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Diabo, aborto, crise econômica, abuso sexual, protestos: o papa Francisco se revela em livro

FACE HUMANA – O argentino Jorge Mario Bergoglio: mais perto do rebanho católico – Massimo Valicchia/AFP

TENTAÇÃO

“Na minha idade, deveria ter óculos especiais para ver quando o diabo está me rondando, tentando me fazer cair nos meus últimos momentos, uma vez que já estou no fim da vida. (…) Os demônios tocam a campainha, são amáveis, dizem ‘desculpas’, e ‘com licença’, mas mesmo assim tomam conta da casa.”

Se há um consenso em torno dos comentários do papa Francisco é que eles não caem no vazio — sempre despertam críticas de um ou de outro lado. Na Igreja Católica, instituição com mais de 2 000 anos de existência regida por dogmas, preceitos e tradições, ora Francisco acena com simpatia para divorciados e homossexuais e atiça antagonismos na ala mais conservadora, ora eleva a espiritualidade acima das questões terrenas, espalhando desânimo nas hostes mais progressistas. A polêmica tem a ver com a personalidade do pontífice nascido na Argentina: abdicando da costumeira aura de distanciamento que envolve os ocupantes do trono de São Pedro, Jorge Mario Bergoglio gosta de se apresentar como uma pessoa comum, que fala a língua dos fiéis, sem perder de vista a religiosidade e a solenidade inerentes ao líder máximo dos católicos. Equilibrar-se nessa equação significa, entre outras coisas, estar acima da divisão entre esquerda e direita que simplifica as relações no mundo atual.

Aos 83 anos, para sinalizar suas posições e seus pensamentos e evitar ficar marcado pelo conflito de visões acerca de sua pessoa, Francisco escreveu Vamos Sonhar Juntos (Editora Intrínseca), livro com lançamento mundial em 1º de dezembro, ao qual VEJA teve acesso, em que percorre temas de ordem moral, política, econômica e religiosa de forma clara e didática. “É a chave para a compreensão de seu pontificado”, diz Antonio Luiz Catelan, professor de teologia da PUC-Rio, membro da Comissão Teológica Internacional do Vaticano e da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, da CNBB.

MULHERES

“Nunca mais nenhum tipo de abuso, seja sexual, seja de poder, seja psicológico, deve acontecer — fora ou dentro da Igreja. Vimos esse despertar também na sociedade: no movimento #MeToo, nos múltiplos escândalos envolvendo políticos poderosos, magnatas da mídia e homens de negócio.”

Quem é Francisco, afinal? Para começar, uma certeza: ele não se pauta por ideologias e prefere muitas vezes agir sozinho, com a diligência de soldado — lembrando que sua origem é jesuíta, ordem fundada por Santo Inácio de Loyola (1491-1556), ex-militar empenhado em associar a propagação e defesa da fé à obediência e disciplina férrea. Essa formação desenvolveu no papa uma firme intransigência em relação a suas convicções e modo de viver, traço que aparece até mesmo quando expõe suas fragilidades. O livro trata, sem meias-palavras, de tentação, associada, de novo sem rodeios, a uma figura fora de moda: o diabo, citado doze vezes. O demônio perdeu relevância na onda modernizadora do Concílio Vaticano II, marco da reforma da Igreja nos anos 1960. Pois Francisco é o primeiro pontífice dos últimos cinquenta anos a mencionar o capeta de forma enfática, direta e repetida, para que o recado fique claro. “Na minha idade, deveria ter óculos especiais para ver quando o diabo está me rondando, tentando me fazer cair nos meus últimos momentos, uma vez que já estou no fim da vida”, escreve.

Trata-se de uma linguagem totalmente diversa, por exemplo, da do papa que antecedeu a ele, Bento XVI, que nas poucas vezes em que mencionou o diabo o fez com eufemismos e citações eruditas. A maneira de se referir às tentações se encaixa em uma característica que difere Francisco de seus antecessores: a simplicidade, presente até na devoção — ele reza com o olhar posto na imagem santa, como um romeiro, em vez de reverenciá-la de olhos fechados, como é costume entre a maioria dos papas. Bento XVI falava baixinho e não se sentia à vontade em frente a multidões; Francisco sai do palco e se mistura, tocando, literalmente, nos fiéis. Ele e João Paulo II, outro grande comunicador, em suas vindas ao Brasil visitaram duas favelas no Rio. Em 1980, o papa polonês entrou em uma casa, onde se postavam religiosos, autoridades e moradores previamente autorizados. Em 2013, o argentino circulou por barracos apinhados, cumprimentou cada pessoa, pegou no colo e beijou as crianças. Mas postos lado a lado Bento XVI, o tímido conservador, e João Paulo II, o ativista extrovertido, é com o primeiro que o papa atual mais se assemelha. Ambos balizam sua ação em “valores inegociáveis” que lhes deram poder e força para remexer e começar a drenar mazelas perenes, como a pedofilia de sacerdotes, o abuso de freiras e os crimes financeiros do Vaticano.

ABORTO

“Ainda que muitos possam se aborrecer ao ouvir um papa voltar a esse tema, não posso ficar calado quando entre 30 milhões e 40 milhões de vidas são descartadas, todos os anos, através do aborto. A vida humana nunca é um fardo. Exige que criemos espaço para ela e não que a descartemos (…) Com o aborto nos negamos a ajustar as nossas prioridades.”

A face humana do papa Francisco, sensível às dores individuais, muitas vezes é confundida com uma suposta disposição — totalmente infundada — de revolucionar preceitos fundamentais da Igreja. Exemplo disso foi a permissão, em 2015, para que sacerdotes perdoassem mulheres que tivessem feito aborto. “Muitas delas levam no coração uma cicatriz por causa da escolha sofrida e dolorosa”, justificou. Em Vamos Sonhar Juntos ele esclarece que seu gesto humanitário não tem nem uma gota de aceitação do ato de encerrar a gravidez. “Não posso ficar calado quando entre 30 milhões e 40 milhões de vidas são descartadas, todos os anos, através do aborto. A vida humana nunca é um fardo”, escreve.

No mesmo contexto da solidariedade com o sofrimento, sem abdicar de dogmas estabelecidos, sua exortação apostólica Amoris Laetitia (A Alegria do Amor), de 2016, destinada a apontar caminhos para o clero, estabelece que a separação de um casal pode se tornar moralmente necessária quando se trata de defender o cônjuge mais frágil ou os filhos pequenos. Como conciliar tal diretriz com a indissolubilidade do casamento? Embora não fale explicitamente do assunto no livro, o papa deixa claro: o que está nas Escrituras é intocável — mas o tom pode mudar, permitindo que se estenda a mão a quem sofre. A união indissolúvel entre homem e mulher também é obstáculo intransponível a qualquer revisão da doutrina em relação ao matrimônio gay — o que não impediu que Francisco desse aí mais uma amostra de humanismo mesclado com pragmatismo, sua marca registrada. O documentário biográfico Francesco, do cineasta russo-americano Evge­ny Afineevsky, apresentado no Festival de Cinema de Roma, exibiu o pontífice afirmando que “os homossexuais são filhos de Deus e têm direito a formar uma família”. O Vaticano apressou-se a explicar que os comentários “foram tirados de contexto e não sinalizam uma mudança”. Francisco interpreta a doutrina de forma estrita, mas com o olhar da compaixão.

TRABALHO

“A crise econômica nos oferece uma oportunidade de examinarmos nosso estilo de vida, mudarmos hábitos destrutivos e encontrarmos maneiras mais sustentáveis de produzir, fazer negócios (…). É bem possível que seja também a hora de considerar uma redução no horário de trabalho, com ajuste salarial correspondente, o que paradoxalmente pode aumentar a produtividade.”

Como não podia deixar de ser, a pandemia é vastamente abordada no livro, não pelo componente de tragédia imposta ao planeta em 2020, mas, sim, pelas mudanças positivas que tende a trazer para a humanidade. Francisco ressalta os ensinamentos que a crise deflagrada pelo novo coronavírus pode aplicar sobre a maneira de nos relacionarmos e lidarmos com as inevitáveis turbulências da vida. “Cometeremos um grande erro se tentarmos voltar para um estado anterior à pandemia”, afirma. A mudança a que se refere passa pela reflexão — e pelo apoio inequívoco — a movimentos que convulsionaram as ruas e as redes sociais nos últimos tempos. A respeito da condenação do assédio de mulheres, ele diz: “Nunca mais nenhum tipo de abuso, seja sexual, seja de poder, seja psicológico, deve acontecer — fora ou dentro da Igreja. Vimos esse despertar também na sociedade: no movimento #MeToo”. Sobre o rechaço ao preconceito racial, ressalta a indignação provocada pelo policial de Minneapolis, nos Estados Unidos, que matou um negro pressionando o joelho em seu pescoço: “Saber que somos um povo é ter consciência de algo maior que nos une (…). Vimos isso nos protestos em reação ao assassinato de George Floyd, quando muitas pessoas que não se conheciam foram para as ruas unidas por uma saudável indignação”.

Francisco foge do padrão, sem negociar valores, até no ponto em que a doutrina cristã se desvia das posições conservadoras ao condenar o capitalismo e a acumulação de riquezas — vistos como antiéticos e distantes de Deus. No século IV, Santo Ambrósio (340-397) já dispunha, sobre a concentração de renda: “A terra foi dada a todos, e não apenas aos ricos”. O papa atual se atém a esses preceitos e não perde a chance de condenar a desigualdade social, mas, de novo, pondera que as mudanças trazidas pelo mundo agora chacoalhado podem reformular as relações de trabalho com benefícios para todos. “A crise econômica oferece uma oportunidade de examinar nosso estilo de vida, mudar hábitos destrutivos e encontrar maneiras mais sustentáveis de produzir, fazer negócios (…). É bem possível que seja também a hora de considerar uma redução no horário de trabalho, com ajuste salarial correspondente, o que paradoxalmente pode aumentar a produtividade.” Só Francisco para resvalar a Igreja na economia liberal e sair incólume.

PROTESTOS

“Saber que somos um povo é ter consciência de algo maior que nos une, algo que não pode ser reduzido a uma identidade legal ou física partilhada. Vimos isso nos protestos em reação ao assassinato de George Floyd, quando muitas pessoas que não se conheciam foram para as ruas unidas por uma saudável indignação. (…) Se me perguntassem qual é, hoje em dia, um dos desvios do cristianismo, diria sem hesitar: o esquecimento de que pertencemos a um povo.”

Vamos Sonhar Juntos foi escrito em primeira pessoa por Francisco, com texto final organizado pelo britânico Austen Ivereigh, autor de duas biografias do papa. Juntos, eles criaram uma obra filosófica que ultrapassa as referências religiosas e se aproxima do cotidiano das pessoas. Tanto pelos temas quanto pela linguagem acessível, o livro pode ajudar o papa em sua missão mais difícil: conter a sangria de fiéis da Igreja Católica para as religiões evangélicas. No mundo, o ponteiro já é positivo — nos últimos cinco anos, o número de católicos aumentou 6%. No Brasil, ele continua caindo, mas desde 2013 a retração desacelerou. Reverter a perda do rebanho no maior país católico do mundo — eis um sonho bom para Francisco, o papa que tempera intransigência com sensibilidade como nunca se viu no Vaticano.

Publicado em VEJA de 25 de novembro de 2020, edição nº 2714

Opinião dos leitores

  1. O Papa Francisco é um grande homem, verdadeiro Cristão autêntico, Cristão raíz!
    Que Deus o abençoe e abençoe o seu mimistério.

  2. Está ordem religiosa é a grande causadora do atraso social,economico e cultural do Sul da Europa dos países da etnia Latina:Portugal,Espanha,Romênia,são países paupérrimos e também o Sul da França e o sul da Itália são regiões pobres comparando com as suas regiões nortes que tiveram grandes influências diretas das etnias germânicas,pois segundo essa igreja católica a usura,o lucro era um grande pecado,as pessoas tinham medo de ganhar dinheiro e de acumular de dinheiro e de multiplicar dinheiro e de acumular grandes riquezas materiais e patrimoniais,pois se fossem ricos jamais entrariam no paraíso do Reino dos céus,era mais uma forma de controle dos nobres do império romano e depois no Império Romano-germânico e dos burgueses;comerciantes e fazendeiros nos seus grandes feudos para controlar a maioria da população paupérrima principalmente do Sul da Europa,ocorrendo o mesmo na América portuguesa,o atual Brasil e na América espanhola do México até a Argentina,essa instituição religiosa conservadora e manipuladora que sempre serviu desde a sua origem europeia e depois na defesa das elites das metrópoles sobre suas colônias portuguesas e espanholas e também das elites burguesas;comerciantes e de fazendeiros,esse pensamento de impor o medo como forma de controlar e de manipular as pessoas extremamente pobres acabou com os países latinos europeus e latinos americanos que até hoje as pessoas possuem o temor de prosperar e de acumular grandes riquezas materiais e patrimoniais se não quando morrerem e caírem na cova,não vão abrirem as portas e entrarem no chamado paraíso do Reino celestial.

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Geração de empregos no Brasil cai 25% nos seis primeiros meses de 2026 e registra pior primeiro semestre desde 2020, segundo dados do Caged

Foto: Claiton Dornelles/JC

A criação de empregos com carteira assinada no Brasil caiu 25% no primeiro semestre de 2026. Segundo o Ministério do Trabalho, foram abertas 921.640 vagas no período, contra 1,23 milhão no mesmo período do ano passado, no pior resultado para os seis primeiros meses desde 2020.

Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e foram divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Somente em junho, o saldo foi de 145.160 empregos formais, queda de 10,4% em relação ao mesmo mês de 2025. No período, foram registradas 2,22 milhões de contratações e 2,07 milhões de desligamentos.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, atribuiu a desaceleração aos juros elevados, com a Selic em 14,25% ao ano, além dos impactos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos e dos conflitos internacionais sobre a economia.

Apesar da queda no ritmo de contratações, o país encerrou junho com 48,03 milhões de trabalhadores com carteira assinada, acima do total registrado no mesmo período de 2025.

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Sicredi RN mobiliza voluntários para mais uma edição do Dia C

Campanha incentiva a cooperação e a solidariedade em benefício de pessoas em situação de vulnerabilidade social

A Sicredi RN abriu, no dia 27 de julho, mais uma edição do Dia C – Dia de Cooperar. A campanha de arrecadação ficará aberta até 29 de agosto, quando ocorre o Dia C, data em que os donativos serão entregues às instituições sociais parceiras. A iniciativa mobiliza colaboradores e associados voluntários em todo o Rio Grande do Norte, fortalecendo um ciclo de cooperação e solidariedade em benefício de pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Durante o período de campanha, os associados podem levar doações de alimentos a qualquer agência da Sicredi RN no estado.

Na edição do ano passado, a campanha arrecadou cerca de 9 toneladas de donativos, que beneficiaram abrigos de idosos, lares de crianças em situação de vulnerabilidade, associações de acolhimento a pessoas com deficiência e comunidades periféricas dos municípios onde a cooperativa está presente.

O Dia C integra o Movimento Nacional de Voluntariado do Sistema Sicredi, que busca inspirar, mobilizar e impulsionar iniciativas capazes de fortalecer as comunidades locais.

“A essência do cooperativismo é cuidar das pessoas e construir soluções coletivas. Convidamos todos os nossos associados a participar de mais uma edição do Dia C, levando sua doação a qualquer agência da Sicredi RN no estado. Cada gesto de solidariedade fortalece essa corrente de cooperação e ajuda a transformar a realidade de quem mais precisa do nosso apoio”, afirma o presidente da Sicredi RN, Damião Monteiro.

Sobre a Sicredi RN

Fundada em 1993, a Sicredi RN é a maior instituição financeira cooperativa do estado. Com atuação em 11 cidades-polo, está presente em todas as regiões do Rio Grande do Norte, oferecendo seu modelo cooperativo de relacionamento aos associados e apoiando a realização de projetos, o crescimento dos negócios e o desenvolvimento da economia local.

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LEI MARIA DA PENHA: 54% das mulheres dizem já ter sofrido agressões de parceiro; abuso psicológico é o mais comum

magem: Getty

Mais da metade das brasileiras que já tiveram relacionamento com homens afirma ter sofrido algum tipo de agressão praticada por parceiro ou ex-parceiro, segundo a pesquisa “20 anos da Lei Maria da Penha”, realizada pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva.

O levantamento mostra que 54% das mulheres, o equivalente a 47,7 milhões de brasileiras, relatam ter sido vítimas de algum tipo de agressão previsto na Lei Maria da Penha.

O abuso psicológico é o mais frequente, citado por 42% das entrevistadas, seguido por agressão física (25%), moral (19%), sexual (10%) e patrimonial (9%).

Entre os homens, 11% admitiram ter cometido algum tipo de agressão contra uma parceira ou ex-parceira quando questionados sobre situações específicas. Já 7% reconheceram espontaneamente ter praticado esse tipo de conduta.

A pesquisa também aponta que 88% das mulheres identificam parceiros ou ex-parceiros como os principais autores das agressões.

Em relação à reação diante de um caso de agressão, 70% das mulheres disseram que acionariam a polícia ou as autoridades. Entre os homens, esse percentual é de 56%.

O levantamento ouviu 1.000 mulheres e 500 homens com 16 anos ou mais, entre os dias 22 e 30 de abril, com margem de erro de 2,8 pontos percentuais.

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Após ter propostas de delação rejeitadas, defesa de Daniel Vorcaro muda de estratégia e agora quer anular provas

oto: reprodução

A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro desistiu de insistir em um acordo de delação premiada e passará a concentrar a estratégia na contestação das provas da ação penal. A informação é da jornaista Tainá Falcão, da CNN Brasil.

Os advogados pretendem questionar a cadeia de custódia dos celulares apreendidos, alegando falhas na preservação dos aparelhos. Com isso, buscam invalidar essas provas e, posteriormente, solicitar a prisão domiciliar de Vorcaro.

A mudança ocorre após a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República rejeitarem as propostas de colaboração apresentadas pela defesa, sob o entendimento de que elas não traziam fatos novos nem elementos suficientes para justificar um acordo.

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Adega São Cristóvão, promove no Cicchetti Midway, um Jantar harmonizado com Enólogo da Garbo Enologia criativa, Jonathan Marini

Em sua 1ª Vez em Natal, o enólogo da Garbo Jhonatan Marini, conduzirá a experiência no Cicchetti Midway através de um jantar harmonizado de 5 etapas, no dia 30 de julho, às 20h.

1ª etapa
🥂Espumante imperial Blanc de blanc
Cestos de pães e antepastos.

2º etapa
🍽️Risoto almare
(Calamari, mexilhão, polvo ,camarão e castanhas)
🍷Akis riesling

3ª etapa
🍽️ ravioli pecorino trufado
🍷vinho inquieto Merlot / sauvignon blanc

4ª etapa
🍽️cupim braseado
🍷jornada dos vagamundos touriga nacional

🍽️ brownie de chocolate
🍷Alicante bourbon

Ingresso 🎟️ R$ 250,00 (clique aqui), VAGAS LIMITADAS

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Geral

Nunes Marques determina que Meta preserve dados cadastrais de 51 perfis nas redes sociais suspeitos de impulsionamento irregular para atacar Flávio Bolsonaro

Foto: Luiz Roberto/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta preserve os dados de 51 perfis do Facebook e Instagram apontados pelo PL como responsáveis por impulsionar conteúdo negativo contra o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A decisão, em caráter sigiloso, atende a um pedido da campanha, que afirma ter identificado uma rede de páginas com poucos seguidores, algumas com apenas 20 a 30, mas que teriam investido cerca de R$ 3 milhões em anúncios patrocinados entre março e junho. Segundo o partido, foram publicados 4.607 anúncios, que alcançaram aproximadamente 250 milhões de visualizações.

Na decisão, Kassio afirmou que há indícios de possível impulsionamento irregular de propaganda político-eleitoral negativa durante a pré-campanha. O ministro também destacou que parte das páginas aparenta compartilhar uma mesma estrutura operacional, como telefones com o mesmo DDD e vínculos entre contas de anúncios.

A Meta deverá preservar registros de anúncios, dados cadastrais, históricos de criação das contas, informações sobre pagamentos, faturamento e identificação dos responsáveis pelos impulsionamentos. A medida busca garantir a produção de provas para a continuidade das investigações.

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Cicchetti celebra um ano em Natal com cardápio especial, rolha free e música ao vivo

Um ano depois de abrir as portas em Natal, o Cicchetti Natal comemora seu primeiro aniversário com uma programação que combina gastronomia, música e vinho. A celebração ocorre durante esse fim de semana (de 31 de julho a 2 de agosto), com cardápio especial, apresentações ao vivo, DJs e rolha free .

Instalado no terceiro piso do Midway Mall, o restaurante ficou conhecido pela proposta de servir pratos em porções menores, ideais para compartilhar e provar diferentes sabores em uma mesma refeição. A cozinha reúne influências italianas, massas artesanais, pizzas, risotos, carnes, frutos do mar, além de uma seleção de entradas e sobremesas.

E para marcar o primeiro ano da unidade natalense, a casa prepara um cardápio especial para a comemoração. A proposta é transformar o aniversário em uma celebração à mesa, mantendo a essência do Cicchetti de promover encontros, boas conversas e refeições compartilhadas.

A programação musical começa na sexta-feira à noite, com DJ, e segue no sábado, também no período noturno. No sábado e no domingo, apresentações de música ao vivo completam o clima de celebração.

Um dos atrativos será a rolha free . Os clientes poderão levar o vinho de sua preferência para acompanhar a refeição, sem o pagamento da taxa de rolha.

Serviço
Aniversário de um ano do Cicchetti Natal
Shopping Midway Mall, 3º piso
Avenida Nevaldo Rocha, 3775, Tirol, Natal/RN
Reservas e informações: (84) 98619-0365
Instagram: @cicchettinatal

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Geral

Dino intima Lula, Motta e Alcolumbre e dá prazo de 10 dias para apresentarem plano sobre destinação de emendas parlamentares

Foto: Agência Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (29) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), apresentem, em até 10 dias, um plano que defina as responsabilidades na destinação e execução das emendas parlamentares.

Segundo a decisão, o documento deverá identificar os agentes envolvidos em cada etapa da aplicação dos recursos e estabelecer as atribuições de cada um, incluindo a responsabilidade do parlamentar que indica a emenda.

Dino também deu prazo de cinco dias para que a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestem sobre o caso.

A decisão foi tomada no âmbito de uma ação da Rede Sustentabilidade, que questiona as regras atuais das emendas impositivas e defende que os parlamentares também sejam responsabilizados pela aplicação dos recursos que indicam.

Opinião dos leitores

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Geral

Dra. Zenaide aparece entre os eleitos para o Senado em nova pesquisa no RN

A senadora Zenaide Maia (PSD) aparece entre os nomes que hoje ocupariam uma das duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado Federal em disputa nas eleições deste ano, de acordo com pesquisa do Instituto Perfil, realizada em parceria com o Blog do BG.

Na soma das intenções de voto para a primeira e a segunda vagas, Zenaide alcança 12,06% e ocupa a segunda colocação, sendo reeleita com Styvenson Valentim (Podemos), que registra 16,56%.

O levantamento reforça a presença da senadora na disputa e mostra a consolidação do seu nome entre os principais candidatos ao Senado no Rio Grande do Norte. Na sequência aparecem Rafael Motta (PDT), com 8,75%; Coronel Hélio (PL), com 4,41%; e Samanda Alves (PT), com 4,09%.

O levantamento foi realizado entre os dias 23 e 26 de julho, ouviu 1.600 eleitores em todo o Estado e possui margem de erro de 2,45 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-05225/2026 e no TRE-RN sob o número 00337/2026.

Opinião dos leitores

  1. O POTIGUAR É TÃO TAPADO, COM RELAÇÃO A POLÍTICA, QUE OS FORASTEIROS SÃO QUEM FAZEM A FESTA AQUI NO ESTADO.
    👉🏿Styvenson Valentim
    Naturalidade:
    Rio Branco (AC)
    👉🏿Fátima Bezerra:
    Nova Palmeira, Paraíba
    👉🏿Zenaide Maia
    Brejo do Cruz, Paraíba
    👉🏿Mineiro Nascimento:
    Curvelo, Minas Gerais
    👉🏿Girão Nascimento:
    Fortaleza, Ceará
    👉🏿Cadu Xavier
    Naturalidade: Rio de Janeiro (RJ)
    🚨DEVE TER MAIS AÍ

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Política

PESQUISA BG/PERFIL – APROVAÇÃO DO GOVERNO LULA: 61,74% dos potiguares aprovam e 30,13% desaprovam a gestão do presidente

A pesquisa do Instituto Perfil, em parceria com o Blog do BG, também avaliou a aprovação da administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre os eleitores do Rio Grande do Norte.

De acordo com o levantamento, 61,74% dos entrevistados aprovam o governo Lula. Outros 30,13% desaprovam a gestão do petista, enquanto 8,13% não souberam ou não responderam.

DADOS DA PESQUISA

Registro: TSE BR-05225/2026 / TRE RN-00337/2026
Período: 23/07 a 26/07
Margem de erro: 2,45 pontos percentuais
Intervalo de confiança: 95%
Abrangência: Rio Grande do Norte
Amostra: 1.600 eleitores
Realização: BG/Instituto Perfil

Opinião dos leitores

  1. Saiam do mundinho paralelo que vocês vivem. Lula será reeleito em outubro e quem não gostar é so ir embora do país.

  2. É lamentável como no RN tem tantos esquerdolóides. Esperar o que de pessoas emburrecidas ideologicamente?

  3. Fizeram essa pesquisa onde pelas caridades, o Ministro Nunes Marques tem razão, alguns desses institutos vão ter que se explicar.

  4. Vamos comprar Briquete de capim bufél para dar a esses jumentos potiguares.
    É apanhando e achando bom.
    Não tem cabimento.

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