Jornalismo

Entenda como a MP da Liberdade Econômica muda vida de empresa e trabalhador

Aprovada na Câmara dos Deputados, a MP (medida provisória) da Liberdade Econômica traz dispositivos que podem simplificar a abertura de empresas, diminuir a burocracia no dia a dia das companhias.

A medida foi apelidada de minirreforma trabalhista, por ter incorporado na Câmara uma série de mudanças relativas  ao direito do trabalho.

Em seu texto, também há a previsão de que negócios de baixo risco não precisem de autorizações para começar a funcionar, o fim da necessidade de arquivamento de documentos (especialmente guias de recolhimento de imposto) em papel e maior proteção para o patrimônio de sócios de empresas e cotistas de fundos de investimento.

Veja as mudanças que devem ocorrer se o texto for aprovado pelo Senado sem alterações:

​1) EMPRESA QUEBRADA:

Como é:  Hoje há critérios menos detalhados para que sócios paguem pelas dívidas de suas empresas
Como fica: Restringe o acesso aos bens dos sócios, colocando critérios mais objetivos

Um dos pontos mais polêmicos da MP é que ela dificulta que os sócios de uma empresa sejam cobrados por dívidas assumidas por suas companhias. O texto especifica que isso só pode acontecer em casos em que o sócio tenha se beneficiado de fraude ou tenha ocorrida confusão entre o patrimônio dele e da empresa.

Entre as hipóteses que permitiriam a cobrança direta ao sócio estão a intenção de lesar credores ou uso de dinheiro da companhia para pagar contas do sócio.

O advogado Renato Scardoa, sócio do Franco advogados, diz que a mudança é um incentivo ao empreendedorismo e está calcada no próprio conceito de empresa com responsabilidade limitada.

Como exemplo, ele diz que, caso uma pessoa queira investir R$ 15 mil em pizzaria de amigo, hoje correria o risco de perder muito mais dinheiro do que isso caso o negócio não desse

certo, pois pode ser obrigado a pagar divídas trabalhistas e tributárias que a empresa venha a ter.

Por outro lado, Jorge Pinheiro Castelo, presidente da comissão de direito do trabalho da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil), diz considerar que a medida irá criar um cenário de irresponsabilidade patrimonial, incentivando práticas que lesam trabalhadores e consumidores.

“Do ponto de vista prático, vai ser quase impossível provar que houve a fraude. É uma vedação de acesso à justiça”.

2) ABERTURA DE EMPRESAS:

Como é: Para qualquer empresa entrar em funcionamento é preciso de alvará e vistoria dos bombeiros
Como fica: Estabelecimento de baixo risco não precisam mais desses documentos

Não deverá mais ser exigida do empresário que quer iniciar uma atividade econômica de baixo risco a obtenção de alvará de funcionamento e auto de vistoria do corpo de bombeiros.

Renato Scardoa explica que a lei fornece uma orientação e depende da criação de dispositivos municipais e estaduais para sua implementação.

Além disso, a definição de baixo risco também precisa ser esclarecida. Isso pode ser feito municipalmente ou, na falta dessa definição local, pela União.

Outro ponto é que, quando for exigida uma liberação, o poder público deverá se comprometer a analisar a documentação da empresa em prazo definido e, vencido ele, haverá aprovação tácita do pedido.

3) AGÊNCIA REGULADORA:

Como é: Hoje não há a exigência de um estudo aprofundado e prévio para regulação em alguns setores
Como fica: Órgão regulador terá de fazer uma análise antes de publicar norma, avaliando regras antigas e possíveis impactos

A medida também passa a exigir que a edição de normas pelas agências reguladoras ou outro órgão federal sejam precedidas de uma análise de impacto regulatório.

Isso significa que, para uma regra entrar em vigor, esses órgãos terão que observar se não há nenhuma contradição ou sobreposição com alguma outra norma antiga. Além disso, terão de analisar os impactos, se a medida trará mais ônus do que benefício, ou se é eficiente.

“Teremos que ter mais critério. ‘Ah eu vou copiar uma norma lá dos Estados Unidos porque ela funciona lá. Vou copiar e tornar ela vigente aqui’. Não, você vai ter que provar que aqui funciona, com quais benefícios, com quais custos”, disse Luís Felipe Valerim, advogado do escritório Xavier Vasconcelos Valerim.

Hoje, segundo o advogado, há uma má regulação em alguns setores, o que traz sobrecusto, menos competição e dificulta e entrada de novas empresas na área.

4) ABUSO REGULATÓRIO:

Como é: Hoje não há previsão legal para que a empresa questione exigências regulatórias
Como fica: Empresário terá embasamento para questionar abuso regulatório, em casos que limitem a concorrência

A MP diz que é vedado ao poder público tomar ações que favoreçam a concentração de mercado, exigir especificação técnica que não seja necessária para o fim desejado ou que impeçam a adoção de novas tecnologias.

O advogado Renato Scardoa afirma que o principal impacto introduzido por esse conceito está na possibilidade de argumentação que oferece às empresas no Judiciário.

“É algo que será analisado caso a caso e isso pode servir como embasamento legal para derrubar uma exigência desnecessária.”

Hoje não há essa previsão legal para que a empresa questione exigências regulatórias.

5) DIGITALIZAÇÃO DE DOCUMENTO:

Como é: Empresas são obrigadas a armazenar, por até cinco anos, documentos físicos
Como fica: Documentos podem ser guardados em meios digitais

Atualmente empresas precisam manter alguns documentos (como guias de recolhimento de impostos) armazenados por até cinco anos. Com a medida, eles passam a ser guardados preferencialmente em meios digitais, desde que seja possível comprovar sua autenticidade.

6) TESTE PARA INOVAÇÃO:

Como é: Não há uma norma específica que estimule a experimentação de novos produtos
Como fica: Será possível testar e oferecer um novo produto ou serviço para grupo restrito de pessoas

Com a MP, será possível testar e oferecer, gratuitamente ou não, um novo produto ou serviço para um grupo restrito de pessoas sem requerimento ou ato público de liberação.

Segundo Marina Anselmo, advogada e sócia do escritório Mattos Filho, ainda não há previsão sobre o tema na lei atual  e a medida pode simplificar a criação de novos modelos de negócios.

A medida, que pode afetar principalmente startups em setores regulados, como o financeiro, ainda depende de norma do Ministério da Economia.

7) FISCALIZAÇÃO DO TRABALHO:

Como é: Termos de compromisso com empresas são atribuições do Ministério Público do Trabalho
Como fica:  Auditor do Ministério da Economia passa poder firmar termos de compromisso com empresas

Prevê que fiscais do trabalho, ligados ao ministério da Economia, atuem na orientação de empresas ao perceber irregularidades, firmando termos de compromisso para ajuste da conduta.

A ideia é ampliar o caráter orientativo das visitas. O ministério da Economia deve disciplinar como serão firmados esses compromissos.

O acordo veda que seja imposta sanções relativas à irregularidade alvo do acordo, o que é visto com ressalvas pelo Ministério Público do Trabalho.

8) TRABALHO AO DOMINGO E FOLGA:

Como é: Só categorias específicas podem trabalhar aos domingos e folgar um outro dia na semana, como os comerciários (que têm garantido por lei uma folga de domingo a cada três semanas).
Como ficaO trabalho aos domingos passa a ser permitido a todas as categorias, e o direito ao descanso de domingo será dado a cada quatro semanas.

Para funcionários poderem trabalhar aos domingos, é preciso que haja uma convenção coletiva ou que a empresa obtenha uma autorização prévia (é o que ocorre com estabelecimentos como restaurantes e lojas de shopping).

Com a medida, a jornada de trabalho neste dia será possível sem a exigência de convenção ou autorização.

A advogada trabalhista Mayra Palópoli explica que a medida quer permitir o trabalho aos domingos a todas as categoria sem que haja autorização.

“Sem a aprovação da MP, a empresa poderia sofrer uma penalidade administrativa se o empregador convocasse o trabalhador sem justificativa.”

9) PONTO E HORA EXTRA:

Como é: É necessário registrar o horário de entrada e saída do funcionário
Como fica: Torna-se necessário computar apenas as horas a mais trabalhadas pelo funcionário

A MP diz que é obrigado a fazer registro de ponto a empresas com mais de 20 empregados – atualmente, a regra vale para empresas com pelo menos 10 trabalhadores.

Também autoriza o ponto por exceção, que dispensa a marcação do horário de entrada e saída em dias habituais e passa a ser necessário registrar apenas jornadas excepcionais, para pagamento de hora-extra.

Para que seja aplicada, a modalidade deve ser aprovada mediante acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho.

Jorge Luiz Souto Maior, professor de direito do trabalho na USP, vê risco de que a mudança traga constrangimento para o trabalhador, o levando a não registrar todas as horas que trabalhou a mais.

Já o advogado Edgar Tavares Dias, sócio do escritório Queiroz e Lautenschläger, disse acreditar que a ideia segue o espírito da MP de desburocratizar as relações. Em sua avaliação, empresas que possuem boas práticas hoje irão mantê-las, apesar da mudança.

10) RESTRIÇÃO POR DIA:

Como é: A lei diz que o funcionamento de estabelecimentos aos domingos e feriados só é permitido em caso de conveniência pública ou necessidade imperiosa
Como fica: Passa a ser permitida a atividade econômica em qualquer dia da semana

Define que atividades econômicas podem ser exercidas em qualquer dia da semana, inclusive feriados, respeitando leis, desde que sejam observadas normas ambientais, trabalhistas e de vizinhança, por exemplo.

Hoje a lei diz que o funcionamento de estabelecimentos aos domingos e feriados é permitido em caso de conveniência pública ou necessidade imperiosa.

No caso dos bancos, retira da lei restrição para a atividade das agências aos sábados.

11) EMPRESA DE UMA PESSOA:

Como é: Para abrir empresa com apenas um sócio é necessária a Eireli (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada)
​Como fica: Passa a ser permitido empresa com apenas um sócio, sem um requisito de capital mínimo

Passa a ser permitido a abertura de empresas de responsabilidade limitada com apenas um sócio. Com isso, deve perder sua função a Eireli (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada), que cumpria esse fim, mas era permitida apenas para companhias com capital social de ao menos 100 salários mínimos.

12)  DESISTÊNCIA DE AÇÕES

Como é: A Procuradoria da Fazenda tem de recorrer em ações até última instância
Como fica: Ações que tiveram decisões a favor do contribuinte em tribunais superiores ou pareceres da AGU (Advocacia Geral da União) não precisam ser alvo de recurso

A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional fica autorizada a desistir de ações em casos nos quais houver parecer do próprio órgão ou da Advocacia Geral da União ou de tribunais superiores em caso caso semelhante em favor da outra parte.

Ela também fica autorizada a desistir de processos quando o benefício que puder ser alcançado não compensar seus custos, atendendo critério de racionalidade.

Hoje, a Procuradoria da Fazenda tem de recorrer em ações até última instância sob pena dos procuradores serem responsabilizados por omissão

Para continuar lendo click aqui: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/08/entenda-como-a-mp-da-liberdade-economica-muda-vida-de-empresa-e-trabalhador.shtml

FOLHAPRESS

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Brasil

CASO MASTER: OAB pede ao STF proteção ao sigilo entre advogados e clientes

Foto: Raul Spinassé/CFOAB

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) medidas para preservar o sigilo profissional entre advogados e clientes no caso envolvendo o Banco Master.

O pedido, assinado pelo presidente da OAB, Alberto Simonetti, ocorre após a divulgação de conversas e contratos jurídicos relacionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A entidade afirma que informações obtidas durante investigações não devem ser divulgadas indiscriminadamente quando envolverem comunicações confidenciais, estratégias de defesa ou documentos protegidos pelo sigilo profissional.

A OAB citou a garantia de inviolabilidade dos advogados prevista na Constituição e no Estatuto da Advocacia.

Com informações de O Antagonista

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Geral

Backstage de Débora Castro traz Daniella Marques a Natal

Divulgação

Ex-presidente da Caixa participa de dois eventos com foco em economia e finanças

A Estrategista de Negócios e especialista em conexões, Débora de Castro, traz a Natal, na próxima sexta-feira (25) a ex-presidente da Caixa Economia Federal, Daniella Marques, para participar de dois eventos voltados ao segmento empresarial. O primeiro em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas e o segundo com o Centro da Mulher Empreendedora e da Cultura de Natal.

Na sede da CDL, às 9h a administradora com mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro participa do evento “Diálogos sobre o Brasil”, uma conversa sobre economia, cenário de negócio, investimentos e perspectivas para o setor produtivo. Do momento participam representantes da entidades , executivos e empresários.

Entre 12h30 e 15h, no Restaurante Navarro, no Hotel Barreira Roxa, Daniella Marques fala sobre finanças, mulheres e autonomia no primeiro “Almoço Delas”, iniciativa de Débora de Castro, em parceria com a Associação Comercial do RN, que vai reunir 50 mulheres para debater o papel feminino na economia, com a participação da presidente nacional do CMEC, Ana Cotait e convidadas.

“Teremos em solo potiguar e pela primeira vez uma das mulheres que mais entende no país de economia, crédito, mercado financeiro em encontros inéditos e com foco ao diálogo, ampliação de conhecimentos e oportunidades reais de começar a compreender tais assuntos. Por isso trouxe Daniella dentro do contexto que o projeto Backstage se propõe, para participar destes eventos que são plurais”, explica Débora de Castro.

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Brasil

Virginia anunciou fim de parceria com Blaze um dia após empresa revelar acordo milionário à Justiça

Gabriela Biló -13.mai.25/Folhapress

O site de apostas Blaze revelou à Justiça do Distrito Federal detalhes do contrato com empresas ligadas à influenciadora Virginia Fonseca. Segundo pessoas com acesso ao documento, os repasses e a comissão de uma agência somam cerca de R$ 100 milhões.

A empresa entregou a contestação em 20 de agosto. No dia seguinte, Virginia anunciou que não faria mais publicidade para a plataforma. Segundo a Blaze, o acordo previa um pagamento inicial e parcelas mensais fixas por 18 meses, além de valores por ações promocionais.

O contrato foi apresentado em uma ação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que investiga a Blaze por supostas práticas abusivas. A defesa de Virginia nega que ela tenha recebido comissão vinculada às perdas dos apostadores, a chamada “taxa da desgraça” na CPI das Bets.

A Blaze afirma que os pagamentos foram feitos às empresas previstas no contrato, com emissão de notas fiscais e cumprimento das regras tributárias. A assessoria de Virginia também diz que os valores foram pagos no Brasil e seguiram a legislação.

Com informações da Folha de São Paulo

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Polícia

[VÍDEO] PERIGO: Criminosos monitoram lojas de carros pelas redes sociais, agendam atendimento e assaltam os estabelecimentos

Reprodução

A loja de véiculos, Arena Auto, localizada na Avenida Prudente de Morais, próximo ao Arena das Dunas, foi alvo de um assalto na noite desta quarta-feira (23). Segundo o proprietário, dois homens chegaram em uma motocicleta branca, entraram no estabelecimento e trancaram funcionários e clientes em uma sala.

Os criminosos levaram joias e objetos pessoais, entre eles alianças, cordões, pulseiras e relógios. Os celulares das vítimas não foram levados.

Segundo o relato do proprietário, a ação pode ter sido planejada a partir do acompanhamento das redes sociais da loja. Ele afirma que os suspeitos teriam observado publicações no Instagram e chegaram a entrar em contato para agendar uma visita ao estabelecimento.

Os homens chegaram no horário marcado e, durante o atendimento, anunciaram o assalto. O proprietário também relatou que teria sido informado de outros três casos com características semelhantes em lojas do segmento em Natal.

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Brasil

Governo critica falha da campanha ao explicar relação de Lula com Moraes

Igo Estrela/Metrópoles

Aliados próximos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitem que a comunicação do governo e da campanha não conseguiu explicar a relação do presidente com Alexandre de Moraes, do STF. A avaliação é que a dificuldade abriu espaço para que a crise envolvendo o ministro e o Banco Master também atingisse Lula.

Um dos auxiliares afirma que a proximidade entre Lula e Moraes ocorreu principalmente durante a reação à tentativa de golpe, quando os dois, além de Geraldo Alckmin, foram apontados como alvos de um plano de assassinato. Segundo ele, houve uma “solidariedade situacional”, mas isso não significaria uma aliança incondicional.

Os aliados também citam como exemplo a derrota de Jorge Messias, indicado por Lula ao STF, no Senado. Para eles, o episódio contraria a ideia de uma parceria automática entre o presidente e o Supremo.

A avaliação dentro do governo é que Lula precisa manter o diálogo institucional com o STF, mas não necessariamente assumir a defesa de Moraes diante da crise do Banco Master.

Com informações do Metrópoles 

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Geral

Prefeito de Mossoró nega uso da máquina e diz que não condicionou serviços a votos em Allyson e Cinthia

Foto: Lucas Bulcão (SECOM/PMM)

O prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros (Republicanos), negou ter condicionado obras ou serviços públicos ao apoio eleitoral a Allyson Bezerra e Cinthia de Allyson. Em nota enviada à imprensa, ele repudiou o que chamou de “tentativa de criar uma acusação falsa de uso da máquina pública”.

A manifestação ocorre após o Diário do RN publicar um vídeo em que o prefeito pede votos para os dois candidatos durante uma reunião com moradores da comunidade rural de Puxa-Boi. No encontro, a população cobrava melhorias no abastecimento de água e no atendimento médico.

De acordo com o prefeito, a conversa aconteceu no domingo (20), fora do horário de expediente. Ele afirmou que ouviu as reivindicações dos moradores, prestou contas das ações realizadas na localidade e declarou apoio aos candidatos que defende.

“Não houve qualquer condicionamento de obras, serviços ou benefícios públicos a apoio eleitoral”, declarou. Marcos acrescentou que é dever do gestor prestar esclarecimentos à população e reafirmou tanto o seu direito de apoiar candidatos quanto o de cada eleitor fazer livremente a própria escolha.

Leia a íntegra da nota:

O prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros, repudia a tentativa de criar uma acusação falsa de uso da máquina pública a partir de um encontro em que ouviu moradores, prestou contas do seu trabalho e declarou apoio às candidaturas que defende.

Marcos esclarece que a conversa com moradores da comunidade rural de Puxa Boi ocorreu no domingo (20), fora do horário de expediente, quando ouviu reivindicações e prestou contas das ações pra localidade. Não houve qualquer condicionamento de obras, serviços ou benefícios públicos a apoio eleitoral.

É direito da população solicitar melhorias nos serviços públicos. É dever do gestor público prestar esclarecimentos e informar sobre os planos para atender às necessidades da população, onde quer que ele esteja, sempre que perguntado.

Marcos reafirma seu direito de apoiar candidatos e o direito de cada cidadão de fazer sua própria escolha livremente.

Mossoró-RN, 23 de setembro de 2026.

 

Leia também:

[VÍDEO] MÁQUINA EM CAMPANHA? Prefeito de Mossoró vincula solução de problema em comunidade rural a voto em Allyson e Cinthia

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Brasil

CATÓLICOS INSATISFEITOS: Presidente da CNBB critica fala de Lula sobre celibato

Dom Jaime Spengler/ Foto: Daniel Xavier

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Jaime Spengler, afirmou nesta quarta-feira (23) que a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a Igreja Católica causou “desconforto” entre religiosos.

Durante um encontro com lideranças protestantes na semana passada, Lula afirmou que a Igreja Católica cresce menos que a evangélica por não acabar com o celibato. A declaração gerou reação de setores ligados à Igreja Católica.

Em entrevista à CNN, Dom Jaime afirmou que a comparação entre diferentes aspectos religiosos “não ajuda” no atual momento e classificou a manifestação de Lula como “inapropriada”.

O presidente da CNBB também disse que a Igreja foi “duramente” cobrada por alguns setores internos após a declaração, mas afirmou que a situação acabou sendo encaminhada.

Segundo Dom Jaime, a Igreja Católica possui uma disciplina própria, construída a partir de uma tradição religiosa, e questões como o celibato fazem parte de sua organização e tradição.

Com informações da CNN Brasil

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Mundo

[VÍDEO] UM SINAL? Trump diz que todos os candidatos que apoiou na América Latina venceram eleições

REUTERS/Evelyn Hockstein

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que todos os candidatos apoiados por ele nas últimas eleições realizadas na América Latina saíram vitoriosos. A declaração foi dada nessa terça-feira (22), durante um encontro do Escudo das Américas, em Nova York.

“Até agora, acho que estou nove em nove. Todos que apoiei venceram”, declarou o republicano. Trump citou como exemplos a eleição de Abelardo de la Espriella na Colômbia e as vitórias do aliado Javier Milei na Argentina.

De acordo com o presidente norte-americano, a região passa por uma “grande mudança” política, com o avanço de governos de direita. O Escudo das Américas é uma iniciativa liderada por Washington para ampliar a cooperação contra o narcotráfico, o crime organizado e outras ameaças à segurança.

A declaração ocorre em meio às discussões sobre a eleição brasileira de 2026. Um relatório reservado da Abin apontou risco de interferência dos Estados Unidos no pleito. Lula (PT), por sua vez, criticou ingerências externas e declarou na Assembleia Geral da ONU que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”.

Com informações do Metrópoles

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Brasil

DE R$ 8 MILHÕES A R$ 107 MILHÕES: Governo Lula aumenta em 13 vezes pagamentos a representante de empresa chinesa após visitas oficiais

Ricardo Stuckert/PR

Os pagamentos do governo Lula (PT) à Hospcom, representante no Brasil da gigante chinesa de equipamentos médicos Mindray, saltaram de pouco mais de R$ 8 milhões em 2025 para R$ 107 milhões até agosto de 2026. O crescimento ocorreu após visitas de ministros brasileiros à China e reuniões com executivos da companhia.

De acordo com o Metrópoles, o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa se reuniu com representantes da Mindray em abril de 2025. Seis meses depois, a Hospcom venceu um pregão do Ministério da Saúde para fornecer 978 equipamentos, entre aparelhos de anestesia, monitores, sistemas de endoscopia e ultrassons portáteis.

Em março deste ano, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou a sede da Mindray na China. Até aquele mês, o governo havia pago R$ 354 mil à Hospcom em 2026. Em abril, os repasses chegaram a R$ 13 milhões e, em maio, a mais R$ 12 milhões. Até 24 de agosto, o total pago pela União alcançou R$ 107 milhões.

O Ministério da Saúde, a Casa Civil, a Mindray e a Hospcom negaram qualquer relação entre as visitas oficiais e o aumento dos pagamentos. A Saúde afirmou que a contratação ocorreu por licitação e que os preços vencedores garantiram uma economia de R$ 94,8 milhões aos cofres públicos. A empresa também declarou que os repasses seguiram a entrega dos produtos e os procedimentos previstos nos contratos.

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Brasil

NO CELULAR DA LOBISTA: PF encontra mensagem de amiga de Lulinha citando contratos com empresa que tinha disputa com a Petrobras

Foto: roberta.luchsinger/ reprodução

A Polícia Federal encontrou no celular da empresária e lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, uma mensagem que menciona contratos da petroquímica Unigel. A empresa mantinha uma disputa bilionária com a Petrobras, encerrada posteriormente por meio de um acordo.

Na conversa, enviada em fevereiro de 2024 a Gustavo Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), Roberta afirma: “Eu vou te mandar os contratos da Unigel também, tá? E os de compra e venda também”. A PF investiga a empresária por suspeitas de corrupção, tráfico de influência e fraudes no INSS.

Roberta também acompanhou executivos da Unigel em uma visita ao BNDES, em setembro de 2023. Já em 2024, pediu ajuda a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete do presidente Lula (PT), para tentar marcar uma reunião com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. Uma subsidiária da Unigel firmou, a partir de 2025, 19 contratos sem licitação com a estatal, no valor total de R$ 176,8 milhões.

A Unigel negou qualquer relação contratual com Roberta e afirmou que ela nunca representou a companhia nem recebeu pagamentos da empresa. A Petrobras declarou que o acordo seguiu as regras de governança, passou por comissões técnicas e foi homologado pelo tribunal arbitral responsável pelo caso. A defesa da empresária não havia se manifestado.

Com informações do Estadão

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