Nova Zelândia quer atrair mais alunos brasileiros para suas universidades

O cientista brasileiro Matheus Vargas no laboratório da University of Auckland ao lado de sua supervisora, a professora titular Cather Simpson, diretora do laboratório Photon Factory. Foto: Divulgação/ University of Auckland

Do outro lado do globo e com 4, 9 milhões de habitantes, a Nova Zelândia é um país insular que, por movimentos migratórios históricos e de incentivo do governo, tem a diversidade cultural em seu DNA. A característica é vista nas ruas e nas salas de aula. Manter isso, atraindo alunos de todo o mundo, especialmente para a pesquisa, é uma estratégia econômica e educacional do governo que dá certo: quase metade dos alunos de PhD do país é composta por estrangeiros. Em 2017, foram 125 mil estudantes de fora; 4.807 de PhD.

O cientista carioca Matheus Vargas, 34 anos, é um exemplo disso. Ele se mudou há cinco para a Nova Zelândia, onde terminou, na Univerdiade de Auckland, a graduação e acaba de concluir o doutorado. Com apoio da universidade e da iniciativa privada, criou uma ferramenta de diagnóstico que identifica, a partir de uma gota de leite, quais as propriedades dele e se a vaca está em seu período fértil — uma alternativa aos métodos tradicionais. O “milk on a disk” (leite em um disco) está sendo finalizado para ser comercializado a menos de US$ 500.

— Meu projeto automatizou o processo e diminuiu o custo — diz ele, que atua ainda em um projeto de bitcoin e um app de traduções.

Até o ano passado, 102 brasileiros buscaram a Nova Zelândia para o doutorado em uma das oito universidades no país, todas entre as melhores do mundo. No país, 48% dos pesquisadores de doutorado são estrangeiros, o terceiro maior índice entre as nações da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O percentual tem uma explicação. Em 2005, o governo adotou uma política que permite aos doutorandos internacionais pagar os mesmos valores que os neozelandeses: uma média de 7 mil dólares neozelandeses por ano (cerca de R$ 17.800). O visto permite que o doutorando trabalhe em tempo integral, assim como seu cônjuge. E os filhos têm direito a escola pública. Ao fim, ele pode ficar mais três anos no país, trabalhando legalmente, podendo entrar com pedido de residência permanente.

Procura por diversidade de países

Com as medidas, o número de doutorandos foi de 700 em 2005 para 4.500 em 2017. Agora, o governo busca atrair alunos de outros países, como o Brasil. Hoje, 50% dos estudantes internacionais são da Índia e da China.

— É importante não sermos dependentes desses dois mercados. Então, o Brasil nos dá diversidade — diz Lisa Futschek, diretora-geral da Education New Zealand, do Ministério da Educação. —Além disso, é uma enorme contribuição para nossa comunidade, ensino e também para a economia.
A aproximação com o Brasil vem se dando de diversas formas, como parcerias com universidades como FGV, USP e UNICAMP para, por exemplo, facilitar a adesão ao Programa Institucional de Internacionalização da Capes.

A “educação internacional” é a quarta maior indústria de exportação e o segundo maior setor de exportação de serviços – o primeiro é o turismo. Além da economia, os programas de educação internacional tem o foco no “futuro”.

— Hoje os empregadores procuram pessoas que consigam trabalhar com outras de diferentes culturas, e é o que os pesquisadores e alunos estão conseguindo aqui. O cidadão do século XXI está confortável consigo mesmo e com esse tipo de ambiente, multicultural e diverso — diz Caroline Daley, pró-reitora de pós-graduação da University of Auckland.

Reforma visa construção do aprendizado

A Nova Zelândia passa por uma reforma educacional que também valoriza a diversidade. Em fevereiro de 2018, o governo anunciou a mudança, com um calendário para três anos, priorizando o desenvolvimento de habilidades para o futuro, como resiliência e trabalho em equipe, e não apenas no ensino dividido em disciplinas tradicionais.

O ministro da Educação, Chris Hipkins, quer eliminar as avaliações no ensino primário, por achar que as crianças são muito novas para passar por provas. E toda a Base Nacional Curricular Comum do país será revista. “Um enfoque na padronização e na avaliação nos últimos anos tem agido contra a capacidade de uma educação à prova de futuro”, acredita Hipkins.

Na escola pública Primária Amsburry, em Wellington, a capital, é possível ver os efeitos da reforma. As salas de aula não têm carteiras, tablados ou provas. As crianças recebem, no início da semana, a agenda de seus professores e marcam com eles suas atividades. Se não conseguirem realizá-las, aprendem também.

— Mesmo que eles pareçam livres, têm um cronograma a seguir — diz Ursula Cunningham, vice-diretora da escola. — O desenvolvimento dos alunos é acompanhado pelos tablets em que fazem as tarefas.

O ensino é flexível para garantir que o aprendizado seja “personalizado” e “empoderador”, defende a escola. E a família brasileira de Marina, 9, e Melina, 6, que estudam ali há sete meses, reconhece esse olhar. No início a mais velha teve dificuldades para se adaptar, tendo a língua como um dos desafio. Como estratégia, a escola estimulou seu lado criativo.

— A escola percebeu a dificuldade e o que ela gostava, como o desenho, e passou a trabalhar o aprendizado geral e do inglês — lembra a mãe, Maria Thereza Veludo. – Eles percebem as aptidões da criança e a direcionam.

Por outro lado, os pais temem alguns aspectos deste modelo, como a ausência de provas. Mas percebem como as crianças se desenvolveram rápido com essa metodologia.

— Estamos acostumados com aquele padrão de caderno e avaliações… Então, às vezes, dá a impressão de que não tem conteúdo. Mas é um aprendizado para os pais também — diz o pai, Mauro Veludo.

A repórter viajou a convite da Education New Zealand

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Diego disse:

    O Brasil precisa aprender muito desse país
    MUITO MESMO

Universidades: MPF quer manter ministro Abrahan Weintraub como réu em ação por danos morais coletivos

 Foto: Adriano Machado / Reuters

O Ministério Público Federal (MPF) se posicionou pela manutenção do ministro da Educação, Abrahan Weintraub, na lista de réus da ação civil pública (ACP) por danos morais coletivos decorrentes de condutas praticadas desde que ele assumiu a pasta, em abril deste ano. Além do ministro, a União também foi incluída como réu na ACP, que trata das declarações referentes às universidades públicas. Leia mais no Justiça Potiguar aqui

Aulas suspensas nesta quarta em escolas do RN e universidades em protesto contra bloqueio de verbas da educação

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (Sinte), informa que escolas estaduais do Rio Grande do Norte suspenderam as aulas nesta quarta-feira (15), dia de atos pelo país contra bloqueios na educação. De acordo com o sindicato, professores e servidores aderiram ao protesto.

Segundo o Sinte, a parada “é geral” na rede pública de ensino e atinge também as escolas municipais de todas as cidades do estado.

Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), nos campi do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), e na Universidade Estadual do RN (UERN) as aulas também foram suspensas nesta quarta.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    Esta notícia demonstra claramente como o Sinte trata os professores da rede pública como massa de manobra.
    Docentes de universidades federais e de IFs jamais "deram o cabimento" de parar suas atividades para endossar protestos encabeçados por professores das redes estadual e municipais.
    Neste caso em particular, ponto para Bolsonaro, que apropriadamente classificou os barnabés estaduais e municipais de "idiotas úteis".

  2. Nilvan Rodrigues da Silva disse:

    Todo apoio a luta contra os cortes do orçamento da educação. Todo apoio a juventude, aos trabalhadores e estudantes e aos que lutam. Sou a favor.

  3. joaozinho disse:

    Creio que a maior reforma fiscal seria acabar com o professor que tenha estabilidade. Assim, haveria liberdade administrativa pra rever os gastos e contratar bons professores, todos com CLT. jamais haveria greve…. e aluno jamais seria massa de manobra ou bucha de canhao idiotizado. coitado desses alunos manipulados. Acham que é diversao ficar desempregado..

  4. Lampejao disse:

    As Universidades e ifrs não produzem nada ,é muito dinheiro jogado no ralo,nao vejo ciência nem tecnologia gerada nessas atuais Universidades……tem que investir verba pública onde ha retono……

    • Marcos disse:

      Graças a Deus tudo que se produz esta comprovado cientificamente, basta procurar em locais de referência e em coisas do dia a dia. Basta o Sr. procurar ou comprar medicamentos que hoje ajudam a vida de várias pessoas, são fruto das pesquisas das Universidade que o Senhor infundamente ataca dizendo que não produzem nada. Número contradizem qualquer notícia sem fundamente. Vá em algum IF ou UF e se aprofunde mais, estudo caro amigo.

    • Rodrigo disse:

      Medicamentos desenvolvidos e produzidos a partir de pesquisas das nossa universidades públicas??????
      Kkkkkkkkkkkkkk
      Me cite apenas um! Um único exemplo!
      Simplesmente não existe em toda nossa longa história!
      Sou farmacêutico, já fui professor da UFRN.
      Não existe nenhum medicamento com patente nacional, não é à toa que tivemos que criar a lei do genérico (quebra de patentes).
      Essa balela que você falou já engabelou muita gente, não engabela mais!
      Nossas universidades só criam uma coisa, idiotas úteis, perderam sua finalidade há muito tempo! Curral ideológico, nem sequer defendem o pluralismo de pensamentos e idéias, o básico para qualquer entidade de ensino!
      Não é um movimento pela educação, é um movimento meramente político, das viúvas de Lula.

  5. Roberto disse:

    Poderiam fazer a manifestação no domingo.
    Para não prejudicar quem tem de trabalhar.

    • Marcos disse:

      E o senhor trabalha na Avenida Senador Salgado Filho ? Pensei que era utilizada só passava passagem de veículos automotores.

  6. Luizgonzagabrito filho disse:

    As universidades estão rasgando dinheiro com besteira e na hora de prestar conta todos escondendo a cara, sou universitário e vai ver o dinheiro público sendo jogado pelo ralo, vai lá na UFRN pra ver. Reito viajando e você e secretários gastando com viagens que eles não falam, a mamada tá acabando vão prestar contas dos serviços bam de vagabundos.

    • Marcos disse:

      As contas das instituições de ensino são abertas ao público, procure seus direitos e saibam como funcionam os gastos públicos, ao invés de ficar falando informações sem nenhum fundamento.

  7. #vergonhanacional disse:

    A ratazana é burra DILMA , aquela besta que queria engarrafar vento, cortou verba milionária da educação na sua gestão e não apareceu nenhum 🚬para fazer oposição

    • Marcos disse:

      Cortou, houve reivindicações na época. Entretanto, nesse governo, com o corte atual, não há como continuar o ano letivo. Esse é o problema.

  8. Luizgonzagabrito filho disse:

    Sou a favor da livre manifestação.
    Por que não fazer aos domingos?
    Para que a população não seja prejudicada?

    • Marcos disse:

      No domingo me atrapalha da mesma forma que na semana, não há dia para manifestação.

Números do ENEM revelam que 78% dos alunos do CEI Mirassol foram aprovados em universidades

De acordo com os números do ENEM 2019 contabilizados até o momento, o colégio CEI Mirassol alcançou um percentual de 78% de aprovação de seus alunos no Exame Nacional de Ensino Médio, um desempenho que coloca o estabelecimento de ensino como sendo protagonista de um dos melhores resultados registrados por escolas privadas do Rio Grande do Norte.

A excelência de ensino do CEI Mirassol garantiu aos seus alunos uma performance diferenciada no ENEM, o que resultou na aprovação de estudantes para 14 cursos em universidades públicas federais e estaduais. A aprovação dos alunos envolve cursos como medicina, direito, engenharia civil, engenharia eletrônica e de computação, letras-inglês, CeT, engenharia da computação, tecnologia da informação, odontologia, engenharia de produção, administração, jornalismo, farmácia e engenharia têxtil.
Para marcar a conquista dos alunos e da própria escola, já está sendo veiculada nas redes sociais uma campanha criada pela agência Crioula Propaganda intitulada “Esse é o Meu Momento”.

As peças publicitárias, segundo Corina Amorim, diretora pedagógica do CEI Mirassol, tem como objetivo celebrar um dos momentos mais significativos da vida de professores de alunos, que é a aprovação na universidade. “O excelente resultado é decorrente da metodologia eficaz adotada pela escola. Trabalhamos firmes na preparação e orientação para o Sisu deste ano e o resultado foi mais do que satisfatório”, declara a educadora.

OAB não recomenda curso de Direito das universidades particulares de Natal

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) anunciou, nesta quarta-feira (13), o resultado do ‘OAB Recomenda’, que apresenta os cursos que obtiveram avaliações de excelência no ensino do Direito. No estado, apenas três cursos receberam o selo de qualidade, sendo estes, o curso de direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) – tanto do campus de Natal, quanto do campus de Caicó – e o curso ministrado pela Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN/Mossoró).

Dentre os 1.266 cursos de direito existentes no país e registrados no Ministério da Educação, 139 faculdades e cursos receberam o selo entregue pela entidade. Das 139 faculdades selecionadas, 78 são públicas e 61 privadas.

A avaliação requer que pelo menos 20 alunos da faculdade tenham sido submetidos ao exame da OAB nos últimos três anos. Além disso, é considerada a aprovação de alunos no Exame de Ordem e o seu desempenho no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes).

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. L. JR disse:

    Nem todos ao alunos das universidades públicas são aprovados no exame da oab. Nem todos os alunos das universidades privadas são reprovados no exame da oab.

  2. FRASQUEIRINO disse:

    Muitos profissionais que compõem o Conselho da própria OAB são professores de várias disciplinas do curso de Direito em faculdades particulares do nosso Estado!

  3. cidadão disse:

    Então nada mais justo e coerente a impoluta OAB cancelar os registros do "ADEVOGADOS" inscritos que apresentaram DIPLOMA do curso de Direito emitido pelas universidades e faculdades particulares do RN!

    • Taize Almeida disse:

      Por esse raciocínio aí acima os Juízes e Pomotores de Justiça que se formaram nas particulares também deveriam ser exonerados dos seus cargos e perderem a sua vitaliciedade…Esse comentário carece de fundamentação e embasamento legal. As universidades é que tem que melhorar e o profissional não pode ser penalizado por isso.

    • Bruno Aguiar disse:

      Essa matemática é simples, o próprio exame de ordem filtra os 'adevodagos'.

Ministro do STJ exige que governo negocie sob pena de cassar liminar que prejudica greve dos técnicos-administrativos das universidades

O Ministro Napoleão Maia Nunes, do Superior Tribunal de Justiça, publicou nesta quarta-feira (25) nova decisão sobre a greve dos técnico-administrativos das universidades. Entre vários pontos, determinou a retomadas das negociações, proibiu o desconto dos dias parados, bem como a anotação destes como faltas injustificadas.

Vale ressaltar que esse Ministro foi o mesmo que concedeu a liminar reconhecendo a abusividade da greve e determinando o retorno das atividades sob pena de multa diária de 200 mil reais. Agora, com sua nova decisão, caso o Governo a descumpra, a liminar que prejudica as entidades representativas dos técnicos será cassada.

Clique aqui e veja a nova decisão do Ministro

Veja abaixo relato enviado como Informe Nacional pela Fasubra:

Hoje participamos de uma audiência com Ministro do Superior Tribunal de Justiça Napoleão Nunes Maia Filho, relator da Petição nº 10.536 referente ao ajuizamento de nossa greve. De inicio nossa assessoria apresentou as razões de nossa defesa constante dos embargos impetrados pela Federação.

Este relato foi interrompido pelo Ministro que nos questionou sobre o cumprimento ou não da sentença liminar por ele expedida. Em resposta dissemos que sim, mas que até o momento o governo não havia se manifestado. O Ministro então afirmou que se cumprimos nossa parte, restava então o cumprimento por parte do governo e que deste modo estaria aplicando para nosso caso, o mesmo que aplicou para as demais categorias, ou seja, determinar prazo até 30 de junho para o governo receber a FASUBRA, sob pena de suspensão imediata da Liminar. Quando da saída desta reunião nos deparamos na antessala com a representação da Secretaria de Relações de Trabalho (SRT/MPOG) – Sergio Mendonça e Edina – e os representantes da Advocacia Geral da União (AGU).

Neste momento, ciente da presença da representação do governo, o Ministro Napoleão nos convidou para uma reunião com a representação do governo para buscar um entendimento. Após um tempo de conversa, onde mais uma vez a SRT insistia na tese de cumprimento de acordo e a AGU insistia no cumprimento estrito da Lei, o Ministro Napoleão reafirmou sua decisão de que o governo tem que receber as entidades sindicais e para isto cobrou mais uma vez da SRT uma agenda, sob pena de suspensão da liminar. Em resposta, Sergio Mendonça disse que dependia do MEC e se comprometeu de imediato em buscar aquele ministério.

Desta forma a reunião foi encerrada com o compromisso de Sergio Mendonça buscar de imediato no MEC uma agenda com a FASUBRA, tendo o Ministro reafirmado seu compromisso em despachar nesta tarde os embargos de declaração da Fasubra. Afirmou ainda que o mérito desta petição ainda será objeto de julgamento na Turma de Ministros (04 Juízes). Os próximos passos estarão sendo acompanhados juridicamente por nossa assessoria e politicamente pela Direção da FASUBRA, lembrando que nesta reunião conseguimos apurar que a posição expressa pelo Ministro Napoleão, segundo ele próprio, pode não ser majoritária. no âmbito da Turma de Juízes que apreciará nossa defesa.

Dilma cria 4 novas universidades e amplia institutos militares

A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta quarta-feira (5) a criação de quatro novas universidades no Norte e no Nordeste brasileiros e, ao lado do ministro Aloizio Mercadante (Educação), afirmou que irá ampliar o ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica) e o IME (Instituto Militar de Engenharia).

As leis criam as universidades federais do Cariri, no Ceará, do Sul-Sudeste do Pará, do Oeste da Bahia e do Sul da Bahia. São, ao todo, 38.360 novas vagas em 145 cursos de graduação e pós-graduação.

“Este é um desafio que temos que fazer: ampliar com qualidade e aumentar o número de pessoas com acesso [ao ensino superior]”, disse Dilma, em discurso no Palácio do Planalto. “A gente tem que buscar formas de transformar nossa diversidade não num fator de desigualdade, mas de (…) distribuição de renda e prosperidade do nosso país”, afirmou.

INSTITUTOS MILITARES

Segundo o ministro, o ITA será duplicado em número de vagas e o IME, triplicado. Mercadante não estabeleceu prazos, mas, a partir de 2014, novas vagas já serão criadas em ambos os institutos.

“O ITA aumentará em 60 vagas agora em 2014. E dobra o número de vagas, aumenta em 50% a pós-graduação, o que também é um grande reforço”, disse.

O governo também quer transferir alguns alunos do IME, no campus da Praia Vermelha, na zona sul do Rio, para Mangaratiba, na região metropolitana.

“O IME está comprimido na Praia Vermelha, não tem mais espaço físico. Nós já vamos aumentar mais 30 vagas o curso de engenharia no ano que vem, dentro da Praia Vermelha, e vamos deslocar agora para um novo parque tecnológico de Mangaratiba, para poder triplicar o número de vagas no IME”, continuou Mercadante.

Segundo ele, o Ministério da Defesa, ao qual as instituições estão submetidas, deverá entrar com contrapartidas junto ao MEC. A pasta vai autorizar a entrada do ITA e do IME para atuar no Pronatec (Programa Nacional de acesso ao Ensino Técnico e Emprego) e manterá parcerias com as universidades federais de Santa Catarina, Brasília, Itajubá (MG) e Pará.

Da Folha

Professores elogiam 21º colocação da UFRN no Ranking Universitário da Folha de São Paulo

Lançado na última segunda- feira (03/09), o RUF (Ranking Universitário Folha) é o primeiro ranking de universidades brasileiras. A pesquisa analisou a qualidade da pesquisa e do ensino, a reputação no mercado de trabalho e a inovação nas instituições de ensino.

Para o ranking geral, foram consideradas apenas as universidades, que são instituições mais completas, com ensino e pesquisa em diversos campos do conhecimento. Foram avaliadas 191 universidades distribuídas em 188 posições porque houve alguns empates. A Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN ficou na 21ª colocação geral, em 4º na região Nordeste, atrás da UFPE – Universidade Federal de Pernambuco (10º), UFBA – Universidade Federal da Bahia (12º) e UFC – Universidade Federal do Ceará (18º).

Para o professor Lázaro Bezerra, do Lógico Cursos Aliados – instituição potiguar que prepara os estudantes para ingressar nas Universidades – o resultado da UFRN foi muito positivo. “Nós ficamos em uma ótima colocação, visto que o nosso estado investe poucos recursos para educação e que na avaliação do Ideb – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica nós estamos entre as piores colocações do país”, avalia o educador.

Entre os pontos analisados, Lázaro destaca a média obtida na qualidade de pesquisa – 49,37 pontos. “Esta nota é de extrema relevância e mostra que estamos avançando no campo das pesquisas, em contra partida nossa média em qualidade de ensino – 2,81 aponta aonde a Universidade precisa investir mais”, relata.

O RUF foi criado pelo grupo liderado pelo cienciometrista (área que estuda a produção científica) Rogério Meneghini, em conjunto com a Redação da Folha.

Dilma sanciona lei que reserva 50% das vagas nas federais para alunos de escola pública

A presidente Dilma sancionou nesta quarta-feira, 29, o projeto de lei de autoria da deputada federal Nice Lobão (PSD-MA) que reserva 50% das vagas nas universidades federais a alunos da rede pública. Dilma fez apenas uma alteração no texto aprovado pelo Senado no último dia 7 e determinou que a seleção dos estudantes dentro do sistema de cotas seja feita com base no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A presidente vetou o artigo 2º do texto, que previa que a seleção dos estudantes pelo sistema de cotas seria feita com base no Coeficiente de Rendimento (CR), obtido a partir da média aritmética das notas do aluno no ensino médio.

Dos 50% previstos pela lei, metade será destinada a estudantes cuja renda familiar é igual ou inferior a 1,5 salário mínimo por pessoa. Dentro desse universo de vagas destinadas a alunos oriundos da rede pública serão aplicados também critérios raciais. Estudantes autodeclarados negros, pardos e indígenas terão cotas proporcionais ao número desse grupo de pessoas que vivem no Estado onde está localizada a universidade, com base em dados do mais recente censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não importando a renda per capita do aluno – mas a exigência de terem cursado integralmente em escolas públicas permanece.

Em São Paulo, por exemplo, aproximadamente 30% da população se declara negra, parda ou indígena. Na Bahia, esse número chega aos cerca de 70%. No caso de não preenchimento dessa cota racial, as vagas remanescentes serão ocupadas por estudantes que fizeram todo o ensino médio na rede pública.

Para o diretor da Educafro, frei David Santos, a aprovação da lei é um grande marco para a educação brasileira. “As cotas darão oportunidade a pessoas capacitadas, mas não preparadas tecnicamente”, diz. Segundo ele, já há evidências de que alunos cotistas alcançam o desempenho dos demais já no primeiro ano da faculdade.

A seu ver, um novo debate será trazido à tona: o da meritocracia. “Muito se fala dessa questão, mas vale lembrar que ela pode ser injusta. Uma meritocracia justa é aquela que seleciona alunos distintos por diferentes tipos de avaliação”, diz. Frei David apontou o vestibular com um exemplo claro do que chama de “meritocracia injusta”, uma vez que o exame é aplicado a todo tipo de aluno.

(mais…)

Criticada, Lei das Cotas terá de ser adotada por metade das instituições

A Lei das Cotas, aprovada na terça-feira, dia 7, pelo Senado, exige que 50% das vagas de todos os cursos das federais sejam reservadas a estudantes que cursaram o ensino médio em escola pública. A principal crítica de reitores à decisão do Senado, no entanto, é que, aprovado o projeto, sancionado pela presidente Dilma Rousseff em até 15 dias, haja quebra da autonomia universitária.

As universidades federais terão até quatro anos para se adaptar às novas regras, mas apenas um ano para adotar ao menos 25% do que a lei prevê – ou seja, terão de implementar o modelo único de cotas em uma escala menor. De acordo com levantamento do G1, atualmente, não existe cota social em 27 das 59 universidades federais

A notícia não foi bem recebida, por exemplo, na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), conforme apurou o ‘Estado’ em matéria publicada na semana passada, que tem um dos cursos de Medicina mais bem avaliados e disputados do País. Segundo o reitor, Walter Albertoni, o assunto deveria ficar para a universidade.

O reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Roberto Salles, também criticou a aprovação pelo Senado da reserva de metade das vagas das instituições federais para alunos da escola pública. Ele classificou a decisão como uma “intromissão indevida”.

A Universidade Federal da Bahia (UFBA) precisará de poucos ajustes para adequar seu processo de seleção de alunos ao projeto de lei que prevê a reserva de 50% das vagas para estudantes egressos do ensino médio na rede pública.

Em vigor desde 2004, o sistema de cotas da UFBA reserva 43% das vagas a estudantes que tenham cursado todo o ensino médio – além de pelo menos um ano do ensino fundamental – em escolas públicas. Além disso, oferece 2% das vagas a descendentes de índios. Dentro dos 43% destinados a estudantes da rede pública, 85% das vagas são direcionadas a quem se intitula negro ou pardo, seguindo as proporções da população baiana.

Reitor da Federal do Pará (UFPA), ele ressalta que a uniformidade não é uma boa saída. “Aqui no Pará definimos cota de 50% para escola pública. Mas fomos nós que decidimos e tenho certeza de que essa fórmula não pode ser aplicada em todas.

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam), de acordo com levantamento do G1, é uma das universidades que não oferece sistema de ação afirmativa, e deverá se adequar à nova lei. As vagas oferecidas pela Ufam são divididas igualmente em dois processos seletivos.

A Universidade Federal do Ceará (UFC) pretende se adaptar de forma progressiva à lei. O pró-reitor de graduação da UFC, Custódio Almeida, defende que um terço da cota seja aplicada a cada ano, a partir de 2013. Em 2016, segundo a sugestão de Almeida, a UFC estaria cumprindo a lei, que exige que as universidades estejam adaptadas até este ano.

A UFC aprovou em 2012 5.784 candidatos em 2012, todos por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A universidade nunca adotou sistemas de cota para ingressar na faculdade, mas debateu o assunto em 2006. “Na época houve votação, mas o conselho não aceitou as cotas raciais, em função de não ter havido muita discussão sobre o assunto”, diz Almeida.

A Universidade de Brasília (UnB) informou nesta quarta-feira (8) que uma comissão formada por alunos e professores será criada para discutir a adaptação do sistema de cotas da instituição ao projeto de lei aprovado pelo Senado. A UnB foi a primeira universidade federal a instituir o sistema de cotas raciais e destina, desde junho de 2004, 20% das vagas para candidatos negros.

De acordo com o decano de ensino e graduação da UnB, José Américo Garcia, a adaptação no sistema pode ser feita rapidamente após o fim da greve. “É um processo rápido. Basta apenas a gente deliberar no nosso conselho. Deliberando, eu já consigo implementá-lo e já para 2013, para o próximo vestibular.”

Atualmente, a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e o Instituto Federal do estado (Ifes) trabalham com o sistema de cotas sociais. Na universidade, entre 40% a 45% das vagas de cada curso são reservadas para o candidato que comprovar que cursou apenas a escola pública e ter renda familiar inferior a sete salários mínimos. Já no instituto, 50% das vagas foram distribuídas para estudantes da rede pública.

De acordo com o reitor da Ufes, Reinaldo Centoducate, desde 2008, mais de 5 mil alunos já ingressaram na universidade pelo sistema de cotas sociais. “A Ufes até então empregava exclusivamente a cota social, mas depois que a lei for regulamentada precisaremos estudar como será feito aqui. Acredito que as escolas públicas devem se adequar e oferecer um ensino de excelente qualidade na sua base”, disse.

A aprovação do projeto de lei preocupa o reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira Brasil, para quem a medida interfere na autonomia universitária. “A minha posição enquanto gestor da UFG e vice-presidente da Andifes [Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior] é de que esse modelo traz um componente preocupante sobre a autonomia universitária”, ressalta.

Atualmente, a UFG oferece nos processos seletivos seis mil vagas por ano. A grande maioria dessas vagas é ofertada no vestibular do início de ano. As demais, cerca de 500, são oferecidas no processo seletivo de meio de ano. Ao todo, 80% das seis mil vagas são do vestibular tradicional e 20% do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). “No vestibular tradicional, usamos as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como um dos componentes na nota final”, disse o reitor.

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) reserva 50% das vagas ofertadas em todos os cursos de graduação para cotistas: são 30% das vagas para estudantes que cursavam todo o ensino básico em escolas públicas e 20% para estudantes negros também de escolas públicas. As eventuais vagas remanescentes das cotas para estudantes negros são oferecidas primeiramente para candidatos de escola pública e, caso ainda sobrem, para a ampla concorrência. Em abril deste ano, a UFMT estudava implantar, em 2013, a reserva de 100 vagas por ano para indígenas que tenham estudado em escola pública.

A Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) já reservam 50% das vagas a estudantes de escolas públicas, como prevê o projeto de lei aprovado nesta semana pelo Senado. No caso da UFSJ, dos três critérios propostos na lei – rede de ensino, renda familiar, cor e raça -, a instituição já utiliza dois: rede de ensino e cor e raça.

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) oferece sistema de bônus há quatro anos para estudantes de escolas públicas. De acordo com a assessoria de imprensa da instituição, assim que a lei for sancionada, a UFMG vai começar a trabalhar para se adequar. O edital do vestibular 2013 já foi publicado. O sistema de bônus será oferecido, mas não haverá adoção do Sisu. Na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), na seleção seriada, 60% das vagas são para alunos de escolas públicas. Já no Enem e no Sisu, 40% são para estudantes de instituições públicas.

Duas instituições mineiras não usam sistema de cotas: o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) e a Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Na Paraíba, as instituições federais adotam o sistema de cotas desde o processo seletivo de 2011. Na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), 30% das vagas foram destinadas para candidatos vindos do ensino público. De acordo com o presidente da Comissão Permanente do Concurso do Vestibular da UFPB (Coperve), João Lins, o percentual deve ser aumentado para 35% para o próximo ano e 40% para 2014.

No Instituto Federal da Paraíba (IFPB), foram ofertadas entre 20 e 50% das vagas dos cursos técnicos para candidatos vindos da rede pública, além 5% em todas as unidades para portadores de deficiência física. As cotas do IFPB também atingem o Sisu, com 5% para portadores de deficiência, 60% para quem mora no estado e 20% para os candidatos nascidos em Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará.

A Universidade Federal da Paraíba (UFCG) é a única instituição federal na Paraíba que não utiliza o sistema de cotas. De acordo com sua assessoria, todo o processo seletivo é feito através do Enem. Com a iminente aprovação da cota em 50%, o colegiado na universidade irá se reunir em 2013 para discutir o sistema de cotas na UFCG.

No estado, a Universidade do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina, já adota essa porcentagem de cotas desde 2010. Enquanto isso, as universidades Federal de Pernambuco (UFPE) e Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) preferem aguardar a sanção da presidente antes de iniciarem o sistema de cotas sociais.

Em seu último vestibular, a UFPE ofereceu 6.492 vagas, das quais 34% foram conquistadas por alunos de instituições públicas. Segundo a assessoria, a seleção da UFPE apresenta um sistema onde alunos da rede pública de ensino recebem acréscimo de 10% em suas notas, mas isso só interfere na quantidade de vagas ocupadas quando as notas dos alunos já estão próximas à média de aprovação de seus cursos.

A UFRPE também dá bônus de 10% na nota de alguns estudantes, desde que eles tenham feito o ensino médio no Agreste ou no Sertão pernambucano, e que escolham estudar na própria região. No vestibular 2012, a instituição ofereceu 3.240 vagas, divididas em 1.960 no Recife, 560 em Garanhuns e 720 em Serra Talhada. Atualmente, todas as vagas da Rural são preenchidas através do Sisu.

O vestibular 2013 da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) não obedecerá a lei de cotas sociais aprovada pelo Senado. A decisão da presidenta da Comissão Permanente de Vestibular (Comperve), Magda Pinheiro, só poderá ser revertida se a instituição for acionada judicialmente. Ela explicou que o edital do concurso já havia sido lançado quando o texto-base da lei de cotas sociais foi aprovado pelos senadores e, além disso, irá aguardar o posicionamento de Dilma Rousseff quanto à sanção parcial ou integral do projeto de lei ou, ainda, a possibilidade de veto total ao conteúdo original apreciado pelo Senado.

A presidenta da Comperve explicou que, desde 2006, a UFRN seleciona estudantes utilizando o argumento de inclusão, que consiste numa bonificação de 10% no argumento final do candidato oriundo de escola pública.

Apesar da aprovação da lei no Senado na última terça-feira, as universidades do Rio Grande do Sul ainda não traçaram o plano para se enquadrar na nova regra. O assunto deve começar a ser tratado somente depois da sanção presidencial. No último vestibular, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) reservou 30% das vagas para estudantes vindos do ensino público e autodeclarados negros. Também são disponibilizadas 10 vagas anuais para indígenas, que participam de um vestibular diferenciado.

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) separa cotas de 15% para autodeclarados negros, 5% para portadores de necessidades especiais e 20% para alunos da rede pública. Também há 10 vagas para indígenas. A direção da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) afirmou que ainda não faz reserva de vagas, e que o Conselho Superior se reunirá na próxima segunda-feira (13) para discutir as mudanças com a nova lei.

A Universidade Federal de Rio Grande (Furg) não reserva vagas, mas, através do Programa de Ação Inclusiva (Proai), dá pontos extras na nota final de estudantes que cursaram o ensino público ou que são portadores de deficiência.

As duas instituições federais de ensino no estado de Rondônia, a Universidade Federal (Unir) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (Ifro), também terão que se adaptar à nova regra. Atualmente, a Unir não admite nenhum aluno através do sistema de cotas, enquanto que o Ifro tem 70% de suas vagas destinadas a alunos de condições diversas, mas não por cotas.

Em 2012, a Unir selecionou 2.400 estudantes pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), sem que nenhuma vaga seja destinada para cotas. “A questão de receber o sistema de cotas chegou a ser discutida há dois anos, mas não chegou a ser implantado”, afirmou o pró-reitor de graduação, Jorge Coimbra de Oliveira. No primeiro semestre de 2012 o Ifro disponibilizou 1.720 mil vagas pelo vestibular tradicional, entre os cursos técnicos de nível médio e de graduação. Pelo Sisu foram oferecidas 16 vagas neste ano. O Ifro destinou 10% das vagas para candidatos que fizeram o fundamental na Educação de Jovens e Adultos (EJA), outros 10% para candidatas participantes do Programa Mulheres Mil em Jequitibá e 50% para produtores rurais, agricultores familiares e lavradores.

Santa Catarina possui duas instituições federais de ensino afetadas pelo projeto de lei aprovado pelo Senado. Na UFSC, 20% das 3.239 vagas no vestibular 2012 foram destinadas a candidatos que cursaram integralmente o ensino fundamental e médio em escolas públicas e 10% a candidatos que se autodeclararam negros ou pardos e também tenham cursado os ensinos fundamental e médio em colégios públicos.

Já no IFSC, metade das 544 vagas foram destinadas a candidatos que estudaram todo o ensino médio em escola pública, e 10% a negros que cursaram todo o ensino médio em escola pública. Caso essas vagas não fossem preenchidas pelos candidatos a quem eram destinadas, elas seriam ocupadas por aqueles que não optaram pelas ações afirmativas. De acordo com o coordenador do Departamento de Ingresso do IFSC, André Soares Alves, afirma que o IFSC vai aguardar a sanção presidencial para ver como vai ficar a distribuição das cotas.

O Instituto Federal de Sergipe (IFS), atualmente, já trabalha com o sistema de cotas sociais. No último processo seletivo tradicional e dos cursos de graduação e técnicos ofertados pela instituição, 200 vagas foram ofertadas. No Sisu, o instituto ofereceu 145 vagas para cursos de graduação presenciais. Destas, 5% foram para pessoas com baixa renda e 5% para pessoas que cursaram a escola pública durante o ensino médio.

O pró-reitor de ensino da instituição, José Adelmo Menezes de Oliveira, afirma que o IFS ainda fará uma reunião para decidir como se adaptará à nova lei.

Fonte: Estadão

MEC suspende 250 vagas do curso de Direito da UNP

O Ministério da Educação suspendeu cerca de 11 mil vagas de 136 cursos de Direito que tiveram resultados insatisfatórios em avaliações da pasta. A medida, publicada no “Diário Oficial da União” desta quinta-feira, atinge graduações que obtiveram CPC (Conceito Preliminar de Curso) 1 ou 2 em 2009.

A maioria dos cursos que tiveram vagas reduzidas é de São Paulo. No Rio, as graduações de Direito da Universidade Salgado de Oliveira (Universo) em Niterói e Campos do Goytacazes perderam 720 vagas. A unidade da Universo de Belo Horizonte perdeu outras 300. Em Natal a Universidade Potiguar teve 250 vagas reduzidas.

LEIA MAIS: Veja a relação de cursos atingidos

O indicador avalia a qualidade do ensino oferecido a partir da nota obtida pelos alunos no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), a titulação e o regime de trabalho do corpo docente e a infraestrutura. Os resultados 1 e 2 são considerados insatisfatórios; o 3 é tido como razoável, e as notas 4 e 5 são boas.

 

 

UFRN e Ufersa em GREVE

Os servidores da UFRN e da Ufersa deflagrarão greve na segunda-feira (6). A decisão foi tomada na plenária nacional da  Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), realizada  em Brasília.

Dos 63 votos foram favoráveis à greve na segunda-feira. Completando o placar, 61 foram contrários, além de uma abstenção.

A categoria reivindica os seguintes pontos:

– Piso de três salários mínimos e step 5%;
– Racionalização de cargos;
– Rreposicionamento de aposentados;
– Mudança no Anexo IV (incentivos de qualificação);
– Devolução do vencimento básico complementar absorvido;
– Isonomia salarial e de benefícios;

A Assembleia de deflagração da greve no Rio Grande do Norte será segunda-feira, às 8h30, na reitoria da UFRN.

* Fonte: Sintest-RN e Tribuna do Norte

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ronaldo dias da Silva disse:

    Este movimento vem num momento oportuno,principalmente para nós auxiliares de enfermagem, precisamos demonstrar que estamos em desvio de função, realizando atividades semelhantes aos técnicos, isto devido ás novas diretrizes basicas da educação,que exige segundo grau completo e qualificação para tecnico de enfermagem através de cursos de modularização,até o momento não reconhecido pelo mec ,autor desta lei.