Saúde

Dezembro tem maior número de mortes por Covid-19 no Brasil desde setembro, indicam secretarias de Saúde

Pessoas fazem compras na 25 de Março, no Centro de São Paulo, no dia 23 de dezembro. — Foto: Carla Carniel/AP

O Brasil registrou, em dezembro, o maior número mensal de mortes por Covid-19 desde setembro, mostram dados apurados pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias de Saúde do país.

Os dados parciais para o mês – do dia 1º até as 13h desta terça-feira (29) – apontam 18.570 óbitos pela doença. O número é maior que os vistos em outubro e em novembro, e só não supera o de setembro.

Além disso, o número representa, em relação às mortes registradas em novembro, um aumento de 40%. É a primeira vez, desde julho, que a quantidade de mortes em um mês é maior que a vista no mês anterior.

As médias móveis diárias calculadas pelo consórcio de imprensa para dezembro também apontaram que, em 21 dos primeiros 28 dias do mês, houve tendência de aumento nos óbitos. Em novembro, foram 12 dias com a mesma tendência no mês inteiro.

O dado parcial referente a dezembro foi calculado subtraindo-se as mortes totais até as 13h desta terça (191.735) do total de mortes até 30 de novembro, que era de 173.165 até as 20h. Os números dos meses anteriores foram determinados com a mesma metodologia, mas considerando o último dia de cada mês. (Veja mais ao final da reportagem).

Segunda onda

Para o físico Domingos Alves, responsável pelo Laboratório de Inteligência em Saúde da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto, o que se observa são as consequências da segunda onda da pandemia.

“A segunda onda já se impôs desde final de outubro. É óbvio que tenhamos um acréscimo no número de óbitos, em dezembro – que ainda não acabou –, muito maior que em novembro”, afirma.

Alves diz, ainda, que o padrão de óbitos da segunda fase da pandemia é diferente do da primeira.

“Quando se via o número de casos crescendo na primeira onda, se esperava duas semanas e já se via o número de óbitos crescendo. Agora, o delay [atraso] tem mais de um mês. As pessoas se infectando são as mais jovens – demora mais para infectar os mais velhos e [a pessoa] vir a óbito”, afirma o pesquisador da USP.

Ele acrescenta, ainda, que “aprendemos muito com o controle da pandemia. As pessoas internadas hoje vão menos a óbito que no início”.

Desde o primeiro caso de Covid, a ciência aprendeu formas de manejar pacientes com a doença – como, por exemplo, colocando-os de bruços.

Para o pesquisador, o cenário visto hoje “ainda é a ponta do iceberg”.

“Para janeiro, esses dados vão se agravar. Nós vamos ter uma mortalidade por Covid aqui no Brasil não vista até agora na pandemia. O número de óbitos vai explodir”, diz Domingos Alves.

Feriados e eleições

A previsão de Domingos Alves é compartilhada pela enfermeira epidemiologista Ethel Maciel, professora titular da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

“Com as festas de final de ano, com certeza teremos muitos casos e muitas mortes – porque as pessoas não estão fazendo o distanciamento, estão se aglomerando”, diz.

“Isso está muito relacionado a esse cansaço das pessoas. O vírus não se cansou da gente. Nós podemos ter cansado dele, mas ele não cansou. Ele se adaptou melhor – fez mutações que deram a ele uma capacidade maior de transmissão”, lembra Maciel.

Recentemente, novas mutações do coronavírus foram encontradas no Reino Unido e na África do Sul. Elas podem ser mais contagiosas do que outras “versões” do vírus. (Entenda mais sobre o que são mutações).

Para Ethel Maciel, o aumento nas mortes visto neste mês é reflexo de aglomerações anteriores – dos feriados de 12 de outubro, 2 de novembro e das eleições. Ela pontua que os próprios políticos, por exemplo, não deram bons exemplos de comportamentos para evitar a transmissão do vírus.

“As eleições tiveram influência. Políticos, pessoas se aglomerando: infelizmente foi o que nós vimos. A gente estava esperando o aumento de casos desde depois do feriado de outubro. Infelizmente, o que a gente faz hoje tem reflexo duas semanas depois. A gente vinha se preparando para chegar o verão muito próximo do controle. No final de outubro, viu a curva se modificando”, avalia.

A epidemiologista chama atenção também para o fato de que, nesta fase da pandemia, o risco de colapso dos sistemas de saúde – inclusive do privado, menos afetado no início do ano – é ainda maior. Isso porque os procedimentos que acabaram suspensos por causa da pandemia voltaram a ser feitos.

Ou seja: agora, os pacientes com Covid têm que “disputar” leitos de UTI, por exemplo, com aqueles que têm outros problemas de saúde.

“Alguns estados que não tiveram colapso antes correm risco de ter agora. Leitos foram desativados. A nossa capacidade de resposta não está sendo tão rápida. A gente está num momento de muita preocupação. Corre o risco de as pessoas ficarem doentes e não terem leitos – tanto no sistema público quanto no sistema privado”, alerta Maciel.

A professora da Ufes pede que, para o Ano Novo, as pessoas evitem se expor a riscos.

“O Ano Novo, culturalmente, é uma celebração em que a gente costuma se aglomerar. Esse ano, vamos ter essa passagem de ano diferente, ficar com a família”, sugere.

Metodologia

O consórcio de veículos de imprensa começou o levantamento conjunto no início de junho. Por isso, os dados mensais de fevereiro a maio são de levantamentos exclusivos do G1. A fonte de ambos os monitoramentos, entretanto, é a mesma: as secretarias estaduais de Saúde.

Outra observação sobre os dados é que, no dia 28 de julho, o Ministério da Saúde mudou a metodologia de identificação dos casos de Covid e passou a permitir que diagnósticos por imagem (tomografia) fossem notificados. Também ampliou as definições de casos clínicos (aqueles identificados apenas na consulta médica) e incluiu mais possibilidades de testes de Covid.

Desde a alteração, mais de mil casos de Covid-19 foram notificados pelas secretarias estaduais de Saúde ao governo federal sob os novos critérios.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. A culpa é dessa cambada de políticos irresponsáveis e crápulas que fizeram aglomerações no interior do estado e grande Natal, canalhas.

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[VÍDEO] Flávio Bolsonaro lota Praça da Liberdade e participa de motociata em Belo Horizonte (MG)

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) lotou a Praça da Libertade em Belo Horizonte-MG e participou neste sábado (24) de uma motociata ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e de aliados políticos, entre eles os governadores eleitos Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).

O grupo saiu da Praça do Papa em direção à Praça da Liberdade. Durante o percurso, não houve discursos, pois, segundo Nikolas, as regras eleitorais não permitiam pronunciamentos no último dia de campanha. O deputado comandou o ato com músicas, incluindo “Tchau, Tchau PT”.

Antes da motociata, Flávio gravou um vídeo com Cleitinho, com quem ainda não havia dividido um palanque. Na ocasião, afirmou que não ameaçaria o governador eleito nem os mineiros, em referência a críticas dirigidas a Lula (PT). Também participaram do ato o ex-governador Romeu Zema (Novo) e Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg).

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[VÍDEO] Apoiadores de Flávio Bolsonaro rezam Pai Nosso e pedem ‘livrai-nos do PT’, em Belo Horizonte

Imagens: Luiza Muzzi/UOL

Milhares de pessoas reunidas na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, rezaram juntas um Pai-Nosso encerrado com a frase “livrai-nos do PT, amém”, puxada pelo locutor do evento. Na sequência, os apoiadores de Flávio gritaram “Lula ladrão, seu lugar é na prisão”.

Na Praça do Papa, motociclistas vestidos com a camisa do Brasil aguardavam a chegada do senador Flávio Bolsonaro (PL) para iniciar um percurso pelas avenidas Afonso Pena e Brasil até a Praça da Liberdade. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também era esperado no ato, chamado de “Bloco do 22”.

Com informaçõe de UOL

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Bolsa sobe com perspectiva de vitória de Flávio e dólar fecha abaixo de R$ 5 antes do 2º turno

Foto: Cris Faga/NurPhoto/Getty Images

O mercado financeiro encerrou a sexta-feira (23), último pregão antes do segundo turno presidencial, com alta na Bolsa e queda do dólar. Investidores acompanharam a prévia da inflação, a valorização do petróleo e as pesquisas eleitorais divulgadas às vésperas da votação.

O Ibovespa avançou 0,47%, aos 205.082 pontos, mas acumulou queda de 0,17% na semana. Entre as principais ações, Vale, Petrobras e bancos fecharam em alta. O dólar à vista caiu 0,90% e encerrou o dia cotado a R$ 4,993, abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde 12 de outubro. Na semana, a moeda americana acumulou desvalorização de 1,57%. As expectativas sobre o resultado da eleição e os rumos da política econômica também influenciaram as negociações.

Segundo Rodrigo Moliterno, da Veedha Investimentos, a pesquisa do instituto Veritá, que apontou Flávio Bolsonaro (PL) com 51,3% dos votos válidos e Lula (PT) com 48,7%, pode ter contribuído para a recuperação da Bolsa durante a tarde. O levantamento ouviu 15 mil pessoas e informou margem de erro de um ponto percentual e foi registrada no TSE sob o protocolo BR-06070/2026.

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[VÍDEO] Willer Tomaz desmonta fake news e nega que Flávio Bolsonaro fosse ‘usuário master’ de conta bancária de sua empresa

O advogado Willer Tomaz afirmou neste sábado (24) que Flávio Bolsonaro (PL) nunca teve acesso como “usuário master” a uma conta bancária de sua empresa no Santander. Tomaz mostrou uma carta emitida pelo banco na sexta-feira (23) confirma que apenas o próprio advogado ocupava essa função desde a abertura da conta, em maio de 2025.

Tomaz contestou reportagens que apontaram uma possível ligação financeira entre ele e o senador, negou qualquer sociedade com o candidato à Presidência e afirmou que a relação entre os dois é de amizade.

Tomaz também criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou medidas contra ele, incluindo a quebra dos sigilos bancário e fiscal, o cancelamento de passaportes e o bloqueio de bens até o limite de R$ 6 bilhões.

O advogado contestou o valor e acusou os responsáveis pela investigação de usar o caso politicamente, sem apresentar, na publicação, provas dessa alegação. O limite fixado para o bloqueio não significa que esse montante tenha sido efetivamente encontrado ou bloqueado.

As suspeitas surgiram após a divulgação de informações atribuídas a documentos da Polícia Federal, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro. Segundo reportagens sobre o caso, e-mails entre uma funcionária de Tomaz e o Santander mencionavam a desvinculação de contas associadas ao perfil master, incluindo uma identificada com o nome de Flávio. Os investigadores levantaram a hipótese de possível acesso operacional ou participação econômica, o que é negado pelos dois.

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[VÍDEO] DEBATE NA GLOBO: Renan Santos diz que Flávio teve desempenho “muito forte” e que Lula ficou “perdido” e foi “derrotado”

O ex-candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, avaliou que Flávio Bolsonaro (PL) teve um desempenho “muito forte” no primeiro bloco do debate presidencial, enquanto Lula (PT) foi “bem derrotado”. Renan disputou o primeiro turno das eleições e recebeu cerca de 2,6 milhões de votos.

“Não é que amassou, porque não teve lacrada. O Flávio quis parecer presidenciável e conseguiu”, afirmou Renan. Segundo ele, o senador apresentou uma atuação técnica, com dados de diferentes regiões do país, como se espera de um candidato à Presidência.

Renan também criticou o desempenho de Lula, afirmando que o presidente poderia ter confrontado o adversário, mas demonstrou dificuldade no primeiro bloco e ficou “perdido”. Em sua análise, o petista saiu derrotado desse trecho do debate.

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PESQUISA CNT/MDA: Flávio Bolsonaro tem 50,7% dos votos válidos; Lula, 49,3%

Fotos: Agência Senado/Agência Brasil

Pesquisa CNT/MDA divulgada neste sábado (24) aponta que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tem 50,7% das intenções de voto para o segundo turno da eleição. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 49,3%.

O cenário considera somente os votos válidos, descartando brancos e nulos.

A CNT/MDA entrevistou 2.032 eleitores em todo o país entre os dias 21 e 23 de outubro, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-02136/2026.

CNN Brasil

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Transporte público de Natal será gratuito neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições

Foto: Demis Roussos/STTU

Os eleitores de Natal poderão utilizar gratuitamente os ônibus neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições. A medida é organizada pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU), para facilitar o deslocamento até os locais de votação.

A gratuidade busca garantir mais facilidade de acesso às urnas e permitir que os eleitores se desloquem pela cidade sem pagar passagem durante o dia de votação.

A orientação é consultar os horários e itinerários das linhas com antecedência, especialmente nos trajetos que exigem integração ou envolvem distâncias maiores, para evitar atrasos.

Para conferir linhas, horários e itinerários CLIQUE AQUI

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MP Eleitoral diz que não cabe à Justiça decidir sobre sigilos de Lula e Flávio Bolsonaro

Foto: Agência Senado e Palácio do Planalto

O Ministério Público Eleitoral (MPE) defendeu, na sexta-feira (23), o encerramento do processo que trata da divulgação dos sigilos de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), sem analisar o conteúdo do pedido. Para o órgão, a Justiça Eleitoral não precisa intervir no caso, pois o assunto não é de sua competência específica.

O parecer do vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa contraria o pedido da campanha de Lula, que solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atuação como mediador na abertura dos dados. Na quinta-feira (22), o ministro André Mendonça já havia afirmado que os candidatos podem divulgar espontaneamente as informações, sem necessidade de autorização judicial.

A disputa começou no debate da Band, no domingo (18), quando Lula propôs abrir seus sigilos dos últimos oito anos, desde que Flávio fizesse o mesmo. O senador aceitou discutir a proposta sob outras condições. Representantes das duas campanhas entregaram as procurações necessárias ao TSE, mas os dados ainda não foram divulgados publicamente e não há previsão oficial para a publicação.

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[VÍDEO] “SE CORRER O IMPOSTO PEGA, SE FICAR A INFLAÇÃO COME”: Padre faz paródia sobre situação econômica do Brasil e viraliza com mais de 1 milhão de visualizações

O padre Francisco de Assis viralizou nas redes sociais ao fazer uma paródia da música Homem com H, eternizada na voz de Ney Matogrosso, para criticar a situação econômica do Brasil governado pelo presidente Lula. O sacerdote é pároco da Paróquia Santa Bernadete, em Brasília.

O vídeo publicado há apenas dois 2 dias já havia ultrapassado a marca de 1,3 milhão de visualizações até a manhã deste sábado (24).

Na versão adaptada, o religioso ironiza a carga tributária e a inflação com o trecho: “Se correr, o imposto pega; se ficar, a inflação come”. No refrão, ele modifica a letra original para fazer um alerta sobre as dificuldades financeiras enfrentadas pelos brasileiros: “Você vai passar fome”.

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Futuro presidente poderá indicar 12 nomes para tribunais superiores e 45 para agências e órgãos reguladores até o fim de 2027

Foto: Andressa Anholete/STF

O presidente eleito neste domingo (25) poderá indicar 45 dirigentes para agências reguladoras e órgãos públicos e 12 integrantes para tribunais superiores até o fim de 2027. As nomeações podem influenciar o funcionamento dessas instituições por anos.

Parte das vagas está aberta ou segue sem indicação devido a impasses entre o governo Lula (PT) e o Senado. Caso Flávio Bolsonaro (PL) vença a eleição, poderá assumir o controle dessas escolhas, caso os cargos permaneçam disponíveis.

Tribunais superiores

Nos tribunais superiores, 12 vagas devem ser abertas até o fim de 2027. O principal foco é o Supremo Tribunal Federal (STF), onde a indicação de Jorge Messias, feita por Lula, foi rejeitada. Aliados do presidente negociam a possibilidade de indicar Rodrigo Pacheco para a vaga, o que evitaria que o próximo presidente escolhesse mais um ministro da Corte.

Também há vagas previstas no Superior Tribunal de Justiça (STJ), no Tribunal Superior do Trabalho (TST), no Superior Tribunal Militar (STM) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As nomeações dependem, em diferentes casos, de listas elaboradas pelos próprios tribunais e de aprovação do Senado.

Além dessas 12 vagas até o fim de 2027, o presidente eleito poderá fazer outras dez nomeações para tribunais superiores ao longo do mandato. Segundo o professor Eduardo Jordão, do Insper, o aumento da influência política sobre as escolhas pode enfraquecer a independência das agências reguladoras e ampliar a ocupação política desses órgãos.

Agências reguladores

Nas agências reguladoras, há 32 indicações previstas até o fim deste ano, seis delas para presidências e diretorias-gerais. Entre os principais postos estão duas diretorias do Banco Central, a presidência e a Superintendência-Geral do Cade, duas vagas na CVM e, em 2027, a direção-geral da Aneel.

No Banco Central, duas diretorias estão vagas desde o fim de 2025 e são ocupadas interinamente. Se Lula não conseguir aprovar seus indicados, Flávio poderá ampliar sua influência sobre o colegiado.

No Cade, os cargos de presidente e de superintendente-geral também seguem sem preenchimento. Já na CVM, uma indicação de Lula aguarda aprovação do Senado.

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