Política

Diretor do Butatan reclama de fala de Bolsonaro e diz que país poderia sido o 1º a vacinar; veja resumo da CPI nesta quinta com Dimas Covas

Foto: Reprodução/CNN Brasil

A CPI da Pandemia ouve agora o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas. O Butantan é responsável pela produção no Brasil da Coronavac, vacina contra a Covid-19 mais aplicada até o momento em brasileiros.

Até meados de maio, cerca de 70% das doses contra a Covid-19 aplicadas no Brasil eram da Coronavac.

Professor titular de Medicina Clínica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, Covas está à frente do Instituto Butantan desde 2017. Em junho de 2020, foi o responsável pelo acordo de colaboração firmado com a farmacêutica chinesa Sinovac para o desenvolvimento clínico do imunizante contra o novo coronavírus.

Resumo da CPI da Pandemia:

Dimas Covas detalha período em que negociações ficaram travadas

Durante a oitiva, o presidente do Instituto Butantan recaptulou as datas de negociação de compra da Coronavac e revelou que chegou a participar de três reuniões com o Ministério da Saúde. Segundo ele, as tratativas para a compra da vacina Coronavac pararam a partir do dia 20 de outubro.

“Em outubro eu fui três vezes ao Ministério da Saúde, com técnicos e Pazuello para construirmos instrumento jurídico pra tentar uma Medida Provisória nos moldes do que foi feito com a Fiocruz. A partir do dia 20 essas tratativas simplesmente pararam. No dia 20 foi a reunião de anúncio [da aquisição da Coronavac] com governadores e lideranças políticas. Seria até uma comemoração capitaneada pelo então ministro da Saúde” disse Covas.

No mesmo dia 20 de outubro, Bolsonaro em fala com jornalistas e apoiadores diz que havia “mandado cancelar” a compra do imunizante. No dia seguinte, em 21 de outubro, o então ministro Eduardo Pazuello, que havia testado positivo para Covid-19, diz a frase “um manda e outro obedece” ao lado de Bolsonaro em vídeo postado nas redes sociais.

Segundo Covas, as tratativas para compra da Coronavac ficaram paralisadas por três meses – um contrato posterior de 46 milhões doses foi firmado no dia 7 de janeiro. Inicialmente, o primeiro contrato previa 100 milhões de doses, o que proporcionaria a imunização de até 50 milhões de brasileiros.

Butantan pode atrasar entrega de 100 milhões doses previstas para setembro

Devido ao atraso na entrega de insumos e com o adiamento da assinatura do contrato com o Ministério da Saúde, Dimas Covas diz que o Instituto Butantan pode não cumprir com a entrega das 100 milhões de doses da Coronavac ao PNI previstas para setembro.

“As 100 milhões de doses poderiam ter sido integralizadas em maio se houvesse a contratação [do Ministério da Saúde] antes. Nesse momento, não sabemos se as 100 milhões de doses serão entregues em setembro devido ao atraso da matéria-prima. Não há certeza do tempo para se entregar as 100 milhões [de doses] por conta dos insumos”. disse Covas em resposta à senadora Simone Tebet.

“Naquele momento, nós praticamente erámos o principal parceiro da Sinovac e tínhamos seguramente essa possibilidade de maior quantitativo de doses. As 54 milhões de doses adicionais depende da chegada da matéria-prima. Podemos, sim, cumprir até setembro, se a matéria-prima chegar. O contrato está em vigor e esperamos receber a matéria-prima para cumprimento”, completou.

Governo federal não deu apoio financeiro para o Butantan

Questionado pelo relator e pelo presidente da CPI se o Ministério Federal teria apoiado financeiramente o Butantan no desenvolvimento da Coronavac, Covas disse que até o momento, não houve repasse de recursos nesse sentido.

“A solicitação [de R$ 45 milhões] para o estudo clínico não foi atendida e para a questão dos equipamentos [com solicitação de R$ 60 milhões] foi levantada a possibilidade de se fazer o Prosis [Programa de Modernização de Instrumentos e Sistemas de Gestão da Administração Pública], mas não especificamente para a fábrica de Covid-19 e sim para uma fábrica multipropósito”, afirmou, em relação ao desenvolvimento da Coronavac.

Sobre a Butanvac, atualmente em desenvolvimento, ele disse que ainda não há nenhum acordo com o Ministério da Saúde.

“Ontem [quarta-feira] uma diretora do Butantan esteve no Ministério da Saúde para começar a negociação de venda da Butanvac, foi uma conversa inicial, mas ainda não temos nenhum documento e nem nada oficial.”

Declarações de membros do governo dificultam negociações com China

Questionado sobre como declarações de membros ou ex-membros do governo federal podem influenciar na relação com a China, principal fornecedor do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da Coronavac, Covas disse ser senso comum que as falas feitas aqui no país repercutem na imprensa da China.

“Isso se reflete nas dificuldades burocráticas. O que era normalmente resolvido em 15 dias, hoje leva mais de um mês. Nós que estamos na ponta sentimos isso. A Fiocruz também sentiu essa dificuldade”, disse ele.

“O embaixador [da China no Brasil, Yang Wanming] já deixou claro para nós que declarações que desmerecem a China, causam inconformismo do lado chinês. O ministro [das Relações Exteriores, Carlos Alberto Franco] França tem ajudado nessa interlocução e o distensionamento já teve reflexão nesses insumos que chegaram”, completou.

Fala de Bolsonaro travou tratativas até janeiro

Dimas Covas afirmou que, depois que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sem manifestou em 20 de outubro contra a compra da Coronavac, não foram feitos progressos nas negociações até janeiro de 2021.

“Nosso caminho era outro. Começamos a negociar com estados e municípios”, disse o diretor do Butantan.

Ele citou ainda como exemplo da diferença no tratamento o fato de que o contrato com a AstraZeneca, firmado em agosto, recebeu adiantamento de recursos por parte do governo federal.

“Essa [a Coronavac] apesar de estar em solo brasileiro e sendo produzida, só foi assinado em janeiro, seis meses depois da primeira proposta.”

Governo não entendeu importância das vacinas em 2020

Questionado pelo relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL) sobre os motivos que teriam levado o governo federal a não aceitar as propostas do Butantan, Covas disse que essa era uma boa pergunta, já que havia sido feito todo o esforço para fornecer informações técnicas.

“Havia naquele momento incertezas sobre as vacinas, de forma geral, não em relação a essa vacina. Essa [a Coronavac] tinha todos os elementos para levar a vacina a ser usada muito rapidamente”, disse.

“Acho que houve um descompasso de entendimento da situação do momento, da importância da vacina dentro do contexto da própria pandemia. Nós, por outro, lado tínhamos absoluta certeza de que ela seria importante.”

Ele disse ainda que, ao não aceitar a primeira proposta, feita em julho, o Ministério da Saúde abriu mão, efetivamente, da possibilidade de ter 60 milhões de doses do imunizante ainda em 2020.

“Essas idas e vindas foram dificultando o cronograma, não o quantitativo.”

Brasil poderia ter sido o 1º país do mundo a vacinar contra Covid-19

Covas afirmou aos senadores na CPI que o Brasil poderia ter sido o primeiro país do mundo a começar a imunização contra o novo coronavírus se “houvesse uma agilidade de todos os atores” trabalhando em conjunto.

“O mundo começou a vacinação no dia 8 de dezembro. No final do mês, tinham sido aplicadas pouco mais de 4 milhões de doses no mundo e nós tínhamos 5,5 milhões [prontas e estocadas], sem contrato com o Ministério”, disse o diretor do Butantan.

“Poderíamos ter iniciado a vacinação antes do que começou, tínhamos as doses disponíveis. Eu, muitas vezes, declarei publicamente que o Brasil poderia ser o primeiro país do mundo a começar a vacinação não fossem os percalços que tínhamos que enfrentar nesse período, tanto do ponto de vista do contrato como do ponto de vista regulatório.”

Butantan fez 3 propostas ao Ministério da Saúde em 2020

Em sua fala inicial na CPI da Pandemia, depois de traçar um breve histórico da atuação do Butantan, Dimas Covas afirmou que fez três propostas em 2020 para o fornecimento da Coronavac ao Ministério da Saúde: em julho, em agosto e em outubro.

Ele disse que em julho foram ofertados 60 milhões de doses, com entregas previstas para o último trimestre de 2020. Depois, em outubro, a oferta foi ampliada para 100 milhões de doses, sendo que 45 milhões seriam produzidas no Butantan até dezembro de 2020, 15 milhões até fevereiro de 2021 e o restante até maio.

“Tudo aparentemente estava indo muito bem, tanto que em 20 de outubro fui convidado pelo [ex-]ministro [Eduardo] Pazuello para uma cerimônia no Ministério da Saúde em que a vacina seria anunciada como uma vacina [do PNI], com a incorporação de 46 milhões de doses”, disse Covas.

“A partir desse ponto, é notório que houve uma inflexão. E digo isso porque saímos de lá muito satisfeitos e achávamos que, de fato, teríamos resolvido parte desse problema. No outro dia, de manhã, as conversações adicionais não seguiram porque houve uma manifestação do presidente da República [Jair Bolsonaro] dizendo que a vacina não seria incorporada.”

Justificativa para a convocação

Entre outras questões, Covas será questionado sobre as dificuldades que o instituto enfrenta para produzir a vacina. Também espera-se que ele reforce a tese de que o Butantan, órgão ligado ao governo de São Paulo, buscou viabilizar antecipadamente as vacinas ao Brasil, mas que essa negociação não teria encontrado respaldo no governo federal até o final de 2020.

O requerimento de convocação é assinado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). “É necessária a oitiva do senhor Dimas Tadeu Covas para que esclareça todos os detalhes da atuação do Instituto Butantan desde o início da pandemia, especialmente com relação à produção de vacinas”, defendeu o senador.

Recentemente, o Instituto Butantan paralisou o envase do imunizante no país por falta de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importada da China. Senadores apontam que crises diplomáticas com a China, provocadas por declarações presidenciais, estão prejudicando o envio do IFA e atrasando a produção da vacina no país.

Os próximos depoimentos

Os próximos depoimentos da CPI da Pandemia já estão previstos, conforme acordo entre os membros da comissão. A CNN teve acesso ao calendário que deve nortear os próximos passos da CPI.

Veja abaixo a programação de oitivas definida para o mês de junho:

Dia 1º

Nise Yamaguchi – médica oncologista e imunologista
Dia 2

Clóvis Arns da Cunha – Professor de Infectologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia
Zeliete Zambom, Médica de Família e Comunidade, Professora da Faculdade de Medicina São Leopoldo Mandic e Presidente Sociedade Brasileira Medicina de Família e Comunidade
Átila Iamarino – Biólogo e pesquisador, formado em microbiologia
Dia 8

Élcio Franco -Ex-secretário executivo do Ministério da Saúde
Dia 9

Nísia Trindade – Presidente da Fiocruz
Dia 10

Fernando de Castro – Presidente da União Química
Dia 11

Cláudio Maierovich, médico sanitarista e ex-presidente Anvisa e da Fiocruz
Nathália Pasternak, microbiologista e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP)
Dia 15

Marcellus Campelo – Secretário de Saúde do Amazonas
Dia 16

Fernando Pigatto, Presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS)
José Gomes Temporão, médico, professor e pesquisador aposentado da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e ex-Ministro da Saúde
Dia 17

Carlos Wizard – Empresário

CNN Brasil, com informações da Agência Senado

 

Opinião dos leitores

  1. Para Dimas Covas o mais importante era a largada, em 8/12, e não a chegada, com a imunização de toda a população, porque o objetivo dele e do seu governador é apenas fazer cena, como revelou a conversa gravada dos dois. Apesar de começar depois de Canadá, México, Alemanha, Espanha, Portugal, por exemplo, o Brasil já imunizou mais que todos eles e já é o quinto que mais vacina. Então a única conclusão é de que está muito mais acelerado.

  2. Empregado do Dória, foi à essa CPI vergonhosa para fazer politicagem. O Brasil comprou vacinas quando existentes, quando aprovadas pela ANVISA e quando a legislação permitiu (caso da Pfizer). O resto é só narrativa mentirosa.

  3. Quem foi que prometeu que apresentaria em 27/11/20 para a Anvisa os dados da Coronavac???
    Porque atrasaram a entrega dos documentos para liberação da vacina em 45 dias???
    Estão faltando até hoje os dados principais sobre a potência da vacina em gerar anticorpos que a Anvisa precisa para analisar se a vacina presta ou não. A culpa é do Bolsonaro???

  4. Quem acredita nesse imbecil, os países que fabricam vacina iam deixar o Brasil fazer as primeiras vacinas, só esquerdista acredita nisso.

    1. A cada dia que passa diminui o número de bozominions e os poucos que vão sobrando formam essa escória mais escrota da sociedade. Os ignorantes que se acham o ó do borogodó e só escrevem merdas desse naipe. Um bando de Chicos Tripas

    2. Imbecil? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Dimas Covas é médico e pesquisador, tem mestrado e doutorado..vários livros publicados…é editor de duas revistas científicas nacionais…é presidente da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia e é professor titular da Faculdade de Medicina da USP…
      Mas para Lucio, ele é só um imbecil…Meu Deus!

  5. Saudade do LADRAO CONDENADO LULA, aquele sim era profissional, doava dinheiro para países ditadores, construir estádios ao contrário de hospitais, fez o maior roubo da história da humanidade, AQUILO SIM ERA UM VERME ESTRUME GIGANTE, volta ladrao , os jumentos estão com saudades , são iguais a mulher chifreira , estão tomando GALHA , mas ama a mulher 👩🏼

    1. Aqui acima temos mais um exemplo da idiotia que acometeu os únicos dois neurônios do Brasil.

    2. Joãozinho trinta, me parece que quem acometeu os dois fracos exemplares de NEURONIOS que pensava possuir foi vc. Tu bem queres desmentir o que o anterior disse? Risível.

    1. Chora não , vá aprender a trabalhar.
      Dica:
      1- tome um bom banho
      2-faça a barba
      3-se vista, com roupas normais , nada de camisa vermelha suja .
      4-Acorde cedo ( será difícil) vagabundagem a muitos anos
      5-VA no SINE , sempre há empregos para pessoas DISPOSTAS
      6- Procure nas gavetas sujas a sua carteira de trabalho, para lembrar, A CARTEIRA DE TRABALHO É AZUL

  6. E ainda tem gente que acredita em fake news do grupin do ZAP do MINTO que diz que ele contratou 100 milhões de doses em julho de 2020!!! KKKKKKKKK. O presidente inepto e negacionista não queria comprar vacina nenhuma, além de sabotar todos os tipos de medidas para mitigar a pandemia previstas no art. 3º da LEI Nº 13.979, DE 6 DE FEVEREIRO DE 2020 que o próprio MINTO sancionou mas que ainda tem assecla que acredita que ele fez tudo que podia!!!

    1. Qual o lado político partidário do senhor Covas do Butantan?
      Foi o Butantan de São Paulo, sob a batuta do governo paulista que Dória contratou para produzir a vacina que ele havia negociado com a China.
      A vacina que não passou nos requisitos que a Anvisa solicitava e por imposição e pressão política, foi a força aprovada. A vacina nunca registrou 48% de eficiência e os testes feitos nunca tiveram comprovação. É uma vacina SEM COMPROVAÇÂO CIENTÍFICA de eficácia.
      O músico Nelson Sargento morreu de covid e havia tomado as 02 doses da coronavac.
      O fato é que a primeira vacina aplicada no mundo foi registrada foi no Reino Unido no dia 08 de dezembro de 2020, mas o butatan tinha a vacina antes disso?
      Mentir em CPI não é crime?

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Saúde

Secretário de Saúde de Natal deixa hospital após 36 horas internado, com o diagnóstico de miocardite viral

Foto: Reprodução

O secretário municipal de Saúde de Natal, Geraldo Pinho, recebeu alta hospitalar após cerca de 36 horas de internação no Hospital Rio Grande, na capital potiguar. Segundo boletim médico de alta, divulgado nesta terça-feira (24), ele havia sido internado na segunda (23), por volta das 12h, após relatar dor torácica de moderada intensidade, com irradiação.

Durante a internação, o secretário foi submetido a ampla avaliação clínica e a diversos exames, incluindo exames laboratoriais seriados, ecocardiografia, ressonância magnética cardíaca e cateterismo cardíaco. Conforme o boletim médico, o diagnóstico foi definido como miocardite viral.

Ainda segundo o hospital, o paciente apresentou evolução satisfatória ao longo da internação, com melhora clínica progressiva e redução dos marcadores cardíacos. Os exames de imagem não apontaram alterações funcionais cardíacas relevantes, e o cateterismo não identificou lesões coronarianas.

No momento da alta, conforme informou o Hospital Rio Grande, Geraldo Pinho estava hemodinamicamente estável, assintomático e em boas condições clínicas gerais. A orientação médica é de afastamento das atividades por sete dias, com repouso relativo, visitas restritas e uso de medicação prescrita, devendo retomar as atividades após nova avaliação clínica.

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Política

Moraes restringe visitas a Bolsonaro na domiciliar e aponta risco de sepse

Foto: Divulgação/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou nesta terça-feira (24) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não receba visitas durante o período em que estiver em prisão domiciliar, com exceção de familiares diretos, advogados e médicos. Segundo a decisão, a medida busca evitar risco de sepse e outras infecções durante o tratamento de saúde.

O ministro decidiu que Bolsonaro poderá cumprir a domiciliar pelo prazo de 90 dias após receber alta médica, período em que deverá usar tornozeleira eletrônica. A autorização foi concedida para que ele conclua o tratamento da broncopneumonia que motivou a internação hospitalar.

No despacho, Moraes afirmou que a suspensão de visitas por 90 dias tem o objetivo de garantir um ambiente controlado durante a recuperação e que a restrição é necessária para evitar o risco de sepse e controlar possíveis infecções.

A decisão autoriza visitas apenas dos filhos Flávio, Carlos e Jair Renan Bolsonaro, além da enteada, e estabelece que o acesso deve seguir as mesmas regras aplicadas no presídio da Papuda, onde o ex-presidente cumpria pena.

Conforme a determinação judicial, essas visitas poderão ocorrer apenas às quartas-feiras e aos sábados, nos horários de 8h às 10h, 11h às 13h e 14h às 16h. Qualquer outra visita, inclusive de aliados políticos ou a outros moradores da residência, dependerá de autorização judicial específica.

Opinião dos leitores

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Geral

Tornozeleira e incomunicabilidade: veja as regras que Bolsonaro terá que cumprir durante a prisão domiciliar temporária

Foto: Adriano Machado/Reuters

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a concessão de prisão temporária e humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo prazo inicial de 90 dias, após alta médica.

Mesmo fora do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, onde cumpria pena em regime fechado, Bolsonaro seguirá submetido a um conjunto de regras de monitoramento e conduta impostas pelo STF.

A medida tem caráter temporário e foi concedida para permitir a recuperação de um quadro de broncopneumonia. Ao fim do período, o Supremo deverá reavaliar a necessidade de manutenção da domiciliar, inclusive com eventual perícia médica.

Confira as principais regras impostas pela Justiça:

  • Uso de tornozeleira eletrônica: O ex-presidente será monitorado em tempo real pelo Centro Integrado de Monitoramento (CIME). A instalação do equipamento é condição imediata para o início do regime domiciliar.

  • Relatórios médicos semanais: A defesa e a equipe de saúde de Bolsonaro deverão enviar ao STF, a cada sete dias, um relatório detalhado sobre sua condição clínica e a evolução do tratamento.

  • Restrição de deslocamento: Bolsonaro deve permanecer em sua residência, saindo apenas para atendimentos médicos de emergência ou consultas previamente autorizadas, sob pena de revogação do benefício.

  • Segurança Pessoal: O ministro autorizou a retomada das funções dos seguranças a que Bolsonaro tem direito como ex-presidente. No entanto, a defesa tem 24 horas para enviar ao STF a lista com os nomes e dados de todos os agentes para cadastramento oficial.

  • Incomunicabilidade: Está proibido o uso de aparelhos celulares, telefones ou qualquer outro meio de comunicação externa, seja de forma direta ou por meio de terceiros.

  • Manifestações: Está proibido o acesso e a permanência de quaisquer acampamentos, manifestações ou aglomerações em um raio de 1 km do endereço residencial do ex-presidente.

  • Descumprimento: A decisão é clara ao determinar que qualquer violação das regras resultará no cancelamento imediato da prisão domiciliar e no retorno ao regime fechado ou, se o quadro de saúde exigir, para um hospital penitenciário.

Moraes atendeu a um pedido feito pela defesa do ex-presidente. A decisão favorável ao pleito dos advogados acontece após outras ordens rejeitando pedidos similares desde novembro do ano passado.

Com informações de CNN

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Geral

Rede e PSOL mostram força e se articulam para a disputa da Assembleia Legislativa do RN em 2026

Uma reunião realizada nesta terça-feira marcou um importante movimento político no Rio Grande do Norte. Os partidos Rede Sustentabilidade e PSOL deram demonstrações claras de articulação e fortalecimento visando as eleições de 2026, especialmente na disputa por cadeiras na Assembleia Legislativa do estado.

O encontro reuniu lideranças e pré-candidatos, consolidando uma possível frente que pode ganhar destaque no cenário político potiguar. A composição de nomes apresentada chama atenção pela diversidade e experiência dos envolvidos.

Pelo PSOL, o grupo deve contar com nomes que ajudarão na organização, como a vereadora Thabata, que articula a indicação de seu irmão, Rian, como pré-candidato, além do ex-deputado e presidente do PSOL, Sandro Pimentel, figura já conhecida no cenário político estadual. Outros nomes também devem ser confirmados nos próximos meses, ampliando ainda mais a base do partido.

Já a Rede Sustentabilidade vem se estruturando sob a coordenação do ex-vereador e presidente da legenda, João Gentil, com lideranças de diferentes regiões do estado. Entre os destaques estão o vereador de Mossoró, Vavá; o ex-prefeito de Caicó, Bibi Costa; e a médica Dra. Júlia Almeida, que também ganha visibilidade como uma das apostas do grupo para 2026. Novos nomes ainda devem ser anunciados, fortalecendo a chapa.

A reunião reforça o alinhamento entre os dois partidos e sinaliza uma estratégia conjunta para ampliar a representatividade na Assembleia Legislativa. Com nomes competitivos e presença em diversas regiões do estado, Rede e PSOL indicam que devem chegar fortes à disputa eleitoral.

No fim da reunião, o porta-voz da Rede Sustentabilidade, João Gentil, fez um apelo público ao PSOL para que o professor Robério Paulino coloque seu nome à disposição da nominata para deputado estadual, destacando a importância de ampliar o quadro de lideranças com experiência, compromisso social e capacidade de diálogo.

Nos bastidores, a expectativa é de que novas alianças e apoios sejam construídos ao longo dos próximos meses, consolidando ainda mais o projeto político para 2026.

Opinião dos leitores

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Geral

Vice-prefeito de Lagoa D’Anta se matricula em residência médica em São Paulo sem deixar o cargo

Foto: reprodução

O vice-prefeito de Lagoa d’Anta, Einart Guedes (União Brasil), iniciou uma residência médica em São Paulo sem renunciar ao cargo.

Para viabilizar a situação, a prefeitura propôs uma mudança na Lei Orgânica que cria licença não remunerada de até dois anos para prefeito e vice “tratarem de interesses particulares”. A medida permitiria que Einart cursasse a especialização em Ortopedia na Santa Casa de São Paulo mantendo o mandato.

A proposta é de autoria do prefeito João Paulo Lopes (MDB), primo do vice. O texto não menciona diretamente o benefício a Einart, mas já foi aprovado em primeiro turno pela Câmara por 7 votos a 1 e aguarda nova votação.

A residência médica tem carga de 60 horas semanais e duração de três anos. Mesmo com eventual licença de dois anos, o vice ainda teria parte do curso a cumprir.

Einart segue formalmente no cargo, com salário bruto de cerca de R$ 8 mil mensais. Nem ele nem a prefeitura comentaram o caso.

Com informações de Estadão Conteúdo

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Geral

Moraes autoriza prisão domiciliar a Bolsonaro

Foto: Tom Molina/STF

O ministro Alexandre de Moraes autorizou, nesta terça (24), a concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A prisão domiciliar foi autorizada de forma temporária, por 90 dias, para a recuperação de uma broncopneumonia. Prazo terá início a partir da alta hospitalar do ex-presidente.

Após esse período, Moraes vai reanalisar os requisitos para a permanência ou não da prisão domiciliar.

Moraes atendeu à manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se posicionou a favor da flexibilização de regime em razão do quadro de saúde do ex-presidente.

O ex-mandatário está internado num hospital em Brasília, onde se recupera de complicações de saúde surgidas na prisão no Complexo Penitenciário da Papuda.

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Geral

Nilda sanciona reajuste e reforça compromisso com valorização dos servidores

A prefeita Nilda sancionou, na última semana, a lei que garante o reajuste salarial dos servidores públicos efetivos de Parnamirim e assegura um aumento de 5% no vencimento base da categoria, com efeitos a partir de 1º de abril de 2026. A decisão reconhece o papel dos servidores no sucesso da gestão e garante a recomposição, mesmo diante das limitações orçamentárias.

O reajuste considera as perdas inflacionárias acumuladas e foi construído dentro dos limites da responsabilidade fiscal, sem comprometer o equilíbrio das contas do município.

Para a prefeita, a sanção reafirma uma linha de governo. “Nosso compromisso é claro: valorizar o servidor público, que é quem faz a cidade funcionar todos os dias. Esse reajuste é fruto de responsabilidade e respeito. A gente cuida das contas, mas não abre mão de reconhecer quem está na ponta, trabalhando pela população”, destacou Nilda.

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Geral

Lula barra equiparação de penas entre integrantes e não integrantes de facções ao sancionar PL Antifacção

Foto: Kebek Nogueira/Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sancionar nesta terça-feira (24), com vetos, o PL Antifacção, que cria regras e penas para crimes ligados a organizações criminosas.

O principal veto atinge trecho que previa punição de 12 a 30 anos para pessoas sem vínculo com facções, mas que cometessem determinados crimes com violência. O governo considerou a medida inconstitucional.

O dispositivo barrado inclui ações como ataques a agentes públicos, controle de territórios, sabotagem de estruturas como portos e rodovias e invasão de bancos de dados para obtenção de informações sigilosas.

A sanção deve ocorrer em cerimônia no Palácio do Planalto, com publicação em edição extra do Diário Oficial.

O projeto foi aprovado pelo Congresso no fim de fevereiro após negociações e divergências entre Câmara e Senado. Setores do governo e da sociedade civil pressionaram pelo veto de pontos considerados excessivos.

Mesmo com os vetos, o Congresso ainda pode derrubar a decisão presidencial, caso haja maioria absoluta nas duas Casas.

Opinião dos leitores

  1. Pontos considerados excessivos? Então a violência no Brasil não é excessiva pro Nine? Perdeu mais votos depois dessa viu!

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Geral

RECORDE: Arrecadação federal soma R$ 222 bilhões em fevereiro de 2026, impulsionada pelo IOF e IRRF


Foto: Pixabay

A arrecadação federal somou R$ 222,1 bilhões em fevereiro, recorde para o mês desde o início da série histórica, em 1995, segundo informou a Receita Federal nesta terça-feira (24). O valor representa alta real de 5,68% em relação a fevereiro de 2025.

No acumulado do ano, a arrecadação chegou a R$ 550,1 bilhões no primeiro bimestre, outro recorde, com alta de 4,4% sobre 2025.

As receitas administradas pelo Fisco somaram R$ 215,2 bilhões (+6,17%), enquanto as de outros órgãos totalizaram R$ 7,19 bilhões (-7,46%).

O resultado foi impulsionado principalmente pelo Imposto sobre Operações Financeiras, que arrecadou R$ 8,7 bilhões, alta de 35,7%. Já o Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital somou R$ 11,6 bilhões (+19,4%), com destaque para títulos de renda fixa.

O Imposto sobre Produtos Industrializados também cresceu, passando de R$ 4,1 bilhões para R$ 4,5 bilhões (+10%). PIS e Cofins, impulsionados pelo setor de serviços, somaram R$ 47,7 bilhões (+8,45%). A meta fiscal de 2026 prevê superávit primário de R$ 34 bilhões (0,25% do PIB).

O recorde na arrecadação está relacionado com o crescimento da economia brasileira e, também, e com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Relembre alguns aumentos de impostos:

  • alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das “offshores” (exterior);
  • mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados;
  • aumento de impostos sobre combustíveis feito em 2023 e mantido desde então;
  • imposto sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas);
  • reoneração gradual da folha de pagamentos;
  • fim de benefícios para o setor de eventos (Perse);
  • início da taxação das bets;
  • aumento do IOF sobre crédito e câmbio;
  • alta na tributação dos juros sobre capital próprio.

Com informações de g1 e Poder 360

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Geral

Morre Roberto Marquis, o Guarda Juju em “A Praça É Nossa”, aos 83 anos

Foto: Lourival Ribeiro/SBT

O ator Roberto Marquis, conhecido do público por interpretar o Guarda Juju do humorístico “A Praça é Nossa”, do SBT, morreu aos 83 anos. A causa da morte não foi divulgada pela família.

“O SBT lamenta profundamente a morte de Roberto Marquis, que, entre tantos personagens capazes de encantar e divertir o público, deu vida ao longevo Teobaldo e ao memorável Guarda Juju em ‘A Praça é Nossa'”, inicia o comunicado enviado pela emissora.

Marquis teve outros personagens no programa. “Naquele mesmo banco regido por Carlos Alberto de Nóbrega, também foi Tanake e Osório, fora o papel de exímio profissional desempenhado juntos aos colegas nos bastidores”, continua o texto.

“Solícito, gentil e sempre pronto a fazer rir, Marquis deixa saudade em seus companheiros e na plateia, com a certeza de ter feito muita gente mais feliz neste mundo. Aos amigos e familiares, nosso abraço afetuoso”, deseja o SBT.

CNN Brasil

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