Esporte

Evento online na noite desta terça lança livro que conta a história de ex-zagueiro Robson, ídolo americano

Fotos: Acervo pessoal Robson/Frankie Marcone

A história do ex-jogador e ídolo da torcida do América/RN, Robson Freitas, dá sequência a coleção #GrandesCraquesRN, série de obras produzidas pela Editora Primeiro Lugar que tem como proposta resgatar fatos relevantes do futebol potiguar, através de relatos das carreiras e vidas de grandes personagens que ajudaram a escrevê-la.

Escrito pelo jornalista Diego Breno, o livro-reportagem ‘Robson, o Capitão’ passeia por vários momentos da carreira do ex-zagueiro. Em ordem cronológica, Diego explora os fatos mais marcantes do Capitão e desvenda o ser humano além do atleta e ídolo. O livro narra as dificuldades na infância, o início no futebol amador em Sergipe, o apoio da família na ascensão ao profissional, as experiências em outros estados, mágoas e alegrias, além, claro, dos títulos e grandes conquistas, como o acesso à Série A com o América, em 2006, o último de um clube potiguar até o momento.

“Escrever um livro não é nada fácil. No entanto, escrever sobre Robson foi uma das coisas mais prazerosas que fiz durante a pandemia. A história de um cara que sai do interior de Sergipe e com sua dedicação, com sua persistência e disciplina, conquista o respeito dos torcedores, teria que ser descrita para que as pessoas pudessem sentir e compreender o porquê dele ter se tornado um dos melhores zagueiros do futebol nordestino”, relata o autor Diego Breno.

O personagem do livro, Robson, que atualmente exerce a profissão de professor de Educação Física numa Escolinha para jovens em Natal, ao lado de outro ídolo americano, Fabiano Paredão, destaca a importância da publicação.

“É uma satisfação enorme. É uma homenagem muito relevante. A gente não tem a dimensão da nossa representatividade. Com tantos outros ídolos no estado, ter meu nome lembrado é uma honra muito grande. Só tenho que agradecer a Deus e a todos que me ajudaram a chegar aonde cheguei. Isso prova que toda a luta valeu a pena. Que outras histórias sejam contadas, pra manter viva a memória do futebol do Rio Grande do Norte”.

‘Robson, o Capitão’ será lançado no dia 13 de abril, às 20h, em evento online, no YouTube da Editora Primeiro Lugar. O evento contará com a participação do editor Rafael Morais, do autor Diego Breno, do próprio Robson, de outros ídolos americanos, além de representantes da torcida. Enquanto isso, o leitor pode adquirir seu exemplar durante a pré-venda, através do site da editora (www.edprimeirolugar.com.br/robson). Para assistir o evento de lançamento, o leitor/torcedor pode acessar o link www.youtu.be/r4hRh6RasCk.

Coleção #GrandesCraquesRN

O livro-reportagem dá sequência à coleção #GrandesCraquesRN, série de obras publicadas pela Editora Primeiro Lugar que tem como proposta resgatar fatos relevantes do futebol potiguar, através de relatos das carreiras e vidas de grandes personagens que ajudaram a escrevê-la. A publicação ‘Robson, o Capitão’ é o livro 4 da coleção. Além desse, a coleção já conta com os títulos “Ivan, o Terrível”, “Moura, o Príncipe Negro” e “Fabiano, o Paredão”.

Opinião dos leitores

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Diversos

Revelações do livro de Cunha sobre bastidores do impeachment de Dilma diz que Temer foi ‘o mais atuante’, e que ele ‘quis’ e disputou a Presidência ‘de forma indireta’

Foto: Vagner Rosario/VEJA

Na antevéspera do feriado de Nossa Senhora Aparecida, em 2015, uma reunião secreta na sala do apartamento do deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), no 9º andar de um prédio de luxo de frente para a praia de São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, definiu os rumos da história recente do país. Na manhã daquele sábado ensolarado, quatro políticos — além do anfitrião Maia, o então poderosíssimo presidente da Câmara, Eduar­do Cunha (PMDB-RJ), Carlos Sampaio, à época líder do PSDB na Casa, e o também tucano Bruno Araújo, o atual presidente nacional da legenda — acertaram como encaminhariam os procedimentos que resultaram, dez meses depois, no impeachment da presidente Dilma Rousseff. Os detalhes da trama desenhada pelo quarteto, em meio a goles de café e água, estão no livro-bomba Tchau Querida, o Diário do Impeachment, de 740 páginas, escrito por Cunha, hoje um político em desgraça, cassado, condenado a catorze anos e seis meses de cadeia e cumprindo prisão domiciliar. VEJA teve acesso a trechos do livro do ex-deputado, que acaba de fechar contrato de publicação com a editora Matrix, com lançamento previsto para abril.

Na narrativa em primeira pessoa, escrita em parceria com a filha mais velha, Danielle, Eduardo Cunha, de 62 anos, reconstitui as articulações nos bastidores para o afastamento definitivo de Dilma na época em que, graças a uma intrincada rede de troca de favores, tinha na palma da mão os rumos das votações na Câmara. Uma de suas revelações se refere ao papel, que ele afirma ter sido decisivo e francamente oportunista, do então vice-­presidente Michel Temer. “Não foi apenas o destino ou a previsão constitucional que fizeram Michel Temer presidente da República. Ele simplesmente quis e disputou a Presidência de forma indireta. Ele fez a ‘escolha’ ”, relata Cunha. “Foi, sim, o militante mais atuante. Sem ele, não teria havido impeachment”, garante.

Em seus cinquenta capítulos, o livro aborda decisões do Supremo Tribunal Federal e brigas jurídicas com o PT ao longo da batalha do impeachment. Tomando por base observações de difícil confirmação, por serem tiradas de conchavos que não vinham a público, Cunha descreve, com críticas a ex-aliados, as reuniões, jantares e conversas de que participou nos bastidores de Brasília, na busca de votos para abrir o processo. A certa altura, as rajadas de sua magoada metralhadora giratória apontam para Maia, que ocuparia seu cargo no comando da Câmara: “Não tinha limites para a sua ambição e vaidade. Na busca pelo protagonismo, Rodrigo Maia quis forçar ser o relator da Comissão Especial de Impeachment. Eu tive de vetar”. No seu julgamento, o DEM não tinha a força política necessária.

Em outro momento, entra na mira o deputado federal Baleia Rossi (MDB-­SP), por sua vez, candidato agora de Maia e do PT à mesma presidência da Câmara. Segundo Cunha, Rossi fez parte do grupo que articulou contra Dilma, embora tivesse, ele próprio, contas a prestar. “A empresa Ilha Produção Ltda., pertencente ao irmão de Baleia e a sua mulher, recebeu nas campanhas eleitorais de 2010, 2012 e 2014 milhões de reais em pagamentos oficiais e caixa dois, inclusive da Odebrecht”, afirma Cunha. Procurados por VEJA, Maia, Temer e Rossi infelizmente não comentaram as afirmações que, ressalte-se, são apenas a versão de Cunha. O presidente Jair Bolsonaro também é citado na obra. “O primeiro pedido de impeachment coube ao então deputado (…), em função das denúncias de corrupção na Petrobras. Eu rejeitei o seu pedido. De todos os pedidos por mim rejeitados, Bolsonaro foi o único que recorreu”, relata.

Após a saída de Dilma, Cunha caiu rapidamente em desgraça. Em setembro de 2016, um mês depois do impeachment, ele foi cassado por quebra de decoro, ao mentir sobre a existência de contas na Suíça. Em outubro, pego pela Operação Lava-Jato, foi parar na cadeia por corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Condenado, cumpriu três anos e cinco meses em regime fechado em três locais: na sede da Polícia Federal, em Curitiba, no Complexo Médico-Penal do Paraná e, por último, em Bangu 8, no Rio. No ano passado, por estar no grupo de risco da pandemia, obteve o direito de cumprir a pena em casa, em um condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Lá, mora com a mulher, a jornalista Cláudia Cruz, e recebe familiares e visitas que ainda o chamam de “presidente”. A título de moral da história, seu livro lembra a participação do PT no processo de impeachment de Fernando Collor, em 1992, para proclamar: “Quem com golpe fere, com golpe será ferido”.

Veja

Opinião dos leitores

  1. Bandido falando de bandidos.O cara é um mafioso ao lado de outras figuras.
    .agoado,foi preso,teve crise de hemorroidas na prisão,mas mwsmo assim continua rico.Rindo do tempo e fazendo regras e poderes

  2. O PT foi contra o impeachement de collor, o pstu que era uma corrente do PT foi quem.puxou o impeacheme t.
    No final do processo wuando já era inevitável, aí PT aderiu ao impeachement de Collor

  3. Esse Temer é uma figura desprezível, segundo a justiça ele rouba há 40 anos e hj é o consultor do governo Bolsonado

    1. Ele é aliado do PT e do nhonho. Quem é que está contra Bolsonaro na presidência da Câmara? Toda merda jogam pra cima de Bolsonaro. Isso até já tá perdendo a graça.

    2. Quem foi que lhe contou isso Joãozinho???
      Plantando fake homi??
      Então o baleia rossi é nosso também,??

  4. Vou esperar os comentários da petezada.
    Kkkķkkkkkk
    Kkkkkkkkk
    Eles estão de lua de mel com o tucano João doriana calcinha apertada e nhonhom botafogo.
    Kkkkkkkkkkk
    Kkkkkkkk
    Vou repetir.
    Eles estão de lua de mel com o tucano João doriana calcinha apertada e nhonhom botafogo.
    Vou esperar os comentários.
    Bora pixu.
    Bora uel.
    Bora manoel.
    Bora entregador de pizza.
    Bora tico de adauto.
    Bora ricardo lúcido.
    Kkkkkkkkkkkk
    Bando de boi tabaco.
    Doutrinados, emprenhados pelos ouvidos.
    Cadê os respiradores, cadê o dinheiro que o Mito Bolsonaro mandou???

    1. Tô esperando ze gado.
      Rsrsrs
      Eles vão terminar votando em Moro.
      É so o ladrão ordenar.
      Vai ser engraçado.

    1. Mensalão e petrólao…
      O Brasil aguentou tempo demais…
      Atualmente é verdade que houve encontros de ministros do STF na casa de Maia?
      Para quê?

    2. O que o mito faz, é trabalhar e muito.
      Deixa a petezada doidim.

    3. O Coiso está pagando o preço de ir contra o sistema de corrupção, de troca de favores políticos, de lotear o governo, de vender beneces. Isso incomoda muita gente. Não vão deixar o Tonho governar, vão fazer de tudo para tirá-lo de lá. Mais o Bozo é forte aguenta pancada e está determinado, ele sabe que o Povo está do lado dele.

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Diversos

Diabo, aborto, crise econômica, abuso sexual, protestos: o papa Francisco se revela em livro

FACE HUMANA – O argentino Jorge Mario Bergoglio: mais perto do rebanho católico – Massimo Valicchia/AFP

TENTAÇÃO

“Na minha idade, deveria ter óculos especiais para ver quando o diabo está me rondando, tentando me fazer cair nos meus últimos momentos, uma vez que já estou no fim da vida. (…) Os demônios tocam a campainha, são amáveis, dizem ‘desculpas’, e ‘com licença’, mas mesmo assim tomam conta da casa.”

Se há um consenso em torno dos comentários do papa Francisco é que eles não caem no vazio — sempre despertam críticas de um ou de outro lado. Na Igreja Católica, instituição com mais de 2 000 anos de existência regida por dogmas, preceitos e tradições, ora Francisco acena com simpatia para divorciados e homossexuais e atiça antagonismos na ala mais conservadora, ora eleva a espiritualidade acima das questões terrenas, espalhando desânimo nas hostes mais progressistas. A polêmica tem a ver com a personalidade do pontífice nascido na Argentina: abdicando da costumeira aura de distanciamento que envolve os ocupantes do trono de São Pedro, Jorge Mario Bergoglio gosta de se apresentar como uma pessoa comum, que fala a língua dos fiéis, sem perder de vista a religiosidade e a solenidade inerentes ao líder máximo dos católicos. Equilibrar-se nessa equação significa, entre outras coisas, estar acima da divisão entre esquerda e direita que simplifica as relações no mundo atual.

Aos 83 anos, para sinalizar suas posições e seus pensamentos e evitar ficar marcado pelo conflito de visões acerca de sua pessoa, Francisco escreveu Vamos Sonhar Juntos (Editora Intrínseca), livro com lançamento mundial em 1º de dezembro, ao qual VEJA teve acesso, em que percorre temas de ordem moral, política, econômica e religiosa de forma clara e didática. “É a chave para a compreensão de seu pontificado”, diz Antonio Luiz Catelan, professor de teologia da PUC-Rio, membro da Comissão Teológica Internacional do Vaticano e da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, da CNBB.

MULHERES

“Nunca mais nenhum tipo de abuso, seja sexual, seja de poder, seja psicológico, deve acontecer — fora ou dentro da Igreja. Vimos esse despertar também na sociedade: no movimento #MeToo, nos múltiplos escândalos envolvendo políticos poderosos, magnatas da mídia e homens de negócio.”

Quem é Francisco, afinal? Para começar, uma certeza: ele não se pauta por ideologias e prefere muitas vezes agir sozinho, com a diligência de soldado — lembrando que sua origem é jesuíta, ordem fundada por Santo Inácio de Loyola (1491-1556), ex-militar empenhado em associar a propagação e defesa da fé à obediência e disciplina férrea. Essa formação desenvolveu no papa uma firme intransigência em relação a suas convicções e modo de viver, traço que aparece até mesmo quando expõe suas fragilidades. O livro trata, sem meias-palavras, de tentação, associada, de novo sem rodeios, a uma figura fora de moda: o diabo, citado doze vezes. O demônio perdeu relevância na onda modernizadora do Concílio Vaticano II, marco da reforma da Igreja nos anos 1960. Pois Francisco é o primeiro pontífice dos últimos cinquenta anos a mencionar o capeta de forma enfática, direta e repetida, para que o recado fique claro. “Na minha idade, deveria ter óculos especiais para ver quando o diabo está me rondando, tentando me fazer cair nos meus últimos momentos, uma vez que já estou no fim da vida”, escreve.

Trata-se de uma linguagem totalmente diversa, por exemplo, da do papa que antecedeu a ele, Bento XVI, que nas poucas vezes em que mencionou o diabo o fez com eufemismos e citações eruditas. A maneira de se referir às tentações se encaixa em uma característica que difere Francisco de seus antecessores: a simplicidade, presente até na devoção — ele reza com o olhar posto na imagem santa, como um romeiro, em vez de reverenciá-la de olhos fechados, como é costume entre a maioria dos papas. Bento XVI falava baixinho e não se sentia à vontade em frente a multidões; Francisco sai do palco e se mistura, tocando, literalmente, nos fiéis. Ele e João Paulo II, outro grande comunicador, em suas vindas ao Brasil visitaram duas favelas no Rio. Em 1980, o papa polonês entrou em uma casa, onde se postavam religiosos, autoridades e moradores previamente autorizados. Em 2013, o argentino circulou por barracos apinhados, cumprimentou cada pessoa, pegou no colo e beijou as crianças. Mas postos lado a lado Bento XVI, o tímido conservador, e João Paulo II, o ativista extrovertido, é com o primeiro que o papa atual mais se assemelha. Ambos balizam sua ação em “valores inegociáveis” que lhes deram poder e força para remexer e começar a drenar mazelas perenes, como a pedofilia de sacerdotes, o abuso de freiras e os crimes financeiros do Vaticano.

ABORTO

“Ainda que muitos possam se aborrecer ao ouvir um papa voltar a esse tema, não posso ficar calado quando entre 30 milhões e 40 milhões de vidas são descartadas, todos os anos, através do aborto. A vida humana nunca é um fardo. Exige que criemos espaço para ela e não que a descartemos (…) Com o aborto nos negamos a ajustar as nossas prioridades.”

A face humana do papa Francisco, sensível às dores individuais, muitas vezes é confundida com uma suposta disposição — totalmente infundada — de revolucionar preceitos fundamentais da Igreja. Exemplo disso foi a permissão, em 2015, para que sacerdotes perdoassem mulheres que tivessem feito aborto. “Muitas delas levam no coração uma cicatriz por causa da escolha sofrida e dolorosa”, justificou. Em Vamos Sonhar Juntos ele esclarece que seu gesto humanitário não tem nem uma gota de aceitação do ato de encerrar a gravidez. “Não posso ficar calado quando entre 30 milhões e 40 milhões de vidas são descartadas, todos os anos, através do aborto. A vida humana nunca é um fardo”, escreve.

No mesmo contexto da solidariedade com o sofrimento, sem abdicar de dogmas estabelecidos, sua exortação apostólica Amoris Laetitia (A Alegria do Amor), de 2016, destinada a apontar caminhos para o clero, estabelece que a separação de um casal pode se tornar moralmente necessária quando se trata de defender o cônjuge mais frágil ou os filhos pequenos. Como conciliar tal diretriz com a indissolubilidade do casamento? Embora não fale explicitamente do assunto no livro, o papa deixa claro: o que está nas Escrituras é intocável — mas o tom pode mudar, permitindo que se estenda a mão a quem sofre. A união indissolúvel entre homem e mulher também é obstáculo intransponível a qualquer revisão da doutrina em relação ao matrimônio gay — o que não impediu que Francisco desse aí mais uma amostra de humanismo mesclado com pragmatismo, sua marca registrada. O documentário biográfico Francesco, do cineasta russo-americano Evge­ny Afineevsky, apresentado no Festival de Cinema de Roma, exibiu o pontífice afirmando que “os homossexuais são filhos de Deus e têm direito a formar uma família”. O Vaticano apressou-se a explicar que os comentários “foram tirados de contexto e não sinalizam uma mudança”. Francisco interpreta a doutrina de forma estrita, mas com o olhar da compaixão.

TRABALHO

“A crise econômica nos oferece uma oportunidade de examinarmos nosso estilo de vida, mudarmos hábitos destrutivos e encontrarmos maneiras mais sustentáveis de produzir, fazer negócios (…). É bem possível que seja também a hora de considerar uma redução no horário de trabalho, com ajuste salarial correspondente, o que paradoxalmente pode aumentar a produtividade.”

Como não podia deixar de ser, a pandemia é vastamente abordada no livro, não pelo componente de tragédia imposta ao planeta em 2020, mas, sim, pelas mudanças positivas que tende a trazer para a humanidade. Francisco ressalta os ensinamentos que a crise deflagrada pelo novo coronavírus pode aplicar sobre a maneira de nos relacionarmos e lidarmos com as inevitáveis turbulências da vida. “Cometeremos um grande erro se tentarmos voltar para um estado anterior à pandemia”, afirma. A mudança a que se refere passa pela reflexão — e pelo apoio inequívoco — a movimentos que convulsionaram as ruas e as redes sociais nos últimos tempos. A respeito da condenação do assédio de mulheres, ele diz: “Nunca mais nenhum tipo de abuso, seja sexual, seja de poder, seja psicológico, deve acontecer — fora ou dentro da Igreja. Vimos esse despertar também na sociedade: no movimento #MeToo”. Sobre o rechaço ao preconceito racial, ressalta a indignação provocada pelo policial de Minneapolis, nos Estados Unidos, que matou um negro pressionando o joelho em seu pescoço: “Saber que somos um povo é ter consciência de algo maior que nos une (…). Vimos isso nos protestos em reação ao assassinato de George Floyd, quando muitas pessoas que não se conheciam foram para as ruas unidas por uma saudável indignação”.

Francisco foge do padrão, sem negociar valores, até no ponto em que a doutrina cristã se desvia das posições conservadoras ao condenar o capitalismo e a acumulação de riquezas — vistos como antiéticos e distantes de Deus. No século IV, Santo Ambrósio (340-397) já dispunha, sobre a concentração de renda: “A terra foi dada a todos, e não apenas aos ricos”. O papa atual se atém a esses preceitos e não perde a chance de condenar a desigualdade social, mas, de novo, pondera que as mudanças trazidas pelo mundo agora chacoalhado podem reformular as relações de trabalho com benefícios para todos. “A crise econômica oferece uma oportunidade de examinar nosso estilo de vida, mudar hábitos destrutivos e encontrar maneiras mais sustentáveis de produzir, fazer negócios (…). É bem possível que seja também a hora de considerar uma redução no horário de trabalho, com ajuste salarial correspondente, o que paradoxalmente pode aumentar a produtividade.” Só Francisco para resvalar a Igreja na economia liberal e sair incólume.

PROTESTOS

“Saber que somos um povo é ter consciência de algo maior que nos une, algo que não pode ser reduzido a uma identidade legal ou física partilhada. Vimos isso nos protestos em reação ao assassinato de George Floyd, quando muitas pessoas que não se conheciam foram para as ruas unidas por uma saudável indignação. (…) Se me perguntassem qual é, hoje em dia, um dos desvios do cristianismo, diria sem hesitar: o esquecimento de que pertencemos a um povo.”

Vamos Sonhar Juntos foi escrito em primeira pessoa por Francisco, com texto final organizado pelo britânico Austen Ivereigh, autor de duas biografias do papa. Juntos, eles criaram uma obra filosófica que ultrapassa as referências religiosas e se aproxima do cotidiano das pessoas. Tanto pelos temas quanto pela linguagem acessível, o livro pode ajudar o papa em sua missão mais difícil: conter a sangria de fiéis da Igreja Católica para as religiões evangélicas. No mundo, o ponteiro já é positivo — nos últimos cinco anos, o número de católicos aumentou 6%. No Brasil, ele continua caindo, mas desde 2013 a retração desacelerou. Reverter a perda do rebanho no maior país católico do mundo — eis um sonho bom para Francisco, o papa que tempera intransigência com sensibilidade como nunca se viu no Vaticano.

Publicado em VEJA de 25 de novembro de 2020, edição nº 2714

Opinião dos leitores

  1. O Papa Francisco é um grande homem, verdadeiro Cristão autêntico, Cristão raíz!
    Que Deus o abençoe e abençoe o seu mimistério.

  2. Está ordem religiosa é a grande causadora do atraso social,economico e cultural do Sul da Europa dos países da etnia Latina:Portugal,Espanha,Romênia,são países paupérrimos e também o Sul da França e o sul da Itália são regiões pobres comparando com as suas regiões nortes que tiveram grandes influências diretas das etnias germânicas,pois segundo essa igreja católica a usura,o lucro era um grande pecado,as pessoas tinham medo de ganhar dinheiro e de acumular de dinheiro e de multiplicar dinheiro e de acumular grandes riquezas materiais e patrimoniais,pois se fossem ricos jamais entrariam no paraíso do Reino dos céus,era mais uma forma de controle dos nobres do império romano e depois no Império Romano-germânico e dos burgueses;comerciantes e fazendeiros nos seus grandes feudos para controlar a maioria da população paupérrima principalmente do Sul da Europa,ocorrendo o mesmo na América portuguesa,o atual Brasil e na América espanhola do México até a Argentina,essa instituição religiosa conservadora e manipuladora que sempre serviu desde a sua origem europeia e depois na defesa das elites das metrópoles sobre suas colônias portuguesas e espanholas e também das elites burguesas;comerciantes e de fazendeiros,esse pensamento de impor o medo como forma de controlar e de manipular as pessoas extremamente pobres acabou com os países latinos europeus e latinos americanos que até hoje as pessoas possuem o temor de prosperar e de acumular grandes riquezas materiais e patrimoniais se não quando morrerem e caírem na cova,não vão abrirem as portas e entrarem no chamado paraíso do Reino celestial.

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Diversos

A 50+, empresa Potiguar, lança livro voltado para o público idoso

O envelhecimento é um processo fisiológico pertinente a todos nós. É natural que com o passar dos anos as pessoas apresentam dificuldade em lembrar certas coisas ou tenham cada vez mais os chamados “brancos”, causados pelo baixo desempenho da memória. Assim como o nosso corpo, é preciso estimular e exercitar a mente para que episódios como esse sejam cada vez menos frequente.

Para ajudar a estimular a memória, a equipe de profissionais da 50+ preparou um caderno de exercícios que irão te ajudar a manter a mente e a memória ativas. Todas as páginas do livreto possuem um exercício novo, contabilizando 50 atividades. Esses exercícios proporcionam uma estimulação distinta, por isso a cada novo exercício é elaborado um objetivo proposto com instruções específicas. Nas últimas páginas é possível conferir as respostas, dando ao leitor a possibilidade de conferir e corrigir as respostas. Como sugestão da equipe, o ideal é transformar essa prática em algo diário, sendo feito um exercício por dia.

Pratique e se desafie. Exercite sua mente e tenha um envelhecimento ativo.

Entre em contato conosco e saiba mais informações: (84) 99828-3875

Lançamento: Cuidare Natal – Av. Campos Sales 901, Manhattan Business, Sala 511-509, Tirol
Data: 22/10
Horário: a partir das 17h

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Política

“O texto é a cara dela: mal feito, pouco confiável e inútil, diz general Heleno, sobre livro com “objetivo de fomentar discórdia entre membros do governo”

Foto: Reprodução/Twitter

O ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional(GSI), general Augusto Heleno, através das redes sociais, repudiou o livro escrito pela jornalista Thaís Oyama, “Tormenta – O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos”, previsto para ser lançado dia 20 de janeiro.

O general, inclusive, havia desmentido um dos fatos narrados na “obra”, em que o presidente havia pensando em demitir Sérgio Moro, e teria sido alertado por ele que seu “governo acabaria” com a suposta decisão.

“O texto é a cara dela: mal feito, pouco confiável e inútil, disse o general Heleno, sobre livro com “objetivo de fomentar discórdia entre membros do governo”.

Opinião dos leitores

    1. Foi esse q disse q um soldo de 19 mil era uma miséria…rs
      O q deve começar a pensar um sargento, tenente ou capitão!? Melhor então é levar cocaína no avião presidencial ou da FAB….?

    2. Pensamento de meliante detectado.
      O general falou tá falado
      Respeita e bate continência.
      Talkey

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Diversos

Procedimento do MPF dá origem a livro sobre edificações da 2ª Guerra em Natal

Foto: Divulgação/MPF-RN

Em 14 de março deste ano, quando o pesquisador Rostand Medeiros entrou no prédio do Ministério Público Federal (MPF) em Natal para participar de uma audiência extrajudicial, não imaginava que retornaria ao mesmo local, no fim de novembro, para apresentar o livro cuja publicação é fruto da parceria iniciada exatamente nessa reunião oito meses antes. O tema, da audiência, era a adoção de medidas para resgate, preservação e valorização do patrimônio histórico do Rio Grande do Norte relativo à 2ª Guerra Mundial. Já o livro – que se chama “Lugares de Memória” – reflete exatamente uma das iniciativas pretendidas pelo MPF.

Em suas 170 páginas, a obra traz informações, curiosidades e imagens de edificações e estruturas existentes na capital potiguar durante o conflito mundial, encerrado em 1945. Nesta sexta-feira, 29, Rostand Medeiros fez questão de agradecer o apoio e o incentivo do MPF e entregou exemplares do livro diretamente aos procuradores da República Victor Mariz, que convocou a audiência de março, e Cibele Benevides, que chefia a Procuradoria da República no Rio Grande do Norte.

O procedimento do MPF que estimulou o escritor a transformar em livro a pesquisa iniciada quatro anos antes (quando elaborou, a pedido do Ministério Público Estadual, um relatório preliminar sobre os locais utilizados pelas forças militares norte-americanas em Natal e Parnamirim durante a 2ª Guerra) prossegue tramitando na Procuradoria da República e vem acompanhando a situação desse patrimônio, de grande potencial histórico, turístico e cultural.

Nos agradecimentos incluídos no livro, além do procurador da República e do próprio Ministério Público Federal, Rostand Medeiros também registra o apoio do analista de Direito Leonardo Batista e da estagiária Bárbara Suellen Fonseca, “pela ajuda sempre presente”. Sobre Victor Mariz, o autor enaltece a “confiança, atenção, corretos apontamentos e ajuda proporcionada durante o processo de pesquisa e elaboração final do material”.

Obra – Lugares de Memória traz como subtítulo “Edificações e estruturas históricas utilizadas em Natal durante a Segunda Guerra Mundial” e apresenta informações e imagens (atuais e antigas) de 27 locais de Natal que possuem ligação com a participação do Brasil no conflito, incluindo quartéis, hospitais, sedes de companhias aéreas, bares, cabarés, hotéis, clubes militares, residências de oficiais e do cônsul norte-americano, entre tantos outros pontos que ainda mantêm as características de sete décadas atrás, ou cujos prédios originais deram lugar a novas edificações.

Publicado pelo Caravela Selo Cultural, o livro contou em sua fase de pesquisa com o apoio do presidente da Fundação Rampa, Leonardo Dantas, e do diretor do Sebrae, João Hélio Cavalcanti, além de vários outros escritores e amigos do autor. O prefácio é do jornalista e escritor Carlos Peixoto e o texto abre com a palestra do ex-governador Juvenal Lamartine, proferida em 1939 – sete meses antes da deflagração da guerra – e que já previa não só o conflito, como o envolvimento da capital potiguar. Já os 27 locais foram divididos em cinco partes, conforme os bairros: Santos Reis, Rocas, Ribeira, Petrópolis e Tirol.

Autor – Rostand Medeiros é escritor, pesquisador e membro do Instituto Histórico e Geográfico do RN, além de técnico e guia de turismo credenciado pela Embratur. Autor do livro “João Rufino: um visionário de fé” e das biografias “Fernando Leitão de Moraes: das serras canaviais uma cidade do sol” e “Eu não sou herói: a história de Emil Petr”; é ainda coautor de “Os cavaleiros do céu: a saga do voo Ferrarin e Del Petre”; e produziu o documentário “Chapéu Estrelado”, sobre a trajetória do bando de Lampião em terras potiguares, no ataque a Mossoró em 1927.

Opinião dos leitores

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Diversos

Segundo volume do livro do escritor Paulo D’Aurel, “Ensaios Sobre a Lei da Vida, Os Dez Mandamentos à Luz da Kriya Yoga”, será lançado nesta quinta

Nesta quinta-feira, 08, haverá o lançamento do segundo volume do livro do escritor Paulo D’Aurel, “Ensaios Sobre a Lei da Vida, Os Dez Mandamentos à Luz da Kriya Yoga”, a partir das 18:00, no Eugênio Café do Shopping Cidade Jardim.

O livro traz uma visão aprofundada da religião do Oriente e do Ocidente, numa interpretação harmonizante.

Paulo D’Aurel é o pseudônimo do juiz de Direito Paulo Sérgio da Silva Lima.

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Diversos

Livro “Eleições no Brasil: manual compacto de campanha negativa”, de Daniel Menezes e Dr. Anderson Santos, será lançado na noite desta quarta em Natal

O livro “Eleições no Brasil: manual compacto de campanha negativa”, de autoria do diretor do Instituto Seta, Daniel Menezes, e o professor do departamento de políticas públicas da UFRN, Dr. Anderson Santos, será lançado na noite desta quarta-feira(05), às 19h, na margem Hub de fotografia, situado quase vizinho ao Shopping Midway.

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Esporte

‘Nem só de gol vive o futebol’: potiguar reúne em livro particularidades sobre países participantes da Copa do Mundo

Em épocas de Copa do Mundo, quem já não se perguntou sobre as particularidades de um determinado país participante do campeonato mundial? Sua população e seus costumes, entre outras coisas? Tomado por esses questionamentos, o amante do futebol, Eugênio Cunha, lança na próxima quarta-feira (30) o livro “Nem só de gol vive o futebol”, em que reúne informações quanto à história, geografia, cultura e curiosidades dos países participantes da Copa da Rússia. O lançamento acontecerá às 18h, no Temis Club Balcão Bar, na sede do América Futebol Clube.

O autor explica que a publicação é fruto da falta de informações que sempre despertaram o seu interesse ao acompanhar o evento esportivo ao longo dos anos. “Daí a ideia de escrever este livro, que não tem pretensão nenhuma de ser uma obra literária e sim uma coletânea de informações gerais dos países participantes da Copa 2018, na Rússia, bem como das onze cidades que sediarão as partidas desse evento que tanto atrai a atenção do mundo todo”, resume ele.

Doutor em Ciências do Mar pela Universidad de Barcelona, na Espanha, Eugênio Cunha é geólogo, professor aposentado da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), tendo sido também secretário municipal de meio ambiente, diretor geral do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA) e presidente da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (ABEMA).

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Cultura

Heraldo Palmeira reúne coletânea de contos em livro que retrata cotidiano urbano

Na TN Online

O produtor cultural Heraldo Palmeira tem se dedicado cada vez mais à escrita. Depois de fazer carreira na música atuando como cantor, compositor e produtor musical, esse seridoense de Acari que correu o mundo tem transformado suas vivências em narrativas ficcionais.

Mais afeito ao gênero crônica, escrevendo para diversos blogs potiguares e nacionais, agora Heraldo se aventura pela conto e lança a coletânea “30 Contos de Réis”, que reúne três dezenas de textos inéditos. Publicado pela editora Alameda, de Brasília, o livro será lançado em Natal, em vários pontos da cidade, a partir da próxima semana.

Os contos tratam de situações urbanas. A maioria dos textos é recente, mas alguns foram escritos em meados dos anos 80, o que dá ao texto uma variedade temporal. As referências vão da época da Ditadura Militar até aos escândalos atuais de corrupção, mas mostrando esses contextos como pano de fundo na narrativa.

Os temas giram em torno de sentimentos humanos, falam de desejos, alegrias, tristezas, mostram encontros e desencontros amorosos. “São histórias que colhi pela vida, experiências que vivi, vi e ouvi”, explica Heraldo Palmeira, que vive entre São Paulo, Rio de Janeiro, Natal e Acari. “São contos que se encerram neles mesmos. Tem um texto direto, fácil de ler”.

De acordo com o jornalista Ricardo Setti, que escreve o prefácio, a riqueza do livro está relacionada a variedade dos temas. “Se encontram a nostalgia de uma infância idílica no interior, a descoberta do amor, rupturas e reconciliações, altos e baixos da vida conjugal, violência doméstica, relação entre pai e filho”, diz o texto de Setti.

Cidade natal de Heraldo, Acari está bem revelada no livro. “Falo do interior e de episódios que testemunhei no Seridó”, conta o autor, que já tinha abordado Acari em outras duas oportunidades, mas dentro da linguagem audiovisual, com os documentários “Prosa e Música”, sobre a primeira Banda de Música de Acari, a Filarmônica Maestro Felinto Lúcio Dantas, e “Agosto em Acari”, sobre a festa da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Guia, contada a partir das histórias da população. A experiência com documentários, por sinal, aparece no livro com um conto escrito em formato de roteiro.

Por todo o livro aparecem citações a livros, filmes e discos. Alguns trechos de música também surgem, possibilitando quase uma trilha sonora. “Tem alguns amigos que leram o livro e estão montando uma playlist de música a partir das citações do livro”, conta Heraldo. “Até o momento os leitores tem recebido bem o livro.

Serviço

Lançamento do livro “30 Contos de Réis”, de Heraldo Palmeira

Letra & Música – Floriano Peixoto, 290 (em frente UnP Petrópolis)

Flora Café – Rodrigues Alves, 443 (dentro da floriculltura Flor de Algodão)

*O livro ficará à venda em todos estes locais.

Preço: R$ 35,00

 

Opinião dos leitores

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Cultura

Daladier Cunha Lima lança livro dia 10 pela Editora Jovens Escribas

Daladier Pessoa Cunha LimaO médico e professor Daladier Pessoa Cunha Lima lança seu mais novo livro – Retratos da Vida – no próximo dia 10 de dezembro. A sessão de autógrafos ocorre no Centro Universitário UNI-RN, na rua prefeita Eliane Barros, no bairro Tirol, com início às 19h.

O livro reúne artigos escritos por ele entre os anos de 2009 e 2014 e publicados em jornal local sobre fatos do cotidiano, suas vivências, como médico e professor, e a sua recente luta contra um câncer. Alguns dos textos referem-se, também, a pessoas e instituições que mereceram, em algum momento, a atenção do autor. Toda a renda arrecadada com a venda dos exemplares será revertida para a Liga Norte-rio-grandense Contra o Câncer.

A data para lançamento foi escolhida pelo autor em comemoração aos 50 anos de formatura da turma de 1965 do curso de Medicina da UFRN, da qual ele fez parte. O livro tem o selo da Editora Jovens Escribas.

Daladier Pessoa Cunha Lima foi o primeiro reitor eleito da UFRN. Exerceu o cargo de 1987 a 1991. Antes, foi diretor do Centro de Ciências Sociais da Saúde, Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação e Vice-reitor da universidade. Graduado em Medicina pela UFRN (1965), tem especialização em Medicina do Trabalho e Administração Universitária. Sua experiência acadêmica é também enriquecida pela vivência em instituições universitárias no exterior.

Ao se aposentar, abdicou da Medicina e optou pela Educação, tendo se dedicado à instalação da, então, Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte (FARN) no ano de 1999. É, ainda, membro da Academia de Medicina do Rio Grande do Norte e do Instituto Histórico e Geográfico do RN e autor de vários trabalhos escritos em forma de palestras, conferências, discursos e artigos publicados em jornais de Natal.

Opinião dos leitores

  1. Se for somada a idade dos autores publicados pela Editora Jovens Escribas… sei não, viu? A "juventude" dessa turma deve contabilizar, de leve, uns cinco milhões de anos.

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Esporte

Jornalista Rubens Lemos Filho lança livro de crônicas com memória afetiva da história do ABC

rubinhoO jornalista Rubens Lemos Filho lançará, no próximo dia 20, o livro “O Rosto Alegre da Cidade”, o qual reúne 67 crônicas e extenso material fotográfico sobre momentos importantes da história do ABC. O lançamento acontecerá na sede do Clube dos Radioamadores do RN, a partir das 19h.

O livro, lançado através da editora Flor do Sal, traz um passeio pela memória afetiva de Rubens Lemos Filho, cuja história se confunde com parte da história do Mais Querido. Abecedista por influência do pai, o saudoso jornalista e comentarista Rubens Lemos, Rubinho acompanha o Alvinegro desde os sete anos de idade. Foi testemunha dos grandes jogos e das grandes equipes de um futebol que, em grande parte, não existe mais. “O Rosto Alegre da Cidade” é a expressão desse sentimento.

“Faço uma espécie de testemunho da convivência de um torcedor com o ABC. É o resgate de um tempo. Aí estão presentes os ídolos que foram meus ídolos, as grandes vitórias, as derrotas que chorei na arquibancada, os episódios que considero importante na história do clube, que eu vivi, e também os episódios que foram narrados pelo meu pai”, explica.

As crônicas rememoram as grandes equipes montadas pelo ABC, como o time de 1983, que tinha jogadores como Marinho Apolônio, Silva e Dedé de Dora. Naquele ano, o Alvinegro fez 114 gols no Estadual, com a dupla de ataque formada por Marinho e Silva marcando 63 gols. “Lembro dos craques desse tempo, os locutores esportivos desse tempo. E há um momento, para mim foi o mais bonito, que foi o time de 1983, o time de 114 gols. Quem imagina hoje um time fazer 114 gols num campeonato? E a dupla de atacantes fazer 63? Isso não existe mais no futebol”.

Personagens dos bastidores do ABC também fazem parte da lista de homenageados por Rubens Lemos Filho. Homens como José Prudêncio Sobrinho e Ernani Alves da Silveira. “Eu relembro, por exemplo, José Prudêncio Sobrinho, que hoje está esquecido. Ele foi o diretor que exauriu o seu patrimônio para se doar ao ABC. Prudêncio foi goleiro, técnico, dirigente, supervisor, foi tudo no ABC”, diz. E complementa: “Cito também Ernani Alves da Silveira, que foi o eterno presidente do Conselho Deliberativo do ABC. Um homem que conseguia abrandar as crises só com a sua presença, a sua moral, com o carisma que tinha. Não existem mais homens assim”.

A história do ABC Futebol Clube foi marcada nos estádios que abrigaram o seu futebol e por isso o Juvenal Lamartine e o Machadão, demolido no ano de 2011, estão presentes em “O Rosto Alegre da Cidade”. “Trata-se de uma homenagem também ao Juvenal Lamartine e principalmente o meu desagravo ao Castelão, ao Machadão, do qual sou viúvo. Os dois estão aí em imagens e jogos memoráveis”, aponta.

O que emerge das 67 crônicas é a memória acerca do futebol alegre e popular do ABC. “Quero mostrar para a próxima geração, para o meu filho e para os filhos do meu filho que houve um ABC vitorioso, grandioso, altivo e especialmente um ABC popular. Era um clube alegre, que reunia a massa da cidade, os mais simples, em torno do futebol. Um futebol bonito e bem jogado”, finaliza.

Opinião dos leitores

  1. Caro Rubens Lemos,
    Peço permissão para publicar o artigo abaixo.

    Tem um ditado popular que diz o seguinte “Faça da sua ausência o bastante para que alguém sinta sua falta, mas não prolongue-a demais para que esse alguém não aprenda a viver sem ti”. Autor desconhecido. Esse ditado casa muito bem o que vive o ABC. O que se percebeu, então? Percebemos que quase no final do campeonato fomos perceber que boa parte do elenco nunca serviu ao ABC. Tanto é verdade, que não estamos sentindo a ausência deles. E os resultados são contundentes. Em quatro jogos o ABC ganhou três e empatou um. Com eles fizemos míseros 16 pontos, enquanto que em quatro jogos já fizemos 10. Olha, contra fatos reais e não “convicções” não tem argumento. Que eles continuem fora do elenco, quem sabe o ABC não permaneça na B. Difícil, mas não impossível.
    Quero aproveitar este momento para externar a minha simpatia e gratidão ao Sr. José Paiva Torres. Um homem íntegro e abnegado ao nosso Mais Querido. Na verdade, um presidente que nunca deixou de ser. Não aparece para o público, mas na hora do sufoco ele é lembrado e sempre está à disposição. Nota 10 para o Sr. Paiva.
    E ao diretor Rui Barbosa, que tal repetir a façanha daquele belo time de 1983? Quando converso com os meus amigos, recordo que quando cheguei a Natal para trabalhar no BB, em 1978, o meu amor pelo Mais Querido foi fulminante. De lá para cá, o time de 1983 foi o melhor time do ABC que vi jogar. Na época, a aposta não para saber se o ABC ia ou não ganhar. A aposta era para saber o placar do jogo. Daquele elenco, tenho conhecimento que dois jogadores já não estão entre nós: Dudé e Dedé de Dora. Este último, dono de um petardo poderoso da esquerda que nem a bola ousava desobedecer à ordem enviada pelo craque.
    Eduardo – ABC SEMPRE

  2. Das 67 crônicas, cheguei a ler boa partes delas as quais eram publicadas diariamente no JH, já com relação ao ABC realmente seu passado é de muita gloria e o presente de muita decepção.

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Diversos

Lançamento do livro "Teoria e Prática dos Prazos Eleitorais" acontece nesta quarta, em Natal

IMG-20140916-WA0003Lançamento do livro acontece nesta quarta-feira(17), a partir das 19h, no La Tavola, na Avenida Rodrigues Alves, número 44, no bairro de Petrópolis, zona leste de Natal.

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Diversos

No twitter, Romeu Tuma anuncia: PF quer me prender dentro do meu escritório. Motivo: livro Assassinato de Reputações

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Reprodução: Twiitter

Opinião dos leitores

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Jornalismo

Quem é Cândido Peçanha?

Por Marlon Reis

No livro “O nobre deputado”, personagem Cândido Peçanha serve para mostrar cenário em que membros de cúpulas partidárias e outros agentes estão envolvidos para conquistar mandatos a partir do desvio de dinheiro público.

Cândido Peçanha — personagem principal do livro O nobre deputado (Leya) — é um deputado de terceiro mandato que conhece bem as regras do jogo. Tem uma base que inclui o apoio de 14 prefeitos, com quem mantém uma relação de negócios alimentada pelo fluxo de dinheiro público e privado. Quando se reporta aos municípios com os quais mantém negócios utiliza a expressão “prefeituras amigas”. Eles também tem sob seu domínio quatro entidades sem fins lucrativos, por meio dos quais canaliza verbas oriundas de emendas e convênios.

 O deputado Peçanha é generoso na distribuição de emendas parlamentares, mas tem por praxe a cobrança de uma “taxa de retorno” de no mínimo 20%. Mas essa comissão pode aumentar, conforme a facilidade ou as necessidades circunstanciais. Não importa o tipo de obra ou serviço que deve ser custeado com aquela verba; sua parte fica reservada para ajudar a cobrir as despesas da próxima campanha.

 Mas esse dinheiro não é suficiente, afinal concorrentes cada vez mais endinheirados estão “inflacionando” as eleições. Eles tentam invadir os redutos eleitorais de Cândido Peçanha com ofertas que atingem cifras capazes de impressionar até os mais experientes. Sim, todos os apoios obtidos pelo nosso parlamentar foram comprados. Às vezes ele perde uma base eleitoral para oponentes com campanhas mais ricas, mas acaba dando um jeito de compensar. Não falta prefeito ou presidente de associação disposto a vender sua base eleitoral.

 Para robustecer suas finanças de campanha, Peçanha recorre aos amigos empreiteiros. É um “bate-pronto”. O financiamento de campanha é apenas um empréstimo de curto prazo e altíssima rentabilidade. Funciona assim: o deputado influencia a definição do orçamento para beneficiar prefeituras e instituições parceiras. Depois disso, licitações dirigidas cuidam de fazer chegar esse dinheiro aos cofres das empresas certas. Grande parte desse montante volta para o deputado benfeitor e tudo sempre termina bem.

 O que você acaba de ler é o perfil de um personagem por meio do qual busco escancarar o universo que embala grande parte das campanhas dos deputados eleitos no Brasil. Escrevi O nobre deputado para expor uma realidade chocante, mas que está longe de ser surpreendente. Sabemos todos que nossas eleições são gravemente influenciadas pela compra do apoio político. Vence quem tem mais dinheiro. Essa é a regra demonstrada exaustivamente por pesquisas realizadas no Brasil por instituições acadêmicas daqui e do exterior.

 Para escrever o livro, recorri ao uso de estratégias de pesquisa desenvolvidas para a elaboração da minha tese de doutorado. Fiz uso de entrevistas baseadas em questionários semi-estruturados para ouvir uma dezena de participantes diretos do cenário investigado, todos eles membros de cúpulas partidárias locais ou agentes de negociações ilícitas envolvendo a conquista de mandatos. Não são pessoas derrotadas. São pessoas vitoriosas que aprenderam a jogar segundo as regras em vigor. Aprenderam com o sistema e se tornaram especialistas em vencer. E estão agindo agora mesmo enquanto transcorre mais um processo eleitoral.

 Os relatos foram confrontados com muitas outras fontes de pesquisa até que eu pudesse construir o perfil de Cândido Peçanha. O nobre deputado foi, a partir daí, escrito em primeira pessoa a fim de que o leitor pudesse se aproximar da mente de alguém que faz do desvio a regra e que considera natural tudo o que se vê levado a fazer para não ser “cuspido” por esse universo singular. Peçanha não confia nas instituições. Segundo sua ótica, tudo se baseia numa disputa pelo poder. Tudo faz parte de um grande jogo de interesses em que o nosso protagonista não é um caso isolado, mas um player devidamente preparado para prevalecer num universo em que a liderança política foi aos poucos sendo substituída pela força nada glamourosa do dinheiro.

 Fonte: Congresso em Foco

Opinião dos leitores

  1. Pois é, a culpa de existir políticos assim é do povo. Dinheiro para financiar a campanha é dinheiro para comprar voto. O povo só tem o que merece.

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Cultura

Advogado Gleydson Oliveira lança livro nesta quinta

Gleydson Oliveira 3 (1)O advogado Gleydson Oliveira lança nesta quinta-feira (12), às 19h, na livraria Saraiva do Midway Mall, a obra “Comentários ao Código Civil Brasileiro – Volume 8 – Responsabilidade Civil”, publicada pela Editora Forense.

Esse é o quinto livro de autoria de Gleydson Oliveira, que é professor adjunto da UFRN, doutor e mestre em Direto Processual Civil pela PUC/SP, sócio do escritório Alves, Andrade e Oliveira Advogados, em Natal, e tem atuação destacada em direito imobiliário.

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