Cidades

Entidade de Pau dos Ferros que questionou licitação da Saúde estadual enfrenta acusação de desvio de dinheiro público

Uma entidade autodeclarada beneficiente – sem fins lucrativos – está enfrentando uma investigação pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte em inquérito que apura desvio de recursos na cidade de Pau dos Ferros.

O Centro Especializado em Reabilitação – CER, de nome jurídico Associação Beneficiente Nossa Senhora da Conceição, entrou na mira do promotor Yves Porfírio Castro de Albuquerque, que descreveu na portaria que instaurou a investigação uma motivação objetiva: “Apurar eventual desvio de recursos públicos pela clínica CER”, diz o texto.

Não é mencionada no texto do inquérito qual é a parte do poder público de onde supostamente estariam sendo desviados recursos. Pela atuação do MP Estadual, no entanto, a investigação deve mirar obrigatoriamente a relação da entidade ou com o município ou com a Secretaria Estadual de Saúde.

Procurada pela reportagem do blog no número cadastrado na Receita Federal, uma atendente que se identificou como contadora da empresa informou que só a presidente da entidade, Nadja de Fátima Diógenes, poderia responder sobre o assunto. Ela repassou um telefone para contato, mas ninguém atendeu nem retornou até a publicação desta matéria.

Investigação

O Ministério Público do Estado quer a comprovação de prestação de serviço de 11 pessoas. Foi de uma delas que partiu a denúncia que originou a investigação.

A lista, que consta no inquérito, não revela a natureza da relação entre as pessoas e a entidade.

Mas um cruzamento de informações no banco de dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde feito pela reportagem do blog constatou que algumas das pessoas discriminadas na investigação aparecem como funcionárias do CER.

Disputa

O Centro Especializado em Reabilitação surgiu no noticiário nesta semana em razão de uma nota distribuída à imprensa pela Secretaria de Saúde do Estado, onde é informado que um procedimento de licitação foi retardado por questionamentos da empresa ao TCE.

Com a nota da Sesap, a reportagem foi em busca do procedimento e se deparou com a acusação sobre desvio de recursos por parte do CER.

Recursos

Uma das informações requisitadas pelo promotor na investigação é sobre os credores da CER e que tais informações sejam buscadas no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde.

Consultado, o CNES revela que o CER vem contratando habilitações com a União desde 2005. Foram, até agora, cinco contratos. O CNES não informa os valores dos convênios.

O CNES também lista os incentivos que ela recebeu. Foram dois do governo federal, sendo que um passou a vigorar em fevereiro deste ano. Os valores, igualmente, não estão discriminados.

Na lista de empregados, 25 pessoas estão listadas, entre diversas especialidades médicas.

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Brasil

Com Michelle em campanha, Bolsonaro pede ao STF para ter familiares em casa

Foto: Reprodução

A defesa de Jair Bolsonaro pediu, nesta segunda-feira (31/8), ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que familiares do ex-presidente permaneçam com ele em sua residência durante os períodos em que Michelle Bolsonaro (PL) estiver ausente.

A ex-primeira-dama está em campanha eleitoral para o Senado. Filiada ao PL, ela busca uma vaga pelo Distrito Federal e tem participado de agendas políticas e eleitorais.

Os advogados solicitam que quatro familiares sejam autorizados a ficar na residência nessas ocasiões.

A lista inclui Vicente de Paulo Reinaldo e Maisa Torres Antunes, sogros de Bolsonaro, além de Geovanna Kathleen Ferreira Lima e Suyane Lanuze Ferreira Lima, cunhadas do ex-presidente.

“A medida tem por finalidade assegurar a presença de familiares próximos na residência durante os períodos de ausência da esposa do Peticionário, sem prejuízo da observância das condições de fiscalização e das demais medidas cautelares vigentes”, alega a defesa.

Com informações de Metrópoles

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Eleições 2026

[VÍDEO] NÃO FALTA MAIS NADA: Candidato à Presidência da República promete botox e mounjaro gratuitos para mulheres

Foto: Reprodução

O candidato à Presidência da República pelo Partido Democrata, o médico-veterinário Wilson Grassi, apresentou nesta segunda-feira (31), propostas voltadas à área da saúde que fogem do escopo tradicional de políticas públicas. A principal promessa de sua plataforma é a inclusão da tirzepatida, princípio ativo do medicamento comercialmente conhecido como Mounjaro, na lista de fármacos distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com o slogan de campanha “Bem-estar para humanos e animais”, Grassi argumenta que o medicamento, atualmente inacessível à maioria da população devido ao alto custo comercial, tem impacto direto tanto no tratamento da diabetes tipo 2 quanto no controle da obesidade, gerando reflexos sociais positivos.

“É um medicamento inovador, mas que a imensa maioria da população não tem acesso devido ao seu alto custo. Ele traz melhoras para a saúde, melhora a autoestima e o bem-estar. E, se sentindo melhor, as pessoas têm, comprovadamente, maior vontade e desejo de trabalhar e buscar seus objetivos”, argumentou o presidenciável em São Paulo.

O plano de governo do veterinário inclui a criação do programa batizado de “Meu Botox, Minha Vida”, cujo objetivo é ofertar aplicações de toxina botulínica para mulheres de baixa renda na rede pública. O candidato também informou que sua equipe trabalha na elaboração de um programa específico para fornecer implante capilar a homens que sofrem com calvície e não possuem condições de custear o tratamento em clínicas privadas.

 

Com informações da Revista Oeste

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Economia

Governo Lula apresenta PLOA 2027 com despesas de R$ 2,8 trilhões e superávit primário

Foto: Serjusmig

O governo Lula apresentou nesta segunda-feira (31) o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027 com uma previsão de R$ 2,83 trilhões em despesas primárias, um montante de R$ 3,459 trilhões em receitas e previsão de superávit primário de R$ 18,6 bilhões, o equivalente a 0,13% do PIB (Produto Interno Bruto).

O PLOA de 2027 trouxe ainda uma sugestão de salário-mínimo em R$ 1.741, que representa uma alta de R$ 120, ou 7,4% de aumento real em relação aos R$ 1.621 vigentes em 2026.

O projeto prevê ainda que o governo deve pagar no próximo ano um montante de R$ 97,7 bilhões em precatórios que estarão sujeitos à meta fiscal.

A mudança ocorre após um projeto aprovado no Congresso que obrigou o governo a incluir a partir de 2027 no mínimo 10% desse tipo de despesa nos gastos sujeitos ao limite para cumprimento da meta fiscal.

Com informações da CNN

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Eleições 2026

Flávio Bolsonaro e Romeu Zema se posicionam contra decisão de Toffoli de suspender campanha de Renan Santos

Foto: Reprodução

Os candidatos à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) se manifestaram nas suas redes sociais em solidariedade ao também candidato Renan Santos (Missão), diante da decisão de Toffoli em suspender a campanha dele nas redes.

Renan Santos publicou um “vídeo de despedida” nas redes sociais, nesta segunda-feira. Na gravação, o presidenciável afirmou que aquele poderia ser o último conteúdo publicado por ele nas redes.

O ministro Dias Toffoli, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), deu um prazo de 24 horas para que o candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, dê explicações em relação aos 16 perfis dele nas redes sociais que levaram à suspensão de sua campanha eleitoral, sob pena de indeferimento do registro da candidatura.

 

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Eleições 2026

Prefeito Hélio do Povo, de Guamaré, declara apoio à candidatura de Cadu de Lula


Foto: Divulgação

O projeto de Cadu de Lula (PT) ao Governo do Rio Grande do Norte recebeu um reforço político de peso nesta segunda-feira (31). O prefeito de Guamaré, Hélio do Povo, uma das principais lideranças políticas da região salineira, anunciou oficialmente sua adesão à campanha do “Time que Cuida”, integrando a base de apoio que vai levar Cadu ao Poder Executivo estadual. O anúncio marca a expansão das alianças do candidato do PT em todas as regiões do estado.

O apoio do prefeito Hélio do Povo reforça que Cadu de Lula é o nome mais preparado para administrar o Rio Grande do Norte, atraindo cada vez mais lideranças para o projeto. O candidato reúne as competências necessárias para conduzir o Estado e garantir uma gestão eficiente. A aliança fortalece o palanque da chapa majoritária do PT com a chegada de uma importante liderança da região salineira.

Além de mais preparado, Cadu também é o candidato das mãos limpas. Característica que atrai o apoio popular, consolidando a confiança no projeto político apresentado pelo Time que Cuida, como se vê na adesão desta tarde, que reúne o futuro governador a mais uma liderança com grande apoio popular.

Com a chegada do reforço de Guamaré, a candidatura de Cadu de Lula demonstra fortalecimento diário em sua trajetória rumo ao Governo do Estado. O trabalho para tornar o projeto ainda mais forte segue focado em unir lideranças que compartilham da visão de gestão proposta pelo “Time que Cuida”. O apoio de Hélio do Povo amplia o diálogo de Cadu com o eleitorado do litoral norte potiguar nesta fase decisiva da disputa.

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Brasil

[VÍDEO] VALE À PENA RIR DE NOVO: Relembre quando Lula afirmou que “em setembro, vai entrar o grosso”

Imagem: Reprodução

Em julho de 2023, uma fala de Lula sobre o programa Desenrola Brasil acabou ganhando um significado próprio nas redes sociais. Ao comentar a expectativa de ampliação do programa, o presidente afirmou: “Em setembro, vai entrar o grosso”.

A declaração foi feita durante uma edição do “Conversa com o Presidente”. Na ocasião, Lula falava sobre as etapas do Desenrola, criado pelo governo para facilitar a renegociação de dívidas e ajudar brasileiros a sair da inadimplência.

O programa havia começado naquele mês atendendo uma primeira parcela do público. A partir de setembro, estava prevista uma nova etapa, com a inclusão de pessoas que recebiam até dois salários mínimos ou estavam inscritas no Cadastro Único, além da renegociação de dívidas de até R$ 5 mil.

Foi nesse contexto que Lula disse que “em setembro, vai entrar o grosso”, referindo-se à entrada de uma parcela maior de brasileiros no programa.

A frase, porém, acabou ganhando repercussão para além do contexto original e passou a ser relembrada e utilizada nas redes sociais como um meme. Mais de três anos depois, a declaração continua aparecendo de tempos em tempos nas redes.

Com informações de Metrópoles

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Eleições 2026

[VÍDEO] Renan Santos publica vídeo em tom de despedida após decisão de Toffoli que suspendeu campanha nas redes

Imagem: Reprodução

O candidato à Presidência da República Renan Santos, do partido Missão, publicou nesta segunda-feira (31) um vídeo em tom de despedida após uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), restringir a campanha digital da chapa.

No vídeo, Renan afirma que não poderá produzir ou publicar conteúdos nas redes sociais, participar de debates e sabatinas. Ele também critica a decisão e a classifica como “ilegal” e “persecutória”.

Segundo o candidato, a suspensão ocorreu após um problema técnico no registro dos perfis utilizados pela campanha. Ele nega ter cometido abuso de poder econômico e afirma que vai recorrer ao TSE para tentar derrubar a decisão.

Renan também relacionou a medida às manifestações que organizou contra Dias Toffoli e outros integrantes do Judiciário. Ao final do vídeo, pediu que apoiadores salvem e compartilhem a gravação, afirmando que não pretende desistir da disputa.

A decisão de Toffoli suspendeu a transmissão de conteúdos em 16 perfis não informados dentro do prazo legal, manteve liberados apenas um site e uma conta no X declarados no registro inicial e determinou a suspensão de repasses do Fundo Eleitoral. A medida também prevê restrições à participação da chapa em debates e sabatinas.

Com informações do Via Certa Natal

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Eleições 2026

Agregador de pesquisas: diferença entre Lula e Flávio cai e Cury desponta

Foto: Ricardo Stuckert/PR/Andressa Anholete/Agência Senado/Montagem/UOL

Escritor e candidato à Presidência da República, Augusto Cury (Avante) surpreendeu os adversários ao disparar nas mais recentes pesquisas eleitorais e avançar na disputa pelo Palácio do Planalto.

Em levantamentos divulgados nesta segunda-feira (31/8), o escritor oscilou até 9 pontos percentuais para cima, sendo o primeiro nome, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), a alcançar dois dígitos na preferência do eleitor.

“Cury tem concentrado seu discurso em temas como educação, saúde mental, tecnologia, empreendedorismo, segurança pública e redução da polarização política. A estratégia busca apresentar o escritor como uma alternativa de centro e ampliar sua presença entre eleitores que procuram uma candidatura fora da disputa protagonizada por Lula e pelo campo bolsonarista”, ressalta assessoria do candidato em nota enviada ao Metrópoles.

Na pesquisa AtlasIntel, Cury saltou de 1,6% para 7,8% das intenções de voto –- ou seja, crescimento de 6,2 pontos percentuais. Já no levantamento BTG/Nexus, também divulgado nesta segunda, o candidato passou de 2% na pesquisa anterior para 11% – 9 pontos percentuais.

Com o avanço, Cury ultrapassa Ronaldo Caiado e passa a ocupar o terceiro lugar na disputa.

A assessoria de Cury atribui o crescimento nas pesquisas ao aumento de exposição do candidato durante a campanha. Segundo a nota, as aparições do escritor ao público brasileiro contribuíram para “ampliar o conhecimento do eleitorado sobre a candidatura”.

Outro componente da estratégia, segundo a assessoria do candidato do Avante, tem sido a presença digital. “Cury vem registrando forte alcance e engajamento nas redes sociais, com vídeos de entrevistas, debates, propostas e agendas de campanha circulando em diferentes plataformas.”

Ainda de acordo com a nota, “a combinação entre televisão e redes sociais passou a ampliar a exposição nacional do candidato em um momento decisivo da campanha. Conteúdos relacionados às suas participações em debates e entrevistas também vêm impulsionando discussões sobre suas propostas e sua candidatura”.

AtlasIntel

A nova pesquisa do AtlasIntel/Bloomberg mostra que o presidente Lula segue na dianteira das intenções de voto, com 43,4% no 1º turno.

Confira os resultados:

Lula (PT): 43,4% (-1,5 p.p)

Flávio Bolsonaro (PL): 33,7% (-2,1 p.p)

Augusto Cury (Avante): 7,8% (+6,2 p.p)

Renan Santos (Missão): 7,6% (- 0,2 p.p)

Ronaldo Caiado (PSD): 3,3% (+ 0,2 p.p)

Pablo Marçal (PRTB): 1,9% (Não estava na última pesquisa)

Romeu Zema (Novo): 1% (- 1,8 p.p)

Samara (UP): 0,9% (- 1,2 p.p)

Rui Costa Pimenta (PCO): 0,1% (+0,1 p.p)

Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0,1% (+0,1 p.p)

Não sabem: 0,2% (- 0,8 p.p)

Brancos e nulos: 0,1% (- 0,5 p.p)

A 12ª rodada da pesquisa BTG/Nexus mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a vantagem numérica sobre seus principais adversários nas intenções de voto do primeiro turno, na disputa pela Presidência da República.

Confira os resultados:

Lula (PT): 39%

Flávio Bolsonaro (PL): 33%

Augusto Cury (Avante): 11%

Ronaldo Caiado (PSD): 5%

Renan Santos (Missão): 3%

Romeu Zema (Novo): 1%

Samara (UP): 1%

Nenhum/Branco/ Nulo: 3%

Não sabem: 3%

 

Com informações de UOL

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Geral

Lula teve 8 minutos a mais de fala que Flávio Bolsonaro no Jornal Nacional, mostra levantamento

Foto: Reprodução/Rede Globo

O presidente Lula (PT) teve cerca de 8 minutos a mais de tempo de fala que Flávio Bolsonaro (PL) durante as sabatinas realizadas pelo Jornal Nacional, da TV Globo. O levantamento, divulgado pela coluna de Cláudio Magnavita, no Correio da Manhã, cronometrou os 40 minutos destinados a cada entrevista.

Segundo os dados, Lula falou por 29 minutos e 5 segundos, enquanto Flávio teve 21 minutos e 34 segundos para responder aos questionamentos dos apresentadores Renata Vasconcellos e César Tralli.

A diferença ocorreu principalmente em razão do tempo utilizado pelos jornalistas.

Na sabatina de Flávio, Tralli e Renata falaram por 18 minutos e 2 segundos.

No caso de Lula, os apresentadores do JN ocuparam 13 minutos e 36 segundos do tempo da entrevista, ou seja, 4 minutos e 26 segundos a menos, comparado ao tempo de fala da dupla quando sabatinou Flávio.

O levantamento aponta que, na prática, o senador do PL teve quase 45% do tempo da entrevista consumido pelas intervenções dos apresentadores, enquanto Lula ficou com uma parcela significativamente maior do tempo total para apresentar suas respostas, mais de 70% do tempo.

Mesmo uma sabatina não estabelecendo uma divisão rígida do tempo entre perguntas e respostas, fica nítida a diferença. No fim das contas, Lula teve um tempo maior para expor suas posições, enquanto Flávio foi mais interrompido pelos apresentadores.

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Informe Publicitário

Comércio, serviços e turismo fazem apelo para que PEC do fim da escala 6×1 não seja votada antes das eleições

Diante do avanço no Senado Federal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho e extingue a escala 6×1, a principal entidade representativa do setor terciário brasileiro, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), ao lado de suas 34 federações e sindicatos filiados, lançaram neste fim de semana (29 e 30 de agosto) uma campanha nacional conjunta com o lema: “A conta já está alta demais. Mudança das regras do trabalho às vésperas da eleição? Agora não.”

Se trata de um apelo aos Senadores que debatem a PEC que limita a carga horária nacionalmente sobre os graves riscos de acelerar uma mudança constitucional rígida sobre a jornada de trabalho em um momento de acentuada fragilidade econômica.

O setor produtivo destaca que a economia brasileira já enfrenta condicionantes severos: juros altos, crédito caro e restritivo, endividamento recordes das famílias, inadimplência sem precedentes entre as empresas, desinvestimento e saída de empresas estrangeiras do País. Ao mesmo tempo, o fim da Taxa das Blusinhas, um agravante na concorrência desleal para o varejo nacional, também é avaliado como parte do pacote de aprovações em um período sensível em que interesses políticos atravessam escolhas econômicas.

Impor uma elevação abrupta nos custos operacionais – em um setor onde mais de 90% da mão de obra atua no regime 6×1 – significará repassar esse peso para o consumidor final em forma de inflação, gerando retração de vagas e aumento da informalidade, além do já mapeado prejuízo aos empresários que pagam impostos de importação muito maiores do que são isentados da Taxa da Blusinhas. O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, reforça a necessidade de responsabilidade e ponderação no debate legislativo neste contexto.

“O setor terciário não se opõe ao debate sobre o bem-estar do trabalhador, mas uma decisão dessa magnitude exige análise técnica, diálogo e profunda responsabilidade. A conta para quem produz e emprega no Brasil já está alta demais. Votarmos esta alteração constitucional drástica nas relações de trabalho, de forma apressada e às vésperas de um processo eleitoral, é colocar em risco a estabilidade de milhões de micro e pequenas empresas e a própria manutenção dos empregos formais de toda a cadeia produtiva. O caminho seguro continua sendo a negociação coletiva, que respeita as realidades de cada região e setor. Agora é o momento de preservar a economia e garantir a segurança jurídica do País”.

O presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, destaca que o comércio, os serviços e o turismo possuem realidades muito diferentes, e uma regra única pode produzir consequências graves para pequenas empresas, empregos e até para os preços pagos pela população. “A nossa defesa é pelo diálogo, pela negociação coletiva e por uma transição responsável. Trata-se de encontrar um equilíbrio que proteja o trabalhador, preserve as empresas e garanta empregos”, defende.

O Sistema Comércio apela aos senadores da República por sensatez e serenidade, defendendo que a readequação de jornadas ocorra via convenções coletivas de trabalho, em respeito à soberania das decisões negociadas entre trabalhadores e empregadores, conforme previsto na constituição atual desde a reforma trabalhista de 2017. Temas como este e a taxação de importações diretas geram custos e efeitos a curto, médio e longo prazo que demandam um debate maior e sem a pressa dos prazos eleitorais.

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