Política

Diretor do Butatan reclama de fala de Bolsonaro e diz que país poderia sido o 1º a vacinar; veja resumo da CPI nesta quinta com Dimas Covas

Foto: Reprodução/CNN Brasil

A CPI da Pandemia ouve agora o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas. O Butantan é responsável pela produção no Brasil da Coronavac, vacina contra a Covid-19 mais aplicada até o momento em brasileiros.

Até meados de maio, cerca de 70% das doses contra a Covid-19 aplicadas no Brasil eram da Coronavac.

Professor titular de Medicina Clínica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, Covas está à frente do Instituto Butantan desde 2017. Em junho de 2020, foi o responsável pelo acordo de colaboração firmado com a farmacêutica chinesa Sinovac para o desenvolvimento clínico do imunizante contra o novo coronavírus.

Resumo da CPI da Pandemia:

Dimas Covas detalha período em que negociações ficaram travadas

Durante a oitiva, o presidente do Instituto Butantan recaptulou as datas de negociação de compra da Coronavac e revelou que chegou a participar de três reuniões com o Ministério da Saúde. Segundo ele, as tratativas para a compra da vacina Coronavac pararam a partir do dia 20 de outubro.

“Em outubro eu fui três vezes ao Ministério da Saúde, com técnicos e Pazuello para construirmos instrumento jurídico pra tentar uma Medida Provisória nos moldes do que foi feito com a Fiocruz. A partir do dia 20 essas tratativas simplesmente pararam. No dia 20 foi a reunião de anúncio [da aquisição da Coronavac] com governadores e lideranças políticas. Seria até uma comemoração capitaneada pelo então ministro da Saúde” disse Covas.

No mesmo dia 20 de outubro, Bolsonaro em fala com jornalistas e apoiadores diz que havia “mandado cancelar” a compra do imunizante. No dia seguinte, em 21 de outubro, o então ministro Eduardo Pazuello, que havia testado positivo para Covid-19, diz a frase “um manda e outro obedece” ao lado de Bolsonaro em vídeo postado nas redes sociais.

Segundo Covas, as tratativas para compra da Coronavac ficaram paralisadas por três meses – um contrato posterior de 46 milhões doses foi firmado no dia 7 de janeiro. Inicialmente, o primeiro contrato previa 100 milhões de doses, o que proporcionaria a imunização de até 50 milhões de brasileiros.

Butantan pode atrasar entrega de 100 milhões doses previstas para setembro

Devido ao atraso na entrega de insumos e com o adiamento da assinatura do contrato com o Ministério da Saúde, Dimas Covas diz que o Instituto Butantan pode não cumprir com a entrega das 100 milhões de doses da Coronavac ao PNI previstas para setembro.

“As 100 milhões de doses poderiam ter sido integralizadas em maio se houvesse a contratação [do Ministério da Saúde] antes. Nesse momento, não sabemos se as 100 milhões de doses serão entregues em setembro devido ao atraso da matéria-prima. Não há certeza do tempo para se entregar as 100 milhões [de doses] por conta dos insumos”. disse Covas em resposta à senadora Simone Tebet.

“Naquele momento, nós praticamente erámos o principal parceiro da Sinovac e tínhamos seguramente essa possibilidade de maior quantitativo de doses. As 54 milhões de doses adicionais depende da chegada da matéria-prima. Podemos, sim, cumprir até setembro, se a matéria-prima chegar. O contrato está em vigor e esperamos receber a matéria-prima para cumprimento”, completou.

Governo federal não deu apoio financeiro para o Butantan

Questionado pelo relator e pelo presidente da CPI se o Ministério Federal teria apoiado financeiramente o Butantan no desenvolvimento da Coronavac, Covas disse que até o momento, não houve repasse de recursos nesse sentido.

“A solicitação [de R$ 45 milhões] para o estudo clínico não foi atendida e para a questão dos equipamentos [com solicitação de R$ 60 milhões] foi levantada a possibilidade de se fazer o Prosis [Programa de Modernização de Instrumentos e Sistemas de Gestão da Administração Pública], mas não especificamente para a fábrica de Covid-19 e sim para uma fábrica multipropósito”, afirmou, em relação ao desenvolvimento da Coronavac.

Sobre a Butanvac, atualmente em desenvolvimento, ele disse que ainda não há nenhum acordo com o Ministério da Saúde.

“Ontem [quarta-feira] uma diretora do Butantan esteve no Ministério da Saúde para começar a negociação de venda da Butanvac, foi uma conversa inicial, mas ainda não temos nenhum documento e nem nada oficial.”

Declarações de membros do governo dificultam negociações com China

Questionado sobre como declarações de membros ou ex-membros do governo federal podem influenciar na relação com a China, principal fornecedor do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da Coronavac, Covas disse ser senso comum que as falas feitas aqui no país repercutem na imprensa da China.

“Isso se reflete nas dificuldades burocráticas. O que era normalmente resolvido em 15 dias, hoje leva mais de um mês. Nós que estamos na ponta sentimos isso. A Fiocruz também sentiu essa dificuldade”, disse ele.

“O embaixador [da China no Brasil, Yang Wanming] já deixou claro para nós que declarações que desmerecem a China, causam inconformismo do lado chinês. O ministro [das Relações Exteriores, Carlos Alberto Franco] França tem ajudado nessa interlocução e o distensionamento já teve reflexão nesses insumos que chegaram”, completou.

Fala de Bolsonaro travou tratativas até janeiro

Dimas Covas afirmou que, depois que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sem manifestou em 20 de outubro contra a compra da Coronavac, não foram feitos progressos nas negociações até janeiro de 2021.

“Nosso caminho era outro. Começamos a negociar com estados e municípios”, disse o diretor do Butantan.

Ele citou ainda como exemplo da diferença no tratamento o fato de que o contrato com a AstraZeneca, firmado em agosto, recebeu adiantamento de recursos por parte do governo federal.

“Essa [a Coronavac] apesar de estar em solo brasileiro e sendo produzida, só foi assinado em janeiro, seis meses depois da primeira proposta.”

Governo não entendeu importância das vacinas em 2020

Questionado pelo relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL) sobre os motivos que teriam levado o governo federal a não aceitar as propostas do Butantan, Covas disse que essa era uma boa pergunta, já que havia sido feito todo o esforço para fornecer informações técnicas.

“Havia naquele momento incertezas sobre as vacinas, de forma geral, não em relação a essa vacina. Essa [a Coronavac] tinha todos os elementos para levar a vacina a ser usada muito rapidamente”, disse.

“Acho que houve um descompasso de entendimento da situação do momento, da importância da vacina dentro do contexto da própria pandemia. Nós, por outro, lado tínhamos absoluta certeza de que ela seria importante.”

Ele disse ainda que, ao não aceitar a primeira proposta, feita em julho, o Ministério da Saúde abriu mão, efetivamente, da possibilidade de ter 60 milhões de doses do imunizante ainda em 2020.

“Essas idas e vindas foram dificultando o cronograma, não o quantitativo.”

Brasil poderia ter sido o 1º país do mundo a vacinar contra Covid-19

Covas afirmou aos senadores na CPI que o Brasil poderia ter sido o primeiro país do mundo a começar a imunização contra o novo coronavírus se “houvesse uma agilidade de todos os atores” trabalhando em conjunto.

“O mundo começou a vacinação no dia 8 de dezembro. No final do mês, tinham sido aplicadas pouco mais de 4 milhões de doses no mundo e nós tínhamos 5,5 milhões [prontas e estocadas], sem contrato com o Ministério”, disse o diretor do Butantan.

“Poderíamos ter iniciado a vacinação antes do que começou, tínhamos as doses disponíveis. Eu, muitas vezes, declarei publicamente que o Brasil poderia ser o primeiro país do mundo a começar a vacinação não fossem os percalços que tínhamos que enfrentar nesse período, tanto do ponto de vista do contrato como do ponto de vista regulatório.”

Butantan fez 3 propostas ao Ministério da Saúde em 2020

Em sua fala inicial na CPI da Pandemia, depois de traçar um breve histórico da atuação do Butantan, Dimas Covas afirmou que fez três propostas em 2020 para o fornecimento da Coronavac ao Ministério da Saúde: em julho, em agosto e em outubro.

Ele disse que em julho foram ofertados 60 milhões de doses, com entregas previstas para o último trimestre de 2020. Depois, em outubro, a oferta foi ampliada para 100 milhões de doses, sendo que 45 milhões seriam produzidas no Butantan até dezembro de 2020, 15 milhões até fevereiro de 2021 e o restante até maio.

“Tudo aparentemente estava indo muito bem, tanto que em 20 de outubro fui convidado pelo [ex-]ministro [Eduardo] Pazuello para uma cerimônia no Ministério da Saúde em que a vacina seria anunciada como uma vacina [do PNI], com a incorporação de 46 milhões de doses”, disse Covas.

“A partir desse ponto, é notório que houve uma inflexão. E digo isso porque saímos de lá muito satisfeitos e achávamos que, de fato, teríamos resolvido parte desse problema. No outro dia, de manhã, as conversações adicionais não seguiram porque houve uma manifestação do presidente da República [Jair Bolsonaro] dizendo que a vacina não seria incorporada.”

Justificativa para a convocação

Entre outras questões, Covas será questionado sobre as dificuldades que o instituto enfrenta para produzir a vacina. Também espera-se que ele reforce a tese de que o Butantan, órgão ligado ao governo de São Paulo, buscou viabilizar antecipadamente as vacinas ao Brasil, mas que essa negociação não teria encontrado respaldo no governo federal até o final de 2020.

O requerimento de convocação é assinado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). “É necessária a oitiva do senhor Dimas Tadeu Covas para que esclareça todos os detalhes da atuação do Instituto Butantan desde o início da pandemia, especialmente com relação à produção de vacinas”, defendeu o senador.

Recentemente, o Instituto Butantan paralisou o envase do imunizante no país por falta de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importada da China. Senadores apontam que crises diplomáticas com a China, provocadas por declarações presidenciais, estão prejudicando o envio do IFA e atrasando a produção da vacina no país.

Os próximos depoimentos

Os próximos depoimentos da CPI da Pandemia já estão previstos, conforme acordo entre os membros da comissão. A CNN teve acesso ao calendário que deve nortear os próximos passos da CPI.

Veja abaixo a programação de oitivas definida para o mês de junho:

Dia 1º

Nise Yamaguchi – médica oncologista e imunologista
Dia 2

Clóvis Arns da Cunha – Professor de Infectologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia
Zeliete Zambom, Médica de Família e Comunidade, Professora da Faculdade de Medicina São Leopoldo Mandic e Presidente Sociedade Brasileira Medicina de Família e Comunidade
Átila Iamarino – Biólogo e pesquisador, formado em microbiologia
Dia 8

Élcio Franco -Ex-secretário executivo do Ministério da Saúde
Dia 9

Nísia Trindade – Presidente da Fiocruz
Dia 10

Fernando de Castro – Presidente da União Química
Dia 11

Cláudio Maierovich, médico sanitarista e ex-presidente Anvisa e da Fiocruz
Nathália Pasternak, microbiologista e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP)
Dia 15

Marcellus Campelo – Secretário de Saúde do Amazonas
Dia 16

Fernando Pigatto, Presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS)
José Gomes Temporão, médico, professor e pesquisador aposentado da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e ex-Ministro da Saúde
Dia 17

Carlos Wizard – Empresário

CNN Brasil, com informações da Agência Senado

 

Opinião dos leitores

  1. Para Dimas Covas o mais importante era a largada, em 8/12, e não a chegada, com a imunização de toda a população, porque o objetivo dele e do seu governador é apenas fazer cena, como revelou a conversa gravada dos dois. Apesar de começar depois de Canadá, México, Alemanha, Espanha, Portugal, por exemplo, o Brasil já imunizou mais que todos eles e já é o quinto que mais vacina. Então a única conclusão é de que está muito mais acelerado.

  2. Empregado do Dória, foi à essa CPI vergonhosa para fazer politicagem. O Brasil comprou vacinas quando existentes, quando aprovadas pela ANVISA e quando a legislação permitiu (caso da Pfizer). O resto é só narrativa mentirosa.

  3. Quem foi que prometeu que apresentaria em 27/11/20 para a Anvisa os dados da Coronavac???
    Porque atrasaram a entrega dos documentos para liberação da vacina em 45 dias???
    Estão faltando até hoje os dados principais sobre a potência da vacina em gerar anticorpos que a Anvisa precisa para analisar se a vacina presta ou não. A culpa é do Bolsonaro???

  4. Quem acredita nesse imbecil, os países que fabricam vacina iam deixar o Brasil fazer as primeiras vacinas, só esquerdista acredita nisso.

    1. A cada dia que passa diminui o número de bozominions e os poucos que vão sobrando formam essa escória mais escrota da sociedade. Os ignorantes que se acham o ó do borogodó e só escrevem merdas desse naipe. Um bando de Chicos Tripas

    2. Imbecil? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Dimas Covas é médico e pesquisador, tem mestrado e doutorado..vários livros publicados…é editor de duas revistas científicas nacionais…é presidente da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia e é professor titular da Faculdade de Medicina da USP…
      Mas para Lucio, ele é só um imbecil…Meu Deus!

  5. Saudade do LADRAO CONDENADO LULA, aquele sim era profissional, doava dinheiro para países ditadores, construir estádios ao contrário de hospitais, fez o maior roubo da história da humanidade, AQUILO SIM ERA UM VERME ESTRUME GIGANTE, volta ladrao , os jumentos estão com saudades , são iguais a mulher chifreira , estão tomando GALHA , mas ama a mulher 👩🏼

    1. Aqui acima temos mais um exemplo da idiotia que acometeu os únicos dois neurônios do Brasil.

    2. Joãozinho trinta, me parece que quem acometeu os dois fracos exemplares de NEURONIOS que pensava possuir foi vc. Tu bem queres desmentir o que o anterior disse? Risível.

    1. Chora não , vá aprender a trabalhar.
      Dica:
      1- tome um bom banho
      2-faça a barba
      3-se vista, com roupas normais , nada de camisa vermelha suja .
      4-Acorde cedo ( será difícil) vagabundagem a muitos anos
      5-VA no SINE , sempre há empregos para pessoas DISPOSTAS
      6- Procure nas gavetas sujas a sua carteira de trabalho, para lembrar, A CARTEIRA DE TRABALHO É AZUL

  6. E ainda tem gente que acredita em fake news do grupin do ZAP do MINTO que diz que ele contratou 100 milhões de doses em julho de 2020!!! KKKKKKKKK. O presidente inepto e negacionista não queria comprar vacina nenhuma, além de sabotar todos os tipos de medidas para mitigar a pandemia previstas no art. 3º da LEI Nº 13.979, DE 6 DE FEVEREIRO DE 2020 que o próprio MINTO sancionou mas que ainda tem assecla que acredita que ele fez tudo que podia!!!

    1. Qual o lado político partidário do senhor Covas do Butantan?
      Foi o Butantan de São Paulo, sob a batuta do governo paulista que Dória contratou para produzir a vacina que ele havia negociado com a China.
      A vacina que não passou nos requisitos que a Anvisa solicitava e por imposição e pressão política, foi a força aprovada. A vacina nunca registrou 48% de eficiência e os testes feitos nunca tiveram comprovação. É uma vacina SEM COMPROVAÇÂO CIENTÍFICA de eficácia.
      O músico Nelson Sargento morreu de covid e havia tomado as 02 doses da coronavac.
      O fato é que a primeira vacina aplicada no mundo foi registrada foi no Reino Unido no dia 08 de dezembro de 2020, mas o butatan tinha a vacina antes disso?
      Mentir em CPI não é crime?

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EXCLUSIVO: GAECO aponta líderes e “laranja gestora” de suposta organização criminosa que desviou R$ 37 milhões com esquema de home care no RN

Foto: MPRN/Cedida

Novos detalhes da Operação Oxigênio Financeiro, deflagrada pelo GAECO/MPRN na última quinta-feira (27), revelam como estava organizada, segundo a investigação, a estrutura do grupo suspeito de desviar mais de R$ 37 milhões em recursos públicos destinados a serviços de home care no Rio Grande do Norte. A decisão judicial que autorizou a operação, obtida com exclusividade pelo Blog do BG, aponta Gilsuly Ferreira de Moura e Rayanne Moura Dantas como os “líderes” do esquema.

De acordo com o documento, o casal teria articulado a criação das empresas Tree of Life e Evolution Home Care, utilizadas, segundo o GAECO, como supostas concorrentes da Dolce Vitta. As três empresas funcionariam, na prática, como um único grupo, operando sob um “rigoroso caixa único”, compartilhando a mesma sede física, frota de ambulâncias, cartões de abastecimento e a mesma equipe administrativa, formada por Eliene de França Freitas, Mariano Bernardo da Silva Filho e Aurora Elisa Guimarães Mafra.

Eliene de França Freitas é descrita como “laranja gestora” e “peça-chave na coordenação operacional das fraudes”. De acordo com a investigação, ela acumulava a função de gerente multidisciplinar da Tree of Life e de diretora-presidente da Universo Cooper, apontada como uma pessoa jurídica fictícia sob seu comando, que funcionaria como uma espécie de “departamento pessoal” das empresas Dolce Vitta, Tree of Life e Evolution Home Care. A cooperativa teria sido utilizada, ainda segundo o GAECO, para viabilizar sonegações fiscais e fraudes trabalhistas.

Eliene de França é apontada ainda como responsável pela “gestão do fluxo financeiro e da contabilidade oculta”, junto com Mariano Bernardo e Aurora Elisa. A decisão cita também outros integrantes com funções no grupo investigado pelo GAECO. Maciel Gomes aparece como responsável pelo “planejamento tributário espúrio”, enquanto o advogado Ennio Ricardo é apontado como uma espécie de “diretor jurídico”, coordenando as chamadas “fraudes processuais”. Já Kleysiane Cristina, Maria Edineide e Thayaná Paloma são citadas como pessoas que atuariam como “laranjas”, com a finalidade de ocultar os verdadeiros proprietários do grupo.

A investigação aponta ainda que o dinheiro obtido com o suposto esquema teria sido lavado por meio de outros negócios. Entre as empresas citadas estão a Infinity Holding, a Clínica Médica Atend Já (unidade Zona Norte), o Salão de Beleza Vitta Color e a Cafeteria Mr. Black. O documento indica que esses empreendimentos teriam sido utilizados para reinserir na economia formal recursos supostamente desviados da saúde pública.

Como funcionava o esquema

A fraude investigada começava, segundo o MPRN, com laudos médicos superdimensionados, utilizados para obter decisões judiciais de urgência obrigando o poder público a custear serviços de home care. Depois, empresas ligadas ao mesmo grupo apresentavam orçamentos previamente combinados, criando uma falsa concorrência e permitindo que os contratos fossem concentrados nas empresas do próprio núcleo.

Após os recursos serem liberados por decisões judiciais, o grupo teria alimentado uma estrutura empresarial paralela, utilizado pessoas como laranjas e adquirido ou financiado outros negócios. O MPRN estima que mais de R$ 37 milhões tenham sido desviados dos cofres do Estado e do Município de Natal. A Operação Oxigênio Financeiro é um desdobramento da Operação Curari Domi, que identificou um aumento considerado anormal na judicialização dos serviços de saúde.

A operação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Foram apreendidos documentos, celulares, computadores, dinheiro em espécie e outros bens.

LEIA MAIS: [EXCLUSIVO] OPERAÇÃO OXIGÊNIO FINANCEIRO: Blog do BG revela empresas e envolvidos em esquema milionário de fraude em home care investigado pelo MPRN

VEJA TAMBÉM: OPERAÇÃO OXIGÊNIO FINANCEIRO: Entenda como era o esquema de fraude milionária de home care investigado pelo MPRN

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BRASIL: Dívida bruta sobe para R$ 10,9 trilhões e atinge 82,5% do PIB, maior patamar desde 2021

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) chegou a R$ 10,9 trilhões em julho, equivalente a 82,5% do PIB, informou o Banco Central nesta segunda-feira (31). É o maior patamar desde abril de 2021, quando a dívida estava em 82,6% do PIB. O Governo Geral compreende o governo federal, o INSS, os governos estaduais e municipais.

No acumulado de 2026, a dívida aumentou 3,9 pontos percentuais em relação ao PIB. Quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu a Presidência, em janeiro de 2023, a dívida correspondia a 71,38% do PIB.

Em junho, a relação era de 81,9%. A alta de 0,6 ponto percentual no mês foi puxada principalmente pelos juros nominais, que acrescentaram 0,8 ponto, e pelas emissões líquidas de dívida, com impacto de 0,2 ponto. O crescimento do PIB nominal reduziu o indicador em 0,5 ponto.

Apesar da alta do endividamento, o setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 1,4 bilhão em julho, revertendo o déficit de R$ 66,6 bilhões registrado no mesmo mês de 2025. O governo central teve superávit de R$ 11 bilhões, enquanto governos regionais e estatais registraram déficits de R$ 8,5 bilhões e R$ 1,1 bilhão.

Em 12 meses até julho, porém, o setor público acumulou déficit primário de R$ 89,3 bilhões, equivalente a 0,67% do PIB. No mesmo período, os juros nominais somaram R$ 1,15 trilhão, ou 8,67% do PIB, levando o déficit nominal a R$ 1,24 trilhão (9,34% do PIB).

Com informações de CNN

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“SOLTARAM A MINHA MÃO”: Ivan Baron reclama de tratamento desigual do PT, diz que foi “expulso” e anuncia que vai “encontrar outro caminho”

Foto: Reprodução/O Globo

O candidato a deputado estadual Ivan Baron (PT), que ficou nacionalmente conhecido ao subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado do presidente Lula (PT), na posse do petista em 2023, disse que irá “encontrar outro caminho” e reclamou de ter sido “expulso” pelo partido em razão da falta de apoio para sua candidatura à Assembleia Legislativa. Ele afirmou que, na tarde dessa segunda-feira (31), se reunirá com apoiadores para “ver o que vamos fazer”.

A queixa está relacionada ao tratamento desigual na distribuição dos recursos do fundo partidário entre os integrantes da nominata da Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PV e PCdoB. Ele disse que foi “surpreendido” pela imprensa e pelo site do TSE com a notícia de que “receberia apenas R$ 24 mil de apoio partidário”.

Isso, segundo ele, é “reflexo de como candidaturas de pessoas com deficiência são tratadas na política, principalmente no campo progressista”. “Soltaram a minha mão e, no momento em que eu mais pensei que receberia apoio, acabei ficando para trás”, disse o candidato, acrescentando que “isso não vai ser motivo pra que a gente desista ou abaixe a cabeça”.

“Eu até já sabia que seria difícil, mas jamais imaginei pensar que eu seria expulso dessa maneira. Expulso sim, até porque a gente precisa parar de romantizar a política. Quando não nos é dado o apoio e a oportunidade para que a disputa esteja em nível de equidade junto com os demais acaba se tornando abandono e abandono é exclusão”, afirmou.

Ivan disse que não retirará a candidatura, mas que vai “recalcular a rota” da campanha, que não poderá “acompanhar o ritmo de rua” e investirá mais no digital. Apesar da decepção com o PT, Ivan disse que seguirá filiado à legenda para não incorrer em infidelidade partidária e manterá o apoio a Cadu de Lula ao Governo do Estado.

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REAÇÃO POPULAR: Moradores convocam protesto contra construção de novo presídio na Zona Norte

Moradores da Zona Norte de Natal estão convocando uma manifestação para esta terça-feira (1º) contra a construção de uma nova unidade prisional no bairro Potengi. O ato está marcado para as 7h, no semáforo do Cartório do Igapó, na BR-101.

O material divulgado nas redes sociais chama a mobilização de “Movimento Popular” e traz a mensagem “A Zona Norte não quer mais um presídio”. Os organizadores pedem que os participantes levem cartazes e convidem amigos, familiares e vizinhos.

A manifestação ocorre em meio à disputa sobre a continuidade da obra. Após a governadora Fátima Bezerra determinar a revogação da licitação diante da repercussão negativa, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) acionou a Justiça Federal para tentar garantir a manutenção do contrato.

A obra da unidade prisional tem custo previsto de mais de R$ 8 milhões, com a maior parte dos recursos vinda do governo federal. As verbas, repassadas desde 2016, correm risco de devolução caso a obra não seja executada dentro dos prazos legais estabelecidos.

A nova unidade está prevista para a área do antigo CDP do Potengi.

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Defesa de mulher agredida pelo empresário Pedro Gadelha diz em nota que estão sendo adotadas providências para “proteção da integridade física e emocional” da vítima

Foto: Reprodução/Captura de Tela

A defesa da esposa de esposa do empresário Pedro Câmara Gurgel Gadelha, acusado de agredi-la no último final de semana na Lagoa do Bonfim, divulgou uma nota afirmando que, diante da repercussão do caso de violência, “a vítima está recebendo assistência jurídica e acompanhamento em todas as etapas”.

A nota, assinada pela advogada Mikarla Góis Câmara, acrescenta que estão a sendo adotadas “providências necessárias à proteção de sua integridade física e emocional”.

No domingo (30), após a audiência de custódia, Pedro Gadelha teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça.

Leia a íntegra da nota:

Diante da repercussão do caso de violência doméstica, esta defesa informa que a vítima está recebendo assistência jurídica e acompanhamento em todas as etapas, com a adoção das providências necessárias à proteção de sua integridade física e emocional.

A atuação desta defesa é estritamente técnica, voltada à proteção dos direitos da vítima e à apresentação dos elementos relevantes ao processo, sempre em respeito às atribuições constitucionais do Ministério Público, à independência do Poder Judiciário e ao devido processo legal.

O ciclo da violência pode envolver controle, manipulação, ameaças, medo e enfraquecimento emocional. Julgamentos precipitados, exposição indevida e culpabilização apenas ampliam o sofrimento da vítima e afastam outras mulheres da rede de proteção.

Solicitamos à imprensa e ao público responsabilidade na divulgação das informações e nos comentários, especialmente para preservar a intimidade da vítima.

Os fatos seguirão sendo apurados pelas autoridades competentes. À sociedade cabe acolher e proteger a vítima, jamais julgá-la.

Após a audiência de custódia, o acusado permanece preso e à disposição da Justiça.

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Campanha de Álvaro realiza maior mobilização política de Nova Cruz

Foto: Divulgação

Uma grande mobilização tomou as ruas de Nova Cruz neste domingo (30) e reforçou o apoio à candidatura de Álvaro Dias (PL) ao Governo do Rio Grande do Norte. O candidato a vice-governador Babá Pereira (PL) participou da agenda ao lado do prefeito Joquinha Nogueira (MDB) e do ex-prefeito Flávio de Berói (MDB), que declararam apoio ao projeto de Álvaro e Babá.

A programação começou com um adesivaço e terminou com passeata e comício, reunindo uma multidão nas ruas de Nova Cruz. A manifestação marcou mais um movimento de expansão da campanha de Álvaro Dias no Agreste potiguar.

Também participaram da agenda o senador e candidato à reeleição Styvenson Valentim (Podemos) e as candidatas a deputada federal Nina Souza (PL) e Carla Dickson (PL). A presença de lideranças locais e estaduais reforçou a articulação política em torno da candidatura de Álvaro e Babá no município.

A mobilização em Nova Cruz amplia a presença da campanha no Agreste e se soma às manifestações de apoio recebidas por Álvaro Dias em diferentes regiões do Rio Grande do Norte, fortalecendo a construção de uma unidade política em torno de seu projeto para o Estado.

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SINAL VERMELHO: Desaprovação de Lula chega a 52,9% e dispara entre jovens e eleitores de baixa renda, diz AtlasIntel

Foto: Valter Campanato/ABR

A desaprovação do presidente Lula (PT) subiu para 52,9%, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta segunda-feira (31). Em julho, o índice era de 51%. Já a aprovação recuou de 48% para 45,4%, enquanto 1,7% dos entrevistados não souberam responder.

A piora na avaliação foi mais acentuada entre os jovens de 16 a 24 anos. Nesse grupo, a desaprovação saltou de 42,7% em julho para 76,9% na nova pesquisa, avanço de 34,2 pontos percentuais.

O levantamento também aponta aumento expressivo da desaprovação entre os eleitores de menor renda. Entre os que recebem até R$ 2 mil por mês, o índice passou de 43,7% para 61,1%, alta de 17,4 pontos percentuais.

Entre as mulheres, a desaprovação de Lula também cresceu, com avanço de aproximadamente quatro pontos percentuais em relação à rodada anterior.

No resultado geral, a desaprovação supera a aprovação de Lula em 7,5 pontos percentuais.

Com informações do InfoMoney

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[VÍDEO] Polícia Civil prende sete pessoas no RN durante “Operação Fraude Zero” de combate a estelionatos e fraudes

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte cumpriu sete mandados de prisão no estado no âmbito da “Operação Fraude Zero”, ação integrada de alcance nacional voltada à localização e captura de foragidos da Justiça investigados ou condenados pela prática de estelionato e crimes correlatos. As diligências no Rio Grande do Norte tiveram início no dia 20 de julho.

Além das sete prisões realizadas no RN, outros dois alvos relacionados à operação já se encontravam presos em outros estados, sendo um no Tocantins (TO) e outro no Amapá (AP). Com isso, nove alvos vinculados às diligências realizadas pela Polícia Civil potiguar foram localizados e estão sob custódia da Justiça.

No Rio Grande do Norte, equipes da Polícia Civil realizaram diligências para identificar e localizar os alvos. A integração entre as forças de segurança possibilita o compartilhamento de informações e a articulação entre as unidades federativas, especialmente em situações envolvendo investigados ou condenados localizados fora dos estados onde tramitam os respectivos processos judiciais.

A “Operação Fraude Zero” é realizada de forma integrada pelas forças de segurança pública de todo o país e tem como objetivo fortalecer o enfrentamento às fraudes e aos golpes que causam prejuízos à população, por meio do cumprimento de mandados judiciais e da responsabilização criminal dos envolvidos.

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte reforça seu compromisso com o enfrentamento aos crimes patrimoniais, especialmente estelionatos e fraudes, bem como com o cumprimento das decisões judiciais.

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[VÍDEO] OPERAÇÃO A TROPA: Jogador do Vasco é alvo de operação contra tráfico de armas e drogas; polícia faz buscas no CT do clube

O atacante David Corrêa, conhecido como DVD, do Vasco, foi alvo de buscas nesta segunda-feira (31) durante a Operação A Tropa, que investiga tráfico interestadual de drogas e armas e lavagem de dinheiro. O Centro de Treinamento do clube, no Rio de Janeiro, também foi alvo das diligências.

No Rio, policiais cumpriram três mandados de busca e apreensão, incluindo a residência do jogador, na Barra da Tijuca, e o CT do Vasco, em Jacarepaguá. David foi ao local em seu próprio carro para acompanhar o trabalho dos agentes e não deu declarações na saída.

Outro jogador alvo da operação é Hayner Willian Monjardim Cordeiro, lateral-direito que pertence ao Santos e está emprestado ao Vila Nova, de Goiás. A investigação é conduzida pela Polícia Civil do Espírito Santo e envolve os dois atletas capixabas.

David Corrêa, do Vasco, e Hayner Willian, do Vila Nova (Fotos: Reprodução)

Além de endereços ligados aos investigados no Espírito Santo, são cumpridos mandados de busca e apreensão em clubes relacionados aos jogadores no Rio de Janeiro e em Goiânia.

Segundo a Polícia Civil do Espírito Santo, responsável pelas investigações, também são apurados possíveis envolvimentos de outros atletas profissionais e empresários com o grupo investigado.

A polícia informou que o nome “A Tropa” faz referência à forma como os próprios investigados se autodenominavam. As autoridades apuram a atuação do grupo no tráfico interestadual de drogas e armas e em crimes de lavagem de dinheiro.

Em nota, o Vasco afirmou que “está colaborando com as autoridades e aguarda a conclusão das investigações”.

Com informações do g1

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Geral

JORNALISMO DE LUTO: Morre Carlos Monforte, ex-apresentador do Bom Dia Brasil, aos 77 anos

Foto: Zé Paulo Cardeal/Memória Globo

Carlos Américo Aguiar Monforte começou a trabalhar na Globo em 1978, inicialmente como repórter local. Depois, passou a produzir reportagens para o Jornal Nacional e o Fantástico e participou de coberturas como as greves dos metalúrgicos no ABC Paulista.

Em 1982, assumiu a editoria de política do Jornal da Globo e, no mesmo ano, tornou-se editor e apresentador do Bom Dia São Paulo.

Com a criação do Bom Dia Brasil, em janeiro de 1983, Monforte assumiu como editor-chefe e apresentador do telejornal, permanecendo à frente do programa por nove anos.

O jornalista também trabalhou na GloboNews. Em 1998, atuou no programa Espaço Aberto e, no fim de 2000, assumiu a coordenação do canal em Brasília, onde também apresentou o Jornal das Dez.

Formado pela Faculdade de Comunicação de Santos em 1972, Monforte também teve passagens pelos jornais A Tribuna, de Santos, e O Estado de S. Paulo.

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