Saúde

De Alzheimer a diabetes e acne, novos estudos mostram dez benefícios do consumo do vinho tinto

Foto: Marcelo de Jesus / Agência O GLOBO

Não é de hoje que o vinho tinto é apontado pela ciência como um protetor para a saúde cardíaca. A fonte maior dos benefícios vem de um composto que aparece em abundância na natureza, os polifenóis. Nas plantas ele desempenha o papel de proteção contra o sol, insetos e microrganismos. No corpo humano, atua principalmente no combate aos radicais livres, as moléculas que causam o envelhecimento.

O principal polifenol do vinho é o resveratrol, mas há outros, como os taninos, os flavonoides, a quercetina, a antocianina e o ácido elágico, encontrados em menor quantidade.

De uns tempos para cá, no entanto, pesquisas passaram a identificar efeitos até pouco inimagináveis, como a prevenção de espinhas e a redução do risco de doenças neurodegenerativas. Alguns desses mecanismos estão relacionados aos radicais livres, outros, não. Mas todos têm em comum os polifenóis.

Além disso, o álcool em si contribui para evitar a sobrecarga nas artérias. Segundo estudo de pesquisadores do Kingston General Hospital, da Queen’s University, no Canadá, e publicado na revista científica da Associação Americana do Coração, os polifenóis do vinho relaxam a parede das artérias e evitam a agregação plaquetária, reduzindo assim o risco de aterosclerose, trombose e hipertensão.

Doses moderadas para garantir o efeito

Os benefícios, no entanto, só são identificados com doses moderadas da bebida. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), isso significa a ingestão diária de 90ml por mulheres e 180ml por homens — uma e duas taças, respectivamente. A diferença na quantidade se deve ao fato de que o organismo feminino absorve mais rapidamente a bebida. Isso ocorre porque elas produzem quantidades menores de uma enzima chamada álcool desidrogenase (ADH), que é liberada pelo fígado e usada para metabolizar o álcool.

— O vinho também tem vantagem sobre outras bebidas, já que geralmente é consumido junto com a comida, o que reduz o risco do uso excessivo — destaca Antonio Carlos do Nascimento, médico endocrinologista e escritor do livro “Vinho: saúde e longevidade”.

Doses acima do volume recomendado pela OMS podem ter o efeito contrário no corpo. O consumo exagerado está ligado a vários problemas de saúde, como cirrose hepática, impotência sexual, hipertensão e até mesmo câncer, além do risco de dependência química.

Os vinhos com maior quantidade de polifenóis são os tintos e não necessariamente ele deve custar alto.

— Os mais densos, como os feitos da uva Tannat, são os melhores para a saúde. O vinho mais barato que não fica envelhecendo tem mais benefício para a saúde se comparado com vinhos caros que ficam reservados por anos e vão perdendo elementos neste tempo, embora melhorem no sabor — destaca o endocrinologista.

O suco de uva

Os polifenóis são encontrados também no suco de uva integral, mas em menor quantidade do que no vinho tinto. O motivo está na preparação da bebida: na fabricação do suco de uva, a fruta é aquecida e macerada para liberar o sumo, passando pouco tempo em contato com a casca, região que concentra a maior quantidade de polifenóis. Já na produção do vinho, o líquido que vai para a fermentação inclui as cascas da uva, aumentando o tempo de contato.

Quem tem algum tipo de restrição ao vinho, vale substituir por suco de uva integral. Pesquisadores do Centro de Pesquisa em Alimentos da Fapesp desenvolveram uma técnica que aumenta a concentração de resveratrol na uva, elevando em até 70% o teor da substância no suco de uva, o que tornaria os benefícios do suco bem semelhantes ao do vinho.

O consumo de vinho cresceu no Brasil

Segundo dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o consumo de vinho no Brasil cresceu 18,4% em 2020. O país passou de 360 milhões de litros, em 2019, para 430 milhões no ano passado, o maior aumento entre os países associados à entidade, a maior do setor.

Em 2020, o brasileiro bebeu, em média, 2,6 litros de vinho no ano. Em 2019, esse número era de 2 litros ao ano por pessoa.

O aumento no país está associado ao isolamento social provocado pela pandemia da Covid-19 — a facilidade de comprar vinhos online e o maior tempo em casa favoreceu.

No mundo, os Estados Unidos lideram o consumo em números absolutos, com 3,3 bilhões de litros por ano. Já os líderes no consumo per capita são os imbativeis Portugal (51,9 litros per capita ao ano), Itália (46,6 litros) e França (46 litros).

Top 10 dos benefícios do vinho tinto

1. Ajude a combater o Alzheimer

Um copo de vinho ao dia pode reduzir o risco de desenvolver a doença, que é neurodenegerativa.A bebida deixa em nosso intestino compostos antioxidantes únicos que são capazes de proteger os neurônios cerebrais de danos.

2. Aumenta a densidade óssea

O vinho tinto é rico em silício, um mineral essencial para o bom funcionamento do corpo humano que contribui para a densidade mineral óssea, ajudando a reduzir o risco de desenvolver doenças como a osteopenia e a osteoporose. Além disso, ajuda estimula a produção de colágeno, substância com poder rejuvenescedor natural, atuando com ótimo potencial na regeneração de tecidos.

3. Impulsiona o sistema imunológico

O resveratrol aumenta a capacidade do corpo de criar moléculas anti-inflamatórias, o que pode levar a uma melhora no sistema imunológico. O antioxidante ajuda as bactérias intestinais saudáveis a florescer, estimulando a produção de células T e aumentando a resposta imunológica do corpo.

4. Ajuda a reduzir o risco de diabetes tipo 2

O resveratrol melhora a sensibilidade à insulina, hormônio secretado pelo pâncreas, com importante função no metabolismo dos carboidratos no sangue. Isso ajuda o corpo a reduzir seus níveis de açúcar, evitando o diabetes do tipo 2.

5. Reduz acne

O resveratrol consegue inibir o crescimento de algumas bactérias que contribuem para o aparecimento das espinhas.

6. Afia o raciocínio

A bebida tem sido associada à uma melhora na função cognitiva de homens e mulheres, sobretudo acima dos 50 anos. Ela atua na formação de novas memórias, aprendizado, vocabulário e emoções.

7. Mantém o coração forte

A bebida está associada a um menor risco de morte por doenças cardíacas — o consumo moderado pode diminuir em até 50% o risco de doença isquêmica do coração, por exemplo. Isso ocorre porque os polifenóis promovem a vasodilatação das artérias e diminuem a agregação plaquetária, reduzindo o risco de hipertensão.

8. Ajuda a reduzir os níveis de colesterol ruim

O perfil lipídico dos polifenóis reduz as chances do LDL (colesterol ruim) de oxidar, que é o principal fator causador da aterosclerose. Em contrapartida, as substâncias encontradas no vinho aumentam a concentração da apolipoproteína, a principal proteína do HDL, o colesterol bom.

9. Reduz o risco de AVC

Atua como um anticoagulante natural, ajudando a quebrar os coágulos sanguíneos que podem entupir as artérias e causar um acidente vascular cerebral (AVC).

10. Promove vida longa

A descoberta veio dos estudos que analisaram os benefícios da dieta mediterrânea, baseada no consumo de alimentos frescos e naturais como azeite, frutas, legumes e cereais. Mas no centro dela está o vinho. Os polifenóis ativam uma proteína que atua como um agente antienvelhecimento, o que explica por que as pessoas que seguem a dieta por anos tendem a viver mais, ser mais felizes e saudáveis.

Fontes: Estudos publicados no periódico científico da Associação Americana do Coração; estudos da Queen’s University, no Canadá; pesquisa da Universidade de Chieti-Pescara, na Itália; e Universidade da Georgia, nos EUA.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Os estudos concluíram que o Don bosco é o mais eficiente contra esses males, já os de 40 reais pra cima é só pra enganar os bestas. Hehehe

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Estudo da UFRN mostra benefícios de aminoácido encontrado na cebola e no alho no tratamento de complicações causadas pela diabetes e ganha destaque internacional

Foto: Ilustrativa

Terceira maior causa de mortes naturais no Brasil, o diabetes atualmente acomete ao menos 13 milhões de pessoas no país, segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes. Caracterizada pela incapacidade do organismo de produzir ou utilizar adequadamente a insulina, hormônio responsável pelo controle do nível de glicose no sangue, a doença pode levar a graves complicações se não for devidamente tratada.

Por outro lado, é possível conviver com diabetes e levar uma rotina relativamente normal, desde que os tratamentos recomendados sejam seguidos e uma alimentação saudável faça parte do cotidiano. Ainda assim, a busca para melhorar a qualidade de vida das pessoas acometidas pela doença e para evitar que ela seja adquirida movimenta o meio científico a todo o momento.

Assim, um estudo, realizado pelo grupo de pesquisa Plasticidade Morfofuncional dos Sistemas Orgânicos. Microscopia Celular e Tecidual, evidenciou que a substância s-metil cisteína pode amenizar os efeitos danosos da diabetes no intestino. O aminoácido está presente em vegetais do gênero allium, como o alho (Allium sativum) e a cebola (Allium cepa L), e sua atuação no organismo foi descrita em um artigo.

Intitulado Sulfóxido de S-metil cisteína melhora as alterações morfológicas duodenais em ratos diabéticos induzidos por estreptozotocina, o trabalho foi publicado recentemente, recebendo destaque na capa em edição impressa do periódico científico Tissue and Cell. Concluída a fase pré-clínica, os pesquisadores vão investigar outros fatores e preparar o caminho para testes com pacientes diabéticos.

O trabalho foi publicado recentemente, recebendo destaque na capa em edição impressa do periódico científico Tissue and Cell. (Foto: Divulgação)

Entre os benefícios apresentados pela substância estão o seu efeito hipoglicemiante, ou seja, a capacidade de reduzir a glicose no sangue, e sua atuação anti-inflamatória, ao modular a interleucina 10 e o fator nuclear kappa B. Outra característica demonstrada foi a diminuição de alterações no volume da mucosa intestinal causadas pela hiperglicemia. Essas alterações intestinais, em diabéticos, geralmente estão associadas a distúrbios gastrointestinais como diarreia crônica e atraso no esvaziamento gástrico.

“A administração desse aminoácido pode ser uma terapia alternativa promissora para as alterações intestinais causadas pela Diabetes Mellitus. No entanto, mais estudos são necessários para compreender totalmente os mecanismos moleculares subjacentes envolvidos”, Valéria Milena Dantas de Castro, autora principal do artigo, desenvolvido em seu mestrado no Programa de Pós-Graduação em Biologia Estrutural e Funcional do Centro de Biociências (CB/UFRN).

No entendimento da professora do Departamento de Morfologia e coautora do artigo, Naisandra Bezerra da Silva Farias, os resultados do trabalho apresentam indícios interessantes. Para a pesquisadora, ainda é preciso compreender melhor como a substância atua em outras partes do organismo.

“São resultados importantes pois demonstram que uma dieta saudável com a inclusão da cebola pode amenizar danos teciduais relacionados à diabetes. O grupo ainda está desenvolvendo estudos avaliando a ação do aminoácido em outros órgãos, como vasos sanguíneos e rins, uma vez que os sistemas circulatório e urinário são os mais afetados pela doença”, revela Naisandra.

Diante das informações geradas por essa etapa do estudo, o grupo pretende avançar no conhecimento da ação da s-metil cisteína. “Esperamos, em um futuro próximo, que nossos resultados possam contribuir para o desenvolvimento de pesquisas clínicas em humanos”, planeja a professora Naisandra

Também contribuíram com a autoria do artigo os pesquisadores Karina Carla de Paula Medeiros, Fernando Vagner Lobo Ladd, Raimundo Fernandes de Araújo Júnior e Bento João Abreu, do Departamento de Morfologia (DMOR/UFRN), Licyanne Ingrid Carvalho de Lemos e Lucia de Fátima Campos Pedrosa, do Departamento de Nutrição (DNUT/UFRN), e Thaís Gomes de Carvalho, do Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFRN).

Todos os autores são integrantes do grupo de pesquisa Plasticidade Morfofuncional dos Sistemas Orgânicos. Microscopia Celular e Tecidual. Com caráter multidisciplinar, o grupo reúne profissionais e pesquisadores de diversas áreas da saúde para buscar alternativas voltadas aos danos causados no organismo pela diabetes. Desde 2010, são desenvolvidas pesquisas investigando a ação da atividade física, de extratos, suplementos e o tratamento com câmera hiperbárica em alterações morfológicas sistêmicas relacionadas à doença.

Com UFRN

 

Opinião dos leitores

  1. Isso É antigo pra caramba!!!
    O Alho e Cebola já foi objeto de pesquisas pela Universidades do Mundo! Podem pesquisar!
    Até minha avó já dizia isso!

  2. Tem que investir em pesquisa. Tem que ter recursos. Pesquisa não é custo, é investimento.

  3. Tudo o que for para nós ajudar a ter uma melhor qualidade de vida, será bem vindo.
    Descobri que sou diabética com 26 anos.Hoje tenho 70.Graças a Deus , as insulinas e tudo o que já j temos para o tratamento.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Canela pode ajudar no controle do diabetes, sugere estudo brasileiro

Foto: Formulatehealth/Wikimedia Commons

Nesse sábado (6), um estudo brasileiro publicado no periódico Journal of the American College of Nutrition analisou a relação entre a canela e o diabetes tipo 2. Os resultados, promissores, apontam que consumo diário da especiaria pode auxiliar no controle da doença.

O diabetes tipo 2 é o mais comum, e geralmente acomete pessoas com mais de 40 anos de idade. Nele, nosso organismo se torna incapaz de usar adequadamente a insulina, um hormônio produzido no pâncreas que tem um papel importante no metabolismo do açúcar. Quando isso acontece, não conseguimos usar esse combustível, e a glicemia (concentração de glicose no sangue) aumenta – causando uma série de consequências negativas para o corpo.

A associação entre canela e controle do diabetes não é novidade. Mas segundo José Claudio Lira, pesquisador da Universidade Federal do Ceará e autor principal do estudo, os resultados, até então, não eram claros e exigiam maiores investigações. “Foi por isso que, em 2016, dei início à pesquisa durante o meu doutorado”, contou Lira à Super.

O ensaio clínico aconteceu entre agosto e dezembro de 2019, e contou com 140 voluntários de Parnaíba, município do Piauí. Todos eles tinham diabetes tipo 2 e frequentavam cinco unidades básicas de saúde da cidade.

Havia pessoas de ambos os sexos, com idade entre 18 e 80 anos. Todos apresentavam índice de hemoglobina glicada (que mede a porcentagem de glicose no sangue) igual ou acima de 6%. A título de comparação, quem possui menos que 5,7% apresenta baixo risco de diabetes.

Os voluntários foram divididos em dois grupos. O primeiro ingeriu, durante três meses, três gramas diários de canela em quatro cápsulas – o equivalente a uma colher de chá do alimento. “A dosagem foi escolhida a partir de uma média dos estudos similares que já haviam testado canela ao redor do mundo”, explica Lira. Ao segundo grupo, foi dado placebo.

Todas as pessoas seguiram com a mesma rotina de alimentação, exercícios e medicamentos de antes. O estudo era triplo cego: pacientes, técnicos de laboratórios, a responsável pela análise dos dados e o pesquisador principal não sabiam que grupo estava utilizando canela ou placebo. É uma forma de evitar possíveis resultados enviesados. “Havia um único cientista envolvido no estudo responsável por essa classificação”, disse Lira. “As informações ficaram em um envelope lacrado, que foi aberto no final do ensaio.”

Ao final de 90 dias, os voluntários realizaram novos exames de sangue para medir as diferenças. O grupo que ingeriu canela teve redução média de 0,21% nos índices de hemoglobina glicada, enquanto os que receberam placebo registraram aumento médio de 0,38%.

Já no teste de glicemia em jejum, também usado no controle do diabetes (e feito, claro, em jejum), houve uma redução de 10 mg/dL dentre os que tomaram canela, enquanto no grupo placebo o nível aumentou 21 mg/dL. Os voluntários tinham, em média, um nível de glicemia em jejum de 186 mg/dL – o ideal é que ele fique sempre entre 100-120 mg/dL.

Foi calculado também o índice HOMA-IR, que mede se a resistência à insulina está alta ou não. Em média, o índice diminuiu 0,47% entre os que usaram canela e subiu 0,30% no grupo placebo.

“Além disso, pacientes entre 40 e 65 anos tiveram resultados melhores que os outros, assim como aqueles que possuíam diabetes há mais de cinco anos”, aponta Lira.

A pesquisa contou também com profissionais de outras instituições, como a USP, a Fundação Oswaldo Cruz e a Universidade de Washington, nos EUA. No futuro, há planos de refazer o teste com um número maior de voluntários, bem como em mais lugares do Brasil. “Cada região possui hábitos alimentares e de vida distintos, que acabam interferindo no quadro de saúde do paciente com diabetes.”

Vale ressaltar que a canela deve funcionar como um complemento ao tratamento, que inclui medicamentos adequados, uma dieta saudável e a prática regular de exercícios. “O diabetes é uma doença crônica, que deve ser tratada pelo resto da vida. Só que, com o tempo, as pessoas podem relaxar ou até mesmo ignorar os cuidados necessários”, ressalta Lira. Foi por esse motivo que a pesquisa tentou desenvolver uma nova aliada a esse tratamento, que não causasse efeitos colaterais e fosse de fácil adesão. “A dose de canela pode acontecer em uma única refeição ou em doses fracionadas, e o ideal é que ela seja consumida in natura.”

A canela não é a única que pode ajudar com o diabetes. O pesquisador cita também testes promissores com alimentos como maracujá, gengibre e cúrcuma. “Queremos disponibilizar possibilidades para que o paciente possa melhorar a qualidade de vida e minimizar gastos com hospitalizações e complicações geradas pela doença.” As substâncias com o melhor desempenho podem, ainda, servir como base para a formulação de medicamentos fitoterápicos.

Super Interessante

Opinião dos leitores

  1. Muita gente sabe que diabetes tem cura. Querem um exemplo? Faustão fez uma cirurgia em Goiânia, se não me engano, e ficou bom. Mas o megaloby da indústria farmacêutica não permite que a cura seja exercitada legalmente. Nas a estupenda maioria dos médicos preferem as receitas médicas………Deu pra entender?

    1. Romário também operou.
      Eu queria ter mais informações sobre essa cirurgia.
      Eu também tenho essa praga do diabetes.
      Gostaria de me curar e sair divulgando em todas esquinas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Cura para diabetes? Pesquisadores do Canadá acreditam ter encontrado uma

Diabetes: de acordo com a OMS, cerca de 422 milhões de pessoas vivem com diabetes no mundo (Willie B. Thomas/Getty Images)

Cientistas da Universidade de Alberta, no Canadá, acreditam ter encontrado uma cura para a diabetes. Através de um novo processo com células-tronco, a equipe de pesquisa foi capaz de curar a diabetes em camundongos, com esperança de que o processo também funcione em humanos.

Dr. James Shapiro, principal pesquisador do projeto, afirmou à CTV News Edmonton que a equipe foi capaz de colaborar com especialistas de todo o mundo para transformar o sangue do próprio paciente em células produtoras de insulina.

“Agora estamos no ponto em que podemos fabricar com segurança células produtoras de insulina a partir do sangue de pacientes com diabetes tipo 1 ou 2”, disse ele. “Colocar essas células em camundongos diabéticos e reverter a diabetes até o ponto em que a doença esteja totalmente curada.”

“É necessário que haja dados preliminares e que um determinado grupo de pacientes demonstrem ao mundo que isso é possível, seguro e eficaz”.

Vinte anos atrás, Shapiro fez história com o “Protocolo de Edmonton“, um procedimento que dá aos pacientes novas células produtoras de insulina, graças a transplantes de ilhotas, grupo de células do pâncreas que produzem insulina e glucagon, de doadores de órgãos.

Porém, esse procedimento requer o uso de fortes medicamentos anti-rejeição que carregam efeitos colaterais significativos. Dr. Shapiro afirmou que este novo processo de células-tronco eliminaria tal problema. “Se forem células próprias, os pacientes não irão rejeitar”.

De acordo com Shapiro, mais testes serão necessários antes que a equipe possa transferir os testes de animais para pessoas. “É necessário que haja dados preliminares e que um determinado grupo de pacientes demonstrem ao mundo que isso é possível, seguro e eficaz”.

O pesquisador acrescentou que a falta de financiamento é um grande obstáculo, e que um pequeno grupo de voluntários pretende arrecadar US$ 22 milhões até 2022 para financiar pesquisas em parceria com a Fundação do Instituto de Pesquisa da Diabetes do Canadá.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 422 milhões de pessoas vivem com diabetes no mundo, com 1,6 milhão de mortes atribuídas diretamente à doença a cada ano.

Exame

Opinião dos leitores

  1. AGORA AQUI É SHOW DE BOLA.
    Essa praga dessa doença e suas complicações mata mais no mundo do que 10 Corona Virus juntas.
    O pior é que a grande mídia não dá a mínima.
    Nem os esquerdopatas ajudam.
    Tá na hora do Presidente Bolsonaro, falar a respeito pra vê se vira notícias.
    É outubro cor azul e o outro mês cor de rosa, sendo que o diabetes mata muito mais do que esses câncer de mama e próstata, não que não mereçam atenção, mas e o DIABETES??
    ESSE É TERRÍVEL!!
    quando não mata, aleja e ainda deixa o indivíduo cego.
    Deus seja louvado.
    E que achem logo a cura dessa praga devastadora nos humanos.

    1. DONA Francisca "ele" como um negacionista e anticiência…também negará essa pesquisa!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Pesquisadores podem ter encontrado cura para diabetes

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Hoje, o tratamento para a diabetes consiste na aplicação de insulina para normalizar o nível da substância no corpo. Se no Brasil o medicamento é disponibilizado pelo SUS, em diversos países o tratamento tem um custo muito alto. Porém, isso pode mudar em breve. Isso porque uma equipe de pesquisa da Universidade de Washington conseguiu curar ratos de laboratório com a doença usando células tronco.

A ideia surgiu em 2019, quando os pesquisadores descobriram que usar essas células poderia ser uma opção melhor de tratamento. A novidade, porém, é a forma de transformá-las em outros tipos de células. No novo método, além de produzir uma porcentagem maior das células alvos, as fazem mais funcionais que do jeito antigo.

Quando colocadas nos ratos diabéticos, seus níveis de açúcar no sangue se estabilizaram, deixando-os curados da doença por até nove meses. Após essa primeira fase de testes, os próximos passos da pesquisa são testar o uso das células tronco em animais maiores para, posteriormente, iniciar testes em humanos.

Por mais que ainda seja um primeiro passo, pode ser o início de um novo tratamento revolucionário para uma das doenças que mais acomete pessoas mundialmente. O Brasil é o quarto país com o maior número de diabéticos no mundo, com cerca de 12,5 milhões de portadores da doença, cerca de 7% dos brasileiros. No mundo todo, são mais de 463 milhões de diabéticos.

Olhar Digital, via The Next Web

Opinião dos leitores

  1. CURIOSIDADE : Praticamente NÃO EXISTE DIABÉTICO VEGANO.
    Aos que sofrem diariamente com as agulhadas, assistam no Netflix : What the health

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Médicos amputam perna errada de idosa com diabetes na Argentina

Reprodução/Google Maps

Uma situação bizarra aconteceu na última semana no hospital Nuevo Sanatorio Berazategui, localizado em Buenos Aires, na Argentina: uma idosa de 66 anos teve a perna errada amputada pela equipe médica.

Segundo informações do jornal La Nación, Magdalena Leguizamón deu entrada no hospital com um caso grave de diabetes. Inicialmente, os médicos realizaram a amputação de um dos dedos, que já estava necrosado, mas o estado de uma das pernas da idosa fez com que decidissem pela extirpação completa do membro.

Entretanto, a cirurgia não aconteceu como o esperado e a perna errada acabou sendo amputada . O erro só foi percebido quando Magdalena recobrou a consciência após a intervenção cirúrgica, o que fez com que a família iniciasse um processo por má prática contra o hospital .

“Tivemos que chamar a polícia porque não queriam nos dar o histórico do processo clínico”, afirmou Mayra Fernandez, filha da vítima, em entrevista ao canal de notícias TN. Após o erro, a idosa foi transferida para uma clínica em Quilmes.

“Na última semana, quando passamos pelo cirurgião vascular que estava cuidado do caso dela, fomos informados do diagnóstico de que a perna estava em um estado de infecção que só poderia ser resolvido com a amputação. Desde o início, sempre se falou da perna direita. Não sei se o médico pessoal dela não estava no momento da cirurgia, se colocou algum residente ou o que aconteceu”, lamentou.

Ela revela ainda que, logo após a confirmação do erro, procurou a equipe médica para entender o que aconteceu, mas os responsáveis pela clínica não quiseram dizer nada ou dar qualquer tipo de informação sobre o ocorrido.

Com isso, foi necessária a instalação de uma investigação policial para que os autores do erro possam ser identificados. Além disso, o próprio hospital disse que irá realizar uma apuração interna para entender todos os detalhes do caso. Já Magdalena será obrigada a passar por outra cirurgia, que realizará a amputação da perna que está debilitada pela diabetes .

Último Segundo – IG

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Ministério da Saúde suspende contratos para fabricar 19 remédios de distribuição gratuita

Foto: Reprodução Internet

O Ministério da Saúde suspendeu, nas últimas 3 semanas, contratos com 7 laboratórios públicos nacionais para a produção de 19 medicamentos distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Documentos obtidos pelo Estado apontam suspensão de projetos de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) destinados à fabricação de remédios para pacientes que sofrem de câncer e diabete e transplantados. Os laboratórios que fabricam por PDPs fornecem a preços 30% menores do que os de mercado. E já estudam ações na Justiça.

Associações que representam os laboratórios públicos falam em perda anual de ao menos R$ 1 bilhão para o setor e risco de desabastecimento – mais de 30 milhões de pacientes dependem dos 19 remédios. A lista inclui alguns dos principais laboratórios: Biomanguinhos, Butantã, Bahiafarma, Tecpar, Farmanguinhos e Furp.

Além disso, devem ser encerrados contratos com oito laboratórios internacionais detentores de tecnologia, além de laboratórios particulares nacionais. Isso porque cada laboratório público, para desenvolver um produto, conta com dois ou três parceiros. Depois, esses laboratórios públicos têm o compromisso de transferir a tecnologia de produção do medicamento ao governo brasileiro. Essa lista inclui referências da indústria como a GlaxoSmithKline Brasil Ltda. (GSK) e a Libbs, além de Oxygen, Nortec, Biomm, Cristália, ITF, Axis e Microbiológica Química e Farmacêutica Ltda.

Transitório

Procurado, o Ministério da Saúde informou que as PDPs continuam vigentes. Segundo a pasta, foi encaminhado aos laboratórios um ofício que solicita “manifestação formal sobre a situação de cada parceria”. O órgão federal ainda informou que “o chamado ‘ato de suspensão” é por um período transitório”, enquanto ocorre “coleta de informações”.

O Estado, porém, teve acesso a um dos ofícios em que o ministério é categórico ao informar o encerramento da parceria. O documento, do dia 26 de junho, é assinado por Denizar Vianna Araujo, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde. a Bahiafarma é informada que, com base em um parecer da Advogacia-Geral da União e da Controladoria-Geral da União, “comunicamos a suspensão da referida PDP do produto Insulina Humana Recombinante Regular e NPH, celebrada com a Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos e solicitamos manifestação formal da instituição pública quanto à referida decisão, no prazo improrrogável de dez dias úteis”.

O presidente da Bahiafarma e da Associação dos Laboratórios Oficiais do Brasil (Alfob), Ronaldo Dias, disse que os laboratórios já estão tratando as parcerias como suspensas. “Os ofícios dizem que temos direito de resposta, mas que a parceria acabou. Nunca os laboratórios foram pegos de surpresa dessa forma unilateral. Não há precedentes”, afirmou.

Consequências

O entendimento da associação de laboratórios é que a entrega de remédios já programada continua garantida. Isso significa que não deve haver interrupção imediata no fornecimento.

Segundo ele, a maior parte pretende fazer um questionamento jurídico. “A primeira medida que a gente pretende tomar é no âmbito judicial. Nossa linha deve ser alegar a arbitrariedade da forma que isso se deu.”

Já o representante de um laboratório de São Paulo, que falou com o Estado sob a condição de não ter o nome divulgado, disse que a suspensão das parcerias vai criar um problema de saúde e afetar uma cadeia econômica “imensa”, expondo o Brasil à insegurança jurídica.

Ele cita como exemplo uma planta industrial no valor de R$ 500 milhões, construída em uma parceria de um laboratório privado com o Instituto Butantã e financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Essa planta toda fica obsoleta. Toda cadeia econômica está severamente afetada”, disse.

Associação fala em ‘desmonte de milhões de reais’

O presidente da Bahiafarma e da Associação dos Laboratórios Oficiais do Brasil (Alfob), Ronaldo Dias, vê retrocesso para a indústria nacional de medicamentos e um risco para a saúde de milhões de pacientes. O laboratório é um dos que tiveram seus contratos suspensos. “É um verdadeiro desmonte de milhões de reais de investimentos que foram feitos pelos laboratórios ao longo dos anos, além de uma insegurança jurídica nos Estados e entes federativos. Os laboratórios não têm mais como investir a partir de agora. A insegurança que isso traz é o maior golpe da história dos laboratórios públicos.”

O representante do setor destaca que as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) também funcionam como um regulador de preço no mercado. Ele explica que a Bahiafarma, por exemplo, vende insulina a um preço três vezes menor que laboratórios estrangeiros. Dias ressalta que um processo de compra de medicamento no Ministério da Saúde costuma demorar até 11 meses para ser concluído. Por isso, haveria até risco de desabastecimento.

Confira a lista:

Adalimumabe, Solução Injetável (40mg/0,8mL)

Adalimumabe, Solução Injetável (40mg/0,8mL)

Bevacizumabe, Solução injetável (25mg/mL)

Etanercepte, Solução injetável (25mg; 50mg)

Everolimo, Comprimido (0,5mg; 0,75mg; 1mg)

Gosserrelina, Implante Subcutâneo (3,6mg; 10,8mg)

Infliximabe, Pó para solução injetável frasco com 10mL (100mg)

Insulina (NPH e Regular), Suspensão injetável (100 UI/mL)

Leuprorrelina, Pó para suspensão injetável (3,75mg; 11,25mg)

Rituximabe, Solução injetável frasco com 50mL (10mg/mL)

Sofosbuvir, Comprimido revestido (400mg)

Trastuzumabe, Pó para solução injetável (150mg; 440mg)

Cabergolina, Comprimido (0,5mg)

Insulina (NPH e Regular), Suspensão injetável (100 UI/mL)

Pramipexol, Comprimido (0,125mg; 0,25mg; 1mg)

Sevelâmer, Comprimido (800mg)

Trastuzumabe, Pó para solução injetável (150mg)

Vacina Tetraviral, Pó para solução injetável

Alfataliglicerase, Pó para solução injetável (200 U)

Estadão

Opinião dos leitores

  1. Entre esses medicamentos tem para tratamento do câncer e diabetes. Absurdo, mas claro que os bolsominions irão aplaudir essa decisão, assim como fazem em todas as cagadas desse governo nos últimos seis meses. Até fritar hambúrguer como parte da exigência curricular para embaixador, eles acham necessário. Estamos com a lama no pescoço e os minions gritando, faz mais mito.

    1. Isso pode ter certeza que e uma medida de emergência.
      Em breve volta.
      Agora, pode ficar certo, suspenderam porque tem TRETA pelo meio, é só isso e nada mais.
      É igual aos pardais das estradas, tem roubo que nem a gota serena por trás desses contratos.
      Ou vc acha que não??
      Lembre se.
      Lula tá preso babaca
      O motivo??
      Roubou e deixou roubar, pra tapar essa sangria dar trabalho e muito viu???
      O cara tem que ter CORAGEM e isso, o MITO tem.
      Entendeu?

    2. Ninguém aplaudiu. Agora vc:
      a) não leu o texto;
      b) leu rapidamente;
      c) leu com vagar, mas não entendeu;
      d) leu, entendeu e está distorcendo.

    3. Isso é um jumento. Tomara que ele não tenha um parente com cancer ou diabetes.

    4. Freire, não precisa de parente, diabetes eu tenho, e tô vivendo e bem!
      Tome cuidado vc.
      Lembre se
      Ninguém é doente porque quer, tenha cuidado com a língua.
      Vejam!!!
      Posso ser tudo isso que vcs estão dizendo tá? Não tem problema nenhum.
      Agora, uma coisa vcs não vão poder dizer.
      Que sou emprenhado pelos ouvidos, e que sou adimirador, fanático de um ladrão, julgado e condenado, Isso nunca, de jeito nenhum, não aprendi adorar bandido.
      Ok!!
      Há!!
      Já ia esquecendo.
      Lula tá preso babacas.
      Kkkklkkkkkkkkk
      Quase mijo de tanto rir.
      Aceita petralhas que doí menos.
      Mimimimimimimimi
      Kkkkkkkk

    5. Lula tá preso babacas admiradores de condenado e julgado.
      Isso eu não sou, não aprendi adorar picareta, desonesto, aloprado, ladrão.
      Mimimimimimimi
      Kkkkkkkkk

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Educação

Alunos com restrições alimentares terão direito a merenda escolar especial em Parnamirim

A Câmara Municipal de Parnamirim aprovou, na última quarta(13), um projeto de lei que obriga a prefeitura do município a oferecer alimentação escolar diferenciada para alunos diabéticos, hipertensos, obesos, além de outras doenças devidamente comprovadas. Para receber tal benefício, é necessário estar matriculado na rede municipal de ensino. O PL é de autoria do vereador Rosano Taveira (PRB) e já foi encaminhado para sanção do executivo municipal.

Segundo o projeto de lei, para receber a alimentação diferenciada é necessária a comprovação por meio de atestado médico. Além disso, ficou estabelecido que o cardápio deve ser elaborado pela Secretaria Municipal de Educação em parceria com Secretaria Municipal de Saúde. Caberá ao Conselho de Alimentação Escolar a responsabilidade de fiscalizar a aplicação e a qualidade dos alimentos utilizados.

Para o vereador Rosano Taveira (PRB), a merenda escolar é uma das principais refeições do dia para muitas crianças e jovens de Parnamirim, “é dever do município disponibilizar uma alimentação diferenciada, de acordo com as condições e zelo da saúde dos estudantes.”, frisou. De acordo com Taveira, pesquisas recentes mostram que os gastos com internação de pacientes portadores de enfermidades como hipertensão e diabetes são elevados, “uma alimentação adequada evita que a doença de agrave e reduz os gastos com o tratamento”, ressaltou.

Opinião dos leitores

  1. Vereador Parnamirinense recordista na apresentação de indicações e projetos de lei. Parabéns, Taveira! Rumo a uma cidade cada vez mais justa, onde seu povo tenha voz e vez.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Pressão alta, diabetes e obesidade podem ser sinais de alerta para doença renal

Pessoas com pressão alta, diabetes e obesidade fazem parte dos chamados grupos de risco para problemas renais. Casos da doença na família, idade superior a 50 anos e uso de remédio sem orientação médica também ampliam as chances de o problema ser diagnosticado. O alerta foi feito pela Sociedade Brasileira de Nefrologia no Dia Mundial do Rim, lembrado hoje (14).

Dados do órgão indicam que cerca de 10 milhões de brasileiros sofrem com algum tipo de disfunção renal. A taxa de prevalência é 50 casos para cada 100 mil habitantes. O presidente da sociedade, Daniel Rinaldi, destacou que sem um diagnóstico preciso, a maioria dos pacientes morre sem sequer ter acesso à diálise (principal tratamento para a doença em estágio avançado).

“Nossa intenção é alertar esses grupos de risco para que possam perguntar ao médico como está a função dos seus rins. Temos dois exames extremamente simples e baratos para diagnosticar precocemente a doença renal – a creatinina no sangue e o exame de urina para detectar perda de sangue e albumina [um tipo de proteína]”, explicou.

Rinaldi lembrou que o diagnóstico precoce pode conter o avanço da doença renal crônica. Dessa forma, pacientes que sofrem de diabetes, por exemplo, não precisam se submeter à diálise, mas controlar a alimentação, enquanto pessoas com pressão alta devem reduzir a ingestão de sal e ingerir bastante líquido.

“Esses exames têm que fazer parte do check up. Todo mundo conhece seu colesterol e sua glicemia, mas quase ninguém sabe como está a sua creatinina”, disse. A estimativa da sociedade é que mais de 35 milhões de brasileiros sejam hipertensos e que 8 milhões sejam diabéticos.

Os números mostram ainda que em torno de 100 mil brasileiros fazem diálise no país atualmente. A taxa de internação hospitalar para esse tipo de serviço é 4,6% ao mês. Mais de 70% dos pacientes que iniciam o tratamento descobrem a doença quando os rins já estão gravemente comprometidos. A taxa de mortalidade entre eles aumentou 38% na última década.

Agência Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Pâncreas artificial é nova promessa para tratar diabete

AE

Um pâncreas artificial, que calcula o índice de glicose no sangue e libera insulina automaticamente sem a intervenção do paciente, é a mais nova promessa tecnológica para o tratamento de diabete tipo 1. Ainda em fase experimental, não há data para sua chegada ao mercado. Estima-se que 10% dos pacientes com diabete tenham o tipo 1.

O diabete tipo 1 é uma doença autoimune, caracterizada pela destruição das células do pâncreas que produzem insulina – o hormônio responsável pelo transporte do açúcar para dentro das células. Como nesses pacientes os níveis de açúcar no sangue ficam aumentados, eles precisam aplicar várias injeções de insulina diariamente para normalizá-los. Por isso o desenvolvimento de um pâncreas artificial, que assuma essas funções sem a intervenção do paciente, é uma das principais buscas de pesquisadores do mundo todo há mais de 15 anos.

O projeto Dream (sigla de Consórcio para o Pâncreas Artificial sem Fio, na tradução livre, e também “sonho”, em inglês) é um dos experimentos nessa área. Trata-se de uma pesquisa internacional, liderada pelo pesquisador israelense Moshe Phillip, cujos resultados serão apresentados no Brasil no início de setembro, durante o Tratamentos & Tecnologias Avançadas para o Diabete, evento no Rio de Janeiro voltado às novidades.

Sob a pele

O grupo de Phillip desenvolveu um sistema chamado MD Logic. Trata-se de um sensor de glicose subcutâneo, que monitora os níveis de glicemia associados à bomba de insulina. Ambos são conectados por programas que informam e estipulam a quantidade de insulina a ser liberada para manter a glicemia dentro dos parâmetros normais. Tudo isso sem que o paciente tenha de realizar testes de ponta de dedo e calcular a quantidade de insulina a ser aplicada.

Os pesquisadores avaliaram o funcionamento do pâncreas artificial em 18 jovens de 12 a 15 anos, durante um acampamento de três dias. Foi a primeira vez que um aparelho do tipo foi testado em um ambiente real, fora do hospital. Um estudo anterior de outro grupo, usando um sistema semelhante, foi feito com 24 pacientes hospitalizados.

No caso de Israel, um grupo de engenheiros e médicos ficava em uma sala de controle, de onde supervisionavam remotamente as variações de glicemia das crianças, que realizavam atividades de lazer normalmente. Os resultados demonstram que a ideia funcionou – ainda que de maneira experimental.

Bomba

Hoje em dia já existe no mercado a bomba de infusão de insulina, que funciona de maneira parecida: um aparelho monitora a glicemia e envia um sinal para a bomba, que fica presa à cintura do paciente. Mas, para a bomba funcionar e liberar a insulina, o paciente precisa fazer o cálculo da quantidade e acionar o botão.

“As crianças tomam de quatro a seis picadas de insulina todos os dias, além de fazer o controle da ponta de dedo. O sonho de todo paciente é não ter de lembrar de tomar insulina várias vezes. E a promessa do pâncreas artificial é fazer tudo isso sozinho”, diz o endocrinologista Luis Eduardo Calliari, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

A endocrinologista Denise Reis Franco, diretora da Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), também vê com otimismo os resultados do pâncreas artificial. “A tecnologia está mais rápida que o desenvolvimento de novas drogas. O futuro é esse”, afirmou.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Justiça obriga Estado a fornecer medicamento contra tipo especial de Diabetes para criança carente

No dia em que a presidenta Dilma sancionou Lei que aumenta em, no mínimo, R$ 8 bilhões para saúde em 2012, a Justiça do RN emitiu sentença obrigando o Estado a fornecer medicamentos contra Diabetes Tipo um para uma criança potiguar.

Além dos remédios, por causa do grau de carência do menor e sua família, o Estado também terá que prover os insumos médicos do tratamento.

Segundo a mãe do menino, ela procurou assistência junto à Secretaria de Saúde do Estado mas não teve resposta.

A sentença foi publicada no diário da justiça de ontem(16).

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *