Diversos

“Deixei o país com 5 malas e R$ 600 rumo à Alemanha, hoje tenho 3 empresas”

Foto: Arquivo pessoal

“Quando eu tinha 17 anos, minha mãe teve meningite, eu fiquei sozinha para cuidar dela e da minha irmã de 4 anos. Quando esta irmã completou 18, surgiu a possibilidade de ir para Alemanha. Eu sonhava em ganhar dinheiro para pagar um tratamento melhor para mamãe, já que ela estava praticamente vegetando em uma cama ao longo de todos esses anos”.

A oportunidade surgiu por acaso, eu tinha um salão de cabeleireiro em Cabo Frio (RJ), onde eu morava, e certa vez uma brasileira que vivia no exterior, foi no meu salão fazer o cabelo e me perguntou: ‘Por que que você não faz show de samba na Alemanha? Sempre me perguntam sobre mulheres que fazem show de samba, mas sou branca, e eles não se interessam por mim lá, você podia ir e fazer’. Achei a ideia boa, ela me passou um contato de lá, falei com eles, e 15 dias depois eu estava de partida para a Europa.

Em abril de 2000, eu desembarquei sozinha em Dresden, com 5 malas e R$ 600 no bolso (na época a moeda era o marco alemão e essa quantia dava quase 600 marcos).

Os primeiros três anos foram os mais difíceis. Aprendi alemão sozinha em oito meses, o que tornou minha vida bem mais prática e abriram-se mais portas. Eu já falava inglês, mas aqui eles aprendiam como segunda língua o russo, então poucos falavam inglês em Dresden.

Os meus primeiros três invernos também foram difíceis, não exatamente por causa do frio, que eu até gosto, mas pela falta de luz, que me deixava triste e desanimada. Para evitar cair em depressão, eu fazia bronzeamento artificial só para sentir aquela luz.

‘Troquei hospedagem por faxina’

Quando cheguei em Dresden, eu só tinha hospedagem para uma semana, que era na casa do dono de uma discoteca, (o contato que a moça havia me dado, não era de um grupo de samba, mas de um sujeito que gerenciava uma discoteca aqui). Eu tive que me virar para conseguir os contatos dos grupos que faziam esses shows de samba na Alemanha, então enquanto as músicas tocavam, eu subia no palco com roupa carnavalesca, e dessa forma, consegui alguns contatos.

A esposa do dono da disco estava morrendo de ciúmes de mim, aí no quarto dia eu deixei a casa deles e saí andando, procurando algum lugar para ficar, com pouco dinheiro. Vi uma loja de estrangeiros, eles falavam inglês e eu perguntei se conheciam alguém que alugava um quarto. Me deram o contato de um africano muito respeitoso, que atuava na política, e assim, ele permitiu que eu morasse na casa dele durante 6 meses em troca de serviços domésticos e faxina, e isso me ajudou bastante.

Comecei a dançar samba em um show folclórico brasileiro e depois fui morar em Frankfurt, onde se ganhava mais dinheiro. Viajava muito, trabalhava muito, sempre em eventos dos outros, grupos, clubes. Frankfurt era mais central e os voos sempre partiam de lá com destino a outros lugares e países.

‘Cilada: quase virei escrava sexual’

Antes de viver em Frankfurt, quando ainda estava em Dresden, nas minhas horas vagas da discoteca, eu me apresentava em aniversários, casamentos e festas dançando samba. Certa vez, recebi um convite para fazer um show de samba em uma outra cidade e por muito pouco não caí numa cilada. Um táxi pago pelo contratante me levou até o local, uma casa muito bonita e enorme, onde eu faria o show de samba em uma festa privada de empresa. Levei minhas fantasias de Carnaval e quando cheguei lá, era um bordel.

Notei que havia algo estranho quando vi um pole dance no palco. Eu fiquei apavorada. Antes de deixar o Brasil, eu havia pesquisado sobre a vida de brasileiros na Europa, e tinha lido que jamais deveríamos entregar nosso passaporte para um empregador, pois eles poderiam te fazer escrava sexual.

Um homem do local veio e pediu o meu passaporte, eu gelei. Disse que estava junto com as minhas fantasias e outras coisas no camarim e que ia buscá-lo.

O primeiro bar fundado por Denisa na Alemanha. Foto: Divulgação

Eu estava em uma cilada. Quando entrei no camarim, havia uma moça se arrumando, perguntei do que se tratava aquele local, e em inglês ela me respondeu ‘como assim? Isso aqui é um bordel. Por quê? Você não veio para ir para os quartos fazer programa?’

Eu desconversei, dizendo que topava fazer tudo, pois queria ganhar dinheiro, e em seguida, perguntei a ela onde poderia me trocar sozinha, pois estava tímida, e ela me indicou o quarto dela, onde recebia seus clientes. Eu levei as minhas coisas, vi que ninguém havia me visto e fugi, sai correndo pela rua. Era inverno, e estava nevando.

Eu andava rápido e escondida, com medo que eles me seguissem. Um frio danado, e eu não sabia onde estava. Aí passou um táxi e eu literalmente me joguei na frente do carro. Eu só dizia ‘help me’, mas ele entendeu o meu desespero.

Eu tentei me comunicar com ele usando um pequeno dicionário que eu carregava. Eu não tinha dinheiro pra corrida, porque era o contratante que pagaria, ele me levou de graça até Dresden, e esse taxista alemão é meu amigo até hoje.

‘Em 2008, montei meu próprio grupo de samba’

Depois de quatro anos vivendo na Alemanha, eu fui para o Brasil, fiz uma lipo e paguei excelentes tratamentos para a mamãe, que conseguiu sair da cama. Eu consegui dar a ela uma vida digna.

Após a morte da mamãe, eu deixei Frankfurt e voltei para Dresden, e em 2008, montei o meu próprio grupo de shows de samba. Tive que investir em fantasias para mim e o grupo, além de instrumentos musicais, trajes para todos os dançarinos, capoeiristas.

Em Dresden, eu não seria concorrente de ninguém, e logo de início fiz bastante propaganda, investi bastante e deu certo. Eu sou uma mulher com tino comercial, sempre fui, por mais dificuldades que eu tivesse no Brasil, cheguei a ter dois salões de cabeleireiro.

‘Vi na caipirinha uma nova oportunidade’

Anualmente acontece em Dresden um festival chamado Bundesrepublik Neustadt, uma festa muito doida e alternativa no bairro de Neustadt. Um sujeito queria montar uma barraca de coquetéis, mas eu nunca havia feito uma caipirinha na minha vida.

Daí, eu lembrei que uma brasileira aqui havia trabalhado em uma barraca de caipirinhas em Porto Seguro. Ela topou a ideia, e eu pedi um dinheiro emprestado a um amigo, compramos tudo que precisava, o dono cedeu o quiosque e trabalhamos lá, e foi um sucesso.

Após essa experiência, em 2009, comprei uma barraca desmontável e comecei a trabalhar vendendo caipirinhas em diversos festivais, e aí foram surgindo convites para festas. Eu incrementei o negócio, nós trabalhávamos fantasiados, com plumas e paetês, música na barraca, dançando, rindo e brincando com as pessoas.

Sempre formavam filas na nossa barraca. O diferencial não era apenas o sabor da caipirinha, mas o nosso jeito de ser.

‘Racismo na Alemanha? Nunca’

Eu nunca sofri racismo na Alemanha, a questão da cor da pele não faz diferença, se existe algum racista é algo raro. O preconceito aqui é contra estrangeiro no geral. Quando eu cheguei há 20 anos, a coisa era muito pesada e acho que ser mulher, jovem e bonita foi uma vantagem.

No Brasil, eu já fui barrada em um hotel em Copacabana. No café da manhã do hotel, uma funcionária segurou meu braço e disse que eu não poderia tomar café da manhã ali. Eles deduziram que uma mulher negra, tomando café da manhã em um hotel de luxo só podia ser uma prostituta que dormiu com algum gringo e que no dia seguinte se achou no direito de ir ao restaurante. Só podia ser isso né?

Esse tipo de situação eu nunca vivi na Alemanha e em lugar nenhum. Os problemas que eu tive na Alemanha foram por ser mulher, estrangeira e sozinha -com empregadores querendo tirar proveito, passar a perna.

‘Me incomodava usar peças pequenas para dançar’

Os meus shows são folclóricos, eu me inspirei um pouco nos shows do Plataforma Rio [extinta casa noturna carioca que exibia shows folclóricos], mas tem muita criação minha também. Quando eu montei o meu grupo, eu quis mudar um pouco, porque tinha coisas que me incomodavam. No Brasil por exemplo, você está dançando no Carnaval sob 40 graus, um calor danado, é justificável a gente usar aqueles biquínis pequenos.

Mas me incomodava usar essas coisas aqui, porque eu não queria ser vista de uma maneira sexista. Quando criei meu grupo, comecei a cobrir as minhas roupas. O que gringo quer ver é samba. Ele não faz questão de ver bunda. As bundas das dançarinas dos meus shows são cobertas, e os clientes gostam muito disso, porque eu trabalho para muitas empresas em eventos, não fica bem aquele monte de ‘popo’, os meus shows são também diferenciados neste sentido.

‘A crise em 2016 que gerou nova empresa’

Em 2016, houve em Dresden uma crise muito grande, um movimento xenofóbico na cidade, que matou o turismo na cidade e quebrou restaurantes e hotéis. Diminuiu muito os meus shows de samba e os coquetéis/bares móveis.

Eu estava desesperada, eu tinha que ganhar dinheiro. Passei a fazer limpeza sozinha, mas eu vi que não daria conta de atender a todos, aí montei uma equipe e chamei estudantes pra trabalhar comigo. Os brasileiros são ótimos para fazer limpeza.

Em 2018, criei uma empresa de limpeza. Eu já queria ter algo que funcionasse o ano inteiro, porque os shows e coquetéis são mais no verão. Agora, nessa pandemia, é isso que está me salvando porque a limpeza não parou.

Eu tenho uma vida estável hoje. Consigo oferecer oportunidades para outros brasileiros e estrangeiros refugiados que trabalham nos três negócios comigo. Posso dizer que sou uma pessoa vencedora. Não sou rica, mas tenho o suficiente para ter uma certa tranquilidade, paguei o tratamento da mamãe, dei uma casa para a minha irmã, e estou visando mais para o meu futuro.

‘Sem planos de viver no Brasil’

Eu gosto muito da Alemanha, não tenho vontade de voltar a morar no Brasil. As coisas aqui funcionam, são organizadas, as pessoas têm respeito. Moro no térreo, não preciso de grade, de alarme, nada dessas coisas que a minha casa no Brasil tinha, e que mesmo assim, foi assaltada. Moro sozinha, tenho um namorado alemão, mas não quero morar junto, acho que sou teimosa como eles.

Já realizei todos os meus sonhos. Cheguei aqui com 31 anos e sabia bem o que eu queria, não era nenhuma menina boba. Tenho alguns planos a realizar, mas Deus sempre mostra o caminho. Quero um dia abrir um teatro folclórico brasileiro em Dresden e trazer artistas do Brasil pra se apresentar por temporadas.

Eu sempre fui feliz, mas depois dos 50, eu tô me achando. Me casei aos 20, divorciei aos 25, percebi que casamento não é coisa pra mim. Adoro liberdade, não quis ter filhos. Eu amo a Deus, me amo, amo o próximo. Acho que liberdade e amor são o segredo da minha felicidade.

Universa – UOL

 

Opinião dos leitores

  1. Tenho vontade de ir pra Europa trabalhar como faxineira.
    Será que pagam bem?

    1. Bixa, a Roberto Freire tá fraca assim o movimento?
      Aqueta o facho.

    2. Froxa do jeito que você é, não vai ganhar nem o da sopa Rsrs bixa use pedra Hume.

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Judiciário

COMPLIANCE ZERO TRAVADA: STF bloqueia perícia de R$ 5,7 bilhões do Banco Master

Foto: Reprodução

Uma semana após a 2ª fase da Operação Compliance Zero, que mirou o Banco Master, a perícia dos dados apreendidos ainda não começou. Celulares, computadores e outros dispositivos seguem sem análise porque ainda não chegaram à PGR em Brasília.

O atraso é resultado de um embate entre Polícia Federal e STF. Inicialmente, o ministro Dias Toffoli queria que todo o material fosse entregue lacrado em seu gabinete, mas a PF alertou que isso poderia destruir informações cruciais, como dados de celulares que podem ser apagados remotamente.

Após pressão, Toffoli recuou parcialmente e determinou que a PGR faça a perícia com quatro peritos da PF.

Na 2ª fase da operação, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados — São Paulo, Bahia, Minas Gerais, RS e Rio de Janeiro —, com bloqueios e sequestros que somam R$ 5,7 bilhões. Parte do material já está fisicamente em Brasília, mas a análise ainda não começou, atrasando toda a investigação.

A decisão de nomear investigadores diretamente, sem passar pelo diretor-geral da PF, deixou o clima ainda mais tenso dentro da corporação e reforça a disputa de poder entre STF e Polícia Federal, enquanto milhões de reais permanecem congelados sem perícia.

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Economia

R$ 5,1 mil para professores: piso do magistério sobe 5,4%

Foto: Reprodução

O presidente Lula assinou nesta quarta-feira (21) a Medida Provisória que reajusta o piso nacional do magistério público da educação básica em 5,4%, passando de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 em 2026. O aumento supera a inflação de 2025, que ficou em 3,9%, garantindo um ganho real de 1,5%.

O piso define o salário mínimo que professores devem receber em toda a rede pública com jornada de 40 horas semanais. A legislação prevê que o valor seja atualizado anualmente com base na inflação e na arrecadação do Fundeb, fundo que financia a educação básica em estados e municípios.

No ano passado, o reajuste foi de 6,27%, seguindo a mesma regra. O pagamento dos professores depende de repasses do Fundeb, complementos da União e recursos estaduais e municipais, o que gera impacto direto nos cofres públicos.

A Medida Provisória tem validade imediata, mas precisa ser confirmada pelo Congresso Nacional. O texto será publicado no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (22).

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Economia

COP30: TCU denuncia sobrepreços de até 1.000% em licitações

Foto: Divulgação

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou irregularidades graves nas licitações da COP30, realizada em Belém no ano passado, com sobrepreços de até 1.000% em relação aos valores de mercado. As falhas envolvem contratos das zonas Verde e Azul, organizadas por empresas contratadas para o evento internacional.

O relatório do ministro Bruno Dantas aponta abuso de posição dominante e violação aos princípios de economicidade e moralidade administrativa, especialmente em itens como mobiliário.

Segundo o TCU, a falta de tetos de preços e mecanismos de controle permitiu que empresas explorassem de forma predatória o mercado criado por contratos públicos.

As empresas envolvidas — Consórcio Pronto RG (Zona Verde) e DMDL Ltda (Zona Azul) — foram contratadas pela Secop, que por sua vez contou com a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) para conduzir as licitações.

Apesar do relatório do TCU apontar falhas e sobrepreços, a Secop disse que as recomendações visam apenas “aprimorar contratos”, mantendo seu compromisso com a legalidade.

O TCU reforça que os argumentos da OEI sobre custos logísticos e segregação de fluxos financeiros são frágeis. Para o tribunal, permitir sobrepreços desse tamanho em contratos públicos é um ataque direto à moralidade administrativa e ao interesse do contribuinte.

A denúncia inicial partiu de parlamentares da oposição ao governo Lula, que já haviam alertado para indícios de subfaturamento e revenda superfaturada de serviços e espaços.

Opinião dos leitores

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Saúde

CFM ameaça barrar 13 mil formandos de Medicina: “Risco à vida do brasileiro”

Foto: Reprodução

O Conselho Federal de Medicina (CFM) estuda impedir que mais de 13 mil estudantes de Medicina recebam registro profissional mesmo com diploma em mãos. A justificativa é clara: nota insuficiente no Enamed, exame nacional que avalia a formação médica, que apontou falhas graves em quase um terço dos formandos.

Dos 351 cursos avaliados, 107 ficaram na faixa considerada insatisfatória, e o CFM alerta para o risco à população. “São mais de 13 mil graduados que podem atender a população sem competências mínimas. Isso é assustador”, afirmou o presidente José Hiran Gallo, defendendo também a criação do Profimed, exame nacional de proficiência similar ao da OAB.

O Inep, responsável pelo Enamed, admitiu inconsistências na divulgação dos resultados às faculdades, com divergência entre a nota técnica oficial (60 pontos) e o sistema e-MEC (58 pontos).

Isso derrubou conceitos de instituições que esperavam nota 3 para 2, sujeitas a punições como suspensão de vagas e bloqueio do Fies. Estudantes, segundo o Inep, não foram prejudicados individualmente.

No RN, a UFRN lidera com nota máxima (5), seguida por UERN, Ufersa e UnP com conceito 4. A Facene, de Mossoró, amarga nota 2, ficando na lista de alerta do MEC.

O CFM e especialistas alertam: a expansão acelerada e desqualificada de cursos, principalmente privados, está formando médicos despreparados — e, na prática, colocando a saúde da população em risco.

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Política

EUA congelam vistos para brasileiros: Trump quer imigrante que pague a conta

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo dos Estados Unidos suspendeu, a partir desta quarta-feira (21), a emissão de novos vistos de imigração para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil. A medida não afeta turistas nem quem busca trabalho temporário, mas freia quem sonha em morar de vez no país.

O motivo oficial? Garantir que imigrantes não dependam de programas sociais americanos e não se tornem “fardo financeiro” para os norte-americanos. A ação segue a política de Donald Trump de exigir autossuficiência financeira dos estrangeiros que querem residência permanente.

Quem já tem visto de imigração válido continua livre para viajar, e cidadãos com dupla nacionalidade podem usar passaporte de outro país fora da lista para escapar da suspensão. Mesmo assim, todos os pedidos seguem sendo processados: entrevistas e envio de documentos continuam, mas o visto só será emitido quando a regra for revogada.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil ainda não se pronunciou sobre o impacto da medida, que reforça o endurecimento da política migratória americana e deixa claro que, por lá, não há espaço para quem quer “morar de graça” às custas do contribuinte.

Confira abaixo a lista dos países que tiveram visto de imigração para os EUA suspenso:

  • Afeganistão
  • Albânia
  • Argélia
  • Antígua e Barbuda
  • Armênia
  • Azerbaijão
  • Bahamas
  • Bangladesh
  • Barbados
  • Belarus
  • Belize
  • Bósnia
  • Brasil
  • Butão
  • Cabo Verde
  • Camarões
  • Camboja
  • Cazaquistão
  • Colômbia
  • Costa do Marfim
  • Cuba
  • Dominica
  • Egito
  • Eritréia
  • Etiópia
  • Fiji
  • Gâmbia
  • Gana
  • Geórgia
  • Granada
  • Guatemala
  • Guiné
  • Haiti
  • Iêmen
  • Irã
  • Iraque
  • Jamaica
  • Jordânia
  • Kosovo
  • Kuwait
  • Laos
  • Líbano
  • Libéria
  • Líbia
  • Macedônia do Norte
  • Marrocos
  • Mianmar
  • Moldávia
  • Mongólia
  • Montenegro
  • Nepal
  • Nicarágua
  • Nigéria
  • Paquistão
  • Quirguistão
  • República Democrática do Congo
  • República do Congo
  • Ruanda
  • Rússia
  • Santa Lúcia
  • São Cristóvão e Névis
  • São Vicente e Granadinas
  • Senegal
  • Serra Leoa
  • Síria
  • Somália
  • Sudão do Sul
  • Sudão
  • Tailândia
  • Tanzânia
  • Togo
  • Tunísia
  • Uganda
  • Uruguai
  • Uzbequistão

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Saúde

Anvisa barra “canetas milagrosas”: perigo real para quem quer emagrecer rápido

Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta quarta-feira (21) a venda, fabricação, distribuição, importação, divulgação e uso das “canetas emagrecedoras do Paraguai” à base de tirzepatida (Synedica e TG) e retatrutida, de todos os lotes e marcas. Esses produtos eram vendidos principalmente em perfis do Instagram, sem qualquer controle ou registro oficial.

Segundo a Anvisa, as substâncias vêm de empresas desconhecidas e não têm registro, notificação ou cadastro na agência. Ou seja, não há como garantir o conteúdo, a dosagem ou a qualidade do que está sendo vendido.

O alerta é claro: o uso desses produtos é proibido em qualquer situação. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União e passa a valer imediatamente em todo o país.

Especialistas reforçam que medicamentos irregulares vendidos pela internet podem causar problemas graves de saúde, desde reações alérgicas até complicações cardíacas. A recomendação é direta: não compre nem use essas canetas emagrecedoras.

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Judiciário

Moraes manda PGR opinar sobre prisão de Filipe Martins em 15 dias

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, deu prazo de 15 dias para que a PGR se manifeste sobre o pedido de reconsideração da prisão preventiva do ex-assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, Filipe Martins, conforme O Antagonista. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (21), e Moraes só decidirá após ouvir a PGR.

A prisão de Martins foi decretada em 31 de dezembro por suposto descumprimento de medida cautelar que proibia o uso de redes sociais próprias ou por terceiros. Moraes apontou atividade suspeita na conta do LinkedIn do ex-assessor.

A defesa, no entanto, trouxe logs oficiais fornecidos pela Microsoft mostrando que o último acesso à conta foi em 13 de setembro de 2024, muito antes da cautelar de 26 de dezembro de 2025.

Segundo os advogados, o acesso foi feito de forma legal por um advogado nos EUA, para instrução probatória de processo em andamento naquele país. Martins, na época, estava em Ponta Grossa (PR), com tornozeleira eletrônica e sem qualquer possibilidade de acessar a conta pessoal.

Filipe Martins recebeu 21 anos de prisão, incluindo 18 anos e 11 meses de reclusão, por crimes como tentativa de golpe, participação em organização criminosa armada e dano a patrimônio público.

A decisão de Moraes e o prazo dado à PGR reforçam o imbróglio jurídico em torno do ex-assessor, enquanto a defesa luta para derrubar a prisão preventiva.

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Judiciário

PGR libera caminho para redução de pena de Roberto Jefferson e abre porta para semiaberto

Foto: Reprodução

A PGR sinalizou ao STF que parte das condenações do ex-deputado federal Roberto Jefferson pelos crimes de calúnia e incitação ao crime já prescreveu, abrindo caminho para a redução da pena e progressão para o regime semiaberto. O parecer foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

Jefferson, em prisão domiciliar desde maio de 2025, havia sido condenado em dezembro de 2024 pelo plenário do STF a mais de 9 anos de reclusão e detenção, além de multa, por crimes previstos na antiga Lei de Segurança Nacional, no Código Penal e na Lei do Racismo. Com a prescrição reconhecida, a pena remanescente cairia para sete anos, seis meses e cinco dias.

O parecer da PGR também defende o abatimento do tempo já cumprido desde agosto de 2021 em prisão preventiva, incluindo a custódia domiciliar. Segundo o órgão, o ex-deputado já cumpriu mais de quatro anos, tempo suficiente para a progressão ao semiaberto.

Agora, resta apenas a análise do critério subjetivo: a boa conduta carcerária, que será verificada junto à Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro e à 4ª Vara Federal Criminal.

A decisão final sobre a redução da pena e a progressão ficará nas mãos de Alexandre de Moraes, definindo o próximo capítulo da trajetória de Jefferson, figura marcada por polêmicas, confrontos políticos e um histórico de desafetos no cenário nacional.

 

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Geral

Carnaval de Guamaré confirma Rafa e Pipo, filhos de Bell Marques, como primeira atração de 2026

Foto: Divulgação

A Prefeitura de Guamaré, por meio da Secretaria de Turismo, confirmou a primeira atração do Carnaval 2026: a dupla baiana, os irmãos Rafa e Pipo.

O anúncio aumenta a expectativa para mais uma grande edição do evento, considerado um dos mais animados carnavais de rua da Costa Branca potiguar.

A dupla, formada pelos filhos do cantor Bell Marques, deve se apresentar na terça-feira de Carnaval, 17 de fevereiro, puxando um trio elétrico pelas ruas da cidade.

Sob a gestão do prefeito Hélio Willamy, Guamaré segue respeitando suas tradições e fomentando o turismo de eventos, gerando empregos e renda.

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Judiciário

OPERAÇÃO FECHAMENTO: Oito réus na mira do MPRN por sonegar R$ 1,5 milhões em ICMS e lavar dinheiro

Foto: Freepik

O Ministério Público do RN denunciou oito pessoas envolvidas em um esquema pesado de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 1,5 milhão em ICMS não pago. A denúncia, resultado da Operação Fechamento, coloca os acusados como réus e detalha uma rede de laranjas, empresas fantasmas e sucessões fraudulentas para driblar a fiscalização.

O grupo atuava entre 2008 e 2025, abrindo CNPJs de fachada para continuar vendendo calçados, bolsas e acessórios em Natal e Parnamirim sem recolher impostos. A investigação identificou até mercadorias sem nota fiscal avaliadas em R$ 146 mil e uso de máquinas de cartão de crédito fora da contabilidade oficial para sumir com receitas.

Segundo a denúncia, havia um núcleo de liderança familiar, contadores que planejavam a fraude e funcionários que figuravam como sócios de fachada.

Diálogos em celulares mostraram o planejamento das sonegações e a blindagem do patrimônio contra penhoras judiciais. Um dos réus ainda responde por posse de munição de uso restrito, encontrada durante a operação.

O MPRN pede a condenação pelos crimes de associação criminosa, sonegação, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, além do confisco de R$ 2,9 milhões em bens e valores ligados aos líderes do esquema.

A ação é conduzida pelo GAESF, grupo especializado em rastrear fraudes tributárias complexas e garantir que o dinheiro desviado volte para o Estado.

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