Diversos

“Deixei o país com 5 malas e R$ 600 rumo à Alemanha, hoje tenho 3 empresas”

Foto: Arquivo pessoal

“Quando eu tinha 17 anos, minha mãe teve meningite, eu fiquei sozinha para cuidar dela e da minha irmã de 4 anos. Quando esta irmã completou 18, surgiu a possibilidade de ir para Alemanha. Eu sonhava em ganhar dinheiro para pagar um tratamento melhor para mamãe, já que ela estava praticamente vegetando em uma cama ao longo de todos esses anos”.

A oportunidade surgiu por acaso, eu tinha um salão de cabeleireiro em Cabo Frio (RJ), onde eu morava, e certa vez uma brasileira que vivia no exterior, foi no meu salão fazer o cabelo e me perguntou: ‘Por que que você não faz show de samba na Alemanha? Sempre me perguntam sobre mulheres que fazem show de samba, mas sou branca, e eles não se interessam por mim lá, você podia ir e fazer’. Achei a ideia boa, ela me passou um contato de lá, falei com eles, e 15 dias depois eu estava de partida para a Europa.

Em abril de 2000, eu desembarquei sozinha em Dresden, com 5 malas e R$ 600 no bolso (na época a moeda era o marco alemão e essa quantia dava quase 600 marcos).

Os primeiros três anos foram os mais difíceis. Aprendi alemão sozinha em oito meses, o que tornou minha vida bem mais prática e abriram-se mais portas. Eu já falava inglês, mas aqui eles aprendiam como segunda língua o russo, então poucos falavam inglês em Dresden.

Os meus primeiros três invernos também foram difíceis, não exatamente por causa do frio, que eu até gosto, mas pela falta de luz, que me deixava triste e desanimada. Para evitar cair em depressão, eu fazia bronzeamento artificial só para sentir aquela luz.

‘Troquei hospedagem por faxina’

Quando cheguei em Dresden, eu só tinha hospedagem para uma semana, que era na casa do dono de uma discoteca, (o contato que a moça havia me dado, não era de um grupo de samba, mas de um sujeito que gerenciava uma discoteca aqui). Eu tive que me virar para conseguir os contatos dos grupos que faziam esses shows de samba na Alemanha, então enquanto as músicas tocavam, eu subia no palco com roupa carnavalesca, e dessa forma, consegui alguns contatos.

A esposa do dono da disco estava morrendo de ciúmes de mim, aí no quarto dia eu deixei a casa deles e saí andando, procurando algum lugar para ficar, com pouco dinheiro. Vi uma loja de estrangeiros, eles falavam inglês e eu perguntei se conheciam alguém que alugava um quarto. Me deram o contato de um africano muito respeitoso, que atuava na política, e assim, ele permitiu que eu morasse na casa dele durante 6 meses em troca de serviços domésticos e faxina, e isso me ajudou bastante.

Comecei a dançar samba em um show folclórico brasileiro e depois fui morar em Frankfurt, onde se ganhava mais dinheiro. Viajava muito, trabalhava muito, sempre em eventos dos outros, grupos, clubes. Frankfurt era mais central e os voos sempre partiam de lá com destino a outros lugares e países.

‘Cilada: quase virei escrava sexual’

Antes de viver em Frankfurt, quando ainda estava em Dresden, nas minhas horas vagas da discoteca, eu me apresentava em aniversários, casamentos e festas dançando samba. Certa vez, recebi um convite para fazer um show de samba em uma outra cidade e por muito pouco não caí numa cilada. Um táxi pago pelo contratante me levou até o local, uma casa muito bonita e enorme, onde eu faria o show de samba em uma festa privada de empresa. Levei minhas fantasias de Carnaval e quando cheguei lá, era um bordel.

Notei que havia algo estranho quando vi um pole dance no palco. Eu fiquei apavorada. Antes de deixar o Brasil, eu havia pesquisado sobre a vida de brasileiros na Europa, e tinha lido que jamais deveríamos entregar nosso passaporte para um empregador, pois eles poderiam te fazer escrava sexual.

Um homem do local veio e pediu o meu passaporte, eu gelei. Disse que estava junto com as minhas fantasias e outras coisas no camarim e que ia buscá-lo.

O primeiro bar fundado por Denisa na Alemanha. Foto: Divulgação

Eu estava em uma cilada. Quando entrei no camarim, havia uma moça se arrumando, perguntei do que se tratava aquele local, e em inglês ela me respondeu ‘como assim? Isso aqui é um bordel. Por quê? Você não veio para ir para os quartos fazer programa?’

Eu desconversei, dizendo que topava fazer tudo, pois queria ganhar dinheiro, e em seguida, perguntei a ela onde poderia me trocar sozinha, pois estava tímida, e ela me indicou o quarto dela, onde recebia seus clientes. Eu levei as minhas coisas, vi que ninguém havia me visto e fugi, sai correndo pela rua. Era inverno, e estava nevando.

Eu andava rápido e escondida, com medo que eles me seguissem. Um frio danado, e eu não sabia onde estava. Aí passou um táxi e eu literalmente me joguei na frente do carro. Eu só dizia ‘help me’, mas ele entendeu o meu desespero.

Eu tentei me comunicar com ele usando um pequeno dicionário que eu carregava. Eu não tinha dinheiro pra corrida, porque era o contratante que pagaria, ele me levou de graça até Dresden, e esse taxista alemão é meu amigo até hoje.

‘Em 2008, montei meu próprio grupo de samba’

Depois de quatro anos vivendo na Alemanha, eu fui para o Brasil, fiz uma lipo e paguei excelentes tratamentos para a mamãe, que conseguiu sair da cama. Eu consegui dar a ela uma vida digna.

Após a morte da mamãe, eu deixei Frankfurt e voltei para Dresden, e em 2008, montei o meu próprio grupo de shows de samba. Tive que investir em fantasias para mim e o grupo, além de instrumentos musicais, trajes para todos os dançarinos, capoeiristas.

Em Dresden, eu não seria concorrente de ninguém, e logo de início fiz bastante propaganda, investi bastante e deu certo. Eu sou uma mulher com tino comercial, sempre fui, por mais dificuldades que eu tivesse no Brasil, cheguei a ter dois salões de cabeleireiro.

‘Vi na caipirinha uma nova oportunidade’

Anualmente acontece em Dresden um festival chamado Bundesrepublik Neustadt, uma festa muito doida e alternativa no bairro de Neustadt. Um sujeito queria montar uma barraca de coquetéis, mas eu nunca havia feito uma caipirinha na minha vida.

Daí, eu lembrei que uma brasileira aqui havia trabalhado em uma barraca de caipirinhas em Porto Seguro. Ela topou a ideia, e eu pedi um dinheiro emprestado a um amigo, compramos tudo que precisava, o dono cedeu o quiosque e trabalhamos lá, e foi um sucesso.

Após essa experiência, em 2009, comprei uma barraca desmontável e comecei a trabalhar vendendo caipirinhas em diversos festivais, e aí foram surgindo convites para festas. Eu incrementei o negócio, nós trabalhávamos fantasiados, com plumas e paetês, música na barraca, dançando, rindo e brincando com as pessoas.

Sempre formavam filas na nossa barraca. O diferencial não era apenas o sabor da caipirinha, mas o nosso jeito de ser.

‘Racismo na Alemanha? Nunca’

Eu nunca sofri racismo na Alemanha, a questão da cor da pele não faz diferença, se existe algum racista é algo raro. O preconceito aqui é contra estrangeiro no geral. Quando eu cheguei há 20 anos, a coisa era muito pesada e acho que ser mulher, jovem e bonita foi uma vantagem.

No Brasil, eu já fui barrada em um hotel em Copacabana. No café da manhã do hotel, uma funcionária segurou meu braço e disse que eu não poderia tomar café da manhã ali. Eles deduziram que uma mulher negra, tomando café da manhã em um hotel de luxo só podia ser uma prostituta que dormiu com algum gringo e que no dia seguinte se achou no direito de ir ao restaurante. Só podia ser isso né?

Esse tipo de situação eu nunca vivi na Alemanha e em lugar nenhum. Os problemas que eu tive na Alemanha foram por ser mulher, estrangeira e sozinha -com empregadores querendo tirar proveito, passar a perna.

‘Me incomodava usar peças pequenas para dançar’

Os meus shows são folclóricos, eu me inspirei um pouco nos shows do Plataforma Rio [extinta casa noturna carioca que exibia shows folclóricos], mas tem muita criação minha também. Quando eu montei o meu grupo, eu quis mudar um pouco, porque tinha coisas que me incomodavam. No Brasil por exemplo, você está dançando no Carnaval sob 40 graus, um calor danado, é justificável a gente usar aqueles biquínis pequenos.

Mas me incomodava usar essas coisas aqui, porque eu não queria ser vista de uma maneira sexista. Quando criei meu grupo, comecei a cobrir as minhas roupas. O que gringo quer ver é samba. Ele não faz questão de ver bunda. As bundas das dançarinas dos meus shows são cobertas, e os clientes gostam muito disso, porque eu trabalho para muitas empresas em eventos, não fica bem aquele monte de ‘popo’, os meus shows são também diferenciados neste sentido.

‘A crise em 2016 que gerou nova empresa’

Em 2016, houve em Dresden uma crise muito grande, um movimento xenofóbico na cidade, que matou o turismo na cidade e quebrou restaurantes e hotéis. Diminuiu muito os meus shows de samba e os coquetéis/bares móveis.

Eu estava desesperada, eu tinha que ganhar dinheiro. Passei a fazer limpeza sozinha, mas eu vi que não daria conta de atender a todos, aí montei uma equipe e chamei estudantes pra trabalhar comigo. Os brasileiros são ótimos para fazer limpeza.

Em 2018, criei uma empresa de limpeza. Eu já queria ter algo que funcionasse o ano inteiro, porque os shows e coquetéis são mais no verão. Agora, nessa pandemia, é isso que está me salvando porque a limpeza não parou.

Eu tenho uma vida estável hoje. Consigo oferecer oportunidades para outros brasileiros e estrangeiros refugiados que trabalham nos três negócios comigo. Posso dizer que sou uma pessoa vencedora. Não sou rica, mas tenho o suficiente para ter uma certa tranquilidade, paguei o tratamento da mamãe, dei uma casa para a minha irmã, e estou visando mais para o meu futuro.

‘Sem planos de viver no Brasil’

Eu gosto muito da Alemanha, não tenho vontade de voltar a morar no Brasil. As coisas aqui funcionam, são organizadas, as pessoas têm respeito. Moro no térreo, não preciso de grade, de alarme, nada dessas coisas que a minha casa no Brasil tinha, e que mesmo assim, foi assaltada. Moro sozinha, tenho um namorado alemão, mas não quero morar junto, acho que sou teimosa como eles.

Já realizei todos os meus sonhos. Cheguei aqui com 31 anos e sabia bem o que eu queria, não era nenhuma menina boba. Tenho alguns planos a realizar, mas Deus sempre mostra o caminho. Quero um dia abrir um teatro folclórico brasileiro em Dresden e trazer artistas do Brasil pra se apresentar por temporadas.

Eu sempre fui feliz, mas depois dos 50, eu tô me achando. Me casei aos 20, divorciei aos 25, percebi que casamento não é coisa pra mim. Adoro liberdade, não quis ter filhos. Eu amo a Deus, me amo, amo o próximo. Acho que liberdade e amor são o segredo da minha felicidade.

Universa – UOL

 

Opinião dos leitores

  1. Tenho vontade de ir pra Europa trabalhar como faxineira.
    Será que pagam bem?

    1. Bixa, a Roberto Freire tá fraca assim o movimento?
      Aqueta o facho.

    2. Froxa do jeito que você é, não vai ganhar nem o da sopa Rsrs bixa use pedra Hume.

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Oposição se mobiliza e exige proteção imediata para lobista após denúncias contra governo Lula


Foto: Reprodução/CNN Brasil

Após as declarações de Roberta Luchsinger à CNN Brasil, a oposição ao governo iniciou uma forte ofensiva institucional e nas redes sociais. Em publicação no X, parlamentares relataram ter acompanhado a transmissão ao lado de lideranças como o deputado Luciano Zucco (PL-RS) e o senador eleito Sanderson (PL-RS), defendendo a entrada imediata da empresária no programa de proteção a testemunhas.


O líder da oposição na Câmara, deputado federal Gilberto Silva (PL-PB), informou ter protocolado pedidos formais em diversas instâncias para garantir a “proteção de vida à delatora de Lula”. Silva afirmou que a oposição não aguardará uma decisão do governo sobre o tema e confirmou o envio de ofícios à Polícia Federal, ao Ministério da Justiça, à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), à Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) e ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

A estratégia da oposição inclui ainda um Requerimento de Informação e a convocação do ministro da Justiça para prestar esclarecimentos na Comissão de Segurança Pública, além de pedidos de audiência nas Comissões de Direitos Humanos e da Mulher. “Se o Estado não proteger, levamos à Comissão Interamericana. Ninguém vai calar uma testemunha neste País”, declarou o parlamentar.

Paralelamente, a repercussão ganhou tração nas redes digitais. O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, divulgou trechos da entrevista no Instagram e mobilizou apoiadores no X ao impulsionar a hashtag “Fala tudo Roberta”, que figurou entre os assuntos mais comentados do dia na plataforma.

Com informações da Jovem Pan News

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Lula nega ligação com lobista e vê intenção eleitoral em acusações na reta final do 2º turno


Foto: Reprodução/Estadão Conteúdo

Às vésperas do segundo turno das eleições, o presidente Lula (PT) reagiu com firmeza às declarações da lobista Roberta Luchsinger prestadas à CNN Brasil neste sábado (17). Em nota oficial, o chefe do Executivo negou qualquer envolvimento com a empresária, disse desconhecer negociações citadas por ela e assegurou que o governo federal não possui contratos com a investigada.

As declarações de Luchsinger envolvem também o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que, segundo ela, teria se reunido “inúmeras vezes” com ministros do governo sob o conhecimento de Lula. A empresária, que negou a farsa de acusações que a rotulam como “pilantra”, afirmou pretender fechar um acordo de delação premiada.

Em contra-ataque, Lula classificou a divulgação como oportuna e tendenciosa. “Causa estranheza que essas declarações sejam lançadas justamente às vésperas do segundo turno”, afirmou o presidente, ressaltando que o eleitorado brasileiro já presenciou denúncias sem provas usadas para manipular a opinião pública em períodos eleitorais.

Com informações da CNN Brasil 

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[VÍDEO] “CANALHA”: Amiga de Lulinha acusa Lula, diz que não será “boi de piranha” e anuncia que fará delação premiada

A empresária e lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha, chamou o presidente Lula (PT) de “canalha”, “covarde” e “mau-caráter” e afirmou que pretende fazer uma delação premiada. Ela é investigada pela Polícia Federal por suspeitas de tráfico de influência em negócios envolvendo órgãos federais.

“Vou fazer uma delação premiada porque não serei eu o ‘boi de piranha’. O que eu fiz, se for crime, eu vou responder”, declarou Roberta em entrevista neste sábado (17) à CNN Brasil.

A lobista também afirmou que Lulinha teria se reunido várias vezes com ministros do governo, inclusive Camilo Santana. Ela prometeu não poupar ninguém em uma eventual colaboração com a Justiça.

As declarações vieram depois de Lula dizer que não conhecia Roberta e chamá-la de “pilantra” e “Vorcaro feminino”. A empresária aparece ao lado do presidente em fotografias, mas o presidente sustenta que pode apenas ter posado para imagens, como faz com apoiadores.

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TSE mantém no ar reportagem da revista Veja com denúncias de Vorcaro contra Lula

Ana Paula Paiva/Valor/Agência O Globo

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, decidiu neste sábado (17) que a reportagem de capa da revista VEJA sobre relatos do banqueiro Daniel Vorcaro envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá continuar sendo publicada.

A Advocacia-Geral da União (AGU) e a campanha de Lula haviam acionado o TSE para questionar a publicação e solicitar direito de resposta.

A matéria apresenta áudios atribuídos a Vorcaro nos quais ele relata pagamentos de R$ 30 milhões para financiar um documentário sobre Lula, dirigido pelo cineasta Oliver Stone. Segundo a publicação, o objetivo seria facilitar o acesso a fundos de pensão de empresas estatais e viabilizar investimentos de até R$ 10 bilhões no Banco Master.

As informações teriam sido apresentadas pela defesa do banqueiro à Procuradoria-Geral da República (PGR) durante tentativas de firmar um acordo de colaboração premiada, recusado duas vezes pelo órgão.

Nunes Marques afirmou não identificar, em análise preliminar, elementos suficientes para determinar a retirada do conteúdo. Segundo a decisão, a reportagem atribui ao banqueiro o núcleo das acusações, apresenta a negativa do candidato e inclui ressalvas relevantes. Para o ministro, não ficou demonstrada falsidade evidente ou descontextualização grave que justificasse a medida.

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Vorcaro encomendou vídeos apócrifos para atacar jornalistas Malu Gaspar e Lauro Jardim

Fotos: Reprodução

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, planejou ataques contra os jornalistas Lauro Jardim e Malu Gaspar, do jornal O Globo, em razão de reportagens sobre operações financeiras da instituição. Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram que ele discutiu a produção de vídeos anônimos para tentar descredibilizar os profissionais.

Em conversas de março de 2025, a então superintendente de Comunicação e Marketing do banco, Ana Lúcia Matos, apresentou roteiros de vídeos apócrifos contra os jornalistas. Vorcaro sugeriu alterações e aprovou trechos das propostas, mas criticou uma das versões produzidas.

As mensagens também mostram que o banqueiro pediu a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, que Lauro Jardim fosse agredido em um assalto forjado. Em relação a Malu Gaspar, Vorcaro pediu ao publicitário Thiago Miranda que procurasse informações sobre a vida pessoal da jornalista.

Em nota, O Globo repudiou a campanha e afirmou que as ações representam uma tentativa de intimidar a imprensa e desacreditar o jornalismo profissional. O veículo declarou que continuará trabalhando com rigor e independência.

Na sexta-feira (16), a defesa de Vorcaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de uma investigação sobre o vazamento das conversas. Os advogados afirmam que o banqueiro é alvo de um “processo de linchamento público”.

Ana Matos, que deixou o banco em dezembro de 2025, questionou a integridade dos trechos divulgados. Ela afirmou não ter acesso ao material original e disse não ter condições de verificar sua autenticidade, levantando a possibilidade de que as mensagens tenham sido selecionadas e editadas fora de contexto.

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[VÍDEO] “O Brasil está unido pela mudança!”, diz Flávio Bolsonaro ao compartilhar imagens de multidão reunida no Farol da Barra, em Salvador

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) compartilhou neste sábado (17), no X, imagens da multidão de apoiadores reunida no Farol da Barra e na orla de Salvador, durante ato de campanha na capital baiana. Ao publicar os registros, o senador escreveu: “O Brasil está unido pela mudança!”.

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Lula passa sábado em Brasília se preparando para primeiro debate com Flávio Bolsonaro

Foto: Reuters

O presidente Lula (PT) dedicou este sábado (17), em Brasília, à preparação para o primeiro debate do segundo turno com Flávio Bolsonaro (PL), marcado para domingo (18), na Band.

A estratégia da campanha petista é priorizar as realizações do governo e propostas para um eventual novo mandato, evitando ataques pessoais ao adversário.

Entre os temas previstos estão o fim da escala 6×1, medidas para microempreendedores individuais (MEIs), ampliação da isenção do Imposto de Renda e o programa Desenrola. Lula também deve abordar propostas para a saúde e a educação.

A equipe do presidente considera a disputa indefinida e aposta no desempenho nos debates, na mobilização nas ruas e no engajamento nas redes sociais para conquistar votos na reta final.

A campanha também pretende criticar o plano de corte de gastos de Flávio, batizado de “Tesouraço”, apontando possíveis impactos das medidas para a população.

Do lado do senador, a orientação também é evitar ataques pessoais. Flávio deve concentrar suas intervenções em segurança pública, saúde e economia, além de responder a eventuais provocações.

Opinião dos leitores

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Revista Veja divulga detalhes da perícia que comprova a autenticidade do áudio de Vorcaro sobre os R$ 30 milhões para produzir documentário de Lula

Fotos: Reprodução/CNN Brasil

A reportagem de capa da Revista VEJA da semana passada mostrou com áudios e documentos parte das informações que o ex-banqueiro já se dispôs a entregar às autoridades competentes. Na matéria em questão, Vorcaro diz ter pago 30 milhões de reais para ajudar no financiamento do documentário sobre Lula, de Oliver Stone, além de um valor não revelado ao Instituto Lula, sendo tudo isso uma espécie de “pedágio” para ter acesso aos fundos de pensão das estatais. O ex-banqueiro disse ter levado, por meio de seus advogados, essas informações à Procuradoria-Geral da República.

Diálogos do celular do ex-dono do Master, apreendido pela Polícia Federal, reproduzidos na reportagem de VEJA, comprovam que, depois disso, Vorcaro teve encontros com Alexandre Padilha, então ministro de Relações Institucionais de Lula, e contou com a ajuda de auxiliares dele para realizar uma série de reuniões em instituições como Postalis, Previ e Petros para tratar de um negócio que renderia aos cofres do Master 10 bilhões de reais. Em sua proposta de delação, o ex-banqueiro diz que, em contrapartida, pagaria a esses operadores uma propina de 10% sobre o dinheiro arrecadado.

A autenticidade do áudio foi confirmada por diferentes fontes. Advogado de Vorcaro, Daniel Bialski divulgou nota dizendo que a voz da gravação é realmente do seu cliente. Natália Vorcaro, irmã do ex-banqueiro, também atestou à VEJA a mesma informação. VEJA também submeteu esses áudios a uma perícia, de forma a comprovar a autenticidade da voz e a ausência de qualquer edição ou manipulação no material.

Trecho de documento com o título 8. Conclusão e respostas aos quesitos. O Quesito 1 pergunta se arquivos de áudio apresentam indícios de montagem, interferência ou fraude. A resposta é Não, afirmando que os arquivos não mostram manipulação de voz por inteligência artificial após exames técnicosPerícia em áudio divulgado por VEJA (Imagem: Reprodução)

O laudo, assinado pelo perito Leocadio Casanova, não deixa dúvidas. Sobre a autenticidade da voz, o especialista escreve o seguinte: “Os exames instrumentais são COMPATÍVEIS com a hipótese de que a voz presente nos cinco áudios questionados é a de Daniel Vorcaro, e nenhum parâmetro examinado é contrário a essa hipótese”. Leocadio também descarta qualquer possibilidade de manipulação no material divulgado por VEJA: “Submetidos aos exames estrutural, espectral, de continuidade temporal, de duplicação e de indicadores de síntese, os cinco arquivos identificados pelos hashes da Tabela 1 não apresentam qualquer elemento técnico indicativo de montagem, edição, corte, inserção, reordenação, síntese ou manipulação de voz por inteligência artificial”.

Um recorte de papel rasgado com texto impresso em português. O título Quesito 2 pergunta se a voz em áudios é compatível com a de Daniel Vorcaro. A Resposta afirma que exames instrumentais são compatíveis com a hipótese de que a voz é de Daniel Vorcaro, com base em padrões públicos e áudios do WhatsApp

Perícia em áudio divulgado por VEJA (Imagem: Reprodução)

O perito responsável por essa análise tem mais de duas décadas de experiência e atuação em casos criminais de alta repercussão no Brasil. Um deles foi o áudio em que o empresário Joesley Batista, do grupo J&F, gravou secretamente em 2017 o então presidente Michel Temer.

 

Revista Veja

Opinião dos leitores

  1. O Brasil inteiro sabe disso. Por que, até hoje, não aceitaram delação do Vorcaro? A esquerda voltou a cena do crime, simples assim.

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[VÍDEO] Flávio Bolsonaro mobiliza milhares de apoiadores no Farol da Barra e na orla de Salvador-BA

 

O candidato à Presidência Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reuniu milhares de apoiadores na tarde deste sábado (17) em Salvador, na Bahia. Vestida predominantemente de verde e amarelo, a multidão ocupou trechos da Avenida Oceânica e no Farol da Barra à espera do candidato e de lideranças políticas.

Flávio chegou à capital baiana acompanhado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e seguiu para o trio elétrico montado na Barra, de onde as lideranças discursaram para os presentes.

Opinião dos leitores

  1. O problema não está nas capitais, lá ACM Neto ganhou, o problema está nas cidades pequenas dos interiores do Norte e Nordeste!!!

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[VÍDEO] Nikolas afirma que Flávio subirá rampa do Planalto com Jair Bolsonaro

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou neste sábado (17) que Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, subirá a rampa do Palácio do Planalto ao lado do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Dia 6 de janeiro, ele (Flávio) vai estar subindo a rampa. Ele não vai subir a rampa sozinho, vai subir com cada um de nós. E junto com Jair Messias Bolsonaro”, declarou Nikolas.

A declaração foi feita durante um ato de campanha em Vitória (ES), onde Flávio percorreu a orla da cidade em um trio elétrico, acompanhado por apoiadores.

O evento também contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do candidato ao governo do Espírito Santo Lorenzo Pazolini (Republicanos).

Opinião dos leitores

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