Por Bruno Giovanni
O calor dos fatos impõe mais uma análise sobre a situação da segurança no Rio Grande do Norte. Ontem, mataram um policial militar que levava o pai para fazer tratamento de câncer na Liga; à tarde, um assalto a um carro de transporte de valores dentro do Midway Mall, ficando um vigilante baleado. Já são 12 agentes de segurança mortos em 2017 no Rio Grande do Norte.
O tráfico de drogas em escala, bandidos importados de outros estados, efetivo policial diminuto e pouco efetivo em reações rápidas, tudo conspira para piorar o sucateamento da segurança pública, que vem da época do Cel. Bento Manoel de Medeiros, pai do “Sheriff” Maurílio Pinto de Medeiros, ambos responsáveis por impor a ordem nos seus respectivos tempos de atuação pela força da coragem e o uso letal das armas.
Reajustes pontuais de salários, promoções na carreira, melhoria da frota de veículos, armas, munições, coletes, sistema inteligentes de monitoramento, nada conseguiu deter a escalada de criminalidade no RN nos últimos anos. Os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) monitorados já passaram de mil nos primeiros cinco meses do corrente ano. Roubos, furtos, invasões, agressões, uso de armas de fogo, uma enormidade de crimes ocorre diuturnamente nas principais cidades do RN.
O sistema prisional está falido, os presídios destruídos são recuperados lentamente, faltam vagas, as chacinas e mortes por encomenda para fortalecer as facções criminosas ocorrem frequentemente, quando ocorrem fugas em massa ou de pequenos grupos de detentos eles nunca são recapturados em igual número de fugitivos.
A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social já é ocupada pelo quarto secretário em dois anos e meio de governo. Nunca foram realizadas tantas promoções na PM e progressões funcionais na Polícia Civil quanto no atual governo, mas os vencimentos são pagos com atraso, as perspectivas são mínimas, os “bicos” são mais atrativos do que as diárias operacionais; a prestação de serviço de vigilância privada em viaturas oficiais e por policiais militares é algo comum em bares, restaurantes, padarias; o transporte de valores das empresas menores até os bancos é realizada por policiais civis à luz do sol no bairro do Alecrim, em Natal.
O desastre na segurança pública é comentado em grupos e redes sociais como algo sem solução, sem fim, que só cresce. Isso afeta o governo e impacta a sociedade de forma negativa. As causas e consequências da insegurança são muitas e conhecidas. As soluções apontadas não atendem aos desafios. Falta unidade de ação das polícias, o comando não parece fazer cumprir suas diretrizes, faltam lideranças visíveis, planejamento e efetividade nas operações, no combate e na prevenção de crimes.

Onde estar o ronda cidadã, que o governdor na campanha prometeu implantar em todos os bairros de Natal . Que tanto falou que seria o gvernador da segurança.
Estamos assustando com tanta violência no Brasil, especificamente em Natal aonde moramos, não adianta colocar a culpa no governador, no prefeito ou na polícia, a culpa primeiramente é do povo, que elege políticos comprometidos somente com o enriquecimento ilícito em troca de um cargo, um medicamento ou até mesmo de 50,00 reais. O sargento que foi morto antes de ontem foi baleado por um bandido que já havia sido condenado, inclusive estava usando tornozeleira eletrônica, ou seja, culpa do código penal, a policia brinca de gato e rato, prende e o juiz solta. A solução está longe, tem de se mudar o código penal, endurecer a lei e fazer cumprir mas para isso é preciso investir bilhões em penitenciárias seguras, tem de se mudar a cabeça dos juízes que na hora de interpretar uma lei sempre interpretam contra o cidadão e a favor do bandido, ou seja, a solução é quase impossível, quem puder sair do Brasil que saia.
O investimento na área de segurança será em câmera para monitoramento??? Será realmente um desastre pois se bandido tivesse medo de filmagem ou foto, não seriam presos, pois lá fica registrada a sua entrada, na cadeia. Acordem, vamos deixar de hipocrisia, não temos segurança.
Aliado a tudo isso temos um Código Penal caduco e ultrapassado cujas penas são brandas e os condenados com pouco tempo de pena passam para o regime semi aberto e voltam a criminalidade (isso se comprova pelos prisões efetuadas com elementos portanto a tornozeleura eletronica). A segurança pública não é mais um problema limitado aos Estados e sim de toda uma Nação . É preciso medidas urgentes do Congresso Nacional e da Presidência da República para amenizar a situação. Perderam totalmente o controle da situação.
A segurança pública infelizmente NÃO é prioridade no Brasil, e o maior exemplo é o desinteresse dos parlamentares em fazer uma profunda reforma no Código Penal.
A única coisa que motiva os políticos, e isso os faz trabalhar com rapidez e foco, é retirar direitos duramente conquistados ao longo de décadas dos trabalhadores, em benefício dos tubarões que patrocinam seus interesses.
E isto independentemente de partidos ou ideologias, que por sinal não existem neste País.
A grande preocupação é que o atual governador se diz um estudioso do tema, a tempos estuda sobre segurança pública e tá do jeito que está, imagine quando entra um governador leigo. A onde vamos chegar? Tá difícil BG.