Em resposta ao pronunciamento feito ontem (21) pela presidenta Dilma Rousseff, diversas entidades ligadas à categoria de médicos do país divulgaram hoje (22) nota onde criticam a intenção do governo em trazer médicos estrangeiros para atender a regiões carentes desses profissionais, localizadas no interior do país.
Na carta, dirigida à população brasileira, as entidades lembram que a presidenta foi “vítima de grave problema de saúde”, e que fez tratamentos em “centros de excelência do país e sob a supervisão de homens e mulheres capacitados em escolas médicas brasileiras”. E acrescenta: “O povo quer acesso ao mesmo [tipo de tratamento] e não quer ser tratado como cidadão de segunda categoria, tratado por médicos com formação duvidosa e em instalações precárias”.
Durante o pronunciamento, a presidenta disse que, entre as medidas estudadas pelo governo, está a de “trazer de imediato milhares de médicos do exterior para ampliar o atendimento do SUS [Sistema Único de Saúde]”.
Assinada pelas associações Médica Brasileira (AMB), Nacional de Médicos Residentes (ANMR), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam), a carta diz que as entidades usarão “todos os mecanismos possíveis para barrar a decisão, inclusive na Justiça”.
Segundo as entidades, a “importação” de médicos simboliza uma “vergonha nacional”. De acordo com as entidades, a medida submeteria a parcela mais vulnerável da população “à ação de pessoas cujos conhecimentos e competências não foram devidamente comprovados”, escondendo “os reais problemas” que afetam o Sistema Único de Saúde (SUS).
Contatado pela Agência Brasil, o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto d’Ávila, se disse decepcionado com o anúncio feito pela presidenta. “Ela tinha prometido, em audiência que tivemos, que não tomaria qualquer medida sem antes conversar com as entidades, e que instituiria, antes, um GT [grupo de trabalho] para discutir assunto”, disse o médico.
Da Agência Brasil

Os mercenários de jaleco, que fazem o curso gratuitamente, bancado pelos impostos de toda a população, ao fim daquele querem atender apenas nos grandes centros. Ok, ninguém pode ser obrigado a ir para o sertão. Agora ser contra os que se dispõe aí é demais.
Bastaria que ao fim do curso fosse instituído o serviço civil obrigatório: um ano trabalhando onde houvesse carência de profissionais recebendo uma bolsa de estudos.
Depois desse período poderia ir para onde quisesse.
Excelente…apoio a decisão da nossa presidenta! Entendo e compreendo que, os nossos médicos são mal remunerados e que trabalham em condições precárias, mas isso não é justificativa para tratar a população com tanto descaso! Nunca chegam no horário, não escuta o paciente e são, em sua grande maioria, arrogantes. Nossos médicos pensam que são deuses!!!
Chamar de " duvidosa e em instalações precárias” a formação de médicos europeus e/ou cubanos é forma mais desonesta e hipócrita de tentar desqualificar a proposta do Governo Federal.
Todos os médicos com medo de perder seu 'mercado'…..
Por que não perguntam a algum médico dessas entidades, se pelo menos um deles gostaria de trabalhar 8horas/dia – que é a jornada mínima de qualquer trabalhador normal – no município , por exemplo de Venha Ver/RN . Apoosto que nem por R$ 20.000,00/mensais, apareceria nenhum. Se aparecer quer trabalhar 01 dia/ semana e resolver/matar os pacientes.
Tem que trazer médico de fora mesmo para acabar com essa reserva de mercado e colocar um basta nesses médicos que não querem bater ponto, tratam mal quem precisa de atendimento público e obrigam quem tem condições de ter uma plano de saúde a ficar horas em seus consultórios esperando para serem atendidos.
Nenhum médico quer fazer o PSF – Programa Saúde Familiar, nenhum que tirar seu traseiro de suas confortáveis poltronas e andar de casa em casa nas periferias e interiores do estado fazendo atendimento domiciliar. Rejeitam salários que a maioria dos profissionais sonham em ganhar um dia pelo simples fato de terem que trabalhar em um interior.
A classe medica esta com medo da mudança, querem continuar com seus privilégios de não bater ponto, reclamando do emprego público mas não querem larga as tetas em que vivem mamando.