Polícia

REPORTAGEM DE LEITURA OBRIGATÓRIA: Drogas de fundo de quintal se espalham e geram roleta russa para usuários

Imagem: Estevan Silveira/UOL

TopCat, N-Bomb, Smile, K2 e Quad. Ecstasy e ácido genérico, maconha sintética, heroína artificial e mais uma miríade de estimulantes e alucinógenos que a maioria das pessoas nunca ouviu falar. Nos últimos anos, a vida do usuário de drogas sintéticas no Brasil (e no mundo) virou uma roleta-russa mais perigosa que a habitual.

Com a proliferação de laboratórios de fundo de quintal pelo país afora e a descoberta de substâncias psicotrópicas em uma velocidade maior do que a capacidade das autoridades de identifica-las e proibi-las, hoje é difícil saber o que vai na droga contida naquela pílula colorida de formato engraçado. Dia sim, outro também, aparece uma novidade nesse mercado.

De 2014 até o final de 2018, Polícia Federal, Polícia Civil e Polícia Militar identificaram e apreenderam 209 novas drogas psicoativas em tentativas de traficantes de as trazerem ao Brasil ou já circulando nas ruas das principais cidades.

De acordo com o Relatório de Atividades 2017/2018 do Grupo de Trabalho para Classificação de Substâncias Controladas, concluído pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no início deste ano, a lista inclui também alguns medicamentos prescritos ou que entraram para a lista de substâncias controladas.

São consideradas novas drogas psicoativas as substâncias e compostos químicos que nunca antes tinham sido identificados e apreendidos sendo usados como drogas recreativas.

Também entram nessa lista substâncias que eram conhecidas anteriormente — como remédios de prescrição ou moléculas obscuras sintetizadas pela primeira vez nos anos 1950, 1960 e 1970 e nunca antes produzidas em larga escala, por exemplo –, mas que antes não eram usadas para “ficar doidão”.

Trata-se tanto de substitutos genéricos ou sintéticos para drogas conhecidas, como compostos que imitam os efeitos do ecstasy, da metanfetamina, da maconha e do LSD, por exemplo, até novas drogas de fato, vendidas nas ruas com nomes complicados como 25E-NBOH ou nomes comerciais como Spice, Smiles, N-Bomb e outros.

“São drogas que podem ser produzidas com estruturas simples, em praticamente um laboratório de fundo de quintal, um quartinho com poucos equipamentos e por pessoas com conhecimento técnico rudimentar”, afirma o delegado Rogério Henrique Rezende, chefe da Cord (Coordenação de Repressão às Drogas) da Polícia Civil do Distrito Federal.

“A maior parte destas novas drogas que temos visto e apreendido são substâncias caseiras, produzidas nestes moldes e de qualidade baixíssima. É uma verdadeira roleta-russa para os usuários”. Rogério Henrique Rezende, delegado da Polícia Civil do DF.

De acordo com o delegado, com um investimento baixo, algo entre R$ 30 mil e R$ 100 mil, é possível montar um laboratório caseiro de drogas. “Outra vantagem da produção de sintéticas para os criminosos é que a estrutura é fácil de montar e desmontar. Eles trocam de local constantemente e dificultam o trabalho da polícia.”

Ele usa de exemplo um caso em andamento na Cord, no qual um traficante preso pela polícia estava conseguindo sintetizar uma droga com efeitos parecidos com os do MDMA [principal composto do ecstasy tradicional] a partir de um dos ingredientes presente em qualquer xampu a venda nos mercados. “É uma situação muito difícil, neste caso estamos só encerrando o inquérito e já vamos notificar a Anvisa para incluir este componente na lista de substâncias controladas. Hoje é vendida pela indústria química sem restrições.”

Neste ano, a Cord já apreendeu o dobro de drogas sintéticas do que no mesmo período do ano passado. Até julho, foram seis laboratórios de fundo de quintal fechados só no DF.

Mais baratas, difíceis de rastrear e imprevisíveis

No caso das drogas “genéricas”, o objetivo de vendê-las no tráfico nacional e internacional geralmente atende a dois propósitos: possuem ingredientes mais baratos de produzir e obter do que seus similares tradicionais ou são novidades no mundo da química e não integram nenhuma lista de substâncias visadas ao redor do mundo.

“Ecstasy, por exemplo, é mais uma categoria de drogas sintéticas estimulantes e alucinógenas do que um composto específico”, afirma um traficante que concordou em conversar com a reportagem sem ser identificado. “Existem vários tipos de ecstasy hoje em dia, até com nomes e efeitos diferentes”, explica.

“A quantidade de substâncias diferentes tem crescido ano a ano, conforme as drogas sintéticas têm sido cada vez mais produzidas no Brasil. Até uns cinco ou dez anos atrás, todas as drogas sintéticas que rolavam no país eram importadas. Hoje, a maioria é nacional, feita em laboratórios caseiros sem controle de qualidade”, alerta o traficante.

“A droga nacional é horrorosa no geral e tem efeitos colaterais bizarros e imprevisíveis. Eu sempre aviso meus clientes e procuro ter droga importada, que custa mais que o dobro do preço. Ácido de verdade, por exemplo, é difícil de achar. Só rola os N-Bombs, que são parecidos mas não são iguais”. Traficante que pediu para não ser identificado.

Dados do Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Distrito Federal, por exemplo, constataram que, de 2009 a 2012, 100% das apreensões de LSD [ácido lisérgico, uma droga alucinógena] eram, de fato, LSD mesmo. Depois do primeiro semestre de 2013, o número caiu para 50%. A outra metade das apreensões foi de genéricos, outras substâncias vendidas pelos traficantes ao usuário como se fosse LSD, mas não era.

Por exemplo o 25E-NBOH, que possui efeitos alucinógenos no organismo do usuário similares aos do “ácido” tradicional. A droga tem ganhado personalidade própria entre os usuários, é tanto vendida como se fosse LSD como com seu nome real.

Comprando no escuro

“Nas festas hoje em dia é complicado, a verdade é que você nunca sabe o que está tomando se comprar assim no escuro”, diz um advogado de 41 anos frequentador de festas de música eletrônica, onde as drogas sintéticas são muito comuns. “É por isso que eu e meus amigos sempre buscamos comprar com antecedência nossas coisinhas, de fontes de confiança. O mercado de ecstasy, ácido e afins virou uma terra de ninguém.”

A quantidade de novas drogas no Brasil nos últimos anos é tão grande que a lista de substâncias proibidas e controladas da Anvisa, que inclui todas as drogas ilegais, foi atualizada dez vezes com 37 novas substâncias no total, apenas entre os anos de 2017 e 2018.

Até o início dos anos 2010, as atualizações aconteciam esporadicamente. Ao ingressar na lista, a importação ou comércio destas substâncias passa a ser tratado com o rigor legal dispensado à cocaína e à maconha, por exemplo.

No final de julho, a Lista de Substâncias Entorpecentes, Psicotrópicas, Precursoras e Outras Sob Controle Especial da Anvisa possuía 657 substâncias.

Limbo jurídico

Antes da inclusão na lista, estas apreensões, sejam feitas em laboratórios, pontos de venda de drogas, casas noturnas ou na entrada no Brasil, caem em um limbo jurídico.

Em outubro do ano passado, a Polícia Civil do DF aprendeu 250 microselos de 25E-NBOH com um traficante de 18 anos que os vendia como se fossem LSD. Como na época o 25E-NBOH não constava na lista de substâncias prescritas da Anvisa, ele não podia ser acusado de tráfico de drogas.

O jeito para a polícia foi apelar para outro artigo do Código Penal, com uma acusação de crime contra a saúde pública e outras menores. A saída é cada vez mais usada nestas situações.

Em dezembro, o 25E-NBOH foi incluído na lista da Anvisa e agora qualquer atividade de produção, importação ou comércio da substância química pode ser considerado tráfico de drogas.

É um trabalho de enxugar gelo. Estima-se que uma nova droga surja no mundo por semana, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas). Muitas vezes, antes de serem proibidas, são vendidas até no comércio regular como sais de banho ou para outros fins.

Em 2017, o governo de SP chegou a editar uma portaria que eximia o Instituo de Criminalística de identificar drogas que não estejam na lista da Anvisa.

Desde pelo menos 2015, o prazo para a Anvisa incluir uma nova droga na lista de proibições varia de 45 a 60 dias, a partir da comunicação feita pelos órgãos policiais.

“Todos tomaram e só ela morreu”

Menos conhecidas e estudadas que as drogas tradicionais, as novas drogas ou drogas “genéricas” possuem efeitos adversos desconhecidos no organismo, o que aumenta o risco à saúde dos usuários. Não há parâmetros ou referências de controle.

“Esse talvez seja o aspecto mais preocupante deste fenômeno, que é mundial”, afirma o delegado Rezende. “Ano passado teve uma rave aqui em Brasília onde uma jovem de 20 e poucos anos morreu depois de tomar um comprimido, supostamente de ecstasy. Fomos investigar e descobrimos que ela chegou na festa e, com um grupo de amigos, comprou a droga de uma pessoa desconhecida. Todos os comprimidos pareciam iguais, todo mundo tomou. Só ela passou mal e morreu”, diz o delegado.

“Quando chegou o resultado da análise no Instituto de Criminalística, vimos que a droga dela estava mal manipulada, com uma concentração fatal de MDMA e outras substâncias químicas. Ela deu azar na roleta-russa”, conta o delegado. Segundo ele, a investigação levou a dois laboratórios de drogas sintéticas de fundo de quintal, fechados este ano pela polícia em Santa Catarina.

“É uma situação difícil até para o atendimento médico de emergência: quando é cocaína por exemplo ou outra droga conhecida, o médico sabe como proceder no caso de uma emergência. Quando é uma substância sintética desconhecida, não há como tratar uma overdose com eficiência”. Rogério Henrique Rezende, delegado da Polícia Civil do DF.

A psiquiatra Luciana Siqueira, chefe do ambulatório do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo, especializada no tratamento de viciados em drogas, concorda. “É um problema, não só do médico administrar uma intoxicação, mas também de abstinência”, diz. “Existem protocolos estabelecidos para vários casos diferentes, mas quando não sabemos o que o paciente consumiu, o médico fica no escuro. Acaba atuando por semelhança, usando protocolos para sintomas semelhantes. Geralmente funciona, pode não funcionar”, alerta a especialista.

“Esse problema para os médicos é antigo e mais comum do que se pensa. Na pediatria, por exemplo, é normal pacientes que ingeriram substâncias de limpeza ou remédios dos pais por exemplo, e o profissional tem que lidar com isso”, afirma Luciana.

Nos Estados Unidos e na Inglaterra, estudos clínicos associam o uso de Spice e K2, por exemplo, variedades de maconha sintética, com o aumento no índice de esquizofrenia entre os usuários, principalmente os adolescentes.

O fentanil, poderoso analgésico hospitalar dezenas de vezes mais forte que a heroína e assim muito mais perigoso, começou a ser traficado nas ruas de diversas cidades dos EUA nos últimos anos em substituição à heroína. No início, começou a ser usado pelos traficantes para “batizar” a heroína: a droga era diluída em um pó semelhante sem valor comercial (geralmente fermento ou leite em pó) e depois recebia o fentanil em pequenas doses, para balancear a potência. Com o tempo, a substância ganhou status próprio e hoje é vendida como uma droga rival da heroína no país norte-americano.

Problema mundial

Os números revelam um problema mundial. Pelo menos 111 países, inclusive o Brasil, já reportaram ao UNODC (Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crimes) o aparecimento de pelo menos uma nova substância psicoativa em seus territórios. A União Europeia identificou 560 novas drogas de 2010 a 2017.

As novas drogas, conforme definição do UNODC, são “substâncias de abuso, seja na forma pura ou como parte de uma mistura, que não são controladas internacionalmente pela Convenção Única de Entorpecentes (1961) e nem pela Convenção de Substâncias Psicotrópicas (1971), mas que podem representar uma ameaça à saúde pública”.

Das novas substâncias identificadas no Brasil em 2017, as mais comuns são as catinonas sintéticas (46%), que simulam efeitos de drogas conhecidas como cocaína, anfetamina, metanfetamina e MDMA. Em segundo lugar vêm as feniletilaminas (26%), que também reproduzem os efeitos das drogas acima, mas que podem também provocar alucinações, com efeitos semelhantes aos do LSD, por exemplo.

O dado mostra uma inversão da tendência vista em 2016, quando a maior parte das substâncias identificadas eram feniletilaminas (42%), enquanto os canabinoides sintéticos (20%), que simulam efeitos da maconha, vinham em segundo lugar.

Tanto Anvisa quanto Polícia Federal negaram o pedido do UOL de entrevistar alguém de seus quadros sobre este assunto.

UOL

 

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Geral

PESQUISA GENIAL/QUAEST: 48% desaprovam governo Lula; 47% aprovam

Foto: Washington Costa/Ministério da Fazenda

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que 48% dos entrevistados desaprovam o governo Lula (PT), enquanto 47% aprovam.

Veja os números da pesquisa de junho:

  • Desaprova o governo: 48% (eram 49% em maio, 52% em abril e 51% em março);
  • Aprova: 47% (eram 46% em maio, 43% em abril e 44% em março);
  • Não sabe/não respondeu: 5% (eram 5% em maio, 5% em abril e 5% em março).

 

Segundo a Quaest, 40% dos eleitores dizem ter ouvido mais notícias negativas do que positivas sobre o governo (eram 48% em abril e 43% em maio), enquanto 34% citaram mais notícias positivas (eram 23% em abril e 32% em maio).

g1

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Geral

Comissão da Câmara dos Deputados aprova redução da maioridade penal de 18 para 16 anos

Foto: Divulgação/Pablo Valadares/Câmara

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, por 44 votos a 18, a admissibilidade da PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos.

O governo Lula, o PT, o PSOL e partidos aliados orientaram voto contrário. Já a oposição, o PL e a federação União-PP apoiaram a medida.

A proposta, apresentada em 2015 pelo então deputado Gonzaga Patriota, permite que adolescentes de 16 e 17 anos sejam responsabilizados criminalmente como adultos. Atualmente, menores de 18 anos estão sujeitos apenas a medidas socioeducativas.

O relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), argumentou que a mudança não viola cláusulas pétreas nem compromissos internacionais assumidos pelo Brasil. A análise da CCJ tratou apenas da constitucionalidade da PEC, sem discutir seu mérito.

Com a aprovação, o texto seguirá para uma comissão especial e, depois, precisará ser votado em dois turnos pela Câmara e pelo Senado. Por se tratar de uma emenda à Constituição, a proposta não depende de sanção presidencial.

O tema voltou ao centro do debate político nos últimos meses, impulsionado por setores da direita e por pré-candidatos à Presidência. Enquanto o governo argumenta que a redução da maioridade penal não resolve a violência, defensores da proposta afirmam que ela amplia a responsabilização por crimes graves.

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Eriko Jácome celebra investimento de R$ 7 milhões para fortalecer o combate ao câncer infantojuvenil no RN

O presidente da Câmara Municipal de Natal, Eriko Jácome, que se destaca por sua forte atuação e compromisso com a luta contra o câncer no RN, participou  na manhã de hoje (10), do evento de celebração do projeto Mãos que Ajudam, iniciativa que mobiliza esforços em torno de uma causa nobre: o fortalecimento da rede de assistência e saúde voltada ao combate ao câncer infantojuvenil.

A ação representa um importante avanço para o atendimento de crianças e adolescentes em tratamento oncológico no estado, por meio da destinação de R$ 7 milhões para três instituições de referência: o Hospital Infantil Varela Santiago, a Liga Norte-Rio-Grandense Contra o Câncer e a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer.

A mobilização da doação foi conduzida pela Casa Durval Paiva e pelo Instituto do Câncer Infantil (ICI), entidades reconhecidas nacionalmente pelo trabalho desenvolvido em apoio a crianças e adolescentes diagnosticados com câncer.

O evento reuniu importantes representantes das instituições beneficiadas e parceiras da iniciativa, entre eles Rilder Campos, diretor-presidente da Casa Durval Paiva; Dr. Algemir Brunetto, diretor executivo do Instituto do Câncer Infantil; Ricardo Araújo, representante da área de impacto de projetos na oncologia pediátrica; Dr. Ivo Barreto, superintendente adjunto da Liga Norte-Rio-Grandense Contra o Câncer; Dr. Paulo Xavier, diretor-presidente do Hospital Varela Santiago; e Dr. Geison Moreira, da Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer.

Durante a solenidade, Eriko destacou a relevância de iniciativas que fortalecem a rede de saúde e ampliam as condições de diagnóstico e tratamento para pacientes infantojuvenis.

“Ações como essa renovam nossa esperança e mostram a força da união em torno de uma causa tão importante. O câncer é uma doença que impacta não apenas os pacientes, mas toda a família. Por isso, investir em prevenção, diagnóstico precoce, tratamento de qualidade e estrutura hospitalar é fundamental para salvar vidas. Fico muito feliz em testemunhar um gesto de solidariedade que vai beneficiar tantas crianças e adolescentes do nosso estado, fortalecendo instituições que realizam um trabalho extraordinário diariamente”, afirmou Eriko Jácome.

A doação foi viabilizada pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

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PESQUISA GENIAL/QUAEST: Lula tem 44% contra 38% de Flávio Bolsonaro no 2º turno

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Ton Molina/Agência Senado/Divulgação

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que o presidente Lula (PT) lidera com 44% das intenções de voto em um eventual 2º turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 38%.

Na pesquisa anterior, divulgada em maio, Lula tinha 42%, e Flávio Bolsonaro, 41%. Em abril, era o senador quem aparecia numericamente à frente, com 42% contra 40% de Lula. Em março, os dois estavam numericamente empatados, com 41% cada.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-07661/2026.

Com informações de g1

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Geral

Comissão do Congresso da Colômbia ordena suspensão do mandato do presidente Gustavo Petro por “falta grave” e “intervenção na política”


Foto: REUTERS/Luisa Gonzalez

Uma comissão da Câmara dos Deputados da Colômbia emitiu nesta quarta-feira (10) uma ordem suspendendo o mandado do presidente do país, Gustavo Petro. A comissão alega que Petro cometeu uma “falta grave” por “intervenção na política”.

A ordem foi assinada e emtida pela presidente da Comissão Legislativa de Investigação e Acusação da Colômbia, Gloria Arizabaleta, rival política de Petro. No documento, Arizabaleta determina que Petro deve ser afastado de suas funções até 21 de junho, data em que acontece o segundo turno das eleições colombianas.

Petro apoia Iván Cepeda, um dos dois candidatos que foi ao segundo turno. Cepeda enfretará o ultradireitista Aberlardo de la Espriella, que terminou em 1º lugar no primeiro turno. Quando os resultados foram divulgados, Petro se recusou a aceitá-los, alegando que Cepeda deveria ter ficado na primeira posição.

O presidente colombiano ainda não havia se pronunciado sobre a ordem de suspensão até a última atualização desta reportagem. Petro cumpre mandato desde 2022 e deixará o cargo este ano.

Segundo o jornal “El Tiempo”, a medida é inédita na Colômbia, e, por isso, ainda havia um limbo jurídico em torno dela. Ainda não estava claro, até a última atualização desta reportagem, se a ordem tem efeito legal e imediato. A imprensa colombiana afirmou que o Legislativo deve derrubar a medida.

g1

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Geral

PESQUISA GENIAL/QUAEST: 60% concordam que Brasil deve considerar PCC e CV como grupos terroristas

Imagem: reprodução

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que 60% dos entrevistados concordam que organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho deveriam ser consideradas organizações terroristas pelo governo brasileiro.

Enquanto que para 60%, as facções devem ser consideradas terroristas, 29% afirmaram que não. Os que não souberam ou preferiram não responder somam 11%.

A pesquisa também perguntou se essas organizações deveriam ser classificadas como terroristas pelo governo dos Estados Unidos: 45% concordam com a medida, enquanto 45% discordam. Os que não souberam ou preferiram não responder somam 10%.

As facções passaram a ser classificadas como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos em junho. A decisão foi divulgada pelo governo de Trump no fim de maio.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-07661/2026.

g1

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Política

PT e Tropa de Choque de Alysson “saem nos tapas” nas redes sociais por causa de “Hospital Fake” de Mossoró

Foto: Reprodução

O clima esquentou nas redes sociais entre o PT e a tropa de choque do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). O embate gira em torno da disputa de narrativas sobre o suposto hospital municipal inaugurado em janeiro pelo pré-candidato ao Governo do Estado, que os petistas classificam como um “hospital fake” porque não funciona à noite nem nos finais de semana, além de não ter UTI nem realizar cirurgias mais complexas, como já foi comprovado por diversas reportagens.

O secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, publicou um vídeo nas redes sociais acusando Allyson de promover um “jogo de aparências” ao insistir em chamar de hospital a policlínica inaugurada em Mossoró. O secretário também questionou qual seria o projeto do ex-prefeito para a saúde pública de Mossoró e para o Governo do Estado. “Faltou pé no chão para o prefeito-candidato quando escolheu pular o óbvio em razão das aparências, mais uma vez”, afirmou, em referência aos pulos que marcam as aparições públicas de Allyson Bezerra.

A resposta veio da secretária municipal de Saúde de Mossoró, Morgana Dantas, que também recorreu às redes sociais para atacar Alexandre Motta. Ela o chamou de “pior secretário de Saúde da história do RN” e de “fantoche de um desgoverno reprovado pela maioria da população”. Morgana defendeu o equipamento inaugurado pelo ex-prefeito e partiu para o contra-ataque, citando a crise no Hospital Regional Tarcísio Maia. Ela também acusou o governo Fátima Bezerra de segurar leitos de UTI para sobrecarregar as UPAs de Mossoró e afirmou que o Hospital da Mulher, concluído em 2022, só realizou o primeiro parto três anos após a inauguração.

Morgana Dantas foi um dos alvos da Operação Mederi, deflagrada em janeiro pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e irregularidades na compra de medicamentos pela Prefeitura de Mossoró. Allyson Bezerra e o atual prefeito, Marcos Medeiros (Republicanos), também são investigados.

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Polícia

VÍDEO: PF investiga esquema de exploração sexual de mulheres entre RN, Paraíba e Pernambuco

Uma operação da Polícia Federal realizada nesta quarta-feira (10) investiga um suposto esquema interestadual de exploração sexual de mulheres em situação de vulnerabilidade, com possíveis casos de trabalho análogo à escravidão. A ação teve desdobramentos no Rio Grande do Norte, onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão no município de Nova Cruz, na região Agreste do estado.

Batizada de Operação Donos da Noite, a investigação ocorre em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ao todo, foram cumpridos mandados em cidades da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

No RN, duas ordens judiciais foram executadas em Nova Cruz. Também houve ações em municípios paraibanos como Alagoa Grande, Guarabira, Pitimbu, Pedro Régis e Itabaiana, além de Goiana, em Pernambuco.

Segundo as investigações, os suspeitos seriam responsáveis por estabelecimentos usados para exploração sexual de mulheres. A polícia apura indícios de que vítimas poderiam ser submetidas a formas de controle, como cobrança de dívidas, metas de consumo, multas e restrições, dificultando a saída dos locais.

Outro ponto investigado é a possível circulação de mulheres entre unidades instaladas nos três estados, incluindo o Rio Grande do Norte. De acordo com a Polícia Federal, há suspeita de que vítimas fossem transferidas entre os estabelecimentos investigados.

A operação também realiza fiscalizações nos locais alvos para identificar possíveis vítimas, reunir provas e, se necessário, realizar resgates. Durante as buscas, os agentes procuram documentos, celulares, computadores, registros financeiros e outros materiais que possam ajudar a esclarecer o funcionamento do esquema.

A investigação começou após uma denúncia encaminhada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Guarabira, na Paraíba, e passou a ser conduzida pela Justiça Federal.

Os investigados poderão responder por crimes como tráfico de pessoas, redução à condição análoga à escravidão, manutenção de casa de prostituição e rufianismo — quando há lucro com a exploração sexual de terceiros. O caso segue sob investigação.

Veja o lugar onde as vítimas eram mantidas:

Portal da Tropical

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Judiciário

Em delação, Vorcaro afirmou que teria repassado 20 milhões de reais para Ministro de Lula

Foto: Reprodução

O empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, citou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em duas propostas de delação premiada apresentadas à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal. Segundo informações da jornalista Malu Gaspar, de O Globo, Vorcaro afirmou ter repassado R$ 20 milhões em caixa dois para a campanha de Silveira ao Senado Federal nas eleições de 2022.

As informações, no entanto, foram consideradas insuficientes por integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. De acordo com os investigadores, Vorcaro não detalhou quais teriam sido as contrapartidas relacionadas ao suposto acordo. Procurado, o ministro não se manifestou sobre o caso. Pessoas próximas a Silveira afirmam que ele sequer conhecia o banqueiro naquele período.

Filiado ao PSD, Alexandre Silveira disputou a reeleição ao Senado por Minas Gerais em 2022, integrando a chapa do então candidato ao governo estadual Alexandre Kalil. Ambos acabaram derrotados nas urnas por Cleitinho e Romeu Zema, respectivamente.

Em dezembro de 2024, Silveira participou de uma reunião no Palácio do Planalto com Vorcaro e o presidente Lula. O encontro foi articulado pelo ex-ministro Guido Mantega e contou ainda com a presença do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e de Gabriel Galípolo, então indicado para a presidência do Banco Central.

Não há registros no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de doações feitas por Vorcaro ou por seu cunhado, Fabiano Zettel, à campanha de Silveira ao Senado. Zettel declarou oficialmente doações de R$ 3 milhões à campanha de Jair Bolsonaro e de R$ 2 milhões à de Tarcísio de Freitas nas eleições de 2022.

Reportagem da Folha de S.Paulo revelou ainda que Silveira esteve na residência de Vorcaro, em Belo Horizonte, no dia do segundo turno das eleições municipais de 2024. Em mensagens enviadas à então noiva, o banqueiro relatou estar reunido com o ministro e com o empresário Eduardo Wanderley, sócio da 3D Mineração, empresa que recebeu investimentos do Banco Master.

Até o momento, Alexandre Silveira é o principal integrante do governo Lula citado nas delações de Vorcaro. Antes disso, as atenções estavam voltadas para nomes ligados ao PT da Bahia, como o ex-ministro Rui Costa e o senador Jaques Wagner, mencionados em apurações sobre o credenciamento do Credcesta e o modelo de edital utilizado para a operação do cartão de benefícios administrado pelo Banco Master.

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Política

PESQUISA VERITÁ: Álvaro Dias venceria todos os adversários em cenários de segundo turno

Foto: Reprodução

Levantamento do Instituto Veritá para o Governo do Rio Grande do Norte mostra que Álvaro Dias (PL) venceria todos os adversários testados em simulações de segundo turno.

No cenário contra Allyson Bezerra (União Brasil), Álvaro registra 52,0% dos votos válidos, enquanto o prefeito de Mossoró aparece com 48,0%.

Já em um eventual confronto contra Cadu Xavier (PT), Álvaro amplia a vantagem e alcança 58,0% dos votos válidos, contra 42,0% do adversário.

A pesquisa também simulou uma disputa entre Allyson Bezerra e Cadu Xavier. Nesse cenário, Allyson lidera com 56,8% dos votos válidos, ante 43,2% do candidato petista.

Os números indicam que Álvaro Dias venceria todos os adversários testados pelo Instituto Veritá em cenários de segundo turno para o Governo do Estado.

Dados da pesquisa: levantamento realizado pelo Instituto Veritá entre os dias 27 e 31 de maio de 2026, com 1.220 entrevistados. Registro no TRE-RN: RN-06276/2026.

Opinião dos leitores

  1. O menino do pula pula de Mossoró estar derretendo, nem se quer começou a campanha, imagina Apartir de Agosto.

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