Saúde

De Alzheimer a diabetes e acne, novos estudos mostram dez benefícios do consumo do vinho tinto

Foto: Marcelo de Jesus / Agência O GLOBO

Não é de hoje que o vinho tinto é apontado pela ciência como um protetor para a saúde cardíaca. A fonte maior dos benefícios vem de um composto que aparece em abundância na natureza, os polifenóis. Nas plantas ele desempenha o papel de proteção contra o sol, insetos e microrganismos. No corpo humano, atua principalmente no combate aos radicais livres, as moléculas que causam o envelhecimento.

O principal polifenol do vinho é o resveratrol, mas há outros, como os taninos, os flavonoides, a quercetina, a antocianina e o ácido elágico, encontrados em menor quantidade.

De uns tempos para cá, no entanto, pesquisas passaram a identificar efeitos até pouco inimagináveis, como a prevenção de espinhas e a redução do risco de doenças neurodegenerativas. Alguns desses mecanismos estão relacionados aos radicais livres, outros, não. Mas todos têm em comum os polifenóis.

Além disso, o álcool em si contribui para evitar a sobrecarga nas artérias. Segundo estudo de pesquisadores do Kingston General Hospital, da Queen’s University, no Canadá, e publicado na revista científica da Associação Americana do Coração, os polifenóis do vinho relaxam a parede das artérias e evitam a agregação plaquetária, reduzindo assim o risco de aterosclerose, trombose e hipertensão.

Doses moderadas para garantir o efeito

Os benefícios, no entanto, só são identificados com doses moderadas da bebida. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), isso significa a ingestão diária de 90ml por mulheres e 180ml por homens — uma e duas taças, respectivamente. A diferença na quantidade se deve ao fato de que o organismo feminino absorve mais rapidamente a bebida. Isso ocorre porque elas produzem quantidades menores de uma enzima chamada álcool desidrogenase (ADH), que é liberada pelo fígado e usada para metabolizar o álcool.

— O vinho também tem vantagem sobre outras bebidas, já que geralmente é consumido junto com a comida, o que reduz o risco do uso excessivo — destaca Antonio Carlos do Nascimento, médico endocrinologista e escritor do livro “Vinho: saúde e longevidade”.

Doses acima do volume recomendado pela OMS podem ter o efeito contrário no corpo. O consumo exagerado está ligado a vários problemas de saúde, como cirrose hepática, impotência sexual, hipertensão e até mesmo câncer, além do risco de dependência química.

Os vinhos com maior quantidade de polifenóis são os tintos e não necessariamente ele deve custar alto.

— Os mais densos, como os feitos da uva Tannat, são os melhores para a saúde. O vinho mais barato que não fica envelhecendo tem mais benefício para a saúde se comparado com vinhos caros que ficam reservados por anos e vão perdendo elementos neste tempo, embora melhorem no sabor — destaca o endocrinologista.

O suco de uva

Os polifenóis são encontrados também no suco de uva integral, mas em menor quantidade do que no vinho tinto. O motivo está na preparação da bebida: na fabricação do suco de uva, a fruta é aquecida e macerada para liberar o sumo, passando pouco tempo em contato com a casca, região que concentra a maior quantidade de polifenóis. Já na produção do vinho, o líquido que vai para a fermentação inclui as cascas da uva, aumentando o tempo de contato.

Quem tem algum tipo de restrição ao vinho, vale substituir por suco de uva integral. Pesquisadores do Centro de Pesquisa em Alimentos da Fapesp desenvolveram uma técnica que aumenta a concentração de resveratrol na uva, elevando em até 70% o teor da substância no suco de uva, o que tornaria os benefícios do suco bem semelhantes ao do vinho.

O consumo de vinho cresceu no Brasil

Segundo dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o consumo de vinho no Brasil cresceu 18,4% em 2020. O país passou de 360 milhões de litros, em 2019, para 430 milhões no ano passado, o maior aumento entre os países associados à entidade, a maior do setor.

Em 2020, o brasileiro bebeu, em média, 2,6 litros de vinho no ano. Em 2019, esse número era de 2 litros ao ano por pessoa.

O aumento no país está associado ao isolamento social provocado pela pandemia da Covid-19 — a facilidade de comprar vinhos online e o maior tempo em casa favoreceu.

No mundo, os Estados Unidos lideram o consumo em números absolutos, com 3,3 bilhões de litros por ano. Já os líderes no consumo per capita são os imbativeis Portugal (51,9 litros per capita ao ano), Itália (46,6 litros) e França (46 litros).

Top 10 dos benefícios do vinho tinto

1. Ajude a combater o Alzheimer

Um copo de vinho ao dia pode reduzir o risco de desenvolver a doença, que é neurodenegerativa.A bebida deixa em nosso intestino compostos antioxidantes únicos que são capazes de proteger os neurônios cerebrais de danos.

2. Aumenta a densidade óssea

O vinho tinto é rico em silício, um mineral essencial para o bom funcionamento do corpo humano que contribui para a densidade mineral óssea, ajudando a reduzir o risco de desenvolver doenças como a osteopenia e a osteoporose. Além disso, ajuda estimula a produção de colágeno, substância com poder rejuvenescedor natural, atuando com ótimo potencial na regeneração de tecidos.

3. Impulsiona o sistema imunológico

O resveratrol aumenta a capacidade do corpo de criar moléculas anti-inflamatórias, o que pode levar a uma melhora no sistema imunológico. O antioxidante ajuda as bactérias intestinais saudáveis a florescer, estimulando a produção de células T e aumentando a resposta imunológica do corpo.

4. Ajuda a reduzir o risco de diabetes tipo 2

O resveratrol melhora a sensibilidade à insulina, hormônio secretado pelo pâncreas, com importante função no metabolismo dos carboidratos no sangue. Isso ajuda o corpo a reduzir seus níveis de açúcar, evitando o diabetes do tipo 2.

5. Reduz acne

O resveratrol consegue inibir o crescimento de algumas bactérias que contribuem para o aparecimento das espinhas.

6. Afia o raciocínio

A bebida tem sido associada à uma melhora na função cognitiva de homens e mulheres, sobretudo acima dos 50 anos. Ela atua na formação de novas memórias, aprendizado, vocabulário e emoções.

7. Mantém o coração forte

A bebida está associada a um menor risco de morte por doenças cardíacas — o consumo moderado pode diminuir em até 50% o risco de doença isquêmica do coração, por exemplo. Isso ocorre porque os polifenóis promovem a vasodilatação das artérias e diminuem a agregação plaquetária, reduzindo o risco de hipertensão.

8. Ajuda a reduzir os níveis de colesterol ruim

O perfil lipídico dos polifenóis reduz as chances do LDL (colesterol ruim) de oxidar, que é o principal fator causador da aterosclerose. Em contrapartida, as substâncias encontradas no vinho aumentam a concentração da apolipoproteína, a principal proteína do HDL, o colesterol bom.

9. Reduz o risco de AVC

Atua como um anticoagulante natural, ajudando a quebrar os coágulos sanguíneos que podem entupir as artérias e causar um acidente vascular cerebral (AVC).

10. Promove vida longa

A descoberta veio dos estudos que analisaram os benefícios da dieta mediterrânea, baseada no consumo de alimentos frescos e naturais como azeite, frutas, legumes e cereais. Mas no centro dela está o vinho. Os polifenóis ativam uma proteína que atua como um agente antienvelhecimento, o que explica por que as pessoas que seguem a dieta por anos tendem a viver mais, ser mais felizes e saudáveis.

Fontes: Estudos publicados no periódico científico da Associação Americana do Coração; estudos da Queen’s University, no Canadá; pesquisa da Universidade de Chieti-Pescara, na Itália; e Universidade da Georgia, nos EUA.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Os estudos concluíram que o Don bosco é o mais eficiente contra esses males, já os de 40 reais pra cima é só pra enganar os bestas. Hehehe

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

RN pode perder até R$ 232,6 bilhões sem regulamentação para data centers

Foto: Alex Régis

O Rio Grande do Norte pode deixar de captar até R$ 232,6 bilhões em investimentos em data centers caso não avance na criação de uma regulamentação competitiva para o setor. A estimativa, da Comissão de Energias Renovaveis da Fiern (Coere), considera projetos de grande porte. Conforme o setor produtivo, o estado pode perder espaço na disputa com outras unidades do Nordeste que já avançaram na definição de regras e na atração desses empreendimentos. Os dados da Coere, baseados em projeto de 1 GW por ano, indicam o potencial econômico perdido pelo RN sem regulamentação específica para o setor.

De acordo com as estimativas, o estado pode deixar de captar até R$ 232,6 bi em investimentos, considerando os aportes em infraestrutura, equipamentos e energia. O impacto também se reflete na geração de empregos, com potencial de até 53.670 postos diretos e indiretos.

Também há efeitos na arrecadação. O RN pode deixar de arrecadar cerca de R$ 497,6 milhões por ano em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) potencial bruto (20%), considerando a renda gerada pelos empreendimentos. Em um cenário conservador, com aproveitamento de 50%, a perda estimada na fase operacional chega a aproximadamente R$ 248,8 milhões ao ano.

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) analisa uma minuta para regulamentar o licenciamento desses sistemas, mas o RN ainda fica atrás de estados vizinhos em termos de agilidade normativa. Além da questão ambiental, o setor aponta a necessidade de definição sobre tributação, como o ICMS, e regras para uso da rede elétrica durante o carregamento de sistemas de armazenamento de energia em baterias (Battery Energy Storage Systems – BESS).

A resolução sobre a implementação de BESS e data centers foi incluída na pauta da 101ª reunião ordinária do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Conema), prevista para o dia 14 de abril de 2026. O processo ainda depende do atendimento, por parte do Idema, a ajustes solicitados pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) na minuta da resolução.

Sérgio Azevedo, presidente da Coere, afirma que o RN ainda não conseguiu converter esse potencial em um ambiente regulatório moderno, previsível e competitivo. “O Rio Grande do Norte ainda está atrasado nessa agenda. E isso é preocupante, porque estamos falando de dois segmentos estratégicos para o futuro da economia: data centers e armazenamento em baterias”, defende.

Para a comissão, a ausência de regulamentação tem afastado investidores do estado, já que a decisão de investir não depende apenas da disponibilidade de energia, mas também de segurança jurídica.“Quando a regulamentação demora demais, o estado já começa a perder”, pondera Azevedo. O Ceará, por exemplo, é o terceiro do Brasil com maior número dessas estruturas, com 12 unidades instaladas, segundo a plataforma Data Center Map. Na região, a Bahia conta com um data center, Pernambuco com três e a Paraíba com dois.

Tribuna do Norte

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Trânsito

Paralisação do transporte rodoviário intermunicipal nesta segunda-feira (6)

Foto: Reprodução 

O sistema intermunicipal começou a ser paralisado ao longo da manhã desta segunda-feira (6) por ordem do SINDICATO DOS RODOVIÁRIOS (SINTRO/RN) em virtude do atraso de salários; As empresas, por sua vez, alegam que o custo do diesel tem tornado a operação deficitária, uma vez que não contam com subsídio por parte do Governo do Estado;
A paralisação é de todo o sistema de transporte, envolvendo linhas de ônibus e de alternativos que atuam no transporte intermunicipal, por ordem do SINTRO/RN;
Ônibus estão sendo recolhidos às garagens gradativamente;
A paralisação ocorre tanto nas linhas metropolitanas, quanto nas rodoviárias de longa distância;
Não há previsão oficial para retomada do serviço.

Quem é responsável pelo sistema
A gestão do transporte intermunicipal é do Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte;
O órgão é vinculado ao Governo do Estado, através da Sec de Infraestrutura.

Por que o sistema entrou em colapso
Aumento expressivo no preço do diesel nas últimas semanas;
Custos operacionais considerados insustentáveis pelos operadores;
Ausência de subsídio direto por parte do Governo do Estado;
Falta de medidas emergenciais para manter a operação.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

TCE suspende contrato do Nogueirão e aponta suspeitas de irregularidades na gestão Alysson Bezerra

Foto: Reprodução 

A contratação realizada pela gestão do prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra, para a construção do novo Estádio Nogueirão e do Centro Administrativo Municipal foi suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) após identificação de indícios graves de irregularidades no processo licitatório.

A decisão ocorre após auditoria da Diretoria de Controle de Infraestrutura e Meio Ambiente (DIA), que apontou falhas que vão desde o descumprimento de exigências legais até a inviabilidade econômica do modelo proposto. Diante dos achados, a equipe técnica recomendou medida cautelar para suspensão imediata da licitação.

Entre as principais irregularidades identificadas está o não envio da documentação ao TCE com antecedência mínima de 120 dias, prazo obrigatório para análise prévia de legalidade. A auditoria também constatou a ausência de uma Matriz de Alocação de Riscos no edital — item exigido pela nova Lei de Licitações — o que compromete a segurança jurídica do processo e afasta potenciais investidores.

Outro ponto considerado crítico é a falta de fundamentação dos valores apresentados. Segundo o TCE, não há memória de cálculo nem pesquisa de mercado que justifique os preços e avaliações imobiliárias utilizados na modelagem do projeto.

A análise financeira do contrato acendeu ainda mais o alerta da Corte de Contas. Os cálculos indicam que seriam necessários 333 meses — quase 28 anos — apenas para amortizar o investimento inicial, sem qualquer pagamento de outorga ao município nesse período. Considerando uma taxa de retorno de 8%, o modelo projetado geraria prejuízo estimado de R$ 12 milhões ao investidor.

“O empreendimento se mostra completamente inviável”, aponta o relatório técnico, destacando que o contratado teria como resultado um prejuízo significativo ao longo da execução.

O contrato prevê uma concessão de 35 anos à iniciativa privada, com investimento estimado em R$ 40,9 milhões. Em contrapartida, parte de um terreno público seria permutada para viabilizar a construção do Centro Administrativo de Mossoró — operação que também entrou no radar do TCE pela falta de justificativas técnicas consistentes.

Além disso, o Tribunal alertou que a ausência de documentos inviabilizou o acompanhamento adequado do processo, configurando risco à legalidade da contratação e possibilidade de danos ao erário.

Com a decisão, o processo licitatório fica suspenso até nova deliberação do TCE, aumentando a pressão sobre a gestão municipal e colocando sob questionamento um dos principais projetos estruturantes da administração Alysson Bezerra.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

Irã descarta reabrir Estreito de Ormuz em troca de cessar-fogo temporário

Foto: Stringer/Anadolu via Getty Images

Autoridades do Irã indicaram que não há disposição para reabrir o Estreito de Ormuz em troca de um cessar-fogo temporário no conflito em andamento na região.

Segundo um alto funcionário iraniano, o país avalia que os Estados Unidos ainda não demonstraram compromisso com um acordo definitivo, o que dificulta qualquer avanço nas negociações imediatas.

Uma proposta apresentada pelo Paquistão prevê um acordo em duas etapas, com um cessar-fogo inicial seguido por um entendimento mais amplo em até 20 dias. O plano, no entanto, ainda está sendo analisado por Teerã, que resiste a pressões externas e prazos considerados rígidos.

A tensão aumentou após ameaças do presidente Donald Trump, que condicionou novos ataques à reabertura da passagem estratégica, essencial para o fluxo global de petróleo e gás.

Enquanto as negociações avançam lentamente, a região segue sob instabilidade, com novos bombardeios registrados e impactos diretos no mercado energético mundial, já que o bloqueio do estreito afeta uma das principais rotas comerciais do planeta.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Lula articula no STF para tentar anular quebra de sigilo de Lulinha

Foto: Reprodução

Movimentações nos bastidores indicam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca reverter no Supremo Tribunal Federal a decisão que autorizou a quebra de sigilo do filho, Fábio Luís Lula da Silva, no âmbito das investigações relacionadas ao caso do INSS.

A medida foi determinada pelo ministro André Mendonça, a partir de pedido da Polícia Federal do Brasil, e envolve dados bancários, fiscais e telemáticos. Interlocutores apontam que há pressão para que a decisão seja revista dentro da própria Corte.

Nos bastidores políticos, aliados do governo também comemoraram o enfraquecimento da comissão parlamentar que tratava do tema, após a desarticulação da CPMI do INSS e a não prorrogação dos trabalhos. A movimentação foi interpretada como uma vitória estratégica para o Planalto.

Relatos indicam ainda que o presidente acompanhou de perto as articulações políticas nas últimas semanas, cobrando atuação de parlamentares do PT para barrar o avanço das investigações no Congresso.

O caso segue em disputa tanto no campo político quanto jurídico, com expectativa de novos desdobramentos envolvendo decisões do STF e possíveis recursos relacionados à quebra de sigilo.

Com informações do Diário do Poder

Opinião dos leitores

  1. Uma verdadeira vergonha,sinceramente esse país está sem rumo,o que me admira é assistir pessoas instruídas apoiar esse governo,os analfabetos eu até que relevo,os que tem maiores nível de sabedoria passa a ser piores que os demais.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Eduardo Bolsonaro elogia PF em casos Master e INSS, mas nega mérito ao governo Lula

Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro avaliou positivamente a atuação da Polícia Federal do Brasil nas investigações envolvendo o Banco Master e o INSS, mas criticou o governo do presidente Lula, afirmando que não há mérito da atual gestão no avanço das apurações.

A informação é do colunista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles. Na avaliação do ex-parlamentar, o trabalho recente da PF contribui para recuperar a credibilidade da instituição, que, segundo ele, teria sido afetada por decisões ligadas ao Supremo Tribunal Federal, especialmente sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Eduardo também contestou a autonomia da corporação no cenário atual, defendendo que, durante o governo de Jair Bolsonaro, a Polícia Federal teria atuado com mais independência. Para ele, hoje haveria influência política nas investigações.

Ao comentar a quebra de sigilo do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, o ex-deputado afirmou que a medida só ocorreu por pressão da CPI e da opinião pública, e não por iniciativa do governo federal.

As declarações foram feitas em meio ao embate político sobre a condução das investigações, que também envolve críticas de aliados do governo e discussões sobre a independência das instituições no país.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esporte

Laguna estreia com empate na Série D após reação no segundo tempo

Foto: Raphael Oliveira

O Laguna iniciou sua caminhada na Série D do Campeonato Brasileiro com empate em 1 a 1 diante do Central Sport Club, em duelo disputado na tarde deste domingo (5), pelo Grupo 8 da competição.

A equipe pernambucana saiu na frente ainda no primeiro tempo. Aos 12 minutos, o atacante Luiz Paulo aproveitou cruzamento de Jackson, se antecipou à marcação e abriu o placar para o time de Caruaru.

Na volta do intervalo, o Laguna conseguiu reagir rapidamente. Em lance dentro da área, o goleiro Milton Raphael se chocou com o atacante Natanael, e o árbitro marcou pênalti. Na cobrança, Erivélton bateu com tranquilidade para deixar tudo igual.

Com o resultado, o time potiguar soma seu primeiro ponto na competição nacional e aparece na quarta colocação do grupo após a rodada inicial.

O próximo compromisso será no domingo (12), às 16h, contra o ABC Futebol Clube, no Estádio Frasqueirão, em Natal.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Família de Moraes comprou R$ 23,4 milhões em imóveis nos últimos cinco anos e triplicou patrimônio

Foto: Divulgação/STF

Levantamento com base em registros de cartório aponta que o ministro do STF Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, ampliaram de forma significativa o patrimônio imobiliário nos últimos anos.

Atualmente, o casal possui 17 imóveis avaliados em cerca de R$ 31,5 milhões. Desde 2017, quando Moraes assumiu uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, o crescimento patrimonial chega a 266%, considerando que, à época, os bens somavam R$ 8,6 milhões distribuídos em 12 propriedades.

A maior parte da expansão ocorreu nos últimos cinco anos, período em que foram investidos R$ 23,4 milhões na aquisição de imóveis em cidades como Brasília e São Paulo, com pagamentos realizados à vista, segundo os documentos.

Os dados também indicam que, ao longo de quase três décadas, o casal realizou compras que totalizam R$ 34,8 milhões em 27 imóveis, embora parte deles tenha sido vendida posteriormente. Isso explica a diferença em relação ao patrimônio atual.

Boa parte das aquisições recentes foi feita por meio do Lex Instituto de Estudos Jurídicos, empresa utilizada para administração dos bens da família. A sociedade é formada por Viviane e os filhos do casal, enquanto Moraes não aparece formalmente como sócio, embora o regime de comunhão parcial de bens inclua o patrimônio no conjunto familiar.

Entre os negócios mais relevantes estão a compra de uma mansão no Lago Sul, em Brasília, por R$ 12 milhões, e imóveis de alto padrão em São Paulo e Campos do Jordão. As transações incluem pagamentos elevados feitos por transferência bancária e PIX.

Além da evolução patrimonial, também houve crescimento na atuação profissional do escritório Barci de Moraes Advogados, comandado por Viviane. O volume de processos em tribunais superiores aumentou nos últimos anos, assim como contratos firmados com instituições financeiras.

Procurados, Moraes e Viviane não se manifestaram sobre os dados até o momento.

Com informações do Estadão

Opinião dos leitores

  1. E o problema era os imóveis que todo mundo que tem o sobrenome Bolsonaro comprou no período de 30 anos

  2. Funcionário público federal nomeado e uma advogada sem muita relevância.
    Queria aprender essa mágica.
    Em quanto isso, um caba deu 500 contos pro evento do 8 de janeiro, tá condenado a 14 anos de prisão.
    Que doideira?
    Brasil sil sil sil…

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Senado banca R$ 2,5 milhões em passagens de executiva para viagens internacionais

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Levantamento com base em dados oficiais aponta que o Senado Federal do Brasil destinou cerca de R$ 2,5 milhões para custear passagens em classe executiva para parlamentares em missões internacionais ao longo de 2025.

A informação é do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles. Entre os maiores gastos estão os senadores Irajá Abreu, Ciro Nogueira e Eudócia Caldas. Juntos, os três somaram aproximadamente R$ 197 mil em bilhetes nessa categoria.

Um dos casos de maior custo ocorreu em outubro, quando Irajá viajou para Moscou, na Rússia, com despesas de cerca de R$ 68 mil. Já Ciro Nogueira desembolsou R$ 67,4 mil em passagens para Nova York, onde participou de um evento internacional. No caso de Eudócia, a viagem à China, com visitas técnicas a centros de pesquisa e hospitais, custou R$ 61,5 mil.

As regras da Casa permitem que despesas com transporte aéreo, tanto no Brasil quanto no exterior, sejam custeadas pelo Senado quando se tratam de missões oficiais. A responsabilidade pela emissão e escolha das passagens é do próprio parlamentar.

Apesar de não haver uma proibição explícita quanto à classe dos bilhetes, há uma orientação para que sejam escolhidas opções consideradas mais vantajosas, levando em conta critérios como economia de recursos, conveniência parlamentar e limites orçamentários.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Banco Central impõe sigilo de 8 anos sobre documentos do caso Banco Master

Foto: REUTERS/Adriano Machado

Documentos ligados à liquidação extrajudicial do Banco Master foram classificados como secretos pelo Banco Central do Brasil, com prazo de sigilo estabelecido em oito anos. A restrição foi confirmada em resposta a um pedido feito via Lei de Acesso à Informação (LAI).

A justificativa apresentada pela autoridade monetária aponta que a divulgação imediata poderia afetar a estabilidade financeira, econômica e monetária do país. A decisão de classificar os documentos partiu do presidente do BC, Gabriel Galípolo, ainda em novembro de 2025, o que estende o sigilo até novembro de 2033.

Além da questão econômica, o Banco Central também argumenta que o acesso público às informações poderia comprometer atividades de inteligência e investigações em andamento, especialmente aquelas relacionadas à prevenção e repressão de irregularidades no sistema financeiro.

O tema, no entanto, já entrou no radar do Tribunal de Contas da União. O ministro Jhonatan de Jesus solicitou à autoridade monetária que detalhe quais trechos realmente precisam permanecer sob sigilo ou se há possibilidade de liberação parcial dos documentos.

A liquidação do Banco Master foi decretada em novembro de 2025 após a identificação de uma grave crise de liquidez e violações às normas do Sistema Financeiro Nacional. Na ocasião, além do banco principal, outras instituições do conglomerado também foram atingidas pela medida.

Mesmo representando uma fatia pequena do sistema financeiro, o caso levantou preocupações sobre governança e fiscalização, o que mantém o tema em evidência entre órgãos de controle e no debate público.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *