Política

Dilma Rousseff não é Fernando Collor

Autorizada a abertura de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, o processo agora sai da Câmara e segue para o Senado. E o rito do caso Dilma no Senado será marcadamente distinto do rito do caso Collor.

Em 1992, havia consenso de que Collor não deveria mais permanecer no cargo. O processo, por um acordo de lideranças, se resolveu rapidamente.

O Senado recebeu a autorização da Câmara para a abertura do processo contra Collor no dia 30 de setembro. A Comissão Especial foi instalada no mesmo dia. No dia seguinte, foi aprovado no plenário do Senado o parecer pela instauração do processo. Collor foi afastado a não voltou ao cargo.

No caso de Dilma Rousseff, a situação política é distinta. A presidente mantém apoio de uma parcela do Congresso, mesmo que diminuta, e de uma fração da sociedade.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que não mancharia sua biografia ao acelerar o processo para afastar Dilma do cargo. Até pelo apoio que emprestou à presidente da República, o senador Renan Calheiros seguirá o rito normal do processo, sem atropelos.

Não há, por enquanto, um rito definido para o processo de impeachment de Dilma no Senado. Mas a Mesa da Casa já deu alguns indicativos mínimos.

Leitura e instalação da comissão

Técnicos da Secretaria Geral da Mesa adiantaram informalmente que, aprovada a admissibilidade na Câmara, a autorização é enviada ao Senado, onde é lida no expediente da sessão plenária de terça-feira (19/04). Nesse mesmo dia, os líderes devem indicar os componentes da comissão processante (com 21 membros).

A composição da comissão especial segue a proporcionalidade dos partidos e não há obrigatoriedade de representação de todas as legendas como na Câmara.

O colegiado deve ser eleito ainda na terça-feira, após a Ordem do Dia (que não deve ser realizada) em voto aberto, por maioria simples. O prazo para realização da primeira reunião é de 48 horas, por isso a expectativa é de que a primeira reunião seja realizada na quarta-feira – com a eleição do presidente e indicação do relator – porque ninguém acredita que os senadores voltarão dos Estados após o feriado de 21 de abril apenas para a instalação do colegiado.

Na Câmara, a comissão foi instalada no mesmo dia, mas no Senado há uma disputa entre PT e PSDB – que contam com o mesmo número de senadores – pelo comando dos trabalhos. A relatoria deve ser dada ao PMDB, maior partido da Casa Legislativa. Instalada, a comissão especial tem prazo de dez dias úteis – os prazos na Casa Revisora são definidos em dias úteis e não dias corridos, nem tampouco sessões do plenário – para emissão do parecer de admissibilidade.

Seguido o calendário e esgotado todo o prazo pela comissão especial, a data para votação preliminar da denúncia será em 5 de maio. O parecer do ex-presidente Collor foi aprovado preliminarmente na comissão especial em duas horas, no mesmo dia da instalação dos trabalhos.

Não há previsão de defesa da presidente da República nessa fase, mas a interpretação da Secretaria Geral da Mesa do Senado é de que os senadores devem negociar a permissão para apresentação de uma argumentos da Advocacia Geral da União – em tempo hábil para permitir que o relator emita o parecer e a comissão vote o documento dentro do prazo de dez dias úteis – para evitar quaisquer acusações de cerceamento de defesa.

Se concedido esse prazo preliminar, a definição do “momento da defesa” da presidente Dilma será mais um elemento diferencial do processo de 1992. Concedido ou não, o entendimento da Secretaria Geral da Mesa é de que Dilma terá direito a defesa novamente após o eventual afastamento durante a fase de análise de provas na comissão, e posteriormente no plenário do Senado caso seja julgada.

E ainda há expectativa sobre qual será o prazo para entrega da defesa na comissão especial. Collor teve 20 dias; a lei do impeachment fala em dez dias, mas os prazos no Senado são em dias úteis.

A previsão do processo no Plenário do Senado

Aprovado o parecer na comissão especial – por maioria simples – o plenário terá 48 horas para decisão de abrir ou arquivar o processo contra Dilma. Dia 5 de maio é uma quinta-feira. Com a contagem de dias úteis, a votação em plenário está prevista para começar dia 10 de maio. A expectativa dos técnicos da Secretaria da Mesa é que a exemplo da Câmara, as discussões entre os senadores sobre o impeachment adiem a decisão para o dia seguinte (11 de maio).

Aprovado o parecer por maioria simples – o presidente do Senado não vota nessa rodada preliminar – Dilma é intimada e deve afastar-se do cargo.

O Senado tem, então, prazo de 180 dias para julgar a presidente ou ela retorna ao cargo para ser julgada no exercício da Presidência, mas ninguém no Senado acredita nessa possibilidade.

Ainda que os técnicos não estimem prazo para conclusão do processo com o julgamento no plenário, a avaliação é de que a questão será resolvida em menos de 180 dias. O processo contra Collor durou menos de 90 dias.

Para tanto, será preciso definir os prazos internos da comissão especial para coleta de provas, depoimentos, análise de documentos e da defesa. É certo que há a necessidade de apresentação do parecer da pronúncia para votação no colegiado e no plenário, em ambas instâncias por maioria simples, mas não há como prever o dia do julgamento enquanto o ritmo de trabalho da comissão não for formalmente definido.

Há entendimento da Secretaria Geral que o presidente do colegiado deve definir os prazos, mas há uma expectativa de que Renan defina com o STF o ritmo da comissão.

Outra dúvida a ser respondida pode diferenciar os processos de Collor e de Dilma: a partir de que momento o presidente do Supremo passa a comandar os trabalhos?

Nos corredores do Senado, o comentário é irônico sobre a atuação do ministro Sydney Sanches, que presidiu o julgamento de Collor.

“Sydney Sanches vivia aqui, todo santo dia”, lembra uma fonte do Senado.

A Secretaria Geral entende que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) só preside a sessão de julgamento final, e que as demais são presididas pelo senador Renan – que é impedido de votar em deliberações de maioria simples. Caberia a Renan Calheiros, portanto, comandar a sessão que pode resultar no afastamento de Dilma e na seguinte, quando é definida a data do julgamento.

Há ainda uma dúvida sobre o recesso parlamentar. A Secretaria Geral entende que iniciada a pausa entre 17 e 31 de julho, os trabalhos da comissão processante são interrompidos e que somente uma convocação extraordinária poderia manter as atividades em ritmo normal. Isso porque a lei 1.079 fala em convocação automática em caso de término do ano legislativo. A pausa no meio do ano parlamentar é apenas uma interrupção da sessão legislativa, portanto, o dispositivo legal não poderia ser aplicado.

O julgamento de Collor foi realizado em 30 de dezembro, com o Congresso trabalhando em ritmo de prorrogação. Collor foi condenado por crime de responsabilidade. Duas décadas depois, de volta à vida política, foi absolvido pelo Supremo de todos os crimes pelos quais foi acusado.

Agora, é investigado na Operação Lava Jato.

UOL, via Jota

http://jota.uol.com.br/dilma-rousseff-nao-e-fernando-collor

Opinião dos leitores

  1. Depois que ela deixou o país só um milagre.
    PTralhas, ainda não terminou, falta o Juiz Moro entrar em ação e prender os Chefes da quadrilha.

  2. Dilma vai passar a bicicleta para Temer, Cunha e Aecio. Agora os coxinhas irão ver o que é pedalar.

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Política

Defesa de Cabo Deyvison cita possível motivação política e acompanha investigação do atentado

Foto: Reprodução

A defesa do vereador de Mossoró Cabo Deyvison (PL) afirmou que não descarta motivações políticas, empresariais ou até mesmo ligadas a facções criminosas para o atentado ocorrido na noite de segunda-feira (15). As informações são da Tribuna do Norte.

A declaração foi feita pelo advogado Raphael Targino Góis, que passou a atuar no caso após o ataque que deixou o parlamentar ferido e resultou na morte do cinegrafista Alyson Diego de Oliveira Morais.

Segundo o advogado, ainda não há elementos suficientes para apontar a motivação do crime. “Não descarto a questão das facções criminosas, nem descarto que seja motivação política ou empresarial”, declarou.

Targino informou ainda que a defesa acionou o Senado Federal em busca de apoio para solicitar escolta junto à Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesed).

Após receber alta hospitalar na quarta-feira (17), Cabo Deyvison passou a acompanhar os desdobramentos das investigações. O vereador também solicitou ao TRE-RN a retirada de pauta de um recurso relacionado ao seu processo de desfiliação partidária.

O pedido foi acolhido pela Corte em razão do atentado.

As investigações seguem em andamento e já resultaram na prisão de suspeitos no RN e no Ceará.

Parte dos envolvidos deverá passar por audiência de custódia, enquanto a Polícia Civil continua apurando as circunstâncias e a possível motivação do crime.

Em entrevista após as prisões, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alarico Azevedo, confirmou que os investigadores analisam uma transferência via Pix no valor de R$ 10 mil identificada durante a apuração.

Segundo ele, ainda não há conclusão sobre a finalidade da movimentação financeira nem confirmação de que ela tenha relação com o atentado.

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Polícia

Além de líder do governo Lula no Senado, PF cumpre outros 17 mandados em nova fase da Compliance Zero

Foto: Reprodução

A 9ª fase da operação Compliance Zero investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master.

Nesta etapa, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo STF, nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Um deles contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado.

Segundo a PF, esta nova etapa tem como objetivo apurar a possível participação de um agente público em um esquema de irregularidades financeiras investigado pela corporação.

De acordo com as investigações, os fatos apurados podem envolver os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

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Política

LÍDER DO GOVERNO LULA NO SENADO: Jaques Wagner é alvo de buscas da PF em investigação sobre Banco Master

Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18) a nona fase da Operação Compliance Zero e cumpriu mandados de busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado.

Segundo a investigação, a operação apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master, o PT da Bahia, os vínculos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a possível participação de Wagner nos fatos investigados.

Além dos endereços ligados ao senador, a PF também realizou buscas em empresas e residências de Augusto Lima, na Bahia, em Brasília e em São Paulo.

Lima é ex-sócio de Vorcaro e participou da implementação de um sistema de crédito consignado para servidores públicos durante a gestão de Wagner no Governo da Bahia.

De acordo com os investigadores, o modelo foi posteriormente levado para o Banco Master. O Credcesta, sistema citado na apuração, tornou-se um dos principais ativos financeiros da instituição.

Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do STF, André Mendonça. Procurados pela reportagem do Estadão, Jaques Wagner e Augusto Lima ainda não haviam se manifestado até a publicação da matéria.

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Política

Lula amplia Bolsa Família em ano eleitoral; gasto chega a R$ 13,1 bilhões

Foto: Reprodução

O governo do presidente Lula (PT) ampliou o número de beneficiários do Bolsa Família em 2026, ano em que o país realizará eleições gerais.

Dados oficiais mostram que 19,35 milhões de famílias receberão o benefício em junho, ante 18,66 milhões registradas em novembro de 2025. No período, houve um acréscimo de aproximadamente 690 mil famílias.

A expansão ocorre após o pente-fino realizado ao longo de 2025, quando cerca de 2,1 milhões de cadastros foram excluídos do programa durante o processo de revisão de benefícios e de identificação de irregularidades apontadas pelo governo federal.

O valor médio pago neste mês será de R$ 677,66 por família. Embora o benefício básico seja de R$ 600, adicionais destinados a grupos específicos, como crianças, gestantes e nutrizes, elevam o valor médio recebido pelos beneficiários.

Levantamento divulgado pelo Poder360 em 2025 apontou que parte das irregularidades identificadas no programa envolvia inconsistências cadastrais, incluindo casos de omissão de cônjuge.

O estudo também registrou situações em que famílias recebiam mais recursos por meio de benefícios sociais do que por renda do trabalho.

Segundo dados do governo federal, o Bolsa Família consumirá R$ 13,1 bilhões em junho, valor R$ 384 milhões superior ao registrado em novembro de 2025.

O aumento acompanha a ampliação do número de famílias atendidas pelo programa.

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Política

COMO FICA A ESQUERDA? O que muda após Lula afirmar que “nunca foi esquerdista” no G7

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Durante uma conversa captada por microfone aberto na cúpula do G7, o presidente Lula (PT) afirmou que “nunca foi esquerdista” e defendeu que “o mundo é do caminho do meio”.

A declaração chamou atenção por ter partido da principal liderança do PT, partido historicamente associado a pautas da esquerda brasileira.

A fala também foi comparada a declarações feitas pelo próprio presidente em agosto de 2025, quando afirmou que ficaria cada vez mais “esquerdista” e “socialista”.

O episódio repercutiu nas redes sociais e no meio político, onde apoiadores e críticos passaram a discutir o significado da declaração e sua relação com o posicionamento ideológico adotado por Lula ao longo da carreira política.

Até o momento, o presidente não comentou publicamente a repercussão da fala nem apresentou esclarecimentos adicionais sobre o contexto em que a declaração foi feita durante o encontro internacional.

Opinião dos leitores

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Política

[VÍDEO] “INCOERÊNCIA”: Lula diz ao G7 que “nunca foi esquerdista” após afirmar em 2025 que ficaria “cada vez mais socialista”

Imagens: Reprodução/MRO Marcelo

O presidente Lula (PT) afirmou nesta terça-feira (17), durante encontro do G7 na França, que “nunca foi esquerdista”. A declaração foi feita durante uma conversa com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz.

Ao comentar a alternância entre governos de direita e esquerda em diferentes países, Lula afirmou que “o mundo não é de esquerda”, mas “de meio”.

Em seguida, após ser lembrado por Georgieva de que sua eleição em 2003 gerou expectativa de um governo mais alinhado à esquerda, o presidente respondeu que “nunca foi esquerdista”.

Durante a conversa, Lula também relembrou episódios de sua trajetória política e afirmou que, nos anos 1980, chegou a ser chamado de “anticomunista” após recusar um convite para participar de um congresso na então União Soviética.

A declaração contrasta com uma fala feita pelo próprio presidente em agosto de 2025, durante reunião do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Na ocasião, Lula afirmou que ficaria cada vez mais “esquerdista” e “socialista”.

Os dois posicionamentos foram registrados e divulgados pelo portal Metrópoles, que destacou a diferença entre as declarações dadas pelo presidente em momentos distintos.

Opinião dos leitores

  1. Ainda tem gente que acredita nas metidas desse estelionatário
    Larápio
    O Nordeste do Brasil era para viver de esmolas e se separa do brasil

  2. 👺👺💩💩Na abertura do Foro de São Paulo, Lula diz que ser chamado de “comunista” é motivo de “orgulho”
    Presidente brasileiro ainda pediu que esquerda sul-americana faça autocrítica sobre os erros cometidos nos últimos anos. CABRA VÉIO SEM VERGONHA NA CARA. COMO ACREDITAR NUM CANALHA DESSA ESPÉCIE?

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Geral

QUE INVERTIDA: assessor de Lula compara Irã e EUA e é rebatido por jornalista norte-americano ao vivo

Imagens: Reprodução/Direita Boston

Uma entrevista do assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, repercutiu após um debate ao vivo com um jornalista de uma emissora americana sobre a situação dos direitos humanos no Irã.

Ao ser questionado sobre o regime iraniano, Amorim afirmou que discorda do tratamento dado às mulheres no país, mas acrescentou que também discorda da pena de morte ainda adotada em alguns estados dos Estados Unidos.

A declaração levou o entrevistador a contestar a comparação. Segundo ele, estabelecer uma equivalência moral entre o sistema de justiça americano e o regime iraniano não seria uma comparação “respeitável”.

O momento gerou repercussão nas redes sociais e reacendeu discussões sobre direitos humanos, política internacional e os limites de comparações entre diferentes sistemas políticos.

O episódio ocorreu durante uma entrevista concedida por Amorim à imprensa americana e passou a circular em perfis e páginas voltados à cobertura de política e relações internacionais.

Opinião dos leitores

  1. Quem deve respeito aos estados terroristas da américa?
    Pena de morte é algo moralmente defensável e respeitável em um país civilizado?

    E

    Cadê a “invertida”? Está na mente de quem nunca leu uma linha sobre política internacional, pois quem levou a lapada foram os norte-americanos.

    Dá asco ver lambe bostas dos eua defendendo a bárbarie deles. Se é tão bom, vá morar lá!

  2. Todo esquerdista é um desonesto intelectual por essência, Lula e os seus assessores não cansam de passar vergonha e serem desmascarados pelo mundo, são uma vergonha ambulante.

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Economia

INADIMPLÊNCIA ALTA: RN soma R$ 7,8 bilhões em dívidas e mais da metade dos adultos está no vermelho

Foto: Reprodução

Mais da metade da população adulta do RN estava com contas em atraso em maio. Segundo dados da Serasa, 1.379.226 potiguares estavam inadimplentes, o equivalente a 51,8% dos adultos do estado. Juntas, as dívidas somavam R$ 7,8 bilhões.

Ao todo, foram registradas 4.477.740 pendências financeiras. Em média, cada consumidor negativado devia R$ 5.664,86, conforme informações da Tribuna do Norte.

Apesar do cenário ainda preocupante, o número de inadimplentes apresentou leve queda de 0,10% em relação a abril.

De acordo com a Serasa, as dívidas com bancos e cartões de crédito concentram a maior parcela dos débitos no estado, respondendo por 32,10% do total.

Em seguida aparecem as financeiras, com 25,59%, e as contas de serviços essenciais, como água, energia elétrica e telefonia, que representam 13,98%.

Para a especialista em educação financeira da Serasa, Aline Vieira, a inadimplência é reflexo de fatores como custo de vida, renda disponível e capacidade das famílias de absorver despesas inesperadas.

Segundo levantamento da instituição, o custo médio mensal de vida no Rio Grande do Norte alcançou R$ 2.550 em fevereiro deste ano.

Mesmo com a pequena redução observada em maio, a especialista avalia que o elevado contingente de consumidores com dívidas em atraso ainda exige cautela.

Já o presidente do Conselho Regional de Economia do RN (Corecon-RN), Ricardo Valério, defende o fortalecimento das ações de educação financeira como forma de reduzir o endividamento e evitar que consumidores recorram a novos empréstimos para quitar débitos antigos.

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Geral

[VÍDEO] Performance artística em audiência LGBTQIA+ na Grande Natal gera repercussão nas redes

Imagens: Reprodução/RN Hoje

Uma audiência pública para discutir direitos, inclusão e políticas voltadas à população LGBTQIA+ ganhou repercussão nas redes sociais após uma apresentação artística realizada durante o evento. As informações são do RN hoje.

Imagens compartilhadas por participantes e internautas mostram um homem pintado realizando uma performance no plenário da Câmara Municipal de Ceará-Mirim, na Grande Natal.

O episódio rapidamente passou a circular nas redes e gerou debates entre apoiadores e críticos da manifestação.

Defensores da apresentação afirmam que a performance integrou a proposta de discussão sobre diversidade e inclusão promovida durante a audiência.

Já críticos questionaram a realização da atividade dentro do espaço legislativo.

A repercussão ampliou o debate sobre os limites das manifestações artísticas em ambientes institucionais e sobre o papel das audiências públicas promovidas pelo poder público.

 

 

Opinião dos leitores

  1. Coisa nojenta, sebosa, imunda, esse é o mesmo que realizou essa mesma bosta na UFRN. Só faltou ficar nu, para completar a imundice.

  2. Papai curava a gente dessa doença com uma tira de borracha de pneu de carro que tinha no lastro da cama, a borracha servia pra deixar a cama macia e pra educar nós,

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Polícia

Morte de PM no Recife: investigação apura ciúmes, medida protetiva, troca de taças e hipótese de envenenamento

Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Pernambuco investiga a morte do cabo da PM José Maria Alexandre da Silva Junior, de 40 anos, encontrado sem vida dentro do apartamento da ex-companheira no bairro de Boa Viagem, zona sul do Recife.

O caso ocorreu na quinta-feira (11) e foi inicialmente registrado como morte a esclarecer. Uma das linhas de investigação é a possibilidade de envenenamento, mas a causa da morte ainda depende de exames periciais.

Segundo as investigações, o policial esteve no imóvel após sair do trabalho.

No local, ele e a ex-companheira, uma advogada de 48 anos, teriam passado parte da madrugada e da manhã consumindo bebidas alcoólicas e energético.

Foto: Reprodução

A mulher possuía medida protetiva em vigor contra o ex-companheiro, mas autorizou sua entrada no condomínio.

Durante o encontro, taças e bebidas foram utilizadas e posteriormente recolhidas para perícia, após o episódio.

O caso também envolve relatos de conflitos anteriores, com registro de medida protetiva e versões apresentadas em depoimentos e mensagens analisadas pela investigação.

A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias e aguarda os laudos periciais para esclarecer a causa da morte.

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