Política

Diretor do Butatan reclama de fala de Bolsonaro e diz que país poderia sido o 1º a vacinar; veja resumo da CPI nesta quinta com Dimas Covas

Foto: Reprodução/CNN Brasil

A CPI da Pandemia ouve agora o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas. O Butantan é responsável pela produção no Brasil da Coronavac, vacina contra a Covid-19 mais aplicada até o momento em brasileiros.

Até meados de maio, cerca de 70% das doses contra a Covid-19 aplicadas no Brasil eram da Coronavac.

Professor titular de Medicina Clínica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, Covas está à frente do Instituto Butantan desde 2017. Em junho de 2020, foi o responsável pelo acordo de colaboração firmado com a farmacêutica chinesa Sinovac para o desenvolvimento clínico do imunizante contra o novo coronavírus.

Resumo da CPI da Pandemia:

Dimas Covas detalha período em que negociações ficaram travadas

Durante a oitiva, o presidente do Instituto Butantan recaptulou as datas de negociação de compra da Coronavac e revelou que chegou a participar de três reuniões com o Ministério da Saúde. Segundo ele, as tratativas para a compra da vacina Coronavac pararam a partir do dia 20 de outubro.

“Em outubro eu fui três vezes ao Ministério da Saúde, com técnicos e Pazuello para construirmos instrumento jurídico pra tentar uma Medida Provisória nos moldes do que foi feito com a Fiocruz. A partir do dia 20 essas tratativas simplesmente pararam. No dia 20 foi a reunião de anúncio [da aquisição da Coronavac] com governadores e lideranças políticas. Seria até uma comemoração capitaneada pelo então ministro da Saúde” disse Covas.

No mesmo dia 20 de outubro, Bolsonaro em fala com jornalistas e apoiadores diz que havia “mandado cancelar” a compra do imunizante. No dia seguinte, em 21 de outubro, o então ministro Eduardo Pazuello, que havia testado positivo para Covid-19, diz a frase “um manda e outro obedece” ao lado de Bolsonaro em vídeo postado nas redes sociais.

Segundo Covas, as tratativas para compra da Coronavac ficaram paralisadas por três meses – um contrato posterior de 46 milhões doses foi firmado no dia 7 de janeiro. Inicialmente, o primeiro contrato previa 100 milhões de doses, o que proporcionaria a imunização de até 50 milhões de brasileiros.

Butantan pode atrasar entrega de 100 milhões doses previstas para setembro

Devido ao atraso na entrega de insumos e com o adiamento da assinatura do contrato com o Ministério da Saúde, Dimas Covas diz que o Instituto Butantan pode não cumprir com a entrega das 100 milhões de doses da Coronavac ao PNI previstas para setembro.

“As 100 milhões de doses poderiam ter sido integralizadas em maio se houvesse a contratação [do Ministério da Saúde] antes. Nesse momento, não sabemos se as 100 milhões de doses serão entregues em setembro devido ao atraso da matéria-prima. Não há certeza do tempo para se entregar as 100 milhões [de doses] por conta dos insumos”. disse Covas em resposta à senadora Simone Tebet.

“Naquele momento, nós praticamente erámos o principal parceiro da Sinovac e tínhamos seguramente essa possibilidade de maior quantitativo de doses. As 54 milhões de doses adicionais depende da chegada da matéria-prima. Podemos, sim, cumprir até setembro, se a matéria-prima chegar. O contrato está em vigor e esperamos receber a matéria-prima para cumprimento”, completou.

Governo federal não deu apoio financeiro para o Butantan

Questionado pelo relator e pelo presidente da CPI se o Ministério Federal teria apoiado financeiramente o Butantan no desenvolvimento da Coronavac, Covas disse que até o momento, não houve repasse de recursos nesse sentido.

“A solicitação [de R$ 45 milhões] para o estudo clínico não foi atendida e para a questão dos equipamentos [com solicitação de R$ 60 milhões] foi levantada a possibilidade de se fazer o Prosis [Programa de Modernização de Instrumentos e Sistemas de Gestão da Administração Pública], mas não especificamente para a fábrica de Covid-19 e sim para uma fábrica multipropósito”, afirmou, em relação ao desenvolvimento da Coronavac.

Sobre a Butanvac, atualmente em desenvolvimento, ele disse que ainda não há nenhum acordo com o Ministério da Saúde.

“Ontem [quarta-feira] uma diretora do Butantan esteve no Ministério da Saúde para começar a negociação de venda da Butanvac, foi uma conversa inicial, mas ainda não temos nenhum documento e nem nada oficial.”

Declarações de membros do governo dificultam negociações com China

Questionado sobre como declarações de membros ou ex-membros do governo federal podem influenciar na relação com a China, principal fornecedor do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da Coronavac, Covas disse ser senso comum que as falas feitas aqui no país repercutem na imprensa da China.

“Isso se reflete nas dificuldades burocráticas. O que era normalmente resolvido em 15 dias, hoje leva mais de um mês. Nós que estamos na ponta sentimos isso. A Fiocruz também sentiu essa dificuldade”, disse ele.

“O embaixador [da China no Brasil, Yang Wanming] já deixou claro para nós que declarações que desmerecem a China, causam inconformismo do lado chinês. O ministro [das Relações Exteriores, Carlos Alberto Franco] França tem ajudado nessa interlocução e o distensionamento já teve reflexão nesses insumos que chegaram”, completou.

Fala de Bolsonaro travou tratativas até janeiro

Dimas Covas afirmou que, depois que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sem manifestou em 20 de outubro contra a compra da Coronavac, não foram feitos progressos nas negociações até janeiro de 2021.

“Nosso caminho era outro. Começamos a negociar com estados e municípios”, disse o diretor do Butantan.

Ele citou ainda como exemplo da diferença no tratamento o fato de que o contrato com a AstraZeneca, firmado em agosto, recebeu adiantamento de recursos por parte do governo federal.

“Essa [a Coronavac] apesar de estar em solo brasileiro e sendo produzida, só foi assinado em janeiro, seis meses depois da primeira proposta.”

Governo não entendeu importância das vacinas em 2020

Questionado pelo relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL) sobre os motivos que teriam levado o governo federal a não aceitar as propostas do Butantan, Covas disse que essa era uma boa pergunta, já que havia sido feito todo o esforço para fornecer informações técnicas.

“Havia naquele momento incertezas sobre as vacinas, de forma geral, não em relação a essa vacina. Essa [a Coronavac] tinha todos os elementos para levar a vacina a ser usada muito rapidamente”, disse.

“Acho que houve um descompasso de entendimento da situação do momento, da importância da vacina dentro do contexto da própria pandemia. Nós, por outro, lado tínhamos absoluta certeza de que ela seria importante.”

Ele disse ainda que, ao não aceitar a primeira proposta, feita em julho, o Ministério da Saúde abriu mão, efetivamente, da possibilidade de ter 60 milhões de doses do imunizante ainda em 2020.

“Essas idas e vindas foram dificultando o cronograma, não o quantitativo.”

Brasil poderia ter sido o 1º país do mundo a vacinar contra Covid-19

Covas afirmou aos senadores na CPI que o Brasil poderia ter sido o primeiro país do mundo a começar a imunização contra o novo coronavírus se “houvesse uma agilidade de todos os atores” trabalhando em conjunto.

“O mundo começou a vacinação no dia 8 de dezembro. No final do mês, tinham sido aplicadas pouco mais de 4 milhões de doses no mundo e nós tínhamos 5,5 milhões [prontas e estocadas], sem contrato com o Ministério”, disse o diretor do Butantan.

“Poderíamos ter iniciado a vacinação antes do que começou, tínhamos as doses disponíveis. Eu, muitas vezes, declarei publicamente que o Brasil poderia ser o primeiro país do mundo a começar a vacinação não fossem os percalços que tínhamos que enfrentar nesse período, tanto do ponto de vista do contrato como do ponto de vista regulatório.”

Butantan fez 3 propostas ao Ministério da Saúde em 2020

Em sua fala inicial na CPI da Pandemia, depois de traçar um breve histórico da atuação do Butantan, Dimas Covas afirmou que fez três propostas em 2020 para o fornecimento da Coronavac ao Ministério da Saúde: em julho, em agosto e em outubro.

Ele disse que em julho foram ofertados 60 milhões de doses, com entregas previstas para o último trimestre de 2020. Depois, em outubro, a oferta foi ampliada para 100 milhões de doses, sendo que 45 milhões seriam produzidas no Butantan até dezembro de 2020, 15 milhões até fevereiro de 2021 e o restante até maio.

“Tudo aparentemente estava indo muito bem, tanto que em 20 de outubro fui convidado pelo [ex-]ministro [Eduardo] Pazuello para uma cerimônia no Ministério da Saúde em que a vacina seria anunciada como uma vacina [do PNI], com a incorporação de 46 milhões de doses”, disse Covas.

“A partir desse ponto, é notório que houve uma inflexão. E digo isso porque saímos de lá muito satisfeitos e achávamos que, de fato, teríamos resolvido parte desse problema. No outro dia, de manhã, as conversações adicionais não seguiram porque houve uma manifestação do presidente da República [Jair Bolsonaro] dizendo que a vacina não seria incorporada.”

Justificativa para a convocação

Entre outras questões, Covas será questionado sobre as dificuldades que o instituto enfrenta para produzir a vacina. Também espera-se que ele reforce a tese de que o Butantan, órgão ligado ao governo de São Paulo, buscou viabilizar antecipadamente as vacinas ao Brasil, mas que essa negociação não teria encontrado respaldo no governo federal até o final de 2020.

O requerimento de convocação é assinado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). “É necessária a oitiva do senhor Dimas Tadeu Covas para que esclareça todos os detalhes da atuação do Instituto Butantan desde o início da pandemia, especialmente com relação à produção de vacinas”, defendeu o senador.

Recentemente, o Instituto Butantan paralisou o envase do imunizante no país por falta de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importada da China. Senadores apontam que crises diplomáticas com a China, provocadas por declarações presidenciais, estão prejudicando o envio do IFA e atrasando a produção da vacina no país.

Os próximos depoimentos

Os próximos depoimentos da CPI da Pandemia já estão previstos, conforme acordo entre os membros da comissão. A CNN teve acesso ao calendário que deve nortear os próximos passos da CPI.

Veja abaixo a programação de oitivas definida para o mês de junho:

Dia 1º

Nise Yamaguchi – médica oncologista e imunologista
Dia 2

Clóvis Arns da Cunha – Professor de Infectologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia
Zeliete Zambom, Médica de Família e Comunidade, Professora da Faculdade de Medicina São Leopoldo Mandic e Presidente Sociedade Brasileira Medicina de Família e Comunidade
Átila Iamarino – Biólogo e pesquisador, formado em microbiologia
Dia 8

Élcio Franco -Ex-secretário executivo do Ministério da Saúde
Dia 9

Nísia Trindade – Presidente da Fiocruz
Dia 10

Fernando de Castro – Presidente da União Química
Dia 11

Cláudio Maierovich, médico sanitarista e ex-presidente Anvisa e da Fiocruz
Nathália Pasternak, microbiologista e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP)
Dia 15

Marcellus Campelo – Secretário de Saúde do Amazonas
Dia 16

Fernando Pigatto, Presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS)
José Gomes Temporão, médico, professor e pesquisador aposentado da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e ex-Ministro da Saúde
Dia 17

Carlos Wizard – Empresário

CNN Brasil, com informações da Agência Senado

 

Opinião dos leitores

  1. Para Dimas Covas o mais importante era a largada, em 8/12, e não a chegada, com a imunização de toda a população, porque o objetivo dele e do seu governador é apenas fazer cena, como revelou a conversa gravada dos dois. Apesar de começar depois de Canadá, México, Alemanha, Espanha, Portugal, por exemplo, o Brasil já imunizou mais que todos eles e já é o quinto que mais vacina. Então a única conclusão é de que está muito mais acelerado.

  2. Empregado do Dória, foi à essa CPI vergonhosa para fazer politicagem. O Brasil comprou vacinas quando existentes, quando aprovadas pela ANVISA e quando a legislação permitiu (caso da Pfizer). O resto é só narrativa mentirosa.

  3. Quem foi que prometeu que apresentaria em 27/11/20 para a Anvisa os dados da Coronavac???
    Porque atrasaram a entrega dos documentos para liberação da vacina em 45 dias???
    Estão faltando até hoje os dados principais sobre a potência da vacina em gerar anticorpos que a Anvisa precisa para analisar se a vacina presta ou não. A culpa é do Bolsonaro???

  4. Quem acredita nesse imbecil, os países que fabricam vacina iam deixar o Brasil fazer as primeiras vacinas, só esquerdista acredita nisso.

    1. A cada dia que passa diminui o número de bozominions e os poucos que vão sobrando formam essa escória mais escrota da sociedade. Os ignorantes que se acham o ó do borogodó e só escrevem merdas desse naipe. Um bando de Chicos Tripas

    2. Imbecil? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Dimas Covas é médico e pesquisador, tem mestrado e doutorado..vários livros publicados…é editor de duas revistas científicas nacionais…é presidente da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia e é professor titular da Faculdade de Medicina da USP…
      Mas para Lucio, ele é só um imbecil…Meu Deus!

  5. Saudade do LADRAO CONDENADO LULA, aquele sim era profissional, doava dinheiro para países ditadores, construir estádios ao contrário de hospitais, fez o maior roubo da história da humanidade, AQUILO SIM ERA UM VERME ESTRUME GIGANTE, volta ladrao , os jumentos estão com saudades , são iguais a mulher chifreira , estão tomando GALHA , mas ama a mulher 👩🏼

    1. Aqui acima temos mais um exemplo da idiotia que acometeu os únicos dois neurônios do Brasil.

    2. Joãozinho trinta, me parece que quem acometeu os dois fracos exemplares de NEURONIOS que pensava possuir foi vc. Tu bem queres desmentir o que o anterior disse? Risível.

    1. Chora não , vá aprender a trabalhar.
      Dica:
      1- tome um bom banho
      2-faça a barba
      3-se vista, com roupas normais , nada de camisa vermelha suja .
      4-Acorde cedo ( será difícil) vagabundagem a muitos anos
      5-VA no SINE , sempre há empregos para pessoas DISPOSTAS
      6- Procure nas gavetas sujas a sua carteira de trabalho, para lembrar, A CARTEIRA DE TRABALHO É AZUL

  6. E ainda tem gente que acredita em fake news do grupin do ZAP do MINTO que diz que ele contratou 100 milhões de doses em julho de 2020!!! KKKKKKKKK. O presidente inepto e negacionista não queria comprar vacina nenhuma, além de sabotar todos os tipos de medidas para mitigar a pandemia previstas no art. 3º da LEI Nº 13.979, DE 6 DE FEVEREIRO DE 2020 que o próprio MINTO sancionou mas que ainda tem assecla que acredita que ele fez tudo que podia!!!

    1. Qual o lado político partidário do senhor Covas do Butantan?
      Foi o Butantan de São Paulo, sob a batuta do governo paulista que Dória contratou para produzir a vacina que ele havia negociado com a China.
      A vacina que não passou nos requisitos que a Anvisa solicitava e por imposição e pressão política, foi a força aprovada. A vacina nunca registrou 48% de eficiência e os testes feitos nunca tiveram comprovação. É uma vacina SEM COMPROVAÇÂO CIENTÍFICA de eficácia.
      O músico Nelson Sargento morreu de covid e havia tomado as 02 doses da coronavac.
      O fato é que a primeira vacina aplicada no mundo foi registrada foi no Reino Unido no dia 08 de dezembro de 2020, mas o butatan tinha a vacina antes disso?
      Mentir em CPI não é crime?

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Trânsito

STTU informa desvios de itinerário em linhas de ônibus devido às obras da Caern

Foto: Divulgação 

A Secretaria de Mobilidade Urbana informou que, em razão das obras de esgotamento sanitário realizadas pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), a Avenida das Fronteiras será interditada a partir desta segunda-feira (26) até o dia 15 de fevereiro de 2026.

Com a interdição, algumas linhas do transporte público urbano terão seus itinerários temporariamente alterados. A STTU orienta os usuários a ficarem atentos às mudanças para evitar transtornos.

Linhas N-05 e N-72

As linhas N-05 (Vale Dourado/Ribeira, via Petrópolis) e N-72 (Vale Dourado/Mirassol, via Av. Nevaldo Rocha) terão alterações apenas no sentido Ribeira/Mirassol.

Sentido Ribeira/Mirassol (desvio):
Avenida Belarmino Tomaz Landim – Direto – Rua Ponte Nova – Rua Henrique Dias – Rua Vivaldo Cavalcanti – retomando o itinerário normal.

Sentido Vale Dourado:
Sem alterações, mantendo o itinerário habitual.

Linha S-50

A linha S-50 (Serrambi/Santa Catarina) também sofrerá alteração temporária no sentido Santa Catarina.

Sentido Santa Catarina (desvio):
Avenida das Fronteiras – Rua Antônio Viana – Avenida Santarém – Rua Ponte Nova – Rua Santa Luzia (à esquerda) – Rua Presidente Médici – retomando o itinerário normal.

Sentido Serrambi:
Sem alterações, seguindo o percurso habitual.

A STTU reforça que as mudanças são temporárias e têm como objetivo garantir a segurança viária durante a execução das obras. Agentes de mobilidade estarão monitorando a área para orientar condutores e usuários do transporte público.

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Geral

Gol nomeia presidente interino após morte de fundador

Foto: Reuters/Adriano Machado

A Gol Linhas Aéreas comunicou que Antonio Kandir, atual vice-presidente do conselho de administração, assumirá interinamente o comando da companhia após a morte do fundador Constantino de Oliveira Júnior, ocorrida no sábado (24). A decisão foi divulgada em fato relevante publicado pela empresa no domingo (25).

Segundo a aérea, Kandir integra a estrutura administrativa da Gol há cerca de duas décadas e já participou de diferentes instâncias de gestão ao longo da história da companhia. A empresa ressaltou que não haverá mudanças na condução dos negócios. “As operações, a estratégia e os compromissos da companhia permanecem inalterados”, informou, destacando que a gestão segue sob responsabilidade da diretoria executiva e do conselho.

Constantino Júnior morreu em decorrência de um câncer, conforme confirmado pela empresa. Ele fundou a Gol em 2001, foi o primeiro CEO da companhia e passou a integrar o conselho de administração em 2004, posição que ocupava até sua morte. À frente da gestão executiva, permaneceu por 11 anos, deixando o cargo em 2012.

Em nota, a Gol lamentou a perda e exaltou o legado do fundador, destacando sua visão estratégica e estilo de liderança. Antes da criação da companhia aérea, Constantino Júnior atuou no grupo Comporte Participações e, além da Gol, era presidente-executivo e um dos fundadores do Grupo Abra, holding que controla empresas como Avianca, GOL e Wamos Air.

Com informações da CNN

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Economia

Viagens do STM custaram R$ 11,8 milhões aos cofres públicos em 2025

Foto: José Cruz / Agência Brasil

As despesas com viagens de ministros e servidores do Superior Tribunal Militar (STM) ultrapassaram R$ 11,8 milhões ao longo de 2025, considerando gastos com diárias e passagens. O pico ocorreu em novembro, mês marcado pela realização da COP, quando apenas os deslocamentos dos 15 ministros somaram R$ 219 mil.

Segundo dados do próprio tribunal, os ministros realizaram 87 viagens durante o ano, com custo total superior a R$ 400 mil. Em nota, o STM afirmou que todos os deslocamentos passam por autorização prévia e são justificados pela participação em eventos institucionais ou atividades de capacitação, com o objetivo de fortalecer a atuação e a legitimidade da Corte.

Entre os gastos individuais, o maior valor foi registrado pelo ministro Guido Amin Naves, que consumiu R$ 43,7 mil em uma viagem de oito dias para participar de um fórum realizado na Alemanha. Já a assessora-chefe do tribunal, Helga Ferraz Jucá, acumulou despesas de R$ 38,9 mil em apenas três viagens, a maior parte relacionada a compromissos ligados à COP.

Também chamou atenção um deslocamento internacional de curta duração. Uma analista do STM realizou um bate-volta para Buenos Aires, na Argentina, ao custo de R$ 21,1 mil, valor que entrou na conta geral das despesas do tribunal com viagens em 2025.

Com informações do Diário do Poder

Opinião dos leitores

  1. O derrame de dinheiro do contribuite Brasileiro que vive excorchado de impostos, não tem limites, enquanto isto hospitais publicos, educação e segurança são relegados. Essa “constituinte de 1988 tem que ser cancelada e uma nova ser criada.

  2. Essas divulgações de gastos desse PT-Perda total, só faz aumentar a raiva, a tristeza de ter um governo desses mas infelizmente não podemos fazer nada, só saber e qt mais divulgar, mais gastos vão acontecer, é fato até pq estamos em ano político, aí é que vão gastar msm, lamentável.

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Geral

Produtor Bira Haway morre no Rio aos 74 anos

Foto: Reprodução/Instagram

Morreu neste domingo (25), aos 74 anos, o produtor musical Ubirajara de Souza, conhecido como Bira Haway. Ele estava internado no Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde não resistiu a complicações de saúde.

Bira era um dos nomes mais respeitados dos bastidores do samba e do pagode carioca. Pai do cantor Anderson Leonardo, do Grupo Molejo, que morreu em 2024, ele iniciou a trajetória artística como percussionista, ainda na noite paulistana. O apelido “Haway” surgiu a partir do estúdio onde gravava com frequência e o acompanhou por toda a carreira.

Antes de se consolidar como produtor, Bira também atuou como cantor e intérprete de escolas de samba. Um dos momentos marcantes foi quando defendeu a Estácio de Sá no primeiro ano do mestre Ciça à frente da bateria. A partir dos anos 1980, passou a se destacar como produtor, trabalhando com grupos que marcaram época, como Molejo, Exaltasamba, Soweto, Samprazer e Grupo Revelação.

Nos últimos meses, o produtor enfrentava problemas de saúde. Após amputar uma das pernas, recebeu alta hospitalar, mas voltou a passar mal na semana passada e foi internado com insuficiência cardíaca. Transferido para o Hospital Carlos Chagas, Bira Haway acabou falecendo, deixando um legado importante para a história do samba e do pagode no Brasil.

Com informações do G1

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Geral

PF encontra 150 kg de cocaína do PCC escondidos no casco de navio no Porto de Santos

Foto: Divulgação / Polícia Federal

Mergulhadores da Polícia Federal apreenderam cerca de 150 quilos de cocaína escondidos em um compartimento submerso do casco de um navio atracado no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. A embarcação tinha como destino a Holanda, e a droga foi localizada durante uma operação de inspeção realizada no sábado (24).

A ação contou com a atuação conjunta da Polícia Federal, da Marinha do Brasil e da Guarda Portuária de Santos. Segundo a PF, um inquérito será instaurado para apurar a autoria e as circunstâncias do crime de tráfico internacional de drogas, já que o entorpecente é atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

O método utilizado — esconder cocaína no casco de navios — é recorrente nas operações da facção criminosa, que usa o Porto de Santos como principal rota de envio da droga para a Europa e a África. Levantamentos oficiais apontam que quase metade de toda a cocaína apreendida no Brasil nos últimos anos foi interceptada no porto paulista.

Dados da Receita Federal indicam que, entre 2019 e 2023, foram apreendidas 87,7 toneladas de cocaína em Santos, com destinos frequentes como Itália, França, Bélgica, Suécia, Nigéria e Marrocos. O porto é considerado estratégico para o PCC, que desde os anos 2000 disputa o controle da rota marítima com facções rivais.

Com informações do Metrópoles

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Geral

VÍDEO: Carro capota nas dunas de Malembá e vítimas são resgatadas por terra e helicóptero

Vídeo: Reprodução/Blog Gustavo Negreiros

Um carro capotou nas dunas de Malembá, no litoral do Rio Grande do Norte, mobilizando equipes de resgate na região. O acidente envolveu um veículo particular e deixou duas pessoas feridas, exigindo uma operação complexa por causa do difícil acesso ao local.

Uma das vítimas foi socorrida por via terrestre, com apoio de equipes que chegaram rapidamente à área. Já a segunda pessoa apresentava ferimentos mais graves e precisou ser retirada de helicóptero, acionado para garantir agilidade e segurança no atendimento.

A aeronave utilizada no resgate pertence à Secretaria de Segurança Pública do estado, que atuou em conjunto com outros órgãos de emergência. A operação aérea foi considerada essencial devido às condições do terreno nas dunas.

Jipeiros que circulavam pela região no momento do acidente também ajudaram no resgate inicial, prestando apoio até a chegada das equipes especializadas.

Com informações do Via Certa Natal e Blog Gustavo Negreiros

Opinião dos leitores

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Geral

Lula se irrita com Toffoli, vê desgaste no STF e cogita saída do ministro

Foto: Lucio Tavora/Xinhua

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem demonstrado crescente irritação com a atuação do ministro Dias Toffoli na condução do inquérito do Banco Master, no Supremo Tribunal Federal. Segundo relatos de aliados, o presidente acompanha de perto o caso e passou a externar desconforto com os efeitos institucionais provocados pela condução do processo, evitando qualquer movimento público de defesa ao magistrado.

Em conversas reservadas com auxiliares, Lula chegou a fazer críticas duras a Toffoli e, em desabafos, afirmou que o ministro deveria considerar deixar o STF, seja por renúncia ou aposentadoria. Apesar do tom, pessoas próximas ao presidente avaliam que dificilmente Lula fará um pedido direto para que Toffoli se afaste da relatoria ou do tribunal, embora uma nova conversa entre os dois esteja no radar.

O principal incômodo do presidente é o desgaste imposto ao Supremo, agravado por reportagens que expuseram vínculos de familiares de Toffoli com fundos ligados ao banco investigado. Lula também criticou o sigilo elevado imposto ao processo e manifestou receio de que a apuração seja esvaziada. A aliados, tem defendido que o governo sustente as investigações para demonstrar que o combate a fraudes não poupa figuras poderosas.

O caso ainda preocupa o Planalto por seu potencial político. O inquérito envolve personagens ligados tanto à oposição quanto a aliados do governo, o que indica que as investigações devem avançar independentemente de quem seja atingido. Lula, segundo interlocutores, vê no episódio um teste para a credibilidade institucional do STF e para o discurso do governo de enfrentamento a grandes esquemas financeiros.

Com informações da Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. E o contrato de 129 milhões pagos por uma causa perdida qual é a sua opinião sobre isso hein desonesto??
    Cadê Lulinha falço moralista??

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Geral

Tarcísio diz que Brasil não pode “se perder no ódio”

Foto: Pablo Jacob/Governo de São Paulo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou neste domingo (25) que o Brasil não pode se deixar conduzir pelo ódio e defendeu atenção constante contra o antissemitismo. A fala ocorreu durante cerimônia em memória das vítimas do Holocausto, realizada na Sinagoga da Congregação Israelita Paulista, com a presença de autoridades, líderes religiosos e representantes da comunidade judaica.

Em seu discurso, Tarcísio disse que tragédias como o nazismo prosperaram porque sinais claros foram ignorados pelas lideranças da época e alertou que o risco de repetição existe quando há negação histórica e tolerância com discursos de intolerância. Para o governador, honrar as vítimas passa, necessariamente, por impedir que episódios semelhantes voltem a acontecer.

O chefe do Executivo paulista também destacou que São Paulo adotou oficialmente a definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA) e afirmou que o conceito será aplicado de forma prática no estado, reforçando o compromisso institucional no combate a qualquer forma de discriminação. Ao final, defendeu que a sociedade atue como promotora da paz e da esperança.

Durante o evento, o secretário de Governo e Relações Institucionais, Gilberto Kassab, afirmou que o PSD já decidiu apoiar Tarcísio “seja qual for a sua candidatura” nas próximas eleições. Segundo Kassab, o partido respeita o tempo do governador para definir seus passos políticos e deve iniciar discussões eleitorais internas a partir de abril.

Com informações do Poder360

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Mundo

VÍDEO: “Chega de ordens de Washington”, diz presidente interina da Venezuela

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram @metropoles

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou neste domingo (25) que está cansada da interferência dos Estados Unidos na política interna do país e defendeu que os venezuelanos resolvam seus próprios conflitos sem imposições externas. A declaração foi feita em um evento com trabalhadores do setor petrolífero em Puerto La Cruz, no estado de Anzoátegui, e transmitida pela emissora estatal Venezolana de Televisión.

“Ya basta de las órdenes de Washington sobre los políticos en Venezuela; que la política venezolana resuelva nuestras diferencias y nuestros conflictos internos”, declarou Rodríguez, segundo reportagens internacionais. Ela enfatizou a importância de a Venezuela abrir espaços para o debate democrático interno e rejeitou ordens que, segundo ela, viriam de Washington.

A presidente interina também disse que a discussão política deve ocorrer com respeito, mas criticou aqueles que, em sua avaliação, apoiam ações externas que prejudicam o país. Em um tom mais duro, Rodríguez afirmou que pessoas que “busquen el daño y el mal” deveriam ser rejeitadas da vida nacional.

A fala ocorre em meio a pressões constantes dos EUA desde a captura do ex-presidente Nicolás Maduro em uma operação militar no início de janeiro, quando ele foi levado para os Estados Unidos para responder a acusações criminais. Apesar de rejeitar a interferência externa, Rodríguez também afirmou que não teme abordar as diferenças com Washington por meio da diplomacia.

Com informações da CNN

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Política

Caso Master expõe desgaste no STF e investigadores veem permanência de Toffoli como insustentável

Foto: AFP via BBC

Investigadores que acompanham o Caso Master avaliam que a situação do ministro Dias Toffoli, do STF, tornou-se insustentável e tende a se agravar com o avanço das apurações. Segundo essa leitura, a crise não depende apenas das decisões do próprio ministro, já que parte das investigações ocorre fora do Supremo, especialmente em São Paulo, envolvendo fundos e estruturas financeiras que podem gerar novos fatos a qualquer momento.

A informação é da colunista Andréia Sadi, do g1. Esse diagnóstico já foi levado a ministros do STF, com alertas de que o caso pode ultrapassar o desgaste individual e se transformar em um problema institucional. A avaliação apresentada é de que o episódio tem potencial para “arrastar o tribunal para a lama”, colocando a Corte no centro de um escândalo de grandes proporções, mesmo que o relator tente organizar o processo internamente.

Nos bastidores do Supremo, cresce a defesa de uma saída considerada técnica e menos traumática: o envio do caso para a primeira instância. A medida afastaria Toffoli da linha de frente, reduziria a pressão sobre o STF e evitaria a criação de uma nova tese jurídica. Não seria uma solução honrosa, mas, na avaliação de ministros, a mais pragmática diante do cenário.

O impasse, porém, permanece. Integrantes da Corte não acreditam que Toffoli aceite se afastar voluntariamente, e reconhecem que faltou uma articulação institucional mais firme para buscar essa saída antes que a crise ganhasse dinâmica própria. Com o STF entrando no radar do debate eleitoral e novos desdobramentos podendo surgir fora do alcance do relator, a avaliação interna é de que esticar a corda pode empurrar o tribunal para uma crise política prolongada, sem prazo claro para acabar.

Com informações do G1

Opinião dos leitores

  1. Esse caso Master deixa claro a podridão do STF e a covardia dos senadores, que deveria ter se reunidos extraordinariamente para tratar do caso, já que está em recesso

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