O site Congresso em Foco divulgou hoje (10) a lista dos deputados federais que respondem a inquérito no Supremo Tribunal Federal. Dos 114 deputados que integram a lista, dois são do Rio Grande do Norte: Fábio Faria (PMN) e Rogério Marinho (PSDB).
Cristiano Ronaldo anunciou, nesta quinta-feira (5), sua aposentadoria da seleção de Portugal. O atacante comunicou a decisão por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, no qual agradeceu aos companheiros e afirmou que foi um privilégio ter sido capitão da equipe portuguesa.
A despedida acontece após uma crise com o técnico Jorge Jesus, iniciada no fim de setembro, quando o jogador ficou no banco de reservas durante a vitória sobre a Noruega, apesar de ter passado parte do segundo tempo aquecendo.
Insatisfeito, Cristiano Ronaldo deixou a concentração da seleção em 30 de setembro, após uma entrevista coletiva na qual Jorge Jesus reafirmou sua autoridade sobre as decisões da equipe. Dias depois, o atacante do Al-Nassr acusou o treinador de descumprir acordos sobre sua participação nas partidas.
O jogador chegou a pedir desculpas por abandonar a concentração e afirmou que continuava disponível para defender Portugal. Mesmo assim, recebeu uma suspensão de 30 dias e multa de 255 euros, aproximadamente R$ 1,4 mil, aplicadas pela Federação Portuguesa de Futebol.
A punição terminou em 30 de outubro, antes dos próximos compromissos da seleção. Apesar disso, Cristiano Ronaldo decidiu encerrar sua trajetória com a camisa portuguesa.
Aos 41 anos, Cristiano Ronaldo encerra sua passagem pela seleção portuguesa com 234 partidas disputadas e 146 gols marcados. O craque detém os recordes históricos de jogos e gols pela equipe nacional.
O Rio Grande do Norte está entre os estados que são alvo da Operação Azzardo, deflagrada na manhã desta quinta-feira (5) pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) contra um esquema bilionário de apostas clandestinas e lavagem de dinheiro. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 3,48 bilhões dos investigados.
A operação mobiliza cerca de 200 policiais civis para cumprir 50 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Rio Grande do Norte, São Paulo, Goiás, Paraná e Ceará. São 24 mandados no DF e outros 26 distribuídos entre os cinco estados.
Segundo as investigações, o grupo utilizava plataformas de apostas sem autorização federal para movimentar grandes quantias de dinheiro. Somente por meio de transferências via Pix, o esquema movimentou R$ 739 milhões.
A investigação começou há cinco meses, após informações encaminhadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Os policiais identificaram dezenas de empresas de fachada utilizadas para receber e redistribuir recursos, inclusive com conversão em criptomoedas para dificultar o rastreamento.
Uma fintech sediada em São Paulo, autorizada pelo Banco Central, também entrou na mira da operação. A instituição e empresas do mesmo grupo movimentaram cerca de R$ 1 bilhão, incluindo transações relacionadas a casas de apostas não autorizadas.
Além do bloqueio bilionário, a Justiça determinou a suspensão dos registros de 100 empresas e a quebra dos sigilos bancário e fiscal de 82 pessoas físicas e 83 pessoas jurídicas.
Os investigados poderão responder por crimes cujas penas somadas podem chegar a 33 anos de prisão.
O grupo bancário francês Crédit Mutuel Arkéa confirmou ter sido vítima de um ataque cibernético. De acordo com informações da própria instituição, criminosos virtuais teriam desviado cerca de 100 milhões de euros (aproximadamente R$ 615 milhões na cotação atual), embora o montante exato ainda esteja em fase de apuração final.
Em nota oficial encaminhada à imprensa, o banco garantiu que a situação já se encontra sob controle, que os ativos e contas dos clientes não foram afetados e que os serviços operacionais estão sendo restabelecidos gradualmente. “Assim que o ataque foi detectado, e em conformidade com os procedimentos habituais, o Grupo contatou as autoridades competentes e de supervisão para as informar da situação”, informou a instituição financeira.
Estratégia de conversão em criptoativos
De acordo com o comunicado, os invasores utilizaram a própria conta institucional do Crédit Mutuel Arkéa para efetuar transações com outros bancos. A manobra permitiu converter rapidamente os valores em criptomoedas através de plataformas especializadas de negociação.
Apesar da magnitude das cifras envolvidas, o banco assegurou que o prejuízo não compromete a solidez nem a saúde financeira do grupo. “As equipas do Crédit Mutuel Arkéa continuam totalmente mobilizadas para medir com precisão as consequências deste ataque e reforçar os seus mecanismos de segurança”, destacou a empresa.
Escalada de ataques cibernéticos
A invasão ao banco francês ocorre em um momento de alerta máximo no setor financeiro global, poucos dias após a corretora de criptomoedas Binance sofrer o maior roubo da história do segmento, com o desvio de US$ 6,3 bilhões em criptoativos. O Federal Bureau of Investigation (FBI) atribuiu a ação na Binance a um grupo de hackers ligado ao governo da Coreia do Norte, acusação que Pyongyang nega veementemente.
O Palácio do Planalto recebeu de forma bastante positiva o resultado das eleições de meio de mandato (midterms) nos Estados Unidos, realizadas nesta terça-feira (3). A avaliação interna do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é que a nova configuração de forças no Congresso norte-americano abre um cenário promissor para retomar e destravar negociações diplomáticas e comerciais que estavam suspensas.
O pleito marcou uma vitória expressiva do Partido Democrata, que assumiu a maioria tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado, impondo um duro revés ao presidente Donald Trump. Além do controle do Legislativo, a chamada “onda azul” garantiu o comando de estados estratégicos até então governados por republicanos, como Geórgia, Iowa, Texas, Ohio e Nevada. Aliados e integrantes do governo brasileiro celebraram o resultado nas redes sociais, destacando paralelos com os movimentos políticos na América Latina.
Diálogo comercial e pautas prioritárias
As tratativas formais entre Brasília e Washington vinham sendo mantidas sob compasso de espera por conta do período eleitoral. Entre as pendências mais urgentes está o conjunto de tarifas impostas pela administração Trump a produtos brasileiros. Embora as negociações tenham sido ensaiadas em agosto após um contato telefônico entre Lula e Trump, os diálogos agora devem ser retomados em um ambiente institucional reconfigurado.
Membros da diplomacia e aliados do Executivo avaliam que a maioria democrata no Capitólio tende a favorecer o avanço de temas centrais da agenda internacional do governo brasileiro.
Em uma investida direta nos bastidores do Congresso Nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atuou pessoalmente nesta quarta-feira (4) para travar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da maioridade penal. A ofensiva articulada pelo Palácio do Planalto contou com a participação do Ministério da Justiça e de senadores da base aliada contrários à pauta.
Para frear o avanço da matéria, Lula fez ligações diretas ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Nas conversas, o chefe do Executivo defendeu que a proposta seja analisada prioritariamente pela Câmara, onde o tema já vinha sendo debatido.
Lula ponderou a necessidade de evitar ritos de urgência ou tramitação acelerada, solicitando que o debate seja ampliado com a realização de audiências públicas e maior participação da sociedade civil antes de qualquer deliberação decisiva em Plenário.
Na última quarta-feira (4), a taxa básica de juros no Brasil permaneceu onde se acostumou a ficar: no patamar mais alto do mercado financeiro mundial. De acordo com o jornalista e comentarista da CNN, William Waac, a manutenção da Selic na estratosfera é um balde de água fria sobre a economia real, mas reforça uma premissa fundamental: juros elevados não surgem por acaso, são o sintoma inevitável de escolhas e desequilíbrios políticos.
No centro desse diagnóstico está a insistência histórica em gastar além da capacidade de arrecadação do Estado. “Asociedade brasileira se acostumou, se viciou, depende de como vocês quiseremdescrever isso, esse comportamento é insustentável ao longo do tempo.Algo que Lula 3 não quis reconhecer e, ao que tudo indica, Lula 4 também nãoreconhecerá. O presidente já deu inúmeras demonstrações públicas de não sercapaz de entender o funcionamento de alguns mecanismos básicos em economia, apegado como é a ideia equivocada de que gasto público é vida”, comentou Waack.
O comentarista ressaltou que um vício fiscal é acumulado ao longo de sucessivas gestões e assimilado pela sociedade brasileira como norma. “O impasse atual reflete a hesitação da gestão Lula em romper com essa lógica, mantendo o apelo à tese equivocada de que a expansão contínua do gasto público é o único motor para o crescimento”, pontua o jornalista.
Para Waack, enquanto a política fiscal continuar ignorando o funcionamento básico das engrenagens econômicas e a necessidade do equilíbrio orçamentário, a conta continuará sendo cobrada no mesmo endereço: no bolso do contribuinte e no custo do crédito que trava o investimento no país.
[VÍDEO] “Faço acordo para cumprir. Homem cumpre palavra”, dispara líder do PL no Senado contra Alcolumbre https://t.co/IXDxWMYqEv https://t.co/2F89IDZsGw
O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), subiu à tribuna da Casa para fazer uma dura cobrança ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pelo descumprimento de um acordo prévio para a votação da redução da maioridade penal. A apreciação da matéria, agendada para a tarde da última terça-feira (3), foi retirada de pauta após um pedido direto do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A decisão gerou revolta na bancada de oposição. Segundo Portinho, o compromisso assumido entre a oposição e a base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha sido o pilar que viabilizou a aprovação unânime da PEC da Segurança Pública no dia anterior.
Em tom incisivo, o parlamentar fluminense anunciou que o canal de diálogo do partido com a liderança governista está suspenso por tempo indeterminado.”Quero deixar claro: o governo esgotou a partir de hoje com o líder do PL qualquer possibilidade de acordo, pelo menos pelos próximos meses, até que o mínimo seja cumprido. Chega. Porque eu faço acordo para cumprir. Homem cumpre palavra”, declarou Portinho no Plenário.
A manobra travou o andamento da pauta de segurança defendida pela oposição e escancarou o desgaste no ambiente político do Congresso, ameaçando a tramitação de novos projetos de interesse do Palácio do Planalto nos próximos meses.
[VÍDEO] Após desgaste com a Unimed, jornalista Rubens Lemos Filho consegue autorização para liberação de medicamento contra o câncer https://t.co/OOhWJ176pg https://t.co/iS7ABTR0x5
Após enfrentar dias de forte desgaste e incerteza, o jornalista Rubens Lemos Filho voltou a usar as redes sociais para anunciar que finalmente conseguiu a liberação do medicamento necessário para o seu tratamento contra o câncer junto a Unimed.
O desfecho favorável veio acompanhado do relato sobre os impactos provocados pelo impasse com a operadora do plano de saúde, que incialmente negou o medicamento. “Hoje fui informado que a Unimed autorizou, liberou o medicamento, e vou começar a fazer o tratamento. Em função do estresse, parece que eu levei uma surra. Estou esgotado física e emocionalmente”, desabafou o jornalista em mensagem aos seguidores.
Mobilização decisiva nas redes sociais e veículos de comunicação
A autorização só foi garantida após uma ampla rede de apoio se formar na internet, com internautas, colegas e leitores cobrando publicamente uma posição da operadora de saúde.
Rubinho fez questão de reconhecer o papel crucial da reação pública na solução do caso: “Quero agradecer a todas as pessoas que se manifestaram aqui na internet, por telefone, por mensagens de whatsapp em solidariedade a mim”, afirmou. O episódio expõe mais uma vez os desafios enfrentados por pacientes para assegurar o cumprimento de coberturas de saúde essenciais mesmo com obrigatoriedade contratual.
Apesar do desempenho vitorioso nas urnas em 2026, o PL enfrenta sérias dificuldades para converter sua força eleitoral em poder político no Congresso Nacional. Na Câmara dos Deputados, a ampla coalizão costurada pelo atual presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB), já desenha sua reeleição e empurra a legenda de Flávio Bolsonaro contra a parede. No Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) adota estratégia semelhante para neutralizar o avanço oposicionista.
A virada política expõe um pragmatismo habitual do Congresso: legendas do Centrão que apoiaram a candidatura de Flávio no segundo turno agora integram o bloco de sustentação a Motta, parlamentar que fez campanha aberta pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e viabilizou pautas do governo petista, como o fim da jornada 6×1 e o aumento do teto de faturamento para MEIs.
Embora o bloco partidário favorável a Flávio tenha elegido 286 deputados contra 124 das legendas aliadas a Lula, a vantagem nas urnas não se desdobrou em apoio automático para o controle da Câmara.
O cerco de Motta
Até o momento, Hugo Motta contabiliza o respaldo de 15 partidos, somando 361 deputados — margem confortável frente aos 257 votos necessários no pleito de 1º de fevereiro de 2027. O PL, por sua vez, garantiu a maior bancada da Casa (121 assentos), mas não possui musculatura suficiente para bancar uma candidatura própria isolada. Caso decida aderir à aliança de Motta, o bloco governista chegaria a 16 siglas e 482 parlamentares.
O impasse na legenda é escolher entre duas saídas: dar apoio formal ao candidato do Republicanos ou liberar a bancada para negociações individuais. A resistência em aderir formalmente é alimentada pela ala bolsonarista do partido, que critica abertamente a proximidade entre Motta e o Palácio do Planalto.
Após mais de duas horas de reunião na sede da sigla, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), informou que a decisão conclusiva foi adiada para o dia 11 de novembro, permitindo que os 32 novos deputados eleitos pela legenda também participem da escolha.
Cálculo dos danos e risco de perda de espaços
A preocupação de líderes do PL, como o presidente da sigla Valdemar Costa Neto, reside nas consequências diretas do isolamento partidário. Sem compor a maioria, a sigla corre o risco de perder:
Comissões temáticas: perda do direito de prioridade na escolha de presidências estratégicas, como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a Comissão de Saúde;
Mesa Diretora: diminuição do espaço de barganha para ocupar cargos de vice-presidência e secretarias;
Emendas de comissão: perda de influência sobre a indicação e negociação de verbas não impositivas.
Se a oposição for deixada de fora do acerto principal da Mesa Diretora, a maior bancada da Câmara começará a nova legislatura com capacidade reduzida de distribuição de poder e recursos.
[VÍDEO] PEGOU AR: Alcolumbre ataca eleição da oposição, ironiza críticas às urnas e reclama de ataques por travar impeachment de ministros do STF
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), usou a tribuna do Plenário nesta quarta-feira (4) para atacar a oposição. O presidente da Casa ironizou os questionamentos sobre o sistema eleitoral, ressaltando que as urnas eletrônicas serviram para comemorar as vitórias no primeiro turno, mas passaram a ser contestadas apenas após a derrota no segundo turno contra o presidente Lula.
Alcolumbre disse ainda que parte dos candidatos eleitos priorizou ofensas, agressões e ameaças durante a campanha, sem apresentar propostas para áreas como educação, saúde e desenvolvimento econômico.
Durante o discurso, Alcolumbre reclamou expressamente de ser alvo por se recusar a pautar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Um parlamentar ofendeu o Presidente do Senado Federal que não abre impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal. Mas deu os votos”, declarou.
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