Política

Eleições municipais 2020: TSE contratou sem licitação o ‘supercomputador’ que atrasou apuração no domingo

Foto: TSE/Divulgação

 

O contrato do TSE com a Oracle do Brasil Sistemas, responsável pelo serviço, foi realizado com dispensa de licitação. Foi publicado no Diário Oficial da União no dia 25 de março deste ano, com o valor total de R$ 26,2 milhões.

Até agora, a Justiça Eleitoral brasileira empenhou R$ 19.564.473,36 em favor da filial brasileira da Oracle em 2020, segundo dados levantados pela BBC News Brasil usando a ferramenta Siga Brasil, do Senado Federal.

Não é possível dizer, porém, se todos os pagamentos se referem ao mesmo contrato, e nem qual a duração do contrato de R$ 26,2 milhões. O valor de R$ 19,5 milhões inclui empenhos feitos por tribunais regionais eleitorais de alguns Estados, embora a maior parte dos gastos seja do TSE.

No extrato publicado no Diário Oficial, o TSE cita um artigo da Lei de Licitações (de 1993) para justificar a dispensa da licitação. Segundo a norma, a compra ou contrato pode ser feito diretamente, sem licitação, quando só houver uma empresa apta a prestar aquele serviço. Outra hipótese é quando o governo precisa de serviços “de natureza singular, com profissionais ou empresas de notória especialização”.

Os “supercomputadores” fornecido pela Oracle ao TSE são do modelo Exadata X8 — são aparelhos com capacidade de processamento muito superior a um computador pessoal, e cujo tamanho é um pouco maior que o de uma geladeira ou freezer domésticos.

Contrato do TSE com a Oracle do Brasil Sistemas, responsável pelo serviço. Foto: Reprodução

O peso de cada aparelho varia de 915 a 400 quilos, conforme o manual do produto.

Segundo um profissional da área de tecnologia da informação consultado pela BBC News Brasil, o termo “supercomputador” não é mais usado — hoje, os especialistas da área se referem a este tipo de dispositivo como um serviço dedicado de datacenter.

Falar em “supercomputador” deve ter sido uma forma didática encontrada pela equipe de tecnologia do Tribunal para diferenciar o aparelho de um computador doméstico, diz o profissional, sob condição de anonimato.

Questionado sobre o assunto pela reportagem da BBC News Brasil na noite de domingo (15/11), o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Dutra Janino, disse que o funcionamento do “supercomputador” era de responsabilidade da Oracle.

Ele disse ainda que não se tratava de uma terceirização, e sim de um contrato de prestação de serviço.

“Esse computador é instalado por meio de um serviço. Ele faz justamente esse papel da nuvem computacional. Ou seja, é um supercomputador, que ele é contratado (por meio de) uma empresa, essa empresa é a Oracle; ela instala esse computador e mantém ele em funcionamento. É um serviço justamente, não é uma aquisição. Portanto, a manutenção, a conservação, o suporte, o bom funcionamento do equipamento é de responsabilidade da empresa”, disse ele.

A reportagem da BBC News Brasil procurou tanto a Oracle quanto o Tribunal Superior Eleitoral para comentários na tarde desta segunda-feira (16/11). A empresa disse que não iria comentar o assunto; o tribunal não respondeu ao pedido de informações.

A princípio, não há qualquer irregularidade ou ilegalidade no contrato entre a Oracle e o tribunal.

TSE muda versões sobre ‘supercomputador’

Desde que a lentidão na apuração dos votos foi constatada, na noite de domingo, o TSE forneceu explicações divergentes para o problema.

De início, o ministro Luís Roberto Barroso disse que a lentidão tinha sido causada por uma falha em um dos núcleos de processadores da máquina. Também aventou a hipótese do atraso estar ligado a um “aumento das medidas de segurança” adotados pelo tribunal, que chegou a ser alvo de uma tentativa de ataque hacker na manhã de domingo (15/11).

“Houve um atraso na totalização dos resultados por força de um problema técnico que foi exatamente o seguinte: um dos núcleos de processadores do supercomputador que processa a totalização falhou e foi preciso repará-lo”, disse ele na noite de domingo (15/11).

Já na tarde desta segunda-feira (16/11), o TSE passou a culpar a pandemia do novo coronavírus pela lentidão. Segundo o secretário Giuseppe Janino, o avanço da doença atrasou a entrega do equipamento de março para agosto, impedindo que o equipamento fosse preparado corretamente.

De acordo com Janino, apenas dois dos cinco testes previstos foram feitos no equipamento, já com as configurações de software para uso na eleição. Os outros três testes foram realizados antes, em outros equipamentos.

O efeito prático disso é que o supercomputador demorou para “aprender” como contabilizar um grande volume de votos em um prazo curto, o que fez com que a contagem ficasse lenta e, até mesmo, travasse em alguns momentos.

Em entrevista a jornalistas na tarde desta segunda-feira (16/11), Barroso disse ainda o tribunal cometeu um erro de diagnóstico ao atribuir a falha a um problema em um dos núcleos do supercomputador.

Barroso voltou a minimizar os problemas enfrentados pelo TSE na noite de domingo. Ele frisou o fato de que os resultados das eleições estão corretos e são confiáveis — apesar da demora para serem liberados.

“O único impacto desse problema foi o atraso de pouco menos de três horas na divulgação dos resultados que foi feita ainda na noite do próprio dia da eleição. Poucos países do mundo conseguem realizar essa façanha”, disse o ministro.

Apuração centralizada em Brasília

Estas eleições foram as primeiras em que a totalização (isto é, a contagem) dos votos foi centralizada em Brasília — até então, a tarefa cabia aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) dos Estados, inclusive em eleições gerais. A única disputa cuja totalização era feita em Brasília era a de Presidente da República. Todas as outras ocorriam nos Estados.

Inicialmente, Barroso disse “não ter simpatia” pela mudança. Depois, voltou atrás e defendeu a centralização em Brasília — que seria uma recomendação da própria Polícia Federal, para aumentar a segurança do pleito.

“A centralização no TSE, que, na entrevista coletiva anterior eu observei que não tinha simpatia (…) foi uma recomendação da perícia da Polícia Federal, em nome de se prover maior segurança à totalização (…). Foi uma decisão técnica, decorrente de uma recomendação da PF. E embora eu tenha dito anteriormente que não tinha simpatia pela medida, eu também a teria tomado se tivesse sido sob a minha gestão, porque era a recomendação técnica de um relatório minucioso da Polícia Federal”, disse o presidente do TSE.

Instabilidade e ataque hacker

Além da lentidão na apuração, a Justiça Eleitoral também enfrentou outros problemas relacionados à tecnologia da informação durante as eleições municipais deste ano.

O aplicativo de celular e-Título ficou instável durante o dia, e esteve indisponível para pessoas que tentaram usar a ferramenta para justificar o voto, por exemplo.

“Desculpe! Algo saiu errado com sua solicitação. Pedimos a gentileza de tentar acessar este serviço dentro de alguns minutos. Caso o problema persista, verifique sua conexão com a Internet”, dizia a mensagem de erro do aplicativo.

Finalmente, o atraso na apuração se refletiu na liberação dos dados no Repositório do TSE, onde são disponibilizados os dados completos das eleições. Neste caso, as informações só começaram a ser liberadas por volta das 14h desta segunda-feira (16/11).

Durante o domingo, o tribunal também foi alvo de um ataque hacker do tipo DDoS, no qual um grande número de tentativas de acesso são feitas simultaneamente, com o objetivo de derrubar um determinado site ou serviço. O ataque, no entanto, foi debelado pelo TSE com a ajuda de empresas de telefonia.

Segundo a área de tecnologia do TSE, chegou a ocorrer 436 mil tentativas de conexões por segundo ao sistema da Corte, disparadas de Brasil, Estados Unidos e Nova Zelândia.

Em outra ação, um grupo vazou na manhã de domingo (15/11) dados antigos que tinham sido roubados do tribunal, de modo a fazer parecer que os sistemas da Justiça Eleitoral tinham sido corrompidos no dia da eleição — o que não aconteceu.

“Ao mesmo tempo em que esses dados foram vazados, milícias digitais entraram imediatamente em ação tentando desacreditar o sistema. Há suspeitas de articulação de grupos extremistas que se empenham em desacreditar as instituições”, disse Barroso nesta segunda-feira.

BBC

Opinião dos leitores

  1. Se fosse o JB que contratasse sem licitação, seria pau nele até 2026,.
    Mas como é o TSE , pode.

  2. Se tivesse botado meu pc velhinho e uma planilha do excel tinha dado o resultado mais cedo.

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Polícia

Com tíbia fraturada, Cabo Deyvison segue internado no Hospital da PM com bala alojada na perna

Foto: Reprodução

O vereador de Mossoró Cabo Deyvison (PL), vítima de um atentado em frente a uma UPA da cidade na noite dessa segunda-feira (15), foi atingido com dois disparos na perna. Segundo o comandante da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, coronel Alarico Azevedo, uma das balas ficou alojada.

O vereador, que fraturou a tíbia, foi transferido do Hospital Regional Tarcísio Maia para o Hospital da Polícia Militar, também em Mossoró. Ele permanecia internado na manhã desta terça-feira (16) e tinha estado de saúde estável.

A área da unidade de saúde foi isolada pela Polícia Militar para o trabalho da perícia. Marcas de tiros ficaram na entrada do prédio. A Polícia Civil investiga a autoria e a motivação do ataque.

O ataque contra o vereador Cabo Deyvison (PL), de 37 anos, ocorreu por volta das 22h, enquanto o parlamentar aguardava do lado de fora da UPA de Mossoró, acompanhando uma mulher e uma criança que havia sido mordida por um cachorro.

Dois homens, suspeitos de atirar contra o vereador de Mossoró (RN) Cabo Deyvison (PL) e um assessor dele, foram presos na tarde desta terça-feira (16) no município de Beberibe, no Ceará, a cerca de 160 quilômetros do local do crime.

Com informações do G1

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Geral

“PACOTE DE MIMOS”: PF diz que Vorcaro bancou roupas, viagens e jantares para Ciro Nogueira em NY e na França

PF aponta que Daniel Vorcaro pagou "pacote de mimos" ao senador Ciro Nogueira

Fotos: Reprodução/Polícia Federal

Relatório da Polícia Federal (PF) detalha a relação do senador Ciro Nogueira (PP) com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. No documento revelado nesta terça-feira (16/6), a corporação demonstra que o banqueiro pagou jantares e roupas do senador em viagens internacionais, inclusive para Nova York e França.

No relatório, os investigadores apontam que a relação entre Ciro e Vorcaro ultrapassava o vínculo de amizade, mas tinha como objetivo “funcional e instrumental, estruturada a partir da convergência de interesses ilícitos“. Nesse sentido, de acordo com a PF, o banqueiro seria responsável por fornecer um “pacote completo de mimos” para Ciro, em troca de favorecimento político do senador.

“As vantagens indevidas, in natura, pagas por Daniel Vorcaro ao senador Ciro Nogueira não se encerravam apenas no custeio de voos em jatos privados, porquanto alguns voos eram, na verdade, parte de um pacote completo de “mimos” realizados por Daniel Vorcaro ao mencionado parlamentar”, diz a PF.

Entre os referidos “mimos”, a Polícia Federal cita o pagamento de despesas pessoais, como contas em restaurantes, suítes de luxo em hotéis de alto padrão e, até, gastos com roupas que deveriam ser utilizadas pelo parlamentar em viagens internacionais.

“O montante efetivamente pago por Daniel Vorcaro ao senador Ciro Nogueira em despesas de viagens internacionais, incluindo o uso de jatos particulares, hotéis de luxo, restaurantes, entre outros itens, ainda está em apuração, mas supera, com facilidade, a quantia de R$ 500.000,00, num cálculo extremamente conservador“, diz a PF.

Roupas, jantares e hospedagem

Em diálogos interceptados de 2024, Daniel Vorcaro procura pelo restaurante Gigi, de alto padrão na França. No diálogo, o responsável pelo estabelecimento afirma que “está à disposição para cuidar da conta e garantir que tudo esteja perfeito para o seu convidado”.

Em resposta, Daniel Bueno Vorcaro limitou-se a confirmar com um breve “Ok” e acrescentou a orientação: “Diga a ele que o principal convidado se chama Ciro“, diz a PF. A conta no restaurante chegou a US$ 1.981,12 — cerca de R$ 10 mil na cotação atual do dólar.

Vorcaro também teria custeado a suíte do tipo Royal, no luxuoso hotel Park Hyatt New York, nos Estados Unidos, para Ciro. Somente a suíte teria custado US$ 47.779,80 — cerca de R$ 242,5 mil na cotação atual da moeda.

O banqueiro teria bancado uma viagem de Ciro Nogueira a um evento em Lisboa, em Portugal. O custo foi de R$ 91,2 mil para o dono do Master.

As investigações também detalham que Vorcaro arcou com os custos do senador e de Flávia Roberta Rosalen em Couchevel, luxuosa estação de ski localizada nos Alpes Franceses. Os custos com essa viagem, de acordo com a PF, ultrapassam o valor R$ 1,8 milhão. Em um dos restaurantes, o chamado La Soucope, a conta foi de R$ 63,6 mil. Em outro, a conta do casal paga por Vorcaro foi de R$ 58,1 mil.

Metrópoles

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Geral

Macaíba é contemplada com 100 unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida Rural

Imagem: Tom Alcântara

A Prefeitura de Macaíba, por meio da Secretaria de Trabalho, Habitação e Assistência Social (Semthas), tem a alegria de compartilhar mais uma conquista para a população macaibense. O município recebeu nesta terça-feira (15) a aprovação no Programa Minha Casa, Minha Vida Rural, que irá viabilizar a construção de 100 moradias, por meio do Instituto de Desenvolvimento Habitacional de Interesse Social. Em face do período eleitoral, os próximos passos, como definição de locais e cadastro prévio dos beneficiários, serão lançados pelo Governo Federal após o pleito de outubro.

Macaíba foi selecionada pelo Ministério das Cidades e está entre os 16 municípios do Rio Grande do Norte contemplados pelo programa. O prefeito Emídio Júnior destacou que, até agora, a cidade foi aprovada em todos os editais e projetos habitacionais lançados pelo Governo Federal. “Isso é resultado do compromisso da nossa gestão com o acesso às políticas públicas, resultado do trabalho de uma equipe técnica e comprometida na Assistência Social”, afirmou o prefeito.

De acordo com o secretário da Semthas, Eriberto Freire, esta é uma importante conquista para Macaíba. “Essa conquista representa mais dignidade, segurança e qualidade de vida para as famílias da zona rural do nosso município, fortalecendo o direito à moradia adequada e promovendo o desenvolvimento social das comunidades do campo”, declarou.

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Geral

Varejo brasileiro registra queda de 1,5% nas vendas e tem pior abril desde 2020, período da pandemia de Covid-19, aponta IBGE

Foto: Acervo IBGE

A queda de 1,5% no comércio varejista brasileiro em abril ante março foi o pior resultado para esse período do ano desde 2020, quando as vendas encolheram 16,0% em meio ao choque da pandemia de covid-19.

Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatístico).

A perda sucede três meses de avanços consecutivos, que levaram o varejo a operar em patamar recorde em março deste ano.

Segundo Cristiano Santos, gerente da pesquisa do IBGE, o recuo de abril tem mais do que um efeito de base de comparação elevada

“O início do ano foi mais puxado por atividades que vendem bens que não são essenciais. Tem uma diferença de comportamento em relação ao consumo nesse mês de abril, que é a volta às atividades essenciais, como supermercados”, apontou o pesquisador.

Na passagem de março para abril, seis das oito atividades varejistas registraram perdas:

  • Combustíveis e lubrificantes (-6,2%);
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-4,6%);
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,5%);
  • Móveis e eletrodomésticos (-0,8%);
  • Tecidos, vestuário e calçados (-0,1%); e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,1%)

Houve expansão em Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,3%) e Livros, jornais, revistas e papelarias (1,1%).

No comércio varejista ampliado – que inclui veículos, material de construção e atacado alimentício -, as vendas caíram 0,7%. Veículos e motos, partes e peças registrou queda de 0,7%, e Material de construção encolheu 3,6%.

“Tem efeito base. É mais difícil continuar crescendo quando você já está no topo da série. Mas além disso tem outros sinais que são de certa maneira contraditórios, mas acabam puxando um pouco para baixo”, mencionou.

“Não há crescimento nem no crédito, nem no rendimento, nem no número de pessoas ocupadas

Santos confirmou ainda que a guerra dos Estados Unidos e Israel no Irã afeta o varejo brasileiro via preços dos combustíveis, que são usados para deflacionar a receita obtida por esse segmento varejista.

“Os preços subiram bastante em março, continuaram subindo e, abril, só que com menos intensidade”, lembrou.

“Essa influência dos preços lá fora não é direta e síncrona com movimento de preços no Brasil. E além de preços ainda tem a receita obtida”, ponderou.

O volume de vendas do varejo chegou a abril em patamar 10,9% acima do nível de fevereiro de 2020, no pré-pandemia. No varejo ampliado, as vendas operam 7,1% acima do pré-pandemia.

. Além disso tem o componente da inflação. (…) Quando você tem um rendimento menor fica mais difícil consumir mais. Além disso, o crédito à pessoa física também parou de crescer.”

Os segmentos de artigos farmacêuticos, supermercados, veículos, combustíveis e material de construção estão operando acima do patamar pré-crise sanitária. Por outro lado, equipamentos para informática e comunicação, outros artigos de uso pessoal e doméstico, móveis e eletrodomésticos, vestuário e calçados e livros e papelaria operam abaixo do nível pré-covid.

“Algumas atividades ainda estão bastante distantes lá de fevereiro de 2020. Dá para começar a imaginar que a estrutura de consumo mudou, o padrão de consumo mudou a ponto de essas atividades não conseguirem realizar essa receita como realizavam anteriormente.”

“Isso é muito claro em vestuário e calçados, e menos em outras atividades. Esse resultado tem a ver mais com uma mudança no padrão de consumo e que faz com que as pessoas optem por consumir outros tipos de produtos do que consumiam antes da pandemia”, afirmou Santos.

Questionado se o setor de vestuário estaria sofrendo com uma substituição por produtos importados via grandes plataformas, Santos consentiu. “Pode ser que seja, não tenho esse dado”, declarou.

Quanto ao novo patamar recorde de venda dos supermercados, alcançado em abril, Santos acredita que a atividade esteja sendo sustentada por famílias de renda mais restrita.

“Alimentos e bebidas voltam a ser foco das famílias que têm consumo restrito por outros condicionantes, como crédito e aumento do rendimento. Se tem menos pessoas ocupadas, elas vão optar pelo quê? Por itens mais essenciais, remédios e alimentos”, disse ele.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

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Projeto de Zenaide derruba MP do Trilhão, que livrou petroleiras de impostos por 25 anos e tirou dinheiro da saúde e da educação

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Além de cobrar do Senado a aprovação de sua Proposta de Emenda Constitucional (PEC 79/2019) que derruba drasticamente os juros “extorsivos” de mais de 400% praticados por bancos sobre empréstimos/cartão de crédito/cheque especial; de denunciar que o sistema financeiro fica com quase metade do Orçamento Geral da União todo ano; e de ter sido voz única a barrar a aprovação de um projeto de perdão de dívidas que devolvia aos cofres de grandes empresas pelo menos R$ 20 bilhões em impostos devidos ao governo, a senadora Zenaide Maia (PSD-RN) enfrentou sozinha, no Senado, outro “vespeiro” ao atacar privilégios da elite econômica.

Ela entrou com um projeto de lei (PL 1.115/2021) para derrubar a chamada “MP do Trilhão”, que livrou petroleiras de pagar impostos ou os reduziu por 25 anos no Brasil, retirando recursos essenciais para investimento público em áreas como saúde, educação, segurança, programas sociais e obras de infraestrutura no Rio Grande do Norte e em todo o país.

As estimativas de perda de arrecadação dos cofres públicos nacionais com essas isenções eram da ordem de R$ 1 trilhão de reais apenas nos primeiros dez anos.

“Liberar empresas de pagar uma série de impostos por 25 anos no Brasil é um acinte! Adivinhem quem está pagando a conta? Todos os brasileiros, todas as pessoas que teriam saúde, escola, segurança, rua calçada, remédio, emprego, porque o dinheiro devido como imposto para custear esses direitos ficou no bolso das petroleiras que conseguiram este privilégio”, protestou a senadora.

Opinião dos leitores

  1. Quer dizer então que, quanto mais se arrecada de impostos, teremos mais saúde, escola, segurança, rua calçada, remédio, emprego…??? kkkkkkkkkkkkkkk, esse discurso só no RN dos eleitores jumentos mesmo…kkkkkkkkk

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Dois homens são presos em Fortaleza, suspeitos de envolvimento no atentado contra o Cabo Deyvison em Mossoró

Foto: reprodução/Via Certa Natal

Dois homens foram presos suspeitos de participação no atentado contra o vereador Cabo Deyvison, que causou a morte do assessor Alyson Dyego. Eles foram detidos ao chegar em Fortaleza, segundo informações do Via Certa Natal.

A operação que prendeu os indivíduos contou com atuação conjunta de equipes do COTAR, BEPI, Polícia Militar, Guarda Municipal e Polícia Civil, que seguem em diligências na região de Mossoró para localizar outros envolvidos.

foram identificados como José Antônio da Costa e Vinícius Gabriel. A investigação continua em andamento, e novas prisões não estão descartadas.

Opinião dos leitores

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Ipanguaçu: Prefeito Jefferson Santos declara apoio a Álvaro Dias e fortalece pré-candidatura no Vale do Açu

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu nesta terça-feira mais um importante apoio à sua pré-candidatura ao Governo do Estado. Durante reunião com lideranças políticas e comunitárias de Ipanguaçu, na região do Vale do Açu, Álvaro recebeu o apoio do prefeito Jefferson Santos, consolidando o crescimento de seu projeto político em uma das regiões mais estratégicas do interior potiguar.

O encontro contou com a presença do vice-prefeito Thales Marinho, do presidente da Câmara Municipal, Josimar Lopes, do ex-prefeito José de Deus, do vereador licenciado Braúlio, dos vereadores Tuanny de Francinaldo, Batista Bertoldo e Ray das Pedrinhas, além de suplentes de vereador, lideranças da zona rural do município e do pré-candidato a vice-governador, Babá Pereira.

Ao lado de seu grupo político, o prefeito Jefferson Santos reafirmou apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias, fortalecendo a presença do ex-prefeito de Natal no Vale do Açu e ampliando a adesão de lideranças municipais ao seu projeto para o Rio Grande do Norte.

Durante o encontro, Álvaro destacou a importância das visitas aos municípios para a construção de um plano de governo alinhado às necessidades reais da população.

“Estamos percorrendo o Rio Grande do Norte para ouvir os prefeitos, as lideranças e a população. Essa escuta é fundamental para fortalecer nosso plano de governo e construir propostas em sintonia com a realidade de cada município e de cada região do estado”, afirmou.

Álvaro também elogiou a gestão do prefeito Jefferson Santos e demonstrou confiança no apoio da população de Ipanguaçu.

“Vamos contar com uma grande votação em Ipanguaçu. O prefeito Jefferson Santos realiza uma grande administração e tem contribuído para o desenvolvimento do município”, destacou.

Na área da saúde, o pré-candidato defendeu a regionalização do atendimento e investimentos estruturantes nos hospitais do interior.

“Precisamos resolver os problemas da saúde no Rio Grande do Norte. O atendimento regional precisa se tornar realidade e prioridade. Chega de grandes deslocamentos de pacientes em busca de atendimento. Vamos investir nos hospitais regionais, equipá-los adequadamente e garantir especialistas como cardiologistas, neurocirurgiões e outros profissionais essenciais, além de equipamentos modernos que proporcionem diagnósticos mais rápidos e eficientes”, afirmou.

Álvaro também ressaltou a experiência acumulada durante sua gestão à frente da Prefeitura de Natal.

“Nós transformamos Natal. Encerramos nossa gestão com 65% de aprovação popular. Se conseguimos realizar tantas mudanças na capital, também temos condições de promover a transformação que o Rio Grande do Norte precisa”, declarou.

A adesão do grupo político liderado pelo prefeito Jefferson Santos representa mais um importante reforço à pré-candidatura de Álvaro Dias no Vale do Açu e evidencia o crescimento de seu projeto político em diversas regiões do estado.

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Geral

“Cirurgias bariátricas tiveram uma queda de 25% em um ano no Brasil com o avanço das canetas emagrecedoras”, diz presidente de sociedade médica

Fotos: Edilson Dantas / O Globo – George Frey / Bloomberg – Cydni Elledge / The New York Times

As canetas emagrecedoras estão transformando o tratamento da obesidade e já impactam a procura por cirurgias bariátricas. Para o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Juliano Canavarros, os medicamentos não devem substituir a cirurgia, mas atuar de forma complementar. Segundo ele, pacientes com obesidade leve e moderada têm obtido bons resultados com as canetas, reduzindo a necessidade de operação.

Questionado pela reportagem de O Globo sobre o impacto da expansão das canetas emagrecedoras nas bariátricas, Canavarros disse: “Isso já é um fato, houve uma redução. Temos diferenças muito grandes pelo Brasil, mas estimamos uma diminuição de em média 25% na procura no ano passado. O que é normal, porque a caneta é uma nova modalidade terapêutica que está se encaixando dentro do escalonamento que fazemos na escolha dos melhores tratamentos para cada paciente de uma doença crônica que é a obesidade.”

No Brasil, a redução foi de 18% considerando somente e rede privada em 2024, segundo a ANS. Nos Estados Unidos, um estudo apontou queda de 34,1% nas cirurgias entre 2022 e 2024, enquanto o uso desses medicamentos cresceu mais de 140%.

Casos mais graves continuam sendo candidatos à bariátrica, considerada mais potente e duradoura no longo prazo. Além disso, entre 5% e 10% dos pacientes abandonam os medicamentos por efeitos colaterais ou falta de eficácia.

Canavarros destaca que a combinação entre cirurgia e tratamento medicamentoso já é uma realidade, tanto para preparar pacientes antes da operação quanto para evitar o reganho de peso após a bariátrica.

Apesar dos avanços, o acesso à cirurgia ainda é limitado, principalmente no SUS, onde há longas filas de espera. Para o especialista, o desafio passa por ampliar a estrutura de atendimento e atualizar as diretrizes de tratamento da obesidade no sistema público.

Ele também afirma que as técnicas cirúrgicas evoluíram significativamente, tornando o procedimento mais seguro e com índices de complicações cada vez menores.

Com informações de O Globo

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Geral

“Isso não é criminalidade comum. Isso é terrorismo”, diz Flávio Bolsonaro sobre atentado sofrido pelo vereador Cabo Deyvison em Mossoró

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro manifestou solidariedade ao vereador Cabo Deyvison após o atentado ocorrido em Mossoró, no Rio Grande do Norte. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar desejou pronta recuperação ao vereador e prestou condolências aos familiares e amigos de Allysson Diego, assessor que morreu no ataque.

“Isso não é criminalidade comum. Isso é terrorismo”, escreveu Flávio em publicação no X, classificando o atentado como um ato de terrorismo e defendendo que grupos criminosos envolvidos com o tráfico de drogas sejam oficialmente enquadrados como organizações terroristas.

O pré-candidato à Presidência destacou ainda que a utilização de um fuzil calibre 5.56 durante a ação demonstra o elevado poder de fogo das facções criminosas. Flávio ressaltou que essas organizações operam com estrutura semelhante à militar, exercendo domínio territorial e promovendo ataques planejados contra adversários.

Flávio Bolsonaro argumentou também  que o Estado brasileiro precisa adotar uma postura mais rígida no combate a esses grupos. Na avaliação dele, enquanto as facções forem tratadas apenas como um problema convencional de segurança pública, continuarão ampliando sua capacidade de intimidação e violência.

O atentado contra Cabo Deyvison segue sob investigação das autoridades, que trabalham para identificar os responsáveis e esclarecer a motivação do crime.

Opinião dos leitores

  1. BGzinho o dia todo falando do atentado…não que, não tenha importância, mas é as 3 pesquisas de Lula dando lapada no teu líder, vai falar nada?!

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Geral

Moraes dá 24 horas para defesa de Bolsonaro explicar sobre arma de fogo de propriedade do ex-presidente apreendida com um segurança em blitz da PMDF

Foto: Fellipe Sampaio/STF | Ton Molina/STF

O ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta terça-feira (16) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro preste esclarecimento em 24 horas sobre uma arma de fogo de propriedade do ex-presidente apreendida em uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

O episódio ocorreu na noite desta segunda (15), por volta das 23h30, quando policiais relataram ter abordado um militar em um Honda Civic em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, região de Taguatinga, no Distrito Federal.

O veículo era conduzido por um servidor identificado como Estácio Leite da Silva Filho, que atua na segurança do ex-presidente.

De acordo com a ocorrência, o militar se apresentou como integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República e afirmou que estaria levando a arma para reparo e que, no dia seguinte, devolveria à casa do ex-presidente.

Ainda segundo boletim, inicialmente, quando os policiais militares avistaram a pistola Glock 9mm no assoalho do carro, o condutor afirmou que o armamento estava registrado em sua carteira funcional, mas a fiscalização constatou que não havia registro.

Apenas em um segundo momento, ele teria admitido que a arma pertencia a Bolsonaro. A propriedade da arma foi confirmada por meio de consulta ao sistema Sigma do Exército Brasileiro.

Bolsonaro cumpre atualmente uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde o dia 24 de março deste ano, ele está sob prisão domiciliar humanitária, autorizada por Moraes por um prazo inicial de 90 dias, para que o ex-presidente se recupere de uma broncopneumonia.

Em nota, a Polícia Militar afirmou que o homem estava com duas armas, uma institucional e outra que estava sem a documentação no local. Por não estar com o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), a conduta foi considerada, pela Polícia Civil, como irregular, conforme a Lei 10826/2003.

g1-RN

Opinião dos leitores

  1. Se a arma fosse de um bandido pertencente a qualquer facção PT, PCC, CV, PC do B, PSOL, MST teria passado numa boa…

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