0,2% no volume de vendas em março, na comparação com fevereiro, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Apesar do resultado positivo, o estado teve o menor avanço entre os estados do Nordeste que apresentaram crescimento no período. Maranhão (3,8%), Piauí (3,5%) e Sergipe (2,1%) também registraram alta, enquanto a Paraíba ficou estável.

Em receita nominal, o varejo potiguar cresceu 1,3% em março. O levantamento inclui segmentos como supermercados, hipermercados, alimentos, bebidas e fumo.

Na comparação com março de 2025, o comércio varejista do estado avançou 9,4%. No acumulado de 2026, a alta é de 6,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

No comércio varejista ampliado — que inclui veículos, motos, peças, material de construção e atacado alimentício — o Rio Grande do Norte teve crescimento de 1,5% entre fevereiro e março, o maior índice do Nordeste.

Na comparação anual, o varejo ampliado potiguar cresceu 11% em março. O setor acumula alta de 3,9% no primeiro trimestre de 2026 e avanço de 3,1% nos últimos 12 meses.

A próxima divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio, referente a abril, será publicada em 16 de junho.

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Geral

VÍDEO: “Se você tirar um terço daquele cadastro do BPC, de Bolsa Família, você tem R$ 150 bilhões para investir”, diz vice-presidente nacional do PT

 VÍDEO: Sam Pancher/Twitter

O vice-presidente nacional do Partido dos Trabalhadores e prefeito de Maricá, Washington Quaquá, afirmou durante a Financial Times Brazil Summit, em Nova York, que uma revisão nos cadastros do BPC e do Bolsa Família poderia liberar recursos para investimentos.

“Se você tirar um terço daquele cadastro do BPC, de Bolsa Família, você tem R$ 150 bilhões para investir”, declarou.

Segundo Quaquá, um levantamento realizado pela prefeitura de Maricá apontou que cerca de 40% das pessoas inscritas em programas sociais “não precisam” dos benefícios.

Durante o evento, o dirigente petista também defendeu políticas de incentivo à “ética do trabalho” como forma de reduzir a dependência de programas sociais.

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Judiciário

“Paraíba filha da p***”, disse Ed Motta em áudio de 2025 sobre garçom

Foto: Reprodução

Áudios enviados pelo artista Ed Motta, investigado por injúria, revelaram xingamentos feitos contra um funcionário do restaurante Grado, na zona Sul do Rio de Janeiro.

Nas mensagens, que foram enviadas ao dono do restaurante no ano passado, o cantor e produtor musical chama o homem de “Paraíba filha da p***” e diz que “é a Tijuca contra o Nordeste” ao se referir ao garçom.

As mensagens são de 2025 e foram enviadas ao dono do estabelecimento onde ocorreu a confusão deste ano.

O artista ameaça começar brigas e reclama da postura do funcionário do local. Em certo momento, ele diz: “Tô no meu limite. A próxima é tipo pular o balcão e pegar ele”.

Em nota, a defesa do artista afirmou que repudia a divulgação dos áudios.

Veja na íntegra:

“A defesa de Ed Motta repudia a tentativa de manipulação de narrativa por meio da divulgação de áudios antigos, fora de contexto, com o claro objetivo das partes em influenciar a investigação sobre o episódio ocorrido no dia 2 de maio, em um restaurante no Rio de Janeiro.

Conforme já esclarecido em depoimento, Ed Motta afirma ser absolutamente falsa a acusação de que teria chamado alguém de “Paraíba” naquela noite.

A divulgação de um áudio antigo, privado, gravado em outro contexto e sem qualquer relação com os fatos investigados, apenas evidencia a tentativa de construção artificial de uma versão que jamais ocorreu.

A defesa lamenta o vazamento distorcido e descontextualizado de áudios e reafirma que Ed Motta não agrediu ninguém naquela noite e não possui qualquer tipo de preconceito contra quem quer que seja.

O artista rejeita com veemência a criação de fatos inexistentes e seguirá colaborando com os esclarecimentos necessários perante as autoridades competentes.”

CNN

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Geral

Governo do RN oficializa reajuste de 4,26% para servidores públicos

Foto: Sérgio Henrique

O governo do Rio Grande do Norte publicou nesta quarta-feira (13) a revisão das tabelas salariais dos servidores públicos estaduais com um reajuste de 4,26%.

O percentual correspondente à inflação de 2025 medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Uma lei aprovada no estado em 2025 prevê a aplicação de um reajuste anual, com base na inflação do ano anterior, no mês de abril.

A atualização foi oficializada por meio de uma portaria assinada pela secretária estadual da Administração, Jane Carmen Carneiro e Araújo, e publicada no Diário Oficial do Estado.

Segundo a portaria, o reajuste será aplicado aos vencimentos, subsídios e proventos dos servidores públicos civis e militares estaduais, além de empregados públicos.

No dia 5 de maio, o governo informou que o valor retroativo referente ao mês de abril será pago de forma parcelada, em seis vezes, de junho a novembro de 2026.

“A medida considera o atual cenário fiscal, impactado por frustração de receitas e oscilações na arrecadação, que limitam o pagamento integral imediato”, informou em nota.

G1RN

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Chuvas

VÍDEO: Hospital Santa Catarina sofre com infiltrações após fortes chuvas em Natal

Vídeos: Cedidos

As fortes chuvas que atingem Natal desde a noite de ontem provocaram transtornos no Hospital Santa Catarina, localizado na Zona Norte da capital potiguar.

Vídeos que chegaram ao BLOGDOBG mostram corredores alagados e diversos pontos de infiltração dentro da unidade hospitalar. Em uma das gravações, a água escorre pelo teto enquanto funcionários e pacientes tentam evitar as áreas mais atingidas. “Chove mais dentro do hospital do que fora”, comenta uma pessoa que enviou o registro.

Outro vídeo mostra a situação da recepção do hospital, onde parte do teto apresenta vazamentos intensos devido ao volume de chuva registrado nas últimas horas. Até o momento, não há informações sobre suspensão de atendimentos ou feridos.

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Política

VÍDEO: ‘O PT é acostumado a fazer o mal’: Álvaro Dias denuncia retenção de R$ 50 milhões em obras de Natal

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte pelo PL, Álvaro Dias, afirmou nesta terça-feira, durante entrevista ao programa Contra Ponto, da 96 FM Natal, que o Governo Federal estaria retendo mais de R$ 50 milhões destinados a obras em andamento na capital potiguar.

“O PT é acostumado a fazer o mal. Hoje, nós temos cerca de 50 milhões de reais retidos pelo PT em obras de Natal”, declarou o pré-candidato durante entrevista conduzida pelo jornalista Diógenes Dantas.

Na entrevista, Álvaro citou obras como o Hospital Municipal de Natal, o pontilhão de Cidade Nova e intervenções na orla urbana entre os projetos que, segundo ele, estariam sendo prejudicados pela retenção de recursos federais. O ex-prefeito afirmou que a situação compromete investimentos considerados estratégicos para a capital.

Ao comentar o Hospital Municipal de Natal, Álvaro classificou o empreendimento como “o maior investimento já realizado em saúde pública na história do Rio Grande do Norte”. Segundo ele, a primeira etapa da estrutura física está concluída, enquanto a gestão municipal finaliza ajustes operacionais e a instalação de equipamentos para o funcionamento do centro cirúrgico.

A entrevista ocorreu em meio à intensificação das agendas políticas do pré-candidato pelo interior do estado. Nos últimos dias, Álvaro participou de compromissos em municípios das regiões Agreste, Litoral e Oeste potiguar, com encontros voltados à construção de um plano de governo.

“Estamos ouvindo as pessoas, preparando um plano de governo como pré-candidato, dialogando com representantes da sociedade e construindo um programa alinhado aos anseios da população do Rio Grande do Norte”, afirmou.

Opinião dos leitores

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Geral

MPRN denuncia esquema de fraude fiscal em rede de fast food que desviou mais de R$ 558 mil no RN

Foto: Ilustrativa

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ofereceu denúncia contra três pessoas envolvidas em um esquema de sonegação fiscal. A investigação detalha a existência de um grupo que utilizava empresas de fachada no ramo de alimentação para burlar o fisco estadual. A denúncia, que foi recebida pela Justiça, foi tornada pública esta semana.

A denúncia relata que os envolvidos registravam as empresas do ramo de fast food em nome de terceiros. Esses indivíduos figuravam como sócios, mas os verdadeiros proprietários controlavam as finanças de forma oculta. Através do esquema, o grupo prestava declarações falsas às autoridades fiscais, escondendo o patrimônio particular.

O MPRN pediu a condenação dos três denunciados por crimes de sonegação fiscal, por 21 vezes, em concurso material. O MPRN solicitou ainda ressarcimento ao Estado do Rio Grande do Norte no valor mínimo de R$ 558.933,59 referente aos impostos devidos.

Crimes

Os criminosos teriam cometido os crimes ao omitirem informações e prestarem declarações falsas às autoridades fazendárias, por 02 vezes. Ademais, por 19 vezes, de 2021 a 2024, o grupo retinha o ICMS dos consumidores no preço dos produtos, mas não repassava os valores aos cofres públicos.

Provas

As provas colhidas pela investigação policial demonstram que o esquema durou de 2017 e 2024. Os gestores reais possuíam procurações plenas para movimentar contas bancárias das empresas de fachada. Assim, o faturamento era desviado enquanto os débitos tributários ficavam acumulados nos CPFs dos laranjas.

A fraude incluía a criação de uma “empresa espelho” para suceder a devedora originária. Essa nova entidade operava no mesmo endereço físico para garantir a exploração comercial. Dessa forma, os denunciados evitavam bloqueios judiciais e execuções fiscais da dívida ativa estadual.

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