Judiciário

Hacker da Lava-Jato fecha acordo de delação com a PF e promete revelar segredos; acusado de invadir celulares de autoridades conta que há outros envolvidos no esquema

DELAÇÃO – Luiz Henrique Molição: pistas que podem revelar uma cadeia de comando (./.) – Divulgação

O estudante Luiz Henrique Molição ocupava uma posição secundária na quadrilha de hackers que invadiu os celulares e capturou mensagens trocadas pelos procuradores da Operação Lava-Jato. A tarefa dele era intermediar os contatos entre os criminosos e o jornalista Glenn Greenwald, editor do site The Intercept Brasil, que recebeu e divulgou em parceria com vários veículos de imprensa, inclusive VEJA, diálogos flagrantemente impróprios entre os integrantes da força-­tarefa de Curitiba. Preso há dois meses, Molição fechou na semana passada um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Em troca de benefícios, o estudante se comprometeu a revelar, entre outras coisas, o nome de mais três pessoas que teriam participado dos ataques virtuais, apresentar arquivos de conversas privadas de autoridades da República que estariam armazenadas em servidores fora do país e entregar o aparelho celular que usava para se comunicar com os comparsas e repassar as mensagens roubadas.

A Polícia Federal vê a delação de Molição como o primeiro passo para avançar sobre uma das principais linhas de investigação. Desde que eclodiu o escândalo, os agentes desconfiam que, na retaguarda dos hackers, existe uma cadeia de comando que teria planejado e financiado as invasões dos celulares das autoridades, alguém ou algum grupo que tinha interesse em fulminar a Operação Lava-­Jato e fragilizar seus protagonistas. Resumindo, suspeita-se que haja um chefe. Durante o inquérito, foram localizadas mensagens trocadas entre os hackers que faziam referência a um tal “professor”. Em sua proposta de delação, Molição contou que o “professor” seria o mentor intelectual e financiador das ações do grupo. O estudante teria ouvido essa revelação da boca de Walter Delgatti Neto, o hacker que foi preso em São Paulo e confessou ser o responsável pela invasão dos celulares dos procuradores da Lava-Jato e de dezenas de autoridades. De acordo com o relato do delator, Delgatti comentou mais de uma vez que recebia instruções do “professor” sobre o que devia e o que não devia ser repassado ao Intercept Brasil.

Até então, na versão contada à polícia pelos criminosos o “professor” seria o apelido de Thiago Eliezer Martins, outro hacker da quadrilha que também está preso. Molição disse que o “professor” pode ser outra pessoa. No caso de o tal personagem de fato existir, a PF acredita que poderá identificá-lo com base nas informações armazenadas no celular do estudante. O aparelho, que estava escondido na casa da mãe dele no interior de São Paulo e já vem sendo analisado pelos peritos do Instituto Nacional de Criminalística, foi usado pelos hackers para trocar mensagens dentro do grupo. Molição informou que se encontram guardados no celular todos os diálogos entre ele e Walter Delgatti e entre ele e Glenn Greenwald. O conteúdo dessas conversas forneceria pistas sobre a identidade do tal “professor”.

Em cinco meses de investigação, a Polícia Federal prendeu Walter Delgatti, o Vermelho, suposto líder do esquema, e outras quatro pessoas acusadas de tentar invadir os aplicativos de mensagens de mais de oitenta autoridades da República. Colega de classe de Delgatti no curso de direito da Universidade de Ribeirão Preto, Luiz Henrique Molição entrou no esquema por ser bem informado sobre política e, principalmente, fluente em inglês. Segundo ele, Delgatti precisava de alguém para negociar com o americano Glenn Greenwald as conversas roubadas da Lava-Jato. Em seu primeiro depoimento após a prisão, o estudante disse que o grupo pretendia “vender as informações”, mas que o jornalista “teria se recusado a efetuar qualquer tipo de pagamento em troca de conteúdo”. Ao quebrarem o sigilo bancário dos envolvidos, porém, os investigadores identificaram uma série de transações bancárias que reforçaram a suspeita de que alguém pode ter financiado a operação.

O material obtido pelos hackers tem potencial explosivo e, portanto, alto valor no mercado — e não só em relação à Lava-Jato. A polícia descobriu que os criminosos tentaram — e, em alguns casos, conseguiram — ter acesso a diversos diálogos de autoridades de todos os poderes. Na lista de vítimas dos invasores estão ministros do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. No Poder Executivo, o presidente da República, Jair Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o chefe do Estado-­Maior do Exército e ex-interventor na segurança pública do Rio de Janeiro, general Braga Netto, também foram alvo de tentativas de invasão. No Congresso, a lista é extensa — do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Para provar que tinha acesso às contas de aplicativos de autoridades e tentar fazer dinheiro junto a eventuais interessados em pagar pelas informações, Delgatti enviava cópias de mensagens roubadas ou imagens dos celulares mostrando que as contas de determinadas pessoas haviam sido capturadas. Foi assim que, em maio deste ano, o hacker entrou em contato com a ex-deputada federal Manuela d’Ávila, do PCdoB, para oferecer as mensagens dos procuradores da Lava-Jato. O material, prometeu ele, resultaria na libertação do ex-presidente Lula. Delgatti também dizia ter acessado as contas de Eduardo e Carlos Bolsonaro, filhos do presidente. Manuela se interessou e promoveu a aproximação do criminoso com o jornalista. Nesse hiato entre o oferecimento e a entrega do material, Molição entrou em cena.

Por ser monoglota, Delgatti teria desistido de intermediar ele mesmo os contatos com Greenwald. Por isso, repassava a Molição, pelo celular agora em poder da PF, as orientações sobre o que devia ser negociado. Foi em algumas dessas conversas que o estudante teria ouvido o comparsa mencionar o “professor”, o que ele entendeu como uma referência a alguém que operava em escala hierárquica superior. A suspeita sobre a existência de um comando acima dos hackers presos já havia ganhado força quando se soube que, logo após as primeiras prisões, diversos advogados, alguns ligados a partidos políticos e outros a escritórios caros e famosos, se apresentaram para defender os criminosos. Tão logo Delgatti foi apanhado, Molição escreveu a Greenwald: “O menino foi preso”. Pouco tempo depois, ele recebeu um e-mail em uma conta que havia sido criada pelo grupo para burlar possíveis interceptações da polícia: “Você deve saber quem eu sou. Eu ajudava o garoto”. No fim da mensagem, havia a informação de que os advogados dariam “assistência a Walter (Delgatti)”. Molição não sabe quem foi o remetente. Cerca de um mês após a prisão de Delgatti, porém, ele também recebeu uma ligação de Brasília. Apavorado, não atendeu. Em seguida, chegou uma mensagem de WhatsApp de uma pessoa que se apresentava como advogado do Delgatti e que queria saber detalhes de um veículo do hacker preso. A família de Molição foi procurada no interior de São Paulo por supostos advogados que ofereciam seus serviços.

Veja

 

Opinião dos leitores

  1. Agora a porca vai torcer o rabo, quero só vê quem são os malas por trás desse inocente, garanto que não tem um do Psol nem dos PTralhas. Kkkkk

  2. Pronto. Vamos agora saber se Gilmar Mendes, Lewandowisk e outros Ministos do STF vão aceitar as conversas de Ministros do próprio STF como válidas . Agora eu quero ver se suas excelências serão independente como dizem ser.

  3. Com certeza, a conta amigo abasteceu os bolsos desse bandidos hackers, e a jeane wilas e a Manuela foram os coordenadores, com muito sexo e sapupara. Aguardemos!

  4. Hummmm, o que será que ele vai contar sobre o Verdevaldo, hein? "Eu non estar citada na delaçon! Eu non ter feito nada errada! kkkkkkkkkkkkkkkkkk

    1. BG
      Esse Americano tem que ir pra trás das grades, cometeu crime e vive zombando do nosso País, para não gerar despesas deporta ele para os EUA, que lá ele tem contas a acertar com a justiça.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Caravana 22 percorre o Seridó e encerra agenda com grande carreata em Currais Novos


Foto: Divulgação/Campanha Álvaro Dias

A Caravana 22 percorreu nesta terça-feira (22) municípios do Seridó em uma agenda marcada por carreatas, encontros com lideranças e contato direto com a população. O roteiro passou por São José do Seridó, Parelhas e Acari e terminou em Currais Novos, onde uma grande carreata movimentou a cidade e reuniu moradores, apoiadores e lideranças em torno da candidatura de Álvaro Dias (PL) ao Governo do Rio Grande do Norte.

Ao lado de Álvaro, o candidato ao Senado Coronel Hélio participou da mobilização, que reuniu lideranças de diferentes municípios. Entre elas, o vice-prefeito de São José do Seridó, Ricardo Medeiros; o prefeito de Acari, Fernandinho; a prefeita de Jardim do Seridó, Silvana de Lalá; o ex-prefeito de Timbaúba dos Batistas, Chilon Batista; e os ex-prefeitos Dr. Antônio Petronilo e Alexandre Petronilo, de Parelhas, e Roberto Germano, de Caicó. Também acompanharam a Caravana os candidatos a deputado estadual Expedito Ferreira, Bibi Costa e Coronel Azevedo; o deputado estadual e candidato à reeleição Adjuto Dias; e os candidatos a deputado federal Coronel Brilhante, General Girão e Sargento Gonçalves.

Em São José do Seridó, Álvaro também visitou fábricas de bonés e vestuário e oficinas de costura. Em Acari, percorreu a cidade ao lado do prefeito Fernandinho e do ex-prefeito Isaías Cabral. Em Parelhas, a caravana reuniu apoiadores e lideranças políticas locais.

A agenda terminou em Currais Novos, onde uma grande carreata percorreu as principais vias da cidade. Participaram ainda o ex-prefeito Zé Lins, o advogado Carlson Gomes e o prefeito de Lagoa Nova, Iranildo Aciole e apoiadores.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

TSE manda Lula retirar do ar vídeo gravado no Alvorada sobre o caso Banco Master


Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou em caráter liminar que a chapa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice Geraldo Alckmin (PSB) remova das redes sociais, no prazo de 24 horas, um vídeo gravado no Palácio da Alvorada no qual Lula aborda o caso do Banco Master.

A decisão atende a uma representação apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), opositor na corrida presidencial. A acusação aponta conduta vedada pela legislação eleitoral, devido ao suposto uso de bem público em favor de uma candidatura, conforme o artigo 73 da Lei das Eleições.

Gravado em 3 de setembro, o conteúdo foi veiculado no YouTube, Instagram, Facebook e X, canais devidamente informados à Justiça Eleitoral como oficiais da campanha petista.

Embora a regulamentação do TSE permita que detentores de mandatos executivos utilizem dependências de residências oficiais para fins eleitorais, a norma estabelece exigências rígidas, como a manutenção de um ambiente neutro e desprovido de símbolos associados ao cargo.

No entendimento do ministro Nunes Marques, a gravação não cumpriu essas exigências. O magistrado apontou que as imagens exibem Lula tendo ao fundo a bandeira nacional, o estandarte presidencial e outros elementos institucionais característicos da Presidência da República.

Além de ordenar a exclusão nas redes sociais, o ministro proibiu a veiculação do vídeo de forma integral ou em trechos no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão, cujos responsáveis pelas plataformas também foram intimados a cumprir a remoção. Lula e Geraldo Alckmin disporão de cinco dias para apresentar defesa formal após a citação.

Com informações da CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

TRE-DF revoga suspensão e autoriza Michelle a usar imagem de Jair Bolsonaro na propaganda eleitoral


Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O juiz auxiliar Rafael Moreira Mota, do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), revogou nesta terça-feira (22) a decisão liminar que havia suspendido a propaganda eleitoral da candidata ao Senado Michelle Bolsonaro (PL). A peça publicitária continha referências e imagens de seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Com a nova determinação, o magistrado julgou improcedente a representação ajuizada pela também candidata ao Senado Erika Kokay (PT). Na avaliação do juiz, as falas contidas no material foram proferidas pela própria candidata, sem indícios de que ela estaria atuando como pessoa interposta de Jair Bolsonaro.

A defesa de Michelle recorreu da medida inicial argumentando que restrições penais impostas ao ex-presidente não podem ser estendidas de forma automática a terceiros, sob pena de violação à liberdade de expressão.

Na decisão, o magistrado destacou que o trecho citado na propaganda possui caráter político, mas não apresenta conotação eleitoral indisfarçável ou elementos temporais precisos em relação às medidas cautelares do Supremo Tribunal Federal (STF).

A representação apresentada por Erika Kokay sustentava que a propaganda buscava realizar transferência de votos e apelo eleitoral irregular, violando restrições impostas pelo STF a manifestações políticas de Bolsonaro.

Em resposta à polêmica e à suspensão anterior, Michelle divulgou um vídeo na segunda-feira (21) segurando uma foto do marido junto ao peito com o rosto oculto. “Hoje, ele está preso, isolado e com a voz silenciada. Como esposa, dói esconder o rosto do meu marido. Mas uma sentença não mudará o que vivemos juntos nem o que ele fez pelo país. Por mais que tentem apagar a nossa história, jamais conseguirão”, declarou a candidata ao Senado em postagem nas redes sociais.

Com informações do Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Lula gasta mais de R$ 3,2 milhões com hospedagem em menos de 48h para participar de Assembleia da ONU nos EUA


Foto: Reprodução/Diário do Poder

A passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU foi marcada por altos custos aos cofres públicos. Com uma agenda de duração inferior a 48 horas em solo norte-americano, as despesas relacionadas apenas à hospedagem da comitiva oficial já ultrapassam a marca de R$ 3,2 milhões. A informação foi divulgada pelo colunista Cláudio Humberto, do portal Diário do Poder

O tamanho da comitiva que acompanhou o presidente na viagem internacional também voltou a ser alvo de atenção e críticas, tendo inclusive repercutido na imprensa estrangeira e gerado constrangimentos entre diplomatas brasileiros.

De acordo com o colunista, o ‘exército de aspones’, a comitiva se dividiu em duas. Todos se refestelaram em dois dos mais exclusivos hotéis de Nova York, claro. Lula se isolou no Grand Hyatt New York, altíssimo padrão, conta paga por antecipação: R$2.217.655,99 por dois pernoites.

Cláudio Humberto revela que a a maior parte da comitiva ficou no Hotel Park Lane e disse que a ‘farra’ custou ao pagador de impostos R$1.014.867,56, afora os “extras”.

O staff de Lula ainda incomodou a cidade alugando cavaletes para bloquear o trânsito na porta do hotel: foram mais R$8,7 mil gastos.

Opinião dos leitores

  1. Homi tá pouco, depois desse DISCURSO na abertura lá na ONU merece 3 x 3,2 milhões ou seja: 9,6 milhões. LULA merece tudo 👏🏻👏🏻👏🏻

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

ATLAS/ESTADÃO: Cresce para 85% o número de brasileiros que veem envolvimento de ministros do STF no caso Banco Master, aponta pesquisa


Foto: Reprodução/STF

O impacto das investigações envolvendo o Banco Master refletiu diretamente na opinião pública sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). É o que aponta a mais recente pesquisa Atlas/Estadão, realizada entre os dias 17 e 21 de setembro. O levantamento revela um salto expressivo na parcela da população que defende o impeachment imediato de ministros da Corte e na percepção de envolvimento de magistrados no escândalo.

De acordo com os dados, 60,5% dos entrevistados defendem o afastamento imediato do ministro Dias Toffoli, um aumento expressivo em relação aos 49,3% registrados na pesquisa anterior, realizada em março. No caso do ministro Alexandre de Moraes, 49,8% apoiam a medida de forma imediata, enquanto outros 31,9% consideram que o impeachment só deveria ocorrer caso o envolvimento nas irregularidades seja formalmente comprovado.

Percepção de Envolvimento

O ceticismo da população em relação à Corte também registrou alta substancial. O índice de brasileiros que acreditam que ministros do STF tiveram envolvimento direto com o caso do Banco Master subiu de 66,1% em março para 85,1% na atual sondagem.

Em sentido oposto, o grupo dos que descartam qualquer tipo de ligação caiu de 14,9% para apenas 4,4%, ao passo que 10,5% dos participantes não souberam responder.

A pesquisa Atlas/Estadão ouviu 1.852 pessoas por meio de recrutamento digital aleatório, operando com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

AGORA DEU RUIM DE VERDADE: Advogado de Vorcaro diz que ex-banqueiro presenteou Lula com Whisky


Foto: Leco Viana/Estadão Conteúdo

Novas mensagens reveladas pelo jornal O Globo e confirmadas pela Jovem Pan indicam que o advogado Walfrido Warde, que integrava a equipe jurídica de Daniel Vorcaro, relatou ao ex-banqueiro que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria agradecido o recebido de um whisky e enviado um abraço. O Palácio do Planalto nega veementemente que Lula tenha recebido qualquer presente ou enviado recados ao então dono do Banco Master.

De acordo com os registros, o diálogo ocorreu em 22 de janeiro de 2025, logo após um encontro entre Warde e o presidente. Na mensagem enviada a Vorcaro, o advogado escreveu:”Querido, estive com o PR hoje. Ele me perguntou se você estava bem e mais tranquilo. Eu lhe disse que sim. Ele agradeceu mais uma vez o whisky e mandou um abraço. Outros detalhes eu conto pessoalmente.” O ex-banqueiro respondeu à mensagem apenas com um emoji de coração.

A troca de mensagens aconteceu 49 dias após a única reunião oficial entre Lula e Vorcaro no Palácio do Planalto, realizada em 4 de dezembro de 2024. Esse encontro anterior foi intermediado pelo ex-ministro Guido Mantega e contou com a presença do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e de Gabriel Galípolo, que na época havia sido indicado para a presidência do Banco Central.

Os registros também demonstram que as tentativas de aproximação entre Vorcaro e o alto escalão do governo vinham ocorrendo meses antes. Em 30 de abril de 2024, Warde enviou uma mensagem afirmando ter sido acionado por Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola e então chefe de gabinete do presidente. “Fala, Dani, tudo bem? Deixa eu te falar, acabei de receber uma ligação do Marcola, secretário pessoal do presidente, cobrando o teu e-mail. Manda para mim o e-mail sobre os assuntos que você gosta de falar… eu ajeito aqui e eu mesmo mando o e-mail.”

Na ocasião, o advogado detalhou que encaminharia a solicitação de reunião em nome de Vorcaro e que o assessor estaria aguardando o material para viabilizar o encontro.

O Posicionamento do Planalto

Em nota oficial, o Palácio do Planalto reiterou que Lula encontrou-se com Daniel Vorcaro em uma única oportunidade, no dia 4 de dezembro de 2024, de forma não agendada, após o banqueiro comparecer ao local acompanhado por Guido Mantega.

Segundo a Presidência, durante essa conversa, Vorcaro alegou ser vítima de perseguições, ao que Lula teria respondido que eventuais denúncias precisavam de análise estritamente técnica por parte do Banco Central. O governo reforçou que desconhece qualquer outra articulação relatada por Warde:

O Planalto afirma que o presidente não recebeu presentes, não enviou recados e tampouco comentou eventos promovidos pelo banqueiro. O governo destacou que foi na gestão atual que o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master e que o ex-banqueiro acabou preso pela Polícia Federal no decorrer das investigações.

Leia a nota na íntegra

“Conforme já amplamente noticiado, o presidente Lula encontrou-se uma única vez com Daniel Vorcaro, em 4 de dezembro de 2024. Vorcaro havia ido ao Palácio do Planalto acompanhado do ex-ministro Guido Mantega e o encontro com o presidente não estava previamente agendado. Da conversa também participaram o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e Gabriel Galípolo, então diretor de Política Monetária e atual presidente do Banco Central.

Na ocasião, Vorcaro afirmou sentir-se alvo de perseguições, e o presidente respondeu que eventuais denúncias deveriam ser analisadas tecnicamente pelo Banco Central.

Não houve nenhum outro contato entre o presidente e Daniel Vorcaro.

O presidente não tem conhecimento da suposta articulação, não recebeu presente e tampouco enviou recado ou comentou festas promovidas pelo banqueiro.

Cabe lembrar ainda que foi durante o atual governo que o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master e Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no âmbito das investigações sobre a instituição.

Com informações de O Globo e Jovem Pan

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

“PERSEGUIÇÃO POLÍTICA”: Cabo Deyvison comenta decisão do TRE-RN que cassou seu mandato a vereador de Mossoró

Foto: Câmara Municipal de Mossoró

O candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL) se manifestou nas redes sociais após o TRE-RN decidir, nesta terça-feira (22), cassar o mandato dele, por infidelidade partidária, a vereador de Mossoró.

“Não por corrupção. Não por desvio de dinheiro público. Não porque eu traí quem confiou em mim. O que eu fiz foi me recusar a abandonar minhas convicções para apoiar justamente quem eu sempre fiscalizei. Na minha avaliação, isso é perseguição política”, escreveu ele em postagem nas redes sociais.

Cabo Deyvison foi eleito pelo MDB, mas trocou o partido pelo PL após a antiga legenda passar a apoiar Allyson Bezerra (União Brasil) na disputa pelo Governo do Estado. Na Câmara Municipal de Mossoró, o vereador se destacou como um dos principais críticos e opositores à gestão de Allyson.

O agora vereador cassado destacou que a decisão do TRE “não significa, por si só, que eu esteja fora da disputa para deputado federal”.

Opinião dos leitores

  1. E enquanto isso o cabeça de ovo não pode nem ser investigado que rocambole dos infernos pede vista, para proteger a campanha de Lulis e os outros membros da quadrilha da toga!!!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Acidente

Corpos de cantor Rick e outras quatro vítimas chegam ao IML em SC

Reprodução

Os corpos dos cinco ocupantes do helicóptero que caiu em Urubici, na Serra de Santa Catarina, chegaram na noite desta terça-feira (22) ao Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis. Agora, eles passarão pelos exames periciais necessários.

Entre as vítimas estão o cantor Rick, da dupla Rick e Renner, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira. Ninguém sobreviveu.

Os corpos foram resgatados durante a tarde em uma área de mata fechada e de difícil acesso. A retirada precisou ser feita por via aérea, com o uso de cordas, devido ao terreno acidentado e à altitude da região.

Os destroços do helicóptero foram localizados na manhã desta terça-feira, após uma operação que mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar. A aeronave havia desaparecido na tarde de segunda-feira (21), depois de decolar de Porto Belo com destino a São Joaquim.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

PEGOS DE SURPRESA: Governo Lula não sabia que 14 países seguiriam Trump e classificariam PCC e CV como terroristas

 

O governo Lula foi surpreendido pela decisão de 14 países latino-americanos de acompanhar os Estados Unidos e classificar o PCC e o Comando Vermelho como grupos “narcoterroristas”. Segundo o UOL, nem o Palácio do Planalto nem o Itamaraty sabiam que as duas facções brasileiras seriam incluídas na lista de 24 organizações criminosas.

A decisão foi anunciada após uma reunião comandada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pelo secretário de Estado, Marco Rubio, nesta terça-feira (22), em Nova York. Lula e o chanceler Mauro Vieira não participaram do encontro, realizado depois que o presidente brasileiro e parte de sua comitiva já haviam deixado os EUA.

Diplomatas brasileiros reconheceram que a articulação de Trump conseguiu criar “certo isolamento do Brasil” na América Latina. “Mais uma para a conta”, afirmou um embaixador ao UOL, ao classificar o movimento como uma nova interferência americana às vésperas das eleições brasileiras. México e Uruguai também ficaram fora do grupo.

O acordo prevê congelamento de bens, restrições de vistos e responsabilização criminal de pessoas que ofereçam apoio material ou logístico às organizações. O governo brasileiro ainda analisa os efeitos jurídicos da medida. Lula rejeita a classificação das facções como terroristas e defende que o combate ao crime organizado seja feito por meio da cooperação entre os serviços de inteligência, sem interferência estrangeira.

Com informações do UOL

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

OPORTUNISMO: Lula leva eleição brasileira para discurso na ONU e fala em “democracia ou negacionismo”

FOTO: RICARDO STUCKERT

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou temas da política brasileira para seu discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), em Nova York. Na parte final da fala, mencionou diretamente as eleições de 4 de outubro e afirmou que os brasileiros terão de decidir entre “democracia e negacionismo”.

Antes de entrar no cenário eleitoral, Lula abordou temas internacionais como guerras, mudanças climáticas, inteligência artificial, desigualdade e a crise do multilateralismo. Também criticou o que classificou como interferência externa em processos eleitorais e defendeu a soberania dos países.

Ao tratar de questões brasileiras, o presidente defendeu o Pix, criticou pressões de empresas estrangeiras, falou sobre o combate ao crime organizado e voltou a criticar as tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Com informações de O Globo

Opinião dos leitores

  1. Estão querendo criar uma narrativa para, perdendo as eleições, dar o golpe. Mas o povo não vai aceitar.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *