A sessão desta terça-feira (28), da Câmara Criminal do TJRN, julgou mais um recurso relacionado a um dos casos mais marcantes do Estado, no que se refere à apreensão de drogas, devido ao grande volume de entorpecentes apreendidos pela polícia. A defesa moveu um Habeas Corpus com Liminar (2013.021565-6) em favor de um dos sete envolvidos. Pedido negado pelos desembargadores.
O fato ocorreu em agosto de 2011, em São José de Mipibu, com a apreensão de 1.133 tabletes de maconha, de tamanhos variados, totalizando 803 quilos, 20 tabletes de cocaína, totalizando 16,89 kg, além de balança eletrônica e de precisão, armas de fogo, munições, celulares e extratos bancários. Foi uma das maiores apreensões realizadas no Estado.
Julgamentos anteriores na Câmara também enfatizaram que os autos revelam se tratar de processo complexo, no qual figuram sete réus denunciados pela prática, em tese, de tráfico e associação para o tráfico (arts. 33 e 35 da Lei n.º 11.343/2006), com atuação organizada em âmbito interestadual.
O réu defendido nesta terça foi condenado a uma pena de sete anos de reclusão e 1200 dias-multa, pela prática dos crimes previstos no art. 35, da Lei nº 11.343/2006 (associação para o tráfico).
“Não vislumbro, à primeira vista, nenhuma ilegalidade na custódia cautelar do paciente, razão pela qual indefiro o pleito liminar”, define o juiz convocado Andreo Aleksandro Nobre.
O talento da música autoral potiguar ganha o palco do Solar Bela Vista nesta quinta-feira, 1º de outubro, a partir das 18h, com a grande final do 5º Concurso de Bandas do Festival MPB84 – Edição Pop Rock 2026. Quinze artistas e bandas de diferentes municípios do Rio Grande do Norte chegam à etapa decisiva da competição, que distribuirá R$ 18 mil em premiações, além de troféus e uma vaga na programação do Festival MPB84, em dezembro.
A final reúne representantes de Natal, Mossoró, Parnamirim, Santa Cruz e Santana do Seridó e encerra um processo iniciado com mais de 200 inscrições. Desse total, 163 propostas seguiram para avaliação da curadoria técnica e artística.
Inicialmente, o concurso previa a seleção de 12 finalistas, mas a qualidade e a diversidade dos trabalhos inscritos levaram a organização a ampliar o número para 15.
Segundo Marcelo Veni, diretor e curador artístico do Festival MPB84, a edição deste ano evidenciou a pluralidade da produção musical desenvolvida no Rio Grande do Norte.
“Esta edição nos surpreendeu pela diversidade de propostas que chegaram até nós. Embora o concurso tenha como eixo o pop rock, encontramos diferentes vertentes do rock e também trabalhos que dialogam fortemente com a música brasileira. Tivemos um processo de curadoria muito rico e, diante da qualidade dos trabalhos, entendemos que seria importante ampliar de 12 para 15 o número de finalistas. É uma forma de reconhecer essa produção e proporcionar que mais bandas tenham a oportunidade de participar do Festival”, destaca Marcelo Veni.
15 finalistas sobem ao palco
Na disputa estão 2AM, com “Espera acontecer”; Alfredo e Os Caras, com “Meia-noite”; Cacto Neon, com “Amor que não cabe aqui”; Caridea, com “Bala alvo”; Dijoe, com “Sintonia”; Donizete Lima, com “Meu paladar”; Guilherme Mendez e Coletivo 3×4, com “Amor que não dar pra medir”; Mago da Silva, com “U-huuu”; Máquinas No Ar, com “No país das Maravilhas”; MLTV, com “Nada vai mudar”; Rapha Brasil, com “Fly Away”; SONNAR, com “A hora”; Truve, com “Madrugada”; Vagalumes do Mar, com “UnBoxing”; e Ydna, com “Sangue no olho”.
As músicas apresentam diferentes vertentes do rock, como rock and roll, hard rock, heavy metal, rock progressivo e punk rock, além de linguagens como rock alternativo, grunge, emo e indie rock. A seleção também reúne trabalhos que dialogam com a música brasileira e a MPB.
As apresentações serão avaliadas por uma comissão formada por cinco integrantes, entre músicos, produtores e profissionais que acompanham de perto a cena musical autoral do Rio Grande do Norte. Entre os critérios considerados estarão criatividade, performance, interpretação, desempenho e potencial artístico de cada finalista.
“As bandas finalistas serão avaliadas por uma comissão formada por cinco integrantes, entre músicos, produtores e profissionais que acompanham de perto a cena musical autoral do Rio Grande do Norte. Serão considerados, entre outros, critérios como criatividade, performance, interpretação, desempenho e potencial artístico de cada finalista. Nesta edição, vamos reconhecer os três primeiros colocados e também premiar o Vocalista Destaque de 2026. É uma forma de celebrar a diversidade de talentos e a força da música autoral potiguar”, destaca o produtor e diretor artístico do Festival MPB84, Marcelo Veni.
R$ 18 mil em premiações e vaga no Festival MPB84
Além de definir os três primeiros colocados e o Vocalista Destaque de 2026, a final desta quinta-feira distribuirá R$ 18 mil em premiações e troféus. A grande vencedora também conquistará uma oportunidade de destaque: a apresentação de seu show na programação do Festival MPB84, em dezembro, em um palco que também receberá uma atração nacional.
Banda Luaz encerra a programação
O show de encerramento do 5º Concurso de Bandas do Festival MPB84 ficará por conta da Banda Luaz, vencedora da primeira edição do concurso, realizada em 2022, com a música “Mar Aberto”. O retorno ao palco do evento celebra a trajetória da banda e reforça a proposta do projeto de valorizar artistas que passaram pela competição ao longo de suas edições.
A apresentação marca ainda o encerramento de mais uma edição dedicada à música autoral e aos talentos da cena potiguar, conectando a história do concurso aos novos artistas e bandas que disputam a final deste ano.
Em sua quinta edição, o Concurso de Bandas do Festival MPB84 busca funcionar como uma vitrine para a produção autoral do Rio Grande do Norte, estimulando a circulação de novos trabalhos, a formação de público e a visibilidade de artistas e bandas de diferentes regiões do estado.
Serviço
Final do 5º Concurso de Bandas do Festival MPB84 – Edição Pop Rock 2026
Data: quinta-feira, 1º de outubro
Horário: a partir das 18h
Local: Solar Bela Vista – Natal/RN
Finalistas: 15 artistas e bandas potiguares
Premiação: R$ 18 mil + troféus
Reconhecimentos: três primeiros colocados + Vocalista Destaque de 2026
Prêmio especial: apresentação da banda vencedora no Festival MPB84, em dezembro
Show de encerramento: Banda Luaz, vencedora da primeira edição do concurso, em 2022
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) comparou a fake news envolvendo Nossa Senhora Aparecida à facada sofrida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018. A declaração foi dada nesta segunda-feira (28), durante participação no SantoFlow Podcast.
“Eu tenho a convicção de que tentaram matar o meu pai porque viram que ele já era presidente do Brasil em 2018. Por isso foram para tentar eliminá-lo. Foi aquela facada, lá em Juiz de Fora… Eu acho que eu posso considerar uma espécie de facada essa fake news em mim”, afirmou.
Flávio voltou a atribuir ao PT a disseminação da informação de que ele e políticos de direita teriam a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
O senador contou que estava jogando futebol durante uma agenda de campanha em Minas Gerais quando viu a informação nas redes sociais. “Como é que isso foi propagado com tanta velocidade?”, questionou.
Durante a entrevista, Flávio também falou sobre a repercussão do episódio e disse que se apoia na fé. “Ajoelho e falo: ‘manda mais’. ‘Deus, é projeto seu? Se vira, é contigo agora para resolver, eu estou fazendo minha parte’”, declarou.
A jornalista Livian Asmar criticou, em vídeo publicado no Instagram, o presidente Lula por aparecer segurando uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. A publicação já soma quase 300 mil visualizações até a manhã desta terça-feira (29).
“Se até eu, que nem católica sou, senti nojo com essa imagem do homem fazendo politicagem com a imagem da santa… Ele não sabe mais o que faz para apelar”, afirmou.
Lívia também acusou Lula de ter atacado cristãos e evangélicos e questionou: “Agora quer ganhar voto segurando a santa, gente, engana quem? Trouxa, né?”.
Fotos: Edilson Rodrigues/Agência Senado e Ricardo Stuckert/PR
Quatro pesquisas divulgadas nesta terça-feira (29) colocam Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Lula (PT) em uma eventual disputa de segundo turno. Os levantamentos são dos institutos Gerp, AtlasIntel, Palver e Vox Brasil. Em três deles, porém, a diferença está dentro da margem de erro.
A maior vantagem aparece na pesquisa Gerp. Flávio registra 50% das intenções de voto, contra 43% de Lula, diferença de sete pontos percentuais. O instituto entrevistou 2.400 pessoas por telefone entre 24 e 28 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais e a taxa de confiança, de 95,55%.
Na AtlasIntel, Flávio tem 47,7% e Lula, 47,6%. A diferença é de apenas 0,1 ponto percentual e os dois estão tecnicamente empatados. A pesquisa ouviu 5.005 eleitores entre 23 e 28 de setembro, por meio de recrutamento digital, e tem margem de erro de um ponto percentual.
A Palver mostra Flávio com 47% das intenções de voto contra 45% de Lula. Os dois também estão tecnicamente empatados, já que a margem de erro é de 2,4 pontos percentuais. O levantamento ouviu 5.000 eleitores de forma online entre 24 e 27 de setembro.
O Vox Brasil completa a sequência. Flávio aparece com 45,2% e Lula, com 44,7%, diferença de 0,5 ponto percentual. A pesquisa entrevistou 2.100 eleitores entre 26 e 28 de setembro, por meio de entrevistas presenciais domiciliares. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, configurando empate técnico.
O presidente Lula (PT) afirmou que homens são “covardes” quando o assunto é exame de próstata e disse que mulheres aprendem a “tomar toque” desde pequenas. A declaração foi feita durante comício em Belém (PA), nesta segunda-feira (28).
Ao falar sobre a primeira cirurgia robótica de próstata realizada no Pará e na região Norte, Lula relacionou o avanço do procedimento à resistência masculina aos exames. Ele lembrou a morte da mãe, Dona Lindu, vítima de câncer uterino. Segundo o presidente, os avanços no procedimento permitem recuperação mais rápida e reduzem riscos de incontinência urinária e impotência sexual.
“E por que que isso é importante? Porque o homem é covarde. O homem não gosta de fazer teste de próstata. Ele não gosta de toque. As mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas. O homem não, ele é cheio de trejeito. Ele não sabe que, quando ele tiver câncer de próstata, vão dar muito toque nele”, declarou.
Na sequência, Lula questionou o que faria os homens perderem o medo do exame e continuou falando sobre os avanços no tratamento do câncer de próstata.
O bispo de Formosa (GO), Dom Adair José Guimarães, publicou na noite desta segunda-feira (28), diretamente do aeroporto de Atenas, na Grécia, um novo vídeo em meio à polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida no debate político brasileiro.
Dom Adair afirmou que, durante a peregrinação, rezou pelo Brasil e pediu a intercessão de Nossa Senhora Aparecida para que o país continue sendo livrado “da peste, da fome, da guerra e do comunismo”.
Na sequência, ao se referir à polêmica envolvendo a imagem da padroeira, declarou que “quem usa de Nossa Senhora Aparecida para proveito, seja de qual natureza for, não vai sair bem”.
O bispo não cita Flávio Bolsonaro, Lula, PT ou esquerda. Ao final, pediu que a Virgem Aparecida continue olhando pelo Brasil e não permita que o país caia “no esgoto da infelicidade e do sofrimento”.
Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 47,7% das intenções de voto contra 47,6% do presidente Lula (PT) em uma eventual disputa de segundo turno, segundo pesquisa AtlasIntel divulgada nesta terça-feira (29). Os dois estão tecnicamente empatados.
Brancos, nulos e eleitores que não souberam responder somam 4,8%.
O levantamento também simulou Lula contra outros quatro nomes. O presidente aparece com 45,9% contra 43,4% de Ronaldo Caiado (PSD); 47,4% contra 41,2% de Romeu Zema (Novo); 46,2% contra 36,1% de Augusto Cury (Avante); e 46,4% contra 28,9% de Renan Santos (Missão).
A AtlasIntel ouviu 5.005 eleitores entre 23 e 28 de setembro, por recrutamento digital. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. Contratada pela Bloomberg, a pesquisa está registrada no TSE sob o protocolo BR-04391/2026.
Impulsionados por novas medidas governamentais, os desembolsos da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltados à tentativa de reeleição alcançaram a marca de R$ 328,9 bilhões ao longo do terceiro mandato. O dado foi contabilizado pelo Gastômetro, uma ferramenta inovadora desenvolvida pelo Estadão que monitora em tempo real os gastos do governo federal durante o ano eleitoral.
Em resposta à repercussão levantada pela ferramenta, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) emitiu uma nota oficial. No comunicado, o órgão argumenta que os desembolsos não possuem caráter eleitoral, classificando-os como iniciativas essenciais e indispensáveis.
Entre as justificativas apresentadas pelo governo estão a manutenção de jovens nas escolas, o combate ao crime organizado, a salvaguarda de empregos e empresas, o controle de pressões inflacionárias sobre os preços e o enfrentamento de calamidades agravadas por um forte fenômeno El Niño.
Levantamentos internos acenderam o sinal amarelo no QG da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de seus marqueteiros. O cálculo é de que manobras recentes para impulsionar a candidatura, como a proibição repentina das bets e a decisão do ministro Flávio Dino de liberar publicações falsas sobre a Padroeira contra Flávio Bolsonaro (PL) sob o argumento de liberdade de expressão podem ter saído pela culatra. A avaliação nos bastidores é de que o excesso de oportunismo acabou empurrando eleitores indecisos e apoiadores de outros nomes diretamente para a base de Flávio Bolsonaro.
Efeito colateral e voto útil
A guinada inesperada no humor do eleitorado enfraquece a estratégia petista. A tendência de voto útil em curso ameaça encolher o desempenho esperado de candidatos nanicos da oposição (como Caiado, Zema, Cury e Renan Santos), que juntos pretendiam abocanhar de 11% a 13% dos votos no primeiro turno para desidratar Flávio Bolsonaro.
Calculada imprudência
No caso das bets, a equipe de marketing falhou ao não alertar o presidente sobre o impacto negativo de desagradar massivamente clubes de futebol e torcedores em todo o país. Além do desgaste com o esporte, críticos apontam miopia na medida: proibir as plataformas legais acabou entregando de bandeja um mercado estimado em R$ 100 bilhões para o setor clandestino e marginal.
Com informações da Coluna Cláudio Humberto/Diário do Poder
A maioria dos grandes clubes do futebol brasileiro, incluindo Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Palmeiras, Santos e São Paulo decidiu boicotar ou não enviar representantes para a reunião convocada pelo governo federal nesta terça-feira (29) em Brasília. O encontro foi articulado pelos ministérios do Esporte, da Fazenda e do Planejamento, além da CBF, para debater os impactos da medida provisória publicada na última sexta-feira (25) que proibiu a exploração e a publicidade de casas de apostas (bets).
O clima de tensão aumentou após a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na véspera do encontro, segunda-feira (28), afirmando que os clubes “que se virem” para encontrar alternativas financeiras que compensem a perda bilionária de patrocínios. Dados da consultoria Sports Value apontam que, em 2025, as bets injetaram R$ 1,143 bilhão nos 20 clubes de maior receita do país, o que representava cerca de 36% da receita de marketing dessas equipes.
Entre os gigantes do esporte, apenas o Corinthians deve marcar presença. O clube paulista conduz negociações delicadas com a Caixa Econômica Federal em relação à dívida da Neo Química Arena e busca manter o presidente Lula, torcedor declarado da equipe próximo das tratativas.
Em contrapartida, o Palmeiras justificou sua ausência ao ponderar que está aberto ao diálogo, mas avalia o atual momento às vésperas das eleições de domingo (4) inadequado, além de classificar o tema como complexo demais para ser tratado com pressa e sem uma avaliação prévia aprofundada por parte do próprio governo.
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